Volume 7
Capítulo 8: O Pensamento Por Trás do Pensamento
No seu primeiro dia de folga em muito tempo, a suspeita de Maomao de que havia algo acontecendo virou certeza. Ela queria saber como as coisas estavam indo no distrito dos prazeres, então saiu sorrateiramente do dormitório e seguiu para a Casa Verdigris.
Ela descobriu mais ou menos o que as cartas que ela recebeu insistiam: que estava tudo bem. No meio do dia, o lugar parecia tranquilo; uma aprendiz varria perto da porta da frente e um pirralho irritante estava brincando com Maomao, a gata.
— Sardenta! — exclamou Chou-u ao ver Maomao. Ele correu até ela, ainda segurando a gata, que se debateu, lutou e deu um chute na barriga de Chou-u até conseguir se soltar, então se escondeu atrás de Maomao (a garota). Pelo menos a gata ainda se lembrava dela.
Maomao pegou a criatura e a colocou do outro lado da cerca, de onde ela saiu correndo. Que bolinha de pelo caprichosa. Maomao esperava que a gata lhe trouxesse algumas ervas raras como agradecimento.

— Por que você nunca volta pra casa? — exigiu Chou-u.
— Porque estou trabalhando. Não tenho muita escolha. — Chou-u parecia prestes a se agarrar nela, então Maomao colocou a mão na cabeça dele para segurá-lo.
Hã? Era impressão dela ou ele tinha crescido? E a pele estava mais bronzeada, talvez por ficar brincando do lado de fora todos os dias. Os dentes da frente dele até tinham se alinhado, fazendo com que ele parecesse consideravelmente menos burro.
— Sazen está por aqui? — perguntou Maomao, olhando ao redor à procura do aprendiz de apotecário.
— Sim. Ele está com o cara de um olho só agora. — Então Kokuyou também estava ali.
Maomao se dirigiu até a farmácia, que ocupava um espaço alugado da Casa Verdigris, cumprimentando cortesãs conhecidas enquanto passava. Ela conseguia ouvir vozes vindas de dentro.
— Isso mesmo. Você precisa se certificar de moer ele até virar um pó bem fino. Se você errar nem que seja um pouquinho da quantidade ao fazer os comprimidos, eles não vão ter a mesma eficácia.
— Certo...
Sazen estava moendo alguma coisa, enquanto Kokuyou lhe dava instruções diligentes. Era ótimo que eles estivessem fazendo o trabalho deles, mas quando ela observou os dois dentro da loja, sua opinião azedou rapidamente.
Estava quente, o que explicava por que todas as portas e janelas estavam abertas, mas isso causava seus próprios problemas: várias cortesãs sorriam enquanto observavam os dois homens trabalhando naquele espaço apertado. Kokuyou podia até ser bastante atraente desde que mantivesse as cicatrizes do rosto cobertas, e embora a aparência de Sazen fosse comum, não dava para chamá-lo de feio.
Essas mulheres são podres até o âmago, pensou Maomao. Havia muitas mulheres por aí com entusiasmo por relações entre homens. A Casa Verdigris não trabalhava com a prostituição masculina, então Maomao tinha certeza de que as mulheres estavam se divertindo com aquilo.
Ela marchou até os dois homens, que pareciam não ter a menor ideia de que eram a fonte de tanto entretenimento.
— Parece que tudo está indo bem por aqui — disse ela.
— Ah, sim, estamos indo super bem! — respondeu Kokuyou, soando tão idiota quanto de costume.
— Hum, eu acho que tem sido bem difícil — disse Sazen. Ele mal conseguia esconder o ressentimento no rosto.
[Noelle: Sazen como sempre reclamão kkk]
— Fico tão feliz em saber que vocês não estão tendo problemas.
— Ei, você não está me ouvindo?! — reclamou Sazen. Ora, não tinha sido ele quem escreveu dizendo que estava tudo bem? Ou a velha tinha forçado ele a dizer aquilo? Maomao sabia que perguntar só faria ele começar uma longa lista de reclamações, então decidiu ignorá-lo. Sazen podia ser bem teimoso.
Maomao olhou ao redor da loja para garantir que tudo estava em ordem, fazendo uma verificação rápida para ver se algo estava em falta, ou se havia algo ali que não deveria estar.
— O que são esses? — perguntou ela. Havia algo sobre o armário de remédios, e não eram remédios. Na verdade, ela nunca tinha visto nada parecido com aquilo. Pareciam um pouco com bolachas finas de arroz. Algum tipo de lanche, talvez?
— Ah, isso aí. Esse é meu experimento mais recente! — disse Kokuyou, pegando um dos biscoitos e polvilhando um pouco de remédio triturado sobre ele. — As pessoas podem tomar o remédio colocando em cima de um desses e comendo. Ou podem amolecer com água e depois colocar dentro!
— Oh. Isso é novidade. — Maomao ficou genuinamente impressionada. Dizia-se que o melhor remédio para o corpo era o pior para o paladar, e uma das razões pelas quais algumas pessoas evitavam medicamentos era o gosto horrível. Maomao às vezes fazia as pessoas tomarem remédio aconselhando a misturar com mel, mas o mel era um item de luxo. Se houvesse uma forma de tomar remédio sem que ele tocasse a língua, ninguém precisaria se preocupar com o gosto. — Mas eles não são um pouco grandes para engolir?
— São. São, sim. Não recomendo para crianças nem idosos, eles podem engasgar. — Ele sacudiu um jarro de água, como para enfatizar que estava disponível. — Ouvi dizer que as pessoas no oeste tomam remédio assim o tempo todo. Dizem que lá as pessoas têm mais saliva que a gente.
— Sério? Você sabe bastante coisa... — Os olhos de Maomao começaram a brilhar. Kokuyou podia parecer um completo idiota, mas de fato sabia bastante sobre medicina. Ele certamente tinha uma base sólida; dava para perceber ouvindo-o instruir Sazen. — A propósito Kokuyou, onde você aprendeu medicina, afinal? — perguntou ela. — Não pode ter aprendido tudo sozinho, pode?
— Ha ha ha! A pessoa que me acolheu veio de um país do oeste. Cabelos dourados, muito pelo espesso por todo o rosto e pelo corpo.
— Era de Shaoh?
— Hum, mais a oeste que isso, eu acho — disse ele.
Isso foi o suficiente para despertar o interesse de Maomao.
— Você fala a língua dessa pessoa?
— Só um pouquinho.
— E onde está essa pessoa que te criou? — Ela gostaria de conhecê-la, se pudesse.
— Ah, ele já se foi. Foi isso aqui que levou ela — disse Kokuyou, apontando para as cicatrizes de varíola.
— Entendo... — Ela ficou triste ao ouvir isso. Não era incomum médicos contraírem doenças e morrerem, na verdade, isso acontecia o tempo todo. Eles passavam mais tempo com pessoas doentes do que qualquer outra pessoa.
Sazen, que tinha sido completamente deixado de fora da conversa, cutucou Maomao.
— Hum, desculpa interromper esse papo tão agradável — disse ele —, mas estão chamando você. — Ele apontou para fora, onde ela viu a madame e Lahan esperando.
Como de costume, Maomao se viu em uma sala privada projetada para conversas reservadas. A madame sempre providenciava acomodações de acordo com o potencial de lucro que via em um visitante; era uma de suas características mais curiosas. Hoje, os petiscos que ela ofereceu estavam um pouco acima da média. (Aliás, quando o “pai” de Lahan visitava o lugar, ela servia apenas água morna em uma xícara lascada. Pelo menos ela já não o expulsava mais com uma vassoura.)
— Ouvi dizer que você estava de folga hoje, então pensei que poderia estar aqui. Que sorte a minha, aqui está você!
— Sorte nada. Eu sei que você verificou antes de vir — disse Maomao. Lahan nunca faria algo assim sem os devidos preparativos. — Mas enfim, deixe as formalidades de lado e vá direto ao ponto, por favor. Estou ocupada.
— Ocupada com o quê? Conversando?
— Talvez. Mas conversar com você sempre parece perda de tempo.
— O tom! O tom de voz! Eu sou seu honrado irmão mais velho, você deveria falar comigo como tal!
Maomao estava cansada dessa troca de farpas; queria ir direto ao assunto.
— Eu sei por que você está aqui. É sobre aquilo que você queria com as assistentes médicas, não é?
— Que bom que estamos na mesma página — disse Lahan. Ele era um homem muito cauteloso. Sem dúvidas ele já tinha investigado o passado de Yao e En’en, entendido suas personalidades e não visto motivo de preocupação. Ainda assim, ele não estava disposto a confiar nelas com o cerne da questão. — Eu ainda tenho perguntas sobre o exame que vocês irão realizar na sacerdotisa de Shaoh.
— Como quais? — perguntou Maomao.
— Como, por exemplo, supondo que a sacerdotisa não seja realmente a sacerdotisa. Se é que você me entende.
Ela não entendeu.
— Não se faça de desentendido. Só me diga o que está acontecendo. — Maomao pegou um pãozinho cozido no vapor e deu uma mordida. O recheio era doce e pegajoso. Ela estalou a língua em reprovação e colocou a outra metade no prato de Lahan. Maomao não gostava muito de coisas doces, mas infelizmente a madame não se importava com isso. Ela queria agradar Lahan.
— Você ouviu o que a concubina disse: só uma mulher que nunca menstruou pode ser sacerdotisa.
— Sim, eu ouvi, mas existem mulheres que passam a vida inteira sem menstruar. — Era incomum, mas não era impossível.
Lahan, porém, disse:
— Sim, mas alguma dessas mulheres já teve um filho?
Isso fez Maomao congelar. Ela franziu a testa, surpresa.
— Isso viraria tudo de cabeça para baixo, não acha? — disse Lahan.
— Quando foi isso? — perguntou Maomao.
— Houve um período em que a sacerdotisa se sentiu indisposta e deixou a capital de Shaoh para se recuperar em outro lugar. Isso foi há cerca de vinte anos, e ela só voltou há poucos anos. Bem quando a concubina Aylin estava servindo como sacerdotisa aprendiz. Sacerdotisa aprendiz...
Maomao presumiu que, se Aylin tivesse sido uma aprendiz, ela estaria se preparando para se tornar a sacerdotisa de fato. Ou seja, se a atual sacerdotisa não estivesse lá, Aylin provavelmente já teria assumido o cargo.
Maomao tentou se lembrar de quando o pintor tinha visto a bela mulher pálida. Não havia tantas pessoas que se encaixavam na descrição dele, mas um pintor viajante normalmente não teria acesso a alguém tão importante quanto a sacerdotisa de Shaoh. Se ela estivesse fora, se recuperando no interior... então faria sentido. E se, durante esse período, a sacerdotisa tivesse tido um filho...
— Quais são as chances de uma mulher pálida dar à luz a uma filha pálida? — perguntou Lahan.
— Maiores do que uma nascer de pais não albinos, imagino — disse Maomao. Se o pai também fosse albino, uma criança pálida seria quase certa, mas mesmo que fosse só a mãe, ainda era bem possível. Se a sacerdotisa realmente tivesse tido um filho, isso levantaria uma série de questões. — Você está sugerindo que essa criança era a Dama Branca?
Lahan sorriu. A expressão era perturbadora em seu rosto.
— Não posso afirmar com certeza, mas faz sentido, não acha? Temos a Dama Branca sob custódia no momento, mas há uma coisa que ela não faz: dizer sob ordens de quem estava agindo. Embora a concubina Aylin esteja mais do que disposta a afirmar que foi sua colega emissária, Ayla.
Todos pareciam estranhamente obcecados com a Dama Branca.
— Você está dizendo que Lady Aylin viu esse bebê quando ele nasceu?
— Talvez seja por isso que ela recorreu a nós.
A Dama Branca, por algum motivo, estava causando caos em um país estrangeiro. Shaoh não acharia isso mais politicamente agradável do que Li. Algumas pessoas, porém, poderiam se sentir pessoalmente satisfeitas com isso.
— Só para ter certeza, o inimigo político que expulsou Lady Aylin de casa... não é essa sacerdotisa, é? Se fosse, isso explicaria algumas coisas — disse Maomao.
Aylin afirmava que Ayla estava por trás de tudo, mas e se ela mesma fosse quem manipulava a Dama Branca, causando problemas em nações vizinhas para derrubar a sacerdotisa pálida cuja posição ela invejava? Garantindo que a sacerdotisa não fosse um obstáculo quando, mais cedo ou mais tarde, Shaoh precisasse contar com a ajuda de Li?
Talvez estivessem pedindo a Maomao que descobrisse se a Dama Branca era filha da sacerdotisa porque esse conhecimento, por si só, seria uma carta poderosa.
Ela balançou a cabeça. Talvez eu esteja pensando demais. Mas, então, por que estavam pedindo que ela investigasse isso?
— Por enquanto, estou partindo do princípio de que a concubina Aylin está dizendo a verdade — disse Lahan. — Não acho que ela seja hostil à sacerdotisa, mas ela quer descobrir se a mulher está escondendo alguma coisa. Em termos simples, ela pode estar pensando que, quando a verdade vier à tona, isso dará a ela uma vantagem para trazer a sacerdotisa para o seu lado. Ela afirma que Ayla soltou a Dama Branca para enfraquecer a sacerdotisa, então ela pode muito bem acreditar que o inimigo do inimigo dela é seu amigo.
— É impressionante como coisas tão desagradáveis saem com tanta facilidade da sua boca.
Governos, no entanto, não eram monolíticos; poderia se dizer que eram trilíticos ou até quadrilíticos. Aylin, afastada politicamente, talvez estivesse disposta a usar qualquer meio disponível para se vingar.
Mas ela não parecia assim quando esteve aqui no ano passado...
As duas emissárias tinham vindo vestidas com roupas iguais, parecendo praticamente irmãs gêmeas. Será que tanta coisa podia ter mudado assim em apenas um ano?
— Tem certeza de que não está só ajudando a Lady Aylin porque tem uma queda por mulheres bonitas? — perguntou Maomao.
— Que acusação é essa para se fazer contra seu honrado irmão mais velho?! —
Ela decidiu ignorar aquilo. Não tinha tempo para isso.
Na política, nunca se sabe quem poderia se tornar seu inimigo ou quando. Talvez Aylin tenha entrado no palácio interno porque sabia que Li havia capturado a Dama Branca. Se ela conseguisse trazer a sacerdotisa para o seu lado, pretendia voltar para Shaoh?
Isso tudo é tão complicado. Havia tantas perguntas, tanto espaço para dúvidas. Ela realmente compartilharia a verdade sobre a Dama Branca com alguém de outro país tão facilmente, mesmo que fosse para conquistar a sacerdotisa? Isso não acabaria se tornando um grande problema para Shaoh? Bom, ela deve ter seus próprios motivos.
Mesmo Maomao, que não era envolvida com política, entendia uma coisa: Li não podia simplesmente executar a Dama Branca. Esse precisava ser o ponto de partida para tudo.
Felizmente, Lahan pareceu perceber o que ela estava pensando.
— Parece que você não está entendendo onde quero chegar. Deixe-me colocar assim: se a Dama Branca for filha da sacerdotisa, então, enquanto a tivermos sob nossa custódia, teremos influência sobre a sacerdotisa, e também um trunfo contra Ayla, que expulsou Aylin de Shaoh.
A Dama Branca era a chave para a situação internacional atual. Maomao franziu a testa.
— Você entende por que eu não posso falar disso com mais ninguém. — Presumivelmente, ele se referia a Yao e En’en.
— Isso não é desculpa para me arrastar para isso — disse Maomao. Ela teve vontade de quebrar aqueles óculos idiotas dele.
— Eu estava realmente preocupado com o que faria se você não tivesse passado no nosso teste. Acho que teria que recorrer à nobre “Sui”, mas, considerando a posição dela, o trabalho envolvido seria inimaginável.
Maomao supôs que ele estava se referindo a Suirei. Usar alguém que oficialmente não deveria mais existir exigiria uma identidade falsa. Poderiam alegar facilmente que ela era filha de algum burocrata, mas sua origem real ainda poderia causar problemas, sem mencionar que ela já tinha frequentado o escritório médico no passado. No mínimo, todos ficariam chocados ao ver uma mulher que morreu “voltar à vida”.
Maomao estava preocupada com qual “status” receberia após esse exame mais recente. Desde o início, ela tinha insistido para que a tratassem simplesmente como a filha adotiva de Luomen. Agora que ele era um membro oficial da equipe médica, isso não deveria ser um problema.
— Então, o quê? Você quer que eu vá para Shaoh desta vez? Já foi difícil o suficiente ir até a capital do oeste e voltar. — Maomao quase perdeu a noção de quanto tempo aquela viagem de ida e volta levou.
— Isso é uma coisa com a qual você não precisa se preocupar — disse Lahan, mastigando a outra metade do pão que Maomao tinha deixado. — A sacerdotisa vai vir para cá.
— Ela vai o quê?! — Maomao quase gritou, assustando Lahan a ponto dele se engasgar com o pão e precisar tomar um gole de chá. — Como assim, vir para cá? Se ela está doente, você não pode fazê-la viajar tudo isso! — Ela esfregou as têmporas.
Lahan limpou o chá da boca com a mão e então levantou a palma de forma autoritária para detê-la.
— Isso é política. Li pesa tanto nas decisões de Shaoh quanto Shaoh pesa nas nossas. Naturalmente, eles vão querer estar presentes em uma grande cerimônia.
— Grande cerimônia?
— Você não ficou sabendo? Agora que a Imperatriz Gyokuyou é oficialmente esposa de Sua Majestade e o filho dela é o próximo na linha de sucessão, a família dela vai receber um nome oficialmente. Do ponto de vista de Shaoh, isso significa um clã forte, com ligação direta com a família imperial, bem na fronteira deles. Eles não vão querer parecer inferiores.
— Certo.
Ele estava falando da apresentação formal do jovem príncipe, uma ocasião importante o suficiente para contar com emissários de outros países.
Os outros filhos de Sua Majestade não viveram tempo suficiente, refletiu Maomao. Todos morreram antes que uma cerimônia dessas pudesse acontecer. Ainda assim, o príncipe atual tinha menos de um ano. Talvez houvesse motivos políticos para apresentá-lo tão cedo.
— Admito que a viagem não é curta, independentemente da forma como a faça, mas Shaoh tem uma grande rota marítima. Se aproveitarem os ventos sazonais, é muito mais rápido do que fazer a viagem por terra — disse Lahan.
— Ainda assim, não tenho certeza. — Se algo acontecesse com a sacerdotisa enquanto ela estivesse no exterior, seria fácil, e preocupante, imaginar a responsabilidade recaindo sobre o país anfitrião. Receber dignitários estrangeiros sempre envolvia esse tipo de risco; inimigos políticos deles poderiam até ver esses momentos como oportunidades. Por outro lado, se tudo corresse bem, fortaleceria os laços com Shaoh.
— Eu sei que você pode não querer fazer isso, mas precisa. É por isso que estou aqui, pedindo.
Maomao ficou em silêncio, de mau humor, tomando seu chá frio. Ela já tinha ouvido o suficiente para não poder mais fingir que podia ignorar a situação.
— A propósito, essa foi uma ideia do Mestre Jinshi.
Aquele desgraçado, pensou Maomao. As palavras quase escaparam de sua boca, mas ela conseguiu se conter. Com o status social que ele tinha, Jinshi não podia se envolver pessoalmente em qualquer coisa, mas Maomao gostaria que ele pensasse um pouco mais nas pessoas que acabava envolvendo em seu lugar.
— Imagino que serei devidamente recompensada por esse trabalho — disse Maomao.
— Deixe a negociação comigo. — Lahan bateu no peito, a luz refletindo em seus óculos. Se havia uma coisa em que Maomao podia confiar nele, era nisso.
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