Em Outro Universo Angolana

Autor(a): Tayuri


Volume 2

Capítulo 22: Leonard, Manda Uma Mensagem

Caitlin Yoslin ou Candy como Kendra Russell decidiu que seria chamada, não era nada além de outro fantoche, controlada para atacar soldados, pessoas como ela achando serem inimigos. 

Ian Moore tão logo foi liberto, foi atrás de Caitlin, pediu por sua libertação e assim que pode se colocou no centro do refeitório para um discurso ou uma explicação extensiva sobre a condição de Caitlin e principalmente despejou várias justificativas para acalmar aqueles que haviam sido espancado por Candy…Catlin, o que na prática era quase todos excepto as crianças, Aiyden e aqueles que não atuavam como soldado, eles não haviam comido o pó da bota de Candy…Catlin.

Entretanto, ninguém pareceu realmente zangado, ninguém pareceu realmente disposto a ir atrás de uma revenge contra a menina que se pudesse se esconderia atrás de Aiyden e não só ficaria ao lado dele, segurando seu braço como quem segura um bote salva vidas.

— Sei que vocês sofreram bastante, mas espero que compreendam. Tanto aquela que vos machucou como quem a controlava — falou Ian, Catlin de um lado e Vanna do outro, as duas de cabeça baixa, porém diferente de Catlin Vanna não tinha em quem se apegar e apenas tinha uma mão entrelaçada na outra, com força demais, facilmente deixando a mostra seu corpo que estava quase tão ossudo como o de Dumm.

Astrid engoliu em seco e tentou não pensar demais, tentou não sentir demais, pois aquilo provocava um mal estar no estômago, ao pensar no que deveriam ter passado em completa solidão, em um cativeiro onde eram obrigados a funcionar quase que a tempo inteiro. 

Eles estavam exaustos. Eles estavam com medo daqueles que vêm sendo obrigados a prejudicar e mais do que tudo eles não pareciam saber o que fazer.

Não houve realmente uma resposta por parte dos soldados, e também não pareceu necessário um: “Estão desculpados”, afinal eles eram seus iguais, eles estavam presos, sob a mão pesada do mesmo Rei. Então não haviam muito a fazer além de sorrirem e estenderem a mão para aqueles que viviam em solitária.

No meio do refeitório os soldados ou ex-soldados se dispersaram, uns para seus afazeres e outros apenas se sentaram à mesa com seus companheiros. Ainda não haviam sofrido qualquer retaliação, ainda estavam tentando decidir se buscavam pelo normal ou se ficavam em alerta, então mesmo sentados com os amigos, tinham suas armas perto do corpo.

— Parece que ele não estava mentindo — disse Jase, próximo ao ouvido de Astrid.

— Quem!? — Astrid perguntou, os olhos assistindo Aiyden e Catlin.

— Ter feito amigos no grupo zero. 

Astrid, se voltou para Jase. 

— E…— levou as pernas para cima da mesa e as mãos repousaram atrás da cabeça. — Não ter matado ninguém — completou, os olhos em qualquer ponto. 

— Achei que não confiava nele? — disse Astrid, os olhos fixos nas botas de Jase que ainda estavam em cima da mesa.

Jase soltou um suspiro, e baixou o olhar para Astrid.

— Leo, mandou uma mensagem.

O silêncio assumiu o comando facilmente, se perdurando até que Astrid o achou um incômodo.

— Do além?

Jase sorriu, muito fracamente.

— Sim — pensou. — Não… Quer dizer onde raio fica o além? — Astrid levantou os ombros. — De toda forma ele deixou uma mensagem.

Astrid assentiu com a cabeça.

— E o que ele falou?

Jase, tirou por fim os pés da mesa e isso fez Astrid se sentir melhor, de alguma forma ver pés sobre uma mesa parecia muito errado.

— Mandou pedir desculpas ao Aiyden por tê-lo usado. E também por não ter contado sobre Cand…Catlin… E também por continuar o perseguindo. E…

Astrid o interrompeu.

— Ele parece ter muito para se desculpar.

— Eh! — admitiu, a mão foi para o cabelo, levando-os para trás. — E para o meu azar sobrou para mim ter de retornar.

Astrid não pode evitar sorrir, com a expressão quase transtornada do companheiro.

— O que mais há para além dos pedidos de desculpas?

Jase umedeceu os lábios, os olhos indo para a mão livre, não tinha nada lá, porém ele continuou encarando.

— Uma despedida. Disse que vai embora. Agora que tudo está tomando um rumo diferente e…Catlin está realmente por perto, ele disse que já pode partir.

— Para onde?

Jase pareceu pensar.

— Para o além? Ah! Sei lá. Só…só sei que ele vai embora e sinceramente eu não o julgo, se pudesse também evaporava daqui.

Jase olhou ao redor e Astrid o acompanhou. 

— Com Russell ou sem Russell, esse lugar continua sendo sufocante.

— Eh! Mas…

Seus olhos se encontraram.

— Para onde irias? Para a casa da tua tia?

Jase negou prontamente.

— Melhor não. Ainda não a perdoe. Qualquer outro lugar estaria bom. 

Jase afundou um pouco na cadeira e cruzou os braços.

— É uma pena que não somos permitidos a entrar nas cidades. Nós poderíamos, sei lá, ganhar algum dinheiro e comprar uma casa onde caberiamos todos — partilhou e depois sorriu e Astrid apenas retribuiu minimamente. 

— Acho que algum dinheiro não seria suficiente — o sorriso de Jase se foi, o rosto ficando amuado. — E também…— Astrid entrelaçou as mãos uma na outra, a mente se inundando de lembranças ruins. — Acho que chegamos longe demais para só ter isso. 

O sorriso de Astrid aumentou, mesmo que ela não visse graça alguma em nada.

— Se não abrirem as portas, nós deveríamos forçá-los a fazê-lo, afinal…— o rosto ficou sério. — Temos protegidos suas vidas em prol das nossas, eles estão nos devendo, certo?

Jase não respondeu, os orbes cinzentos encarando Astrid quase que curiosamente, como se estivesse a avaliando, como se procurasse por alguma coisa que um dado momento Astrid cogitou ser sua sanidade.

— A…acho que seria bom se fossemos para o campo — falou Jase, por fim. — Dizem que as pessoas do campo são mais gentis e… receptivos — afirmou, a mão direita fazendo gestos aleatórios. — Eh. Vamos comprar uma casa bem grande — gesticulou com as mãos. — E lá viveremos todos felizes… para sempre — completou, sorriu minimamente e sem realmente se despedir, levantou da cadeira e se foi, em direção a Aiyden e Catlin.

Jase falou algo para Aiyden e Catlin que não chegou aos ouvidos de Astrid. E com Jase saindo na frente foram para um canto mais afastado e Jase começou a dar a mensagem, mas nenhum som veio para os ouvidos de Astrid que decidiu apenas olhar para frente, para qualquer outro ponto.

O tempo passou. Ninguém dormiu, Elis veio e no centro do refeitório, em cima de uma cadeira deu instruções, e soltou informações sobre como estavam indo os outros centros e principalmente que já havia se comunicado com os soldados do grupo P, feito ocorrido graças a Ela, a pessoa… mulher sem nome e que de alguma forma parecia ser a mandachuva.

Elis também informou sobre o facto de que o reino… o Rei ainda não parecia ter realmente os notados, se sim estava parado por alguma razão, no entanto ela os pediu para descansarem, e logo pela manhã prosseguiriam com as tarefas, ainda nada estava terminado, eles ainda eram soldados, seguiriam ordens e se necessário teriam de voltar a lutar e isso…. deprimiu Astrid. Haviam avançado para liberdade, mas ainda não estavam livres, não até derrubarem o verdadeiro carcereiro.

 

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