Gimai Seikatsu Japonesa

Tradução: Ayko

Revisão: Enigma


Volume 5

Capítulo 6: 21 de Outubro (Quarta-Feira) - Saki Ayase

21 DE OUTUBRO (QUARTA-FEIRA)—SAKI AYASE

Mais tarde, depois de voltar da festa de aniversário da Maaya, eu estava acordada me preparando para as aulas do dia seguinte. Uma música suave misturada com ruídos ambientes saía dos meus fones de ouvido.

Meus olhos percorriam o livro de um lado para o outro, mas eu não estava me concentrando, e as informações escapavam da minha mente assim que entravam. Não estava rendendo nada. Dito isso, também não havia exercícios para resolver antecipadamente no livro de História do Japão. Você só está dando desculpas, Saki.

Por fim, perdi completamente a vontade de estudar e ergui o olhar. O relógio tinha acabado de marcar 23:33. Três números 3 seguidos, pensei distraidamente. Até isso estava me distraindo. Eu realmente não estava com cabeça para estudar…

Decidi tomar um banho. Desisti de estudar naquela noite e fui para o banheiro.

Primeiro, bebi um copo de água para me hidratar, depois entrei na banheira para relaxar. Estiquei braços e pernas e senti a tensão do meu corpo se dissolver lentamente na água quente.

Soltei um suspiro profundo.

   "Sério… aquela Maaya…"

Lembrei do que ela disse quando Asamura nos encontrou na frente do apartamento dela: "Posso deixar vocês dois jovens sozinhos, se quiserem."

Inflei as bochechas, indignada. Esperava que Asamura não tivesse ouvido aquilo.

O que nós iríamos comemorar sem a aniversariante? Francamente.

Fiquei pensando o quanto ela desconfiava de nós — de mim e do Asamura. Para ser justa, éramos irmãos. Era natural alguém comentar que éramos próximos, e brincar com isso não era problema. A Maaya também era próxima dos irmãos dela.


[Ayko: Olha Saki, ela desconfia e não é pouco não heinkkk]

Nossa relação era a mesma. Você podia tocar seu irmão sem ser estranho. Se o Asamura fosse uma criança do jardim de infância, eu poderia brincar com ele como a Maaya fazia com o irmão dela, não é?

Como será que o Asamura era nessa idade?

Provavelmente fofo, como o irmão da Maaya. Eu puxaria e apertaria aquelas bochechas macias… Espera, as bochechas do Asamura? Não, isso eu nunca faria.

Balancei a cabeça e afastei esse pensamento. No que eu estava pensando?

Decidi focar em outra coisa. O aniversário do Asamura seria no mês seguinte. O meu também, mas o dele vinha primeiro. Eu precisava pensar em um presente para ele.

Enquanto refletia sobre isso, o alarme que eu tinha programado tocou.

Vinte minutos era o tempo ideal para um bom banho. Eu precisava sair antes de começar a suar. Se ficasse mais tempo, minha pele começaria a ressecar.

Depois de me secar, passei hidratante. Sem isso, minha pele, aquecida pelo banho, perderia toda a umidade.

Vesti meu pijama, peguei as roupas que usei durante o dia e levei para o quarto (não podia simplesmente deixá-las no cesto do banheiro). Em seguida, coloquei um casaco leve e fui até a cozinha, onde servi um copo de chá de cevada gelado.

Nesse momento, ouvi a porta da frente se abrir. Minha mãe tinha acabado de chegar.

   "Oh? Você chegou cedo hoje", eu disse.

Minha mãe trabalhava como bartender, então normalmente voltava tarde da noite ou de madrugada. Não esperava vê-la tão cedo.

   "É…"

   "Você não está se sentindo bem?"

   "Ah, estou bem", disse ela, sentando no sofá. "Não estou doente nem resfriada. É de sempre. Só está um pouco mais forte desta vez."

   "Ah." Assenti, entendendo. "Deve ter feito frio lá fora. Quer um chá quente?"

   "Quero. Obrigada."

Liguei a chaleira elétrica e depois me sentei à frente dela.

   "Fico feliz que você esteja descansando de verdade."

Antes, minha mãe continuava trabalhando mesmo quando não estava bem, então isso era uma mudança. E essa mudança veio depois que ela se casou novamente.

   "Agora tenho o Taichi, então posso me dar ao luxo de descansar um pouco", disse ela, olhando na direção do quarto.

   "Porque você tem o pai?"

   "Sim. E você também, Saki, está se tornando mais confiável", disse ela com um sorriso gentil.

O elogio me deixou envergonhada e, ao mesmo tempo, me fez lembrar de quando eu era um peso para ela.

Mas agora as coisas eram diferentes. Ela podia tirar um dia de folga. Se alguém da família adoecesse, outra pessoa ajudaria. Saber que podia contar com a família a deixou mais forte.

A chaleira apitou, e preparei uma xícara de chá sem cafeína, colocando-a diante dela.

   "Você não precisa depender só do pai. Eu vou te ajudar no que puder."

   "Obrigada, Saki."

Balancei a cabeça. Não era nada.

Ela tinha passado por tanta coisa, e eu quase não podia fazer nada por ela. Não como o pai — o homem em quem ela podia confiar completamente…

   "Você já comeu?", perguntei.

   "Um pouco. Estou bem." Sorrindo, minha mãe pegou o controle e ligou a televisão.

Os sons animados de um programa de variedades ecoaram, mostrando celebridades passeando por lojas decoradas com enfeites laranja brilhantes. Parecia ser algo relacionado ao Halloween.

   "Ah, é mesmo", disse ela. "O Halloween está chegando."

   "É…", respondi, distraída.

O programa deve ter lembrado ela.

   "No começo, eu e o Taichi estávamos pensando em sair para jantar, já que é uma data       especial."

Na verdade, nem é um feriado japonês…

Mas, como ela explicou em seguida, provavelmente trabalharia a noite inteira, já que os bares em Shibuya ficariam extremamente cheios.

   "O Halloween é tudo isso mesmo?", perguntei.

Sempre achei que era só para quem gostava de usar fantasias.

   "O Taichi quer comemorar em família, mas eu disse para deixarmos para o Natal, já que dezembro está logo aí. Estou planejando tirar folga no Natal, então vamos comemorar os aniversários de vocês dois em grande estilo."

   "Tá bom."
    "O que você está sorrindo?"
    "Nada."

Então, no fim das contas, nossos aniversários vão mesmo ser comemorados junto com o Natal.

Não consegui evitar um sorriso — mas não era só por isso.

A partir deste ano, estaríamos comemorando juntos, como uma família.

 

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