Epopeia do Fim Brasileira

Autor(a): Altair Vesta


Volume 9 – Arco 6

Capítulo 165: Audiência com o DESTINO

Para uma moira, aquela era uma maneira completamente incompatível de agir por tudo que era dito sobre elas.

Nossa, falar com gente de fora depois de centenas de anos é muito estranho. Eu fui bem na entrada, mas no final acabei me deixando levar e estendi demais...

Se tratava do pensamento das irmãs, as primeiras em muito tempo a terem uma audiência com uma delas.

Mas eu ‘tava esperando muito esse momento... Tenho que impor minha autoridade! Sem erros dessa vez.

De primeira impressão, ficou a desenvoltura nada esperada da mulher esguia, brincalhona extrema e que ria à toa, se divertindo por cada segundo na presença das visitantes.

Então ‘tá. Posso começar as parabenizando e seguir... Isso, isso. Perfeito! Então...

Isso sem contar o fato de que se perdida na própria projeção. Tentou retomar o controle, enquanto soltava alguns pigarros a fim de transmitir alguma seriedade às garotas.

“Ela não deve ter percebido o fato de estarmos plenamente na escuta”, pensou Chloe, desiludida com a quebra de expectativa.

O que deveria ser um evento sublime, por ora, não passava de uma estranheza leve, responsável por fazer todo o peso nos ombros delas caírem por terra.

Meus parabéns por terem chegado tão longe!!! Tiveram o sucesso de atravessarem meu templo sem maiores problemas! São as segundas pessoas a chegarem tão longe! Ou “a segunda” seria mais apropriado?...

Perante o devaneio em voz murmurada pela moira, uma das sobrancelhas de Chloe se contraiu em dubiedade.

No entanto, acima disso veio o fato de que ela confirmara a passagem de outrem antes delas.

O que era preocupante...

Por terem adquirido tal feito, confirmo que são merecedoras em seguir adiante! — A mulher aguardou alguma resposta, mas nada veio. — Ei, não sejam tão más assim, podem conversar um pouquinho comigo! Afinal, eu estava esperando por esse momentinho...

A última frase da deusa despertou outra sensação indecifrável nas gêmeas.

Dessa vez, soou muito mais soturna, uma leve mudança no tom de voz que as fez retomar parte da inquietação.

“Apesar disto...”, Chloe semicerrou as vistas, já capaz de enxergar a impossibilidade de sequer confrontarem a respectiva.

Só de imaginar que ainda havia duas — e imaginava se não seriam tão “extravagantes” quanto aquela — fazia a confiança cair a um abismo infinito.

— Portanto, caso permita... gostaria de construir um questionamento — disse, erguendo o rosto.

A moira sorriu ainda mais, enfim sendo atendida através de palavras.

Pois bem, filha de Atena! Sou todos ouvidos!

O mero passo em falso poderia ser fatal.

Ciente de que uma boa impressão era crucial, a ateniense engoliu em seco, sentindo a responsabilidade derrubar toneladas invisíveis sobre as costas.

— Para quais fins deténs o controle de nosso Destino?

A moira se espantou com a pergunta, mas não demorou a responder:

Esse é, apenas, um ciclo natural! Foi entregue a nós a Autoridade de “escolher” diferentes caminhos para cada um de vocês. Construir sua sorte e determinar seu fim. Seja para deuses ou mortais... — Afunilou o olhar e prosseguiu: — Mas, sendo sincera, estava cansada desse marasmo. Por isso vi em vocês a possibilidade de trazer alguma diversão a isso tudo!

— Isto estaria correlacionado ao fato de favorecerem o desejo dos Imperadores das Trevas?

Segundos de silêncio se passaram, até que...

Perdão?...

Diante da pergunta da pergunta, a filha de Atena piscou desentendida, pois não notou nenhum resquício de dissimulação por parte da mulher.

Entusiasmada com aquela sequência, a Sorteadora elevou ainda mais a curvatura sorridente dos lábios.

Entendo. Então foi o que disseram... — Passeou com o indicador pelo beiço inferior — Isso tudo é muito interessante!

Ante a quebra de expectativa, talvez nem muito impactante com relação ao início do encontro, a purpúrea foi acossada pela necessidade de buscar mais explicações gritar dentro de si.

“Isto foi...?”, o semblante abalado se revelou, ainda que tentasse remediar a tensão nas linhas do rosto. “Tal regresso soou deveras irresoluto. Há algo oculto nestas circunstâncias?...”

— O que pretende relatar através de tal reação? — Bateu o pé e seguiu em busca de maiores elucidações. — É possível presumir que as senhoritas sequer detinham conhecimento acerca da afirmação do Rei dos Deuses?

Ao ser pega no pulo, Láquesis segurou-se em prol de não lamber os lábios.

Quem sabe! De qualquer forma, o tempo da audiência terminou! Preciso voltar ao trabalho antes que minhas irmãs peguem no meu pé. E a chatÁtropos já quer matar vocês desde o início, mas eu ‘tô beeem interessada em ver até onde tudo isso vai, então preciso fazer por onde pra continuar a impedindo!!

— Espere...!

Até mais! E boa sorte em chegarem até nós! Esperarei paciente, seja quem for. Portanto, agarrem todas as oportunidades que surgirem... ou as que eu acabar oferecendo, hehe!!

Mostrou uma das unhas enormes, diferente da estátua que só tinha uma; ao mesmo tempo, gesticulou um aceno de despedida com a mão aberta.

Não permitindo qualquer intervenção das garotas, a projeção de energia desapareceu em partículas luminosas, a flutuarem no ar até desaparecerem aos poucos.

O brilho da esfera de vidro, na testa da estátua, também cessou.

Por fim, as jovens aventureiras voltaram a estar sozinhas na travessia para a próxima zona da ilha.

— Isso foi... intenso... — Perplexa, Irene enfim conseguiu se pronunciar.

Julie virou o rosto, silente até o momento, para fitar a irmã.

Era bastante claro para elas que a primeira e inesperada recepção das donas do Berço da Terra deixou mais lacunas do que já existiam.

— Existe... uma severa estranheza neste presente contexto...

Ao murmurar consigo, deixando os pensamentos aflorarem em voz alta, a lanceira abaixou o rosto com uma feição nada agradável.

Tentou buscar alguma maneira de refletir os prováveis rumos que deveriam ser tomados a partir de então.

“Se tampouco uma moira reconhece a determinação exercida pelo Rei dos Deuses... então, quais destinos poderiam surgir a partir disto?”, a voz de seu raciocínio elevado podia ecoar na mente da telepata.

Desprovida de ideias concretas, a alva apenas permaneceu como estava desde o início da audiência.

Irene olhava, perdida naquela quietude, para uma e para a outra diversas vezes, incapaz de decidir algo a fazer.

Jamais poderia imaginar que o trabalho atual das duas concernia única e exclusivamente às ideias.

Inaptas, entretanto, a alcançar conclusões cabíveis naquele evento, elas somente desistiram de circular diversas vezes nas respectivas ponderações.

Isto é ruim — mussitou Chloe, enquanto um sorriso torto se criou na face.

De forma gradativa, a curiosidade veio à flor da pele.

E o que antes era uma missão inconsequente, da qual a própria Atena recomendou que deixassem de lado, agora despertava a vontade dela em continuar até onde fosse possível.

Em sua cabeça, se fossem bem-sucedidos em chegar até as donas do Destino, então, talvez, respostas muito interessantes e importantes poderiam ser alcançadas.

Através de um leve suspiro...

— Prossigamos.

Voltou a caminhar adiante, deixando a estátua da moira que tinha acabado de conversar para trás.

Julie e Irene as acompanharam, até chegarem ao final do pátio semiaberto.

Outra ponte não tão extensa apontava para uma nova parte da ilha, repleta de abismos profundos e plataformas acidentadas.

Era um pouco mais alto do que a região que tinham acabado de superar. Mas nenhum problema deveria as acometer com relação à altura já aclimatada.

Agora, o escopo delas se tornava outro.

Tinham chegado longe demais para se contentar com o “trabalho menor”, de eliminar os Imperadores das Trevas no confronto direto.

De frente à enorme torre negra sob o céu de trevas, as jovens experimentaram o peso no aroma carregado pelo vento cada vez mais frio na elevada ilha.

Após quase três dias de exploração, podiam confirmar que mais de metade do caminho fora traçado.

Em anos, talvez nunca ninguém tivesse estado tão próximo das irmãs do Destino como elas.

A partir daquele ponto, tudo ficaria cada vez mais complicado em comparação aos desafios já ultrapassados.

Enquanto o trio das mulheres buscava o novo trajeto aos objetivos paralelos, Láquesis cobria o rosto corado e sorridente com a palma canhota.

A cada nova experiência — essa, então, nem precisava falar —, a moira sentia as dificuldades a fim de esconder os descontroles emocionais crescerem.

“Eu não consigo, não consigo, não consigo!! Definitivamente não consigo deixar de sorrir!!”, seus olhos se arregalaram, os batimentos cardíacos mais acelerados que o habitual. “Aquele pirralho desvirtuado do Zeus fez a cabeça deles dizendo que os imperadores teriam nosso favorecimento!? Eu não determinei isso em momento algum!! O que eu perdi!!? ‘Pera, eu perdi alguma coisa!? Nada deveria escapar do meu alcance!! Posso afirmar com todas as letras que isso jamais procederia!!”

Os devaneios eufóricos atravessaram os extremos da enxaqueca em um frenesi tremendo.

Ao mesmo tempo, levou a mão mais abaixo a fim de liberar os olhos a observarem os fios separados para seu passatempo.

“Não há como alguém, além de mim, determinar esses acontecimentos!! Não pode ter sido alguém de fora!! Não, é impossível! Poderia estar relacionado ao fato de diversas determinações recentes minhas estarem sendo burladas!? Isso não tem explicação!!!”

Láquesis, sem querer, deixou uma singela porção de energia impactar fora do corpo, o que fez todos os fios criados no salão oscilarem bastante.

“Epa... acho melhor eu me controlar”, tratou de disfarçar a comoção súbita para então retornar ao trabalho que ganhava novas páginas divertidas e imprevisíveis. “Eu quero ver o desfecho disso. Eu quero, quero, quero muito!! Venham até mim, descendentes divinos!! Venham imediatamente!!”.

— Estarei os esperando de braços abertos...!!

Murmurou para si mesma, deixando o sorriso no rosto se tornar ainda mais assustador.

Horas antes, voltando ao momento em que o sexteto foi separado à força...

Damon, Silver e Helena foram puxados pela gravidade após o solo sucumbir abaixo dos pés.

Depois do grito para as filhas de Atena prosseguirem, a escuridão os engoliu em uma queda que parecia eterna.

Helena gritou também, mas em completo terror.

Podia ter superado o medo no desafio das correntes dos Jardins Suspensos e nas torres condenadas, mas o evento atual era impossível de ser vencido.

Com o corpo descontrolado enquanto a queda começava a afunilar nas paredes, ela mal conseguia orar pela respectiva vida.

Cerrou as vistas, quase a se derramar em prantos, quando o abraço de Damon a envolveu sem aviso prévio.

Os berros cessaram ao experimentar uma segurança transmitida por aquele simples gesto.

— Fica calma! — Damon foi intenso nas palavras. Não havia outra forma... — Usa sua Autoridade! Eu ‘tô contigo! Não vamo’ perder aqui!

Desesperada, ainda assim, a filha de Zeus assentiu com a cabeça e puxou a rapieira da cintura.

Tremulando bastante, conseguiu fechar os olhos com algum empenho enquanto era abraçada pelo rapaz.

Ó, deuses vetustos... Por favor, emprestem-me o poder!!”

Quando o pensamento ganhou clareza, a energia foi reunida e transmitida à arma fina em tempo recorde, o suficiente para que um feixe de luz ganhasse intensidade.

Quando os arredores puderam ser enxergados, se passaram trinta segundos da queda. Tudo ocorria rápido demais.

Incapaz de retornar, Damon ao menos pensou em melhorar as condições. Então, puxou a espada da bainha nas costas, pronto para a encarar de frente.

— Ei, de prata! Segura no meu ombro!

Só naquele momento Helena percebeu a presença de Silver ao lado deles, silencioso e demonstrando certa serenidade.

O olimpiano estalou a língua com a ausência de resposta.

Tamanha era a concentração do prateado, que nem parecia estar ligado à queda intensa pelo calabouço.

A respiração era quase inaudível. Os batimentos cardíacos tinham se tornado extremamente compassados.

Enquanto iluminava a escuridão, Helena deu uma olhadela de esguelha para o rapaz, que tinha sido sua dupla nos treinamentos com as Musas.

Já havia contemplado aquela postura dele, compreensiva à situação controlada por sua parte.

Dito isso, o filho de Zeus retomou a atenção ao que interessava.

Um minuto se passou desde o início.

Atento, fungou com o nariz de forma vigorosa, recebendo o aroma de terra molhada.

Dez segundos depois, a parca luz mostrou resquícios terrenos a poucos metros.

De vistas esgazeadas, o espadachim reuniu uma porção singela de energia na lâmina, ao que Helena, no pressentimento do que viria, apertou o abraço no pescoço dele.

Raios cerúleos estalaram ao redor dos dois, unindo-se à luz alva que se tornou azulada por aqueles instantes.

A explosão foi poderosa e levantou poeira e fumaça.

O ressoar fraco do trovão, unido ao estampido do impacto, foi bastante a fim de fazê-los perderem a audição de forma temporária.

De todo modo, ela não largou o irmão por nada. Chegava a afundar o rosto no peito dele.

Em meio à camada de cinzas, a apóstola deixou de sentir a gravidade a puxar para baixo.

Passado o terror absoluto, enfim abriu os olhos, aliviada ao se ver inerte com o garoto sobre a terra firme e acidentada das profundezas.

— Estamos vivos — murmurou com o corpo ainda trêmulo.

— É — respondeu com rouquidão na voz. — Desse jeito, não sei até quando...

Só então a jovem deusa percebeu que o abraço exagerado o sufocava. Assustada, ela o soltou num salto para trás, o permitindo recuperar o fôlego.

Aliviado por estar livre do estrangulamento, ele exalou um suspiro rápido.

Depois, fitou os arredores, aproveitando a Autoridade Elementar da Luz da meia-irmã ainda ativa.

Encontrou a figura de Silver, que atravessou a poluição visual com um corte no ar.

O calor tornou-se frio de imediato. O olhar inexpressivo do filho de Poseidon se encontrou com as presenças dos aliados.

— ‘Cê nem me ouviu, né? — O olimpiano não perdeu a oportunidade de provocar.

— Eu ouvi. — Guardou a arma na bainha da cintura, o encarando de perfil.

Ao receber aquela resposta, o filho de Zeus bufou. Guardou a espada longa de volta no estojo, então devolveu a atenção ao que tinha pela frente.

— Agora, o problema é pra onde ir...

Passada toda a tensão e a leve desavença, Helena respirou fundo a fim de elevar a produtividade vital na arma longa.

A camada luminosa cresceu, como se um candelabro tivesse todas as velas acesas no teto.

O lugar cavernoso ganhou maiores detalhes, assim como a bifurcação de cavidades, que aparentavam ser os únicos caminhos a serem tomados.

Escolher o lado errado significaria perder ainda mais tempo na busca pelos Imperadores das Trevas, ou algo até pior.

A corrida ao destino ganhava seus primeiros traços de real tensão desde as batalhas nos Jardins Suspensos.

Cientes de como a escolha adiante seria importante, Silver e Damon concentraram as respectivas capacidades de apuração.

A audição aguçada do argênteo e o olfato poderoso do cacheado buscaram qualquer indício sobre qual deveria ser o melhor rumo a ser tomado.

Para se resguardar, Helena deixou de usar sua energia e devolveu a rapieira à cintura, a exemplo dos dois.

Passado um breve período, os dois ergueram os braços e indicaram o caminho que consideraram ser o correto.

O problema era que cada um indicou um lado específico...

“Não pode ser”, a mulher, desacreditada, encarou um e depois outro.

E ambos perceberam as escolhas dissemelhantes.

Como parecia impossível de se chegar a algum consenso entre eles, apenas decidiram rápido e assentiram entre si.

— Vamo’ por aqui, Helena. — Voltou-se à cavidade que tinha escolhido.

— Mas e ele?

— Não precisam se preocupar comigo. — Silver também se voltou à que tinha adiante. — Essa é a melhor decisão.

Embora não desejasse aquela separação, ainda mais ciente de que o descendente de Atlântida iria sozinho, Helena compreendeu o momento e aceitou sua confiança.

—  Tome cuidado, por favor. — Encarou-o, não cabisbaixa, mas altiva como deveria ser.

Em respeito àquela atitude, o prateado fez que sim com a cabeça. Então, partiu na direção proposta por si mesmo.

Damon nada disse a respeito. Apenas seguiu o trajeto escolhido, sendo acompanhado em seguida pela meia-irmã.

— A gente se separou lá atrás. Se juntou de novo com sorte. Agora temos que continuar da forma que der.

— Sim. Eu sei.

Percebendo a firmeza inédita adotada pela voz da parceira, o Classe Prodígio encarou por cima do ombro com as sobrancelhas levemente erguidas.

Virou o rosto de volta à vanguarda na projeção de um fraco sorriso.

Os dois não trocaram muitas palavras durante a sequência da caminhada, onde passaram por algumas descidas e diversas subidas rochosas.

Poças d’água se acumulavam em certas regiões de declive.

Nos trajetos retilíneos, embora raros, estalactites de pedra faziam água gotejar sobre o plano de chapiscos.

— Então, Damon... — Quebrando a quietude, Helena indagou: — Por que escolheu esse caminho?

— Porque eu senti o cheiro de folhas. Olha. — Apontou ao alto, onde uma parca luz se revelou. — Era pra ele ter vindo com a gente.

Estalando a língua, começou a subir a passagem que os conduziria até o fim daquele túnel.

Os dois foram abraçados pela natureza, como Damon tinha detectado há alguns minutos.

Outro extenso átrio, cercado por uma muralha, com árvores no lugar de ruínas nos arredores.

Nenhum dos dois poderia decifrar em qual parte da ilha se encontravam no momento. Certamente era uma altura menor.

Um labirinto cheio de camadas, pensaram ambos.

Tampouco a proximidade com os objetivos seria clara.

— Olha só!! — Uma voz avassaladora disparou contra a dupla, os pegando desprevenidos. — Quem diria que eu ia te encontrar aqui!!...

O tom ameaçador trouxe arrepios indescritíveis à Helena.

O manto negro foi reconhecido por ela. Diferente do habitual, ele não cobria o rosto com o capuz.

Um rosto negro, recheado de cicatrizes antigas, que carregava um sorriso grotesco de orelha a orelha.

Damon sofreu algo semelhante, mas ao invés de medo, foi dominado por uma cólera intensa.

Afinal, além da voz, o som das correntes que arrastavam o peso da estrela da manhã ecoava na sua própria alma.

Desde o Deserto da Perdição, ele pensava em duas coisas: recuperar a capacidade de usar a energia e o reencontro com o responsável por humilhá-lo quando estava incapacitado.

O primeiro já tinha sido conquistado.

Agora, enxergava ao alcance das mãos, a possibilidade de cumprir o segundo objetivo...

Keith, balançando as pontas do cabelo verde-escuro, detonou sanguinolência sobre os filhos do Rei dos Deuses.

Opa, tudo bem? Muito obrigado por ler mais um capítulo de Epopeia do Fim, espero que ainda esteja curtindo a leitura e a história! 

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