Dançando com a Morte Brasileira

Autor(a): Dênis Vasconcelos


Volume 2 – Arco 8

Capítulo 189: Promessa

Um sentimento mais tranquilo.

Uma conversa breve.

Olhares sinceros do que não entendiam. 

Nina retornou para a casa deixando seu irmão sozinho sobre as árvores. Imediatamente com o seu afastar, surgiu diante da porta fechada. Abriu-a e deu um passo, entrando de olhos fechados, alheia a tudo, só pensando no jantar e ir se deitar ao lado de sua namorada.

— Cadê ele? 

Seu pé mal tocou no chão e seu coração quase implodiu de susto. Arregalou os olhos dando um salto para trás lançando o olhar na direção da voz — Anna ao lado da porta, costas na parede, braços cruzados e cabeça baixa... seu semblante não era nada amigável.

Ainda em choque, Nina respondeu:

— ...T-t... Eu estava conversando com ele em cima de uma árvore ao norte daqui. — Olhou para fora, apontando na direção de onde veio e, ao olhar para Anna novamente, percebeu que ela havia sumido. — Hã?... — Olhou para fora. — Como ela, sem presença alguma, tem uma presença tão assustadora?... Que medo... Uhgth... — Fechou os olhos, tremendo com um gemidinho.

Ignorou por parte e subiu as escadas, indo para o quarto.

Depois do teste de coração, prestou mais atenção ao redor com sua Detecção. Assim que tocou a maçaneta, virou o rosto lentamente na direção do quarto de Clarah: 

— Onde você tá? — Virou o rosto novamente e entrou no próprio quarto. "Deve ter ido lá..." 


Um pêndulo... o corpo indo para um lado e para o outro lentamente, de forma involuntária. A cabeça explodindo. A fome corroendo o estômago. A escuridão esmagando sua mente inquieta... seus pedidos de ajuda não chegavam em seu pai... Chegavam? 

Sem saber se os olhos estavam abertos ou não, Fru-fru-frururu... descobriu quase ficando cego. Todas as tochas deixadas por Nina se acenderam em chamas brancas. Fechando os olhos com o clarão inicial, foi tentando abri-los, no tempo que escutava passos chegando próximos, passos como se alguém descesse uma escada.

Clarah surgiu... Seu rosto mostrava ânsia, dor, tristeza. Olhá-lo fazia-a sentir vontade de vomitar. Ver alguém que jurava ser seu amigo, aliado, traí-la. Ver quem jurou amizade eterna matar um de seus amigos.

— Clarah... por...

— Por que você fez isso?

— Clarah... eu, eu... não queria. 

— Como não queria? COMO NÃO QUERIA?! — Clarah se enfureceu e virou o corpo, tentando se controlar. — Você... Você matou ele, e diz que não queria? Você nos traiu, e agora diz que não queria?

— Clarah, eu preciso salvar a minha irmã. E-eu sou filho do Primordial do Sol. Minha irmã vive presa lá. Eu só queria tirá-la de lá — murmurava em choro.

— Eu nem sei se o seu nome é Jaan, como acha que vou acreditar nisso?

— Eu juro... Eu juro pela minha vida...

— ...Sua vida vale tanto quanto a sua palavra.

Jaan sentiu no fundo da alma o murmúrio agressivo da ex-amiga. Seu rosto não escondia, e Clarah não parou:

— De que isso importa? O que você acreditou que aconteceria? O que você acreditou que iria acontecer com todos da vila quando você afastou Nina dela? Como ousa dizer que não queria se você sabia do ataque e também sabia que sem Nina não seria possível? O que seria de mim? O que seria de todos se Anna não fosse tão forte? Todos nós morreríamos. Será que essas lágrimas seriam derramadas? Ou só estão sendo derramadas porque você sabe que não sairá daqui vivo?

— Clar...

— Anos... São mais de dez anos juntos... Dez anos que você nunca citou ser filho de um Primordial. Dez anos que nunca virou e disse que sua irmã corria perigo ou algo assim. E agora, vem com essa história?

— Não é mentira...

— Não é? Você nos tinha... Era só nos pedir ajuda. Era só falar que precisava de ajuda. Confiou nos seus amigos de verdade, não é? Aquele que matou Minty, aquele que não parava de falar seu nome, porque além de você fazer Minty morrer, também fez seus três amigos deixarem de existir. 

— Não eram meus amigos.

— Imagino... Eu achei que era e você me vendeu.

— Clarah, eu s... 

— Vendeu minha vida. Me sacrificou... — O choro se intensificou. Lágrimas e mais lágrimas sendo desperdiçadas para alguém que não merecia. — Você era como um irmão. Eu te amava. Nossas brincadeiras. Brigas... Nunca eram brigas. Sempre era divertido. Todo o carinho que eu sentia por você... você jogou no lixo. Todos esses anos foram o quê? Tudo uma farsa? O que Minty era para você? Não era o seu melhor amigo?

O olhar de Jaan era caído, não conseguia responder nenhuma pergunta.

— Chega.

Uma adaga de sangue branco brilhando em magia de luz se formava na mão de Clarah, enquanto se aproximava dele. Jaan chorava inerte nas perguntas, até que viu-a próximo demais chegando com aquilo em seu pescoço.

Sentiu o toque afiado... Srch-Srtch... as correntes grunhiram em movimento, seu corpo se debatendo sem possibilidade de sair correndo. O casulo lhe prendendo, a lâmina parada quando Clarah escutou o grito aterrorizado:

— EU SEI! E-EU SEI ONDE SUA IRMÃ ESTÁ!

O olhar dela... não se lembrava de ter contado a ele. Só lembrava de confiar a Nina tamanha informação. Hesitou e manteve a adaga superficialmente na goela do ex-irmão.

— E qual é o nome dela?

— CAROLINE! CAROLINE, CERTO?! — gritou com muito medo — E-ELA ESTÁ NO PALÁCIO DO MEU PAI!

Aquele olhar desesperado subindo na direção de seus olhos revelava a verdade. Tamanho desespero com sua vida em risco faria os fracos falarem tudo de imediato.

— Me conte tudo — pediu.

— P-prometa... — gaguejou se tremendo inteiro, de fome e medo.

— O quê?

— Prometa que não vai me matar primeiro... 

Olhou-o por alguns segundos em silêncio... até que retirou a lâmina, dando um passo para trás, aceitando sua decisão um tanto difícil de ingerir. Fungadas em seu nariz rosado, seus olhos um tanto manchados das lágrimas.

— Tudo bem. Prometo que não vou lhe matar.

Jaan relaxou, seu rosto ficando menos tenso e mais aliviado.

— Como sabe onde ela está? 

— O Primordial Branco vive no Palácio do meu pai, e eu sei que sua irmã faz parte do harém dele...

— O que mais!? — Clarah olhava fixamente para ele, sem conseguir esconder a raiva crescente.

— Ela vive presa, como a minha irmã.

— Não quero saber dessa sua irmã imaginária. Só fale o que sabe da minha irmã — rosnou visivelmente sem paciência. 

— E-... Sua irmã vive presa e sob vigilância de uma Besta. Naquela época eu era enviado para a escola e para o palácio, escola e palácio. Só que meu pai se enfureceu comigo por não ser forte como ele esperava de mim e me expulsou de lá, mantendo só a minha ir... a... lá... Depois disso vivi com vocês na escola. Antes de ser expulso, eu vi sua irmã. Branco a vestia com roupas caras, fazendo dela uma espécie de rainha, imperatriz. Vestida assim, mostrava para todos sua "esposa" e obrigava ela a fazer coisas com el...

BUUM!

Jaan contava tudo no automático. Seu rosto cabisbaixo, voz mais baixa que sua esperança. Foi quando se assustou fortemente. Clarah ficou extremamente enfurecida com tudo o que ouvira e explodiu, esticando o braço esquerdo para o lado e disparando uma magia explosiva de luz nas rochas.

Uma poeira forte subiu... assim como sua voz e o tom:

— Cala a boca... Cala a merda da boca... Eu não quero mais ouvir a sua voz... Em todo esse tempo você sabia disso. Em todos esses anos você sabia disso, sabia de tudo isso e nunca me disse nada...

Apertava o punho com muita ira, sua cabeça estava baixa, mas o olhar era reto no rosto do jovem de cabeça para baixo... Jaan ficou apavorado, sem possibilidades de se defender, voltou a gritar:

— VOCÊ PROMETEU QUE NÃO IA ME MATAR!

— Sim... eu prometi. 

Clarah se virou e saiu caminhando até as escadas... quando uma silhueta se mostrou vindo da fumaça. Nino surgiu, mãos nos bolsos, olhar preguiçoso, porém arrogante, enojado, passando ao lado de Clarah, que acabava de responder Jaan sem se virar ou muito menos se importar com os gemidos receosos do traidor pendurado:

— Eu não vou lhe matar... ele vai.

— Vo-vo-vo-... Não... Não... POR FAVOR! POR FAVOR, ME ESCUTA!

O desespero foi completamente ignorado.


Clarah subia as escadas da caverna com um turbilhão de sentimentos disputando o controle de suas emoções: estressada e profundamente abalada, feliz por saber que sua irmã continuava viva, mas triste pela morte de seu amado e preocupada com o sofrimento de Caroline.

Desorientada, não sabia ao certo o que fazer enquanto deixava a caverna.

Grramm...

Assim que saiu, Nino fechou a entrada atrás dela.

— Cadê ele?

Clarah quase infartou e deu um pulo para trás, assim como Nina havia feito antes... Anna na mesma pose. Parada, encostada na parede atrás da entrada escondida da caverna, mantendo os braços cruzados e a cabeça abaixada. Quase uma cowboy dos filmes de velho oeste estadunidenses.

Calmamente, levantou o olhar para Clarah, com uma expressão nada amigável.

— T-tá lá dentro. Vai matar o traidor — gaguejou ainda assustada, coração a mil, olhos esbugalhados.

— Nina deixou a decisão para você. Você queria isso?

— S-sim... Ele me propôs um plano. Eu queria informações e Nino queria matá-lo. Então me mandou fazer um acordo com o Jaan, que em troca de todas as informações que ele tivesse, eu não iria o matar se me contasse. Ele aceitou. Com isso, eu não o matei, mas eu não disse que ninguém iria fazer isso.

— O que você queria saber?

— ...Se minha irmã está viva.

— E ela está?

— Sim. Ela está no Palácio do Primordial do Sol.

— Entendi...

— ...

— ... 

— ...Mi-minha cabeça está cheia, preciso descansar um pouco mais... Vou voltar para a vila. Você não vem? — Depois de um pequeno silêncio desconfortável, quebrou-o mantendo uma feição cansada, destruída... Precisava dormir.

— Vou esperar por ele aqui fora.

— Acho que ele vai demorar um pouco.

— Eu espero — respondeu normalmente. 

Clarah ficou reação momentaneamente com uma resposta um tanto possessiva, mas não se intrometeu:

— ...Tá bom. Boa noite, Anna.

— Boa noite.

Virou-se e voltou à vila, deixando a amiga brava com um certo sujeito bem ali, mantendo os braços cruzados, encostada na parede de pedras com as costas e mantendo o rosto levemente inclinado para baixo.


— POR FAVOR!...

Cada passo de Nino aumentava o pavor de Jaan.

— Ron vai crescer sem um pai por sua culpa — rosnou. 

— ESCUTA! ESCUTA, POR FAVOR, CARA! VOCÊ FARIA O MESMO! MINHA IRMÃ ESTÁ PRESA NO PALÁCIO DO MEU PAI, EU PRECISAVA FAZER ISSO PARA SALVÁ-LA!

Nino caminhava lentamente... sem pressa alguma:

— Eu trairia quem me ajudou? Não me coloque na sua posição. Se fosse eu e Nina, iríamos matar o filho da puta. Se você é fraco, não me interessa. Vai gritar mais mentiras no ar? Mesmo que seja verdade, eu não me importo com a sua vida ou com a porra da tua irmã — cuspia arrogância, cuspia seu desprezo.

— EU JURO, POR FAVOR! — Com seu corpo inteiramente preso, a corrente pendurada no teto começou a se mover lentamente mais uma vez. — E-EU CONSIGO TE POR LÁ DENTRO! V-VOCÊ NÃO QUER MATAR TODOS OS PRIMORDIAIS?! LÁ TEM DO...

BAAMM!

O soco de Nino, Creck! quebrou as correntes e, com o impacto do corpo de Jaan na parede, CRASHH! o casulo se fragmentou. Pahf... Aaac-caf-cuf! No chão, tossia sem ar, sem parar. Deitado sem sentir as pernas e muito menos os braços, levantou lentamente o olhar, vendo-o em pé, bem na sua frente, olhando-o de cima.

— Agora quer ajudar? Não preciso da sua ajuda. Se eu quiser entrar, entro pela porta da frente. Que estratégia mais grotesca. Trair um lado e, ao ver que não tem chance, tenta trair o outro? Tsi-haha... — riu e criou uma espada de sangue.

SKRUNCHIIRRRRCH!

Cravou-a na perna do traidor e puxou para trás, rasgando toda a carne, deixando-o agora com três pernas, embora duas fossem metades.

AAAAAAAAAAAARRGGGHHH!! — Jaan se contorceu, tentando juntar as partes cortadas com as mãos... Agonizava enquanto Nino ria. Via seu sangue criar uma poça enquanto Nino se divertia degustando de um som tão excitante. 

Chorando e ouvindo as risadas, o primo olhou para o rosto do Primordial, que agora era irreconhecível. O olho de Rag permanecia no pescoço sobre a Marca, encarando-o no chão, e atrás dele, mesmo que não fosse real, Jaan via a Deusa da Morte rindo e o olhando da mesma forma que Nino.

Com o prazer que aquele ser proporcionava, Nino zombou:

— Caalma... Caaalma, garotinha. — O Herdeiro colocou a mão no rosto do primo, acariciando-o enquanto este tremia. — Chama seu pai... Manda ele vir até mim... Hihiaahaha! — deu uma risada, olhando-o nos olhos. — Se você nos traiu sem sair daqui, imagino que possa chamá-lo. Vamos. Ele tem poucas horas pra chegar... Será que ele vem?  Hein, hein?

Lágrimas não paravam de sair dos olhos de Jaan, em completo silêncio e choque, vendo-o de tão perto, sentindo o calor do inferno roxo dentro das íris daquele ser perverso.

— Mas se ele não vier, relaxa, vou rasgar e perfurar seu corpo inteiro com lâminas durante a nooooite tooodaa... Imagino que você goste, não deve ser tão diferente de um pau dentro do seu cu. — O olhar de Jaan travou e nem lágrimas saíam mais. — Hãm? Tsc... Acha que somos cegos? Nem eu, nem Nina, nem Anna precisávamos estar do seu lado para saber o que você fazia em casa. Todos os dias que você se escondia, olhando "discretamente" pela janela enquanto Minty treinava, e você se masturbava enfiando coisas no rabo. Contou pra Clarah? Nem em casa eu ficava de ódio com tamanha nojeira. Sempre quis matar você e ele, dois insetos que não sabiam o seu lugar. Assediar alguém é legal? Por que não se declarou a ele ao invés de se masturbar como um estranho de merda?

— Eu me... — Crunch!AARRGRR!...

O Primordial Preto esmagou a mandíbula dele, deixando-a mole em seu rosto.

— Não permiti que você falasse nada — rosnou, olhando-o sério e com desdém, mas seu semblante de repente mudou. — HihirrarrAAHAHAHA! — começou a gargalhar alto, encarando-o como um doente lunático. — OLHE PRA VOCÊ! — Se levantou e Jaan o olhava de baixo. — MATOU O CARA POR QUEM ERA APAIXONADO! AAHAHAHAAAAHHAHA!

O primo voltou a chorar, no tempo as palavras de Nino penetravam sua mente o destruindo ainda mais, causando quase uma dor equivalente do que seu corpo sentia todo rasgado. Seu pai o odiava. Sua mãe virou as costas... Sua irmã era o que restava, e agora, a deixava.

— VAMOS! VAMOS RIR DO IMBECIL NA MINHA FRENTE! AAHAAAAHAAHAHA! — O primo não o olhava mais, somente para baixo, com um olhar morto e a boca babando por não conseguir controlar a mandíbula quebrada. — HÃÃÃÃÃÃMM??!!...

Nino berrou e parou... O sorriso desapareceu. As risadas desapareceram... Sua expressão ficou séria. O silêncio doloroso deixando espaço para o choro tímido vindo do chão. Jaan olhou para cima ao notar tamanho contraste. Encontrou o olhar de Nino em sua feição e logo...

Tink-tink...

O som metálico quicando no chão...

O Primordial criou uma espada de sangue e a soltou na frente do inseto.

— Se mate.

O jovem adulto fraco pela perda de tanto sangue olhava para cima, seu rosto mais pálido que o comum, ainda mais sendo parte das únicas duas linhagens de sangue quente em todo momento. Desceu o olhar vazio, sem esperança, sem mais saída. 

Ao menos morreria logo.

Ergueu um pouco o corpo e retirou a lâmina do chão. 

Olhando para Nino, fechou os olhos, posicionando a espada em frente ao coração... Sentindo a ponta tocando e furando levemente o peito... enfiou... e travou o olhar, ao abrir os olhos arregalados, tremendo de medo ao ver aquele sorriso doentio de Nino e de Morte ao lado dele, vendo o patético inseto achando que seria tão fácil assim.

Rindo junto da Deusa, Nino torturou Jaan a noite inteira, até que o corpo do primo não resistiu e morreu devido a literalmente secar.

Após ver o corpo de Jaan sem presença, com os braços esticados e presos por espadas de pedra na parede, o Herdeiro abriu um sorriso assistindo, Poc!... a última gota do sangue de Jaan caindo de uma das tiras de carne do que sobrava da sua barriga para baixo, completamente mutilada.

Burn...

Se virou e o corpo do traidor começou a queimar em chamas escuras.

Grramm...

Mais calmo, abriu a saída da caverna e se retirou, mantendo as mãos nos bolsos, olhos fechados, rosto empinado, deixando o corpo do assassino de seu amigo carbonizando lentamente.

— Nunca mais suma assim sem me avi...

Ao sair, ouviu a voz da sua mulher. Sem se assustar, se virou para ela, puxou-a pelo braço e a Mwwah! beijou na boca. Anna, ainda apoiada na entrada da caverna com os braços cruzados, esqueceu completamente o motivo que a fez ir até ali.

Se beijaram por um tempo, mas, depois de alguns segundos, a bravinha percebeu, Thunf! e o empurrou:

— Não me beije quando eu estiver brigando com você! — O encarou bem séria... nem parecia saber que agir assim só o deixava mais animado. — E que cara é essa aí?!

— Você é tão linda brava — sussurrou, aproximando seu rosto do dela. — Te amo.

Anna ficou um pouco envergonhada, todavia sua expressão ainda era firme:

— Você entendeu?! — O olhava com intensidade... e Nino continuava se aproximando.

Ahãmm... — Inclinou a cabeça de lado, olhando para os lábios dela... Anna se perdeu, Mnmnwh! e os dois se beijaram novamente.

Depois de um tempo se beijando, Thunf! o empurrou mais uma vez:

— DÁ PRA PARAR?!

— Por quê? — falou com uma voz dengosa. 

— Tem um lugar que eu preciso ir. Quero que venha comigo. — Ignorou o charme e se manteve séria.

— Ir onde?

— Ir até a vila... onde minha mãe me criou — respondeu, olhando nos olhos dele. 

Nino notou uma seriedade real, e não apenas um teatro gostoso no qual se amarrava. Parou sua brincadeirinha e respondeu em tom normal:

— ...Tudo bem. 

Apoie a Novel Mania

Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.

Novas traduções

Novels originais

Experiência sem anúncios

Doar agora