Diários de uma Apotecária Japonesa

Tradução: Noelle

Revisão: Kessel


Volume 1

Capítulo 18: A Festa no Jardim (Parte 3)

A primeira impressão que se tinha de Lishu, a concubina Virtuosa, era que ela não era muito sensível ao clima ao seu redor. A primeira parte do banquete havia terminado, e havia uma pausa antes do início da próxima etapa. Maomao e Guiyuan dirigiram-se à princesa Lingli. Enquanto Guiyuan trocava seu aquecedor de mãos, já frio, por outro quente, Maomao lançou uma rápida olhada à criança.

Parece que ela está com uma saúde razoável.

Lingli, com o rosto vermelho como uma maçã, exibia uma saudável gordurinha que destoava muito da aparência da primeira vez em que Maomao a vira. Tanto seu pai, o Imperador, quanto sua avó, a Imperatriz-Viúva, a mimavam com carinho.

Porém, não sei se ela deveria estar aqui fora assim. Era especialmente imprudente, considerando todas as consequências que haveria caso a princesa adoecesse devido ao clima. Para garantir sua proteção, contrataram um artesão que confeccionasse um berço com cobertura, semelhante a um ninho de pássaro. 

Ah, ela é fofa. Acho que isso já é motivo suficiente.

Ah, como são temíveis os bebês: aquele era capaz de puxar até as cordas mais duras do coração de Maomao, e ela não tinha nenhum apreço especial por crianças. Quando Lingli começou a se mexer, querendo sair, Maomao a acomodou cuidadosamente no berço. Estava prestes a entregá-la a Hongniang quando ouviu um resfolegar pronunciado atrás de si.

Uma jovem com mangas elaboradas em tom pêssego-rosa olhava para Maomao. Várias damas de companhia alinhavam-se atrás dela. Seu rosto exibia um charme infantil, mas os lábios estavam franzidos em evidente descontentamento. Talvez estivesse incomodada pelo fato de Maomao ter ido direto até a criança, sem prestar-lhe as devidas reverências.

Será esta, então, a concubina virtuosa? Maomao pensou. Hongniang e Guiyuan curvaram-se respeitosamente diante dela, e Maomao fez o mesmo. A concubina Lishu, ainda visivelmente contrariada, afastou-se, acompanhada por suas damas de companhia.

— Aquela era a concubina Virtuosa?

— Era ela, sim. Ela se destaca na multidão.

— Mas parece que não sabe interpretar.

Cada uma das “quatro damas” do Imperador possuía uma paleta de cores característica. A de Concubina Gyokuyou era rubi e jade; a de Lihua, ultramar e cristal. Pelas cores das vestes de suas damas, Ah-Duo, a concubina Pura, associava-se ao preto. Ela residia no Pavilhão Granada, o que sugeria que a granada era a pedra preciosa com a qual estava associada.

Se seguissem a lógica dos cinco elementos, a última cor deveria ser o branco. O tom rosa-claro usado pela concubina Lishu parecia perigosamente próximo do vermelho da concubina Gyokuyou. As duas estavam sentadas lado a lado no banquete, dando a impressão de que suas cores estavam em conflito.

Na verdade... Maomao percebeu que a discussão entre as servas, da qual havia escutado sem querer, tratava exatamente desse tema. Um grupo repreendia o outro por usar cores que não se diferenciavam o suficiente das de suas respectivas senhoras.

— Isso faz você desejar que ela cresça logo, não é? — o suspiro de Hongniang dizia tudo.

 

Maomao pegou o aquecedor de mãos agora frio e o colocou sobre o braseiro preparado justamente para isso. Ela notou algumas damas de companhia observando de longe, e, com a bênção de Gyokuyou, distribuiu várias das pedras aquecidas. Confessava-se um pouco intrigada: aquelas mulheres, acostumadas à vida de seda e jóias, pareciam encontrar uma alegria genuína na simplicidade de pedras mornas.

Infelizmente, as mulheres do Pavilhão Cristal mantinham-se afastadas de Maomao como se fossem repelidas por um imã. Ela as via tremendo de frio, deveriam ter aceitado as pedras de aquecer as mãos.

— Você não é um pouco sentimental demais? — perguntou Yinghua, exasperada.

— Agora que você mencionou, talvez seja. — Maomao apenas expressava seus sentimentos abertamente. Pensando bem...

Desde o início da pausa, a área atrás da cortina estava bastante cheia. Não eram só damas de companhia; oficiais militares e civis também estavam presentes. Todos carregavam algum tipo de acessório em uma das mãos. Alguns conversavam a sós com as servas, enquanto outros estavam cercados por pequenos grupos de mulheres. Guiyuan e Ailan conversavam com um militar que Maomao não reconheceu.

— É assim que eles encontram as melhores garotas escondidas no nosso pequeno jardim de flores — explicou Yinghua. Soltou uma risada, como se estivesse acima de tudo aquilo. O que teria a deixado tão irritada?

— Ah.

— Eles lhes dão esses acessórios, como um símbolo.

— Ah.

— Claro que, às vezes, pode significar outra coisa...

— Uh-hum.

Yinghua cruzou os braços e fez um bico diante das respostas desinteressadas e pouco usuais de Maomao.

— Eu disse que, às vezes, pode significar outra coisa!

— Sim, eu ouvi. — Maomao não demonstrava interesse em saber o que isso significava. 

— Está bem, me dê o grampo de cabelo — disse Yinghua, apontando para o enfeite que Maomao havia recebido de Jinshi.

— Tudo bem, mas terá que competir com as outras duas meninas em pedra-papel-tesoura — disse Maomao, virando as pedras no braseiro. Não queria que aquilo virasse confusão. Além disso, se Hongniang descobrisse que ela acabou de dar o grampo para a primeira que pediu, provavelmente levaria outra bronca com um tapa na nuca. A chefe das damas de companhia tinha uma mão rápida.

Para Maomao, que tinha toda a intenção de voltar para casa quando seus dois anos de serviço terminassem, “fazer sucesso no mundo” não tinha nenhum atrativo.

Além disso, se ele achasse que isso lhe dava o direito de me mandar por aqui, preferiria voltar a servir no Pavilhão Cristal, pensou Maomao, com um olhar que mais parecia o de alguém observando uma cigarra morta. 

Foi então que ouviu uma voz suave: — Pegue isso, jovem senhorita. — Um grampo de cabelo ornamentado lhe foi oferecido. Dele pendia uma pequena decoração de coral rosa-claro que balançava levemente.

Maomao levantou o olhar e encontrou um homem de aparência viril sorrindo-lhe de maneira gentil. Ele ainda era jovem, sem barba. Parecia suficientemente masculino, mas seu sorriso esforçado não despertava nenhuma emoção em Maomao, que possuía uma resistência incomum a encantos desse tipo.

 

O homem, um oficial militar, percebeu que ela não reagia como esperava, mas não recolheu o presente oferecido. Ele estava parcialmente agachado, e seus tornozelos começaram a tremer.

Por fim, Maomao percebeu que estava deixando aquele homem em uma espécie de dilema. — Obrigada. — Pegou o grampo de cabelo, e o homem parecia tão satisfeito quanto um filhote que havia agradado seu dono. Um filhote vira-lata, pensou Maomao.

— Então, tchauzinho. Prazer em conhecê-la. Meu nome é Lihaku, aliás.

Se um dia eu achar que o verei novamente, talvez tente lembrar disso. 

Havia ainda uma dúzia de grampos presos ao cinto do sujeito, que agora acenava para Maomao. Presumivelmente, ele os distribuía para todos, para não deixar nenhuma dama de companhia constrangida por ficar sem. Muito educado da parte dele.

Acho que talvez tenha sido injusta com ele, pensou Maomao, olhando para o enfeite de coral.

— Você ganhou um? — Guiyuan perguntou, aproximando-se com as outras garotas, cada uma segurando seu “prêmio”.

— Sim… um prêmio de participação — respondeu Maomao, sem emoção. Talvez ele estivesse dando os grampos às meninas que pareciam estar sozinhas, sem companhia com quem conversar. 

— Que forma solitária de ver as coisas — disse uma voz refinada e familiar atrás dela. Maomao se virou e deu de cara com aquela concubina bem-dotada, Lihua.

Ela parecia um pouco mais rechonchuda. Ainda assim, não tão robusta quanto antes. A última sombra no rosto só ressalta ainda mais sua beleza. Vestia uma saia azul-marinho escura e uma sobreposição azul-céu, com um xale azul sobre os ombros.

Podia estar um pouco frio para ela. Enquanto Maomao era serva da concubina Gyokuyou, não podia ajudar Lihua diretamente. Depois que saíra do Pavilhão Cristal, até mesmo notícias sobre a saúde da concubina chegavam a ela apenas por meio dos comentários periódicos de Jinshi. Mesmo que tivesse ousado tentar visitar o Pavilhão sozinha, as damas de companhia de Lihua a teriam expulsado logo na porta.

Maomao fez uma reverência, do jeito que Hongniang lhe ensinara. — Faz muito tempo, minha senhora.

— Sim, tempo demais — respondeu Lihua, tocando o cabelo de Maomao enquanto ela a observava. Cravou algo nele, exatamente como Jinshi fizera antes. Desta vez não doeu. Só parecia que algo estava preso em um feixe de cabelo. — Bem, cuide-se — disse Lihua, afastando-se com elegância, repreendendo suas damas pela dificuldade em esconder o espanto.

Mas as mulheres do Pavilhão Jade ficaram igualmente irritadas. — Hmm, nem imagino o que a senhora Gyokuyou vai achar disso — disse Yinghua, irritada, mexendo no grampo que sobressaía.

Na cabeça de Maomao, uma fileira de três ornamentos de quartzo tremia.

 

Após o meio-dia, Maomao ocupou o lugar de Hongniang atrás da concubina Gyokuyou, agora era hora de comer. A pedido insistente de Yinghua, Maomao havia colocado os três grampos de cabelo que recebera no cinto. O acessório que Gyokuyou lhe dera era um colar, portanto seria tão apropriado usar pelo menos um dos grampos no cabelo. Mas, fosse qual fosse a escolha, isso seria interpretado como uma afronta às outras duas benfeitoras. Era essa constante necessidade de considerar como suas ações afetam os demais que tornava o serviço de dama de companhia tão trabalhoso.

Agora, tendo a oportunidade de observar o banquete a partir de um dos assentos de honra, Maomao percebeu o quão grandiosa era a produção. Oficiais militares alinhavam-se ao lado oeste e oficiais civis ao lado leste. Apenas cerca de dois em cada dez podiam sentar-se à longa mesa; os demais permaneciam em uma fila organizada, em pé. Sob certo aspecto, estavam em situação pior do que as criadas nos bastidores: tinham de permanecer assim por horas a fio.

Gaoshun estava entre os militares sentados. Maomao percebeu que talvez ele fosse um homem mais importante do que ela lhe atribuía crédito, mas também ficou surpresa ao ver um eunuco ocupar seu lugar entre os oficiais com tanta naturalidade. O homem corpulento que vira antes também estava ali, sentado em lugar inferior ao de Gaoshun, mas, considerando sua idade, talvez isso significasse que ele apenas começava a trilhar seu caminho no mundo.

Jinshi, entretanto, não estava em lugar algum à vista. Alguém tão deslumbrante deveria se destacar na multidão, pensaria qualquer um. Contudo, como não havia necessidade real de procurá-lo, Maomao concentrou-se na tarefa à sua frente.

Primeiro, serviram um vinho como aperitivo. Era delicadamente servido de recipientes de vidro para taças de prata. Maomao girou o vinho na taça, com calma, certificando-se de que não houvesse qualquer turbidez. Se houvesse arsênico, surgiriam manchas escuras.

Enquanto deixava o vinho girar suavemente, cheirou-o atentamente e deu um gole. Já sabia que não havia veneno, mas se não provasse, ninguém acreditaria que estava cumprindo corretamente seu trabalho. Engoliu o líquido e depois enxaguou a boca com água limpa.

Hm? De repente, Maomao parecia tornar-se o centro das atenções. Os outros provadores ainda não haviam levado as taças aos lábios. Ao verem que Maomao confirmou a ausência de perigo, começaram a tomar pequenos goles, hesitantes.

Compreensível. Ninguém queria morrer. E, se um provador estava disposto a ir primeiro, o melhor era esperar para ver o que acontecia. E, se fosse para usar veneno em um banquete, apenas um de ação rápida faria sentido.

Provavelmente, Maomao era a única ali que, às vezes, experimentava venenos por diversão. Digamos que ela tinha uma personalidade fora do comum.

Se eu tivesse que morrer, acho que gostaria que fosse pela toxina do baiacu. Os órgãos misturados em uma sopa bem-feita...

Aquela sensação de formigamento na língua, ela nunca se cansava disso. Quantas vezes já tinha vomitado e esvaziado o estômago só para poder sentir aquilo? Maomao havia se exposto a uma grande variedade de venenos para se imunizar contra eles, mas a toxina do baiacu era mais uma preferência pessoal. Sabia, aliás, que esse veneno não era algo a que o corpo pudesse se acostumar, não importava quantas vezes fosse exposto.

Enquanto esses pensamentos passavam por sua mente, os olhos de Maomao encontraram os da dama de companhia que lhe trouxe o aperitivo. Os cantos da boca de Maomao se ergueram; provavelmente dava a impressão de que ela sorria de maneira desagradável para a mulher. Como se estivesse um pouco insana, talvez. Maomao deu um tapa suave nas próprias bochechas, forçando-se a adotar sua expressão neutra habitual.

O aperitivo servido era um dos favoritos do Imperador; um prato que às vezes aparecia quando ele passava a noite no palácio interno. Aparentemente, o palácio interno cuidava da cozinha para este banquete. O prato era bastante familiar. Como os outros provadores observavam Maomao atentamente, ela rapidamente levou os hashis à boca.

O prato era peixe cru e legumes temperados com vinagre. Sua Majestade podia ser um pouco excessivo em desejos sexuais, mas suas preferências alimentares tendiam a ser surpreendentemente saudáveis, pensou a provadora impressionada.

Cometeram um pequeno engano, refletiu Maomao ao notar que os ingredientes estavam diferentes do habitual. O prato geralmente era servido com carpa preta, mas hoje trazia medusa.

Era inconcebível que os chefs errassem na receita favorita do Imperador. Se houve troca, certamente se tratava de uma refeição preparada para uma das outras concubinas que havia sido entregue à concubina Gyokuyou por engano. O serviço culinário no palácio interno era altamente eficiente, e até preparava o mesmo prato de formas distintas para agradar o Imperador e suas diferentes damas. Quando Gyokuyou estava amamentando, por exemplo, serviam a ela uma infinidade de pratos que estimulavam a produção do leite materno.

Quando a degustação terminou e todos começaram a comer seus aperitivos, Maomao viu algo que, em sua mente, reforçava a suspeita de que houve engano na distribuição dos pratos. Lishu, a concubina alheia a tudo, encarava seu aperitivo com uma expressão um pouco pálida.

Acho que ela não gosta do que tem ali dentro. Mas, como aquele era o prato favorito do Imperador, seria inconcebível não terminar o que lhe foi servido. Corajosamente, ela se esforçava para comer, segurando com os hashis um pedaço de carpa crua que tremia levemente. Atrás dela, a dama de companhia que atuava como sua provadora mantinha os olhos fechados. Os lábios tremiam, como se arqueassem um leve sorriso.

Ela estava rindo.

Eu quase gostaria de não ter visto isso, pensou Maomao, então voltou-se para o próximo prato.

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Se ao menos fosse apenas um banquete, pensou Lihaku. Ele não se dava bem com esses tipos da elite que olhavam com desprezo para todos, do alto do corte imperial. Qual é a graça de fazer uma festa ao ar livre, no frio cortante, com o vento soprando forte a todo momento?

Uma boa refeição, isso sim seria agradável. Todos deveriam imitar seus antepassados: beber e comer um pouco de carne em um pomar de pessegueiros, entre alguns poucos amigos próximos.

Mas onde havia nobres, podia haver veneno. Quaisquer ingredientes, por mais finos ou requintados que fossem, já estariam frios quando os provadores terminassem seu trabalho, e com o calor se ia pelo menos metade do sabor.

Ele não culpava quem verificava a comida em busca de veneno, mas só de ver o esforço que faziam para levar um pouco à boca, com o rosto pálido o tempo todo, quase perdia o apetite. Hoje, como sempre, não conseguia evitar a sensação de que aquilo estava demorando tempo demais.

Mas, na realidade, parecia que não era bem isso que acontecia. Normalmente, os provadores trocavam olhares apreensivos ao levar os utensílios à boca. Mas hoje, havia uma provadora que parecia até ansiosa. A pequena dama de companhia que servia a concubina Preciosa tomou um gole do aperitivo diretamente da taça de prata, sem sequer olhar para as outras mulheres. Engoliu devagar e depois enxaguou a boca, como se aquilo não fosse grande coisa.

Lihaku achou que ela lhe parecia familiar, e então lembrou que fora uma das mulheres a quem ele havia dado um grampo de cabelo antes. Não era uma beleza ostensiva, apenas arrumada e limpa, sem nenhum traço especial. Provavelmente passaria despercebida no mar de servas do palácio interno, muitas delas inconfundivelmente lindas. E, ainda assim, a expressão fixa em seu rosto indicava uma mulher capaz de dominar os outros com um simples olhar.

Sua primeira impressão foi que ela parecia distante, mas mal havia julgado sua expressão inexpressiva, quando ela lhe surpreendeu com um sorriso espontâneo e inexplicável, que desapareceu tão rápido quanto surgiu. Agora, aparentava estar bastante descontente. Apesar de tudo isso, continuava a provar a comida com total indiferença. Era muito estranho. Também era uma maneira perfeita de passar o tempo: tentar adivinhar qual seria a próxima expressão que ela faria.

A jovem recebeu a sopa e pegou uma colherada. Examinou-a com olhar crítico e, lentamente, deixou cair algumas gotas na língua. Seus olhos se arregalaram um pouco e, de repente, um sorriso extasiado se espalhou pelo seu rosto. As bochechas ficaram coradas e os olhos começaram a lacrimejar. Seus lábios se curvaram para cima, revelando dentes brancos e uma língua avermelhada, cheia e quase sedutora.

Era isso que tornava as mulheres tão assustadoras. Enquanto lambia as últimas gotas dos lábios, seu sorriso parecia fruto maduro, como o de uma cortesã experiente. A comida devia ser verdadeiramente deliciosa. O que poderia ter nela para transformar uma garota comum em uma criatura tão encantadora? Ou talvez fosse o preparo, pelas mãos dos chefs inestimavelmente talentosos do palácio? 

Lihaku engoliu em seco, e foi então que a jovem fez algo inacreditável. Tirou um lenço do bolso, levou-o aos lábios e cuspiu o que acabou de comer.

— Está envenenado — disse a dama de companhia, com a expressão impassível novamente. Sua voz carregava toda a urgência de um burocrata relatando um assunto mundano, e em seguida desapareceu atrás da cortina das damas.

O banquete terminou em completo caos.


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