Mestre Espadachim das Estrelas Coreana

Tradução: Kurayami

Revisão: Enigma


Sessão 3

Capítulo 25: O Matador de Fantasmas se Espalha

No meio de um restaurante envolto em silêncio, Gott olhou para Vlad, sem saber o que fazer.

"Ca-Capitão."

Ao mesmo tempo, inúmeros olhares no restaurante, cheios de diversos escárnios, começaram a se concentrar no lugar onde Vlad estava sentado.

Todos aguardavam alguma coisa.

"..."

Um volume amarelado surgiu acima da sopa que Vlad estava comendo.

Era a saliva de alguém.

"Desculpa por isso. Pensei que fosse uma lixeira, já que cheira a lixo."

"Hahaha!"

Havia três escudeiros de pé atrás de Vlad, sorrindo largamente.

'Mais cedo do que eu esperava.'

Vlad não demonstrou raiva em relação aos escudeiros.

Ele apenas assentiu, sentindo que isso estava fadado a acontecer mais cedo ou mais tarde.

A família Bayezid é uma família prestigiosa no Norte.

Apenas permanecer por pouco tempo em um lugar como aquele já era uma grande experiência. Os escudeiros dali eram todos jovens decentes, vindos de boas famílias. Embora não fossem nobres, eram jovens mestres bem-criados. Era natural que se comportassem assim quando alguém de um beco entrava em seu círculo.

Vlad decidiu suportar por enquanto, pois já tinha vivido uma situação parecida no acampamento.

'Estou acostumado.'

Desdém, desprezo e indiferença sempre lhe foram familiares.

Claro, estar acostumado não significava que não doesse, mas Vlad escolheu deixar passar por ora.

Então, ele ergueu a colher em silêncio.

"Capitão..."

Ele pegou a saliva que flutuava na sopa com a colher e a espalhou pelo chão.

Depois disso, pegou novamente a colher e voltou a comer a sopa como se nada tivesse acontecido.

"..."

"..."

Os escudeiros no restaurante, que planejavam atormentar Vlad, observaram com surpresa enquanto ele reagia calmamente. No entanto, todos pararam de rir diante da atitude indiferente de Vlad.

Era um silêncio estranho.

"...O que tem esse cara?"

Entre os novos recrutas que haviam chegado até então, nenhum havia se comportado daquele jeito.

Alguns se irritavam, alguns ficavam assustados, e outros até riam para disfarçar.

Mas o sujeito que veio do beco estava se comportando de forma completamente diferente do que eles esperavam.

"..."

Na sala de jantar, que ficara silenciosa sem intenção, Vlad pensou nas palavras que Zayar havia dito.

"De agora em diante, cada ação sua estará diretamente ligada à reputação de Josef."

Zayar, que conhecia bem o temperamento de Vlad, aconselhara-o a ter cuidado, a ser cauteloso em seus atos.

'Já que recebi algo, terei de suportar isso.'

Vlad estava muito consciente de que havia recebido uma oportunidade de ouro.

Portanto, se pudesse suportar, pretendia ignorar em silêncio pelo bem da dignidade de Josef.

'Como devo lidar com isso.'

Ainda assim, como alguém do beco, ele não conseguia evitar a sensação latente de brutalidade.

Então, apesar de beber a sopa calmamente, havia algo que emanava naturalmente dele.

Os olhos azuis que faziam as pessoas reconhecerem Vlad mesmo nos becos selvagens.

Aqueles olhos ardiam com uma intensidade feroz.

"Pirralho arrogante."

Quando as coisas não saíram como pretendia, o escudeiro que o provocara se aproximou de Vlad, rosnando.

"A gente se vê depois. Vou tornar a cerimônia de trote espetacular pra você..."

"Qual é o seu nome?"

O plano era intimidar Vlad e incutir medo, mas Vlad reagia de forma completamente diferente das intenções de Sobanin.

"...O quê?"

A cabeça de Vlad se virou lentamente, acompanhada por uma voz gelada.

"Qual é o seu nome?"

Diante daqueles olhos azuis em chamas, Sobanin sentiu como se o entorno estivesse escurecendo.

Era um olhar que exalava ainda mais intimidação do que os cavaleiros que ele servia.

"S- Sobanin."

Sem perceber, Sobanin gaguejou.

Era esse o tipo de pressão.

"Sobanin."

Vlad murmurou calmamente o nome de Sobanin enquanto mastigava e engolia a sopa.

Um cachorro que late não morde.

Quem pretende matar não se enfurece.

"Vou me lembrar."

Apenas encarando em silêncio.

Vlad já havia terminado de comer e se levantou segurando um prato vazio.

"Aguardo a cerimônia de trote."

Ao ouvir a voz de Vlad passando por ele, Sobanin percebeu que algo estava errado.

"Ei, você sabe onde está? Um órfão imundo dos becos agindo como se fosse dono do lugar."

Embora cuspisse palavras afiadas para proteger seu orgulho ferido até o fim, Vlad apenas devolveu o prato em silêncio e saiu do restaurante sem dizer nada.

Mesmo com Gott seguindo Vlad, observando cautelosamente, o restaurante permaneceu mergulhado em um silêncio estranho.

✦  ✦  ✦

"Capitão, você está bem?"

"Estou enjoado."

"O que você vai fazer agora? Pelos criados, aquele Sobanin parece ser um tipo de capitão entre os escudeiros."

"Aquele cara é o capitão?"

À pergunta de Vlad, Gott assentiu vigorosamente.

"Entendi."

"Tome cuidado."

Escudeiros e criados.

O caminho em que escudeiros e criados tinham de se separar. Vlad fez um gesto para Gott e seguiu em direção ao seu destino.

"É aquele cara."

Mesmo no restaurante lotado, cercado por dezenas de pessoas, Vlad se manteve calmo como se estivesse comendo em sua própria casa.

"Quem até dividiu seres semelhantes a fantasmas."

Talvez fosse uma reação natural.

Afinal, ele era alguém que derrubava criaturas temíveis, difíceis até de encarar; as ameaças de seus pares não eram grande coisa.

"É por isso que as pessoas deveriam brincar em lugares maiores."

Quando a silhueta de Vlad desapareceu ao fim do corredor distante, Gott também mudou de direção.

Não havia necessidade de se preocupar.

Aquele sujeito não era alguém que ficaria preso em um lugar como aquele.

Após se separar de Gott, Vlad se dirigiu ao campo de treinamento, onde Zayar estaria de acordo com a programação.

"Tudo bem?"

"Sim."

"Então saque sua espada."

Após o almoço, houve uma curta sessão de treino com Zayar.

Não era comum um cavaleiro se envolver em treinos diários com seu escudeiro, a menos que o escudeiro viesse de uma família prestigiosa ou que os pais fornecessem dinheiro generosamente.

"Mas tenho uma pergunta."

"Fale."

Vlad enxugou o nariz e abriu a boca.

"E se eu for cercado por várias pessoas? O que devo fazer?"

"Fugir."

"E se eu não puder fugir?"

"A questão é até que ponto o outro lado está armado."

Diante da pergunta de Zayar, Vlad olhou em volta do salão de treinamento e disse,

"Bem, digamos que eles tenham espadas de madeira? E que haja um cara com um escudo pequeno misturado."

"....É assim?"

Ao ouvir a resposta de Vlad, os olhos de Zayar se estreitaram, como se ele tivesse percebido algo.

"Bem, sua esgrima não é exatamente adequada para combate em grupo."

"Sério?"

Os olhos de Vlad se arregalaram ao ouvir, pela primeira vez, uma avaliação de sua esgrima.

Observando a reação de Vlad, Zayar traçou uma linha no chão com uma espada de madeira e respondeu resmungando,

"Você aprendeu sem sequer saber que tipo de esgrima o seu mestre usa?"

'...A pessoa que me ensinou nem sabe quem ela é.'

Vlad, que resmungou internamente por um momento, respondeu,

"Não sei. Sinceramente, se alguém me ensina algo, só tenho que agradecer e aprender."

"Acho que sim."

Zayar desenhou uma longa linha em forma de cruz no chão e sacudiu a areia ao balançar a espada de madeira.

"O seu mestre provavelmente é um Duelista. Sua esgrima é especializada em combate a curta distância, e não em batalhas contra vários oponentes."

[Oh!]

A voz empolgada, que inesperadamente havia obtido pistas sobre si mesma, exclamou com entusiasmo.

[Pergunte mais!]

"Um Duelista?"

Sem entender por que Vlad parecia tão animado, Zayar decidiu explicar melhor.

"Nem todos os cavaleiros são iguais. Existem cavaleiros de casa, como eu, ligados a uma família nobre, e há cavaleiros errantes, que apenas obtêm o título e vagueiam por aí. Os Duelistas podem ser considerados um tipo de cavaleiro errante."

Zayar olhou para Vlad e assentiu.

"Eles geralmente são cavaleiros que participam como representantes em duelos de honra. Quer saber mais?"

"Então, quem são alguns Duelistas famosos? Ou talvez alguém que tenha sido famoso no passado, mas hoje não seja tão conhecido?"

Ao ver os olhos de Vlad brilhando, Zayar achou melhor parar por ali.

A curiosidade dos garotos era infinita, mas o tempo de hoje era limitado.

"Você aprende uma coisa por dia. Quer ouvir sobre Duelistas famosos, ou quer que eu lhe ensine o básico do combate em grupo?"

[Duelistas famosos!]

"Noções básicas de combate em grupo."

Embora a voz implorasse por outra escolha, para Vlad, lidar com a situação iminente era mais importante.

"Bom. Entre."

Seguindo o gesto de Zayar, Vlad se posicionou no centro da cruz.

"O básico do combate em grupo está nos ângulos. Agora, você está exposto nas quatro direções — norte, sul, leste e oeste. Nessa situação, você precisa se defender de ataques de pelo menos quatro pessoas."

"O que eu faço então?"

"Você precisa usar o terreno."

Zayar segurou o ombro de Vlad e o virou em direção a uma das extremidades da cruz.

"Se você defender uma direção, restam apenas três ângulos, certo? Assim, você bloqueou um."

"É bem óbvio. E se não houver lugar para se defender?"

"Você estaria lutando em uma situação muito difícil. Tente lutar no local mais vantajoso possível."

"E se realmente não houver um lugar assim?"

À pergunta persistente de Vlad, Zayar deu de ombros e respondeu, "Então você cria obstáculos."

"Com o quê?"

À pergunta de Vlad, Zayar disse com um sorriso.

"Com os corpos dos oponentes."

O sorriso que Zayar exibia tinha um certo peso.

"Um cadáver humano pode ser um obstáculo bem eficaz. É pesado, ocupa espaço e, depois que algum tempo passa desde a morte, fica rígido."

Vlad assentiu, e seus olhos brilharam diante dos ensinamentos práticos de Zayar.

"Como mencionei, o básico é não ceder ângulos, e a segunda coisa importante é o timing. A essência é impedir que os oponentes entrem todos de uma vez."

Swoosh-

Dizendo isso, Zayar se moveu silenciosamente sobre a cruz.

"Hã?"

Vlad, observando os movimentos de Zayar, ficou momentaneamente confuso.

Parecia que ele iria se mover para a direita, mas quando Vlad abriu os olhos, Zayar estava à esquerda.

Era uma técnica avançada que enganava o oponente com movimentos de ombro, contato visual e posicionamento dos pés.

"Para criar isso, você precisa antecipar os movimentos do oponente."

[Trata-se de controlar o oponente com os seus movimentos.]

Vlad assentiu após ouvir a explicação de Zayar e o comentário da voz.

"Você está dizendo que eu devo antecipar os movimentos do oponente com os meus próprios?"

"...Não preciso dizer duas vezes."

Vendo que Vlad entendera mesmo sem uma explicação detalhada, Zayar pensou que ele também era um sujeito esperto.

Na realidade, a voz em sua alma fornecia explicações minuciosas.

"Para alcançar isso, você deve se mover incessantemente."

"Mover?"

"Toda esgrima começa no jogo de pés. Hoje, aprenderemos o jogo de pés para combate em grupo, como você pediu."

Zayar sorriu para o garoto, cujos olhos brilhavam de determinação.

No olhar do garoto, havia paixão e, mais ainda, uma sensação de urgência.

Havia dentro dele uma fera faminta, ansiosa por aprender.

"Tente acompanhar."

O treinamento que começou após o almoço continuou até o crepúsculo.

Ele tinha potencial.

Tinha razões para aprender.

E tinha dois mestres.

Sob o crepúsculo vermelho, o garoto dançava.

"Golpeie, droga."

"..."

"Se for pra fazer de qualquer jeito, então apenas fuja. Eu não vou dizer nada sobre isso."

"...Não é natural não conseguir acompanhar perfeitamente quando aprendi isso hoje?"

Embora a dança fosse dolorosamente embaraçosa de assistir.

Embora estivesse apanhando, Vlad sorria sinceramente pela primeira vez em muito tempo.

Embora fosse rude, Zayar era atencioso com ele, e Josef confiava nele.

Tais sentimentos eram novos para ele desde aquela noite. A noite em que derramara lágrimas sobre uma pilha de lixo.

De repente, Vlad olhou para o sol vermelho se pondo no horizonte e pensou nas pessoas de Shoara.

Ele sentia saudades delas.

✦  ✦  ✦

"O que é essa confusão em frente a esta loja?"

Um beco da cidade ao entardecer.

Havia um mercenário entrando na única ferraria dali.

"Quem está aí?"

"Apenas perguntando uma coisa, velho."

A maioria das pessoas que visitava o velho ferreiro era sempre a mesma.

Aqueles que queriam itens realmente bons iam às ferrarias famosas de Shoara, mas, no fim, quem não tinha muito dinheiro e buscava algo para uso bruto acabava vindo ali.

Claro, o rapaz loiro que encarava a espada era a única exceção.

"Você não parece alguém que deveria vir aqui."

"Ah, certo. Eu não vim comprar nada."

Ainda assim, o mercenário à frente do velho parecia ter alguma habilidade. As armas, a armadura que carregava e os diversos itens que havia disposto indicavam que era um mercenário experiente.

"É a minha primeira vez nos becos de Shoara. Não há outras ferrarias além desta?"

"Isso mesmo."

"E vocês fazem espadas aqui?"

"...Não mais."

O mercenário assentiu, como se já esperasse aquela resposta do velho ferreiro.

Uma forja humilde e pequena, ferramentas aparentemente insignificantes e, acima de tudo, um velho que parecia ter apodrecido nos becos por toda a vida.

O mercenário lançou um olhar ao redor da loja, e o velho ferreiro pareceu se endireitar um pouco sob aquele escrutínio.

"O que, afinal, você quer?"

"Quero fazer uma espada."

"Escolha qualquer ferraria aleatória; por que se dar ao trabalho de vir a um lugar como este para procurar uma espada?"

O velho estalou a língua, e o mercenário, achando a situação divertida, riu e respondeu, "Eu queria fazer uma espada um pouco especial."

"Que tipo de espada especial?"

Sem se virar, o velho continuou alimentando o fogo da forja.

"Bem, quero fazer uma espada que possa matar fantasmas."

"Fantasmas?"

A afirmação inesperada do homem bem-vestido fez as sobrancelhas do velho tremerem.

"Se são fantasmas, você deveria ir à igreja, não aqui."

"Não, não, senhor. Por acaso o senhor conhece alguém chamado Vlad de Shoara? Ouvi dizer que ele é daqui."

"Vlad?"

Quando o nome familiar saiu da boca de um homem desconhecido, o velho, que jogava carvão na forja, deixou-o cair e levantou a cabeça.

"Aconteceu algo com ele? Por acaso ele morreu?"

"Então o senhor o conhece! Ele realmente é daqui?"

Agora que finalmente se entenderam, o mercenário explodiu em gargalhadas.

"Quando perguntei a um amigo, ele disse que aquilo foi feito em uma ferraria de um beco de Shoara."

"O quê?"

Ele está vivo.

O velho sentiu um alívio genuíno. No entanto, as palavras seguintes do mercenário eram simplesmente inacreditáveis.

"Aparentemente, aquele rapaz cortou um fantasma com uma espada."

"Um fantasma?"

"Isso mesmo. Era uma mulher amaldiçoada, mas quando a luz brilhou da espada, ela foi partida ao meio."

O mercenário que entrou na velha ferraria era um dos mercenários que mal escaparam com vida do grupo de subjugação.

À beira da morte, um clarão de luz branca brilhou naquele momento.

Para o mercenário, a luz que cintilou na névoa densa era mais radiante do que qualquer coisa que já tivesse visto.

"Não há como aquele rapaz ter usado aura. Então achei que a espada fosse especial. Ele realmente tratava a espada com o maior cuidado."

"..."

O mercenário considerava os becos desgastados de Shoara um lugar com grande probabilidade.

"Então, uma espada que pode cortar até fantasmas. Minha conclusão é que deve haver um ferreiro misterioso aqui, que sabe como fazê-la. O senhor conhece algum lugar provável? Se me disser, mostrarei minha gratidão."

"Suspiro..."

Diante das palavras do mercenário, o velho ferreiro suspirou profundamente, contendo muitas emoções.

O que aquele garoto fez?

O que, afinal, ele anda fazendo para transformar alguém como eu em um ferreiro que faz espadas capazes de cortar fantasmas?

"Não ouviu nada?"

"Não existe alguém assim."

"Não diga isso..."

"Mesmo que pergunte, ninguém saberá."

Ninguém saberia.

Não, não acreditariam.

O garoto que caiu junto ao lixo naquela noite havia criado a luz que mata fantasmas.

A espada que ele fez estava imbuída dessa luz.

"Ninguém saberá."

"..."

O fato de um garoto nascido onde o sol não nasce e uma espada criada em uma ferraria patética emitirem tal luz jamais seria conhecido.

Quando o mercenário partiu, o velho interrompeu o trabalho, sentando-se em silêncio e encarando o vazio à frente da loja. Apesar do caos da fachada, com inúmeras pessoas passando, o velho conseguia enxergar.

As pegadas melancólicas criadas pelo garoto que costumava olhar as estrelas.

A figura daquele garoto que sempre rondava por ali.

[Kura: Caros leitores, peço perdão por ter atrasado os capítulos por dois dias, espero que curtam essa nova sessão.]

 

Traduzido por Moonlight Valley

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