Volume 1
Capítulo 15: Fuga forçada
Em um quarto semi-escuro, contando apenas com a luz do luar que adentrava pela janela, havia uma senhora deitada sobre a cama, em um canto onde a claridade não alcançava.
Estava tudo normal — ou não. Havia algo sobre ela, um curto fio energético azul, de luminosidade esbranquiçada, que saía através de sua boca.
À medida que a luz do luar vagava pelo quarto, tornava-se possível enxergar, pouco a pouco, o que de fato estava acontecendo. Havia uma coisa estranha sobre o peito da senhora: uma obscura criatura humanoide, quase do tamanho dela, porém tão magra quanto um galho seco, com a pele grudada aos ossos.
O ser mantinha o rosto curvado sobre o dela, sugando sua energia vital através da boca.
O processo prolongou-se ao ponto de a luz do luar refugiar-se novamente, mergulhando tudo na escuridão. Restavam apenas silhuetas — principalmente a da criatura, que começou a desaparecer, afundando-se por completo no corpo da senhora.
Enquanto isso, na sala da mesma casa, três pessoas estavam sentadas no sofá, sendo duas mulheres — filhas da senhora — e um padre, sentado defronte a elas, conversando sobre o estado da mãe.
— Não sabemos mais o que fazer. Os médicos disseram que não sabem a causa. Os exames mostram que ela está em um estado normal de saúde, que está apenas dormindo para recuperar energia, como qualquer outra pessoa após um dia exaustivo — disse uma das mulheres, aflita.
— Normal seria se ela não estivesse assim há uma semana! — rebateu a outra.
— E não é só ela. Nos jornais dizem que outras pessoas estão passando pela mesma coisa. Algumas até desapareceram sem deixar vestígio algum. E as que restaram… alguns médicos afirmam que podem nunca mais acordar. O que realmente está acontecendo, padre?
O padre escutava com completa serenidade com uma xícara de café. Então respondeu, transmitindo leveza nas palavras:
— Isso é um indício de que o mundo está chegando ao fim. É bíblico. Pode ser que essas pessoas estejam em um estágio de arrebatamento, e o desaparecimento seja a consumação do processo. Claro, pode ser apenas teoria. Mas, independentemente disso, se é o que Deus quer — ou permite — nada podemos fazer. Só nos resta rezar para que tudo termine bem.
— Acho que o senhor tem razão — concordou uma das mulheres, enquanto a irmã parecia pensar o mesmo.
— Vamos rezar pela melhora de sua mãe, está bem? — O padre ia fechar os olhos quando percebeu os olhares surpresos das duas mulheres. Elas não olhavam para ele, mas através dele.
Achando estranho, virou-se.
Para sua surpresa, viu a senhora vindo caminhando lentamente pelo corredor.
As filhas levantaram-se às pressas para ajudá-la, mas ela não lhes deu a mínima atenção. Continuava a andar como se nada pudesse detê-la.
Algo estava profundamente errado. O modo preguiçoso e mecânico de se mover, a expressão vazia; era tão perturbador que as mulheres sequer souberam como reagir. Apenas ficaram ali, vendo-a seguir em direção à porta da sala.
— Senhora, você não está em condições de andar. Precisa repousar — o padre adiantou-se até ela.
Foi ignorado também.
Ao chegar à porta, a senhora a abriu. Quando estava prestes a dar o primeiro passo para fora, o padre segurou seu ombro, conseguindo fazê-la parar.
— Por favor, aonde vai? Precisa descansar… E… A…
A voz lhe falhou ao reparar além da porta.
Na rua, havia outras pessoas paradas em frente à casa. Seus olhos cintilavam em um vermelho sobrenatural que rasgava a noite — figuras sombrias, imóveis.
O padre sentiu e, pelos seus conhecimentos, sabia que aquilo não era do bem.
Quando percebeu, estava encarando o rosto da senhora, agora virado para ele, exibindo os mesmos olhos vermelhos e intensos. O choque o fez recuar e cair sentado no chão, com expressão de puro espanto.
A senhora virou as costas e continuou seu caminho, lentamente, como se ainda tivesse dificuldade em mover o corpo após quase uma semana imóvel.
As filhas correram até a porta.
— Mãe, por favor! O que está fazendo? Volte!
— Por favor, mãe!
Imploravam, mas eram completamente ignoradas.
— Deixem-na… Aquilo não é mais sua mãe. E-eu retiro o que disse antes. Isso não é obra de Deus — afirmou o padre, perplexo.
Em choque, as duas apenas observavam as costas da mãe se afastando cada vez mais, caminhando como um zumbi em meio às figuras de olhos vermelhos, seguindo para um destino desconhecido.
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Em outro lugar, ao mesmo tempo, um jovem estava imerso na parte mais escura de uma luxuosa sala de mansão. Era possível distinguir suas vestes sombrias — um visual clássico que lhe conferia a aparência de um príncipe medieval — e o longo cabelo negro amarrado em um rabo de cavalo lançado sobre o ombro.
— Hora de acordarem, meus escravos — disse ele, em um tom divertido, misturado a uma excitação perversa.
Seus olhos, antes fechados enquanto se concentrava, abriram-se revelando o habitual brilho vermelho. O poder que fluía de si lhe concedia um semblante espiritualmente majestoso — e maléfico.
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Depois do infeliz incidente envolvendo os jovens do antigo quarto-ano C — que culminou na cruel morte de Esther — tudo ficou estranhamente tranquilo.
No domingo seguinte, realizou-se uma cerimônia de despedida que atravessou a tarde e a noite. Algo apenas simbólico, já que não havia corpo para enterrar.
Foi um dia triste para todos, especialmente para Lana, que havia começado a se aproximar de verdade de Esther — quando finalmente passara a considerá-la uma amiga que sempre fizera questão de estar ao seu lado.
Na esfera judicial, sem provas concretas do ocorrido, a polícia divulgou apenas que “um grupo de assassinos está solto” e reforçou que qualquer informação deveria ser reportada. Como nada surgiu nos três dias seguintes, o caso foi abafado.
Quanto ao caipira acusado de tentativa de genocídio contra adolescentes, também não houve desfecho. Apenas interrogatórios individuais com os envolvidos. O que mais chocou foi a pergunta que o interrogador fez sobre o homem ter demonstrado algo sobrenatural que pudesse relacionar com seu corpo afundar na própria sombra até desaparecer por completo.
Ninguém soube responder. Ficaram confusos. Alguns até pensaram se tratar de uma pegadinha.
Saketsu, Enzo, Tales e Agatha não conseguiam ignorar o que ocorrera na cabana.
Na quarta-feira, ao final do dia, Agatha — já liberada após avaliações físicas e psicológicas — encontrou Saketsu e Lana na saída da escola. Os três decidiram caminhar e conversar.
Saketsu lembrava-se de quase nada, apenas de Agatha sendo abusada pelo sujeito e de ter caído em um sono profundo, despertando apenas quando era carregado na maca pelos policiais.
Agatha, por sua vez, possuía lembranças vagas — mas suficientes.
Contou que o homem atacara brutalmente Saketsu, retalhando-o com a garra de metal. E então, quando Saketsu estava por um fio, levantara-se de um jeito diferente, assustador, enquanto seu corpo se regenerava.
Ela chegou a dizer que uma energia maligna parecia envolvê-lo — e que fora esse poder que dera fim ao agressor, após ele tentar reagir com um maçarico retirado da mesa de ferramentas, o que acabou desencadeando o incêndio.
Agatha, é claro, não tinha certeza de nada. Poderia ter sido alucinação, afinal fora drogada. Ainda assim, sabia que algo anormal acontecera ali.
Sem explicações plausíveis, decidiram encerrar o assunto.
Mas, para Saketsu, aquele dia não seria apagado. Um peso interno passou a acompanhá-lo, um vazio frio e incômodo que não sentia havia muito tempo.
Os dias seguintes transcorreram quase normais. Noites calmas. Nenhum sinal de zumbis ou outras manifestações. Nem mesmo Ukyi aparecera. Apenas os misteriosos comas e desaparecimentos continuavam, com listas sendo atualizadas diariamente nos jornais.
Saketsu e Lana decidiram permanecer juntos por precaução. Retomaram suas rotinas: acordar cedo, ir à escola e voltar para casa ao anoitecer ou visitar a senhora Gardênia.
Na quinta-feira da semana seguinte, após a aula, chegaram à casa de Saketsu e subiram direto para o quarto, onde fariam um trabalho de História sobre a Grécia Antiga, dado pelo professor Noah.
Tão imersos ficaram que só perceberam o horário quando o estômago de Saketsu roncou. O relógio de LED sobre o criado-mudo marcava quase dez horas.
— Nossa, já são essas horas — disse Lana, surpresa.
— Caramba, pensei que fosse umas oito. Tô com fome. Acho que nem comprei nada pra gente.
— Posso pedir um lanche, se quiser.
— Tenho uma ideia melhor. Que tal irmos ao Recanto Di Saboru?
— Aquele restaurante japonês?
— Sim.
— Tem certeza? Já está tarde. E ainda falta muito para terminar.
— Eu tô cansado. Preciso sair um pouco, senão vou enlouquecer com esse trabalho.
— Não é mais fácil pedir para entregar? Você sabe que está perigoso andar lá fora.
— Se pedir, vai demorar. E não há com o que se preocupar. Estou protegido com isso aqui — disse, mostrando confiante a pulseira de raízes entrelaçadas que a senhora Gardênia lhe fizera.
Mesmo não concordando muito, Lana no fim deixou que ele fosse no restaurante que ficava a três quarteirões, desde que fosse rápido, enquanto ela decidira que ficaria para adiantar o trabalho.
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Perambulando pela rua deserta na noite fresca, Saketsu pensava que já fazia anos que comprava no Recanto Di Saboru. Fora o homem que ele chamava de Tio quem o fizera gostar do lugar. Ainda não entendia o que havia acontecido, por que Tio desaparecera do nada, deixando-o sozinho.
Ao menos ele deixara tudo organizado antes de partir. Saketsu passara a receber um auxílio remunerado do governo. Não entendia muito bem como aquilo funcionava, mas sabia utilizá-lo o suficiente para pagar as despesas básicas da casa e algumas “coisas de otaku” — ainda que o dinheiro nunca fosse muito.
Ao chegar ao restaurante de estrutura simples, sentou-se e aguardou algum atendente. Uma garota surgiu quase do nada, cumprimentando-o com um simpático:
— Irashaimasê.
Saketsu se surpreendeu ao reconhecer o rosto.
— Lari? Não sabia que trabalhava aqui.
— Eh… estou começando hoje. — Coçou o canto do rosto com um sorriso meio tímido.
— Sério? Então… parabéns?
— Menos conversa, mais trabalho! — bradou o gerente do outro lado.
— Sim, sim, desculpe! — Lari respondeu apressada, voltando-se a Saketsu. — O que vai querer?
— Uma porção grande de taiyaki. Para levar.
— Wakarimashita! — confirmou, inclinando o corpo rigidamente para frente antes de se retirar.
O lugar era agradável: pequeno, simples, rústico. Um baixo instrumental oriental tocava nas caixas de som. Saketsu pensou que teria sido bom se Lana tivesse vindo.
Suspirou.
Cinco minutos depois, Lari retornou com o pedido numa sacola de papel pardo com a logo do restaurante.
— Aqui está.
— Arigato, Lari.
Ele se levantou para pegar o dinheiro no bolso. Lari se aproximou um pouco mais, tentando parecer casual.
— Eh… não sei bem como pedir isso, mas… você poderia me esperar para irmos embora juntos? — O constrangimento era visível.
— Aconteceu alguma coisa?
— É que não estou muito afim de ir sozinha. Falei pro Tales e pros meus pais não se preocuparem em me buscar, por ser meu primeiro dia… mas agora não estou tão confiante. Depois do que aconteceu naquele sábado… e esses desaparecimentos… vai saber o que tem por aí nessa hora da noite.
Ah. Saketsu sabia exatamente o que tinha.
— Eu posso esperar. Que horas você sai?
— Às onze.
Faltavam quarenta minutos. Não seria problema. Ele avisou Lana por mensagem; ela respondeu que estava tudo bem.
Saketsu voltou a se sentar e ficou ali, apreciando a música. Sua mente estava tão cansada que nem pensava em nada, apenas via no automático um ou outro cliente entrando e saindo; o movimento estava fraco.
Quando deu onze horas, Saketsu saiu junto com os funcionários, a sacola de taiyaki em mãos. Espreguiçou-se enquanto a porta do restaurante era fechada logo atrás. Lari despediu-se dos colegas e se aproximou.
— E então, você está bem? — ele perguntou enquanto começavam a caminhar.
— Estou ótima. Está tudo tão… normal ultimamente. E você?
— Estou. Só um pouco cansado. — Sorriu, pouco convincente. — Realmente, as coisas até que melhoraram depois daquele dia...
Desviou o olhar, a lembrança voltando como um peso frio no estômago.
— Ei, acho que a gente devia parar com isso, né? — Lari se animou de repente. Adiantou alguns passos e ficou de frente para ele. — É passado. Não adianta ficar revivendo. E se a gente pensar que aquilo foi só mais um arco de anime que terminou? Agora começa uma nova saga!
— Lari… — Saketsu ficou surpreso, então riu.
Quem usaria uma analogia dessas? Não conhecia esse lado de Lari, ou será que havia se tornado consequência por ela ficar tempo demais com Tales?
Ela sorriu e voltou a caminhar ao lado dele.
— Vamos lá. Hora de uma nova jornada!
Agarrou-o pelo braço e começou a andar mais rápido, quase arrastando-o.
— O Tales vai ficar com ciúmes, hein? — brincou.
— Não vai nada! Vamos só batalhar contra monstros sobrenaturais. Defender a humanidade!
Lari se comportava como uma criança hiperativa. Por um momento, Saketsu se sentiu leve, se lembrando da infância, quando lutava contra criaturas imaginárias ao lado dos amigos.
Por um momento estava se esquecendo dos problemas que sua mente sempre persistia em trazer, mas novamente a realidade logo batia com força, correlacionando e o fazendo perceber que a sua antiga brincadeira preferida havia se tornado verdadeira: despertara um poder sobrenatural para lutar contra seres sobrenaturais com o objetivo de sobreviver.
As pessoas que perderam a vida após serem possuídas. O homem que fora obrigado a matar por ser um glasbhuk. Esther sendo devorada viva diante de seus olhos — e ele sem força suficiente para salvá-la. Nada disso podia ser apagado. Muito menos tão cedo.
Lari ainda sorria, até perceber a expressão de Saketsu. Parou, soltando seu braço.
— Desculpa… Eu só queria distrair a gente. Mas é difícil ignorar tudo.
— É…
Então Saketsu sentiu algo diferente.
Ukyi havia surgido ao seu lado, silencioso, encarando o caminho à frente.
Saketsu seguiu o olhar.
— Lari…
— Hã?
A cerca de quinze metros, algumas pessoas estavam paradas, observando-os. Corpos molengas, postura sombria, olhos vermelhos cintilando na noite — eram zumbis-sobrenaturais.
— Era óbvio que voltariam. Estava até demorando.
— Saketsu… eles são… — Lari começou a tremer.
Ele segurou os ombros dela.
— Fuja, entendeu? Finja que isso é um episódio em que surgem inimigos demais e você não tem escolha além de correr.
— Mas quem são eles? O que está acontecendo?
— É complicado explicar. Só se afasta o máximo que puder. Por favor.
— Mas...
— Lari! — Ele perdeu a paciência.
O nervosismo crescia. Os zumbis estavam ali por causa dele. Se ela ficasse, poderia acontecer algo muito ruim. Ele não suportaria ver outra pessoa morrer — ainda mais por sua causa.
Lari assentiu e começou a correr. Após alguns passos, porém, ouviu um baque. Virou-se e viu o corpo de Saketsu desmaiado no chão.
— Saketsu!
Agachou-se ao lado dele, tentando acordá-lo. Foi então que percebeu algo impossível: as figuras ao longe estavam sendo cortadas em pedaços por algo invisível.
Partes de corpos caíam no asfalto e começavam a se dissolver até desaparecer.
— Morram! Morram! MORRAM!
Saketsu, em modo espírito, avançava em fúria, com Ukyi transformado em espada, mutilando tudo ao redor.
Ao derrubar o último, parou ofegante.
Que ingenuidade achar que nunca mais apareceriam.
De repente, o grito de Lari cortou a noite.
Ele se virou — e ficou perplexo.
Lari estava de pé, mas um obscuro ser humanóide, pele e osso, agarrava-se à frente de seu tronco. Sua boca colada à dela sugava uma energia azul esbranquiçada, acompanhada de um som arquejante.
Era sua energia vital.
Saketsu avançou e lançou um corte pelas costas da criatura. A pele do ser pretejou e crepitou antes de se desintegrar por completo.
Lari caiu sentada no chão, ofegante, em choque.
Então começou a ver algo se formando diante de si — uma imagem que saía do borrão e ganhava foco.
— Saketsu… você… como…
O corpo físico dele jazia desacordado no chão. E, diante dela, outro Saketsu segurava uma espada sombria.
— Como isso é possível? O que está acontecendo?
Saketsu também se surpreendeu.
— Você consegue me ver?
Lari tentou se levantar, recuando ao mesmo tempo. Quando conseguiu, virou-se e correu.
— Lari, espera!
— Deixe-a — disse Ukyi. — Temos outros problemas.
— Sério?! — se chocou ao se virar.
Mais zumbis surgiam. Muitos. A rua inteira tomada.
Por um lado era bom Lari ter fugido, pois ela não correria riscos ali, por outro ela poderia contar para todo mundo o que vira, inclusive para Tales, e Saketsu não sabia o que poderia acontecer ou como iria lidar se ele soubesse dessa sua vida de glasbhuk.
Não era hora de pensar nisso.
Uma horda avançava.
— Vamos fugir, Saketsu — ordenou Ukyi.
Era a primeira vez que ouvia Ukyi sugerir fuga. E concordava. Enfrentar aquilo sozinho seria suicídio.
Começou a correr — e então lembrou.
— Meu corpo! Não posso deixar meu corpo ali!
Ukyi não respondeu, o que deixou Saketsu aflito, uma vez que estava prestes a ter seu desacordado corpo severamente pisoteado. Uma forma de contornar isso seria retornar para ele, mas sabia que aí não teria suas capacidades sobre-humanas para agir.
— O que eu faço?!
— Deixe-o. Eles querem sua alma. Aquele corpo é apenas uma casca agora.
— E se o esmagarem?
— Você não morrerá por isso. Confie.
Relutante, decidiu obedecer.
Assim que perceberam o aumento de velocidade, os zumbis reagiram, correndo atrás.
Ao virar a esquina, Saketsu se deparou com outra horda bloqueando o caminho.
— O que é isso? Por que tantos agora?!
Olhou ao redor, buscando saída. Pegou impulso e saltou sobre um muro, depois para um telhado.
Para sua surpresa, os zumbis o seguiram fazendo o mesmo sem dificuldade.
— Maldição… Eles não vão largar do meu pé!
Continuou correndo pelos telhados, sem saber aonde aquilo o levaria.
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