Volume 3
Capítulo 6: Fungo Cadavérico (Parte 2)
No dia seguinte, Maomao descobriu que a instigadora da confusão no funeral havia sido uma das concubinas de baixo escalão. Ela era filha de uma próspera família de comerciantes e tinha um temperamento agradável; dizia-se que o Imperador a visitou em diversas ocasiões. Mas, por volta dessa época no ano retrasado, ela foi acometida por uma doença misteriosa que fez seu rosto inchar e ficar vermelho, e seu cabelo cair. Até cogitaram demiti-la, mas ela jamais conseguiria encontrar um marido se voltasse para casa com aquela aparência. Em vez disso, ela permaneceu como uma concubina de baixo escalão, recebendo seu salário, o que devia ser considerado uma demonstração da benevolência do Imperador.
A verdadeira questão era: o que teria levado essa concubina a aparecer cuspindo e proferindo palavrões no funeral da mulher morta? A resposta mais simples parece ser que a falecida concubina de médio escalão causou a misteriosa doença.
A concubina de baixo escalão adoeceu por volta desta época dois anos atrás, e foi na mesma estação deste ano que a concubina de médio escalão faleceu. Os sintomas da doença soaram familiares para Maomao. Guiada por um palpite, ela foi a um lugar específico e, ao encontrar exatamente o que esperava, sua suspeita se transformou em certeza.
Ela buscou uma espécie específica de cogumelo vermelho extremamente venenoso. Coletou uma amostra, embrulhando-a cuidadosamente em várias camadas de pano.
Ela tinha quase certeza de que aquele era o tipo de cogumelo que Jinshi procurava.
Maomao pediu a um eunuco que enviasse uma carta a Gaoshun, e no dia seguinte, ele e Jinshi chegaram. Considerando o espécime com que estavam lidando, o consultório médico parecia o lugar mais apropriado para a discussão do dia. O charlatão preparava o chá freneticamente. Maomao, a gata, se lambia antes de se aconchegar para dormir.
O charlatão talvez não fosse muito bom em misturar remédios, mas fazia um chá delicioso. Não parecia uma boa ideia ter alguém sorrindo e servindo petiscos enquanto ela lidava com um cogumelo venenoso, então Maomao recusou educadamente sua hospitalidade. Ele se afastou arrastando os pés, com o bigode caído. Ela se sentiu mal, mas o que mais poderia fazer? Percebeu que ele os observava discretamente, parecendo meio solitário, então fechou bem a porta. Ao fazer isso, a expressão do médico se transformou em genuína tristeza, mas ela não deu importância.
— Enrole isso nas suas mãos, Mestre Jinshi. E isso é para a sua boca. — Maomao entregou a ele e a Gaoshun alguns pedaços de pano. Então, seguindo seu próprio conselho, cobriu a boca e as mãos. Ela realmente gostaria de ter luvas adequadas, mas não conseguiu encontrar nada grosso o suficiente em tão pouco tempo. Jinshi e Gaoshun pareceram um pouco hesitantes, mas se cobriram como Maomao. Ela tirou uma caixa de madeira do bolso.
— É só isso? — perguntou Jinshi, com a voz abafada pelo pano.
— Sim, senhor. Um cogumelo muito venenoso — Maomao abriu a tampa e puxou várias camadas de tecido para revelar um cogumelo que de fato parecia muito perigoso. Parecia um dedo vermelho e inchado; era óbvio que não se devia colocar aquilo na boca.
Este cogumelo crescia perto de árvores de folhas largas e secas, e mesmo uma única mordida podia ser letal. Aliás, para torná-lo ainda mais perigoso, o simples toque já era suficiente para envenenar uma pessoa.
— Encontrei ele num bosque no distrito norte.
Ao contrário da área sul do palácio interno, o Imperador raramente visitava a área norte. Assim, paisagens belas eram menos importantes, e partes do terreno foram deixadas ao abandono, enquanto os edifícios permaneciam vazios. Até mesmo este bosque, que outrora foi um exemplo notável de paisagismo, foi negligenciado até se encontrar em um estado deplorável. E ao que parecia, era justamente o estado que estes cogumelos preferiam, pois começaram a aparecer ali.
Só podia ser considerado azar: Maomao vasculhou grande parte do palácio interno, mas era apenas uma mulher e dificilmente conseguiria examinar o lugar inteiro. Se tivesse notado esses cogumelos, certamente teria pelo menos alertado Jinshi. Eram perigosos mesmo.
Eram também relativamente raros, razão pela qual não lhe ocorreu que pudessem estar crescendo ali até o incidente recente. Se não os encontrar foi azar, o fato de tê-los encontrado agora era sorte.
— Estes cogumelos podem fazer sua mão inchar só de tocá-los — disse ela. — E não os deixe chegar perto do seu rosto. Senão você vai acabar assim — acrescentou, arregaçando a manga do braço esquerdo. Ela desfez um pouco as bandagens, revelando o pulso. Estava inchado, vermelho vivo e com uma marca que provavelmente nunca desapareceria. De fato, parecia muito com o rosto da concubina de baixo escalão... e com a cicatriz no braço da dama de companhia que havia dado a flor a Maomao.
— Eu apenas encostei levemente em um, por curiosidade, e foi isso que aconteceu — disse Maomao.
Ela estava simplesmente testando, como fazia com tantos venenos que encontrava. Várias vezes por ano, ela e seu pai iam às montanhas coletar ervas medicinais, e foi em uma dessas ocasiões que ela encontrou um desses cogumelos.
Tocá-lo acabou sendo uma péssima ideia. Mesmo um leve toque fez sua pele inchar e ficar vermelha. Quando seu pai viu, imediatamente lavou seu pulso em água corrente, mas o inchaço não passou.
— Notei que você sempre mantinha esse braço enfaixado... É porque há cicatrizes ali embaixo? — Jinshi observava Maomao atentamente, com o rosto um tanto rígido. Pensando bem, ela nunca havia mostrado suas cicatrizes ao eunuco.
— Não se preocupe, senhor. Eu mesma me dou essas cicatrizes no decorrer normal dos meus experimentos — Ela enfaixou novamente e guardou o cogumelo em forma de crista de galo de volta na caixa. Ela teria que se desfazer dele adequadamente mais tarde.
— Que experimentos?
— Apenas assuntos de interesse pessoais.
— Interesses? Que interesses? — O sangue sumiu do rosto de Jinshi, mas quanto a Maomao, ela queria se apressar e terminar logo essa conversa.
Fingindo que não o tinha ouvido, ela disse: — O corpo no caixão tinha o rosto inchado e o cabelo havia caído. Suspeito que ela estivesse sofrendo os efeitos deste cogumelo. Não era isso que o senhor queria saber, Mestre Jinshi?
— Perspicaz como sempre — Não foi Jinshi, mas Gaoshun quem falou, com um sorriso forçado no rosto. Talvez eles não quisessem que mais ninguém soubesse que a causa da morte da concubina de nível médio tinha sido um cogumelo venenoso. Isso, no entanto, pareceu muito estranho para Maomao.
— Poderia me explicar a situação com mais detalhes? — perguntou ela. Talvez fosse melhor para ela não saber, mas não saber seria ainda pior.
As sobrancelhas bem desenhadas de Jinshi se franziram e ele lançou um olhar furtivo para Gaoshun. O rosto de Gaoshun, porém, permaneceu impassível, e finalmente Jinshi suspirou profundamente.
— A Concubina Jin esteve doente por quase um ano antes de sua morte. Seu rosto e cabeça estavam tão inchados que ela mal conseguia falar.
Jinshi visitava as concubinas de médio escalão cerca de uma vez por mês, incluindo a doente, Jin. Sempre que ia vê-la, dizia ele, encontrava ela deitada em seus aposentos, com uma expressão de agonia.
Havia uma concubina de baixo escalão com sintomas semelhantes e, assim como ela, por intermédio de Sua Majestade, Jin teria permissão para permanecer no palácio interno. Vários rumores circulavam sobre Jin, mas ela era filha de um alto funcionário e não havia como prever o que poderia acontecer se ela retornasse para ele com aquela aparência.
A concubina Jin era conhecida por sua personalidade altiva, sempre disposta a desafiar a autoridade de seu pai quando lhe convinha, mas sua doença parecia tê-la subjugado e ela se tornou muito retraída.
Hum, pensou Maomao. Jinshi, percebeu ela, devia ser uma pessoa muito diligente; desde a Concubina Gyokuyou até a concubina de baixo escalão no funeral, ele tinha que prestar a máxima atenção a essas mulheres.
Aparentemente, a Concubina Jin havia usado o cogumelo venenoso contra a concubina de baixo escalão e, em seguida, tentado usá-lo em outra pessoa, mas acabou tocando-o por engano, ficando desfigurada e sem qualquer esperança de receber atenção do Imperador. Ela foi tratada da maneira mais simples possível: seria permitido que permanecesse no palácio interno, contanto que não causasse mais problemas. Parecia cruel, mas às vezes esse era o tipo de solução que se tinha que adotar na política.
No entanto, Jin era uma mulher orgulhosa. — Incapaz de suportar o estado em que se encontrava, ela finalmente se envenenou e cometeu suicídio — disse Jinshi. — Pelo menos, esse foi o testemunho de suas damas de companhia — Jin teve cinco damas de companhia, e todas contaram a mesma história. Tudo parecia se encaixar. Era responsabilidade de Jinshi, porém, considerar as coisas sob diversas perspectivas. Esse era um dos motivos pelos quais ele não havia falado com a Concubina Gyokuyou sobre isso.
— Então você queria saber onde ela conseguiu o veneno — disse Maomao, e Jinshi assentiu. Não havia como prever como o pai de Jin reagiria à notícia da morte da filha, mas se tivesse havido algum esquema envolvido, ele dificilmente teria outra escolha a não ser causar o mínimo de alvoroço possível.
Maomao murmurou novamente e, afastando o lenço da boca, acariciou o queixo. — Uma pergunta, senhor. Isso implicaria que ela comeu o cogumelo venenoso para se matar, não é?
— Isso mesmo.
Mas isso só tornou as coisas mais estranhas. O rosto de Jin estava vermelho e inchado. Fazia sentido se estivesse assim há algum tempo, mas parte do inchaço era claramente recente.
— É verdade que este cogumelo causa inchaço ao contato físico — disse Maomao. — Mas eu esperava que comê-lo causasse inchaço na língua e na parte interna da boca, não sabia que também podia causar inflamação no rosto.
— Sério?
— Sim, senhor. Este cogumelo causa dor de estômago e vômito, podendo até induzir paralisia. No entanto, considerando a extensão do inchaço da falecida mulher, a única conclusão a que posso chegar é que o cogumelo foi esfregado diretamente em seu rosto.
Foi então que Maomao percebeu algo mais: a mão da mulher morta, enquanto jazia no caixão, não estava inchada. Se ela estivesse tão desesperada para morrer a ponto de esfregar o cogumelo no próprio rosto, certamente não teria se dado ao trabalho, como Maomao fizera, de proteger as mãos.
Maomao acariciou o queixo novamente, resmungando para si mesma. A resposta começava a parecer clara, mas ela não tinha provas concretas. E sem elas, não se sentia à vontade para dizer muito mais a Jinshi.
— Você parece estar enrolando — disse Jinshi. Ele a encarava enquanto ela pensava. O rosto dele estava muito perto do dela; mal havia um centímetro entre suas testas. — Se você tem algo em mente, então diga logo.
Maomao, porém, não achou tão fácil simplesmente dizer o que estava pensando. Em vez disso, olhou para o chão e disse: — Você tem tempo daqui a alguns dias? Além disso, se possível, gostaria de pegar emprestado alguns eunucos fortes. Homens com estômagos resistentes e com bocas bem fechadas.
Jinshi pareceu perplexo com o pedido, mas mesmo assim disse: — Muito bem. Se é isso que precisa para chegar ao fundo disso, eles são seus.
— Não posso prometer nada.
— Não importa. Faça. — A ordem em sua voz era inconfundível.
Ótimo, é melhor assim. Maomao era apenas uma dama de companhia de baixo escalão. As coisas eram muito mais fáceis quando ele a tratava como tal. — Entendido, senhor — disse ela, curvando a cabeça.
Maomao passou os três dias seguintes procurando, com base em seus estudos com plantas do palácio interno. Começando pela área ao redor da residência da Concubina Jin, ela vasculhou tudo em busca de uma coisa em particular. A busca a deixou enlameada e imunda, de modo que ela provocava uma série de gritos das outras damas de companhia cada vez que retornava ao Pavilhão de Jade. Finalmente, ela passou a guardar uma muda de roupa no consultório médico.
Então, uma história chegou até ela, contada pelo charlatão e pelas fofoqueiras da lavanderia. Algo relacionado a um boato que circulou alguns dias antes. Mesmo com essa nova informação em mente, Maomao não tinha certeza. Mas fazia muito mais sentido para ela do que o testemunho das mulheres da Concubina Jin.
No dia seguinte ao término dos preparativos, três eunucos vieram encontrar Maomao, entre eles Gaoshun. Ela havia pedido homens fortes e, teve que admitir, ele se encaixava no perfil. Jinshi tinha outros assuntos a tratar e não compareceu. Maomao sabia que, por mais desleixado que parecesse, ele se mantinha bastante ocupado. Às vezes, ela refletia que ser boa demais em parecer despreocupada podia ter suas desvantagens.
— Obrigada a todos por virem. — Maomao curvou a cabeça e entregou uma pá a cada um dos homens. Dois deles olharam para ela com uma leve confusão, mas como Gaoshun não disse nada, eles se abstiveram de fazer perguntas. Maomao ficou impressionada. Alguém havia encontrado homens que sabiam entrar no jogo.
Dito isso, ela partiu para o bosque no distrito norte. Não aquele onde encontrou o notório cogumelo venenoso, mas outro canto negligenciado, coberto de folhas caídas. A brisa trazia um odor que lhe causou arrepios.
Maomao apontou para um local específico no bosque, onde se podiam ver cogumelos pontilhando o chão entre as folhas. — Você faria a gentileza de cavar aqui? — Ela havia circulado três lugares no mapa do palácio interno. Vim primeiro para cá porque achava que era o local com maior probabilidade de conter o que procurava.
Os eunucos removeram as folhas caídas com suas pás e começaram a cavar a terra. O solo estava úmido e macio, cedendo facilmente. Maomao sentiu que deveria ajudar, mas Gaoshun havia recusado sua oferta devido ao ferimento na perna dela, e ela decidiu deixá-lo vencer essa discussão. Aliás, desta vez a perna finalmente estava cicatrizando direito.
[Noelle: Depois de quase 200 capítulos e 35 livros finalmente a perna está melhorando kkkk]
De repente, um dos eunucos fez uma careta e tapou o nariz. Todos os outros o imitaram imediatamente. A terra revirada exalava um cheiro forte e desagradável que invadiu suas narinas; era muito mais forte do que o aroma que haviam sentido com a brisa mais cedo. Os olhos de Gaoshun começaram a lacrimejar. Ele conseguiu ver algum tipo de pano no buraco.
— Então é por isso que você pediu homens com estômago forte… — Ele fincou a pá no chão, com a testa mais franzida que o normal. Deu um bom chute na terra, revirando-a com o sapato.
É isso mesmo, e vejo que ele fez boas escolhas, pensou Maomao. Um dos eunucos estava inexpressivo, o outro sorria sombriamente enquanto observavam o que emergia do chão. Maomao ficou aliviada por não haver mais ninguém presente. Caso contrário, teria havido muitos gritos e desmaios, o que teria tornado tudo consideravelmente mais difícil do que precisava ser.
E o que emergiu do solo? Os ossos de uma mão e um braço humano. Pedaços de carne ainda estavam presos a eles, mas era evidente que haviam sido enterrados há bastante tempo. Eles haviam encontrado um cadáver.
— Esta é a prova que você estava procurando? — perguntou Gaoshun.
Maomao olhou para baixo. — Tenho que admitir, não pensei que o encontraria na primeira tentativa. — Por isso, ela havia marcado outros dois locais possíveis.
Sentindo-se estranhamente enjoada, Maomao observou os homens exumarem o corpo.
Maomao não precisou explicar de quem era o cadáver. Ela ainda usava vários acessórios belíssimos, cada um com o brasão de uma concubina em particular: a Concubina Jin.
Ela já havia morrido um ano antes.
Gaoshun colocou o corpo em uma caixa de madeira que serviria de caixão e, em seguida, voltou-se para Maomao com um olhar cansado. Os outros dois eunucos haviam sido dispensados; sua participação naquilo havia terminado. Sem dúvidas, estariam ansiosos por um banho. Gaoshun assegurou a ela que não diria nada, e ela confiou nele.
— A Concubina Jin morreu há um ano — disse Maomao. — Não podemos saber se foi assassinato ou acidente, mas podemos ter certeza de que suas damas de companhia sabiam de seu falecimento.
Eles estavam no consultório médico, que haviam emprestado para a conversa. Gaoshun segurava uma xícara de chá, mas não bebeu dela. Em vez disso, olhou Maomao nos olhos e disse: — Então, para quem fizemos aquele funeral?
— Haveria alguém mais que soubesse da morte da concubina, alguém além das damas de companhia — Maomao tirou um pedaço de papel das dobras de seu robe. Era um desenho de uma jovem, um esboço que Maomao fizera depois de sondar as mulheres da lavanderia sobre a mulher do palácio que desaparecera misteriosamente. Gaoshun o examinou por um instante e depois balançou a cabeça.
— Você ouviu falar que uma dama da corte desapareceu? — perguntou Maomao.
— Sim…
Essas mulheres desaparecidas frequentemente reapareciam mortas, vítimas de suicídio, poucos dias depois. Era impossível escapar daquele jardim florido, com seu fosso profundo e muros altos, e tentar fazê-lo significava morte de qualquer maneira.
— Imagine que o rosto de uma concubina ficasse tão desfigurado que apenas suas damas de companhia provavelmente a reconheceriam — E suponha que sua cabeça fosse então coberta em bandagens, e que ela mal conseguisse falar, seria muito fácil para ela enganar alguém que a visse apenas uma vez por mês. Melhor ainda se essa pessoa não pudesse, nem esperasse que permanecesse nos aposentos de uma concubina por muito tempo.
— Você está sugerindo que a mulher desaparecida era na verdade uma co-conspiradora?
— Não posso oferecer detalhes específicos. Simplesmente parece uma dedução razoável. — Maomao conseguia pensar em algumas razões pelas quais as mulheres poderiam fazer tal coisa, mas essas deduções eram apenas um pouco menos razoáveis, e ela decidiu mantê-las para si.
Suponha que a ciumenta Concubina Jin desprezasse o fato de uma mulher que se parecia tanto com ela ter conquistado o afeto de um oficial, enquanto ela própria definhava sem sequer ter uma única visita do Imperador. Ela encontrou todas as oportunidades para irritar a mulher, a provocação finalmente se transformou em briga e, intencionalmente ou por acidente, Jin morreu.
As damas de companhia, não muito amigáveis com sua senhora, decidiram mentir e dizer que a concubina havia adoecido, tanto por autopreservação quanto por simpatia pela outra garota. O sentimento de culpa da culpada não lhe deixou escolha a não ser juntar-se a elas na história.
O casamento iminente da mulher, porém, ameaçava desvendar o engano. Quando seu período de serviço terminasse, não haveria ninguém para Jinshi ver quando ele chegasse no mês seguinte. Em pânico, as damas de companhia tinham...
Melhor parar por aí, pensou Maomao. Deixe os figurões escolherem qualquer motivo que considerem adequado.
Maomao tomou um gole de chá enquanto os pensamentos passavam por sua cabeça. Gaoshun pareceu entender que ela não queria especular em voz alta, porque ele não a pressionou mais. Ele, no entanto, fez uma pergunta.
— Como você sabia que ela estava enterrada lá, entre todos os lugares?
Não havia vestígios de sepultamento no pedaço de terra que Maomao escolheu. Uma alma desconfiada poderia ter se perguntado se a própria Maomao era a culpada.
— Terra remexida não é o único tipo de evidência — Uma profusão de cogumelos surgiu sobre o corpo, e diferentes tipos de cogumelos crescem em lugares diferentes.
— Meu pai adotivo me ensinou que esse tipo específico de cogumelo favorece o esterco ou animais mortos — Caso contrário, você não os vê muito. Foi por isso que Maomao ficou tão animada quando avistou os cogumelos. Ela presumiu que eles estavam crescendo em resíduos transbordantes dos esgotos. Não que isso não fosse ruim o suficiente, mas agora ela sabia que estava gostando de caçar cogumelos bem em cima de um cadáver humano.
— Achei que isso explicava o cheiro. Peço desculpas, não tenho certeza, pois não devo tocar em cadáveres.
Afinal, o esgoto não tinha sido tapado; era o cheiro de podridão que emanava da terra à medida que o tempo esquentava. Não admira que Yinghua tenha achado o odor tão desagradável.
Gaoshun fez uma careta novamente. As rugas em sua testa eram praticamente vales. De alguma forma, ela sentiu como se estivesse olhando para ela. — Posso perguntar mais uma coisa? — disse ele, de uma forma que lhe deu um mau pressentimento. — O que você planeja fazer com todos os cogumelos que colheu recentemente?
Desta vez foi a vez de Maomao ficar em silêncio. Ela lançou um olhar para sua cesta, abarrotada de cogumelos que ela pretendia separar mais tarde.
— Você deve compreender, senhor, há muitos espécimes interessantes lá.
— Espécimes de cogumelos que crescem em cadáveres?
— Não, não encontrei nada tão parecido com um fungo de lagarta quanto isso.
Ela se perguntou se existia tal coisa; se for assim, ela certamente gostaria de ver isso uma vez na vida. Ela se perguntou quais efeitos isso poderia ter.
A motivação de Maomao era uma curiosidade inocente, mas poucas pessoas entendiam isso. Tão poucas pessoas, incluindo o dedicado e meticuloso Gaoshun.
Ele eliminou até o último cogumelo. O monstro sem coração.
[Kessel: Tadinha, kkkkkkk]
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