Volume 7
Capítulo 9: A Imperatriz
E assim, a concubina se tornou imperatriz. Gyokuyou agora estava formalmente casada com Sua Majestade, e era importante que deixasse isso claro para todos ao seu redor. Em batalha, você poderia minimizar as baixas se tivesse uma vantagem esmagadora de força. Se uma concubina de posição semelhante à de Gyokuyou tivesse dado à luz a um filho ao mesmo tempo que ela, poderia ter havido um banho de sangue. Mas foi Gyokuyou quem ascendeu ao posto de Imperatriz, porque deu à luz ao seu filho antes que Lihua tivesse seu próprio herdeiro homem.
A linhagem familiar de Lihua a tornava mais do que qualificada para ser Imperatriz, mas, embora ela já tivesse dado à luz a um filho antes, ela não foi elevada a essa posição. Não sem motivo.
Por um lado, não havia como saber por quanto tempo sua criança viveria. Mas a própria linhagem também era, em certa medida, um problema.
O Imperador parecia estar tentando evitar casar-se com alguém que tivesse laços de parentesco muito próximos com ele, pois, no passado, foi precisamente isso que enfraqueceu a linhagem imperial e permitiu que uma única doença exterminasse seus membros, um após o outro. Lihua tinha todo o direito de ser Imperatriz, mas sua ascendência, sobre a qual não tinha controle, ficava em seu caminho.
Talvez houvesse mais uma razão também: a necessidade de se aproximar da família de Gyokuyou pensando na diplomacia futura.
Seja como for, a Imperatriz Gyokuyou agora se erguia em status até acima daqueles que viviam “acima das nuvens” na corte imperial. Era de se esperar que pessoas que não a conheciam pessoalmente pudessem se encolher diante de sua presença, e era exatamente o que faziam.
— Hee hee hee! Espero que goste dos meus quitutes. — Já fazia quase seis meses desde que Maomao tinha ouvido aquele tom doce de quem preparava aquelas iguarias não tão doces: Yinghua, uma dama de companhia extremamente competente, mas também rápida em captar rumores e fofocas. Maomao ficou contente ao ver que Yinghua a tratava da mesma forma de sempre, mesmo que ela não ousasse fazer algo tão imprudente quanto falar com ela. A chefe das damas de companhia, Hongniang, observava ambas atentamente. No entanto, a supervisora logo se afastou.
Será que eu posso pegar um? Maomao se perguntou.
Nem todos na sala tinham disposição para esse tipo de pensamento tão frívolo. Ao lado de Maomao, Yao estava rígida como um bloco de gelo. En’en mantinha uma expressão impassível, mas os olhares furtivos que lançava a Yao sugeriam que estava preocupada com ela. Depois que as mulheres se acostumaram a fazer visitas médicas às concubinas no palácio interno, finalmente foram chamadas para participar de uma visita à própria Imperatriz Gyokuyou.
Sem dúvida, Gyokuyou estava ansiosa por isso. Afinal, foi ela quem recomendou pessoalmente a Maomao para fazer o exame de assistente médica. Ela encarava a visita de Maomao como um de seus raros prazeres e a tratava quase como uma festa de chá.
— Ah, onde, cof, está o Dr. Kan? — Yao perguntou a Yinghua. Dr. Kan — era assim que se referia ao pai de Maomao, cujo nome completo era Kan Luomen.
— Ele foi examinar o jovem príncipe — respondeu Yinghua. — Já que vocês estão aqui, Lady Lingli e as damas de companhia também passarão por exames. Não há nada para fazer enquanto isso, então Lady Gyokuyou sugeriu um chá. — Hongniang devia ter ido supervisionar os exames.
A princesa Lingli havia crescido bastante desde a última vez que Maomao a viu. Quando chegaram ao palácio, a criança, que antes era apenas um bebê, correu para ver os visitantes. Ela parecia ter herdado o temperamento obstinado da mãe. Infelizmente, ela não se lembrava de Maomao, mas tomou as recém-chegadas por companheiras de brincadeira e as seguiu por toda parte até que Hongniang a afastou. A princesa pareceu bastante desapontada. Maomao imaginou que ainda a veria novamente.
Pelo menos ela está saudável. As duas estão. A Imperatriz Gyokuyou sentou-se diante de Maomao, com os olhos brilhando, ansiosa por qualquer sinal de uma história divertida, picante ou simplesmente interessante. O que, infelizmente, eu não tenho e, mesmo que tivesse, provavelmente não poderia contar. Bem, ela tinha algumas histórias sobre o comandante militar, mas preferia não falar dele e decidiu guardá-las para si.
Yinghua se sentou com elas e disse:
— Eu adoraria ouvir alguma história picante. Você não tem nada?
Sempre insistindo... pensou Maomao. Se conseguisse inventar uma boa anedota envolvente na ora, talvez fosse considerada uma conversadora melhor, mas infelizmente conversa fiada não era seu forte.
Quem se ofereceu, porém, foi alguém totalmente inesperado: En’en.
— Eu tenho uma história, embora não saiba se é exatamente o tipo que você quer ouvir.
— Oh, sério?
— É sobre algo que aconteceu há muito tempo. Tudo bem?
— Mal posso esperar para ouvir — disse Gyokuyou, cheia de curiosidade.
En’en, normalmente tão reservada, começou a contar.
○●○
Há muito tempo, dois chefes de cozinha se viram competindo entre si, não apenas por orgulho, mas para conquistar o cargo de chefe principal na casa de um homem rico. Um deles havia nascido e crescido naquela terra, enquanto o outro era um jovem promissor vindo de outro lugar. Vamos chamá-los de Chefe e Jovem Chefe.
A competição consistia em preparar as comidas favoritas do mestre: ovos e bolinhos. Ele também adorava cogumelos, então alguns bem caros foram disponibilizados para os chefes. Ambos eram cozinheiros experientes; conseguiam demonstrar habilidade até nos pratos mais simples.
Em teoria, não deveria haver grande diferença entre eles. Para o Jovem Chefe, porém, as coisas não correram bem. Os ovos ficaram especialmente ruins, impossíveis de serem apresentados ao mestre. Ele ao menos conseguiu preparar alguns bolinhos, mas, quando o mestre os provou, ficou furioso e ameaçou matá-lo na hora.
O Jovem Chefe ficou completamente confuso. A comida havia sido preparada apenas com os ingredientes fornecidos, que deveriam ser idênticos aos usados pelo outro chefe.
O que, afinal, havia dado errado?
○●○
Isso não é tanto uma história mas sim... um enigma, pensou Maomao. Ela olhou para En’en e percebeu que aquilo era algum tipo de teste.
— Você sabe por que os pratos deram tão errado? — perguntou En’en, lançando um olhar na direção de Maomao. A situação parecia estranhamente familiar.
— O Jovem Chefe não teria simplesmente errado a receita? — Yinghua perguntou. Ela ainda parecia a mais voltada para assuntos domésticos do que as outras, como quando Maomao vivia no Pavilhão Jade. — Afinal, ele é jovem.
— Sim, mas ainda assim um chefe de primeira linha. Caso contrário, não teria sido chamado de tão longe — explicou En’en, enquanto sua senhora, Yao, permanecia em silêncio, encarando fixamente as ondulações no chá.
Isso deve ter sido um erro sério. Se os bolinhos provocaram tamanha reação, devia ser algo no nível de confundir sal com açúcar. Talvez o paladar do cozinheiro estivesse comprometido? Não, isso não parecia provável. Maomao achou mais provável que algo já estivesse errado desde o começo.
— Algumas perguntas — disse ela, levantando a mão.
— Pode perguntar — respondeu En’en.
— Que tipo de água foi usada no preparo?
— Água não é só água? Você não usaria água do mar de propósito, usaria? — retrucou Yinghua.
Maomao teria balançado a cabeça, mas En’en fez isso antes.
— Não era água do mar. No entanto, água doce era muito valiosa naquele lugar, então era comum usar água do mar para qualquer coisa que não fosse beber. A água lá já era cheia de minérios, e a região produzia sal-gema, então era comum adicioná-lo.
— Isso significa que um cozinheiro que não conhecesse bem as características da água local poderia acabar cozinhando com água salgada sem perceber — disse Maomao.
En’en assentiu, enquanto Yinghua bateu palmas, como se tudo fizesse sentido de repente. Ela mesma cozinhava no Pavilhão Jade, então parecia ter entendido o ocorrido.
A Imperatriz Gyokuyou, porém, ainda parecia confusa.
— Seria tão ruim assim cozinhar bolinhos em água salgada? — perguntou ela.
Foi Maomao quem respondeu: — Você tira os bolinhos da água assim que eles cozinham por completo. Eles flutuam até a superfície, e é assim que você sabe que estão prontos. — A presença de sal na água mudaria isso. Isso tornaria a água mais densa, fazendo com que os bolinhos flutuassem antes de estarem totalmente cozidos.
— Então os bolinhos estavam crus?
— Sim, senhora — disse Maomao.
En’en assentiu. Ao que tudo indicava, Maomao havia acertado.
— E quanto aos ovos? A água salgada não teria nada a ver com isso, teria? — perguntou Yinghua.
— Se soubéssemos exatamente qual prato de ovos foi feito e quais ingredientes foram usados, acredito que poderíamos responder isso também — disse Maomao.
— Então, o que você acha que eles prepararam e o que você acha que eles usaram? — retrucou En’en.
— Vou arriscar: um creme de ovos no vapor e cogumelo maitake.
O cogumelo maitake era um ingrediente de luxo em alguns lugares. Foi a primeira coisa que Maomao pensou quando En’en mencionou cogumelos.
— Sua textura agradável é parte do que o torna saboroso, então imagino que o Jovem Chefe quis evitar cozinhá-lo demais. No entanto, o maitake cru pode amaciar a carne. Presumivelmente, o ovo não firmou corretamente.
— Ah! — Os olhos de Yinghua brilharam com interesse.
— Exatamente isso — disse En’en, erguendo até uma sobrancelha. Ela ainda era quase inexpressiva, mas parecia um pouco desconcertada com a rapidez da resposta de Maomao.
Já fazia algum tempo que En’en estava mais falante que o normal; em contraste, Yao permanecia em silêncio, olhando para o chão, quase como se estivesse envergonhada.
— E então, o que aconteceu com eles? O que aconteceu com o Jovem Chefe? — perguntou Yinghua.
— Não se preocupe. Ele foi resgatado por outra pessoa importante. Não se tornou chefe na casa daquele homem rico, mas encontrou trabalho em outra residência, onde alguém desejava comer um bom creme de ovos. Felizmente, essa jovem era filha de alguém que conhecia o Jovem Chefe.
— Que bom ouvir isso — riu a Imperatriz Gyokuyou.
— Sim, milady. Acontece que o Jovem Chefe tinha uma irmã mais nova, e graças a essa reviravolta, ambos foram salvos de não terem para onde ir.
Os cantos da boca de En’en se ergueram.
Nossa, então ela consegue sorrir? Era um sorriso gentil, e parecia direcionado à tímida Yao. Entendo. Maomao achou que compreendia por que En’en havia escolhido contar aquela história. Manter-se em silêncio e fingir ignorância era, para Maomao, sua própria forma de gentileza.
A conversa parecia tão agradável para a Imperatriz Gyokuyou quanto era motivo de ansiedade para Yao e as outras. Após a história de En’en, houve um pouco de fofoca amigável, até que o velho de Maomao voltou em meio a um alvoroço: Hongniang estava lá, segurando o príncipe herdeiro, com a princesa Lingli ao seu lado.
— A criança é o retrato da saúde — anunciou Luomen.
— Que maravilha ouvir isso — disse Gyokuyou, visivelmente aliviada. Os dentes do bebê já estavam começando a nascer; pequenos brilhos brancos podiam ser vistos quando ele abria a boca.
— Tenho algumas preocupações quanto ao desmame dele — disse Luomen a Hongniang e à Imperatriz. O corpo das pessoas tolerava coisas diferentes. Não se podia dar mel a bebês, e peixe ou trigo podiam causar reações alérgicas. — Quando introduzirem novos alimentos na dieta do príncipe, façam isso aos poucos, e apenas um alimento novo por vez.
Se começassem com vários alimentos novos ao mesmo tempo, seria impossível identificar o problema caso ele tivesse alguma reação.
Estamos falando do próprio filho do Imperador, pensou Maomao.
Pessoas comuns, especialmente aquelas que viviam nas áreas mais pobres, não se preocupavam em dar o alimento errado a um bebê, muitas vezes, não tinham alimento algum para oferecer.
Yao e En’en ouviam atentamente o que Luomen dizia. Aliás, o médico charlatão também estava tomando notas.
— Será seguro para o príncipe aparecer em sua apresentação? — perguntou Gyokuyou, com um tom de preocupação na voz.
— Sinceramente, não recomendaria mantê-lo em um ambiente desconhecido por muito tempo. Crianças se cansam facilmente. — Ele poderia começar a chorar quando todos deveriam estar em silêncio, ou precisar trocar a fralda. Ele poderia sentir fome.
Dois anos antes, a princesa Lingli havia participado de uma das festas no jardim, e foi uma experiência difícil. Elas tiveram que colocar pedras aquecidas em seu berço para evitar com que ela pegasse um resfriado. Esta apresentação seria ainda mais longa do que aquela.
— Direi a Sua Majestade que acho melhor nosso filho não ficar por muito tempo — disse Gyokuyou.
— Agradeço pela compreensão, senhora — respondeu Luomen.
Maomao conseguia entender por que a Imperatriz estava preocupada. Seu filho era apenas uma das crianças do Imperador; havia também a princesa Lingli, e o filho da concubina Lihua. Ele também tinha direito ao trono. Embora Maomao não acreditasse que Lihua faria algo impensável, outros, movidos pela ambição, talvez não fossem tão escrupulosos. Lihua não podia controlar todos que pudessem se sentir tentados a atentar contra a vida do príncipe. Poderia haver outros, desconhecidos ou fora de seu alcance, tramando contra o príncipe herdeiro.
No passado, houve uma dama do palácio que tentou envenenar uma das concubinas. Ela fez isso por amor à própria senhora, totalmente sem o conhecimento ou consentimento da concubina. Seu plano falhou. Qualquer um que desejasse que a concubina Lihua se tornasse a mãe da nação veria o atual príncipe herdeiro como um obstáculo a ser removido.
Sim, havia muitos perigos.
Falando em possíveis perigos... Já fazia algum tempo desde que Maomao viu Jinshi, mas onde ele se encaixava em tudo isso? Ele também tem seu direito próprio à sucessão do trono.
Jinshi viria depois do príncipe herdeiro e do filho da concubina Lihua. Normalmente, um bebê não seria nomeado príncipe herdeiro tão cedo; receberia mais tempo para crescer e ser observado pelos que o cercavam. Jinshi, no entanto, demonstrava total desinteresse em se tornar imperador; ele havia ficado abertamente satisfeito com o nascimento do príncipe e até esperava ser reduzido à posição de um simples conselheiro. Mas isso não era uma decisão que cabia a ele.
Então, como tudo isso vai se resolver? Maomao pensou, olhando para a mão do príncipe, tão vermelha e delicada quanto uma folha de bordo.
— Já acabou? Quando vocês voltarão? — perguntou a Imperatriz Gyokuyou, que queria continuar conversando. Hongniang permanecia em silêncio ao seu lado.
Eles estavam prestes a deixar a residência da Imperatriz quando passos apressados vieram atrás delas. Era Yinghua.
— Pare com isso, é indecoroso — disse Hongniang. Ela se conteve em uma repreensão discreta por causa da presença dos médicos, mas Maomao sabia que Yinghua ainda provaria dos nós dos dedos dela mais tarde.
— Acho que você esqueceu algo aqui. Poderia fazer a gentileza de voltar para pegar? — disse Yinghua, puxando o pulso de Maomao. Ela estava sorrindo.
Assim que ficaram fora de vista das outras, ela soltou Maomao.
— Eu realmente esqueci algo? — perguntou Maomao.
— Ah, claro que não. Eu inventei isso agora — disse Yinghua. — A não ser que isso conte. — Ela colocou algo na palma da mão de Maomao: um enfeite de cabelo com um ornamento de jade. O símbolo de Gyokuyou. Maomao havia recebido um colar do mesmo material quando servia no Pavilhão Jade.
— Lady Gyokuyou mandou fazer para todas as damas de companhia quando se tornou Imperatriz. Eu também ganhei um!
— Isso é ótimo, mas eu não sou uma das damas dela.
— Ela mandou fazer um extra para você, esperando que talvez você voltasse. Ela pediu que eu te entregasse agora há pouco. Disse que seria um desperdício deixá-lo parado.
Se isso fosse verdade, seria falta de educação não aceitar o presente. No entanto, Maomao agora sabia que havia um significado especial em aceitar um enfeite de cabelo.
— Lady Gyokuyou gostaria que você voltasse a trabalhar para ela. Você pode voltar quando quiser — disse Yinghua.
Mais fácil falar do que fazer, pensou Maomao. Era uma oportunidade enorme, daquelas que não surgem todos os dias, e, de certa forma, era uma pena ter que recusá-la. Maomao acreditava que a vida servindo à Imperatriz Gyokuyou seria agradável, à sua maneira. Mas eu simplesmente não me encaixo. Não apenas em termos de status social; a personalidade de Maomao seria como uma peça quadrada tentando se encaixar em um buraco redondo no estilo de vida da Imperatriz.
— Ah, é verdade. As pessoas fariam perguntas se o enfeite de cabelo fosse a única coisa que eu te desse. — Yinghua entregou a Maomao três pacotes de papel que exalavam um leve aroma de manteiga. — Divida com as outras garotas, está bem? Desculpa, sei que você prefere coisas salgadas.
Então ela já tinha até um presente apropriado preparado. Maomao pegou os quitutes e voltou para a entrada principal, onde os outros a aguardavam.
[Noelle: Lindo esse carinho que elas ainda nutrem pela Maomao mas agora ela vive outra realidade, de assistente médica e quem sabe uma futura médica não é mesmo? Não se sabe né, além de que isso seria bem problemático agora que as pessoas sabem que Maomao é uma Kan e talvez uma futura pretende de Jinshi, bem problemático a Imperatriz até cogitar isso rsrs]
[Kessel: Eu concordo com tudo que a Noelle disse. Dito isso, volta Maomao! A Gyokuyou é uma chefe perfeita (diferente do Jinshi, rsrs) e teremos Maomao (a gata) brincando com a princesa Lingli! Só vejo benefícios. Brincadeira... É que tenho muitas saudades de ver a Imperatriz dando risada das bobagens do Jinshi com a Maomao nos primeiros volumes… olha quanta coisa mudou desde então. Perdão, a nostalgia bateu… Xiaolan, Shisui… </3]
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