Dançando com a Morte Brasileira

Autor(a): Dênis Vasconcelos


Volume 2 – Arco 9

Capítulo 199: Sem Lambança

Retornaram à casa alugada do plano inicial de Nathaly.

Nina permaneceu em silêncio a maior parte do tempo, sem demonstrar ou reagir a nada. Seu semblante estressado meio entristecido... Nathaly não sabia como mudar o clima, e quando o céu começou a escurecer, Nina encontrou uma banheira bem grande e circular dentro de uma espécie de banheiro aconchegante.

Havia um enorme espelho oval com bordas em madeira trabalhada, voltado à banheira no centro do cômodo. Vários banquinhos rodeavam a atração principal. As tochas de carvão branco davam uma tonalidade acinzentada ao ambiente, revelando com mais destaque os relevos intricados das paredes de pedras cortadas.

Usando magia, Shhuuuuaaaa... Nina encheu a banheira de água e aqueceu o líquido utilizando sua nova Posse. Shi... Shi... Mexendo o líquido preguiçosamente com o dedo indicador direito indo para um lado e para o outro, faíscas de magia divina em amarelo esquentavam-no com calma.

Quando tudo ficou pronto, Shuar... entrou na banheira mantendo um rosto pensativo. Sentou-se, desfez as roupas de sangue e, Sniiff... Harff... respirou fundo, ainda incomodada com algo.

Nathaly estava arrumando o quarto, mas quando acabou e voltou à sala, notou que a estressadinha havia desaparecido do sofá. Logo escutou água e caminhou na direção do cômodo barulhento. Encontrou-a lá, sentada de costas para si, a cabeça tombada para trás e o rosto voltado ao teto... olhos fechados.

Shich...

Se despiu, colocou as roupas em um banquinho... Shuar... e decidiu acompanhá-la em um banho quentinho... Todavia uma "pequena" coisa aconteceu. Assim que a pele do pé tocou na água aquecida por magia divina... o corpo dela reagiu. 

Nina abriu os olhos ao sentir o cheiro da namorada e viu... o cabelo da garota assumir um dourado mais presente. As poucas linhas de magia circulando pelos fios aumentaram como se a garota recebesse mais poder e precisasse de mais circulação.

O poder desceu pelos fios dourados — uma quase divisão se formou no cabelo. As pontas tornaram-se douradas e avançavam pelos fios escuros, embora o castanho-escuro ainda predominasse em cerca de 80% do cabelo. 

Os olhos dourados deram lugar ao âmbar do passado.

Nathaly sentiu um arrepio... Splash! e sentou-se na hora... Nina olhando-a espantada. Os olhos antes estressados e entristecidos se tornaram curiosos... A cabeça tombou levemente para o lado, e embora Nathaly ainda achasse aquela reação fofa, ficou meio embaraçada com o olhar penetrante direcionado a si.

Nina não piscava e a garota corada desviou momentaneamente sua feição para o lado... viu-se no espelho oval e os olhos ficaram arregalados. Olhou novamente para Nina e entendeu a razão de tão reação divertida.

— É-éééé... N-não sei o que aconteceu — gaguejou toda.

Nina endireitou a cabeça.

— Usei a magia divina para aquecer a água. Você é a tal Grande Heroína... Seu poder é divino? — questionou visivelmente curiosa.

— ...Sinceramente, eu não faço nem ideia do que é isso. Só sei que faço fogo dourado e olhe lá... Queria um manual... — ergueu as mãos fechadas à frente como se segurasse um pergaminho milenar — Houhou! Aqui está todas as informações que precisa saber sobre quem é você e o que é esse tal poder. Primeira informação é: ...Não faço ideia, se vira — Nathaly riu com a própria brincadeira... sua voz forçadamente grossa tentando imitar um velho barbudo.

Nina desviou o olhar... a graça não lhe atingiu. Forçou um pequeno sorriso, mas era notório ser só isso. Preocupada, encarou a água... e Nathaly percebeu que não havia conseguido a reação que esperava.

— V...

— M-mas eu estou feia?

— N-n-nn-não! V-você está linda! — Nina voltou o rosto imediatamente ao escutar tal pergunta. Assustada e com medo de demorar muito, lembrava-se de quando a garota perguntara a mesma coisa para Nino nos provadores do shopping.

Nathaly gargalhou de forma fofa ao ver o olhar arregalado e o rostinho de desespero da namorada... Nina ainda em choque e cheia de medo da menina ainda se sentir menosprezada... Aliviou-se um pouco.

— Estava brincando... Sei que sou linda — comentou, olhando-a de canto... Nina respondeu com um pequeno sorriso tímido.

— Você é perfeita. Linda é pouco.

Vermelha... virou o rosto lentamente para trás, saindo da linha do olhar... Agora era Nina quem gargalhava de forma fofa, e a namorada retornou o olhar. Segurando um pouco do cabelo molhado, analisou o dourado. Era notório ver o poder passando em meio aos fios. Não sentia nada diferente, porém era bem diferente se ver em mais um novo visual.

— Não sei... Não deve ser nada demais, não.

Uhum... — ...O tom do murmúrio soou muito tristinho.

— ...Aquele cuspe te deixou muito irritada, mas não me parece ser isso o que está te deixando cabisbaixa até agora... Aconteceu alguma coisa? Eu fiz algo ou algo assim?

Nina desviou o olhar de sua mulher... voltando-o para a frente, se vendo no espelho e notando o olhar fixo de Nathaly em si.

— ...

Não conseguiu responder de imediato.

— Me fala o que está acontecendo... Somos noivas, você não disse? O seu problema é o meu também. Eu te ajudo. Me fala. Aconteceu alguma coisa? Se eu fiz algo errado, me diz. V-você queria ter matado o velho que te cuspiu? Desculpa. — O silêncio sempre era um inimigo formidável. A imaginação sempre criava as histórias mais longas possíveis do que era a realidade. Misturada à ansiedade e uma falta de respostas, o mundo acabaria durante algumas horas imersa nas ideias jogadas pela inimiga Mente Ociosa.

— ...Meu irmão.

Hm...? Nino não está bem? — Um alívio surgiu. A resposta acalmou os pensamentos sendo acumulados feito zumbis se amontoando na tentativa de passar por uma grande muralha humana.

Nina continuou alheia, olhando para frente, no tempo que respondia com calma:

— ...Sabe, mesmo que sejamos diferentes em personalidade, ainda somos o mesmo ser. Dividimos o mesmo corpo e a mesma herança, sendo o Primordial Preto. Por compartilharmos o mesmo corpo, nosso sangue consegue se misturar e, quando isso acontece, eu vejo as memórias dele e ele as minhas.

— ...

Nathaly não demonstrava nenhuma reação além de se manter bem parada encarando-a de perfil. Nina reparou pelo espelho e olhou-a diretamente.

— ...Tá confusa?

— Não, só tô prestando atenção.

— Ok... — O silêncio reinou por alguns segundos. Voltou o olhar para frente e seu corpo quase se deitava na água. Suas costas mal apoiadas. Nathaly ainda a olhava, e Nina continuou a falar: — Não gostamos de nos misturar para não acabar com a privacidade um do outro ou coisas assim. Mas de vez em quando isso acontece por acidente, e da última vez que isso ocorreu, além de eu sentir algo estranho misturado com ele, também vi uma mulher sorrindo e se intitulando como "Morte" nas lembranças dele.

— "Morte"?

— Também não entendi. Tudo isso me deixa extremamente confusa além de ser muito estranho. Aquela mulher... Ela... Ela é idêntica à minha mãe. Tentei não ficar pensando nisso, mas é impossível.

— ...

— Eu não cheguei a ver minha mãe pessoalmente. Morreu nos dando à luz. Meu pai eu vi, mas só naquele dia. Anos depois, nós a vimos por uma foto que tinha no quarto, além de outras no corredor. Essa "Morte" é literalmente igual a minha mãe em aparência. Única coisa diferente é o estilo do cabelo, que é um pouco mais bagunçado. Não sei se é de fato ela, mas tenho medo do que meu irmão tá fazendo ou pretende fazer. Ele é muito egoísta e seu ego é muito alto pra pedir ajuda. Se ele descobrir algo sobre isso, tenho certeza que vai fazer tudo sozinho — murmurou tudo quase que soprado só para si... sua preocupação evidente em cada palavra.

— Você viu as memórias dele, certo?

— Sim.

— Nas memórias, ele pretendia ir atrás disso?

— Não... Mas eu o conheço. Ele me prometeu que contaria a Anna se descobrisse algo, porém eu duvido que ele contaria de fato. Tô preocupada com esse idiota, espero que ele esteja quieto e não buscando uma forma de se matar...

— ...

— Eu.. Eu senti a presença dessa mulher no corpo dele, não foi só um sonho ou algo assim... foi muito real. Eu tenho absoluta certeza. Não foi um sonho que ele teve. Não foi nem fodendo.

Sflshua...

Nathaly se aproximou mais de Nina e se apoiou de lado no corpo dela.

— Confie nele.

— Oi?

— Confie no seu irmão. Ele disse que contaria, então confie.

Splash...

Nathaly colocou a mão sobre a dela na água.

— Não consigo.

— Não olho para ele e vejo um suicida... Além de que seu irmão parece gostar muito da Anna. Você realmente acha que ele esconderia algo dela?

— Sim. Ele esconderia pra se proteger dela.

Nathaly riu.

— Como assim?

— Não se lembra de como ela se comportou quando você chegou lá? Anna é bem ciumenta, e assim como o meu irmão disse uma vez; "ela me mataria antes de eu acabar de explicar que tem uma mulher dentro de mim".

Nathaly riu novamente.

Fluash...

Nina segurou-a de surpresa, puxando-a e posicionando-a em seu colo. Nathaly ergueu os olhos, e logo sentiu os seios macios em contato com suas costas. Uma massagem tranquila, assim como o abraço firme e macio pela cinturinha... o queixo apoiado no ombro direito... os rostinhos em contato em meio ao aconchego carinhoso.

— Aliás... você acha que ele gostava da Alissa? — perguntou Nathaly.

— Achou ela parecida com a Alissa também?

— SIM! O cabelo branco, os olhos azuis, a única diferença é a altura. Minha mãe é um pouco mais alta que os dois.

— Anna é como uma versão mais jovem da Alissa, porém Nino nega isso, mesmo sendo um pau-mandado dela, assim como era da professora.

— Ele obedece tudo o que ela manda?

— Quando rolou a invasão na vila, Nino e eu tivemos uma briga. O idiota do meu irmão não queria me escutar nem fodendo, mas assim que Anna chegou e mandou ele ir pra casa, o arrombado simplesmente obedeceu.

Nathaly riu nos braços de Nina.

Aaah, para...

— Você não está entendendo. NÓS estávamos BRI-GAN-DO! BRI...GAN...DO! Ele gritando comigo, e quando ela chegou, o arrombado voltou ao normal instantaneamente.

— É o amor...

— Amor ou medo?

— Não é medo, é respeito. Na invasão, assim que vimos a Lua Azul, ele gritou o nome dela e saiu correndo a manhã inteira para ver se ela estava bem.

— Anna é muito forte, se preocupou à toa. Ela não perderia.

— Nino também é forte, acha que ele perderia?

...Hã?

— Tá se preocupando com ele à toa, ainda mais ao lado da Anna.

— ...

— Relaxa... Não é errado se preocupar. — Nathaly virou o rosto de lado, olhando diretamente para sua mulher. — Você se preocupar mostra que o ama, é normal. Mas acaba atrapalhando sua vida se não conseguir parar de tentar controlar o que não pode. Não tem como controlar ele, apenas confiar nele.

Fluash...

Nathaly se levantou e sentou novamente no colo de Nina, agora de frente, apoiando os braços no pescoço, enquanto a olhava diretamente nos olhos. Seus seios se tocavam suavemente, amassando-se na posição atual.

— Você fala dele, mas também obedece a tudo que eu mando — rosnou sua provocação e chegou mais perto dos lábios de Nina.

Ah... mas é diferente — tentou achar uma desculpinha. (Acusar o irmão de ser egocêntrico era bem fácil... assumir que também era não queria, né?)

— É?

Nathaly chegou mais perto... seus olhos famintos cravados nos alvos carnudos. Os lábios se entreabrindo em um nível de sensualidade que Nina não resistiu... (E quem disse que estava tentando?) Mwah! Beijou-a com calma... Olhos fechados, um toque suave sendo quebrado em curto prazo.

— Viu, você... Uuuhmnmnmm...

Nina não gostou da garotinha interrompendo o beijo somente no intuito de provocá-la. As mãos macias afofadas na cinturinha fina se firmaram, e um pau grosso foi criado penetrando Nathaly sem aviso ou pena, forçando-a a erguer o rostinho ao alto, soltando um gemido arrastado de tão carregado.

Harff... Você deveria me avisar antes de fazer essas coisas — sussurrou em tom divertido.

Nina sorriu, maliciosa, os olhos brilhando enquanto via o rostinho contorcido de prazer da namorada.

— Aaah, assim eu não veria seu rostinho desse jeito...

Floosh... Floosh...

Nathaly começou a rebolar. Devagar. Profundo. O quadril subindo e descendo com maestria, sentindo cada centímetro grosso entrar e sair, esticando-a deliciosamente em mais um dia. As mãos de Nina apertavam sua cinturinha, guiando o ritmo da menina, enquanto a água quente balançava em ondas suaves a cada quicadinha tranquila.

— Você tá certa. Vou deixar meu irmão de lado. Ele sabe se virar, né?

Nathaly se encontrava em outro lugar... Os olhos fechados sóóóóó cuidando dos movimentos safados. Sua respiração se tornando mais pesada, um tremulado quase em risada, sentindo-a bem dentro de sua bucetinha levada.

Longe em pensamentos e focada nas sensações, lembrou-se que sua mulher havia lhe perguntado algo... sem se lembrar o que era, resolveu rosnar outra pergunta bem sapeca:

— Sua boca está funcionando de forma errada. Só escuto palavras, mas não era para ela estar tampando a minha? — Floosh... Floosh... Os movimentos não paravam... e ainda assim se aproximou novamente, encostando a testa na de Nina, que abriu um pequeno sorriso safado, sentindo-a cavalgando lentinho no caralho. 

— É um pedido?

— É uma ordem.

Mwarrrh... Um beijo feroz se seguiu... Línguas se enroscando com fome, gemidos abafados um na boca da outra. FLOOSH... FLOOSH... Nathaly quicou mais forte, mais rápido, Splash-lash! a água espirrando ao redor delas enquanto o pau a invadia sem piedade, exatamente como ela queria... exatamente como ela amava.


Enquanto isso, na Floresta do Desespero, Nino encontrava-se deitado na cama, abraçando Anna por trás em mais uma noite suave... O problema...? O Herdeiro não conseguia dormir... e nem sequer tentava. 

Uma insônia complicada o mantinha acordado. Uma coisa não sabia... Anna havia percebido fazia um tempo e também não dormia. Sem entender o que estava acontecendo, decidiu perguntá-lo, quebrando o silêncio:

— Não está conseguindo dormir?

Nino levou um pequeno susto:

— ...Te acordei?

Em sua pose e de olhos fechados, continuou deitada de costas só respondendo-o normalmente:

— Não, mas sua mão está me apertando com incerteza, e sua respiração está pesada, como se estivesse preocupado. Aconteceu algo?

Rsh...

Nino a puxou, colando o corpo dela ao seu, abraçando-a com o braço passando pela barriguinha e terminando com a mão entre os seios, apertando-a com mais firmeza em meio às peças leves e finas de dormir.

— Não sei dizer... Acho que estou curioso, mas nunca me importei com isso.

— Com o quê?

— Meus pais.

— Hãm?

— Eu não tive pais.

— Ué? Nasceu do vento? — Anna segurou uma risada.

— Fazer piadas não é com você.

Hãm?

— Fazer piad...

Hãm? — Anna começou a rir baixinho ainda de costas para ele. 

— Cara...

— Você fica assim o dia todo, agora aguenta.

— ...Não brilha com você.

Uhum... — deu uma risadinha. — Continue. O que tem seus pais?

Nino permanecia com a cabeça muito próxima a dela, piscando lentamente no tempo que juntava as palavras:

— Nunca tive interesse em saber sobre meus pais... Não... Isso é mentira. Já tive, sim, mas como minha vó não dizia nada, deixei de lado... É que... tem algo que me intriga muito neste mundo. "Por que aquela mulher é igual à minha mãe?", pensou, mantendo uma expressão meio chateada. — Mesmo que uma parte de mim não ligue pro meu pai, eu quero saber mais sobre ele e por que ele foi parar em outro mundo. Eu quero saber a verdade, mas não sei como conseguir isso. Matando os Primordiais? Torturando eles e exigindo respostas?

Rsh...

Anna se virou na cama, deitando-se de frente para ele.

— Talvez seja uma boa ideia, quem sabe. Eu não tenho como descobrir a verdade sobre minha mãe. Ela não tinha amigos, e a única forma de eu saber o que ela realmente queria seria perguntando diretamente a ela. Mas né? Ela está morta. Você ainda tem como obter respostas para entender o que levou à morte de seu pai ou, no caso, o que levou ele a ser expulso do mundo. Sinceramente, essa história de ser expulso nem faz sentido pra mim; não seria mais fácil só terem o matado?

— Existem muitas coisas confusas nessa história, e minha cabeça se enche de dúvidas. Não sei se vale a pena ir atrás disso ou se eu deveria só deixar para lá. Afinal, ele está morto. Ocupar minha cabeça com isso não seria um desperdício de tempo?

Anna se virou de barriga para cima, olhando para o teto, e Nino manteve a palma da mão na barriguinha exposta pelo cropped dela.

— Não sei dizer... Mas, se eu descobrisse que alguém ainda sabe algo sobre a minha mãe, eu iria atrás dessa pessoa até encontrá-la... e não importaria quanto tempo isso levasse.

Nino deslizou a mão pela curva da cintura dela, Rshhh... os dedos se fecharam e a puxaram com firmeza, colando o corpo dela contra o seu.

Mwah-Mwah-Muah-Mua!

Beijinhos molhados desceram pelo pescoço e pelo rosto de Anna, quentes, provocantes. Esta se virou de repente e o encarou, séria, os olhos azuis faiscando.

— Se continuar assim, vai ter que descer.

— Vou é? — ele sorriu, malicioso.

Uhum...

Nino nem hesitou. Mwah! Avançou de novo, capturando a boca dela num beijo faminto. Quando se afastou, viu o olhar autoritário que ela lançou.

— Desce — seguido de sua ordem mais ainda.

Nino sorriu.

— É? Nhac-Nhac... Muwah!-Mua-Mwah! — e atacou o pescoço dela... Mordidas leves seguidas de beijos molhados, enquanto Anna inclinava a cabeça para trás, gemendo baixinho. Segundos depois começou a descer, Mua-Mwah! sem pressa, beijando cada pedacinho de pele por baixo do tecido fino.

Chegou aos seios. Slik-Slic! A língua áspera lambeu os bicos por cima do tecido, deixando-os duros e sensíveis. Anna se contorceu sentindo cócegas, aflita, Froooosthh...Opss... não mais. Ergueu-se um pouquinho, esticou a mão na direção da porta e a congelou inteira.

Nino parou de chupar os bicos se revelando por baixo do tecido branco — agora — transparente e olhou na direção da magia. Em seguida olhou no rosto da menina, e esta lhe voltou a explicação que tanto queria:

— Só pra ter certeza que ninguém vai nos atrapalhar.

Nino lançou um sorrisinho sacana, Sssslik-Sliiic! e voltou as provocações. Subiu o pequeno cropped, deixou seus brinquedos nus e continuou chupando-os cheio de safadeza. Slic-Slik! Lambidas felpudas, lentas... brincava com a textura da língua querendo ver sua garota enlouquecida mais acima.

Uma tortura premeditada... Desceu uma mão devagar até o shortinho, Swish-Swish... roçando por cima do tecido fino, provocando-a e querendo escutá-la implorando para ser usada sem pena alguma.

Enquanto a masturbava com calma, sentindo a bucetinha molhadinha lhe aguardando ansiosa, Mwah! beijou o peitinho direito em uma despedida quase dramática. Logo continuou sem pressa, Muah-Mwah! descendo os lábios em beijos pelo umbigo, no tempo que a olhava nos olhos, percebendo o desejo estampados naquelas íris azuis encarando-o em transe completo.

Mwah!-Mwah!Swish-Swish...

O som dos lábios... O molhadinho ficando em sua pele exposta... O som do tecido do shortinho sendo esfregado... Anna não conseguiu esperar mais. Fush!-Bm... Ergueu-se se sentando na cama, o segurou pelo braço e o puxou com força de volta para cima.

Sem perder tempo, Phaff! o empurrou para o lado. Deitou-o de barriga para cima e encarando-o nos olhos, mantendo um rostinho de putinha safada, passou uma perna sobre seu homem, montando-o no colo, Swish-Swish... com uma esfregada mais que lasciva de sua bucetinha ensopada coberta pelo shortinho claro sobre a calça escura do seu macho excitado.

— Muita maldade sua me excitar tanto e demorar a chegar lá — reclamou quase fazendo beicinho.

— Vai me dizer que não gosta que eu faça isso? — provocou com um sorrisinho... e Anna respondeu com um ainda mais safadinho.

Sem respondê-lo com palavras, virou o corpo passando as pernas com lentidão entregando a visão das coxas fartas. Virou-se sobre ele. Ficou de costas para o rosto do namorado devorando-a com os olhos libidinosos.

Swish-Swish...

Sentando-se mais para cima no peitoral, via a extensão marcada na calça do Primordial. Salivava olhando seu brinquedo pulsando... Cheia de sede, curvou-se e foi com as mãos juntas para agarrá-lo com quase fome. Nino recebia o privilégio de ver a bunda se empinando, as polpas clarinhas se revelando no shortinho moldado... As covinhas de vênus na lombar o deixando mais doido que um palhaço alucinado.

Recebeu um forte aperto no pau... Anna parecia querer esmagá-lo com ambas as mãos.

Fh-Plaki! Sua garota retirou o meninão da calça... e de presente levou uma cabeçada na cara... O pau maior que o rostinho da safada. Olhava-o com um sorrisinho excitada, sentindo as pulsações do membro contra sua pele clara.

Nino diminuiu-o para facilitar a brincadeira desejada.

Aaahhumm... Glu-mn... — Anna abocanhou-o e iniciou sua mamada babada.

O Primordial envolveu as coxas fartas da namorada com as mãos, Fhshh... e a puxou até seu rosto... Um movimento abrupto e desesperador para ela, que arregalou os olhos jogando o rosto para frente, não querendo que o brinquedo suculento saísse de dentro de sua boca fervente...

Engolia-o inteiro. Mamava com vontade. Subia fazendo Nino sentir o frio da noite colidindo em sua piroca molhada para descer e quase engolir as bolas lhe colocando dentro de uma fonte termal ao lado de um mar de lava.

Uma curva perfeita na garganta dilatada sendo fodida pela raiva que a garotinha colocava em suas mergulhadas de cabeça desgovernadas... era hora da bucetinha encharcada receber a atenção esperada. Nino, com a namorada sentada no meio da sua cara, lançou a língua para fora, arrastou o shortinho para o lado e iniciou suas brincadeirinhas quase sádicas.

Anna tinha outro motivo para não usar o Tesouro de Bruxa, além de achar desrespeitoso usar a roupa de sua mãe por nada. O Tesouro supria tudo o que o ser a quem ele escolhesse precisasse; com isso, eliminava todas as emoções e necessidades, tanto negativas quanto positivas — tesão, dor, amor, fome, felicidade, medo, empatia, raiva, solidão, desespero, arrependimento, vergonha, frustração, culpa, tristeza, insegurança, ciúmes, apatia, e até o sono. Não permitia nada; o ser deixava de ser, de fato, um ser.

Virava algo imortal, sem pontos fracos, um ser "perfeito". Com um único propósito: seu maior sentimento... sua maior vontade prevalecia, e apenas ela.

Mas, claro, isso apenas se quem o usasse deixasse. Todavia Emília era jovem demais e se deixou levar pela sensação, ao invés de limitar o vestido a não excluir, aos poucos, seus sentimentos.

Sempre sozinha, sempre fria, sua frieza se intensificou, e seu olhar de desdém para tudo ao seu redor se solidificou entre os seus 13 e 15 anos. A única coisa que fazia era ler e ler mais e mais do Livro Sagrado, ficando perdida na sensação do "posso tudo".

Anna, mesmo sabendo e tendo milhares de vezes menos conhecimento que ela, ainda era mais cabeça e pé no chão.

Sabia e podia controlar perfeitamente o vestido que passou de Lua, como presente para Emília, e agora passou para ela, como a Herdeira do Poder Primordial da Linhagem Mais Forte.

Sabendo do poder que tinha em mãos, o respeito por Emília se manteve, e suas vontades eram apenas de usá-lo se realmente necessário, como em lutas... (Mas quem sabe para também deixar o namorado excitado?)

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