Volume 1 – Arco 2
Capítulo 25: O Caçador de Dragões
Capítulo 25: O Caçador de Dragões
Mirele não conseguia acreditar em seus olhos. Uma criatura tão gigante que fazia os navios de seu pai parecerem uma pequena formiga.
Ela olhava aquele dragão turquesa com um terror indescritível. E bem a frente dele, se encontrava a dragoa: Nira.
Suas longas vestes de seda ainda estavam sendo balançadas ao vento. Ela não moveu um músculo, mostrava um sorriso orgulhoso.
Não queria morrer ali. A voz da alma de sua irmã ainda ressoava na cabeça de Mirele. Dizendo para ela pegar forçar a postura com o sabre, para que lutasse! Mesmo contra uma criatura impossível como aquela.
A garota gaguejou na própria respiração. Seu coração palpitava e o som da chuva nem era mais audível. Nem percebeu as lágrimas escorrendo de seus olhos azuis brilhantes.
“Irmã! Acorda, por favor… Vamos…”
A resposta não saía de sua boca, Mirele queria chamar por seu pai, Jasmyne, qualquer um dos jovens… Mas será que qualquer um deles seria capaz de lidar com aquilo?
— Eu jurava que ao unir a alma delas… — murmurou Nira, apoiando o rosto na mão — Pelo menos a menina que ficasse no plano físico estaria um pouco mais incentivada…
A mão de Nira se mexia junto da cabeça do dragão. Ela girou o punho e o dragão abriu a boca.
No interior, o fogo turquesa se acumulava, até formar uma bola de plasma brilhante.
— Foi divertido brincar mais cedo! — exclamou a dragoa para que Mirele a ouvisse — Mas tenho que apertar o passo…
“Irmã!!”
“Preciso que você vá até Tzoldrich… Faça uma visitinha à Duquesa Schweitzer”
Trajado em seu uniforme cinza-escuro, o desconexo do conselho real de Arquoia fazia uma viagem a cavalo para o seu destino. O céu estava claro, indicando que a terra da chuva — a capital de Arquoia — estava distante.
Foram dias intensos de travessia por morros e vales. Mas agora, ele finalmente conseguia ver o ducado na distância. Terras férteis, e uma grande cidade concentrada na subida de um morro, descendo para uma área costeira.
“Eram para ter sido apenas três dias… Acabei me desviando do caminho e demorei muito mais. Acho que Zaltan até já deve ter voltado ao palácio…” pensou.
Ele se perguntava onde era o castelo da Duquesa, não havia nenhuma construção remotamente parecida com a casa de Zaltan.
Era a primeira vez que vinha aqui. Tzoldrich não era exatamente um lugar que se encontrava ao lado de Arquoia no espectro político. Pelo que o conselheiro ouviu, o próprio rei Zaltan estava perdendo a paciência com a governança local.
Aproximou-se dos grandes muros da cidade. Ele e seu cavalo foram parados pelos guardas no portão.
— Eu apenas vim fazer uma visita à Duquesa Schweitzer! — disse em alto e bom som — Estou aqui a pedido da sua majestade Nira, parceira da ilustríssima majestade Zaltan Arquois IV…
— Aguarde um instante — cortou um dos guardas
Ele adentrou nos portões da cidade enquanto o conselheiro ficou ali parado. Decidiu descer do cavalo e caminhar o resto do trajeto.
Após alguns minutos de espera, os portões da cidade abriram.
O conselheiro viu uma figura saindo. Cabelos castanhos e belos olhos alaranjados, usava um vestido bege com diversos girassóis estampados.
Uma mulher adulta de mais de trinta anos, suas feições lembravam levemente as de Jasmyne e usava oupas feitas por um alfaiate habilidoso.
“Então essa é a Duquesa daqui?”
Apenas ela saía dos portões junto do guarda que a tinha ido buscar.
Seu semblante parecia misterioso… Não sabia o que esperar de alguém como ela.
…
— Ah! Você deve ser o conselheiro do Zazá! — gritou ela em um tom amigável
“Zazá…?”
— Quis dizer “sua majestade Zaltan”?
— Não! Pode ser Zazá, ou até mesmo Zézinho! Depende de como me sinto no dia…
…
“O quê?”
— Eita, me desculpa! Nem perguntei pelo seu nome, Senhor…?
— Alphie…
— Sim, era isso! — Ela estendeu a mão para o conselheiro — Muito prazer, eu sou a Duquesa Yvelle Schweitzer…
Ela ficou parada por um instante antes de se espantar com alguma coisa:
— Ah! Está quase na hora do café! Se importaria de me acompanhar?
Alphie deixou seu cavalo com os guardas do local e acompanhou a Duquesa pelas ruas de Tzoldrich. Estavam lotadas pela manhã, comércios ativos, crianças correndo e conversas por toda a parte.
Parecia muito com as ruas de Arquoia quando Zaltan andava por elas, mas, ao invés de uma leve garoa, Yvelle era acompanhada pela luz dos três sóis. A iluminação dos três sóis relaxava Alphie, o fazendo se sentir mais leve na presença nobre da mulher.
Enquanto caminhavam na subida de uma rua. Passos rápidos nos ladrilhos de pedra foram ouvidos na distância, se aproximando.
Alphie se virou em postura de combate, apenas para se deparar com um garotinho vestido de carteiro. Com sua bolsa lotada e boina, ele vestia um colete com o brasão do ducado.
— Vossa Alteza! — exclamou o menino, ofegante
— Diga rápido! Estou indo tomar meu café agora… — Ela se agachou e fez carinho na cabeça dele
— Estou com um mandato de relatório da OGCS! Eles querem saber do desempenho do clérigo enviado para cá!
— Não recebemos nenhum clérigo ultimamente… — respondeu, confusa.
— Deveria relatar o sumiço dele?
— Por favor, cuide disso. Falarei com você mais tarde…
O menino fez uma reverência e saiu correndo. Alphie estranhou um pouco a conversa, mas decidiu ignorar.
Passando pela cidade, Alphie parou a duquesa, apontando para a estátua de um homem. Perguntou a ela sobre a identidade dele:
— Ah, vejo que está interessado na história local. Levamos anos para terminar essa estátua de pedra.
Ela tinha uns 4 metros de altura e ficava num pedestal no meio de uma praça, cercada de comércios, tavernas e casas.
Era um homem de cabelos longos, uma barba rala e roupas compridas… Parecia um marinheiro de certa forma.
— Ele veio de origem humilde, mas sempre foi um grande sonhador… Gostava de ir para o litoral e ficar observando o mar, mesmo que a cidade em si seja a uma boa caminhada da praia.
— Ele é uma espécie de lenda para crianças?
— Claro que não! Ele é meu amigo… Apesar de eu não vê-lo há tempos. Mas, sim, ele é uma lenda…
A duquesa olhou para a estátua iluminada pelo sol, deixou cair uma lágrima.
— Mas… ele me parece familiar…
— Deve ser porque ele já foi um general em Arquoia — Yvelle olhou para Alphie — Hoje ele se aposentou e navega pelas margens do Abismo Revolto…
— Espere! Você está falando do…!
O vapor de água causado pelo dragão de Nira se dissipou. Ao olhar para trás, a dragoa viu exatamente a pessoa que ela esperava.
Segurando sua filha nos braços, com um olhar de desapontamento e um leve corte na mão…
— Heinrich Cahrazan…
O capitão olhou para Nira. Pela primeira vez, o sorriso da mulher foi desfeito.
Bastou ser perfurada pelos olhos do homem para que sua confiança fosse imediatamente abalada.
— Onde está Milene…?
— Quer a resposta longa ou a curta?
…
— A curta é que eu matei ela… Mas a longa, heh… — Nira assobiou, chamando o dragão em uma forma menor para girar em torno dela — Digamos apenas que… ela está junta de sua irmã para sempre.
Heinrich viu os olhos de Mirele, que estavam com um brilho levemente azulado, extremamente parecidos com o de Milene.
— Isso não importa mais. Agora que você está aqui, já tenho em vista o que eu preciso…
— O sabre, não é?
— Exato!
Heinrich olhou para sua filha. Com o rosto abaixado, deu um beijo em sua testa. Colocou ela no chão e sacou seu sabre.
Nira entrou em alerta, observando cautelosamente.
No momento em que Heinrich fincou o sabre no chão, uma caixa de aço tomou forma diante da água e se fechou ao redor de Mirele.
“M-Mas o quê…?” pensou a dragoa
Henrich chutou a caixa de aço na direção de seu navio. E preparou a postura com seu sabre quase desembainhado.
— Não achei que os dragões fossem me encontrar tão cedo — Ele caminhou na direção dela — quantos mais de vocês estão aqui?
— Eu vim apenas com o rei Zaltan. A propósito, me chame de rainha…
Heinrich não parecia preocupado, nem tenso. Nira não queria se segurar, especialmente por se tratar de um desconexo…
— Zaltan foi sempre um menino ingênuo. Ele deveria escolher melhor suas concubinas… Talvez mulheres, e não lagartixas aladas…
“A audácia desse cara…” Nira estendeu a mão e já preparou um ataque…

— Invocação Dracônica!
O fogo carregado na boca do dragão atrás de Nira disparou contra Heinrich, perfurando seu braço de raspão.
— Não vou me estender aqui, você morrerá pelo veneno em breve… — Nira tampou os olhos com a mão, debochando da falta de reação de Heinrich.
Quando ela voltou a olhar para o capitão, viu que ele segurava o sabre e cortava a mão esquerda com a própria arma.
Os olhos de Nira brilharam quando ela tentou fazer uma análise da alma de Heinrich… Estava intacta!
“Espera… Ele anulou meu veneno?!”
Quando ela parou de visualizar a alma de Heinrich, percebeu que ele de repente desapareceu.
Nira olhou ao redor. Tentar sentir Aura seria inútil contra um desconexo.
Quando ouviu o vento sussurrar em suas costas, ela imediatamente a bloqueou ao se virar.
As suas mãos e antebraços eram cobertos por uma grossa camada de escamas negras. Foram quebradas imediatamente pela força do soco de Heinrich.
“Como ele ficou tão forte?!” Nira aterrissou e olhou para o braço de Heinrich, ele havia feito outro corte.
A caixa de aço; a anulação do veneno e a amplificação corporal…
Nira entendeu finalmente. O porquê do sabre negro de Heinrich ser de fato uma arma lendária, dita matar oponentes em apenas um golpe.
— “Ela aplica um efeito aleatório em tudo que é cortado pelo fio da lâmina”. É provavelmente o que já ouviu falar…
…!
— Aliás — Heinrich continuou — Mesmo que você queira o sabre, saiba que nunca poderá tocar nele. Já que a herança é apenas passada com base na escolha do portador anterior.
— Mas tem uma pegadinha aí, não é? — indagou Nira
— Sim, essa condição só se aplica se o sabre estiver desembainhado
“Por que ele está me contando tudo isso?! Esse é o nível de confiança na própria vitória?!” veias saltaram na testa de Nira.
— Muito bem! Você conseguiu me provocar direitinho!
Heinrich abanou a mão para tirar o excesso de sangue. Nira fez um sinal juntando os braços enquanto um dragão se enrolava ao redor deles.
— Transformação Dracônica
Uma rajada de vento e gotas de chuva voaram na direção de Heinrich, mas ele nem sequer tremeu. Decidiu observar o que a dragoa das águas faria.
“Nomear habilidades é tão irritante…” pensou o capitão.
O dragão que a acompanhava antes, agora tomou uma forma espectral e entrou no corpo de Nira pelo peito.
A mulher ganhou um brilho no corpo, concedendo à ela chifres, asas e uma cauda, além de uma máscara turquesa no formato de um focinho de dragão. A Aura dela aumentou exponencialmente.
— Nenhum dos outros fez isso…
Nira disparou, fervendo a água sob seus pés. Ela preparava um golpe enquanto a focinheira mística carregava uma rajada de fogo.
Heinrich pensou em simplesmente defender com o sabre e matar ela de uma vez… Mas…
“Se até mesmo o Cálix perdoou alguém como a Jasmyne… Decidiu não matar…”
A investida de Nira foi interrompida por Heinrich calmamente segurando o punho dela. Agachou-se para desviar do fogo e usou o outro braço para socar a barriga da dragoa com toda sua força.
A rajada de fogo até ganhou mais intensidade, como se ela estivesse cuspindo o ar restante no pulmão. Nira nem conseguia acompanhar os movimentos do oponente.
Heinrich deslizou, agarrou Nira pela cauda, girou e a atirou contra o chão.
Ela com certeza apagaria por conta do impacto, mas a água reagiu.
No mesmo instante, Heinrich afundou na água.
— Droga! Era ela que estava mantendo a água parada?!
Nira se libertou da mão de Heinrich e nadou na escuridão do mar. O capitão tentou adivinhar sua posição pelas vibrações na água.
Uma luz turquesa piscou no fundo do oceano, avançou contra o homem sem que ele pudesse desviar.
O soco de Nira causou rachaduras nas roupas e no corpo de Heinrich, que se alastraram, queimando e desintegrando tudo o que tocavam.
Ele voou para uma grande altura acima da água, onde fez uma postura para se preparar para uma queda.
— Tsk!
— A vantagem agora é minha!
Heinrich bufou enquanto caía. Sacou o sabre e fez outro corte em sua mão esquerda.
Tum!
Quando Heinrich deveria cair na água, ele apenas aterrissou sobre as ondas.
Nira podia ter certeza de que estava com medo agora. Se Heinrich não afundasse, ela estaria destinada a um combate em uma superfície, como um campo de batalha. E ela não teria chance alguma.
Nira elevou-se acima do nível do mar e fez outro sinal com as mãos.
— Invocação Dracônica: Máxima!
Sua voz estava desesperada desta vez. Com um brilho vindo debaixo d’água, a boca de um enorme dragão emergiu, aberta para devorar Heinrich.
“Ao usar o Misticismo Dracônico no máximo, a conjuração é imediata, nem tem como ele reagir a isso…”
A boca se fechou com Heinrich parado. Nira mudou o sinal para fazer o dragão incinerar o capitão no ambiente fechado. Sem espaço para saídas.
Um brilho turquesa ultrapassou a grossa camada de escamas da cabeça do dragão gigante. Espantou as gotas de chuva e evaporou uma grande quantidade de água em volta.
Nira estava tão focada em matar Heinrich, que nem percebeu uma enorme plataforma de gelo sendo levada aos céus na distância.
O vento se acalmou e os céus clarearam por um instante. Nira não sabia quantos minutos haviam se passado, mas mantinha a boca do dragão fechada, enviando rajadas de fogo constantes.
“Eu… Acho que matei ele agora…”
— Arf! Arf! Que droga… Esse sabre maldito… por que foi para as mãos de um desconexo imundo?!
Nira caminhou lentamente até a boca fechada do dragão. Colocou a mão sobre as escamas e ponderou se deveria abrir…
…
Ouviu leves sons de rasgos vindos de dentro. Nira saltou para trás.
Boom!
A cabeça do dragão explodiu por completo, o sangue escuro dele agora chovia junto da água da tempestade que também voltou.
Quase como uma sombra, Heinrich saltou até Nira, lançando outro soco. Desta vez, ela não conseguiria bloquear.
A visão da dragoa escureceu por um instante, ela havia sido imediatamente nocauteada pelo golpe. Recobrando a consciência, ela começou a usar suas últimas forças restantes para se defender dos ataques iminentes de Heinrich.
Mas…
Não dava.
Ele era muito rápido. E conseguia vir de todas as direções.
Cada golpe desgastava mais e mais a resistência da dragoa. Até que Heinrich a agarrou pelo braço, quebrou-o com um golpe por baixo, girou e acertou uma voadora na cara de Nira.
A dragoa voou para longe, espalhando água para todos os lados toda vez que quicava no mar como uma pedra, até parar…
O corpo dela se afundou na água. Em questão de segundos, sua Aura desapareceu completamente do local.
Heinrich respirou fundo e olhou para o céu, deixando as gotas de água baterem em seu rosto para refrescar um pouco a cabeça do estresse.
Sem nenhum arranhão feito por Nira, todo o dano que sofreu na luta foram feitos pelo sabre negro ou anulados pelos efeitos mágicos do mesmo.
Parte das suas roupas estavam queimadas por aquele golpe sorrateiro subaquático. Mas o Sabre não conseguiria reparar aquilo de toda forma.
Ao vencer a luta, Heinrich caminhou até a caixa de aço onde estava Mirele.
“Eu…”
“No que eu estava pensando quando arrastei vocês daquele orfanato…?”
“Que merda de pai que sou.”
Sentindo-se completamente derrotado, Heinrich levou sua nas costas para os destroços do navio.
Agora, Yvelle estava diante de uma janela, deixava a luz dos sóis entrarem e banharem seu corpo com uma luz aconchegante. Bebia seu café em uma mesinha com uma enorme tranquilidade, enquanto Alphie se encontrava nas sombras do quarto.
— Gostaria de saber mais sobre o herói de nossa terra?
— Não vou negar… ter matado um dragão é um feito e tanto. Não se vê muitos pelo continente mais.
Yvelle deu mais um gole em sua xícara de porcelana branca:
— Mas sinto que desviamos muito do assunto… Poderia me dizer a razão de sua visita?
Alphie colocou a mão em uma das adagas em suas costas, aproveitando que a duquesa não olhava em sua direção.
— É… sobre isso…
Toc! Toc!
O assassino tirou a mão do cabo da adaga. Acompanhando o olhar junto da duquesa Schweitzer para a porta da sala. Onde saiu a voz de um dos guardas:
— Vossa alteza! É urgente! Temos uma visita no porto da cidade!
— E de quem seria a visita? — exclamou a mulher, ainda sentada.
— É Heinrich Cahrazan, vossa alteza! Só pode ser ele! Veio acompanhado de sua tripulação em um navio, dizendo que precisa falar com você imediatamente.
— Ai, ai… Olha que cara preguiçoso, Alphie! Nem se deu ao trabalho de vir até mim… — murmurou Yvelle antes de voltar a voz para o guarda — Já estarei me retirando!
Quando a duquesa se levantou, ela firmou a voz para se dirigir à Alphie novamente:
— É bom que não tente isso novamente.
…!
— Espero que pense bem no que vai fazer… Não sabe nem se está apoiando o lado certo dessa história…
O conselheiro ficou chocado com a perspicácia de Yvelle, não que ele estivesse se esforçando muito para esconder sua intenção assassina. Mas ainda estava surpreso pela paranoia aparente dela.
Este capítulo marca o fim do Arco “Embate no Abismo Revolto”
Se você esteve lendo até aqui: Muito Obrigado. Mesmo.
Com a volta dos protagonistas para o continente, as aventuras e ameaças só vão aumentar.
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