Diários de uma Apotecária Japonesa

Tradução: Kessel

Revisão: noelletokito


Volume 4

Capítulo 2: Seki-u

Sinto como se estivesse sendo… encarada, pensou Maomao. Por quem? Pelas três pessoas à sua frente.

O lanche de hoje foram pãezinhos cozidos no vapor. Alguns tinham pasta de feijão vermelho, mas outros eram simples, sem recheio, e Maomao, que não gostava muito de doces, preferia esses. Em vez da pasta de feijão, ela gostava de comê-los com legumes cozidos que tinham sobrado.

No Pavilhão Jade, as damas de companhia faziam suas pausas em turnos. Maomao frequentemente fazia sua pausa ao mesmo tempo que Hongniang ou Yinghua, e ultimamente ela simplesmente vinha se ausentando do pavilhão com frequência, mas agora estava em sua pausa com as três novas garotas.

Para ser sincera, ela estava desconfortável. Maomao não era muito boa com pessoas; fazia um mês que as novas garotas tinham chegado, e só agora ela estava começando a se lembrar dos nomes delas. As três eram muito parecidas. A princípio, Maomao pensou que fosse simplesmente porque compartilhavam a mesma cidade natal, mas, na verdade, eram irmãs.

Haku-u, Koku-u e Seki-u, ela repetia para si mesma. Os nomes em si não eram difíceis de lembrar. Significavam Pena Branca, Pena Negra e Pena Vermelha. Lembrar qual das garotas era qual, essa era a parte complicada. Ela já as havia confundido várias vezes, até que, em um momento de exasperação, as garotas começaram a usar uma faixa de cabelo que combinava com a cor de seus nomes (algo parecido com o que as emissárias especiais haviam feito), e então Maomao finalmente conseguiu se lembrar de quem era quem.

Elas não eram trigêmeas, mas haviam nascido em anos consecutivos: Haku-u era a mais velha, seguida por Koku-u e depois por Seki-u. Eram belas, como convinha às damas de companhia de uma concubina de alto escalão; suas sobrancelhas espessas sugeriam que haviam sido desenhadas com carvão. Todas tinham lindos olhos amendoados, mas foi a do meio, Koku-u, que transmitia a Maomao a impressão de ter o espírito mais forte. 

— Não vai querer nenhum? — perguntou Maomao. Ela já estava sentada e começou a comer um dos pãezinhos cozidos no vapor. O chá estava à espera; Guiyuan, que tinha feito sua pausa pouco antes delas, tinha preparado ele. As folhas já tinham sido infusionadas, mas ainda assim estava bastante saboroso.

— Claro… — A irmã mais velha, Haku-u, sentou-se, seguida por Koku-u e depois por Seki-u.

Ninguém disse nada. Maomao não se importava com o silêncio em si, mas sentia-se estranha por ter pessoas a observando comer. Talvez quisessem dizer algo. Se quisessem, ela gostaria que dissessem logo. Maomao não tinha interesse em arrancar palavras de ninguém. Com superiores era uma coisa, mas com colegas, ela não ia se esforçar tanto por pessoas por quem não sentia nenhum afeto especial.

No fim, elas comeram seus pãezinhos em silêncio. Talvez as meninas novas sentissem que não podiam dizer nada se Maomao não falasse primeiro. Elas deveriam ter conversado entre si, sem se importar com ela, pensou Maomao.

Ela terminou o lanche e engoliu o restante do chá.  Haku-u, a jovem com a faixa branca no cabelo, olhou para Maomao e finalmente falou:  — Tenho uma pergunta. Se não se importar. Sua fala foi deliberada e cuidadosa. Maomao ouvira dizer que Seki-u, a mais nova, tinha a mesma idade que ela, o que significava que Haku-u devia ter uns vinte anos este ano. Isso a tornaria tão velha quanto Gyokuyou e mais velha que Yinghua e as outras; talvez isso explicasse sua compostura. 

— Como, se me permite perguntar, você veio trabalhar no Pavilhão Jade?

— Como?

Bem, não havia gente suficiente no Pavilhão Jade, e Jinshi a obrigou a servir como provadora de comida num momento que ele considerou conveniente. Maomao presumiu que Yinghua ou alguma das outras tivesse contado isso às novatas em algum momento.

— Sim, sabemos disso — disse Haku-u. — Mas isso não explica muita coisa. Gyokuyou não confia facilmente em ninguém, mas confia em você. Por quê? — Ela fez uma careta ao dizer Gyokuyou, sem título ou honorífico.

Entendi, pensou Maomao. Talvez Haku-u se sentisse próxima de Gyokuyou por terem a mesma idade. Não deveria surpreender que ela desconfiasse de uma desconhecida se aproximando da concubina.

— De verdade, sou apenas uma provadora de comida. Se alguém tentasse envenenar a concubina Gyokuyou, eu sofreria as consequências. Peço que me vejam apenas nessa função.

Era uma resposta sincera. Não havia necessidade alguma de lhes contar sobre o incidente do pó facial tóxico que levou Maomao a conhecer Gyokuyou.

— Disseram que você não mede palavras. E parece que é verdade.

— Obrigada. — Maomao não tinha certeza se aquilo era realmente um elogio, mas curvou a cabeça mesmo assim. Haku-u podia ser uma recém-chegada, mas, ainda sim, tinha uma posição superior à de Maomao.

— Também ouvi dizer que você tem muitos amigos fora daqui, mas espero que não passe muito tempo socializando. Minhas irmãs e eu estamos tentando nos adaptar à vida no palácio interno. Você deve saber que nos sentimos sozinhas quando nossos colegas mais experientes passam o tempo todo fora. Minha irmã mais nova, em particular. 

Haku-u cutucou a irmã mais nova com o cotovelo; mas Seki-u, a garota com a faixa vermelha, desviou o olhar como se negasse.

Elas não estavam erradas, refletiu Maomao. Ela vinha passando muito tempo com Xiaolan e Shisui ultimamente, e agora percebia que isso não tinha sido totalmente apropriado.

Ironicamente, porém, ela havia prometido a Xiaolan e Shisui que iria vê-las mais tarde naquele dia. Fazer a depilação das concubinas havia se tornado a tarefa de Maomao. Se ela desistisse agora, as outras duas teriam que se virar para substituí-la. Ela estava justamente preocupada com o que fazer quando teve uma ideia. Tudo o que ela realmente precisava era de alguém para ficar de olho nela, para garantir que ela não fizesse nada suspeito, certo?

— Então por que perder tempo? — disse ela. — Vamos a casa de banhos hoje.

— Hã? — disse Seki-u, pega de surpresa pelo convite. As três irmãs podiam ser muito semelhantes fisicamente, mas suas idades ainda as diferenciavam. Seki-u parecia bastante inocente. Contanto que não fosse muito brusca, Xiaolan e Shisui conseguiriam lidar com ela facilmente. E Maomao permitiria.

Quando ela disse “casa de banhos”, Haku-u e Koku-u se entreolharam. Seria apenas imaginação de Maomao, ou eles trocaram um sorriso por um breve instante?

— Talvez seja uma boa ideia. Seki-u, faria bem a você passar um tempo com outras garotas que não sejam suas irmãs.

— Mas, irmã!

— É, sabe, você pode ter razão. Além disso, Lady Gyokuyou os ordenou que fôssemos aos banhos de vez em quando. 

— Isso é verdade.

De certa forma, investigar escândalos era um trabalho em si. Maomao chamou Seki-u para perto dela.

— Koku-u, por que você não vem também? — arriscou Seki-u.

— Desculpe, preciso trabalhar. Divirta-se! — A segunda irmã, geralmente quieta, concordou com a mais velha, deixando a irmã mais nova sem muita escolha.

Maomao, por sua vez, achava que tinha começado a entender a hierarquia específica entre as irmãs.

— Sou Seki-u. Prazer em conhecê-las — disse Seki-u, nervosa. Xiaolan e Shisui, por sua vez, estavam radiantes de interesse na nova companheira de Maomao.

— Ooh! — disse Xiaolan — Você tem uma nova amigaaaa, Maomao?  

— Ora, ora — acrescentou Shisui.

As duas conseguiram cercar Seki-u sozinhas. Maomao as ignorou, assim como a nova conhecida trêmula, certificando-se de que tinha tudo o que precisaria. Ela tinha um bálsamo de beleza, caso o processo de depilação irritasse a pele de alguém, e um fio de seda. Ela queria trazer os "livros didáticos" restantes do distrito do prazer na esperança de vender alguns, mas desistiu da ideia: seria muito difícil com Seki-u por perto.

Falando da Seki-u, ela olhava para Maomao com um olhar suplicante, evidentemente vendo-a como seu porto seguro agora que suas irmãs não estavam por perto.

Acho que devo resgatá-la, pensou Maomao. Ela apontou na direção do banho como quem diz "vamos lá", e Xiaolan e Shisui levantaram as mãos e saíram correndo.

— Quem são elas? — perguntou Seki-u.

— Elas são inofensivas. — Eu acho, Maomao adicionou mentalmente. Então ela própria começou a caminhar em direção à casa dos banhos.

— Espere por mim! — gritou Seki-u, e correu atrás dela.

O trabalho não seria tão árduo hoje, já que várias massagistas adicionais haviam aparecido recentemente. Ao espionar os banhos, viram outra dama da corte massageando. Talvez as outras mulheres tivessem começado a se interessar quando perceberam que Maomao e as outras estavam recebendo pequenas regalias das concubinas. A massagista anterior evidentemente havia sido mais discreta em relação a isso.

Maomao tirou a roupa, ficando apenas de avental no vestiário, e depois seguiu para a área de banho com seu balde cheio de ferramentas. Seki-u, no entanto, ficou parada, inquieta e desconfortável.

— Qual é o problema? — perguntou Xiaolan, séria. 

— É só isso que iremos vestir? — perguntou Seki-u.

— Sim. Fica quente na banheira se você estiver com muita roupa.

Ao que parece, Seki-u ficou envergonhada. Shisui aproximou-se por trás dela com um sorriso malicioso, agarrou sua faixa e a puxou, soltando-a. Tirou o robe de Seki-u e o ergueu no ar.

— Huh! — exclamaram Maomao e Xiaolan em uníssono. Ambas pareciam estar pensando a mesma coisa: que Seki-u não tinha nada do que se envergonhar. (Xiaolan, assim como Maomao, tinha formas bastante modestas.)

— Ah, está tudo bem — disse Shisui, que por sua vez, possui uma forma bem maior que apenas uma modesta.

— Bem coisa nenhuma! — exclamou Seki-u. — Quem me dera ser plana como uma tábua! — Ela olhou para Maomao e Xiaolan. Xiaolan começava a parecer irritada, e os olhos de várias mulheres próximas também brilharam. Nesse ritmo, ela ia arranjar inimigas, pensou Maomao.

Shisui pareceu ter a mesma intuição, pois entregou a Seki-u um avental em vez de seu roupão. — Claro. Claro, entendo você. Vamos logo para os banhos — disse ela, dando algumas palmadinhas encorajadoras no ombro de Seki-u.

Eu sabia que seria fácil provocá-la, pensou Maomao, mas nunca imaginei que seria tão fácil. Ela seguiu Seki-u e Shisui em direção à área de banho.

A relutância de Seki-u em expor o corpo sugeria que ela vinha de um lugar sem o costume de tomar banho regularmente. Ela era da mesma aldeia que a concubina Gyokuyou, o que significa que ela era das terras áridas do oeste. A água era um recurso precioso por lá; não é de admirar que Seki-u não estivesse acostumada a tomar banho. Eles tinham saunas, mas provavelmente não grandes casas de banho como esta.

— Como você tem se virado todo esse tempo? — No deserto, talvez fosse uma coisa, mas por aqui, seu odor corporal ficaria perceptível muito rapidamente se você não tomasse banho regularmente.

Principalmente agora, na época do calor. Simplesmente se secar com uma toalha quase certamente não seria suficiente.

— Minhas irmãs mais velhas vêm aqui, mas eu pedi permissão especial à Lady Gyokuyou, e...

Aparentemente, ela tinha permissão para usar o banho do Pavilhão Jade. Essas comodidades eram normalmente reservadas para a senhora da casa. Sua Majestade também as usava às vezes, mas, bem, não para banho propriamente dito. (Portanto, omitiremos os detalhes.)

Maomao percebeu que, de fato, tinha visto Seki-u indo para o banho do Pavilhão Jade em diversas ocasiões. Mesmo que só usasse o local depois que sua senhora terminasse, ela se sentia intimidada o suficiente para tentar não chamar a atenção. Isso explicava, porém, por que as outras irmãs, aparentemente tão leais umas às outras, estavam tão dispostas a entregar Seki-u a Maomao. Como a caçula tinha permissão da concubina Gyokuyou para usar o banho privado, elas achavam que não podiam arrastá-la para o público. Mas quando Maomao convidou Seki-u, elas viram a oportunidade.

— Parece que você está envergonhada— disse Maomao. — Mas não haverá tempo para isso quando começarmos aqui. — Então, ela mergulhou uma toalha de mão em um balde e começou a se limpar.

Se Seki-u estava relutante em até mesmo deixar o seu decote à mostra, o que pensaria das concubinas deitadas sobre a mesa de pedra, sem nenhum fio sobre elas? Gyokuyou insistia em fazer praticamente tudo sozinha, então Seki-u provavelmente nunca tinha visto nada parecido. Ela parecia estar atordoada com toda a situação, mas Maomao não tinha tempo para se preocupar com ela.

— Tome isto. — Maomao entregou-lhe o óleo perfumado. — Pelo menos pode esfregar nelas, não é?

— Esfregar nelas?!

— Hum-hum. Finja que está marinando um frango — Maomao acrescentou em um sussurro que isso faria as mulheres relaxarem, o que as tornaria mais falantes.

Seki-u franziu o rosto com intensidade, mas lentamente, com receio, começou a espalhar o óleo na concubina deitada. Xiaolan, que estava ficando bastante habilidosa nisso, pegou um pouco do excesso e começou a espalhá-lo na pele da mulher. 

Maomao era a responsável pela depilação, que, ao contrário da massagem, não era algo que era necessário fazer todos os dias. Assim, ela terminou antes de Xiaolan e Shisui, restando-lhe pouco a fazer. Estava sentada na plataforma de pedra, aguardando o próximo cliente, quando avistou uma figura hesitante.

Ora ora, vejam só quem está aqui... A Concubina Lishu estava de volta. Ela estava novamente acompanhada da chefe das suas damas de companhia e olhava ao redor com inquietação. O que será que está acontecendo? Cada uma das concubinas de alto escalão tinha seu próprio banho em seu pavilhão. Lishu não precisava ir até o banho público.

Ela estava tão ocupada olhando nervosa ao redor que não percebeu o balde perto dos seus pés e quase tropeçou nele. Era algo bem típico dela, de certa forma. Lishu era uma das quatro concubinas de alto escalão do palácio interno, mas era uma princesa um tanto protegida, com apenas quinze anos de idade e que nunca havia recebido a visita do Imperador.

A chefe das damas de companhia tentou sustentá-la, mas o chão estava muito escorregadio e Lishu acabou caindo.

Maomao se perguntou se não havia outras damas em quem pudesse confiar, mas então pensou nas mulheres do Pavilhão Diamante e percebeu que simplesmente não havia ninguém em quem pudesse confiar entre elas.

Finalmente, Maomao sentiu-se compelida a ir até Lishu. Parece que derramaram óleo perfumado ou algo do tipo sobre as pedras; Maomao despejou água do banho sobre elas, para evitar novos tropeços.

— Oh, obriga…rgh?! — As palavras de gratidão da dama de companhia principal transformaram-se num grito estrangulado ao ver Maomao. Por algum motivo, Lishu compartilhou sua expressão de horror. Maomao lançou-lhes um olhar de reprovação, mas elas tremiam como potros recém-nascidos. Ela desejava que não a olhassem como se fosse algum tipo de monstro. Contudo, ela entendeu a indireta e estava prestes a voltar para a maca de massagem quando notou algo. Havia lugares por todo o corpo trêmulo de Lishu onde os pelos não haviam sido removidos corretamente; parecia que alguém tentou raspá-la com uma lâmina, mas deixou muitos arranhões e até alguns cortes aqui e ali.

— Você prefere experimentar um método diferente de depilação? — perguntou Maomao.

— O quê? — Lishu pareceu surpresa com a oferta, mas não resistiu quando Maomao puxou delicadamente sua mão. Aquilo foi quase uma concordância. Maomao achou que ainda detectava um leve tremor, mas estava determinada a ignorá-lo. A depilação malfeita a incomodava. (Maomao às vezes se incomodava com coisas bastante incomuns.) 

Ela incentivou Lishu a subir na plataforma de pedra, a concubina parecia ter a mesma relutância que Seki-u em expor o peito, e então começou a aplicar a loção, embora franzisse um pouco a testa enquanto o fazia. Xiaolan percebeu a concubina encolhida. A dama de companhia que se manteve próxima a ela e prontamente entendeu o que estava acontecendo e ajudou a imobilizar a concubina na mesa.

— Não se preocupe — disse Maomao. — Serei delicada — Ela estava determinada a fazer o melhor trabalho possível.

Enquanto isso, Seki-u só podia observar, com os olhos cheios de compaixão pela concubina.

Após a depilação, a pele de Lishu estava macia como seda. Quase sem perceber, Maomao não havia parado nos braços e pernas, mas percorrido cada centímetro do corpo dela. Xiaolan cuidava diligentemente dos retoques finais, aplicando óleo perfumado na concubina. Shisui precisou atender outra "cliente", que lhe ofereceu um suco que ela agora saboreava. Xiaolan a observava com inveja. Hum: será que deveriam tentar pedir um honorário à concubina Lishu? Maomao se perguntou. Contudo, ao ver a concubina, que estava colada à mesa como se sua alma tivesse abandonado o corpo, ela reconsiderou.

— Isso é novidade para ela? — perguntou Maomao à chefe das damas de companhia.

— S-Sim. No pavilhão, a maioria das mulheres não se importa muito com essas coisas. E antes disso, ela passou um bom tempo em um convento.

— Ah, sim, é verdade.

Na verdade, a história de Lishu era bastante triste, se pararmos para pensar. Casada à força com um imperador pedófilo como moeda de troca política ainda jovem, enviada para um convento após a morte dele e, depois, forçada a voltar para o palácio interno por sua família. E, uma vez lá, cercada por damas de companhia inúteis.

A chefe das damas de companhia foi, outrora, uma das algozes da concubina, mas agora era uma aliada fiel de sua senhora, um fato que impressionou Maomao. Já que estava ali de qualquer forma, Maomao pensou que também poderia deixar a pele da dama de companhia macia e suave, mas, embora a mulher tenha se submetido ao tratamento dos braços e pernas, resistiu ferozmente quando se tratava de suas partes mais sensíveis. Maomao não via problema algum: afinal, eram todas mulheres ali. 

Assim que terminaram com a concubina Lishu e sua chefe das damas de companhia, o trabalho do dia estava praticamente concluído. Vestiram túnicas folgadas e tentaram se refrescar do calor dos banhos. Lishu sugeriu um suco, e embora fosse bem possível que ela estivesse apenas sendo educada e que realmente esperasse que recusassem, as outras moças aceitaram prontamente. Xiaolan estava visivelmente alegre, enquanto Seki-u não entendia muito bem o que estava acontecendo, mas aceitou mesmo assim.

Outras damas estavam servindo as outras concubinas, enquanto Shisui havia saído discretamente, onde uma das concubinas lhe ofereceu uma tragada no cachimbo. Ela sabia como jogar o jogo.

— Se me permite perguntar, o que a traz aqui? Pensei que o Pavilhão Diamante tivesse seu próprio banho. — disse Maomao à chefe das damas de companhia de Lishu, assim que se acomodaram na área de descanso das concubinas.

— Sim, bem… — disse a dama de companhia, inquieta. Ela olhou para Lishu, cujo rosto brilhava com o calor dos banhos, mas começava a recuperar a compostura. Na verdade, ela parecia até um pouco pálida. — Foi lá que apareceu. No banho… — Agora a dama de companhia estava tão pálida quanto sua senhora. — Um fantasma...


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