Luvas de Ifrit Brasileira

Autor(a): JK Glove


Volume 2

Capítulo 36: Sabertooth

Uji, arqueou uma sobrancelha, intrigado pela energia da colega.

— Ooh-ho, em que você pensou? — perguntou, curioso sobre o plano de Rydia.

Rydia, sempre calculista, explicou calmamente, traçando um mapa mental da locomotiva.

— Simples. São dez capangas que querem matar o Trace. Quatro estão na cabine à frente, quatro na cabine de trás e dois estão aqui por perto. Eu, Kreik e Moara vamos levar a maleta do contratante pelos vagões inferiores, em direção aos materiais que estão sendo transportados. Baan vai guiar Trace para o vagão superior, onde estão as bagagens. Você, Uji, junto com Joabe, vão ficar na nossa cabine — Rydia detalhou, sua voz firme e segura.

— E os mequetrefes? Quando chutamos a bunda deles? — Moara bateu palmas, ansiosa, sua impaciência era palpável.

— Os alvos deles são a mala e o Trace. Provavelmente, quatro vão seguir o Baan e quatro vão nos seguir, Moara. Como vamos nos afastar dos vagões com passageiros, podemos lutar livremente e derrotá-los sem chamar atenção. Eles não parecem ser muito fortes. — Rydia sorriu, confiante.

Uji franziu o cenho, um pouco desapontado por seu papel no plano.

— E eu e Joabe, vamos ficar apenas tomando chá? — perguntou ele, claramente querendo mais ação.

— Tsc, tsc. — Rydia balançou o dedo em sinal de negação. — Provavelmente, os dois restantes vão entrar na cabine de vocês para ver se estamos apenas distraindo-os, pensando que vocês possam ter ficado com o conteúdo real da maleta. Quando eles entrarem, basta nocautia-los sem chamar atenção. Além disso, vocês devem garantir a segurança dos passageiros. Foi por isso que Baan destacou apenas dois capangas para vocês. É crucial que nenhum inocente se machuque. Entendido? — Rydia orientou, passando as instruções finais.

— Rydia — Kreik levantou uma questão, pensando em um plano B — não seria interessante esconder o conteúdo da maleta em algum local seguro? Caso sejamos atacados, podemos enganar os inimigos.

— Hum... — Rydia pôs a mão no queixo, considerando a ideia por um momento antes de responder. — Seria uma boa ideia, mas não temos um local seguro ou alguém de confiança para deixar o conteúdo real da maleta. Além disso, não vejo necessidade. Esses caras são fracos — disse ela com confiança.

A locomotiva chacoalhava suavemente enquanto avançava pelos trilhos, uma sinfonia de metal contra metal. Rydia, Moara e Kreik saíram do vagão e desceram para o vagão inferior, passando pela cabine onde estavam quatro dos capangas de Bolívar. Uji, por sua vez, foi até a cabine onde Rydia estava antes e sentou-se ao lado de Joabe. Com a chegada de Uji, Baan e Trace se levantaram e foram para o vagão superior, passando pelos outros quatro capangas no caminho.

Um dos capangas, sentado próximo ao corredor por onde Rydia passou com a maleta, virou-se para seu chefe, que estava ao lado.

— Ei, chefe, quem dos dois tá com o objeto da missão? A garota de cabelo verde ou o alvo? Quem vamos seguir? — perguntou ele, um olhar intrigado no rosto.

O chefe, um homem de aparência fria e calculista, ponderou por um momento antes de responder.

— Existe também a possibilidade daqueles dois sentados estarem com o que queremos. Vamos nos dividir. Nós quatro seguimos a garota, os quatro de cima seguem o alvo e os dois do meio, matem os dois restantes. Diga a eles para serem rápidos e letais. Não queremos um alvoroço nesta locomotiva, pelo menos, não por enquanto. Vamos! — ordenou o chefe, levantando-se e seguindo Rydia, Kreik e Moara, junto de três comparsas.

Trace e Baan atravessaram os vagões, seguidos de perto pelos quatro capangas de Bolívar. Passaram por cabines cheias de passageiros, mantendo-se discretos. Quando chegaram ao vagão de bagagens, os quatro perseguidores os alcançaram. Três deles bloquearam a entrada da cabine, enquanto o quarto se aproximou, com um sorriso ameaçador.

— Com licença, senhores. Podem parar um pouco para conversarmos? — disse ele, sua voz suave carregada de intenções sombrias.

— O que querem? — Baan virou-se lentamente, protegendo Trace com seu corpo. — Também estão procurando o banheiro? — perguntou ele, tentando parecer desinteressado.

O capanga ignorou a tentativa de Baan de desviar a conversa.

— Queremos esse cara aí atrás de você. — apontou para Trace. — Temos assuntos a tratar com ele em nome de Bolívar Brock.

— Não sei, ele não me parece muito afim de papear, especialmente com vocês. — Baan sorriu de canto, desdenhoso. — Acho que não vai dar para fazer o que me pede.

— Você parece um homem inteligente. — O capanga deu um passo à frente, a ameaça em seus olhos era clara. — Não tome nenhuma atitude que possa se arrepender depois. Ninguém atrapalha os planos de Bolívar Brock e sai com vida. — O homem levantou a mão e olhou para seu relógio de pulso. — Te darei uma última oportunidade. Tem cinco segundos. — Ele levantou a mão, contando os segundos lentamente com os dedos.

Quando faltava apenas um dedo, Baan agiu. Apontou para o dedo do capanga, formando um sinal de revólver com os dedos, e disparou um projétil de osso, que saiu de seus dedos e atingiu o dedo do vilão.

— Filho da... — gritou o capanga, segurando o dedo ferido.

Enquanto isso, no vagão dos passageiros, os dois capangas de preto entraram na cabine onde Uji e Joabe estavam. Sentaram-se à frente dos dois jovens, um deles materializando uma pistola com silenciador e o outro, uma faca. Ambos apontaram suas armas.

— Tiveram muito azar em aceitar trabalho daquele bunda mole do Trace Greenwood. Agora vão morrer — disse o capanga com a pistola, sua voz baixa e mortal.

Uji fingiu pânico, inclinando o corpo para frente.

— Oh não, vamos morrer? Mas eu ainda nem me casei e tive filhos. Não podem fazer isso — zombou ele, com um tom dramático, apoiando os cotovelos na mesa e segurando a cabeça nas mãos.

Joabe, por outro lado, manteve a calma. Olhou para os capangas como se eles não estivessem ali, pegou um copo de vidro e uma jarra de água sobre a mesa. Quando ia despejar a água, o capanga atirou na jarra, estilhaçando-a e espalhando água por toda a mesa.

— Ei, seu merdinha. Estou falando com você. Quer ficar furado igual essa jarra? Minha pistola não emite som, vou matá-los e ninguém vai saber o que aconteceu. — O capanga ameaçou, seus olhos cheios de fúria.

— Calma, não precisa ficar estressado. — Uji manteve a calma, tentando apaziguar a situação. — Sei que ele te importunou, mas não vá tomar nenhuma atitude precipitada.

Os capangas se levantaram, o da faca colocou a lâmina perto dos olhos de Uji, enquanto o outro pressionou a pistola contra a testa de Joabe.

— Deveria ter pensado nisso antes de se meter com a gente. Agora, pode ter certeza, não vamos nos arrepender de mandá-los para o outro mundo — ameaçou o capanga com a faca, sua voz carregada de veneno.

Uji sorriu levemente, sua expressão mudando.

— Quem disse que eu estava tentando acalmar vocês? — disse ele, com um brilho perigoso nos olhos.

Joabe agiu rápido. Seus braceletes se materializaram e ele fincou cada lâmina nos pulsos dos capangas, exatamente nas mãos que seguravam suas armas. O pistoleiro tentou disparar, mas como Joabe havia erguido os braços, a mão do homem subiu e sua bala apenas perfurou o teto da locomotiva, sem emitir som. O outro capanga apenas deixou cair sua faca.

Os capangas tentaram gritar de dor, mas Uji pôs a mão em suas bocas, silenciando-os.

— Não vamos atrapalhar o sono dos passageiros. Isso seria falta de respeito. Todos aqui são cavalheiros — verbalizou o samurai, eletrocutando os capangas e fazendo-os desmaiar.

Joabe desmaterializou os braceletes e os pulsos dos capangas começaram a sangrar profusamente. Uji retirou as faixas de seu braço e enfaixou os pulsos dos inimigos, estancando os ferimentos para evitar que eles morressem.

Em seguida, Joabe abriu a janela da locomotiva e jogou os dois capangas para fora da locomotiva.Todavia, pouco antes de jogar o segundo, uma runa cai do seu bolso, caindo em cima da mesa, os dois magos da Crossed Bones olham para a runa curiosos para saber a sua utilidade.

Na parte inferior da locomotiva, Rydia, Moara e Kreik caminhavam rapidamente entre os vagões que transportavam gêneros alimentícios. Os quatro capangas que os seguiam não hesitaram em acompanhar o ritmo, aumentando a velocidade a cada passo. Ao perceberem a corrida dos protagonistas, os agentes também começaram a correr, determinados a não perder suas presas de vista.

Os vagões eram estreitos, com sacas de alimentos empilhadas nas laterais, deixando apenas um corredor apertado, suficiente para passar sem esbarrar nas mercadorias. A tensão cresceu à medida que o grupo se aproximava do décimo sexto vagão.

Rydia acelerou o passo, quase alcançando a porta que leva ao décimo sétimo vagão. No entanto, um dos capangas lançou um projétil de gelo. A jovem maga se abaixou no último instante, desviando-se habilmente e girando para enfrentar seus perseguidores de frente.

Os capangas ficaram perplexos ao ver apenas Rydia, segurando a maleta, sem sinal de Moara e Kreik. Olharam ao redor, vislumbrando apenas potes de barro e sacas de arroz.

— Cadê seus amigos, sua merdinha? — rosnou o chefe dos agentes, com um olhar desdenhoso.

— Vai saber, eles simplesmente sumiram. Quer me ajudar a procurá-los? — Rydia respondeu com um sorriso provocador, seus olhos brilhando de confiança.

— Vamos ver essa sua marra depois disso. Ice Shinobi! — O chefe criou várias shurikens de gelo no ar e as lançou contra Rydia. Ela largou a maleta no chão e, com um movimento ágil, gritou:

— Web Water! — Rydia materializou fios de água se prenderam à parede. Seguindo o movimento de suas mãos, os fios se cruzaram em formato de “X”, formando uma teia de água, que se interpôs entre ela e as shurikens. As estrelas de gelo colidiram com a teia líquida e ficaram presas, incapazes de seguir adiante.

Os agentes observaram, incrédulos, como aquela maga realizou algo aparentemente impossível. O chefe deles ficou visivelmente apreensivo.

— Já se perguntou por que alguns insetos conseguem caminhar sobre a água, ou por que uma agulha de aço, cuidadosamente colocada, pode flutuar na superfície de um copo de água? — Rydia perguntou, com um tom quase pedagógico.

— Do que você tá falando? — o chefe respondeu, confuso.

— Isso ocorre devido à tensão superficial da água.

— Tensão o que, sua moleca arrogante? — um dos capangas perguntou, preocupado.

— Idiotas! A tensão superficial é uma das propriedades da água que permite que a superfície de um líquido resista a uma força externa — Rydia explicou, os olhos fixos nos adversários. — A tensão superficial é causada pela atração entre as moléculas de água, uma força conhecida como coesão que ocorre apenas nas moléculas que ficam na superfície da água. Essas moléculas exercem força em todas as direções: para cima, para baixo, para a esquerda, para a direita, para a frente e para trás.

— O que isso tem a ver, garotinha? — o chefe ainda não entendeu, mas um leve tremor em sua voz denunciou sua inquietação.

— Eu uso o atributo controle para manipular a tensão superficial da água, aumentando a coesão entre as moléculas de água. — Rydia passou os dedos levemente pelos fios de água. — Isso torna a água mais resistente a forças externas e elástica — ela continuou, com um sorriso confiante, puxando firmemente a teia de água para si.

A jovem soltou a teia e as shurikens presas nela retornam com força, atingindo o chefe dos capangas. Ele gritou de dor quando as estrelas de gelo se cravaram em seu corpo.

— Matem ela! — o chefe ordenou, com o rosto contorcido de raiva.

Dois capangas avançaram contra Rydia. Mas, ao passarem pelos potes de barro, um deles se quebrou, revelando Moara, que acertou um golpe devastador no queixo de um dos agentes. Ele caiu inconsciente, colidindo com a parede de metal da locomotiva. Outro agente se virou, mas o pote de barro ao lado de Moara se quebrou, e Kreik surgiu, acertando um soco flamejante no estômago do segundo agente, que também caiu inconsciente.

Moara correu rapidamente e atingiu o chefe dos capangas com um poderoso Gaia Punch no rosto, nocauteando-o instantaneamente.

— Já foram três mequetrefes. Agora só falta um — disse Moara, com um sorriso malévolo, sua voz carregada de ameaça.

O último agente, desesperado, materializou duas facas com lâminas roxas. Mas antes que ele pudesse atacar, Kreik e Moara se agacharam, e Rydia disparou sete tiros de sua pistola de água pressurizada, atingindo o tórax do inimigo. Ele caiu de joelhos, gemendo de dor, mas tentou levantar-se com raiva.

— Malditos, eu vou... — o agente começou a gritar, mas sua expressão mudou para puro terror ao ver o pé de Moara prestes a esmagar sua cabeça.

— Hora de dormir, mequetrefezinho — provocou Moara, antes de desferir um pisão com força na cabeça do agente, que desmaiou imediatamente.

— Ei, Rydia, pensei que tivesse quebrado sua pistola na luta contra aquele Capitão em Lakala — perguntou Moara, curiosa.

— Acha que sou desprevenida? Eu sempre guardo outras como reservas — respondeu Rydia com um sorriso.

— Que top! Vencemos todos de uma forma tão fácil. — comentou Kreik, aliviado. — Rydia, agora entendi porque suas balas, mesmo feitas de água doem tanto. Você materializa balas de água com a tensão superficial aumentada, fazendo com que essas esferas se tornem resistentes. Logo, elas não se desfazem facilmente ao serem disparadas. Aí está o truque! Depois de materializar essa bala especial, você utiliza a pistola para amplificar a pressão do disparo.

A companheira, olha para Kreik com os olhos arregalados, impressionada com o fato dele ter captado tão facilmente como funcionava sua habilidade mágica.

— Isso mesmo! Quando eu atiro, a água é liberada com uma força incrível. A combinação da tensão superficial e da pressão resulta em balas que podem perfurar com potência superior a uma bala comum — explicou a maga atiradora, com um leve sorriso. — Devo dizer que estou impressionada com sua dedução, após aquela minha breve explicação — complementou ela, dando um leve soquinho no ombro de Kreik, que ficou corado após o elogio.

No vagão que continha as bagagens, o agente viu seu dedo arrancado e pediu aos demais que matassem todos ali. Um agente ficou paralisado de medo, outros dois correram, um pela esquerda, outro pela direita, em direção a Baan, para golpeá-lo com um soco cada.

Trace ficou desesperado e tentou correr para o próximo vagão, que também transportava bagagens e pertences dos passageiros, o medo fazia suas pernas cambalearem, mas ainda assim ele tentava fugir.

Os dois agentes aproximam seus punhos do rosto Baan, contudo, ele fez ossos emergirem de dentro do seu rosto, fazendo com que os agentes vários ossos ficassem encravados nos punhos dos vilões, deixando Baan ilseso de qualquer dano enquanto os agentes gritavam de dor.

Baan fez uma camada de ossos revestir o seu punho e acertou um soco no rosto do da direita e, depois, um outro, no da esquerda. Após os golpes socos, ambos caíram desacordados.

O agente que perdeu o dedo viu o seu comparsa parado, tremendo de medo, e o empurra na direção de Baan. Mas este, com um chute lateral, arremessou o agente medroso contra a parede, deixando-o desacordado.

Enquanto Baan terminava o seu movimento, o último agente materializou uma flecha de fogo e a disparou contra ele. O líder da Crossed Bones desviou habilmente, todavia, o capanga já esperava por isso e, então, revelou sua verdadeira intenção.

— Não preciso acertar você. Preciso acertar o meu verdadeiro alvo — falou o capanga com um sorriso cruel.

A flecha seguiu em direção a Trace, que estava paralisado de medo. Ele gritou e fechou os olhos, esperando o pior. O agente ria sadicamente, sabendo que sua missão seria cumprida, mas, Baan realiza um impulso fervoroso, sumindo da vista de todos e reaparecendo na frente de Trace.

Trace abriu os olhos e viu Baan segurando a flecha de fogo com uma mão envolta em ossos.

“Como isso é possível? Ele não poderia alcançar essa flecha!”, pensou o agente perplexo e com medo.

— Eu te falei, você é muito lento — Baan provocou, quebrando a flecha com um estalo seco.

— Não queria recorrer a isso, seria o mesmo que reconhecer o nosso fracasso... mas não há outra solução — o último agente murmurou, segurando uma runa em suas mãos.

“Uma runa? Pode ser runa explosiva, será que ele vai explodir a locomotiva? Ele não é louco, morreria junto... Que merda. O que ele pretende fazer?”, Pensou Baan precoupado.

O líder da guilda Crossed Bones pediu que Trace ficasse atrás dele e se protegesse. Baan lançou projéteis de ossos que trespassaram o abdômen do inimigo, mas este, antes de cair e perder a consciência, acionou a runa e gritou com todo o ar de seus pulmões:

— SABERTOOTH!

A runa brilhou intensamente, e as runas contidas nos bolsos dos outros agentes também começam a brilhar, incluindo a runa que caiu na mesa da cabine onde estavam Uji e Joabe. Junto com o brilho, o grito do capanga foi reproduzido em cada runa. No vagão dos passageiros, o grito ecoou, causando pânico.

Os passageiros se levantaram em um frenesi, tentando fugir. O pânico se espalhou rapidamente. As pessoas corriam para os vagões mais próximos, pisoteando umas às outras e clamando por ajuda. Alguns até saltaram pelas janelas ou nos espaços entre os vagões, desesperados para escapar dalí.

— Parem esta locomotiva! Eu quero descer! Me deixem aqui, pode ser no meio do nada! Por favor, apenas parem! — gritavam descontroladamente os passageiros.

Os rostos das pessoas esboçavam um medo abissal, como se tivessem visto a própria morte. Os passageiros do quinto vagão se direcionavam para o quarto, o quarto para o terceiro e as do terceiro, não conseguiam avançar para os vagões das bagagens, porque os agentes haviam bloqueado a porta com vários objetos, durante a luta contra Baan.

Trace caiu no chão, seus olhos arregalados de terror. Ele ofegava, segurando o peito, como se sua respiração não conseguisse absorver oxigênio.

— Ei, o que foi Trace? O que significa Sabertooth? — perguntou Baan, tentando acalmá-lo.

— Uma sentença de morte! — respondeu Trace, sua voz trêmula de medo.

Longe, sobre o horizonte, um pássaro enorme se aproximava da locomotiva. Com cerca de três metros, seu corpo branco era adornado com penas azuis escuras e coberto por cristais de gelo. Um bafo gelado escapava de seu bico. Duas figuras estavam montadas nele, visíveis apenas como sombras.

 

 

— Isso é o que dá confiar em amadores — disse uma das sombras. Sua voz era feminina e demonstrava irritação.

— Espero que tenham uma boa razão para nos chamar — respondeu o outro indivíduo, dessa vez, uma voz masculina.

— Aquele gordo vai ter que pagar mais caro — a voz feminina ecoou novamente.

Dentro da locomotiva, no último vagão, um homem encapuzado se levantava de seu assento. Ele era imponente, com mais de dois metros de altura. Seu manto marrom cobria completamente seu corpo. O homem começou a caminhar lentamente, saindo do vigésimo vagão.

— Hora de mostrar o verdadeiro terror... O poder da guilda Sabertooth — disse ele, sua voz rouca e grave, sorrindo levemente, enquanto abria a porta e avançava para o décimo nono vagão.

 

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