Juiz Rúbeo Brasileira

Autor(a): W.Braga


Juiz Rúbeo

Capítulo 13: PRIMEIRO DESAFIO - PARTE II

Mestre e Aprendiz de Herói caminhavam com outras pessoas, na qual os ajudavam indo direção do Clã dos Heróis.

Rubreos se afastava da mesma forma das pessoas ali presente.

Voltavam aos seus afazeres e ao poucos a praça da Grande Biblioteca retornava ao seu movimento normal.

— Vamos embora Rubreos, também chegou a nossa hora! — disse Sanis.

Com um sorriso simples seu aprendiz concordou.

Então começaram a caminhar na direção da carruagem.

Adentraram na mesma, percebendo que os dois estavam acomodados e seguro, o guia da carruagem acionou os cavalos com as rédeas e os animais obedecendo começaram a trotar.

Rubreos ainda segurava em suas mãos aquela poderosa espada!

Sanis falou:

— O que fará com essa excelente espada mística?

Resposta de Rubreos foi rápida!

— Eu darei ao meu pai! Há muito tempo... ele não compra nenhum novo equipamento... tudo que ele ganha com suas missões é para os gastos em casa. Dessa forma é para agradecer por tudo que ele tem feito por mim. — disse sorrindo o jovem Aprendiz de Juiz.

Com essa resposta Sanis também ficou satisfeito e então mudou de assunto.

— Rubreos você sabe que pode ocorrer duas coisas depois desse primeiro desafio?

Rubreos olhou para ele e disse:

— Sim eu sei!

Sanis olhou sério para ele e falou:

— Primeiro... pode ser que novos desafiantes o confronte e seria o inevitável, mesmo que fossem somente para medir seu poder. Segundo... não haver nenhum desafio até que todos possam saber o que realmente pode fazer.

Rubreos pensativo olhava para fora pela janela da carruagem ouvindo seu mestre ainda dizer.

— Bem que se houvessem mais desafios isso facilitaria sua subida de nível de aprendiz básico para intermediário pulando etapas.

Rubreos olhou já quase sorrindo.

— O que me surpreende... foi como você conseguiu lançar um selo, que somente um aprendiz no nível intermediário para avançado com experiência conseguiria. — foi a fala de Sanis.

Rubreos rindo disse:

— Foi do Grimório de encantamentos que o senhor meu mestre me deu e está guardado em minha Arca Mística.

Sanis respondeu:

— Sim eu sei, mas não esperava ver você usar tão cedo e ainda tão consistente e forte.

Rubreos disse rindo novamente.

— É porque tive um excelente mestre, sem contar a ajuda da minha mãe.

Sanis riu e concordou com um gesto positivo de cabeça.

Seu mestre continuou dizendo:

— Em breve toda a cidade ficara sabendo, é melhor irmos contar aos seus pais logo de uma vez!

Rubreos em silencio concordou com um gesto de cabeça.

— Outra coisa Rubreos... nem todos os encantamentos do Grimório que lhe dei você ainda podem usar! Como por exemplo... o Selo Julgo da Punição e o Condenação, ele requer muito poder místico e só tem efeito necessário se o seu adversário tenha cometido algum crime que se encontrar oculto. Se acaso ele não tiver ou que seja de menor gravidade, esse Selo não terá sua finalidade e força completa.

— Pode deixar meu mestre vou tomar cuidado com os encantamentos do Grimório.

Então Sanis pegou e puxou uma pequena corda branca, onde tocou um sino prateado que fica próximo ao guia da carruagem, significando que era para parar.

Ao ouvir o sino o guia encostou a carruagem e aguardou seu mestre.

Sanis saiu ficando só na porta e disse:

— Dê meia volta e iremos para a casa do meu aprendiz, por favor, vá o mais rápido que puder.

— Sim mestre!

Sanis entrou novamente para dentro da carruagem, ao ouvir a porta fechar.

O guia realizando sinais com as rédeas, fez com que seus belos cavalos tomassem um novo caminho.

Enquanto Sanis e Rubreos se encaminhavam na direção da casa de sua família, a notícia da primeira vitoria de um Aprendiz de Juiz se espalhava como labaredas em grama seca.

Uns incrédulos não acreditavam outros surpresos por ter vencido um Aprendiz de Herói.

Principalmente do Clã dos Heróis da cidade era um dos melhores do reino.

Na carruagem Sanis se encontrava pensativo: sabia que em pouco tempo a cidade inteira saberia da vitória de seu aprendiz e que precisaria informar ao Clã dos Juízes em Etedras.

Por lei o Juiz do Desafio e mais os Tributos iriam fazer o relatório místico e enviar para a sede e lá arquivado misticamente.

Para quando houvesse novos desafios envolvendo o nome de Rubreos fossem  encontrados e registrados.

 A carruagem seguia o mais rápido que poaurora pela larga rua feita de pedras, os que ali estavam viam a velocidade que estava e perceberam que era algo muito urgente.

Em questão de tempo a carruagem chegou ao seu destino.

Na frente da casa se encontra Niria e mais uma moradora da região conversando.

Ela ficou surpresa ao ver a carruagem de Sanis.

A porta da carruagem se abriu e o primeiro a descer foi Sanis, em seguida veio Rubreos de forma cuidadosa segura a espada que havia ganhado no desafio.

Sua mãe surpresa não entendia ainda aquilo.

Sanis disse olhando para as duas:

— Bom dia senhoras!

Elas o cumprimentaram também.

Ele se dirigiu a palavra para Niria.

— Seu marido se encontra?

— Sim ele está em treinamento lá no fundo de nossa casa!

— Por favor, precisaria conversa com ele e com a senhora dentro da casa.

Ela sem entender nada concordou e o convidou para entrar.

Despediu-se da moradora e também foi na direção da entrada da casa.

Niria entrou primeiro na casa, em seguida foi Sanis e por ultimo Rubreos que segurava a espada mística.

Rapidamente levou Sanis para a sala onde sempre Pietros tratava de assunto de trabalho.

Há passos largos ela foi até o fundo da casa chamar Pietros, na qual os dois voltaram rapidamente.

Pietros ofegante disse:

— O que aconteceu?

— Calma! Não aconteceu nada de grave! Acalmassem e sentassem os dois! — falou Sanis pausadamente.

Vendo isso: tanto Pietros como Niria se acalmaram e se sentaram.

Sanis começou a falar.

— Desculpe a vinda repentina e pela forma que me expressei, mas precisávamos conversa antes que soubessem por outras pessoas.

Sanis com um gesto e mão chamou Rubreos para se aproximar e em mãos a espada mística.

Pietros não acreditava que estava vendo, uma espada mística lendária.

Nesse momento Sanis contou tudo a eles.

Após os devidos relatos feitos por Sanis, Pietros e Niria olhavam para Rubreos e dava para ver alegria e satisfação pela primeira conquista de seu filho caçula.

Foi quando Rubreos chegou e entregou a espada mística para seu pai, que ficou muito agradecido pela arma mística.

Pietros se levantou da cadeira segurando a espada a ergueu e vendo como era poderosa e como ele poderia usar seus encantamentos para aumentar tanto o poder de ataque como de defesa.

Por outro lado, Niria se levantou e abraçou seu filho de forma calorosa e disse:

— Parabéns meu filho pela sua primeira vitoria em um desafio, mamãe está orgulhosa.

Pietro se aproximou, pois a mão na cabeça de Rubreos e disse:

— Parabéns meu filho e obrigado por essa arma mística, será bem usada.

Com isso Sanis estava mais tranqüilo e disse:

— Rubreos por hoje finalize seus estudos concluídos, pode tirar o resto da tarde para descanso, pois você merece meu aprendiz.

Com a mãe ainda abraçada a ele, ele sorriu como forma de agradecimento.

Na cidade, a notícia sobre o desafio entre um Aprendiz de Herói e um Aprendiz de Juiz se espalhou rapidamente, alcançando os Clãs e seus líderes.

A vitória do jovem Aprendiz de Juiz gerou conversas e murmúrios por toda Zelanes.

No Clã das Feiticeiras, uma jovem aprendiza ouvia atenta enquanto sua mestra discutia o evento com outra feiticeira.

Quando mencionaram o nome de Rubreos e sua impressionante vitória, os olhos da jovem brilharam e um sorriso suave, mas misterioso, se formou em seus lábios.

Ela manteve sua alegria em segredo, mas parecia que algo mais havia despertado nela, algo que ela ainda não compreendia completamente.

Mais ao sul, na Casa dos Anciões, o relato chegou aos ouvidos de um grupo de sábios.

Eles conversavam baixinho entre si, intrigados pela força do jovem Aprendiz de Juiz.

Aquela vitória não passou despercebida, e, embora o evento tenha ocorrido na praça da Grande Biblioteca, os anciões sentiam que algo muito maior poderia estar em jogo.

Na Casa Hansa, um folheto foi afixado no quadro de missões, com detalhes sobre o desafio. O título dizia: "Jovem aprendiz de juiz derrota aprendiz de herói em Desafio Místico!"

Muitos olhares curiosos se voltaram para o folheto, e os murmúrios logo se espalharam.

Casares, o chefe da casa, ao ler a notícia, não pôde esconder um sorriso.

Ele sabia exatamente quem era o jovem vencedor.

Rubreos Cardial de Casiandra... pensou ele, com um ar de reconhecimento. “Ele está se tornando alguém importante.”

Na rua, o prefeito e o comandante das tropas da cidade estavam almoçando em uma taberna local quando ouviram a conversa sobre o evento.

Ambos ficaram surpresos ao saber que um dos participantes era um aprendiz do Clã dos Heróis, um dos clãs mais respeitados da cidade.

O comandante, com uma expressão pensativa, disse:

— Isso vai ter repercussão. O jovem Rubreos… é bom manter os olhos em cima dele.

O sol se pôs e a aurora chegou ao fim.

Antes mesmo do meio da tarde, a maioria da cidade de Zelanes já sabia do desafio ocorrido na praça da Grande Biblioteca.

O evento havia sido comentado por todos: nas tabernas, nas ruas, e até nos círculos mais fechados dos clãs.

Em casa, os irmãos de Rubreos estavam brincando com o irmão mais novo, rindo e se divertindo, enquanto se sentiam mais próximos do que nunca com a vitória de seu irmão mais velho.

Eles se sentiam orgulhosos, especialmente por Rubreos ser Aprendiz de Juiz, mas também por saberem que o jovem derrotado no desafio era do Clã dos Heróis, uma família de mercadores poderosos e conhecidos na cidade.

A arrogância do Aprendiz de Herói e sua postura prepotente haviam sido uma constante na cidade, e agora ele havia sido humilhado.

A vitória de Rubreos causara um grande alvoroço, especialmente entre aqueles que conheciam o aprendiz derrotado.

Enquanto isso, Pietros e Niria, o clima era mais calmo.

Niria estava na cozinha, preparando o jantar, e Pietros estava parado à porta que dava para os fundos da casa, observando a chuva cair suavemente naquela noite.

O silêncio parecia pesar sobre ele, e sua expressão estava séria. Niria, percebendo a mudança de comportamento de seu marido, perguntou:

— O que aconteceu, Pietros? Por que essa expressão tão séria?

Pietros olhou para ela, seus olhos refletindo a preocupação que havia se instalado em seu peito.

— Lembra que fui à Casa de Hansa mais cedo? Fui conversar com Casares. Ele me disse que os estranhos acontecimentos voltaram a ocorrer... especialmente nas redondezas das Montanhas Nebulosas. Depois de muitas auroras de calmaria, as coisas começaram a se mover novamente.

Niria franziu as sobracelhas, preocupada.

— O que Casares vai fazer? — ela perguntou, com um leve tremor na voz, sentindo a gravidade da situação.

Pietros respirou fundo antes de responder.

— Ele... com autorização do prefeito e do comandante das tropas da cidade, formou um novo grupo. Será um grupo misto de Beligerantes, com soldados e especialistas. Eles irão partir amanhã para investigar. Algo está acontecendo nas Montanhas Nebulosas… algo que não podemos ignorar.

Niria ficou em silêncio por um momento, processando a informação.

A chuva lá fora parecia se intensificar, e o som da água caindo sobre o telhado parecia ecoar a tensão que agora pairava sobre a cidade.

— Mas porque essa cara de preocupação? — falou com uma expressão séria Niria.

— Metade do grupo é sem muita experiência é de terceiro nível para baixo, mesmo sendo mesclados de tantas classes. — comentou Pietros.

Niria falou:

— Ele te convidou?

— Não! Mas me ofereceu um contrato temporário como força beligerante reserva e auxiliar dos soldados da cidade. Ainda mais que eu estou em posse da Espada mística de Krakateia. — disse ele rindo.

— E o que meu esposo respondeu?

— Disse que iria pensar! Mas sugeri a contratação da sua amiga Melina Zianes de Alfa e também do mestre Sanis. Ela eu sei que é muito forte e um ótimo nível e ele pelo que vem apresentando nosso filho também deve ser pelo menos de quinto nível para cima.

Niria ficou pensativa e disse:

— Sim concordo, principalmente se ela não tiver sem trabalho nenhum em vista.

— Isso! Ainda mais que estamos se aproximando dos festejos de aniversário da grande vitória na Batalha de Verduzia, como dizem aqui é uma das melhores festas de nossas terras. — disse Pietros que ainda continuou: — Talvez me ofereça como força auxiliar em certos auroras... principalmente na vias principais de chegada... fora das muralhas. A senhora minha esposa poderia ver também se no Clã das Feiticeiras ou dos Magos se não vão precisar aumentar a produção das porções místicas, ou providenciar algumas para nós?

Ela parou por um momento e pensou.

— Tens razão meu esposo, podemos acabar precisando, estarei procurando saber!

Ambos sorriram.

Em uma determinada residência: Sanis terminava de escrever duas mensagens que seriam enviadas logo ao amanhecer.

Uma para o Clã dos Juízes de Etedras e a outra para Talles Amaros de Erdias.

Relatava a evolução do jovem aprendiz e seu feito no primeiro desafio vencido.

Ao selar ambas as mensagens: Sanis sorriu de satisfação e permaneceu mais um tempo na sala onde tratava dos assuntos de trabalho.

Naquela noite fria e chuvosa, muitos residentes já estavam em descansos em seus quartos aquecidos por pequenas lareiras ou grossos cobertores, não era diferente para a família de Rubreos, todos descansavam confortavelmente.

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