Juiz Rúbeo
Capítulo 13: PRIMEIRO DESAFIO - PARTE I
Era tarde quando Rubreos, após ter passado sessenta e sete auroras desde seu último aniversário.
Estava na Grande Biblioteca, procurando um livro específico que seu mestre havia pedido.
Já sabia exatamente onde o livro estava e, com autorização para ir até lá, caminhava rapidamente pelos corredores.
Enquanto ele procurava entre as prateleiras, focado na tarefa, algo inesperado aconteceu.
Quando saiu do corredor, ele esbarrou com outra pessoa e, de repente, ambos caíram no chão, fazendo seus livros se espalharem pelo piso.
Nesse instante, os dois se olharam e logo perceberam quem eram.
Seus olhares se encontraram profundamente, como se pudessem ver a alma um do outro.
O silêncio foi breve, e logo ambos ficaram sem graça, um pouco envergonhados.
Rapidamente, se agacharam para recolher os livros.
Rubreos, com um sorriso tímido, falou:
— Me perdoe, senhorita, pela falta de atenção. Deixe-me ajudar a pegar seus livros!
Ela, com um sorriso suave, respondeu:
— Não, a culpa foi minha. Eu estava distraída.
Enquanto pegavam os livros, seus olhares se encontraram novamente.
Rubreos notou como ela era linda, com os olhos brilhantes, a pele clara e, principalmente, os cabelos que pareciam quase loiros, com mechas delicadas de rosa e verde.
Ela, por sua vez, ficou admirada com os olhos dele, que brilhavam com uma intensidade única.
Os dois ficaram sem jeito mais uma vez, se levantando lentamente, cada um com seus livros nas mãos.
Ela notou sua roupa, que não era comum. A vestimenta de Rubreos exibia uma áurea distinta, não era nada simples, e isso chamou a atenção dela.
Rubreos, um pouco tímido, perguntou:
— Está tudo bem?
Ela sorriu, tentando disfarçar a timidez e respondeu:
— Estou bem, sim.
Com um toque de formalidade, ele se apresentou:
— Meu nome é Rubreos Cardial de Casiandra.
Ela, com um sorriso gentil, também se apresentou:
— Meu nome é Sarah Neras de Ambierys.
Enquanto observava os cabelos de Sarah novamente, Rubreos foi subitamente transportado de volta ao Templo das Revelações Divinas.
— A senhorita... você é a mesma do Templo das Revelações, onde foi revelado que seria uma feiticeira, não é? — perguntou ele, com uma expressão de reconhecimento.
Sarah sorriu ao ouvir suas palavras e disse:
— Sim! Sou eu mesma! O senhor se lembra?
Rubreos acenou com a cabeça, lembrando-se do momento com clareza.
— Claro! Quando o Cristal Místico revelou sua classe, a pedra que apareceu tinha as mesmas cores dos seus cabelos.
Sarah olhou para seus cabelos, longos e cheios de cachos, quase crespos.
A cor, uma mistura sutil de tons, refletia perfeitamente o que Rubreos havia dito.
Ele, ainda sorrindo, comentou:
— São realmente lindos!
Sarah ficou um pouco sem jeito, os rostos corando novamente com a leveza da conversa.
Nesse momento, uma figura se aproximou deles.
Era a mestra de Sarah.
Ao ver com quem a jovem estava conversando, e percebendo que ele era um aprendiz também, a mestra se aproximou e, com tom firme, falou:
— Senhorita... precisamos voltar aos estudos!
Sarah olhou para sua mestra e assentiu, compreendendo a necessidade de voltar ao treinamento.
Rubreos e Sarah se cumprimentaram de maneira educada, e as duas mulheres se afastaram, seguindo em direção à saída.
Sarah olhou uma última vez para Rubreos enquanto subia na carruagem, e, ao vê-lo parado na escadaria da Grande Biblioteca, lhe lançou um breve sorriso.
A mestra de Sarah, percebendo a felicidade da jovem ao reencontrar Rubreos, pensou consigo mesma que ele parecia ser um jovem promissor.
Ela sabia que a lembrança carinhosa que ele tinha dela só fortalecia a ligação entre eles.
Rubreos ficou ali por mais um tempo, esperando a carruagem voltar para levá-lo de volta à casa de seu mestre e continuar seus estudos.
Foi então que, ao olhar para frente, percebeu um grupo de pessoas se aproximando rapidamente.
Instintivamente, seu corpo ficou alerta, e suas mãos se moveram para invocar Círculos Místicos em seus pulsos, preparado para qualquer situação.
Um dos homens do grupo, se aproximando rapidamente, gritou em voz alta:
— Eu te Desafio para um Confronto Místico!
À medida que o desafio foi anunciado, as pessoas ao redor começaram a se reunir, formando um grande círculo ao redor de Rubreos e seu desafiante.
O jovem que havia feito o desafio era do Clã dos Heróis, assim como seus amigos, e parecia ter a mesma idade que Rubreos.
Rubreos olhou fixamente para ele e, com uma calma impressionante, disse:
— Tem certeza de que quer seguir com esse desafio? Pode ainda retirar a solicitação antes que eu aceite.
O aprendiz de herói, ao perceber a cor intensa dos olhos de Rubreos, sentiu uma pressão imensa sobre si.
Ele não conseguia deixar de notar o poder incomum que emanava do jovem aprendiz de juiz.
Por um instante, ele hesitou, olhando para os amigos que o observavam com ansiedade, esperando por sua decisão.
Com um fio de coragem, e não querendo passar vergonha diante dos outros, o jovem falou, finalmente:
— Sim... confirmo o meu pedido de desafio!
Rubreos, com um leve sorriso, respondeu:
— Eu aceito o seu desafio. Pode convocar os Tributos e o Juiz para o confronto.
Naquele momento, mais pessoas chegaram ao local, incluindo a carruagem que estava esperando para levar Rubreos de volta.
O jovem Aprendiz de Juiz não viu a carrugaem chegar e nem quem descia dela, mas era o mestre Sanis.
Ao perceber que Rubreos estava envolvido no desafio, Sanis sorriu.
O jovem aprendiz havia aprendido muito desde seu aniversário, especialmente o manuseio dos artefatos místicos que ele havia recebido como presente.
Todos estavam guardados em sua Arca Mística, mas o mais impressionante de tudo era a sua Vestimenta Mística.
A armadura agora parecia fazer parte de seu corpo, respondendo rapidamente aos seus pensamentos, como uma extensão natural de sua própria pele.
O aprendiz de herói, com um movimento rápido, começou a recitar encantamentos e palavras místicas, invocando os Tributos e o Juiz.
No chão, um grande círculo alaranjado se formou, e de dentro dele se abriu um portal.
Três figuras encapuzadas, vestidas completamente de negro, surgiram. Suas roupas cobriam todo o corpo, e seus rostos estavam ocultos por máscaras, cada uma com um design diferente.
O Juiz, ao perceber o brasão do Clã dos Juízes na insígnia pendurada na cintura de Rubreos, imediatamente o reconheceu.
Sem perder tempo, ele se voltou para o jovem desafiante e perguntou:
— Quem é o desafiante? Identifique-se.
— Eu sou Carlius Alanus de Tanreias, aprendiz do Clã dos Heróis! — respondeu o jovem com firmeza.
O Juiz então se virou para Rubreos e questionou:
— Quem é o desafiado? Identifique-se.
Rubreos, com calma, tomou a palavra:
— Eu sou Rubreos Cardial de Casiandra, aprendiz do Clã dos Juízes.
Os Tributos trocaram olhares surpresos.
Fazia muito tempo que não viam um desafio envolvendo um aprendiz de juiz, e muito menos um juiz em si.
A tensão aumentava à medida que o ambiente se enchia de expectativa.
O Juiz, ainda focado no protocolo, perguntou:
— Quem são suas testemunhas?
O mestre de Carlius, que até então permanecia em silêncio, se adiantou.
Com uma postura orgulhosa e arrogante, ele se apresentou:
— Sou o mestre dele, do Clã dos Heróis, da cidade de Zelanes.
O Juiz olhou para Rubreos, aguardando sua resposta.
O silêncio tomou conta do ambiente enquanto Rubreos olhava ao redor.
Ninguém parecia disposto a se oferecer como testemunha, pois se ele perdesse, a imagem de quem o apoiasse ficaria arruinada.
Foi então que uma voz firme e tranquila se fez ouvir:
— Eu sou a testemunha dele.
Todos olharam para trás e começaram a abrir caminho, permitindo que Sanis avançasse calmamente até o centro da ação.
Ele andava com passos largos, mas controlados, com a confiança de quem já conhecia o peso do momento.
O Juiz, ao reconhecer Sanis, não hesitou:
— Se identifique, por favor.
Sanis parou diante dele e respondeu com firmeza:
— Eu sou Sanis Efras de Seriones, mestre de Rubreos. Sou do Clã dos Juízes de Etedras.
A revelação causou um murmúrio entre os presentes.
A presença de Sanis: um mestre respeitado do Clã dos Juízes, certamente elevava ainda mais a gravidade do desafio.
Muitos dos presentes ficaram admirados ao ver Sanis se apresentar como testemunha de Rubreos.
Embora houvesse rumores sobre um mestre do Clã dos Juízes na cidade, poucos realmente o haviam visto.
Alguns começaram a sussurrar e murmurar, trocando comentários sobre o homem que estava ao lado de Rubreos.
O Juiz do Desafio, mantendo a formalidade do momento, fez uma pergunta crucial:
— Ambos conhecem as regras do desafio?
Os dois responderam ao mesmo tempo, com firmeza:
— Sim!
O Juiz então se dirigiu ao desafiante:
— Desafiante... o que pede caso vença?
Carlius, com um sorriso de confiança, respondeu rapidamente:
— Eu quero a Arca Mística dele!
O Juiz, um tanto surpreso com a resposta direta, repetiu a pergunta, talvez buscando mais clareza:
— Só a Arca Mística?
Carlius confirmou, com um tom de desprezo:
— Sim, só a Arca. Não deve haver nada que me sirva dentro dela... Assim, me poupará o trabalho de jogar fora qualquer lixo místico que tenha lá dentro.
A forma como ele se referiu à Arca Mística de Rubreos soava desdenhosa, mas não era incomum entre jovens como Carlius, que, em sua confiança, subestimavam o valor real do Artefato.
O Juiz então se virou para Rubreos:
— Desafiado, por favor, apresente a Arca.
Rubreos, demonstrando uma leve hesitação, invocou a sua Arca Mística com uma leve demora, como se estivesse tentando entender melhor a situação, o que causou uma breve onda de murmúrios entre os observadores.
Muitos, já esperando a vitória de Carlius, ficaram curiosos ao ver o que Rubreos faria a seguir.
Quando a Arca Mística apareceu, todos ficaram em silêncio, deslumbrados.
O Artefato emanava um brilho intenso, como os raios solares durante uma manhã de aurora.
A luz parecia quase ofuscar os olhos de quem a olhava, e um murmúrio de surpresa percorreu a multidão que se aglomerava, visivelmente impressionada com o poder místico que emanava da Arca.
Enquanto isso, mais e mais pessoas se reuniam, subindo as escadarias, de diversas raças e classes, todos ansiosos para ver o desenrolar do desafio.
O Juiz, observando o brilho da Arca, se voltou novamente para o desafiante:
— Muito bem, Desafiante... O que oferece de igual valor, que não seja usado no desafio?
Carlius, com um sorriso de confiança, fez uma rápida invocação.
De dentro de um círculo místico, surgiu uma espada curta, forjada com um metal raro e místico, que brilhava com uma aura poderosa.
A lâmina estava coberta por símbolos élficos antigos, talhados com precisão, e o cabo era perfeito para uma empunhadura rápida e ágil.
Na ponta da empunhadura, uma pedra mística brilhava intensamente, complementando o poder que a espada já possuía.
O brilho da espada rivalizava com o da Arca Mística, mas sua aparência parecia mais agressiva, como se fosse uma arma projetada para um combate direto e feroz.
O aprendiz de herói, com um sorriso de confiança, levantou a espada e disse:
— Essa é a Espada Mística de Krakateia, usada para eliminar inúmeros servos demoníacos do Submundo durante a famosa batalha de Verduzia.
Os murmúrios na multidão aumentaram, e o burburinho tomou conta do local.
Muitos conheciam a história da espada, outros estavam ouvindo pela primeira vez, mas o peso do nome "Krakateia" fez com que a tensão aumentasse ainda mais.
A maioria sabia quão poderosa e lendária era aquela espada, o que deixava todos ainda mais focados no duelo que se aproximava.
Agora, todos estavam cientes de que os dois artefatos em jogo eram de valor incalculável e de poder imensurável.
O Juiz, com voz firme, deu continuidade:
— Muito bem! Que armas os aprendizes usaram?
O aprendiz de herói, sem hesitar, fez outra invocação, e uma armadura magnífica apareceu, envolta em um brilho dourado.
Ao lado, ele também invocou um escudo arredondado, e uma espada curta, embora visivelmente um pouco menos poderosa que a Espada de Krakateia, mas ainda assim impressionante.
— Usarei este equipamento místico e combinarei com encantamentos místicos. — disse ele, com confiança.
Rubreos, por outro lado, não se apressou em invocar nenhuma arma. Com calma, ele respondeu:
— Continuarem com minhas vestes e usarei apenas meus encantamentos.
Imediatamente, a multidão ficou ainda mais agitada. Sussurros e conversas começaram a se espalhar pela área. Algumas vozes questionavam:
— Ele não vai usar nenhuma arma mística?
— Como assim? Olhe as armas do desafiante! Ele está se colocando em desvantagem! Será que o Aprendiz de Juiz sabe o que está fazendo?
— Que jovem tolo, não é possível! Seu mestre não lhe ensinou nada sobre a importância de ter uma boa arma mística?
Sanis, por sua vez, não se deixou abalar.
Ele apenas sorriu: como se tivesse plena confiança nas escolhas de seu aprendiz.
O Juiz do Desafio, percebendo a apreensão na multidão, questionou:
— Alguma pergunta das partes envolvidas?
Ambos os jovens, com firmeza, responderam ao mesmo tempo:
— Não!
— Muito bem. Todos se afastem um pouco mais, para que o campo de proteção possa ser lançado.
Rapidamente, a multidão começou a recuar, afastando-se da área do desafio.
Logo, uma distância considerável foi criada, garantindo que ninguém se aproximasse durante a disputa.
O Juiz, vendo que o espaço estava adequado para as invocações místicas, disse:
— Tributos, por favor, invoquem o campo de proteção.
Os três Tributos, em perfeita sincronia, fizeram um gesto afirmativo com a cabeça e, ao mesmo tempo, realizaram a invocação.
Um campo místico de proteção se formou ao redor da área, criando uma barreira invisível que isolava os combatentes do mundo exterior.
Agora, dentro do campo de proteção, restavam apenas os dois aprendizes, seus mestres, os Tributos e o Juiz, que, sem mais delongas, anunciou:
— Processo em andamento! Comece o desafio!
Logo, o aprendiz de herói não perdeu tempo.
Com uma velocidade impressionante, ele avançou em direção a Rubreos.
Usando sua agilidade, conjurou vários Círculos Místicos em torno de si, com um deles formando uma poderosa barreira mística de defesa.
Rubreos, por sua vez, reagiu com calma, rapidamente criando sua própria barreira mística, que parou o ataque inicial do desafiante.
O jovem Aprendiz de Herói, surpreso pela resistência inesperada, fez uma nova tentativa, mas novamente, falhou em romper a defesa de Rubreos.
Quando ele percebeu que sua estratégia não estava funcionando...
Foi quando o Aprendiz de Herói percebeu.
Havia mais de vinte Círculos Místicos estava aberto no ar, cada um com uma cor distinta e símbolos diferentes que giravam em torno dos círculos com uma fluidez impressionante.
A complexidade das invocações de Rubreos era algo fora do comum, e até o mestre do aprendiz de herói ficou surpreso com a velocidade e a quantidade de círculos sendo conjurados.
Foi com essa surpresa visível que Rubreos não perdeu tempo e, com um gesto rápido, atacou:
— Invocação do Selo de Fogo!
Instantaneamente, um Círculo Místico se formou sobre o aprendiz de herói, e do centro dele surgiu uma labareda de fogo intensa.
Com tal força que uma onda de choque se propagou, atingindo a barreira mística que envolvia o campo de batalha.
O impacto foi tão forte que fez os espectadores ao redor se afastarem assustados.
O aprendiz de herói, apesar de protegido por seu escudo e encantamentos de defesa, sentiu o calor abrasador da chama, e sua armadura sofreu danos visíveis, com partes chamuscadas e carbonizadas.
Rubreos, percebendo a fragilidade de sua defesa, atacou novamente, desta vez com mais força e complexidade:
— Invocação Tripla de Selos de Fogo!
Três Círculos Místicos apareceram simultaneamente, cada um desprendendo uma onda de chamas ainda mais potente que a anterior.
Enquanto o fogo consumia o campo, Rubreos também invocava mais três círculos com outro propósito:
— Invocação do Selo de Acorrentamento! Invocação do Selo de Grade! Invocação do Selo do Aprisionamento!
As correntes místicas dispararam, prendendo os pés do aprendiz de herói no chão, enquanto uma grade mágica o envolvia, diminuindo seu espaço de movimento.
Correntes adicionais com cadeados místicos apareceram ao redor, prendendo ainda mais o desafiante.
Impossibilitado de se esquivar, o jovem herói apenas conseguiu invocar mais círculos de defesa, tentando reforçar o poder de seu escudo e armadura.
Mas não foi o suficiente para impedir o impacto do ataque de Rubreos.
As chamas místicas, com sua força devastadora, atingiram o aprendiz com a intensidade de um soco violento.
Uma explosão estonteante ocorreu quando os círculos de proteção do aprendiz de herói falharam, deixando-o em uma posição vulnerável.
O jovem foi arremessado para trás, caindo de joelhos, seu escudo agora irreparavelmente danificado, e sua armadura com várias partes queimadas e derretidas.
Rubreos, vendo que seu oponente estava em desvantagem, sabia que poderia invocar outras armas ou trocar de armadura, mas em vez disso, optou por manter sua estratégia de encantamentos.
Com novos gestos fortalecendo ainda mais as correntes que prendiam o Aprendiz de Herói.
O jovem, agora totalmente imobilizado, sentiu as correntes apertarem ainda mais, comprimindo seu espaço e limitando sua respiração.
Rubreos, com uma expressão focada, ergueu as mãos para o alto e, com voz firme, proclamou:
— Invocação do Selo do Fogo da Penitência!
Até mesmo Sanis, seu mestre, ficou surpreso, pois apenas um aprendiz de nível intermediário a avançado poderia realizar tal invocação.
O Juiz do Desafio também observou, mas devido à máscara que usava, não foi possível perceber sua expressão.
O aprendiz de herói, totalmente pego de surpresa, tentou conjurar mais defesas, mas a velocidade com que Rubreos invocava os Círculos Místicos, combinada com a força dos ataques, foi o que determinou sua derrota.
Ele conseguiu criar novas barreiras, mas não foram suficientes para suportar a força destrutiva do Fogo da Penitência, que desceu sobre ele com a força de um martelo golpeando uma bigorna.
A explosão da força mística destruiu completamente o escudo, a armadura e a espada do desafiante, deixando-o desacordado no chão, sem reação.
O Juiz do Desafio, vendo que o confronto havia terminado, não demorou a dar seu veredito:
— Processo encerrado! Desafio encerrado! Vitória para Rubreos Cardial de Casiandra!
Com um gesto firme, os três Tributos conjuraram uma nova série de sinais místicos, desfechando lentamente a barreira que separava o campo de batalha do resto da multidão.
Enquanto as barreiras se desvaneciam, as pessoas começaram a se aproximar com mais cautela.
Aqueles com habilidades místicas de cura foram rápidos em atender o aprendiz derrotado, que já estava sendo assistido por seu mestre, que começava a aplicar os primeiros cuidados.
Rubreos, observando tudo ao redor, sentiu os olhares de surpresa e admiração de muitos presentes.
Alguns estavam espantados com sua vitória, enquanto outros pareciam incrédulos diante do poder que ele demonstrara.
Foi quando ele sentiu uma mão pousar suavemente em seu ombro.
Ao olhar para o lado, viu seu mestre, Sanis, sorrindo com um olhar de aprovação.
— Parabéns pela vitória, meu aprendiz!
Rubreos, embora ainda absorvendo o peso do combate, não pôde deixar de sorrir.
Ele sabia que aquele era apenas o começo de sua jornada.
Rubreos sorriu.
Então os dois caminhando até o local onde estava o rapaz caído.
O mestre do aprendiz de herói já o levantava, alem de encantamentos para cura ele também tomou porções místicas para se recuperar.
O aprendiz de herói olhou para Rubreos e disse:
— Parabéns pela vitória você a mereceu!
Ele realizando um encantamento, se abriu um Círculo Místico na vertical próximo ao chão na qual a espada começou surgir subindo.
Aprendiz de herói pegou a espada com as duas mãos e a entregou para Rubreos que a segurou também com duas mãos.
Com isso, o Juiz do Desafio vendo que estava consumado o desafio, realizou um encantamento, o mesmo Círculo Místico que havia trazido eles.
Abriu-se um portal por onde ele e os Tributos deveriam passar e com isso foram embora...
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