Nitro: As Pegadas do Herói Brasileira

Autor(a): Lucas Aguiar Ferreira


Volume 1 – Arco 1

Capitulo 6: Garotas Ferozes!

O calor era sufocante. O sol reinava absoluto no céu sem nuvens, transformando o ar em um abraço seco e inclemente. Nenhuma brisa aliviava o sufoco, e a garrafa d’água tornava-se um bem precioso.

Mas do lado de dentro daquela mansão, era como se outro mundo existisse.

O brilho do sol não atravessava as pesadas cortinas roxas, que pendiam como sombras silenciosas, sufocando a luz. A mansão, cercada por muralhas brancas, se erguia imponente por trás de um portão de ferro negro, pontiagudo como presas afiadas. Sua largura era tal que um ônibus poderia atravessá-lo sem dificuldade.

Para alcançar aquela construção branca, adornada com detalhes góticos, era necessário atravessar um jardim diferente de qualquer outro.

Leões repousavam sob as sombras das árvores, suas caudas balançando preguiçosamente. Tigres e onças se misturavam à folhagem, suas presenças intimidantes, mas estranhamente serenas. Gorilas sentavam-se em silêncio, observando com olhos pensativos. Ursos rolavam pela grama como se aquele fosse o lugar mais seguro do mundo. Mais adiante, elefantes balançavam suas trombas suavemente, cercados por pássaros exóticos.

Eles não estavam ali por acaso.

Atrás da mansão, a natureza se transformava. Uma região ecótona marcava o encontro entre a floresta densa e a savana dourada, criando um ambiente híbrido, um solo fértil para encontros improváveis.

E assim, os animais vinham. Cruzavam o jardim e ali se acomodavam, como se esperassem por alguém. Seus olhos fixos nas janelas escuras da mansão, atentos, pacientes.

Esperando.

No interior da mansão, em uma escada branca, um homem de meia idade, de careca brilhante, sua os degraus arrumando a sua gravata vermelha.

Seu terno preto estava todo engomado, e suas calças combinavam perfeitamente com o terno. Os sapatos pretos estavam tão bem engraxado que dava pra ver o seu reflexo.

Com o semblante fechado, ele caminhou por um corredor bege, e parou de frente a uma porta cor de rosa.

Batendo na porta com elegância, o careca fala para quem está dentro do quarto.

— Já é hora de acordar, garota! O seu café da manhã já está na mesa! Até quando vai dormir?

Uma voz fina e sonolenta o respondeu.

— Só mais vinte minutos, Dema!

— Daqui a vinte minutos não vai ser mais de manhã! Vamos acorde!

Parecia um casulo o jeito que a menina estava envolvida com os lençóis azul, em cima daquela cama bagunçada.

Emburrada, ela tira os lençóis e o joga no chão, seus cabelos verdes, estavam assanhados, e os seus olhos mal conseguia abrir.

— Careca nojento, de ia me deixar em paz!

Ela se senta na beira da cama, e fica olhando para as paredes doo seu quarto cor de rosa, até chegar a coragem para se levantar.

Quando ela se colocou de pé, e se espreguiçou, apesar de ser baixinha, seu físico definido se destacou por baixo da sua camisa, e calção azul.

 — Agora vou tomar meu banho, para eu tomar café e brincar com meus amigos!

Enquanto a jovem tomava seu banho, Dema lia um jornal sentado em uma cadeira branca, de pernas cruzadas.

— Nessa cidade só acontece desgraça! Veja, três alienígenas draconianas que foram trazidas de Mercúrio fugiram dos agentes de Piece Patrol e estão escondidas na cidade Central.

Uma empregada de meia idade, de pele bronzeada, e cabelos pretos, que se vestia com roupas de empregada tradicionais, ficou horrorizada com a notícia.

— Mais isso é uma incompetência absurda dos oficiais da organização! E se elas machucarem alguém?

— Está dizendo no jornal que já existem vítimas fatais, Solange! Ou seja, é melhor você ter cuidado quando for andar na rua! Dizem que todas as vítimas são mulheres!

— Se elas me encontrarem vão perder a oportunidade de votar pra casa com vida!

— Acho que você solta na rua é mais ameaçadora!

Eles mudam de assunto ao perceber que a menina descia as escadas. Com o seu cabelo verde curto peteado para trás, ela cantarolava enquanto descia as escadas.

Vestida com sua camiseta regata azul, short leddingg preto e tênis branco, ela se dirigiu a cozinha, que era toda equipada com armários brancos combinando com a cor da parede.

A mesa estava recheada de bolos, pães, café e leite. Tudo para a jovem encher a pança.

— Vê se come logo, menina! Já é hora de almoçar! — Falou Solange com o semblante aborrecido.

— Não se preocupe, Tia Sol, eu vou queimar as calorias dessa merenda brincando com meus amigos, assim posso almoçar em seguida!

 Sentando na cadeira e agradecendo pela comida, a menina vai devorando tudo rapidamente, como se não houvesse amanhã, deixando a empregada com o semblante de nojo.

Depois de ter se alimentado, a menina se levantou rapidamente da cadeira, e correu para o jardim.

Olhando para Dema, Solange diz: — Essa menina tem o espírito de pobre!

— Quem diria que a filha daquele homem seria a rainha das Feras!

Saindo para o jardim, a menina coloca as mãos na cintura, e com muita alegria abriu um sorriso largo no rosto.

— Cheguei pessoal!

Leões gorilas, Tigres, elefante e onças, todos se alinharam, um do lado do outro de frente a baixinha dos cabelos verdes.

— Vamos começar o treinamento de hoje, pessoal!

Um dos três gorilas se adiantou na intenção de desferir um golpe de punho direito na baixinha.

O braço do gorila que era da grossura de um tronco, foi parado facilmente pela mão esquerda da garota.

— Chicão, eu já te avisei que você precisa aplicar mais forças nos seus golpes!

Deferindo uma palmada de leve no peito direito do gorila, q a jovem o lança a dez metros de distância

O gorila sai bolando no chão e derruba os outros dois gorilas, que irritados começam a bater nele.

— Não briguem, meninos! — ordenou a baixinha.

Os gorilas se sentam no chão, obedecendo as ordens da menina como se fossem cachorros adestrados.

Os quatro leões avançam juntos contra a garota, na esperança de perfura-la com suas presas.

Mas, saltando de um lado para outro, a jovem se esquivava com facilidade do ataque dos leões, e muitas vezes os levantava e os jogava para longe como se fossem gatinhos.

— Perus, Augusto, Sansão e Lavi vocês precisam ser mais ferozes! Muitos gatos de rua poderiam acabar com vocês, desse jeito!

Os dois Tigres e as duas onças avançam contra ela, que fechando a boca deles com as mãos, jogava cada um no chão com facilidade.

— Zangado e Dengoso, sejam mais rápidos, Penélope e Marisa, sejam mais ágeis.

Chegou a vez do temível elefante; suas pisadas no chão faziam tudo tremer, ele barritou, levantando sua tromba para atacar.

Balanço a tromba como um chicote, ele mirou torso da jovem, mas ela nem saiu do lugar.

— Pra que te serviu toda essa pompa?

Agarrando a tromba do elefante, ela começa a gira-lo no ar, como se ele fosse uma boneca, em seguida ela o larga no chão de forma sutil para ele não se machucar.

— Edmundo Elefantino, o meu papai me ensinou que o orgulho precede a queda! Você precisa ser menos orgulhoso, e treinar mais.

Os animais ouviam as palavras daquela menina como se estivessem entendendo tudo o que ela falava, como se ela fosse alguém superior a eles.

Cerrando os punhos ela fala para si mesma, muito eufórica.

— Em breve, eu, Jade, vou impressionar o meu pai, mal posso esperar!

Dema vai até a jovem e os animais o encaram, prontos para atacar.

— Se vocês me atacarem eu vou fazer tapetes de vocês, seus filhos da mãe!

— Fiquem quietos! — ordenou Jade, deixando os animais em posição de descanso.

— O que foi, Tio Dema? Eu estou no meio do meu treinamento!

— Eu só queria te avisar que seu pai já escolheu uma escola nova pra você!

— Não importa qual seja a escola, eu vou ser expulsa mesma! Já são quatro escolas seguidas! — Disse a baixinha com um sorriso convencido.

— Fique tranquila! A escola pra onde você vai não é como as outras! Ele é feita especialmente para pessoas traquinas como você!

— Se for do jeito que o senhor tá falando vão me colocar num presídio!

— Não deixa de ser semelhante, afinal a professora é praticamente uma carcereira!

— E quando vão me mandar para essa escola?

— amanhã você começa! Tente não causar mais dor de cabeça para o seu pai, menina!

Dema, volta para dentro da mansão, enquanto a garota, em pensamento, ficou determinada.

— Vou ser expulsa o quanto antes melhor!

                                                                 [...]

    No centro da cidade, enquanto humanos e extraterrestres terrestres apressavam seus passos para resolver suas pendencias do dia, Algo ruim havia acontecido.

Em um beco isolado, entre dois prédios, onde a luz do sol não chegava, e o som era abafado pelo barulho de buzinas, carburadores e ruídos de máquinas.

Quatro mulheres loiras, três mulheres negras, e três ruivas, estavam caídas no chão, e seus corpos estavam pálidos como papel.

 Os olhos estavam arregalados, e não demonstravam nenhuma reação, as silhuetas estavam alteradas, torcidas em várias direções.

Em pé quatro Criaturas humanoides femininas, com chifres e escamas de dragões, estavam de pé entre aqueles corpos com um semblante cheio de ódio.

Cada uma tinha uma cor diferente, e estavam vestidas com moletons de couro preto.

Uma era vermelha como morango e seus chifres eram curvados para trás, com uma aparência lisa e levemente pontiaguda, lembrando os de um demônio clássico.

A criatura amarela era baixa, e tinha escamas mais finas, era aparentemente a mais nova das quatro, e seus chifres eram dourados em formato curvado e simétrico, com detalhes texturizados que lembram escamas ou entalhes delicados.

A criatura azul, que acariciava o cabelo das humanas caídas, tinha um olhar assustador, e demostrava ser a mais cruel. Suas escamas eram lisas, e seus chifres eram semelhantes a de um touro.

A criatura verde tinha as escamas maiores, e os chifres mais pontiagudos, mais o seu semblante era sereno, e sua beleza fazia ela se parecer com uma divindade vinda da natureza.

E por fim, a criatura preta, era a mais alta, musculosa e também a única que tinha cauda. As demais tratavam-lhe como sua líder, e ao som da sua grossa voz, todas a respeitavam.

— Eu estou indignada que os homens desse planeta se atraiam por essas mulheres frágeis! Somos superiores em tudo, e mesmo assim eles fogem de nós! — disse a criatura vermelha indignada.

— É verdade Syrith, nos somos melhores, e mais fortes! — falou a criatura amarela com seriedade.

— Nos podemos resolver isso facilmente, minha irmãzinha Zyrala, é só nos livramos de todas as mulheres desse planeta! Eu vou adorar fazer isso! — falou a criatura azul, com os olhos arregalados, e salivando pela boca.

— Sempre agindo como um animal, não é mesmo cara Velltra?

Irritada, Velltra expõe a irmã verde:

— Nayriss, sua Cínica! Ao contrário de nós, vimos vários homens se oferecendo para você e você não deu atenção.

— Eu senti que as intenções deles eram cruéis! Viemos a esse planeta em busca de homens, mas não precisamos nos entregar a qualquer um, você não concorda comigo, irmã mais velha Kaerza.

A criatura preta, cruzou os braços, e fechou o semblante.

— O nosso foco a princípio era só se reproduzir, Então, continuaremos nossa retaliação a mulheres humanas enquanto encontramos homens para reproduzir.

— lembrando que ainda tem aqueles oficiais de Piece Patrol no nosso caminho! — disse Syrith com muita raiva.

Enquanto elas debatiam sobre seu futuro, um homem negro, de cabelo afro e óculos de sol, estava deitado de bruscos na beira do terraço de um prédio, conversando com alguém pelo headset.

Ele estava vestido com o macacão de couro preto de Piece Patrol que carregava a sigla PP no peito direito.

— Senhor, já localizei as criminosas, e vejo que elas já fizeram muitas vítimas, peço permissão para liquidá-las!

Um homem com uma voz direito e objetivo respondeu.

— Permissão negada! Traga elas para a sede da organização, vivas! É permitido o uso da força para render suas adversárias.

Abrindo um sorriso de satisfação, o jovem negro Se colocou de pé, e aqueceu o punhos estralando os dedos.

— Era só isso que eu queria saber!

De repente o jovem desaparece como se sua imagem tivesse sido apagada, e reaparece de frente as quatro irmãs.

— Quem é você? Acredito que seja um alienígena, pois até agora não vi um humano com esse capacete peludo na cabeça! — falou Kaerza de braços cruzados.

— Eu sou um humano! E para sua informação, isso que parece um capacete é o meu cabelo! Mas falando de coisas ridículas, e esses chifres em suas cabeças? combina muito bem com a feiura de vocês!

Velltra, a criatura azul se irrita com a provocação do jovem, a ponto de várias veias se tornarem visíveis em seu rosto, ela avançou, em alta velocidade, erguendo o punho direito e desferindo um soco no jovem.

O agente de Piece Patrol, desvia facilmente do soco virando seu corpo para trás, em seguida, ele agarra o lado da cabeça de Velltra e desfere na parede do prédio cinza, formando um buraco.

O som da pancada foi como se uma bola de ferro batesse contra a parede, e as rachaduras que se formaram coincidiu com o som.

As três irmãs se espantaram com a demonstração de poder daquele jovem. E se arrependeram de tê-lo provocado.

Metendo a mão no bolso esquerdo, o agente tira uma cápsula laranja, com um botão cinza. Ele apertou o botão e de repente a cápsula toma a forma de uma katana.

Balançando sua lâmina cinza, o som do vento demostrava que a katana tinha um poder de corte absurdo.

Segurando a bainha laranja com as duas mãos, ele dá um passo largo com a perna direita para a frente, e a esquerda para trás encarando seus adversárias.

— Meu nome é Jimmy Western, e sou sub comandante de Piece Patrol, como vocês escaparam, não conseguimos dar a vocês uma boa recepção, mas como vocês feriram nossa gente, prometo que a minha recepção será de arrepiar.

As irmãs guerreiras não sabiam como iriam lidar com aquele homem. E franzindo a testa tomam a posição de ataque.

 

 

 

 

 

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