Volume 2

Capítulo 28: Incursão.

Mais à frente, o grupo em terra avistava bestas mágicas que desafiavam o conhecimento básico de todos: rinocerontes com seis pernas e do tamanho de uma pequena casa, seus chifres parecendo longas espadas; pássaros com quatro patas e cabeças de leões imensos.

— Capitão? — um dos soldados perguntou.

— Sim?

— Por que essas montarias são tão estranhas?

— Montarias? — Adrien perguntou.

— Sim, no império existem criaturas parecidas, treinadas desde pequenas para servirem de montaria, iguais a esses grifos estranhos.

— Não são a mesma coisa — Harkin respondeu — Esses daí são risíveis comparados aos animais que vi no império e, além disso, não são simples montarias. Existe um vínculo entre o cavaleiro e a besta.

— Como não, Harkin? Tirando a cabeça de leão e o chifre enorme, o resto é igual aos que conheço.

— Adrien, veja com sua mente e não com os olhos. Me responde se são iguais.

Adrien começou a analisar, sentindo a mana das criaturas. Foi então que percebeu: grifos são bestas mágicas poderosas; aquelas não passavam de criaturas com mana anômala.

— Definitivamente não são tão fortes quanto um grifo.

— Não só isso — Harkin completou — existem cicatrizes cirúrgicas por todo o corpo desses animais. Nem sempre ter percepção de mana te torna observador.

Então todos perceberam: a mana era diferente, sim, mas as criaturas pareciam versões remodeladas das que conheciam. Apesar de maiores, não transmitiam a mesma majestade das bestas mágicas do império e do mundo.

— De qualquer forma — o capitão continuou — aquele tamanho não impressiona tanto. Essas coisas podem ter origem estranha, mas vamos seguir para o objetivo.

E seguiram sem hesitar. A fauna e a flora tornavam-se cada vez mais distorcidas do que deveriam ser em espécies nativas ou de qualquer outro lugar do mundo: árvores carnívoras, um lagarto que tinha pelos em vez de escamas, e mais criaturas marcadas por cirurgia.

A caminhada durou horas, com todos os tipos de bizarrices que até Harkin — que amava descobertas — achava sem sentido, com um ar de errado e artificial. A energia estranha da anomalia foi ficando cada vez mais densa, como a pressão de uma matriz imensa acima deles. Antes que percebessem, estavam aos pés da árvore colossal.

— Cacete, isso é muito maior do que eu pensei. — Adrien falou enquanto contemplavam o colosso à frente. Suas raízes cobriam todo um pequeno monte, rasgando rocha e solo para adentrar o terreno.

— O que será que acontece se um galho desses cair no chão?

Harkin, desfocado das perguntas, analisava o ambiente minuciosamente, procurando cada mínima incoerência. A mana em volta da árvore era normal — diferente de tudo que encontraram até agora.

— De todos os lugares, achei que aqui seria o foco da anomalia. Mas a mana dessa árvore é natural.

Ele se abstraiu completamente das conversas paralelas.

— Capitão, aqui com certeza é o núcleo da matriz. A densidade de mana é absurda.

— Sem dúvida, Russell. Mas não é isso que me preocupa. A pior parte é que a mana estranha que sentimos e os fenômenos anormais terminam aqui. Achei que seria o ponto de partida… mas voltamos à estaca zero.

— Por que você respondeu ele e não tirou minha dúvida? — Adrien perguntou.

— Que dúvida?

— Os galhos, cara! O que acontece? Você é o sabichão, porra. Tem que ter uma resposta.

— É sério isso?

— É.

Harkin pensou por alguns segundos em partir para a agressão pela idiotice de Adrien, mas sabia que isso não seria bom para a missão.

— Porra, Adrien, quando a gente passou uns setecentos metros atrás por uma fenda, tinha um galho no fundo. Pelo tamanho dessa coisa, você já devia saber a resposta, seu demente.

Os dois estavam prestes a começar uma discussão com troca de “elogios”, até que Kinan os interrompeu:

— Crianças, antes de vocês tentarem se destruir como dois besouros num ringue escolar, querem ouvir o que os sensores captaram?

— O que as leituras dizem? — Harkin perguntou, ignorando completamente o restante da conversa.

— Uma rede de túneis bem abaixo das raízes. Se estende por pelo menos quinhentos metros abaixo. Depois disso, tudo vira escuridão.

As imagens foram projetadas para o esquadrão em solo. A entrada ficava bem à frente deles, escondida sob uma raiz enorme.

— A entrada é atrás daquela parede de pedra?

— Pelo jeito sim, Adrien — Russell respondeu, enquanto Harkin se aproximava da rocha.

Foi então que ele percebeu um caminho ali, coberto pelas raízes e pela degradação do tempo. Marcas estavam presentes pelas pedras e no chão batido — como a entrada de uma velha construção consumida pelos anos.

— Se preparem. Vamos nos aproximar para uma incursão.

— Sim, senhor!

O pelotão respondeu firme. Independente do que encontrassem, estavam prontos.

— Quem trouxe a picareta? Vai ter pedra pra um caralho. — Adrien comentou, arrancando risos aqui e ali, até mesmo de Russell, sempre “all business”.

— Guarde sua empolgação para cavar depois. Olhe as paredes.

— O que tem, capitão?

Passando a mão pelos sulcos na pedra, Harkin limpou alguns pontos específicos e os outros finalmente viram.

— Eu falei antes: pare de enxergar só com os olhos. De que adianta ter sentidos melhores que os meus se você não usa?

Padrões estranhos cravados nas paredes denunciavam algo a mais: desenhos que lembravam caracteres de uma língua antiga. Mesmo sem entender, todos perceberam que aquilo era uma escrita deixada por quem já habitou a ilha.

— O que é isso? — Kinan perguntou pelo Basilisk.

— Hieróglifos Junkai — Harkin respondeu.

Os outros ficaram em alerta ao ouvir o nome.

— O povo das lendas? Achei que eram histórias que nossos pais contavam… — um dos soldados comentou, e o resto começou a murmurar teorias.

— Os Junkai são reais. E um puta problema pro império. A guerra travada uns quatrocentos a seiscentos anos atrás foi basicamente eles tentando impedir o imperador.

Ignorando as conversas, Harkin infundiu mana nos desenhos. Como esperava, os hieróglifos se acenderam um por um. O som de engrenagens antigas começou a ruir pelas paredes, o barulho de um grande mecanismo se ativando ecoou, e uma nuvem de pó se espalhou quando a parede desceu, afundando no chão como uma porta gigante.

— Claro que tu sabia como resolver isso.

— Não confia mais em mim, Adrien?

— Se fode pra lá.

Os dois seguiram para a entrada e o esquadrão os acompanhou.

— Kinan, o sinal pode ficar ruim subterrâneo. Fiquem a postos. Se perdermos contato e não houver comunicação por mais de uma hora e meia, considere a missão um fracasso: quebre a matriz e volte para o império.

— Eu não vou te deixar pra trás, jovem… Capitão. Eu não vou deixar vocês pra trás, capitão.

— É? E quem vai preparar o império e Nerio para lidar com o que quer que tenha aqui? Ou você esqueceu que eu tenho um Thaurion e um Centurion comigo? Sem falar que eu sou um também? Se algo der errado, só você e o Vogel não serão o suficiente.

O silêncio pesou na rede do Basilisk. As palavras eram duras, mas verdadeiras. Todos sabiam, desde o início, que aquilo podia ser um caminho sem volta — e mesmo assim escolheram seguir.

— Iremos encontrar uma forma de seu brinquedo atravessar essa matriz.

Harkin respirou aliviado por um segundo, mas foi cedo demais.

— Mas se vocês perderem a conexão e não houver contato, eu mesmo vou descer aí.

— Porra, Kinan, você é a porra de um Thaurion. Segue as ordens.

— Eu sigo as ordens da coroa. E você, meu jovem, abdicou da sua. Sendo assim, sem ordens… eu farei o que achar certo.

— Faz o que quiser então, foda-se. Mas lembre que não é só minha vida, ou a sua, ou de todos aqui que está em jogo.

Harkin apertou o passo, frustrado pela afronta, mas no fundo entendia a preocupação. A sensação de uma corda apertando seu pescoço só reforçava o pressentimento:

“Tem alguma coisa lá embaixo… e eu não sou supersticioso. Mas essa porra de intuição nunca me deixou na mão.”

Engolindo e suprimindo seus pensamentos para que não vazassem no Basilisk, ele entrou na escuridão dos túneis — determinado a resolver aquilo.

 

O som da porta se fechando à distância travou o grupo; os soldados mais atrás hesitaram e falaram pelo Basilisk:

 — Isso deveria acontecer?

 — Não sei — respondeu Harkin, causando um leve desconforto em seus homens. — Mas não se preocupem, existem glifos do lado de dentro para abrir.

Com a preocupação sanada, seguiram pela escuridão do túnel. Pelas paredes se espalhavam fungos bioluminescentes, a pouca luz que aquele lugar oferecia. Mesmo com a tecnologia dos visores, ainda parecia um lugar velho e decrépito, abandonado pelo tempo. Já a uma boa distância do ponto de entrada, os homens continuavam sentindo a tensão e a inquietação uns dos outros. Um ruído, com a voz de Kinan, apaziguou um pouco o clima:

 — Capitão, vocês estão chegando no limite do radar. É possível ver algo?

 — Mais caminho à frente, e algumas interseções. Nada além disso.

 — A comunicação tá começando a ficar ruim; quando vocês chegarem no limite, eu aviso novamente.

A interferência criava um ruído cada vez mais forte na mente de todos.

 — Positivo, Vogel.

A indiferença de Harkin deixou Adrien pensativo:

 “Ele tá começando a sair do que tinha em mente, nem tá ligando pra afronta de Kinan mais cedo… vou ficar sério agora.”

Sua mana se estendeu levemente pelo corredor à frente. Os outros não entenderam o que ele fazia, e as perguntas começaram a surgir. Adrien entrou em foco e simplesmente ignorou.

 — Ele está fazendo uma varredura do caminho à frente, não o atrapalhem.

Com a ordem de Harkin, a rede neural se silenciou. Por alguns segundos, a onda de mana se dissipou; depois, os mais sensíveis sentiram-na sendo sugada pelas raízes da árvore que cruzavam o caminho.

 — Encontrou algo?

 — O túnel se estende mais um pouco, e onde os sensores morrem tem uma grande câmara. Não senti nada além dos fungos e das raízes.

 — Podemos seguir sem preocupação então?

 — Sim.

 — É arriscado — disse Russell.

 — Tudo isso é arriscado, mas não há perigo iminente. Recomendo avançar rápido.

O medo de Russell começou a afetar o esquadrão; todos sentiam o que ele não conseguia reprimir. As emoções se potencializavam pela rede. Harkin notou a estranheza: apesar de serem soldados treinados e prontos para morrer, havia ali um instinto primordial, encravado fundo, que os abalava.

 “Tamo chegando perto… quer sinal melhor que esse? É melhor desconectar a rede e passar pro backup.”

Controlando os próprios pensamentos, ele deu a ordem, e aceleraram em direção ao objetivo. Quando estavam a segundos de chegar, Harkin sinalizou para a tripulação embarcada:

 — Vogel na escuta?

A resposta veio cheia de ruídos, mas ainda compreensível:

 — Na escuta, se aproximando do ponto morto dos sensores.

 — Estamos iniciando a incursão cronometrada. A partir de agora, desligaremos os comunicadores e passaremos para a rede dos trajes. Mantenham-se em alerta.

 — Entendi, capitão… Que a Luz do Altíssimo guie vocês com segurança.

Alguns soldados, tanto embarcados quanto do esquadrão, fizeram um gesto religioso do sol, junto com Adrien. Harkin esperou terminarem. As mentes do grupo se desconectaram do Basilisk, e ele percebeu que, mesmo com os trajes, a tensão começava a ceder. Foi a primeira vez que sua voz ecoou desde que entraram na ilha:

 — Senhores, vamos rápido, mas com cautela.

 — Sim, senhor!

As vozes ecoaram pelos túneis enquanto corriam. O ar parecia ficar cada vez mais pesado, não pela claustrofobia de estarem abaixo de um colosso vivo, mas pelo nó que se formava na garganta, sem que entendessem o porquê. Logo chegaram ao local: uma caverna dentro de outra caverna imensa, com túneis desaguando nela e raízes da árvore pendendo como estalactites do teto.

 — E agora, a gente volta?

 — Não, Russell, investigamos.

 — Exatamente — respondeu Harkin. — Apesar de termos chegado até aqui, ainda não encontramos nada concreto. Espalhem-se em duplas, procurem vestígios. Qualquer coisa fora do normal, reportem imediatamente. Adrien com o Russell; eu vou sozinho.

 — Por que eu não vou sozinho e você vai com ele?

 — Porque eu preciso formular um plano.

 — Ok!

Adrien se juntou a Russell, e o esquadrão iniciou a busca. Não sabiam exatamente o que procurar; era chão, cogumelos e musgos brilhantes num espaço aberto, mas ainda assim procuravam. A ordem servia mais para dar tempo a Harkin do que para encontrar algo de imediato.

“Está fraco… mas eu posso sentir. A energia anômala voltou fraca quanto mais nos aproximamos deste espaço. Aqui parece ser onde a árvore cresceu. É só uma hipótese, mas talvez exista algo abaixo, e a matriz não consiga filtrar o que vem de baixo. Se for isso, o que poderia causar um distúrbio tão localizado?”

Sua mente ficou presa nessas teorias por alguns minutos enquanto os homens buscavam — alguns focados, outros assustados. A falta de luz e a sensação sobrenatural ao redor só aumentavam a tensão.

Nesse meio-tempo, Adrien e Russell encontraram uma pequena marca no chão:

 — O que foi? — perguntou Russell.

 — Essa marca tá estranha.

Abaixando-se, Adrien limpou o contorno do que parecia uma rachadura. As palavras de Harkin vieram como um estalo. Sua mana se espalhou pelo solo. Os outros perceberam e se viraram. Sob a fina camada de terra e pó, centenas de marcas começaram a brilhar. Uma rajada de vento gelado varreu a câmara, lançando o pó ao ar.

Onde antes não havia nada, agora o chão inteiro estava coberto de hieróglifos semelhantes aos da entrada, reluzentes, ativos em círculos, com um círculo central exatamente onde Adrien estava.

 — Muito bem, Adrien. Enxergar além do que os olhos podem ver.

O capitão saltou para o centro, e o resto do esquadrão se aproximou. Harkin se abaixou, inspecionando os símbolos; analisando a estrutura, riu e virou-se para Adrien:

 — Os sensores nunca enxergariam isso, nem o que está abaixo. Estava óbvio, e eu não pensei nisso.

 — Abaixo? — perguntou Russell, quase retoricamente.

 — O que o chão tem a ver, capitão?

 — É uma liga de Zaralith, Adrien. O foco da anomalia está abaixo de nós, mas a matriz da árvore filtra a energia. A liga deixada pelos Junkai interfere nos sensores; somada à matriz natural, impede qualquer observação à distância.

 — Agora faz sentido. Mas se estamos acima e não há mais descida, como vamos descobrir o que tá acontecendo?

 — É aí que esse círculo central entra. Não decifrei a língua Junkai completamente, mas entendi que isso é um caminho pra baixo.

 — Isso não faz sentido, capitão. Como isso pode ser um caminho se são só rabiscos brilhando?

 — Russell, o que está escrito aqui é algo como “entrada interna, descida iminente”. Se colocarmos a mana para trabalhar da forma correta, como um encantamento…

Harkin injetou mana no glifo, e outro vento saiu das fissuras do círculo central.

 — Nós vamos descobrir como descer.

O círculo afundou lentamente, revelando uma plataforma dentro de um fosso, que começou a descer, primeiro devagar, depois acelerando. Um frio no estômago tomou o grupo; a sensação estranha veio acompanhada de náusea, desconforto e uma pressão sobrenatural crescente.

Após alguns segundos, a plataforma desacelerou, e o arco de uma grande porta se formou à frente. Um salão iluminado por lâmpadas mágicas se revelou, claro demais, com uma porta sem truques aparentes. A simples visão fez os homens hesitarem.

O capitão deu o primeiro passo, e os outros o seguiram. Após o treinamento militar, mesmo com os instintos gritando o contrário, só se avança quando um superior avança. Ele abriu a porta, e o cheiro de sangue velho atingiu seu nariz, misturado a compostos químicos que reconhecia de suas pesquisas. A cena era puro horror: marcas de garras por toda parte, casulos de vidro com restos espalhados pelo chão, papéis em um idioma alienígena pelo que parecia ser um laboratório, órgãos e partes de criaturas nas prateleiras, junto a poções alquímicas catalogadas — algumas conhecidas, outras jamais vistas.

 — Que porra é essa, capitão?

 — Aparentemente, o laboratório de um lunático. Não toquem em nada, mas vasculhem o lugar.

 — Acho que isso vai ter que esperar — alertou um soldado da segunda divisão, apontando para uma porta afastada.

 — O que foi?

 — Tem algo errado ali, senhor. Consigo sentir.

— A postos para entrar.

 — Isso é sábio, senhor? Estamos incomunicáveis. Já vimos o suficiente para reconhecimento.

 — Controle suas emoções, Russell. Você tem família? Se o responsável por isso perceber nossa presença, some, e voltamos à estaca zero. É esse risco que você quer deixar solto para quem você ama?

As palavras foram duras, mas necessárias. Mesmo tremendo, sabiam por que estavam ali. Alguns ainda hesitavam; outros, junto com Harkin, avançaram. As dobradiças rangeram como uma canção infernal, revelando um espaço ainda maior e tão decrépito quanto o som que produziu: mais casulos nas paredes, cercando um túnel do tamanho da cratera de um meteoro.

A câmara era do tamanho de um quarteirão da capital, coberta de marcas e sangue. Corpos deformados flutuavam em vasos com líquidos preservantes, e a sensação de morte os envolvia junto da energia opressiva. Até Adrien, com seu corpo superior, começou a sentir os efeitos.

 — Harkin, acho que agora é hora de voltar e contatar o império. Fizemos o que dava pra fazer. Não tem nada aqui que não dê vontade de vomitar. Existe um limite.

Ele ouviu Adrien e refletiu:

 “As respostas estão aqui. O responsável não está mais, vai fugir depois. Ainda assim, já é mais do que tínhamos ontem. As imagens bastam.”

— Vamos vol…

A frase foi cortada por uma voz que ecoou do centro da sala, vinda de um aglomerado de carne ignorado antes em meio à bizarrice. O amontoado se moveu, revelando o crânio de um homem — uma escultura brutal de uma morte interrompida:

 — Vocês não deveriam estar aqui!

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