Juiz Rúbeo Brasileira

Autor(a): W.Braga


Juiz Rúbeo

Capítulo 9: SEGUNDA MORADA

Já haviam se passado mais de quarenta e cinco auroras.

Estavam agora diante de uma grande propriedade, o local finalmente estava pronto para os estudos teóricos e práticos do jovem aprendiz de juiz.

Sanis havia convidado toda a família de Rubreos para conhecer o novo espaço.

Era um enorme sobrado, com uma aparência rústica que se estendia por toda sua extensão.

A fachada principal era imponente, cercada por uma mureta e altas grades de metal resistente.

O portão, igualmente de metal reforçado, poderia facilmente ser encantado para torná-lo ainda mais seguro, já que o material era apropriado para essa finalidade.

A carruagem, trazendo todos, parou com suavidade em frente ao sobrado.

Ao descerem, todos ficaram admirados com o local, que havia passado por reformas para se tornar o ambiente ideal para o aprendizado de Rubreos.

A residência ficava afastada do centro da cidade, quase na linha da muralha oeste, em uma área com outras construções de diferentes formas e tamanhos, além de um grande movimento comercial ao redor.

Na porta de entrada, quatro serviçais bem trajados aguardavam a chegada dos visitantes.

Eram semi-humanos: uma elfa, uma ninfa, um homem-lobo e uma mulher-gato. Todos haviam sido contratados pelo Clã dos Juízes de Etedras, assim como o guia da carruagem, na qual era humano.

Eles cumprimentaram o grupo com um gesto de muita educação refinada e abriram as duas portas do sobrado para dar passagem ao seu mestre e aos visitantes.

Ao entrarem, a primeira impressão era de uma enorme sala, bem iluminada por velas de diversos tamanhos.

O piso de madeira rústica estava impecavelmente polido, e o ar era perfumado com um incenso suave que harmonizava o ambiente.

Quase não havia mobília, exceto pelo necessário para receber as visitas de forma simples, mas elegante.

A família de Rubreos observou as três portas no ambiente: uma de cada lado e outra no fundo.

Foi para essa última que Sanis os conduziu.

O grupo seguiu por um pequeno corredor, onde a iluminação, a limpeza e o aroma continuavam a proporcionar uma sensação de conforto.

Logo à frente, a escadaria de madeira vernácula tratada chamou a atenção de todos.

Ela levava para a parte superior do sobrado, e, ao ver a escada, toda a família ficou visivelmente impressionada.

Sanis já foi explicando: que lá na parte de cima: ficavam os quartos, tanto dos moradores da casa como das futuras visitas.

Na parte de baixo: era a sala onde seriam realizadas todas as refeições, na qual era enorme, inclusive a mesa de seis lugares de cada lado e uma em cada extremidade.

Em seguida sala de visita: onde o que chamava era uma linda e calorosa lareira, uma sala para assuntos de trabalho e biblioteca.

Outro na qual foi preparado para ser a sala de estudo para Rubroes, mas para os fundos, dois banheiros, um tinha uma banheira feita de madeira vernácula e tratada e o outro uma banheira feita de pedras apropriadas para seu uso.

Também os quartos dos serviçais: onde Sanis mesmo fez questão de serem bem arrumados e confortáveis para aqueles que ele confiava.

Os dois quartos que eram separados: feminino e masculino e fim havia a cozinha que era praticamente do mesmo da sala de jantar.

Já do lado de fora: a área dos fundos que era enorme, uma lavanderia coberta, ainda havia um pouco de árvores frutíferas pequenas e bem podadas que ficavam bem próximo ao muro.

Eles viram que aquela parte dos fundos era toda cercada por um muro mais alto, até mesmo as laterais, ficando somente a frente sendo de mureta e uma grade alta.

A família e Rubreos: todos ficaram impressionados com o tamanho do local, a limpeza e beleza.

Sanis informou que ali nos fundos seria o local onde Rubreos poderia praticar tanto as artes místicas com as artes de lutas com qualquer arma.

Eles viram vários objetos e alvos para esses treinos, isso deixou Rubreos eufórico e logo querendo já fazer algo, mas foi segurado por sua mãe, deixando aborrecido.

Como estava chovendo fino e o vento era bem frio, voltaram todos para dentro e foram conhecer a parte de cima do sobrado.

Assim o passeio continuou: eles viram como eram os quartos.

Rubreos vendo qual seria o quarto dele, logo pulo em cima da cama, e seus irmãos sentaram ao seu lado, dava para perceber alegria do garoto.

O único quarto que não viram foi do Sanis por questão de cordialidade e privacidade.

Havia naquela parte de cima ainda mais dois banheiros que também possuíam banheiras, mas era feitas de madeira vernácula.

Como ainda não era a hora do almoço, todos desceram e seguiram o Sanis até a sala onde havia a lareira, na qual já se encontrava acessa.

Com todos devidamente sentados confortavelmente em cadeiras e poltronas foi trazido pelos serviçais chá e leite quente, juntos com deliciosos aperitivos para àquela hora da manhã, enquanto o almoço era preparado.

Muitas perguntas foram feitas para o Sanis, a respeito da casa e dos seus serviçais, na qual ele respondeu sem nenhum problema.

Alegou que muitas das mobílias e outros objetos já se encontravam na casa e por isso pouco foram trazidos da capital de Sophianes ou comprado ali na cidade de Zelanes.

Todo o material de estudo do Rubreos já havia chegado e se encontrava na sala de estudo, onde estavam devidamente guardados.

Assim também de novas vestimentas do jovem aprendiz que se encontrava no guarda roupas em seu quarto.

Orientou a mãe dele, quando chegasse na residência da família, preparasse algumas peças de roupas, pois haveria momento em que ele poderia acabar tendo que passar a noite ou auroras seguidas ali na casa.

Ela com gesto de cabeça positivamente concordou com sua solicitação, pois estava descrito no contrato que ocasiões dessas poderia vir acontecer.

Então aquela manhã estava terminando e à hora de almoço estava se aproximando, foram todos para a sala de refeições e esperar pelo almoço.

Pietros conversava bastante com Sanis: na qual disse que em breve iria convidar Casares que era chefe da Casa Hansa, o prefeito da cidade e o comandante das tropas na cidade para oferecer orientações e ajuda em caso de necessidade.

Até naquela altura Sanis sabia, pois o mesmo estava ouvindo sobre os estranhos acontecimentos que estavam ocorrendo ao redor e nas terras de Iriarnes.

Onde um grupo misto de Beligerantes enviados para as Montanhas Nebulosas nada encontraram mesmo assim ainda vinham ocorrendo pela região.

Pai de Rubreos concordou e se ofereceu para ajudar também.

Enquanto isso Niria segurava o ímpeto de Rubreos, pois queria ir para o fundo do sobrado e praticar nos alvos, os irmãos olhavam entre si só ficavam na deles.

Os serviçais começaram a trazer os objetos e preparar a extensa mesa para eles almoçarem.

Com bastante agilidade e rapidez montaram a mesa.

Niria e Pietros se olharam entre si estranharam os movimentos de corpo deles, para serem serviçais eram muito ágeis e até mesmo pareciam ser fortes.

Sanis viu que eles perceberam mais nada disse.

Sem demorar os serviçais comeram a trazer os alimentos em bandejas ou nas panelas tanto de barro tratado ou de metal.

Ao destampar as panelas, o aroma era maravilhoso, os filhos de Niria e Pietros já estavam agitados querem comer.

Sanis só ria vendo os filhos brigando para saber quem a mãe iria servir primeiro.

A mãe serviu a todos eles, menos ao Sanis, na qual foi servido por uma de suas serviçais como era o costume dos povos do reino de Etedras.

O almoço bem preparado onde o aroma se espalhou pela casa inteira. Mesmo Niria que era uma excelente cozinheira fez comentários que estava ótimo os pratos preparados. Assim como as sobremesas deliciosas fizeram as crianças comerem aos montes.

Após almoço, eles voltaram para a sala de visita para mais uma rodada de conversas e chá.

As janelas estavam entre abertas assim como as lindas cortinas, ainda continuava a chover de forma suave, mas era constante. Assim como o vento era brando e frio.

Enquanto um serviçal colocava mais lenha na lareira e assim aumentava o fogo e calor no ambiente.

Assim foi a tarde inteira na casa de Sanis.

Como era uma aurora de folga de estudos para os filhos de Niria e Pietros não precisavam se preocupar.

Era o final da tarde: a família e Rubreos estavam na carruagem voltando para sua casa, da entrada do sobrado Sanis via a carruagem os levando de volta, sob uma chuva fina e constante.

A noite a família se encontrava fazendo um lanche leve antes de irem se preparem para dormir, pois os filhos de Pietros e Niria iriam levantar cedo para estudarem.

Não demorou muito para irem descansar, as crianças de roupas trocadas e já nas camas prontos para dormirem de forma confortáveis e aquecidos.

Onde Pietros e Niria se despediam dos seus filhos de forma carinhosa.

Em seguida o casal se recolheu para seu quarto e lá na cama bem começaram a ser amar novamente, enquanto se ouvia os pingos da chuva que escorriam do telhado.

Noite fria e chuvosa na cidade de Zelanes.

Somente se ouviam os passos dos soldados da cidade fazendo suas rondas e por toda a extensão muralha em torno da cidade.

Os vilarejos e aldeias próximas a situação era a mesma.

Os soldados em rondas e em prontidão, pois os relatos de acontecimentos intrigantes  estavam aumentando e paravam de forma mais misteriosa ainda.

As auroras e os crepúsculos se sucediam, alternando-se em um ritmo constante.

Algumas auroras surgiam com céus claros e brilhantes, outras, com nuvens e chuvas.

O vento, ora frio e úmido, ora quente e seco, passava por ali, trazendo consigo o aroma de terras distantes.

Mercadores, vindos de cidades próximas ou até de terras distantes, transitavam pela área, criando uma movimentação constante.

Rubreos passava seus dias imerso em treinamento.

O novo local de estudos e prática se tornara seu campo de aprimoramento.

Não só nas artes místicas, mas também no uso de diversas armas.

Ele praticava com destreza, alternando entre espadas curtas, espada longa e escudo, lanças de diferentes comprimentos, e até mesmo com arco e flechas.

Cada dia mais habilidoso, Rubreos demonstrava um domínio crescente sobre todos esses instrumentos de combate, além de uma força física impressionante.

Enquanto se aprofundava nas artes místicas, que já começavam a ser sua marca registrada, Rubreos também se tornava fisicamente mais forte.

Seu corpo, antes de um jovem aprendiz, agora começava a exibir os traços de um jovem em formação.

Seu desenvolvimento era notávell, e muito, ao verem sua aparência e habilidades, dificilmente acreditavam que ele ainda era tão jovem.

A combinação de força física, habilidade no combate e uma crescente maestria nas artes místicas faziam de Rubreos um aprendiz excepcional.

E assim as auroras se passavam, repletos de treinos intensos e aprendizagens profundas, enquanto o jovem se preparava para os desafios que viriam pela frente.

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