Fios do Destino Brasileira

Autor(a): PMB


Volume 2

Capítulo 49: Amor disfarçado

2 de Abril de 4818 - Continente de Origoras, Cidade-Estado de Palas, Biblioteca da Academia de Palas

 

Para uma pessoa normal, o método de “estudo” de Reiko poderia ser considerado um tanto quanto… ortodoxo, se fosse assim definir. Rodeada de livros e mais livros de diversos assuntos, pegava cada um deles e lia, apenas uma vez, cada uma das páginas e partia para o próximo sem hesitação, repetindo os movimentos com precisão mecânica para não desperdiçar um segundo sequer.

Se perguntada, certamente conseguiria recitar quaisquer trechos ou conceitos presentes neles. O poderio mental da família real ateniense era assustador — nas mãos de alguém curiosa como a atual Guardiã de Atena, a memória fotográfica estava sendo mais do que um mero extra em seu rol de habilidades.

— Certo, e o próximo é… — Da pilha da direita, pegou o livro dourado no topo e passou os dedos pelo título. — “Diário de treinamento”, de Koyuki Nokogiri. Essa era a antiga Guardiã de Neith, não?

— Isso mesmo. Vejo que até isso você já viu.

— Claro que sim, Atena! Eu já li tudo das Guardiãs de Neith dos últimos 300 anos! — brincou a garota, risonha. — Fora que essa estava viva até uns 5 anos atrás. Eu vi ela algumas vezes.

— É uma pena que você fosse nova e… — A projeção da deusa ergueu uma sobrancelha duvidosa. — descontrolada demais para ter uma conversa com ela. 

— Ei! Eu sou normal!

— Normalmente intensa.

Antes que Reiko pudesse puxar briga com sua deidade e lembrá-la de todas as vezes que se comportou nos últimos anos — as quais conseguia contar nos dedos —, o característico sibilar de serpentes atraiu sua atenção. A passos lentos, deixou sua cadeira na direção do som, seu nariz sedento para se intrometer em uma nova empreitada.

Uma, duas, seis serpentes, todas de escamas esverdeadas e olhos amarelos, abocanhavam com suas mandíbulas sem presas diversos livros da sessão de moda, tomando todo o cuidado para não danificarem os exemplares. Ao fim de seus corpos, os fios loiros de Haruhi reluziam sob a luz da lua, o brilho visível à distância, enquanto ela tinha uma expressão de admiração no rosto. “Que raro ver a Haru com uma cara assim… ela sempre parece meio puta da vida”, pensou a princesa ao se aproximar.

Raramente Reiko notava a parte visual das pessoas. Contudo, com sua mais recente amiga, era bem difícil de ignorar a beleza no retoque de maquiagem na pele, nos cabelos bem cuidados ou nas unhas sempre polidas. Ainda que seu comportamento um tanto irritado fosse seu charme principal, a Guardiã de Medusa fazia jus ao encanto que um dia invejou até Atena. 

— Vai falar que ela é mais bonita do que eu? — A linha de raciocínio da herdeira foi interrompida pela sua deidade. — Fique sabendo que eu não guardar rancor não quer dizer que eu goste dela!

— Atena, estamos falando da Haru! Não da Medusa!

— Não interessa, menina. Provavelmente foi aquela cobra que ensinou ela tudo isso — rebateu a deusa. Diferente das outras vezes, não se projetou para a menina.

— E ainda diz que não guarda rancor…

— Você tem sorte que eu agora não posso te pegar pelo pescoço, pestinha! 

— Rei? O que faz aqui? 

A deusa da sabedoria deixou sua Guardiã à deriva para se explicar do porquê falava sozinha diante da aproximação de Seishin, que carregava um livro desconhecido em mãos. A julgar pela testa franzida, Haruhi estava suspeitando dela o mesmo tanto que tinha vergonha de ter sido descoberta. Nem o nobre mais perturbador de Sophis tinha a intensidade dos olhos esmeraldinos dela.

“Rápido, pensa numa mentira!”, comandou para si mesma. Poderia ser qualquer coisa, só precisava ter confiança o suficiente para a mentira sair perfeita, foi isso que aprendeu com a política ateniense. A câmera na capa do livro de sua colega deu-lhe a ideia que precisava.

— Estava procurando uns livros de fotografia pra um amigo! — Reiko apontou para as mãos dela. — Mas tô vendo que os bons já têm dono.

— V-Você também? — surpreendeu-se a garota. — Um… amigo? É, acho que dá pra chamar assim, aceitou me ajudar com umas fotos, só que eu não sei nada disso…

— Ah, você quer ser modelo, Haru? Que curioso!

— U-Uma igual à p-professora Youju, sim! — Ela estendeu o livro para Chiwa, num gesto de confiança. — Mas n-não dá! Eu não conseguiria p-posar assim!

— Qual é, não tem como ser tão ruim a…

Fosse por sorte ou azar, a primeira página aberta pela princesa de Sophis a expôs ao mais redondo par de seios que já viu na vida — cobertos por um sutiã preto e nitidamente expostos para uma propaganda de peças íntimas, conforme a descrição. Pela qualidade da imagem, não deveria ser recente, talvez de uns 40 anos atrás? 

Não sabia dizer, estava quase babando em cima do papel. A percepção de que fazia aquilo diante de uma colega de classe queimou suas bochechas e a fez fechar o material na hora, entregando-o de volta à Haruhi. “Ela sabe o que eu sei, tá escrito na cara dela”, pensou a loira, observando Chiwa esconder o rosto entre os cabelos e murmurar algo.

O silêncio constrangedor entre elas perdurou por alguns instantes, apenas o suficiente para Reiko reestabelecer sua compostura. Haruhi aguardou seu pronunciamento em igual mudez.

— É, é difícil mesmo. Acho que nem se me pagassem muito!

— Como se você precisasse de dinheiro, Rei! — riu enquanto colocava o livro sobre a mesa. — Quer dizer, eu não quero o dinheiro…

De fato, agora muitas peças se encaixavam em sua cabeça. Da aparência singular aos rabiscos sem sentido da metamorfa nas aulas entendiantes, cada mísera ação dela ganhara uma camada inteiramente nova de sentido. Mesmo ali, em frente a ela, sua concepção sobre quem era Haruhi Seishin transformou-se de um garota brava para uma delicada donzela insegura.

A escolha de Ruri, a mais… infantil? Fofa? Não sabia qual palavra usar para a mulher, mas ela não esperava que a jovem professora seria seu padrão. Talvez Mayumi fosse uma pedida melhor de ídolo e inspiração, a julgar pelos biótipos mais compatíveis.

A revelação colocou as engrenagens do cérebro dela para trabalhar. Como se imitasse uma câmera com as mãos, enquadrou uma Haruhi confusa em sua fotografia mental: rostinho bonito, físico muito bem esculpido e a versatilidade da Medusa. “Se a gente imaginar ela posando igual à foto… Rapaz, que gosto…”

— Reiko Chiwa!

— Porra, Atena, que foi? Pode nem pensar em paz? — fingiu a garota. — Mal aí, Haru. Ela tá um saco hoje.

Uma pancada mágica em seu estômago a lembrou da principal regra de convívio com uma deidade. “Nunca irrite quem te dá poder”, ironizou a voz de Atena, antes de sumir em sua mente. Pela maneira que se curvou, Haruhi logo entendeu do que se tratava.

— É, a dor não é legal.

— Nem me fale. Enfim… — Reiko se colocou ereta, após a dor passar dor. — com o fotógrafo certo e de confiança, acho que daria pra tirar uma dessa. Mas só se eu confiasse muito!

— É-É bom ter em q-quem confiar, né? O fotógrafo ideal…

As bochechas da Seishin queimaram em rubro diante das palavras de Chiwa, embora esta não soubesse o motivo. Pelo que sabia, a paixão de Haruhi era Tatsuyu, cujos hobbies do qual tinha ciência não envolviam nada que fosse moda ou fotografia. A lista de conhecidos de ambas rodou pelas suas memórias, na busca por algum correspondente.

Em menos de um segundo, seu cérebro retornou a negativa. Não sabia quem era, para sua amarga frustração — nenhum de seus colegas se encaixa no perfil de fotógrafo com o qual a Guardiã da Medusa se permitiria apresentar daquela forma. Sua curiosidade foi às alturas, refletidas em seus olhos azuis brilhantes.

— Haru… — Sua voz carregava o interesse dela. — quem se encaixaria como o seu fotógrafo ideal, hein?

— N-Ninguém em especial! — retrucou a loira. — Fora que não adiantaria nada, enquanto isso aqui estiver nas minhas costas. Nunca vai ser bonito igual à senhorita Nekoren ou a senhora Mekurao.

— Claro que vai! Você ainda é o manequim perfeito, já que consegue mudar sua aparência como quiser, qualquer um ia querer trabalhar com você!

A afirmação dela fez Haruhi apertar os punhos até estes ficarem brancos. “Acho que ela não entenderia nem se eu explicasse…”, ponderou, encarando-a com suas íris verdes como quem encara uma criança que comentou algo estúpido antes de concordar com a cabeça. “É injusto pedir que entenda.”

— É o poder perfeito pra isso mesmo.

— E Mekurao você diz a mulher posando com os peitão que eu acabei de ver? Cara, sem brincadeira, essa não tem como compa…

— Vossa Alteza Chiwa.

O timbre grave da voz masculina soou ao topo da cabeça de Reiko, assustando-a com a proximidade — nem sua colega, tão capacitada em percepção mágica, notou quando a figura imponente do desconhecido surgiu atrás da princesa. Com aqueles cabelos com as pontas coloridas em azul e rosa, batom preto e quase dois metros de altura, não tinha como ter sido uma simples distração. Não com um piercing ousado como o que conectava seu lábio inferior à orelha esquerda.

Os olhos amarelos do homem excêntrico, entreabertos e sem vida, perfuravam o corpo de Reiko com uma sensação arrepiante de julgamento. E olha que estava acostumada a ser o centro das atenções em situações bem piores. Se não fosse o uniforme padrão da Longinus, com detalhes azul-escuro no lugar do dourado de Reiko, já teriam partido para o embate com aquele homem.

Após o primeiro choque, ele fechou o livro de bolso que carregava com agressividade. Sua fúria silenciosa era muito adequada ao ambiente onde estavam.

— Acredito que a senhorita tenha perdido a noção de que estamos numa biblioteca. — O homem não poupou acidez em seu posicionamento. — Se deseja falar obscenidades em voz alta, peço que se retire deste espaço ou aprenda a ter bons modos.

— Vem cá, quem é tu mesmo?

Haruhi não teve tempo de conter a língua de Reiko, tão afiada quanto a do novo interlocutor. Ao contrário do que esperava, o rosto dela estava plácido, mais do que o normal, e isto era um péssimo sinal para qualquer um que a conhecesse. Sua aura dourada estava oscilando de maneira perigosa, pronta para abater seu alvo com sua melhor e mais sutil ofensa.

— Por me conhecer, deve saber que não se dirige à uma princesa desta forma.

— Reiko Chiwa, Guardiã da Atena, a Princesa Falastrona. 15 anos, um metro e setenta e um de altura. Cinquenta e três quilos — listou o rapaz de pele morena, categoricamente. — Ou será que é cinquenta e seis? Dois meses de estresse é suficiente para subir o seu peso para o ideal. Ah, e a senhorita vive correndo atrás de sua irmã, Sua Alteza Tamashi Chiwa, para impedir que esta cause problemas nas reuniões da realeza pois ela não entende muito bem a etiqueta.

— C-Como…

— Não consegue lembrar, não é? Eu sempre estive aqui — repetiu o homem. — Li cada livro desta biblioteca, inclusive o que gerou este seu repulsivo comportamento. Agora, se prefere continuar com sua petulnância, usarei de minha permissão para que seja suspensa deste espaço.

Mais do que a ameaça, as ações daquele homem abalaram um fator primordial em seu ser. Sua memória, alicerce de sua confiança, foi colocada em cheque — não era possível, não para uma Chiwa, se esquecer de algo, independente do quão banal fosse. Anos ou segundos, o tempo não era capaz de apagar da mente de uma Guardiã de Atena aquilo que um dia presenciou. Era parte do seu mais sólido conceito sobre si mesma.

Por isso, quando vasculhou cada canto de sua rede neural em busca de uma correlação entre aqueles olhos amarelos e qualquer um que fosse minimamente similar, apenas para não encontrar nada, o medo lhe atingiu como uma onda. Haruhi, ao seu lado, tinha suas cobras em similar postura de defesa, então nela confiou para manter sua opinião.

— Olha, tu é um baita de um esquisito! Se eu nunca te vi, é porque ou você tá mentindo ou você é só muito bom de ocultação mágica! — O dedo da princesa estava em riste contra ele. — E como eu já decorei todos os especialistas em ocultação e nenhum é você, tenho certeza de que está men…

— Senhor H-Higuro, me perdoe! 

A boca de Reiko foi tapada pela mão larga de Shuyu, impedindo-a de acusar o tal Higuro a partir de suas conclusões. A Princesa Falastrona debatia-se com raiva para se soltar, o que só piorou quando percebeu ser seu aliado na Aliança dos Quatro Tronos o responsável por ter sido silenciada. A terceira estudante encarou-o com dúvida, confusa de onde ele teria surgido.

— Oh, vejo que algum dos príncipes ainda possui algum grau de atenção aos mais velhos. Olá, Alteza Mizuchiko.

— É o m-mínimo para um membro do Conselho! — concordou o garoto. Pôde sentir Reiko parar por um breve segundo. — Mais uma vez, perdoe a senhorita Chiwa. Vamos indo agora mesmo para não lhe causar mais problemas.

— Agradeço a colaboração. Tenham uma boa noite.

O homem de pele negra acenou para ele antes de virar as costas e sumir por entre as prateleiras. O trio não demorou a se retirar também, com a ateniense sendo liberta de seu silêncio compulsório apenas quando Shuyu teve a certeza de que o mais alto grito dela não atingiria os ouvidos daquele Guardião desconhecido ou de qualquer.

“Estou começando a achar que só me relaciono com malucos!”, atestou o garoto para si mesmo, com um suspiro. Suas colegas cochichavam algo entre elas, por vezes direcionando os olhares para ele antes de voltarem a observar os movimentos dos lábios uma da outra. “Rei não esquece mesmo das coisas, né? Agora tá maneirando até na voz pra eu não ouvir”.

Enfim, após muitos sussurros quase imperceptíveis, Chiwa virou-se para ele com um olhar flamejante preenchendo seu rosto.

— Primeiro, vai se fuder, porra! Precisa mesmo me deixar sem respirar tanto tempo?

— Era isso ou você ser expulsa da biblioteca, ô, teimosia em pessoa.

— Aquele cara não era porra nenhuma! — afirmou ela. Convicta seria eufemismo ao seu tom. — Não tem como ele ser mais do que um Guardião qualquer, eu me lembraria dele ser do Conselho.

— Pois acho então que você teve um curto nessa sua cabeça — retribuiu com deboche o príncipe. — Aquele era o Utadori Higuro! Ele é só o secretário oficial da professora Jougai, nada demais, né? 

— De novo, de onde tu tirou essa por…

— Reiko! — Haru a beliscou. — Lava a boca, cacete!

— Que hipocrisia do caralho… Tá, de onde você tirou essa porcaria de informação? Não tem nenhum relatório do Conselho de Palas com o nome dele.

— Tirei dele mesmo, durante nosso último encontro das casas reais, e confirmei depois com a professora quando encontrei ele lendo na biblioteca.

— Eu não me lembro dele nem durante a minha sessão com o Conselho.

Até então calada, Haruhi interrompeu o príncipe com um comentário aparentemente desconexo. Ambos os herdeiros observaram ela enrolar os cachos loiros nos dedos, em busca de algum conforto. Para alguém como Seishin hesitar, o assunto deveria ser delicado mesmo para ela.

— Cê teve alguma coisa com eles recentemente? — questionou Shuyu, dando a palavra de vez a ela. 

— Uhum. Foi uma reunião pra pedir pra tirarem o Símbolo do Pecado e reavaliar a classificação da Medusa como Maldição. — Sua mão foi às costas, onde se encontrava a tatuagem. — Bem, não deu certo, mas não é importante.

“O negócio é que eu notei algo estranho, mesmo não tendo visto ele de fato. Ninguém na sala estava preocupado em registrar o que eu falava, nem mesmo os membros mais recentes.”

— E ele ser o secretário oficial da presidente do Conselho o colocaria como responsável por isso — completou Reiko. Ela se virou para o seu colega de classe com bastante energia. — Shu, me diz uma coisa. Como você viu ele?

— Ué, vendo? 

A princesa não conseguiu evitar de dar um potente chute na canela dele em retaliação.

— Engraçadinho. Você me entendeu.

— Desculpa, foi mais forte que eu. — Pigarreou para seguir com clareza. — Vi ele no canto da sala, parado. Ele pareceu surpreso de eu ir falar com ele, também.

— Certo. Haru… — virou para a loira desta vez. — suas serpentes sentiram algo?

— Elas estavam inquietas, mas achei que fosse pela situação mesmo.

— Então, esse cara tem um poder de ocultação! É literalmente o único jeito de eu não ter nem uma memória sequer dele! Tô até mais leve de saber que não tô doida. Deu fome, vamos jantar!

Satisfação permeava as palavras da Princesa Falastrona, o que tirou uma risada contida de seus amigos. Tudo aquilo fora apenas para amaciar o ego dela e reafirmar a confiança na perfeição mental da Guardiã de Atena, ainda que nenhum deles fosse dizer isto em voz alta para estragar o bom humor.

A garota saiu na frente, com Haruhi e Shuyu logo atrás de si — a loira ainda parecia meio abalada aos olhos do príncipe, que a cutucou com o cotovelo. “Posso não saber o que falar, mas alguma coisa preciso fazer”. Pelo olhar vago, sabia que ela estava dispersa em pensamentos momentâneos.

— Haru. 

— Hm?

— Hoje esse poder ainda não é meu. Mas… — A mão dele agarrou com firmeza o ombro de Haruhi. — eu vou te libertar disso. 

O nada das íris esmeraldas foi preenchido por um reflexo sublime de surpresa e gratidão. A jovem abriu um sorriso singelo e acenou com a cabeça ao fechar os olhos.

— Muito obrigada, Shu.

— Ei, andem logo! Não quero tomar uma advertência por ficar fora do horário!

— Depois do que você fez agora há pouco, acho que você não tem direito de ter medo, não — criticou o príncipe, em tom brincalhão.

— Claro, porque ficar o dia inteiro sozinho com a Yoko no teu quarto é super de boa, né?

Reiko ria sozinha de sua piada até o peso do que disse e como disse alcançá-la, momento no qual encarou o Guardião de Nidhogg. O horror era compartilhado entre ele e Haruhi, cuja expressão congelou em algo tão engraçado que não sabia descrever. A ausência de som perdurou por alguns breves instantes, até a ateniense se pronunciar.

— Puta que pariu, eu fiz a maior cagada da minha vida.

— Reiko, sua idiota, eu vou arrancar teu pescoço!

— Shuyu e Kan’uchi. Namorando. Inimigos mortais. Namorando.

— Foi mal! Foi mal!

— Boa sorte explicando isso aí, moleque. Bem feito confiar nessa boca aberta.

— Vai pra merda tu também, Nid!

Nidhogg riu do desespero dentro da mente de seu receptáculo, que repetidamente ofendia a herdeira de Sophis enquanto tentavam os dois explicarem para a terceira a situação por completo. Naquela noite, desrespeitariam o toque de recolher para aplacar o desastre causado pela não tão inocente Guardiã de Atena.

 

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