Vol 11 – S.S. Vol 11
Short Story 5: Até que o Destino nos Separe
“Você costuma pegar dois cogumelos-ostra-rei em um pacote, certo?”
Amane falou casualmente enquanto descarregava as compras na geladeira. Ele e Mahiru tinham acabado de voltar do supermercado, e agora ele segurava um pacote de cogumelos, olhando-os pensativamente.
A maioria dos itens refrigerados já estava guardada, mas como planejavam usar os cogumelos mais tarde, ele os havia deixado no balcão.
Ainda assim, algo neles o fez parar.
“Sim, eu pego,” respondeu Mahiru.
“E às vezes eles colocam um terceiro para equilibrar o peso, certo?”
“Sim, às vezes.”
Ele ergueu a bandeja com três cogumelos alinhados em uma fileira organizada.
“Eles meio que parecem uma pequena família. Achei fofo,” disse ele.
“Hehe, então talvez o pequeno e magro seja a mãe, e o super pequenino seja a criança?”
Havia um grande, um fino e, enfiado entre eles, um ainda menor. Cada um tinha um tamanho diferente e, juntos, tinham uma atmosfera estranhamente cativante.
Eles pegaram o pacote por impulso na loja, mas agora que os observava atentamente, Amane achou estranhamente reconfortante o quanto eles se assemelhavam a uma pequena família feliz.
“Mas isso significa que estamos prestes a massacrar essa família inteira...” disse Amane.
“Não diga isso. Você estragou o momento saudável.”
[Del: Akakakakakakkaka. | Moon: akakakkak Desculpa eu ri… Tipo de coisa que eu falaria. | Kura: Nossa, Amane sanguinário kakakaka.]
Mahiru lançou-lhe um olhar indiferente, do tipo que gritava: ‘Por que você fez isso?’ mesmo sendo ela quem havia planejado cozinhá-los em primeiro lugar.
Eles não iriam abandonar o jantar por causa de um súbito acesso de animismo, mas agora que imaginaram uma pequena família naqueles cogumelos, sentiram uma emoção estranha que não conseguiam explicar.
[Del: Tenho quase certeza que eles na verdade já comeram uns cogumelos diferenciados.]
“Que esta família descanse em paz... em nossos estômagos,” brincou Amane.
“Mas... se dividirmos o prato entre nós, isso não significaria que eles ficariam separados para sempre?”
“Certo, agora é você quem está ficando sombria.”
“B-bem...”
[Del: Ah não, esquece, foi a autora mesmo que pegou um cogumelo estranho. | Moon: Sinceramente, eu nem sei quando, mas já me acostumei com esse jeitinho maluco da Saeki-sensei, é reconfortante kakak. | Kura: Sei que tipo de cogumelo foi esse… Aqueles que te deixam doidinho.]
Amane virou-se para os cogumelos em sua mão e sussurrou: “Vamos ser honestos... a Mahiru não é a mais malvada?”
[Del: Para de conversar com o cogumelo mano. | Kura: Não sei o que é melhor, a história, ou seus comentários.]
Mahiru não disse uma palavra. Mas a forma como seus lábios se pressionaram em um pequeno beicinho silencioso deixou seu descontentamento palpável.
“Ouviu isso? Estamos prestes a cometer um horrível massacre de cogumelos...” murmurou Amane.
“Isso parece terrível! Tanto a frase quanto a forma como foi dito!”
“Acho que isso nos torna parceiros no crime. Estamos presos ao mesmo destino agora.”
[Kura: Quem será o cúmplice?]
Nós tiramos vidas para comer todos os dias, pensou Amane. Isso não é novidade.
Com um dar de ombros casual, ele colocou os cogumelos na mesa e olhou para Mahiru. Ela ainda estava fazendo beicinho, encarando-o como se estivesse tentando decifrar alguma coisa.
“Quando você não diz nada, só parece que minha piada fracassou. Quer dizer, fracassou, mas mesmo assim. Desculpe.”
“...‘Presos ao mesmo destino,’ hein?”
“Claro que sim. Estamos prestes a devorar uma família inteira e apagar as evidências.”
“Entendo.”
“...Você está chateada?”
“Por que eu estaria? Deixando o cogumelo de lado, eu realmente achei a segunda metade do que você disse meio fofa. Então, vamos garantir que daremos a eles uma despedida à altura, aproveitando cada mordida.”
“É, vamos fazer isso.”
“Tudo resolvido, então.”
Mahiru assentiu com firmeza enquanto lavava as mãos, um sorriso suave se abrindo em seu rosto. A mudança repentina em seu humor fez Amane inclinar a cabeça, confuso. Ainda sem saber o que havia despertado sua alegria, ele silenciosamente a seguiu.
“...Você está de bom humor de repente, é?”
“Estou?” Mahiru disse, então fez uma pausa. “...Talvez eu esteja.”
“Qual é a dessa mudança de humor?”
“Não é nada.”
Claro, sempre que Mahiru dizia “nada”, quase nunca era de fato. Mas com seu sorriso ainda mais brilhante do que o normal, Amane imaginou que não poderia ser nada ruim.
Insistir em respostas provavelmente só lhe renderia uma bronca, então ele deixou passar e sorriu.
-Kurayami: Pelo poder dado a mim, eu declaro esse um dos melhores caps!!
Traduzido por Moonlight Valley
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