Luvas de Ifrit Brasileira

Autor(a): JK Glove


Volume 2

Capítulo 60: 1X0

Nathan olhou para trás e, em um reflexo desesperado, ergueu as mãos para proteger o rosto. A arma de ossos atravessou seu antebraço direito e perfurou uma árvore atrás dele, só parando ao atingir o tronco de uma segunda árvore. Nathan fixou os olhos no antebraço sangrando e, ao olhar para frente, gritou:

— Maldi...

— Eu ainda não terminei! — interrompeu Baan o xingamento com um chute voador, seus pés envoltos por ossos que amplificaram o impacto.

O chute acertou o rosto de Nathan, lançando-o através da árvore perfurada e fazendo-o colidir com uma segunda árvore, onde a lança estava fincada. O impacto foi tão violento que Nathan cuspiu sangue e teve dificuldade em se levantar.

Baan disparou na direção do inimigo fazendo um osso em formato de estaca sair da palma de sua mão.

— Eu não vou perder de forma miserável. Guinter acreditou em mim, no meu poder... Eu não sou um estorvo como meu pai dizia. Vou mostrar a todos o quão poderoso eu sou! — Nathan lembrava-se dos treinos com Guinter enquanto sua mente trabalhava rapidamente.

Inspirado por essa lembrança, Nathan usou sua língua extensível para agarrar o tornozelo de Baan e puxá-lo ao chão. Baan caiu pesadamente e foi arrastado para perto. Nathan tentou perfurar o coração do mago com suas garras, mas Baan, com um leve sorriso, gritou:

— Skull King Shield (Escudo Rei Caveira), conjurando um escudo de ossos pontiagudos no antebraço esquerdo.

A força das garras de Nathan foi insuficiente para penetrar o escudo, e ele sentiu uma dor aguda ao bater contra os espinhos de ossos do escudo. Entretanto, Nathan não desistiu e retirou a lança de ossos presa no tronco atrás de si, atacando verticalmente para baixo.

O transmorfo empregou muita força no ataque e a lança de osso atravessou o escudo de Baan, estilhaçando-o no processo. Além disso, a lança ainda perfurou o ombro esquerdo do líder da Crossed Bones, que gritou de dor em meio ao sangue que jorrava.

— Com essa sua lança vou te derrotar. Levarei sua cabeça para Guinter como prêmio — gritou Nathan, confiante.

— Não fique se achando. Eu ainda sou mais forte e ágil que você —  retrucou Baan, lançando sua técnica Gatling Bones.

Vários projéteis de ossos foram lançados de sua mão contra o inimigo, que recuou pulando para trás enquanto girava a lança em um movimento de 360 graus, evitando assim ser atingido por algum projétil.

Levantando-se rapidamente, Baan materializou outra Skull King Spear. Os dois magos se estudavam atentamente, movendo-se em um círculo lento, cada passo cuidadosamente calculado. Eles mantinham suas guardas altas, prontos para o ataque ou a defesa, até que ambos avançaram ao mesmo tempo, e as lanças colidiram repetidamente, anulando-se mutuamente.

No entanto, Baan começou a mostrar sua superioridade, conectando cortes superficiais e pressionando Nathan, que começou a sentir o peso da luta. Nathan tentou um golpe de direita para esquerda, mas Baan passou sua lança por baixo, desviando o ataque para o alto.

Aproveitando a abertura, Baan segurou sua lança com ambas as mãos, balançou-a para trás e depois para frente, mirando o coração de Nathan. Mas o transmorfo, com um movimento rápido, usou sua língua para envolver a lança de Baan e puxá-la para baixo, fazendo com que ela atingisse o chão aos seus pés.

Nathan, com sua língua ainda presa na lança de Baan, manobrou sua própria lança e tentou atacar o rosto de Baan. Este, no entanto, soltou sua arma e cruzou os braços em um "X" diante do rosto, materializando uma camada de ossos protetora. A lança perfurou os antebraços cruzados de Baan, mas parou antes de alcançar seu nariz. Aproveitando a cobertura dos braços que limitava a visão de Baan, Nathan acertou um chute na barriga do seu rival, empurrando-o para trás.

Enquanto Baan recuava, os seus antebraços sangrando, ele refletiu sobre a luta: “Essa língua junto com a lança é problemática. Preciso parar de pegar leve e vou logo dar um jeito nesse rato narigudo, começando pela lança.”

Nathan, sem dar tempo para Baan se recompor, atacou novamente com a lança. Baan usou sua técnica Crossed Blades, criando lâminas de ossos que saíram de suas palmas, desviando o golpe. Nathan continuou a atacar, mas Baan rolou para o lado e se levantou rapidamente após a cambalhota. Com um grito de fúria e suas lâminas brilhando ao sol, Baan avançou em um movimento de zigue-zague, confundindo Nathan com um falso ataque com a mão esquerda, antes de golpear com a lâmina direita.

Nathan foi enganado pelo movimento, tendo parte de seu peitoral rasgado pela lâmina, todavia ainda teve tempo de reagir, cuspindo sua língua para prender a lâmina de Baan e arrancá-la de sua mão direita. Em seguida, atacou com a lança na direção do coração de Baan.

O mago dominador, com a mão direita coberta por uma camada reforçada de ossos, segurou a ponta da lança, sofrendo um ferimento na palma da mão, mas detendo o ataque. Nathan mexia a lança, contudo não conseguia desvencilhar as mãos de Baan, que segurava a arma com robustez, limitando o movimento do vilão.

— Idiota. Minha estratégia principal era inutilizar a lança. Agora vou acabar com você. Desista ou morra! — esbravejou Baan, fincando sua lâmina na clavícula de Nathan com a mão esquerda.

— Não seja tão confiante. Eu sempre posso ir além! — gritou Nathan, enquanto lembranças de seu treinamento com Guinter inundavam sua mente.

Ele viu a si mesmo e seu líder, ambos molhados e fardados com uniformes da GPA, treinando ao lado do lago congelado. As palavras de Guinter inundaram a mente de Nathan: “Não esqueça, Nathan. Se quiser ficar mais forte, deve superar seus limites. Sempre há um passo a mais na evolução. Muitos podem desprezar, mas um tamanduá é poderoso. A língua desse animal é a maior de todas as armas. Utilize-a para ficar mais forte. Mostre ao mundo que você pode ir além. Evolua!”

Inspirado por suas lembranças, a língua pegajosa de Nathan saiu de sua boca com uma força e velocidade aumentadas, enrolando-se na mão esquerda de Baan, que ainda segurava a lâmina na clavícula de Nathan. A língua se estendeu ainda mais, pegando a lâmina de osso caída no chão e a trazendo para o braço esquerdo de Nathan. Em seguida, ela se enrolou na outra mão de Baan, imobilizando-o.

 “Que merda! Eu não contava com isso. Ele evoluiu a capacidade da língua durante a luta. Está mais forte, rápida e resistente. Não deveria ter baixado a guarda.”, pensou Baan, preocupado.

Nathan balançou a lâmina de osso na direção do peito de Baan, mas este abriu a boca e um osso pontiagudo saiu dela, acertando o olho de Nathan. Com o golpe no olho, a língua de Nathan afrouxou e Baan libertou suas mãos, jogando-se para trás, caindo com as costas no chão.

Devido ao rápido movimento de Baan, o corte da lâmina feito pelo transmorfo aspou apenas superficialmente seu peitoral.

— Ufa! Foi por pouco... — suspirou Baan.

— Seu maldito! Você cegou meu olho direito. Isso doi demais... Vou te mandar para o outro mundo! — gritou Nathan, enfurecido, preparando-se para fincar a lâmina de ossos no coração de Baan, que ainda estava deitado no chão.

Baan olhou para cima vendo a lança descer velozmente na sua direção, então, mesmo deitado e em uma situação desfavorável, com um leve sorriso, ergueu as mãos para lançar sua técnica final.

— Isso vai realmente acabar agora, mas não da forma que você pensa. Bones Arrows (Flechas Ósseas)! — proclamou Baan, erguendo os braços com as palmas espalmadas.

Ao fazer o movimento, das palmas de suas mãos saíram dois ossos pontiagudos em forma de flechas, perfurando o peito de Nathan. Mesmo assim, ele continuou avançando, mas suas forças já estavam se esvaindo. Com um último esforço, cravou sua lâmina de osso no solo, a poucos centímetros do rosto de Baan, antes de cair de joelhos. Sangue escorria de sua boca enquanto ele tentava falar, sua voz trêmula e embargada pela dor e pelo desespero, enquanto ele retornava a sua forma original:

— Desculpa, Guinter. Não fui o soldado que você esperava. No fim, meu pai sempre esteve certo. Eu sou apenas um estorvo.

— Cale a boca. — Baan empurrou o corpo de Nathan para o lado e se levantou rapidamente. — Se não fôssemos inimigos, eu te convidaria para minha guilda. Você não é um estorvo. Agora entendo o que o seu líder viu em você. Eu reconheço sua força, tamanduá — continuou Baan a falar, sacudindo a poeira das roupas enquanto Nathan sentia um respeito inusitado vindo das palavras de seu oponente.

Nathan, deitado no chão, olhou para Baan com lágrimas nos olhos. Ele soltou uma risada amarga, sentindo-se ao mesmo tempo forte e derrotado, enquanto o sangue escorria copiosamente dos ferimentos em seu peito.

— Tamanduá... Hehehe. — murmurou Nathan, seus olhos brilhando com um último lampejo de orgulho e determinação.

Baan começou a andar em direção a Joe, mas, com uma tosse sufocada, Nathan se levantou, cuspindo sangue, e clamou com uma voz que mal sustentava sua determinação:

— Espere! Ainda tenho direito a um golpe final.

 

 

Nathan, reuniu todas as suas forças, transformando-se na sua versão híbrida de tamanduá por uma última vez, arrancou a lâmina de osso do solo e correu na direção de Baan.

O buraco em seu peito jorrava sangue, manchando o solo ao seu redor, mas ele avançava com um propósito feroz, determinado a lutar até o último suspiro. Baan, vendo a coragem de seu oponente, concentrou sua força em seu punho. Uma camada de ossos começou a se materializar ao redor de seu braço, transformando-o em uma arma mortal.

— Venha, tamanduá! Este será seu golpe de misericórdia — desafiou Baan, os olhos fixos no transmorfo em seu último ataque desesperado.

Nathan, quase sem forças, brandiu a lâmina de osso em um ataque final. Mas Baan, com uma agilidade surpreendente, desviou-se de lado e desferiu um soco poderoso no rosto do vilão. O impacto foi devastador, e Nathan caiu de rosto no chão, a consciência esvaindo-se rapidamente, enquanto uma runa caia de seu bolso, quicando algumas vezes no chão.

Nathan perdia a consciência lentamente e Baan olhava para ele com um misto de respeito e pesar. O som distante das folhas ao vento e o canto suave dos pássaros voltaram a preencher o ambiente, enquanto Baan respirava fundo, recuperando-se da intensa luta.

Joe, que observava a luta com apreensão, finalmente relaxou. A tensão que pairava no ar começou a dissipar-se, até que a runa que caiu do bolso de Nathan parou de quicar e se ativou, lançando um brilho etéreo no ar.

Da runa caída no chão, uma voz grave e autoritária ecoou, quebrando o silêncio mortal que pairava no ar:

— Oi Nathan, o que aconteceu? Seja rápido, estou ocupado.

Baan, aproximando-se da runa, pegou-a na mão e sorriu travessamente ao reconhecer a voz de Guinter, o líder da Sabertooth.

“Essa voz grossa... Deve ser o líder da Sabertooth. Que interessante...”, murmurou consigo, com uma pitada de ironia.

— Responda logo, Nathan, por que está me ligando?

Baan não pôde resistir a um momento de zombaria e começou a cantarolar, imitando um tom provocador:

— Gosto muito de você, leãozinho, só quero te encontrar ao sol. Gosto muito de você, leãozinho e te ver banhar a juba, meu filhote de leão!

Do outro lado da linha mágica, Guinter não escondia sua irritação:

— Essa voz não é do Nathan. Quem é?

— Aah, tem que adivinhar. É um admirador secreto, mas não se empolgue, não sou nenhuma leoa. Hehehe!

— Pare com essas palhaçadas. Vou te estraçalhar. Diga logo quem é.

Baan riu, seu tom provocativo continuando:

— Relaxe, vou te dar uma dica. Eu sou um cara lindo, forte, que derrotou o seu tamanduá e agora está indo te pegar, meu filhote de leão.

— Baan Maverick... Seu maldito! — Guinter esbravejou, ceerando os dentes em fúria. — Você derrotou o Nathan?

Baan olhou para o corpo de Nathan estirado no chão e mudou seu tom provocador para um sério e firme.

— Sim, você tem permanentemente um membro a menos em sua guilda. Vamos ver quem é o próximo.

Guinter ficou atônito, suas mãos ligeiramente tremeram de ódio após saber da perda de Nathan, contudo ele controlou suas emoções e retrucou:

— Pode estar 1x0 para vocês, mas eu e meu subordinado Osken estamos aqui na frente do garoto de Suna e do ruivo das luvas vermelhas. Vou matá-los agora e virar o placar para 2x1 a nosso favor.

 

 

Baan retornou ao seu tom despreocupado, embora a tensão no ar fosse palpável:

— Tudo bem, pode matar eles e virar o jogo. Estou quase alcançando a mansão do Bolívar com o samurai e a maga de cabelos verdes. Chegando lá, eu empato o jogo novamente para 2x2.

O som da voz de Guinter sumiu enquanto o poder mágico da runa se esgotava, deixando Baan com um olhar de determinação ao contemplar a missão que o aguardava.

No museu, próximo à praça central onde ocorreram as manifestações contra a tirania de Bolívar, a runa na mão de Guinter se desfez em uma nuvem de pó, a ira queimando em seus olhos.

Ele pensou rapidamente, analisando as palavras de Baan: “Que maldito. Não sei se ele está blefando ou falando sério. Se eu ficar, vou ter que lutar contra esses dois garotos, e ainda posso ter que enfrentar Osken e seu filho traidor. Eu mato todos os quatro, mas deixo o caminho livre para ele matar o Bolívar. Mesmo com Rafarillo e Steffens protegendo o Bolívar, eles não serão capazes de lidar com esse cara que derrotou o Nathan. Não posso arriscar perder tudo o que construí ao longo dos anos. Ele me colocou em uma armadilha. Vou ter que recuar e não poderei lutar com os dois garotos. Mas pelo menos vou conseguir manter Osken sob meu comando. Ele é suficiente para derrotar os dois.”

Guinter ficou de frente a Osken, que segurava seu filho desacordado em seus braços. Com um golpe preciso, Guinter desferiu um soco no estômago de seu subordinado com a mão direita, enquanto puxava o garoto para si com a outra.

— Já cansei das traições do seu filho, Osken.

Osken sentiu a dor intensa do golpe, mas seus olhos mantiveram um brilho feroz de determinação, focados na única coisa que importava: seu filho. Kreik, vendo a cena, gritou em fúria:

— Maldito, deixe o Otto e o seu pai livres ou eu vou aca...

Antes que Kreik pudesse terminar sua frase, Osken, com a voz firme e carregada de emoção, o interrompeu:

— Cale a boca. Isso não é da sua conta, garoto. Líder, não sei como o moleque ruivo está vivo, mas sempre lhe fui fiel todos esses anos e tenho certeza que meu filho também. Contudo, saiba que sou mais fiel ao meu filho do que à nossa guilda. Se confiar em mim e me entregar o Otto, lutarei pela guilda. Entretanto, se continuar tratando o Otto como traidor, lutarei contra você e não terei piedade. Mesmo que tenha que destruir toda esta cidade, não deixarei que machuque meu filho.

Guinter soltou uma gargalhada sombria, sua voz reverberando com um tom de apreciação cruel:

— Grarrarra! Esse é o espírito, Osken. Mate os dois garotos e me traga suas cabeças. Em troca, vou fingir que esses contratempos nunca existiram.

— Certo, senhor. Como desejar... Agora, pode me entregue o meu filho.

Guinter ergueu o garoto mais firmemente, as garras afiadas perigosamente próximas ao pescoço de Otto.

— Acho que você entendeu errado. Eu vou precisar ir até a mansão do Bolívar e vou levar o seu filho junto. Depois que encerrar a luta, eu lhe devolvo sem um único arranhão.

— Líder, não precisa disso. Eu cuido dele aqui — Osken tentou argumentar, a preocupação evidente em seu tom.

Com uma granada de luz na mão, ele estava preparado para agir. Mas Guinter não deu espaço para negociação.

— Como você vai lutar contra eles e ainda se proteger? Mate os dois e Otto não sofrerá um único arranhão. Tem a minha palavra.

Ele pressionou as garras contra o pescoço de Otto, a ameaça clara e direta. Osken sentiu-se impotente, recuando enquanto via seu filho ser levado. Guinter saiu da sala pelo mesmo local que entrou, levando o garoto desacordado consigo.

Kreik, dominado pela ira, tentou seguir Guinter, mas Osken lançou a granada de luz em sua direção.

Kreik viu o ataque se aproximando e, usando suas luvas, recuou rapidamente para sua posição inicial ao lado de Joabe. A granada explodiu no ar, sem atingir alvo algum, mas a tensão entre os três era palpável.

— Calma, Osken. Podemos salvar o Otto juntos. Só precisamos montar uma estratégia — argumentou Kreik.

Osken, com o rosto contorcido pela dor e pela raiva, respondeu com uma determinação fria:

— Cansei de vocês. Estávamos vivendo bem e em segurança até vocês interferirem. Já chegou a hora de morrerem e pararem de falar asneiras. Vou matá-los, trazer meu filho de volta e garantir o perdão de Guinter. Se querem tanto ajudar, apenas morram de vez e assim Guinter vai nos deixar livres.

Kreik tentou retrucar, mas Joabe o interrompeu com uma resolução feroz:

— Já chega, Kreik. Essa conversa não vai chegar a lugar nenhum. Quando palavras não resolvem uma discussão, os punhos resolvem. Vamos derrotar esse cara e depois vamos acabar com Bolívar e aquele leão capacho de merda!

 

 

_________________________________________________________________________________________________

Comentários do Autor:

Primeiramente, se gosta está gostando da jornada até aqui, considere favoritar a novel e avaliar o capítulo, isso ajuda a aumentar os leitores e melhorar a qualidade do texto.

Não esqueçam de favoritar sempre que tiverem dúvidas, elogios ou sugestões. Abraços!

Apoie a Novel Mania

Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.

Novas traduções

Novels originais

Experiência sem anúncios

Doar agora