Receitas da Maomao
Folheado de Batata-Doce
(Alerta de Spoiler: Eventos dos Volumes 11 e 12!)

— Ô, senhor médico. Você está com algo que parece delicioso aí, não é?
— Fufufu, o senhor estrategista tem um bom olho mesmo. Isto aqui é batata-doce da colheita deste ano, cozida no vapor e amassada, misturada com manteiga e mel. O segredo é dar uma leve tostada por cima.
Estava acontecendo um chá da tarde, com a presença do estrategista excêntrico, ou seja, Lakan, e do bom doutor. O bom doutor, para ser sincero, não era lá muito bom em medicina, mas tinha jeito com as pessoas.
Um homem com uma enxada interrompeu a conversa. — Com licença, Mestre Médico! Pensei que já tinha dito que não podíamos usar essas batatas-doces ainda! — Era o irmão do Lahan. Também perto do pavilhão estavam o guarda-costas do médico e o assistente de Lahan.
— Ah, me desculpe. A ideia me veio à cabeça, e aí eu simplesmente... Bem, o que você me diz, meu caro irmão do Lahan? Experimente! — O médico enfiou um pouco da guloseima de batata na boca do irmão do Lahan.
Volume 12, Capítulo 16 - O Mentiroso
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— Fum fu fuum~
Era possível ouvir o médico cantarolando.
Já fazia bastante tempo desde que haviam chegado à Província do Oeste. O médico, trazido apenas como fachada, até recebeu um cômodo parecido com um consultório médico, mas não tinha nada para fazer. Realmente, nada para fazer.
Seu título de médico pessoal de Jinshi resumia-se a trocar apenas uma ou duas palavras com ele a cada poucos dias.
Uma pessoa comum provavelmente ficaria entediada a ponto de começar a questionar sua própria posição. Mas aquele era o médico. Não era como se ele tivesse passado anos vivendo inutilmente no palácio interno. Pelo contrário: desde que chegou à Província do Oeste, ele até ganhou mais pessoas com quem conversar.
As bochechas normalmente brilhantes do médico pareciam ainda mais lustrosas.
Maomao entendia muito bem o motivo disso.
O médico estava usando o fogão. Junto do vapor, espalhava-se um aroma tostado e apetitoso. (Cheiro de leite fermentado.)
Na Província do Oeste, aquilo era algo comum. A razão da pele reluzente do médico era justamente o leite fermentado. A infestação de gafanhotos havia devastado as plantações, mas a praga era tão intensa que chegou a devorar vastas pradarias inteiras. Por outro lado, não havia escassez de leite. Por isso, os laticínios eram relativamente mais fáceis de conseguir do que outros ingredientes. Quanto ao uso do leite fermentado, ele o misturava a batatas-doces cozidas no vapor e amassadas.
— Que cheiro delicioso.
— Ô, mocinha. Quer provar um pouco?
— Então, vou aceitar um.
Ele colocou um pouco da batata-doce amassada na palma da mão dela. Ainda estava quente, e, ao colocá-la na boca, a riqueza cremosa do leite fermentado e a doçura suave da batata se espalharam delicadamente.
— Tem só um pouquinho de sal aí, não é?
Uma pequena quantidade de sal realçava a doçura, fazendo o sabor da batata-doce parecer ainda mais intenso.
— Então você percebeu? Açúcar e mel também são ingredientes valiosos, afinal.
O médico observava Maomao com seus olhos redondos.
— Sim, mas não vá usar os ingredientes do mel concentrado.
Ela precisava avisá-lo antes que ele realmente resolvesse usar. Maomao não deixou passar a expressão momentânea de susto no rosto do médico.
— Com isto aqui, sabe…
— Vai misturar leite fermentado e transformar em kinton?
— Pois é. Pensei em dar uma incrementada.
O médico pegou a batata-doce amassada e começou a moldá-la em formato de barco.
Estavam alinhadas numa frigideira rasa, sendo assadas. Além disso, a superfície havia sido pincelada com gema de ovo, dando-lhes um brilho apetitoso.
— Parece extremamente delicioso.
— Não parece?
— Sim.
Mesmo que fosse demitido do cargo de médico da corte, talvez ainda conseguisse viver como cozinheiro. Maomao não conseguia deixar de se perguntar por que ele normalmente não demonstrava essa criatividade e capacidade de agir. Porém, um médico charlatão tão competente já não era exatamente um “charlatão”, então talvez estivesse perfeito desse jeito.
— Até ovos o senhor conseguiu arranjar.
— Recebi uma ajudinha.
Atrás do médico havia um pato. Grasnando “quá, quá”, parecia pedir comida a ele.
— Sim, sim, já vai. Tome, pode comer isto.
O médico picava os restos de batata e os dava ao pato.
— Então o leite fermentado também…
Atrás do pato havia uma cabra. Ela também berrava “méé, méé”, como se implorasse por comida ao médico.
— Sim, sim, para você é isto aqui.
Ele dava os mesmos restos de batata também para ela.
— Não é igual ao leite fermentado feito com leite de vaca, mas como substituto não é ruim, certo?
— Aconteceu alguma coisa?
— Será?
— Não, só pensei que o senhor, doutor, realmente criou relações bem particulares por aqui.
O médico mexia a frigideira para que os doces de batata-doce não queimassem. Além disso, acrescentava ainda mais leite fermentado por cima. Não era à toa que o brilho do rosto dele aumentava cada vez mais.
— Oh, já está quase na hora.
O médico olhou para Maomao.
— Estou ocupado aqui, então poderia ferver um pouco de água para mim?
— Claro.
Maomao colocou água numa chaleira e a levou ao fogão.
— Alguém vem visitar?
Ela lançou um olhar para os doces de batata-doce, agora dourados e bem tostados.
— Ah, sim. Ultimamente, sempre na hora do lanche aparece alguém por aqui. Quando faço alguma coisa nova, mesmo sem chamar, a pessoa vem imediatamente. É impressionante.
— Olha só, então existe alguém com faro de cachorro assim. Talvez seja o senhor Rihaku?
Enquanto falava, Maomao conferiu novamente se os doces já estavam assados.
— É o estrategista militar.
…Maomao recuou discretamente.
— Ora, mocinha. O que houve?
— Acabei de me lembrar de um assunto urgente, então vou me retirar.
— É mesmo? Então tome ao menos um destes para comer.
O médico embrulhou um doce de batata-doce recém-assado, ainda fumegante, em papel e o entregou a Maomao.
— Muito obrigada.
Enquanto soprava “fuu” no doce quente e o mordiscava, Maomao foi embora.
— O estrategista vai ficar desapontado. A mocinha estava aqui agora há pouco.
Guen transferia os doces de batata-doce para um prato.
— Hmm? Que cheiro bom é esse?
Quem apareceu carregando uma garrafa de cabaça com saquê era um homem usando monóculo.
— Bem-vindo. Preparei chá. Também tem alguns quitutes.
— Oh, então aceitarei.
Guen serviu chá ao estrategista, que se sentou pesadamente na cadeira.
— Tem cheiro de Maomao aqui…
[Kessel: kkkkkkkkk! Ele sempre sabe quando ela está por perto…]
— Ela saiu agora há pouco por causa de um assunto urgente.
— Entendo… que pena.
O estrategista abaixou a cabeça, desapontado. Diante dele, Guen colocou um tabuleiro de go.
— Já aprendi bastante sobre como jogar.
— Hm… ainda não sinto resistência nenhuma, mas tudo bem. Jogarei com as pedras brancas. Quantas pedras de vantagem você quer?
— Deixe-me ver…
Guen começou a contar as pedras brancas:
— Uma, duas, três…
(Os eventos dessa história provavelmente acontecem durante o Volume 11 ou 12!)
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