Receitas da Maomao
Kakuni
(Alerta de Spoiler: Eventos dos Volumes 13 e 16!)

Jinshi pegou um pouco de carne com seus hashis. Este prato levava bastante carne de porco macia e, embora a carne fosse gordurosa, os temperos lhe conferiam um sabor limpo e refrescante. Outras opções incluíam enguia salteada, sopa de tartaruga-mordedora e muito mais, na verdade, havia visivelmente mais comida do que o normal, incluindo muitos pratos que dão bastante energia.
Volume 13, Capítulo 15 - O Choque de Jinshi, a Resolução de Maomao
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Maomao segurava a saliva com dificuldade.
Sempre que ia ao palácio de Jinshi, era comum lhe servirem chás refinados, doces e refeições. Como a comida era preparada por Suiren, na maioria das vezes não se tratava exatamente de luxuosa culinária imperial, mas sim de pratos mais próximos da comida caseira. E, naquele dia, entre todos eles, havia um acompanhamento que Maomao considerava um verdadeiro banquete.
Cozido lentamente até ficar tão macio que se desfazia apenas ao toque dos hashis, um belo kakuni estava diante dela. Ela havia sido chamada depois do trabalho, e ainda era antes do jantar. Como costumava almoçar apenas algo leve, estava faminta.
— Parece um cachorro esperando autorização para comer.
— Não é um cachorro, é a Maomao, Príncipe da Lua.
Quem respondeu ao comentário de Jinshi com total seriedade foi Basen. O fato de ele nem sequer perceber a brincadeira realmente fazia dele o Basen de sempre.
— Maomao, não toque nisso ainda. Hoje preparei algo especial.
Suiren apareceu com uma expressão cheia de confiança. Em suas mãos havia um cesto de bambu para cozimento a vapor, soltando nuvens de vapor quente.
— Ufufufufu…
Ao abrir a tampa do cesto de bambu, junto do vapor apareceu o gua bao.
— I-isso é…
Os olhos de Maomao brilharam.
— Também preparei isto aqui.
Com um sorriso orgulhoso, Suiren colocou sobre a mesa pratos com os acompanhamentos e temperos.
— Uaaaaaaau…
— Isto é…
Não apenas Maomao, mas até Basen reagiu ao aroma. O cheiro do kakuni, o vapor quente dos pães e os acompanhamentos frescos e suculentos. Jinshi alternava o olhar entre os dois e o prato de carne.
— C-como se come isso?
Jinshi perguntou, claramente interessado, mas Maomao já estava completamente hipnotizada pelo kakuni.
— Senhora Suiren… isso realmente está permitido?
— Hoje é um dia especial.
— Com licença, mas…
— Também preparei uma porção para o Basen.
— Senhor Basen…
Basen, algo raro, apertava o punho com força. Com uma expressão séria, Maomao dirigiu-se ao rígido assistente.
— O que foi?
— Pela reação do senhor Basen… por acaso foram àquelas lojas das ruas principais?
— Não na avenida principal, mas numa ruela mais afastada. Não parecia um estabelecimento muito refinado, mas eram bastante criteriosos com os ingredientes.
— Ah… então o senhor foi com a senhorita Chue?
— Como descobriu? Fui só uma vez, há algum tempo.
— Porque esse tipo de lugar é coisa de conhecedor.
Se era Chue, então fazia sentido. Ainda assim, Maomao achava impressionante como ele falava sem o menor constrangimento sobre sair comendo em barracas junto da própria cunhada. Mas, sendo Chue, não havia muito o que fazer.
— Comer na rua…
Jinshi olhava para eles com certo ressentimento, mas Maomao decidiu ignorá-lo por enquanto.
— E se justamente a senhorita Chue, que adoraria se meter numa coisa dessas, não está aqui, então isso significa…?
— A Chue me ajudou várias vezes provando os pratos. Também me levou a algumas barracas que recomendava.
Será que ela tinha repetido tantos testes que acabou enjoando?
— Então até a senhora Suiren sai para passear às vezes?
— Sim. De vez em quando é divertido conhecer ingredientes interessantes novos. Claro, durante o horário de trabalho do jovem mestre.
— Então até a Suiren andava beliscando comida na rua…
Jinshi parecia genuinamente ressentido. Se Gaoshun estivesse ali, provavelmente já estaria fazendo gestos discretos para que todos demonstrassem um pouco mais de consideração pelo rapaz.
Não tem jeito mesmo… Maomao suspirou internamente.
— Senhora Suiren, posso começar?
— Sim. Maomao, aproveite para fazer a prova de veneno e ensinar como se come.
— Entendido.
— Isto aqui…
— Isto?
Depois de lavar cuidadosamente as mãos, Maomao pegou um gua bao fumegante do cesto de bambu, envolvendo-o com a folha de bambu. Jinshi inclinou-se para observar suas mãos de perto. Ela colocou os acompanhamentos a gosto dentro do pão e, por cima, acrescentou o kakuni antes de fechá-lo.
— Parece difícil de comer usando hashis.
— Não se come com hashis. É assim…
No instante em que Maomao abriu bem a boca para dar a primeira mordida…
— Esperem aííí!
— Senhorita Chue…
Uma voz interrompeu a cena. Quem apareceu fazendo aquele som característico de passos foi Chue.
— Maomao, você está esquecendo a etapa mais importanteee.
Com uma expressão séria, Chue segurava um embrulho comprido de tecido.
— Não sei qual seria essa “etapa importante”, mas estamos diante do Príncipe da Lua, sabia?
— Mil perdões, senhorita Suiren!
Chue curvou-se num ângulo impressionante.
— Tudo bem. Deixo o toque final com você.
— Compreendidooo.
Chue retirou o conteúdo do embrulho.
Maomao e Jinshi ficaram momentaneamente sem palavras.
O que apareceu foi um ferro de marcar.
— Oooh! Eu sabia que estava faltando alguma coisa!
Basen parecia empolgado. Tudo bem que ele não entendesse o que se passava no íntimo de Jinshi, mas será que também não conseguia perceber a expressão do próprio mestre?
— E então? Fiz em formato de patinha, bem fofinhooo.
Chue girava rapidamente o ferro de marcar na ponta dos dedos da mão esquerda. Tão rápido que era impossível distinguir o desenho exato da patinha.
— Pare de brincar e termine logo isso. Vai esfriar.
— Certooo.
Chue curvou-se novamente num ângulo exageradamente profundo.
Ela aqueceu o ferro de marcar e o pressionou contra o gua bao com um “jiiih”. Uma marca de patinha perfeitamente tostada ficou gravada no pão.
O sorriso satisfeito de Suiren era assustador. Talvez aquilo servisse como um aviso silencioso para que nunca mais repetissem algo parecido.
— …Por que justamente uma patinha?
Maomao realmente não conseguia entender.
— Maomao, você não sabiaaa? Ultimamente, o hobby do Príncipe da Lua é desenhar patinhas no canto das cartas.
— Chue!
Jinshi repreendeu-a, claramente envergonhado.
Patinhas, é…
— Ahhh, me perdoeeem! Tenham misericórdiaaa!
Chue implorava perdão de forma teatral.
Maomao observou a marca da patinha com sentimentos complicados. O formato era muito parecido com a patinha que ela mesma havia desenhado certa vez no canto de uma carta.
[Kessel: QUE FOFO MEU DEUS!]
(Os eventos dessa história acontecem durante o Volume 16!)
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