Juiz Rúbeo Brasileira

Autor(a): W.Braga


Juiz Rúbeo

Capítulo 12: RUBENIA

Assim começou a jornada de uma outra criança, nascida de um pai do Clã dos Juízes, na qual era juiz de Terceiro Nível dos Sete Níveis, e sua mãe do Clã dos Guerreiros, que ocupava o Quarto nível dos Oito níveis.

Ambos eram humanos, de grande prestigios em sua região.

Antes dessa criança, o belo casal já havia dois filhos: Ternes, o filho mais velho, que já tinha quatro ciclos de vida, e Perola, a filha mais nova, com dois ciclos de vida.

Quando Ternes passou pelo teste preliminar aos sete ciclos de vida, os anciões dos dois Clãs previram que ele teria grande tendência a se tornar um Gládio.

A confirmação viria quando completasse os sete ciclos.

Perola, por sua vez, ao atingir o quarto ciclo de vida, também passou pelo teste e seguiria o caminho da mãe, tornando-se uma Guerreira. Sua classe seria confirmada aos sete ciclos.

Ambos os filhos teriam grande poder místico, mas a nova criança, que ainda era muito jovem, não teve sua classe definida.

Os anciões não conseguiram discernir qual seria sua classe e decidiram esperar mais dois ciclos.

Caso ainda não fosse possível determinar, a única opção seria aguardar até que ele completasse sete ciclos de vida e fosse levado ao Templo das Revelações Divina diante do Cristal Místico, nas terras de Iriarnes, para o reconhecimento oficial.

E foi isso que aconteceu.

Quando a caçula completou quatro ciclos de vida, os anciões ainda não conseguiram determinar sua classe, o que deixou a família ansiosa.

A resposta viria apenas quando a criança completasse sete ciclos de vida, no Templo das Revelações Divinas.

Enquanto isso, a família, por ordem do Grande Conselho, viajou para as Terras Distantes. Como pertenciam a Clãs influentes no Mundo Místico e tinham um status considerável, foram bem recebidos por lá.

Os três irmãos cresceram com saúde e força, assim da mesma formas seus poderes místicos.

Ternes, o mais velho, já estudava com mestres enviados pelo Clã dos Gládios, com a autorização do Grande Conselho.

Perola, a irmã do meio, treinava com sua mãe, aprendendo a arte da luta em seus aspectos básicos e intermediários.

No entanto, sabia que em breve precisaria de um mestre especializado.

A caçula, por sua vez, passava seus dias observando a mãe ensinar a irmã.

Embora não compreendesse completamente as lições, ficava encantada com o brilho das faíscas que surgiam das pequenas lâminas místicas, e sempre sorria, cheia de alegria.

Chegou o momento em que a família precisou retornar à sua terra natal, indo em direção à cidadela de Amentra, nas terras do reino de Etedras.

A decisão foi tomada: a revelação da filha caçula seria realizada lá, no Templo das Revelações Divinas, para que o teste da gema cristalina fosse feito agora que ela havia completado sete ciclos de vida.

Seus irmãos já haviam passado pelo mesmo processo, quando chegaram à idade certa, para que suas classes fossem confirmadas.

Ternes, agora com onze ciclos de vida, e Perola, com nove ciclos, estavam ambos em treinamento com seus respectivos mestres.

Ao chegarem ao Templo, encontraram muitas outras famílias, todas com o mesmo objetivo: a confirmação das classes de seus filhos.

A tensão era visível no ar, pois todos estavam ansiosos, embora muitos já tivessem ouvido os resultados dos testes prévios feitos pelos anciões.

Naquele momento, uma grande expectativa pairava sobre todos.

Havia quem acreditasse que, entre aquelas crianças, estaria a próxima grande revelação: alguém destinado a fazer feitos incríveis durante sua vida.

As crianças começaram a passar uma a uma, e a linda gema cristalina mística mostrava as características de cada uma.

A cada teste, a pedra revelava a classe de quem a tocava, até que finalmente chegou a vez da filha caçula do casal.

Os pais levaram a criança até o altar, onde a gema flutuava em sua posição usual.

Ela se aproximou e, com uma das mãos estendida sobre o cristal, a pedra começou a brilhar com uma luz dourada suave, mas fraca.

Os olhares de todos estavam fixos, aguardando com tensão. Mas, inesperadamente, a luz dourada desapareceu.

Um silêncio tomava o ambiente.

Os pais estavam visivelmente aflitos, até que o cristal começou a mudar de cor.

A pedra parecia “sangrar”, com um tom vermelho escuro, como se estivesse se enchendo de sangue por dentro.

Quando o cristal finalmente ficou completamente da cor do sangue, uma nova gema surgiu, em um tom opaco e profundo de vermelho.

Ninguém sabia o que aquela gema significava, até que o pai, com um olhar firme e sereno, disse com convicção:

— Ela será uma Juíza.

Apesar da gema não brilhar como as outras, ele sabia, pela tonalidade da cor, que sua filha seria extremamente poderosa.

Mesmo sem a luz radiante das outras pedras, a cor vermelha e opaca era um indicativo claro de seu poder.

Naquele momento, não havia nenhum conselheiro presente do Clã dos Juízes.

No entanto, como o pai da jovem era um Juiz, bastava que ele avisasse ao seu Clã sobre a revelação de sua filha, e que ela seria uma futura aprendiza de Juíza.

Enquanto o Conselho tomava sua decisão, ele poderia, por conta própria, começar a ensiná-la.

Sua mãe, no entanto, não demonstrava tanta alegria.

Ela temia pelo futuro de sua filha, pois conhecia bem o marido.

Não que ele fosse uma má pessoa, mas ele era regido por um código rigoroso, e essa mesma rigidez que ele aplicava em seus filhos, pelo menos com o mais velho, era algo que ela temia ver na caçula também.

Ao contrário da mãe, o pai se sentiu mais feliz com a revelação de sua filha do que com a dos outros dois filhos.

Ele sabia o peso de ser um Juiz, mas também via o potencial da caçula com outros olhos, de forma única.

Ternes e Perola, os irmãos mais velhos, ficaram alegres ao ver a felicidade da irmã, com o rosto iluminado ao segurar sua gema mística.

Era uma felicidade sincera, sem dúvidas, e que contagiava a todos ao redor.

Antes de saírem do Templo, os conselheiros dos Clãs ainda observavam a filha mais nova com atenção.

A forma peculiar da revelação da gema os deixou inquietos. Eles se perguntaram se aquilo poderia ser o início de uma Grande Revelação, um sinal de algo muito maior que ainda estava por vir.

Depois, a família deixou o Templo e seguiu para a casa que possuíam fora da cidade.

Uma pequena festa estava preparada, com familiares e amigos íntimos já aguardando a chegada deles para comemorar o momento.

Enquanto as duas crianças mais velhas brincavam alegremente na carruagem, os pais observavam a mais nova, que se encontrava ao lado de sua mãe.

 A impressão que passavam era de alegria, mas também havia uma leve preocupação no olhar da mãe, que ainda refletia sobre o futuro de sua filha.

Com o passar de várias auroras e crepúsculos, um emissário do Clã dos Juízes chegou à casa da família Helbers.

Quando entrou em contato, foi informado de que a família havia retomado suas atividades nas Terras Distantes e que, portanto, não seria possível comunicar-se com eles naquele momento.

Esse foi o argumento passado aos líderes do Clã dos Juízes. Como a família estava distante, nada poderia ser feito naquele momento.

O processo de treinamento da filha mais nova, então, ficaria a critério de seu pai, que, como Juiz, tinha a autoridade para educá-la nesse caminho.

Apenas um registro místico da revelação de uma nova Juíza foi feito, e o restante do processo dependeria do retorno da família, quando poderiam ser realizados os testes de aptidão da jovem.

Depois disso, pouco se soube sobre a caçula.

O tempo passou, e as informações sobre ela ficaram adormecidas...

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