Fantasma Sombrio Brasileira

Autor(a): Pedro D'Arck


Volume 1

Capítulo 7 - Se situando

Tudo era apenas escuridão, não havendo nada além dela, nem dor, nem som, nem batimentos cardíacos. Começava a considerar que talvez tivesse perdido todos os sentidos ou, então, simplesmente morrido.

Se fosse o caso, não era nada além do esperado. Agora só restava aguardar a consciência adormecer e a existência se ocultar nesse vazio, ao ponto de não se lembrar sequer de já ter existido, onde nada mais faria diferença. Entretanto…

“Eu ainda estou pensando, então ainda estou existindo. Mas o que significa tudo isso? Será que é mesmo o fim? Tudo o que conheço irá deixar de existir?”

“Não, não pode ser… As coisas não podem acabar assim, senão, que sentido teria eu ter vivido até aqui?”

“E agora? O que virá? Para onde irei? Quem irei encontrar?”

“…”

“Acho que não adianta eu ter pressa… Na vida, tudo o que tem que acontecer, uma hora acontecerá. O tempo é apenas uma percepção de adiamento.”

“A morte, no fim das contas, era… inevitável. É uma fase que todo mundo terá que passar… Nunca vi alguém que retornou e contou o que acontece a partir daqui…”

Sentia-se completamente lerdo, cada vez mais exausto, já não sabendo se estava falando ou apenas vagamente pensando. A cada instante, sua capacidade de raciocinar diminuía, o vazio começando a torná-lo… vazio.

“Eu não posso dormir aqui… sinto que, se fizer isso, nunca mais acordarei…”

“Onde é a direita… Onde é a esquerda… Cima… Baixo… Como faço para sair daqui?”

“Não dá… eu não tenho mais forças para continuar… Acho que é isso, então…”

“Que tédio… Realmente achei que morrer seria mais divertido… No fim, minha vida foi um saco.”

Um pequeno fragmento de sua mente, ainda aceso, trouxe imagens em forma de flashes. Ele via uma criança frágil, magra e desamparada, sendo encarada por pessoas que expressavam desprezo, medo, repugnância…

“Por que vocês estão olhando para ele assim?”, quis saber. Quando se deu conta, havia tomado o lugar daquela criança, passando a se perguntar: “Por que estão me olhando assim? Ah, é… vocês acham que eu sou um monstro. Tudo por causa dos meus pais, né?”

Seus lábios dormentes esboçaram um sorriso de descaso, ao perceber que aquela gente não passava de um bando de ordinários, que jamais tiveram direito algum de demonizá-lo daquela forma.

As coisas só começaram a, de fato, mudar para melhor em sua vida à medida que foi crescendo.

Um homem de personalidade estranhamente agradável que ele chamara de Tio havia o adotado e passado a fazer parte de seu cotidiano, mudando até mesmo seu nome para Saketsu, como forma de “renascimento”.

Nesse mesmo período, conheceu outros dois garotos — Tales e Enzo — seus primeiros e, até hoje, melhores amigos de escola. Eles lhe apresentaram outras crianças e, a partir de então, seus dias passaram a ser mais divertidos, cheios de brincadeiras, gerando seus primeiros sorrisos verdadeiros em uma vida, no mínimo, comum.

“Por quê? Por que logo quando tudo começou a ficar bem… eu acabei parando aqui?”

Logo depois, uma versão infantil de Iuri tomou espaço. Não demorou para que, no lugar dele, surgisse um garoto crescido e psicótico, segurando com ambas as mãos uma grande espada negra, de aspecto maligno.

“Eu acabei perdendo para ele”, finalmente começava a cair na real. “Tsc… que droga… Mas, se tem que ser assim…”, conformou-se, cansado demais para sequer querer contestar.

Só lhe restava se entregar. Relaxar naquele espaço que havia se tornado confortável. Permitir que corpo, pensamentos e lembranças — tudo — se fragmentassem e se dissipassem na imensidão do infinito, até não restar mais nada.

Contudo, essa intenção foi interrompida quando um par de olhos vermelhos, brilhantes e monstruosos, surgiu subitamente à sua frente, assustando-o. Quando se deu conta, estava com os olhos abertos, encarando um teto.

Havia acordado de forma abrupta. Com dificuldade, sentou-se na cama e percebeu que, em vez de camisa, estava coberto por curativos, com ataduras envolvendo todo o braço. Ao olhar por baixo do lençol, notou o mesmo em suas pernas.

Observando ao redor, percebeu que se encontrava em um quarto totalmente desconhecido, mobiliado com peças de época bem conservadas e tomado por um cheiro forte de ervas que não conhecia. A claridade filtrada pela cortina da janela ao lado da cama indicava que se tratava de uma manhã ensolarada.

Tentava entender o que estava acontecendo, onde estava, e quem poderia responder às suas dúvidas surgiu quando a porta se abriu.

— Que bom que acordou. Você está melhor? — Era Lana, sorrindo de maneira totalmente amigável.

Pouco depois, já vestido com roupas limpas que Lana havia arrumado — uma calça e uma camisa leve de botões, largas demais para seu corpo, provavelmente pertencentes a algum adulto — Saketsu tentava assimilar o que havia acontecido. Que casa era esta, de aspecto antigo e sofisticado, repleta de vasos de plantas que espalhavam um aroma doce por todo o ambiente?

Ainda assim, Lana decidira não dizer nada, pelo menos até descerem a escada de madeira e chegarem à cozinha.

Ali, sentada à mesa posta para um café da manhã farto, com talheres separados para três pessoas, encontrava-se uma velha senhora vestindo uma camisola florida. Antes de se sentar ao lado de Lana e de frente para ela, Saketsu não pôde deixar de notar o belo jardim repleto de plantas e flores visível através da grande porta de vidro de correr.

A senhora, aparentando estar na casa dos oitenta anos, claramente era uma amante da herbologia, o que talvez explicasse sua boa saúde e tranquilidade. Ela observava o casal com um olhar acolhedor, como se estivesse diante dos próprios netos.

Saketsu se sentiu um pouco sem graça, não sabia quem ela era, como reagir ou o que dizer, enquanto Lana parecia muito mais à vontade, passando geleia no pão fresco para servi-lo, logo em seguida enchendo sua xícara de café.

Para quebrar o silêncio que começava a se tornar constrangedor, Saketsu ensaiou dizer algo, mas a senhora falou antes:

— Você deve estar se perguntando quem sou eu e por que está aqui, não é? — supôs, em um tom leve e tranquilo, sorrindo para o garoto, que assentiu com a cabeça. — Ora, não precisa ficar assim. Sou amiga da sua amiga. Pode me chamar de Gardênia. E esta é minha casa.

— Ela cuidou de mim depois do Iuri… você sabe… — disse Lana, um pouco ressentida, sem encontrar as palavras certas para completar, mas Saketsu entendeu a que ela se referia.

— Isso mesmo. Sou uma curandeira — confirmou Gardênia. — Encontrei Lana caída na rua há dois dias, enquanto eu passava.

— Mas eu pensei que… eu vi seu pescoço… — Saketsu não conseguia terminar a frase.

— Sim, ele quebrou meu pescoço. Eu cheguei a morrer — adiantou Lana, sem se abalar.

— Mas então… como você está aqui?

— Lana não havia morrido completamente — explicou Gardênia, percebendo a dificuldade da garota em começar a explicar —, e foi por muito pouco. Quando a encontrei e me aproximei para ver o que havia acontecido, parecia que ela já estava morta. Contudo, senti que ainda havia energia vital percorrendo seu corpo, mesmo que muito fraca. Por sorte, sempre carrego ervas medicinais comigo. Usei-as ali mesmo, através de um encantamento curativo. Se eu tivesse demorado mais um pouco, a alma teria deixado o corpo, e aí não haveria mais retorno possível.

Saketsu fez uma expressão impressionada. Encantamento curativo? Alma? Gardênia falava de maneira tão simples que quase parecia algo comum, talvez rotineiro para ela. Pelo visto ela era algo além de uma velha senhora que gosta de cuidar de plantas. Isso também explicava como fora possível ele, após ter o corpo dilacerado por golpes e eletricidade, sentir-se relativamente bem, apesar dos curativos.

— Bom… — Lana hesitou, visivelmente desconfortável. — Depois que você caiu e aquela gente começou a se aproximar, Iuri começou a lutar. Eram vinte e duas pessoas. Elas estavam estranhamente brutais. Não houve outra escolha senão… — Ela não terminou a frase, mas o desfecho era evidente. — Eu não teria chance contra nem uma delas. Mas Iuri teve. Lutou com garras e dentes para nos proteger, mesmo com a pouca força que ainda lhe restava…

Saketsu a olhou, surpreso. Agora era ela quem mantinha os olhos baixos, fixos na mesa, expressando uma tristeza contida.

— O estranho é que aquelas pessoas pareciam não se importar nem comigo, nem com Iuri… apenas com você. Elas morreram tentando te capturar a qualquer custo. — E, com um leve tom de raiva, continuou: — No fim, Iuri deu fim a todas. Disse que fez aquilo como forma de se redimir… e que nunca mais nos veríamos. Depois disso, foi embora.

— Entendo… — Saketsu sentiu um incômodo profundo se formar em seu peito.

Lana suspirou fundo, tentando se acalmar.

— Mas, afinal, o que eram aquelas pessoas? — perguntou, desviando um pouco do assunto. — Lembro que você disse algo pouco antes de perder a consciência.

— Zumbis-sobrenaturais — respondeu Saketsu, sem muita convicção.

— Zumbis… sobrenaturais? — repetiu, curiosa e confusa.

— É… não sei direito. São pessoas possuídas que querem me matar por eu ser um "glasbhuk" — explicou vagamente.

A expressão de Lana mudou para algo completamente perdido. Zumbis-sobrenaturais? Glasbhuk? Em busca de alguma resposta, ela e Saketsu voltaram o olhar para a senhora Gardênia, que até então apenas bebericava calmamente seu chá, observando a conversa dos dois.

— Eu não sei exatamente o que eles são — disse ela, pousando a xícara de forma levemente trêmula sobre o pires —, mas é possível que isso esteja relacionado ao que vem acontecendo ultimamente. Várias pessoas entraram em coma e não despertaram mais. Vocês não perceberam que há uma essência espiritual ruim cobrindo o ar da cidade?

Lana assentiu com a cabeça. Saketsu, no entanto, não compreendeu de imediato. Essência espiritual ruim? Com tudo o que havia presenciado nos últimos dias, talvez simplesmente não tivesse tido tempo de notar. Pensar nisso o levou a outra questão:

— Ei, Lana… quer dizer que agora você também tem poderes?

— Lana agora é uma médium — explicou a senhora Gardênia, percebendo que a garota não saberia responder. — Quando foi atacada por Iuri, ela indiretamente morreu. Em outras palavras, ficou entre os dois mundos. Por conta disso, o corpo dela se abriu para o espiritual.

Saketsu arregalou levemente os olhos.

— Isso é mais comum do que parece — continuou Gardênia. — Algumas pessoas já nascem com esse dom, se é que podemos chamá-lo assim. Outras despertam, principalmente após experiências de quase-morte. Quando isso acontece, a pessoa passa a conviver entre os dois mundos, podendo interagir com ambos.

Saketsu se perguntou se o mesmo não teria acontecido com ele. Afinal, fora praticamente morto por Iuri durante a ida para a escola, anteontem. Desde então, as coisas estranhas haviam se intensificado: a aparição de Ukyi, os zumbis-sobrenaturais… Embora, pensando bem, sua vida nunca fora exatamente normal. Desde a infância convivia com sombras obscuras rondando sua visão e sonhos intensos, muitas vezes perturbadores.

Não fazia nem vinte e quatro horas desde a batalha contra Iuri, em que quase perdera a vida. Será que aquilo havia ampliado sua sensibilidade? Será que o sobrenatural agora se tornaria ainda mais presente?

— Eu realmente não sei o que está acontecendo — disse Gardênia, com um semblante sério. — Mas precisamos ter cuidado. Por ora, é melhor guardarem segredo sobre tudo isso. Quanto menos pessoas souberem, melhor. Tenho a sensação de que algo grande está para acontecer… e não será algo bom.

— Concordo — disse Saketsu. — Tem mais uma coisa que eu queria contar. Quando lutei com Iuri, algo me deu a entender que alguém o estava manipulando para fazer tudo aquilo…

Ele foi interrompido pelo som áspero da cadeira sendo arrastada quando Lana se levantou de repente.

— Já está na hora de eu ir — disse, com um certo rancor contido na voz, visivelmente incomodada por ouvir o nome de Iuri novamente, mantendo a compostura apenas por respeito à senhora.

— Aonde você vai? — perguntou Saketsu.

— Escola — respondeu. — Mas antes vou para casa me arrumar. Acho melhor eu chegar só no turno da tarde.

— Eu vou com você — disse Saketsu, fazendo menção de se levantar, mas parou ao ouvir Gardênia.

— Não. Você ainda não está em condições — orientou ela, sorrindo com gentileza. — Tire o dia para repousar. Amanhã estará como novo.

Sem ter como contestar, Saketsu decidiu obedecer. Sentou-se novamente, enquanto Lana se despedia com uma breve reverência e um “até mais”, deixando a casa logo em seguida.

O silêncio que se instalou fez Saketsu perceber que ainda estava diante de um café da manhã intocado. A fome veio de uma vez. Pegou o pão preparado com tanto cuidado e começou a comer, enquanto Gardênia o observava com um sorriso sereno.

— Saketsu… que nome curioso. Você tem alguma ascendência oriental?

— Não que eu saiba — respondeu, ainda mastigando. — Recebi esse nome do homem que me adotou. Foi meio que numa brincadeira… ele era meio louco. É uma história longa.

— E seus olhos púrpura… são raros. Bonitos. Sabia que os olhos são a janela da alma? Os seus têm algo… peculiar.

Ela o analisava com calma e precisão, como alguém acostumado a observar além do óbvio.

— Lana me contou que Iuri mencionou quem estaria por trás das ações dele — continuou. — Disse que a figura tinha o rosto de uma caveira dourada e um crucifixo de prata invertido cravado na testa. Pela descrição, soa quase como a própria entidade da Morte. Isso lhe diz algo?

Saketsu interrompeu a mastigação, forçando a memória.

Caveira dourada… Havia algo familiar nisso. Antes mesmo de Ukyi ou da espada de Iuri, ele tinha a sensação de já ter visto em algum lugar. Mas onde?

— Acho que já sonhei com algo assim — respondeu, incerto. — Ou talvez tenha visto em algum jogo ou anime… não sei.

────────⊹⊱💀⊰⊹────────

Algumas horas depois, o dia permanecia intensamente ensolarado. No quarto de Lana, uma brisa suave entrava pela janela, fazendo a cortina balançar. Diante do espelho, ela terminava de se arrumar após o banho, passando a escova lentamente pelos cabelos sedosos, perdida em pensamentos.

— Idiota… — murmurou.

Apesar de parecer que falava consigo mesma, o alvo daquele pensamento era outro.

De repente, uma rajada de vento mais forte invadiu o quarto, acompanhada por um baque seco atrás dela. Ao se virar, viu que um porta-retrato havia caído da cômoda. Aproximou-se e o recolheu do chão.

O vidro estava trincado, mas a imagem permanecia visível: um homem de terno sentado em uma poltrona, com uma garotinha de não mais que cinco anos em seu colo. Ambos sorriam para a câmera. Era Lana e seu pai.

A expressão dela se fechou em angústia. Havia algum tempo que não recebia notícias dele. Sabia que seu pai viajava frequentemente a trabalho, mas aquela era a primeira vez que sequer mandava cartões, que sempre vinham acompanhados de palavras de incentivo e a indicação do lugar onde estava.

Colocou o porta-retrato de volta no lugar e acabou reparando em outro, ao lado. Era uma foto do quarto ano do fundamental: várias crianças reunidas, com o professor Noah atrás delas.

A pequena Lana aparecia tímida, os olhos discretamente voltados para um garoto de expressão ranzinza, com a franja curta — Iuri. O mau humor já parecia algo natural nele, mas isso não diminuía em nada a paixão silenciosa que a garotinha sentia.

Saketsu também estava ali. Os cabelos mais longos e bagunçados, a franja cobrindo os olhos, o uniforme desleixado. Ele parecia retraído. Observando com mais atenção, Lana percebeu marcas claras de desamparo e tristeza, ainda que disfarçadas por um ar de superação.

O incômodo em seu peito se intensificou. Ela desviou o olhar do retrato e foi até a janela para fechá-la; já estava quase na hora de ir para a escola. Nesse momento, notou uma garota uniformizada aguardando em frente à casa, acenando com um sorriso. Era Esther, sua “amiga”.

— Então decidiu finalmente ir à aula hoje, Lana — disse ela pouco depois, enquanto caminhavam pela calçada.

Esther era simpática. Tinha cabelos pretos e soltos, caindo até pouco abaixo das costas, e olhos negros com um leve tom acinzentado — uma combinação naturalmente atraente.

— É… Acho que chegar dois dias depois do início das aulas vai acabar me prejudicando um pouco — comentou Lana, sem convicção.

— Claro que não — respondeu Esther, sorrindo. — Se quiser, posso te emprestar meu caderno pra você se atualizar.

— Obrigada — disse Lana, retribuindo com um leve sorriso. Ainda assim, algo nela parecia fora do lugar, e Esther percebia.

— O que aconteceu pra você faltar esses dois dias?

— Nada demais… só não tive vontade de ir — respondeu, tentando parecer indiferente.

— Entendo.

Esther claramente não se convenceu, mas preferiu não insistir.

Pouco depois, Lana entrou na sala de aula junto de outros alunos que retornavam do almoço. Sentou-se em uma das carteiras do meio, ao lado de Esther e perto de Inácia. Logo notou dois garotos entrando: Enzo e Tales, que reclamava alto.

— Onde será que ele se meteu? Será que não vem hoje? — dizia, até avistar Lana. — Ei, Lana! — aproximou-se rapidamente. — Você viu o Saketsu por aí?

— É… eu… — pega de surpresa, Lana não conseguiu responder.

— Não faz sentido nenhum perguntar isso pra ela — disse Enzo, ajeitando os óculos enquanto passava pelo amigo. Antes de se sentar na segunda fileira, cumprimentou Inácia com um aceno de cabeça.

Ela, um pouco corada, respondeu com um sorriso tímido.

A carteira ao lado da janela estava vazia. Lana passou a encará-la distraidamente, sabendo que ali deveria estar Iuri — se ele não tivesse feito o que fez e ido embora, não sabia para onde.

Pensar que talvez nunca mais o veria fez seu peito apertar, misturando angústia e raiva.

Na verdade, ela não sabia exatamente o que sentia. Era um emaranhado confuso de emoções, acompanhado por um vazio insuportável. Queria fazer essa dor adormecer de uma vez por todas… e pensou que talvez a única forma fosse dando um fim a si mesma.

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