Luvas de Ifrit Brasileira

Autor(a): JK Glove


Volume 3

Capítulo 143: Prelúdio de Guerra

A noite fria envolvia as ruas de Meyportos, iluminadas apenas pelos fracos lampiões de óleo. Prya corria ofegante pelas vielas estreitas, com o coração acelerado e lágrimas escorrendo pelo rosto. A runa de comunicação em seu bolso brilhava intensamente, chamando por atenção. Ela parou abruptamente e se escondeu em um beco escuro, ofegante, antes de atender.

— Perdão, tio... — murmurou ela entre soluços, enquanto seus dedos trêmulos tocavam a runa. — Eu falhei. Perdi o Magna Fábula.

Do outro lado da linha mágica, a voz calma e calculada de Hazard soou como um bálsamo para a angústia da jovem. 

— Não se preocupe, Prya. Rufus já recuperou a minha besta mágica. 

O alívio imediato iluminou o rosto dela, substituindo o desespero por um sorriso radiante. 

— Ele conseguiu?! — exclamou ela, enxugando as lágrimas rapidamente. — Isso é incrível! Mas... e as folhas da pesquisa de Randalf? Ele já as entregou? 

— Ainda não. — A voz de Hazard soou mais firme. — Ele só fará isso após o ritual com Leonora. 

— E quando será o ritual? 

— Amanhã. — Hazard respondeu com um tom baixo. — Até o fim da tarde tudo estará concluído. Depois disso, nada poderá nos impedir de trazer Cedric de volta. Mas precisamos redobrar os cuidados. Nossa identidade já foi descoberta. Retorne logo, estou a sua espera. 

Prya assentiu vigorosamente, ainda que ninguém pudesse vê-la. 

— Entendido! Voltarei imediatamente.

Mal sabia ela que, acima do beco escuro, Rydia observava tudo atentamente. A maga estava presa na lateral do prédio, sustentada por uma teia de fios de água elástica que refletiam o brilho das estrelas. Seus olhos afiados não perderam nenhum detalhe da conversa. 

Quando Prya deixou o beco, Rydia desceu com a mesma discrição, apoiada nos fios de água que se moldavam como trampolins sob seus pés. Assim que tocou o chão, estreitou os olhos, processando a informação. 

— Então é amanhã... — murmurou para si mesma, antes de virar na direção da universidade. — Preciso alertar os outros.

Nos arredores da universidade, Kreik voava a baixa altitude, carregando Moara em seus braços. A jovem ria, visivelmente animada por estar de volta. Ao longe, eles avistaram Uji, Joabe, Bardo e Baan saindo do prédio. Kreik pousou suavemente, colocando Moara no chão. 

— Ei, pessoal! — gritou Moara, acenando com entusiasmo. — Adivinhem quem está de volta? 

Bardo não perdeu tempo e voou em direção à jovem, pousando em seu ombro. Moara o pegou delicadamente, acariciando suas penas. 

— Ah, Bardo! Mamãe estava com tanta saudade! 

Enquanto isso, Moara correu para abraçar Baan, que abriu um sorriso acolhedor. 

— É bom te ver, Moara. — Ele a apertou levemente. — Fico feliz que esteja bem. 

— Ainda bem que voltou. — Uji ergueu a mão em saudação. — Mas seu clone nos deu uma dor de cabeça enorme. — Ele sorriu. 

— Fazer o quê? Acho que ela puxou minha força — respondeu a maga com uma risada zombeteira. 

Joabe, com os braços cruzados e expressão dura, interrompeu a conversa. 

— Como exatamente você voltou? E onde estão Cassie e Clemência? 

A alegria de Moara rapidamente se transformou em irritação. Ela deu alguns passos firmes em direção a Joabe, inclinando-se para encarar seu rosto com uma expressão desafiadora. 

— Obrigado por perguntar se eu estou bem ou por dizer que está aliviado por eu está livre, seu cabeçudo ingrato! — retrucou ela, sarcástica. 

— Não seja idiota, cabeça de vento! — Joabe bufou, sem desviar o olhar. — Você foi imprudente, deixou-se capturar, e agora quer que eu massageie seu ego? 

Bardo, aparentemente incomodado, voou sobre Joabe e soltou um “presente” na cabeça do rapaz. 

— Seu passarinho desgraçado! — Joabe gritou, limpando o cabelo. — Volta aqui! Eu vou arrancar todas as suas penas! 

— Bem feito! — disse Moara gargalhando sem parar, segurando a barriga de tanto rir. 

— Chega vocês dois! — Baan interveio, levantando as mãos. — Só expliquem o que aconteceu. 

Kreik narrou os eventos recentes, detalhando a perseguição de Prya e o estado atual de Cassie e Clemência. 

Uji, com sua postura confiante, concluiu: 

— Então, temos que procurá-las. Provavelmente elas já libertaram os prisioneiros do livro. 

Antes que alguém pudesse responder, uma voz calma, mas imponente, ecoou pelo local. 

— Não contem com isso. 

Todos se viraram em alerta, mas logo relaxaram ao ver que era Rydia, caminhando pelas ruas na direção deles. 

— Rydia! — Moara gritou, correndo para abraçá-la. — Ficou supresa com o meu retorno? 

— Já tava sabendo. — A estrategista sorriu levemente e retribuiu o abraço. — Eu estava correndo na direção da Universiade, mas aí, vi vocês sendo perseguidos. E acompanhei todo o trajeto sorrateiramente, inclusive consegui captar informações interessantes após ouvir uma ligação entre Prya e Hazard. — Seu tom logo ficou mais sério. — Por isso, precisamos conversar. Vamos para um lugar mais seguro. 

Enquanto isso, em uma das ruas da cidade de Meyportos, após o incidente na casa de Hazard, que atrapalhou a tranquilidade noturna de alguns moradores. Os vizinhos, assustados com o barulho e os rumores de perseguição, chamaram os militares da GPA. Em pouco tempo, uma pequena tropa chegou ao local. Os soldados revistaram a casa vazia, mas Hazard já havia escapado. Enquanto a abordagem prosseguia, uma elegante carruagem preta, adornada com detalhes dourados, atravessou lentamente a rua, chamando a atenção dos militares.

A carruagem parou a alguns metros da casa, e o cocheiro desceu, com passos firmes, dirigindo-se ao oficial responsável. Ele chamou o Tenente Huddy, um homem robusto, velho e com um bigode alongado, e indicou a entrada na carruagem.

Huddy subiu hesitante, ajeitando o quepe ao passar pela porta ornamentada. Lá dentro, encontrou Areta, sentada com postura impecável, usando um manto escuro que realçava o brilho de seus olhos gelados. Na penumbra do interior da carruagem, ela mantinha um ar de autoridade que parecia preencher todo o espaço.

— Boa noite, Senhora Areta. — Huddy cumprimentou, sentando-se de frente para ela. — O que deseja tratar comigo?

Areta, com um movimento elegante, retirou de seu manto algumas moedas de Rilds, que tilintaram ao cair na mão do tenente. Ela sorriu, uma expressão que misturava charme e frieza.

— Huddy, meu caro, já somos velhos conhecidos. — Sua voz era tão suave quanto perigosa. — Em nome dessa nossa... amizade, poderia me informar o que aconteceu por aqui?

Huddy observou o dinheiro por um momento antes de guardá-lo discretamente no bolso do uniforme.

 

 

— Claro, senhora. Recebemos relatos dos vizinhos sobre barulhos vindos da casa do professor Hazard, da Universidade Flamel. Além disso, algumas testemunhas disseram ter visto jovens magos perseguindo uns aos outros na rua, mas não conseguiram dar muitos detalhes. O grupo desapareceu antes que pudessem ser identificados.

Areta inclinou levemente a cabeça, como se ponderasse cada palavra, e cruzou as pernas com elegância.

— E quais serão os próximos passos da GPA? — perguntou, sua voz revelando um sutil tom de comando.

— Estamos planejando duas ações imediatas. — começou Huddy. — Primeiro, estou destacando alguns homens para avisar o Coronel Malik. Ele está alguns quilômetros daqui, com outros dois tenentes, em uma visita a um outro Coronel vindo de Enjoa. Segundo, logo pela manhã, pretendemos reforçar a segurança nos arredores da Universidade Flamel com mais soldados.

Areta permaneceu em silêncio por alguns segundos. Então, de dentro do manto, retirou um pequeno saco de couro que parecia bem pesado. Ela jogou-o na direção de Huddy, que agarrou o objeto com reflexos rápidos. Ao abrir, seus olhos se arregalaram ao ver a quantidade de Rilds dentro.

— Isso não será necessário, Tenente. — ela declarou com firmeza. — Deixe o Coronel e seus homens fora disso. Afinal, o que ocorreu aqui foi apenas um professor bêbado causando tumulto. Nada de magos, perseguições ou algo que demande intervenção da GPA. Estamos entendidos?

Huddy engoliu em seco, o peso do dinheiro em suas mãos contrastando com a sensação crescente de estar sendo enredado em algo perigoso.

— Senhora Areta, agradeço... sua generosidade. — ele gaguejou, tentando não demonstrar o desconforto. — Mas não seria prudente oferecermos apoio à Universidade Flamel?

Areta manteve o olhar fixo no tenente, a intensidade de seus olhos drubros eixando claro que não havia margem para negociação.

— Não é necessário. — sua voz tornou-se mais fria. — Os problemas da Universidade Flamel são resolvidos dentro de seus próprios muros. Eu mesma conduzirei esta situação. E você, Huddy, caso questionado, diga apenas que eu lhe informei que haveria uma aula prática especial na universidade amanhã... Estamos entendidos?

Huddy, embora relutante, colocou o saco de Rilds dentro do uniforme e assentiu, sentindo o peso de sua decisão.

— Entendido, Senhora Areta. Farei isso em nome da nossa amizade. — Ele se levantou, ajeitando o quepe antes de sair da carruagem. — Tenha uma boa noite.

Areta observou o tenente deixar a carruagem. Assim que a porta se fechou, um leve sorriso cruzou seus lábios.

— Então até o professor Hazard deve estar envolvido com os esquemas de Leonora para me derrubar... Tolos! É apenas mais um alvo para eu eliminar — murmurou para si mesma, enquanto a carruagem começava a se mover novamente, desaparecendo na escuridão da rua.

Algumas horas depois, a guilda Crossed Bones estava reunido em um quarto de um albergue simples de Meyportos. As paredes eram de madeira rústica, e o ambiente era aquecido por uma lareira acesa no canto. 

Sentados ao redor de uma mesa, eles compartilharam relatos do que aconteceu durante a noite. A tensão aumentava à medida que conectavam as peças do quebra-cabeça. Hazard, Rufus, o ritual e Leonora — tudo começava a fazer sentido, mas a algumas dúvidas ainda pairavam no ar. 

Moara estava com os punhos cerrados e a expressão dura. Sua voz ecoou, carregada de fúria:

— Não acredito que aquele maldito do Rufus estava trabalhando com o Poeta Fantasma! — ela gritou, os dentes trincados. — Nessa universidade só tem traíra!

Uji, encostado em uma cadeira, cruzou os braços e olhou para Rydia com curiosidade.

— Afinal, Rydia, como você descobriu sobre o Hazard e o Rufus? — perguntou, sua voz firme, mas sem perder a calma.

Rydia ajeitou as mechas verde que caíam sobre o rosto e explicou com um tom analítico:

— Quando Areta me questionou sobre o anel não ser um equipamento rúnico, isso me fez pensar. Fui até a professora Kassandra, e ela explicou detalhadamente que, pelas características do anel, ele parecia mais algo relacionado a uma besta mágica. Foi então que associei: Rufus produziu o anel, e Hazard o usava para mascarar sua principal habilidade, Magna Fábula. A verdadeira chave de tudo estava no Alquimisto Negro de Rufus.

Kreik, sentado ao lado de Moara, inclinou a cabeça, intrigado.

— Não sabia que as bestas mágicas dos conjuradores podiam falar — comentou, seus olhos castanhos cheios de curiosidade.

— A besta mágica de um conjurador é uma manifestação da alma do mago — explicou Rydia, com um tom professoral. — Algumas podem falar, mas isso é extremamente raro.

Uji suspirou profundamente e descruzou os braços, assumindo o papel de estrategista.

— Então, vamos organizar as informações — começou ele, com sua voz clara. — Temos dois frontes de batalha. De um lado, Areta e Doyle. Do outro, Rufus, Prya e Hazard. O grupo do Hazard planeja realizar um ritual amanhã com Leonora para extrair algo dela. Eles têm capturados dentro do Magna Fábula: Kênia, Cassie, Clemência, Donny e a própria Leonora.

Baan, que estava encostado em uma parede, levou a mão ao queixo, pensativo.

— Hazard e Prya, sendo tio e sobrinha, estão ajudando Rufus nesse ritual para salvar alguém. Em troca, Rufus prometeu dar a eles as folhas faltantes da pesquisa de Randalf sobre o homúnculo perfeito. Aparentemente Rufus quer salvar uma pessoa, já Hazard e Prya outra.

— Pelo visto, Hazard quer usar o homúnculo para trazer de volta uma pessoa chamada Cedric. — comentou Joabe, pensativo.

— Hazard é um conjurador, e sua besta mágica, Magna Fábula, é crucial para seus planos. Para prenderem alguém no livro, eles precisam anular o poder mágico da vítima. Prya se deixou capturar voluntariamente, reduzindo seu poder, nos enganando dessa condição. Para os outros, estão usando adagas inibidoras de magia, feitas a partir da besta mágica de Rufus. Provavelmente, Rufus transformou algemas rúnicas nessas adagas — Rydia completou, com a voz fria e calculista.

Baan arregalou os olhos, subitamente compreendendo algo.

— Merda! — exclamou, batendo a mão na testa. Todos o encararam, confusos. — Quando eu estava jantando com a professora Kassandra, ela ia me mostrar uma caixa de algemas rúnicas inibidoras de magia. Mas a caixa estava vazia! De alguma forma Rufus deve ter tido acesso a essas algemas sem ela saber e as transformado nas adagas.

— E aí, Baan — Uji lançou um olhar provocador para o líder da guilda. — O que você e a “gatinha” da professora Kassandra estavam planejando fazer com essas algemas? — perguntou, arqueando uma sobrancelha.

Baan começou a suar frio e gaguejou, tentando disfarçar:

— B-bem... ela estava apenas me ensinando umas coisas sobre armas rúnicas... papo chato de professor... essas coisas...

Kreik, que até então observava em silêncio, arregalou os olhos, como se tivesse feito uma conexão importante.

— Agora entendi! — exclamou, atraindo a atenção de todos.

— O que foi, Kreikinho? — perguntou Moara, curiosa.

Kreik virou-se para Joabe, que estava ao lado, com os braços cruzados.

— Joabe, lembra que Cassie mencionou que, no aniversário de Rufus, ele passou na casa da professora Kassandra e até beijou Cassie? — perguntou.

— Sim, lembro. E daí?

— Ele deve ter aproveitado aquela visita para pegar as algemas e transformá-las nas adagas! — concluiu Kreik, com um tom de certeza.

— Faz total sentido. — Joabe balançou a cabeça, exasperado. — Que cara maquiavélico esse Rufus. Brincou com os sentimentos da garota... Ele não tem o menor escrúpulo.

Baan, aproveitando a deixa, voltou a perguntar:

— Até que enfim as peças estão se encaixando... E sobre Areta? O que sabemos dela?

— Ela deve estar furiosa por termos roubado o homúnculo. Depois do nosso encontro com Doyle, ela já deve saber quem somos. Isso complica nossa entrada na universidade. — Uji respondeu, pensativo.

— A situação vai piorar muito. — Rydia suspirou, apertando os lábios. — Depois de enganarmos ela e ter o homúnculo roubado. Areta vai entrar no modo ofensivo e não vai medir esforços para acabar com a nossa raça sem piedade. Ah, como eu queria ser uma mosca para descobrir o que ela está tramando.

Moara soltou uma gargalhada contagiante.

— Uma mosca é impossível, mas... um pássaro, talvez? — disse ela, olhando maliciosamente para Bardo.

Rydia sorriu com a sugestão, seus olhos brilhando entendendo o plano de Moara.

Todos os olhares se voltaram para o pássaro, que começou a se agitar. Os olhos de Bardo refletiam puro pavor enquanto ele observava o grupo tramando algo. Moara acariciou sua cabeça suavemente.

— Não se preocupe, Bardo. A mamãe nunca faria nada para te prejudicar — disse ela, com um tom meloso.

Bardo engoliu em seco, sentindo um calafrio percorrer seu corpo.

Algumas horas depois, em Meryportos, o amanhecer era sereno, e a mansão de Areta permanecia em um silêncio quase solene. Na varanda de seu quarto, ela estava em pé, imponente como uma rainha em seu trono. Seus cabelos prateados dançavam suavemente com a brisa matinal, enquanto seus braços permaneciam abertos, em um gesto que parecia desafiar o mundo ou, talvez, abraçá-lo.

Os primeiros raios de sol despontaram no horizonte, banhando seu rosto em uma luz dourada e fazendo brilhar o cristal em sua testa. O artefato parecia pulsar com uma energia que refletia a intensidade de sua aura. Seus olhos rubros se abriram lentamente, reluzindo como brasas vivas, carregados de uma determinação que parecia ecoar no ar ao seu redor.

Um sorriso frio e calculado se formou em seus lábios, um contraste perfeito com a calmaria do amanhecer. Então, com uma voz carregada de convicção e desprezo, ela quebrou o silêncio:

— Hoje será o grande dia em que derrotarei todos os meus inimigos. — Sua voz era baixa, mas cada palavra tinha o peso de uma sentença. — Os desajustados da guilda Crossed Bones, o professor Hazard, aqueles alunos intrometidos e, principalmente, você, Leonora.

Areta deu um passo à frente, inclinando-se levemente sobre a varanda, como se encarasse os campos à frente de sua propriedade. O sorriso em seu rosto se tornou mais sombrio, quase predatório.

— Preparem-se. — murmurou, sua voz agora carregada de uma promessa sinistra. — Eu mesma irei matar todos vocês... em um verdadeiro baile de sangue.

O vento soprou com mais força naquele momento, como se o mundo houvesse escutado suas palavras e tremesse com a ameaça que elas carregavam. O amanhecer, antes tranquilo, parecia anunciar que o dia traria caos e destruição.

 

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