Juiz Rúbeo Brasileira

Autor(a): W.Braga


Juiz Rúbeo

Capítulo 10: O INESPERADO

Era uma manhã festiva na casa de Rubreos.

O jovem Aprendiz de Juiz completava dez ciclos de vida, e a casa estava cheia de alegria.

A família estava toda reunida, mas não só eles. A tia de Rubreos, Elenias, irmã mais nova de Niria, estava presente, acompanhada do esposo Gandrio e seus três filhos: Edes, Francias e Helbenes.

Também haviam sido convidados Pietros Vilner e suas esposas, Tercerá Elfines, além de várias outras pessoas importantes.

A festa estava animada com a presença de amigos e conhecidos de toda parte.

O mestre de Rubreos, algumas amigas de Niria do Clã das Feiticeiras da cidade, e até Melina Zianes de Alfa, mais conhecida como a Felina Vermelha, estavam lá.

Casares, o chefe da Casa Hansa, e o comandante das tropas da cidade de Zelanes também marcaram presença, todos reunidos para celebrar o marco na vida do jovem aprendiz.

As crianças corriam de um lado para o outro, se divertindo, enquanto os adultos conversavam e apreciavam as delícias espalhadas pela casa.

Doces de todos os tipos estavam em duas grandes mesas, e pequenos lanches salgados também não faltavam.

No meio da sala, uma mesa especialmente reservada para o bolo, que estava decorada de maneira impecável.

Os convidados se serviam de suco fermentado, uma bebida forte, ou de outra bebida artesanal feita à base de milho e outros cereais, ambas típicas da cidade.

A música estava a cargo de um pequeno grupo lírico formado por lindas fadas, que tocavam instrumentos delicados e cantavam com vozes encantadoras.

A harmonia das melodias tornava a festa ainda mais alegre, e os convidados estavam todos envolvidos na atmosfera mágica e festiva.

Enquanto a festa acontecia no fundo da casa, todos estavam reunidos na sala esperando o momento tão aguardado: a abertura dos presentes.

Finalmente, chegou a hora. Niria e Pietros apareceram com um grande bolo, que imediatamente chamou a atenção de todos.

Ele tinha a cor dos olhos de Rubreos, um tom profundo de Rubi Rúbeo, e estava coberto com pedaços de frutas da mesma cor.

O aroma era irresistível, e todos mal podiam esperar para saber o sabor.

O bolo foi colocado sobre a mesa, entre as mesas de doces, e as fadas líricas começaram a cantar uma melodia suave de aniversário.

Era tão emocionante que Niria e suas convidadas mal conseguiam segurar as lágrimas.

Até Melina, a guerreira conhecida como Felina Vermelha, teve os olhos brilhando de emoção, mas, como boa combatente, ela se conteve e disfarçou.

Embora Niria tenha percebido e sorriu gentilmente para ela.

Rubreos, com um sorriso radiante no rosto, se aproximou do bolo e, com um único sopro, apagou as dez velas que estavam acesas.

O momento estava marcado por um silêncio reverente, e todos aplaudiram a celebração.

A felicidade de Rubreos era contagiante, e a festa continuou cheia de risos e boas vibrações.

Enquanto ele começava a entender o significado de sua jornada e de todas as pessoas que estavam ao seu lado.        

Todos estavam ansiosos e com água na boca, até mesmo os adultos para comerem o bolo.

Sendo assim Niria com ajuda de sua irmã começaram a fatiar aquela delicia de alimento e começou a distribuir para todos.

Era uma festa sem muito requinte como os dos nobres, mas era muito alegre e divertida.

Todos estavam adorando o bolo, que também foi distribuído com sucos de várias frutas cítrico da região.

Até o grupo Lírico das Fadas estavam se deliciando com o saboroso bolo, de sujarem até em volta dos lábios.

Era assim com muitos deles, onde até risadas foram dadas.

Quando todos já estavam fartos de comer bolo chegou a hora de Rubreos abrir os presentes.

Pietros e seus dois filhos maiores, as os primos, Niria e suas amigas traziam os presentes.

Como a mesa onde estava o bolo era grande, colocaram os diversos presentes em cima dela em volta do bolo.

O costume era perguntar de quem era o presente e a pessoa entregar ao convidado e assim foi feito.

Pietros se levantou, e todos os olhares se voltaram para ele.

Com um sorriso caloroso, ele levantou sua caneca, cheia de bebida fermentada de milho, e começou a falar:

— Gostaria de agradecer a presença de todos vocês nesta humilde celebração, onde meu filho caçula... Rubreos, completa seus dez ciclos de vida. Sei que muitos de vocês têm suas obrigações e responsabilidades, mas conseguiram arranjar tempo para estarem aqui conosco. Em nome da minha adorada esposa... meus filhos e, especialmente, de Rubreos... agradecemos profundamente a cada um de vocês.

Ele fez uma breve pausa, o olhar carinhoso fixo em Rubreos, e então levantou a caneca em um gesto de celebração.

— Por isso, faço um brinde a todos nós: Saúde e prosperidade!

Todos na sala, com um sorriso, ergueram suas taças e canecas, repetindo com entusiasmo:

— Saúde e prosperidade para todos nós!

O brinde foi seguido de risadas e felicitações, enquanto todos tomavam suas bebidas. Pietros, ainda sorrindo, olhou para Rubreos e disse com alegria:

— Agora, vamos aos presentes!

Ele virou-se para Rubreos, que estava ao seu lado, os olhos brilhando de empolgação.

O pai então começou a perguntar em voz alta, de quem seria o próximo presente. Um a um, os convidados se apresentaram e, com palavras gentis e de carinho, entregaram seus presentes ao aniversariante.

As palavras de saudade, de apoio e de bons votos foram inúmeras, e muitas delas emocionaram os presentes.

A mãe de Rubreos, Niria, foi quem mais comoveu a todos.

Ao entregar seu presente, suas palavras se misturaram com lágrimas, e as convidadas ao redor também se emocionaram, enxugando os olhos discretamente.

A conexão entre mãe e filho estava clara naquele momento.

Rubreos, por sua vez, recebeu cada presente com gratidão e um abraço apertado. Ele sabia que cada item ali tinha sido escolhido com carinho e esforço.

Seu pai, Pietros, por exemplo, havia se empenhado em muitas missões e trabalhos para reunir o dinheiro necessário para comprar o presente.

Já Niria, com seu conhecimento e habilidades no Clã das Feiticeiras, preparou poções místicas e encantamentos, e foi com esse esforço que contribuiu para o presente de Rubreos.

Seus irmãos mais velhos, igualmente, haviam participado ativamente da festa, pegando missões e juntando dinheiro para presenteá-lo com itens valiosos.

Cada presente era uma contribuição para a jornada de Rubreos: vestimentas místicas, amuletos de proteção, potes de poções raras, e até armas encantadas, como um punhal forjado com runas e um manto de malha de metal reforçada com feitiços.

A cada novo presente, a alegria de Rubreos transbordava.

Ele sorria amplamente, abraçava quem lhe dava o presente, e suas palavras de agradecimento eram sempre cheias de sinceridade.

Era evidente o carinho e a afeição que todos tinham por ele, e isso deixava a festa ainda mais especial.

Finalmente, chegou o momento do presente de seu mestre, Sanis.

A embalagem era mais elaborada do que as demais.

A caixa parecia ter sido feita sob medida, e o cuidado no embrulho era notável. Sanis, com um sorriso leve no rosto, segurou o presente com as duas mãos, olhou para Rubreos com um brilho nos olhos e disse com voz firme e carinhosa:

— Rubreos, este presente é mais do que um simples objeto. Ele é um símbolo do seu progresso, da confiança que deposito em você e da jornada que ainda está por vir. Que este presente o acompanhe em seu caminho, como um lembrete de que você está pronto para seguir os passos da Justiça e do Equilíbrio.

Sanis entregou a caixa a Rubreos, que a pegou com respeito.

O ambiente ao redor parecia se silenciar por um momento, todos ansiosos para ver o que o mestre tinha preparado para o jovem aprendiz.

Rubreos abriu a caixa com cuidado, e seus olhos se arregalaram ao ver o conteúdo: uma era uma espécie de sobre tudo na cor negra, com a cola longa.

Havia ainda um capuz que cobriria toda a cabeça e esconderia o rosto se fosse preciso.

Suas bordas e outros detalhes eram na era cor sua pedra Mística Rúbeo.

Tecido diferente de tudo que já havia visto, com runas brilhantes gravadas em suas bordas, e ornamentado com símbolos de poder.

O objeto emanava uma energia intensa, como se tivesse vida própria.

Sanis, com um sorriso de satisfação, observou o aluno.

— Esta vestimenta foi feita para você, Rubreos. Ela não é apenas uma vestimenta qualquer, mas um instrumento de poder, com a capacidade de amplificar seus feitiços e invocações. Quando você estiver vestindo... lembre-se de que está vestido o traje de um Juiz, mas o compromisso de lutar pela Justiça.

Rubreos, com as mãos firmes segurando o presente, olhou para seu mestre com profunda gratidão.

— Eu não vou desapontá-lo, mestre. Vou usar este presente para cumprir minha missão.

Todos ao redor observaram a cena com admiração.

Era um momento carregado de significado, o reconhecimento de um novo capítulo na vida de Rubreos, e todos sabiam que aquele garoto estava destinado a grandes feitos.

Sanis ainda continou:

— Hoje meu aprendiz... você toma mais um passo para sua caminha de uma longa jornada, haverá momentos como esses... mas lembre-se dos ensinamentos que lhe passei, hoje estamos entre familiares e amigos... amanhã estaremos no meio de pessoas que mal conhecemos. Sempre fique alerta por onde for caminhar. Faça amizades e se achar um grupo de Beligerantes que possa passar confiança e confiar neles então faça, pois também teremos árduas batalhas e desafios pela frente e por isso deve está preparado.

Rubreos sem palavras olhou para seu mestre que disse:

— Vista!

O jovem aprendiz sem demora ele o fez!

Ao colocar o, sobretudo de forma mística se adaptou ao seu corpo, inclusive saindo uma capa que se encostavam em seu calcanhar, a cor da capa era a mesma da demais vestimenta.

Novamente todos ficaram surpresos, pois não era uma vestimenta simples e sim uma espécie de armadura mística.

Sanis ainda disse:

— Na medida em que você for crescendo ela se adaptara, seja no seu poder místico como no aspecto físico. Ela só será o que é para você e mais ninguém, pois parecerá uma vestimenta normal. Com o tempo você poderá fazer ela se parecer com qualquer outra roupa.

Rubreos sorria de tamanha alegria quando Sanis disse:

— Só uma coisa, ela não precisa ser lavada, mas você precisará continuar a tomar banhos!

Com isso todos deram risadas e até Rubreos.

Depois disso: continuaram a entre de presentes, ao terminar, as Fadas Líricas voltaram a cantar suas belas e alegres meloauroras.

Todos continuavam a tomar suas bebidas e comentavam positivamente os presentes que Rubreos havia recebido.

Enquanto ele junto dos seus irmãos e primos: continuavam a olhar seus presentes, dava para ver a expressão do rosto de Rubreos.

Principalmente quando ele tocava a sua nova vestimenta, mas mesmo tempo maleável e resistente.

Festa continuou a som de belas músicas os casais dançando, alguns bebendo e as crianças se divertindo.

Era inicio da madrugada a festa ainda continuava e não iria para tão cedo.

Havia Haviam chegado mais amigos de Pietros e amigas de Nirias, não era mais uma festa de aniversário naquela altura era uma festa de adultos.

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