Volume 2 – Arco 7
Capítulo 175: Desculpa
Nino não queria chegar em casa no meio da madrugada. Horas e horas de caminhada entediantes. Deixou-as no abraço feliz apertado, e se clonou. Cada clone ergueu uma carroça e cavalo, seu eu verdadeiro ergueu a carroça com a jaula.
Avanço. Pausa. Avanço. Pausa. Avanço. Pausa.
Sem causar danos aos animais e crianças, avançou as mais de cinco horas de caminhada — entrando na floresta pelo ponto onde interceptaram os contrabandistas — em cinco corridas de um único segundo. Era notório os olhinhos girando bem tontos em cada rápida pausa, mas nada semelhante ao estado de choque que Roberto sofrera ao percorrer sete horas quase instantaneamente.
Quando surgiram na vila, Roberto não perdeu tempo e chamou outros homens para ajudar com tudo. Separaram as comidas que ainda prestavam, colocando-as em um grande freezer comunitário da vila que Nino criara — somente os individuais das casas não suportavam a quantidade de estoque que o menino acumulou ao "por sorte eu estava passando e vi cinco primatas explodindo um ao lado do outro".
Separaram os tecidos e cada um dos outros itens encontrados dentro dos veículos, colocando-os em seus devidos lugares.
Aquelas crianças humanas não vieram de origem escrava. Foram sequestradas de vilas e pequenas cidades, assim como as demônios. Os moradores não reconheceram nenhum, mas ainda assim todos se dispuseram a cuidar como se fossem seus filhos. Adotaram. Era complicado. Não havia como aqueles meninos e meninas saberem de onde vieram. O caminho. Por onde passaram. Muito menos se os pais ainda estavam vivos.
Ao menos não foram tocados. Mas ainda assim era traumático.
Pouca comida. Eram fracos, magros... mas os cuidados vieram assim que foram libertados.
Mesmo sem muralhas, era um dos lugares mais seguros para se estar naquele exato momento.
Nino passou um tempo próximo, organizando algumas coisas, vendo se precisaria de mais espaço, mais cômodos nas casas onde as crianças foram adotadas, enquanto isso Nathaly e Nina nem haviam entrado direito na floresta.
— Eu tava com tanta saudade de você! — exclamou Nina, ainda apertando-a forte.
— Eu também, você não tem ideia... — murmurou Nathaly, perdendo na força, quase sem ar.
Foi libertada do abraço de urso. Olharam-se diretamente — embora Nathaly, com o rosto erguido... ser mais baixa tinha suas dificuldades. Nina percebeu que o tempo acabou. Percebeu que não havia mais volta, teria que dizer, teria que revelar a verdade... mas assim que entreabriu a boca, fraquejou.
— Mudou o visual? Tá lindona — sorriu.
— Aaah — desviou o rosto, meio tímida. — Não sei bem o que aconteceu. Só sei que meus olhos e cabelo ficaram assim. Me chamam de Grande Heroína num tal reino que eu caí lá pra trás.
— ..."Grande Heroína"?
— Éé... Onde eu tava só tinha gente estranha. Era uma serva maluca, uma atendente que com certeza já trabalhou em um circo — brincou.
Nina riu, e Nathaly riu junto.
— Aah, para!
— Tô falando sério! Era um mais estranho que o outro, e pra ajudar eu não sei ler a escrita daquele lugar. Estava completamente perdida... — olhou na direção que vira Nino. — Cadê o Nino?
Nina olhou.
— Já deve ter voltado pra nossa vila.
— "Vila"? — Nathaly olhou-a.
Nina voltou o olhar a ela.
— Sim... Acha que consegue me acompanhar? É um pouco longe — provocou com um sorrisinho de canto.
Nathaly exalou confiança nos olhos.
— Tenho certeza — afirmou em tom firme.
— Tão tá — debochou... Fu e desapareceu.
Fu
Nathaly viu-a se afastar — Nina permitiu, indo bem mais lento que seu normal — e logo acelerou na direção. Uma corrida fantasma. Quase deixava um vulto demonstrando o traçado, o caminho entre árvores, morros, vegetação, riachos, para seguir... Chegaram.
Tudo aceso.
Um coração iluminado em uma pequena área do imenso oceano de árvores chamado Floresta do Desespero. Os humanos voltaram-se a Nathaly. Sentiram-na chegando e mais uma vez foi recebida com cabeças abaixadas em respeito e sorrisos contentes.
Nina não entendeu. Não disse nada, mas riu um pouco ao ver a expressão da menina tentando forçar ao máximo um sorriso gentil ao ser chamada de Grande Heroína por todos em volta das duas, mesmo que um dos olhos fechados desse tiques nervosos bem expressivos. Pouco tempo depois, chegaram à casa de Anna.
Anna conversava com Clarah e Jaan à mesa, aguardando o jantar. Os três olharam ao mesmo tempo quando as duas jovens adultas entraram, ainda rindo um pouco em soslaio. No momento que Nina viu o olhar de Anna, percebeu que um tsunami de merda se aproximava mais rápido do que o esperado.
...Decidiu ignorar seu receio. Deu um passo:
— Oi, gente... Esta é a Nathaly — e apresentou com um sorriso, seu amor de anos.
— Opa... — meio sem jeito, Nathaly fez um aceno de mão, sorrindo.
O tempo parou com o arrastar daquela fria cadeira escura de madeira. Anna levantou-se da mesa. Seu olhar, seu leve sorriso, parecia um cachorro indo mijar em uma parede, querendo marcar seu território... Os olhos de Nina se arregalaram conforme a proximidade ficava menor.
— Prazer, sou a Anna... Nino me falou sobre você — comentou, estendendo a mão... quase congelada, fria como a morte.
"MULHER DO CAPETA!" Nina berrou em sua mente. Aquele sorriso era quase doente. Aquele olhar profundo nos olhos de Nathaly... Nathaly recebeu-a e instantes depois Anna virou-se, voltando à cadeira que lhe aguardava como se nada tivesse acontecido.
Meio perdida, confusa, Nathaly olhou rapidinho para Nina, que no primeiro centímetro que vira do rosto se virando retirou o olhar preocupado do rosto, assumindo um sorrisão imenso de olhos fechados... Nathaly não entendeu tal reação, mas escutou outra cadeira se arrastar levemente e logo viu Clarah à sua frente:
— Oi, meu nome é Clarah! Nina me falou sobre você — cumprimentou com um sorriso, estendeu a mão e a sua não era tão mórbida como a de Anna... Nina bambeou de tanto nervosismo, quase caiu para trás — seu coração a mil.
Jaan não se levantou. Envergonhado, fez um leve aceno com a cabeça para cumprimentá-la. Algo nela lhe gerava medo. Aquelas mechas, aqueles olhos dourados. Sentia-se acuado. Um sentimento de que Nathaly foi até lá para buscá-lo, para eliminá-lo.
Desviou o olhar. Rosto esquentando. Suor quase evaporando com seu sangue amarelo.
"É ela mesmo?" se perguntava.
Com mais uma pessoa na casa, a empregada aumentou a quantidade de comida que preparava naquele início de noite tranquila. Segundos depois que Clarah voltou à mesa, Nino entrou na casa e novamente o coração de Nina ia ao limite.
Nathaly abriu um sorriso virando o rosto para trás. Nina assumia um pavor assustador, olhando-a em tal ato. Nino sentia um fedor absurdo — o tsunami de merda ia colidir com seu corpo.
Nathaly deu um passo... Anna passou por ela, puxou a gola de Nino para baixo, forçando-o a se dobrar com tamanha força e... Mwah! recebeu-o com um beijo quase nervoso de tão intenso, na boca surpresa e trêmula. Nino arregalou os olhos. Nina arregalou os olhos. Nathaly paralisou. Anna soltou-o e com carinho, misturado com um tom frio e devastador...
— Bem-vindo de volta, querido — sussurrou...
"MULHER DO CAPETA!"
"MULHER DO CAPETA!"
Os gêmeos alinharam-se novamente.
Nathaly viu aquilo e sentiu como se o chão se abrisse sob seus pés, como no passado, quando foi engolida pela escuridão até que Alissa a tirou de lá. Mesmo disfarçando com um sorriso, segurou ao máximo suas lágrimas, resistindo à vontade de sair correndo dali e gritar.
Comprimiu todos os seus sentimentos agoniantes berrando dentro de si, toda a saudade de abraçá-lo, de sentir seu cheiro, de sentir seu calor, e se perdeu em pensamentos:
"E-ele tá namorando...? Faz um mês que não nos vemos e ele já está namorando?? N-n-nunca pediu minha mão, sempre uma desculpinha para adiar. Por que brincou comigo assim? Eu sou tão feia assim?! É minha cicatriz, como todos dizem?! Você mentiu? V-você mentiu?!" Olhou para Anna... "Ela é tão linda... E eu sou tão... estranha." Completamente imersa em seus pensamentos depreciativos, se rebaixava, não conseguia não se comparar, não se diminuir perante Anna.
O jantar foi servido poucos minutos depois. Uma conversa difícil, arrastada com força para se manter durante todo esse tempo. Nino e Nathaly quase em completo silêncio. Nina fazendo milagre.
Os gêmeos perceberam que Nathaly se esforçava ao máximo para não demonstrar o que realmente estava sentindo. Era expressiva com os dois. Ambos sabiam que a menina sentia vontade de chorar. Depois de comer, Nino olhou para sua irmã, que, com os olhos, indicou para ele sair de lá.
Entendeu imediatamente e abaixou discretamente a cabeça.
— Estou com sono, gente. Amanhã apareço por aqui — forçou um bocejo, espreguiçando os braços.
— Eu também — Jaan bocejou ao vê-lo fazer. — Foi um prazer, Nathaly — comentou, tentando criar uma leve amizade, seu receio quanto a ser eliminado ainda pesando em sua mente.
— Igualmente — respondeu secamente, mas respondeu, e ele subiu as escadas.
"Eu vou morrer...?" Saiu cambaleando, abalado pela resposta seca. Ao menos era melhor que continuar no climão sinistro que aquela sala de jantar estava envolta.
— Vem, Anna.
Anna se levantou com pressa, Mwaah! e foi direto aos lábios dele.
— Vamos, meu amor? — Olhou-o profundamente.
"QUE DIIISGRAAÇA DE MULHER!" Nina a ponto de enlouquecer.
Nino segurou a mão da namorada e subiu as escadas, desesperado. Entrou no quarto com pressa e bateu a porta. Jaan ficou muito assustado — costas coladas na parede, seu rosto pavoroso pensando que fora um ataque ao seu ser. O vulto extremamente rápido quase o enviou até a parede do final do corredor só com o vento da passagem.
— O que você tá fazendo?! — gritou baixinho.
— Mostrando que já tem dona — o encarou seriamente.
— Eu sou um cachorro, é?
— Sim. Senta. — O encarou bem séria. — Senta e dá a patinha — provocou, seu olhar semicerrado.
— Hãm... Tá com ciuminho? — provocou de volta.
— Não. — O encarou bem séria, enquanto ele mantinha um sorriso de canto de boca.
— Sei... — Caminhou até a cama.
— Não tô, não! — afirmou, mas sua afirmação era uma clara confirmação para ele.
— Ciumenta.
Anna marchou até Nino, bem brava... o menino avançou até ela, segurou sua mão direita, paff e a puxou para a cama, agora segurando seus braços com o rosto próximo ao dela.
— Não precisa disso, amor... Eu sou só seu — provocou, seu sussurro quente colidindo com os lábios dela... que mesmo envergonhada não resistiu; o olhar desceu para os lábios, Mwaah! e um beijo se seguiu... as mãos de Nino indo até as nádegas. Anna sentou-se no colo do namorado.
Clarah subiu as escadas. Jaan estranhando meio mole no próprio quarto. Ao chegar na porta do seu, que era de frente para o do casalzinho, ouviu barulhos molhados, sons que lembravam beijos, apressados:
"Safadinhos." pensou com um sorrisinho de canto, olhando a porta.
Minty não estava em casa; permanecia ocupado com seu treino excessivo.
Só restavam duas pessoas sentadas à mesa... e Nathaly se levantou, rosto baixo, olhos quase sombrios escondidos nas sombras que as iluminações rústicas criavam em seu corpo baixo.
— Vou dar uma volta... a noite está bonita — murmurou.
— Tudo bem... — respondeu Nina com um sorriso... que não foi visto.
Nathaly saiu por aquela porta. Fechou-a com cuidado, lentidão. Seus passos lentos. O som da grama, das pequenas pedras soltas sendo movidas. Passos que ficavam cada vez mais rápidos. Um corpo cada vez mais exausto de segurar tudo internamente.
Começou a correr. Correr para longe daquele lugar. Não sabia onde ia. Não se importava. Só corria para dentro da floresta. Bloqueando as folhas, os galhos das árvores baixas de se chocarem com seu rosto banhado em lágrimas.
Nina tinha seu rosto colado na mesa. Suas mãos na cabeça. Ergueu-o. Afundou a mão no bolso do short e arrancou o colar. Colocou-o no pescoço, criou coragem, abriu a porta e seguiu o cheiro da menina floresta adentro.
Nathaly se afastou bastante. Chegou em uma grande colina seguindo ao norte, uma repartição do grande rio alguns metros à sua direita, criando uma imensa cachoeira. Sentou-se ao lado das raízes de uma imensa árvore cerca de quatro metros da borda — as raízes colossais suspensas na parede, além dos lados de seu grosso tronco.
Seu corpo pequeno em comparação à grandeza daquele ser vivo; nem cinco outras Nathaly's sentadas ao lado dariam a grossura daquela coisa. Pernas juntas, rosto afundado nas coxas, braços abraçando, mãos firmes nas canelas, tremendo com cada soluço.
— Por que ele escolheu ela? — murmurou com a voz trêmula, enquanto chorava muito, soltando toda sua frustração, medo, decepção e dor em forma de lágrimas.
— Está chorando porque ele está namorando? "Não, não, imbecil! Burra, BUURRA!" Nina quase se espancou de ódio.
Nathaly não escutou, sentiu, previu... Nina só surgiu sentada ao seu lado, e a menina se assustou, com um pulo jogando o corpo para o lado oposto, ao escutar a voz.
— Que susto, cara! — ao vê-la, sentou-se novamente ao lado de Nina. — Estou sim... — assumiu, respondendo com toda a sinceridade. Nem percebeu que Nina usava a outra parte do colar.
— Entendi... Sabe... É que meu irmão nunca te viu como namorada — tentou iniciar, mas era difícil achar uma forma de falar tudo sem feri-la. Arrumar uma forma onde haveria alguma chance, alguma forma de receber um perdão.
— Eu e ele tínhamos um relacionamento... Mesmo sem um pedido de namoro. Ele disse que ia pedir. Me pediu para esperar. Me prometeu que iria me pedir na hora certa. Ele prometeu... prometeu, Nina, mas mentiu. — Olhou para baixo, triste, e voltou a esconder o rosto em meio às pernas.
— Nathaly... Eu preciso te contar uma coisa — sentia como se faltasse água no corpo. Uma garganta seca. Um nó absurdo no estômago. Um medo que jamais sentira, um medo ainda maior do que sentira quando acreditou que Nathaly se feriu naquela fatídica ligação. O medo de perdê-la, mas pior do que perdê-la para a morte era perdê-la em vida.
Nina se virou para Nathaly, que levantou o rosto ainda apoiado nas pernas, olhando de volta.
— Pode falar — sussurrou em tom triste.
— Não era meu irmão que ficava com você... era eu. E-e-eu... eu sinto. Eu, eu... Nathaly, desde quando entrei naquela sala pela primeira vez, eu te amo. Eu te amo. Eu sei, eu sei que desde quando eu olhei para você, eu me apaixonei perdidamente. Eu, eu só queria tê-la, eu só queria que você sentisse o mesmo por mim... mas era impossível. Desculpa... Eu usava a aparência do meu irmão porque sabia que você gostava dele. Então, eu... eu aproveitei de você. Me desculpa. Por favor, me desculpa por isso, me desculpa — implorou... lágrimas, um choro forte embargando as palavras.
— ...
...Mas Nathaly nada respondeu.
O silêncio respondeu.
Aquele olhar em completo silêncio lhe respondeu.
"É... Eu destruí meu amor e minha amizade..." Nina aceitou a sentença. Desviou o olhar. Olhou para frente. Para o fim da terra, o início da colina e cachoeira, sob a luz da lua. Sob o som das águas fluindo à direita. Seu olhar sem esperança, sem motivação para nada. — Olha — sussurrou quase sem forças... sabia que merecia tudo aquilo.
Mudou sua aparência para a de Nino. Depois mudou para a de Nathaly, antes de se tornar a Grande Heroína. Virou o rosto lentamente na direção da menina e alterou os olhos e mechas, deixando-as iguais às referências visuais imediatas. Mudou a roupa para a nova. O rosto voltou para frente e retornou à sua aparência real.
— Eu e meu irmão dividimos o mesmo corpo. Possuímos o mesmo sangue. Somos o mesmo ser, mas pelo que nós entendemos, somos divididos. Não sou exatamente ele, como ele não é exatamente como eu, mas ao mesmo tempo somos. Tenho meus gostos. Ele os dele. É estranho, não sei explicar. Somos duas pessoas, mas também somos uma. Com nosso sangue, podemos mudar nossa aparência, nossa voz. Podemos criar armas, como espadas. Podemos criar genitais... Eu não sei como pedir... Mas, por favor, me desculpa — terminando de falar, abaixou a cabeça.
Nathaly não entendeu quase nada. Seu olhar curioso, cheio de dúvidas olhando na direção de Nina.
— Quer dizer então que era você? — sua voz saiu baixa, meio seca.
— Sim — a resposta veio mais baixa.
— Eu sempre tive uma sensação que o Nino que eu via na escola não era o mesmo a sós. Eu sempre me culpei por me achar insuficiente a ponto de não ser assumida. Por ser um segredo. Por ser feia. Por não ser boa o suficiente para ele me tratar da mesma forma na frente dos nossos amigos. Sempre foi isso? Sempre foi você fingindo ser ele? — Nathaly engolia em seco, chorando, chorando e chorando.
— ...Sim — o murmúrio embargado, o choro ensopando o rosto, caindo para a roupa.
— E-e... e por que você nunca me disse? Por que ficou fingindo isso? — Continuava olhando-a de perfil. Nina não conseguia olhá-la. Tinha medo de vê-la olhando-a com nojo. Tinha medo de ver um olhar de repulsa, de raiva...
— Eu estava com medo da sua reação. Com medo de me negar. E-eu não sabia o que ia acontecer. Eu, eu só... Desculpa, eu, eu sei, eu não devia. Desculpa. Me perdoa — implorava, secando as lágrimas, mas não olhava, não olhava na direção dela.
O som das fungadas vindo do lado, o passar de manga nos olhos, secando fontes infinitas de lágrimas de forma inútil, de forma tola...
— E de que isso importa?! — vociferou Nathaly.
— Descul...
Nina continuava com a culpa sobre seu corpo. Pesada. Imponente. Só sabia pedir desculpas. Implorar. Desculpas. Implorar. Mas não deixou-a acabar. Entretanto, Nathaly falou por cima, sem a menina conseguir acabar de pensar:
— Eu estava apaixonada por você e só descobri agora...
Por cima de todas as desculpas, Mwwwah! Nathaly se lançou, roubando um beijo voraz de Nina. Os olhos de Nina se arregalaram por um instante, mas logo se fecharam, rendendo-se àquela vontade guardada há tanto tempo. Tlc... Naquele segundo, sob a luz prateada de uma lua cheia perfeita, os colares das duas se uniram com um estalo suave.
Lágrimas quentes rolaram pelo rosto de Nina, que enfim entendeu: o que sentia por Nathaly não cabia em palavras, nem em gestos — era algo imenso, um amor que transbordava e a consumia inteira.
Pahf...
Nathaly já estava ajoelhada entre suas pernas, beijando-a com fome antiga. Nina não resistiu mais: derrubou-a de costas no chão macio da colina e devorou sua boca como se a vida dependesse disso. Mais de quarenta dias sem um toque, sem um olhar, sem um carinho. Mais de um mês de vazio absoluto. Agora o beijo era urgente, desesperado, uma tentativa furiosa de recuperar todo o tempo perdido. Harff... Arrff... Uma pausa curta. Sorrisos ofegantes. Olhares que queimavam.
O corpo de Nina sobre o de Nathaly... (Ops... não mais.)
— Não quero mais perder tempo — sussurrou perdidamente Nina, os olhos brilhando como estrelas cadentes.
Pahf...
Nathaly girou como uma felina, invertendo as posições num piscar de olhos. Agora era ela quem estava por cima, sentada, encaixada no colo de Nina. Tc... Os colares se separaram.
Nina devorou-a com os olhos, percorrendo cada centímetro sem esconder seu olhar lascivo: as pernas fortes envolvendo sua cintura, as coxas grossas, o corpo ereto, o sorriso tímido e safado escondido atrás dos seios cobertos pela roupa preta colada. Aqueles olhos dourados, normalmente sagrados, agora ardiam em pura luxúria.
— Tem razão. Não vou mais perder tempo — rosnou Nathaly, descendo como uma predadora. Uma raposa na neve. Beijo sedento. Mwnnn... Lábios se encontraram de novo. Olhos se fecharam. Tlc... Os colares se uniram outra vez. O tesão crescia como raiva contida.
As dobras. As "linguicinhas" que o suspensório criava. As curvas da carne macia sendo apertadas. As mãos de Nina agarraram as coxas com força animal, deslizando para cima, apertando as nádegas redondas por baixo do shortinho. O calor era insuportável. Dedos se infiltraram, cravando na carne macia.
O sangue preto reagindo por instinto, instinto que Nina criara quando sentia aquela pele em contato com a sua. Aquele cheiro, aquele gosto, sabor, aquele calor, aquela pele, aquela maciez, aquele aperto, aquela garota que deveria se chamar "devastadora de mentes..." Mentes de Nina.
Shortinho contra shortinho. Blusa comprida contra blusa comprida. Seios contra seios. Línguas entrelaçadas... Shluurrrpp... o sangue se moldou, e o pau começou a subir e empurrar o shortinho para entrar de ladinho... penetrando-a bem lentinho, abrindo-a como sempre — sempre como a primeira vez, centímetro por centímetro, sentindo o calor abrasador e molhado, junto do aperto severo daquele interior, agora, literalmente, sagrado.
Nathaly sentiu e continuou beijando-a, sorrisos apaixonados entre os beijos. Mas Nina não parou de crescer dentro dela, deixando o membro maior que o grande normal. Nathaly ergueu o tronco com um gemido rouco, o corpo arqueado para o céu, respiração entrecortada revelando prazer puro.
Tc...
O colar se soltou como um cadeado quebrado.
— Arhhrmnnnmm... Tá maior do que antes — murmurou em gemido, voz trêmula, rosto erguido ao céu com um sorriso quase extasiado.
— Posso fazer o que você quiser — respondeu Nina, tesão escorrendo na voz, sentindo aquela buceta molhada como oceano, quente como inferno, macia como a cama onde sonhava com ela todas as noites... e ao mesmo tempo apertadinha, se contraindo do jeito que sempre a destruía.
Nathaly deu uma risada serelepe, rosto ainda erguido. Floop!-Floop!-Floop! Começou a cavalgar como louca, rebolando enquanto descia, subindo o máximo que a posição permitia — nem metade do pau saía.
O Sangue Sagrado dando "olá" para o sangue preto invadindo o corpo em segredo. Não atacou-o. Permitiu, e em parceria ajudava na recuperação contínua do corpo em meio ao ato. A sensação ganhando mais intensidade, e como sempre, o prazer destruindo toda a lucidez.
Respirava e sorria ofegante, uma quase risada eufórica saindo daquela boquinha safada, olhando Nina se contorcer embaixo dela, mãos sem força nas coxas, dedos escorregando na maciez, tentando agarrá-las, mas sem firmeza alguma. Aquele interior era infernal, fora do normal.
Não importava quantas vezes já tinham feito. Todas, todas, todas as vezes era a mesma sensação de fraqueza avassaladora. Todas as vezes era o mesmo prazer, o mesmo desejo, mas naquele dia não se escondia atrás da aparência do irmão. Aquele dia era mais que especial. Naquele dia, Nathaly via o rosto verdadeiro que a fazia gemer, se contorcer, se contorcendo de prazer embaixo de si, enquanto ela sentava com maestria e sem pena naquela garota enfiando o pau profundamente em sua buceta babona.
Com os olhos tendo dificuldade para se manterem abertos, Nina se perdia e a noite mal havia começado... mas Nathaly quebrou o momento de gemidos e respirações — o bater de corpos, os sons lascivos de suas peles, dos shortinhos abafando as quicadas ao se chocarem... — com uma provocação, um desafio para voltarem com tudo:
— Você disse uma vez que eu sei como te deixar louca... Vamos apostar quem faz a outra enlouquecer primeiro? — seu sorriso safado olhando aquele rostinho atordoado, com a franja tampando a testa, com os cabelos caídos para os lados no chão, sem rumo ao som do chá sinistro que recebia com pressa.
— Você já sabe como fazer isso comigo — sussurrou de volta, uma vozinha fraca que entrou nos ouvidos de Nathaly como veneno doce, gerando-lhe uma vontade ainda maior de acabar com aquela garota.
Floop!-Floop!
Nathaly riu, sorriso brincalhão. Aumentou a pressão, sentadas mais violentas, fazendo Nina quase convulsionar. Olhos brancos, revirando, íris sumidas. Nathaly ria, regaçando-a sem piedade.
— Eu sei, mas prefiro deixar para o gran finale — provocou, voz baixa.
Nina sorriu e fechou os olhos, buscando uma âncora, alguma forma de se sustentar e assumir o controle da situação. Só segurar aquelas coxas não lhe ajudaria. Era arma do inimigo, perderia se continuasse na armadilha daquelas fofuras grossinhas.
— Já que é assim — rosnou, abrindo os olhos confiantes.
Shluurrrpp!
— AIiihmnnm...
Nina jogou o corpo para frente, sentando-se rapidamente e logo ficou de pé, prendendo Nathaly ao seu corpo com tudo dentro. A garota gemeu alto — um gemido que fez as pernas de Nina tremerem de tesão. Os braços foram para o pescoço da melhor amiga, Scrrreech... por onde desceu as unhas, rasgando a blusa e carne com força, fazendo-a sangrar, fazendo-a sentir ainda mais vontade de fodê-la até o sol raiar.
Vluupsh!
Foi muito rápido.
De pernas grudadas nas laterais, braços no pescoço, rostos próximos, bocas entreabertas respirando, querendo se beijar com ódio e desejo... Nathaly se viu de cabeça para baixo, Plap!-Plap! Nina penetrando sem dó.
Sentiu-a segurar sua cabeça por trás, como se fosse apertar e explodi-la. Ergueu-a para frente, suspendendo-a de quatro no ar, Plap!-Plap! enquanto continuava penetrando-a. Logo depois, Nina desceu os corpos, deixando a menina de quatro no chão, ainda gemendo em um gemido contínuo tentando entender aquele giro que o pau fez internamente na sua bucetinha contente.
Joelhos no chão. Tênis de lado. Dedos cravados na terra. Costas arqueadas como felina. Bunda branquinha indo e voltando, colidindo com intensidade. Plap!-Plap! Muito excitada, Nina socava com força, mas, dessa vez, Plap!-Plap! era ela quem rebolava o lindo quadril, movendo o pau aumentado em todos os ângulos possíveis.
Plap-Plap!
Colidia seu shortinho com o dela, enquanto suas coxas se chocavam em palmas lascivas, revelando a polpa da bunda naquela posição divertida. Um joelho no chão, o outro erguido sobre o lado do corpo, tendo o apoio do pé inteiro no solo. Plap!-Plap! O quadril rebolando, trabalhando com destreza.
Nathaly, com as pernas tremendo, PAH!-PAH! começou a empurrar para trás, batendo forte contra sua mulher... o sorriso de Nina. O morder de lábios de Nathaly... Sentindo o prazer aumentar como o acelerar de um Koenigsegg, Nina segurou o cabelo dela e o puxou para trás, PAH! penetrando-a profundamente enquanto admirava o corpo dela de costas.
Plap!-Plop!
A visão da bunda empinada, as curvas evidentes mesmo com a blusa comprida e o novo shortinho jeans pretos combinando com sua roupa, a excitava ainda mais. Risp-Rsssp... O som da tora raspando no short, entrando e saindo...
— Mmmnn...
— Aihmn... mnmn
Plap!-Plop!
Seus gemidos com os dela, a sensação de molhado fervente deslizando pela rola grossa, que entrava, abrindo caminho pela bucetinha apertada que a aguardava, ficava ainda mais prazeroso observá-la com o shortinho levemente deslocado. Os sons de metais se chocando rapidinho — aquelas moedas de ouro no bolso do shortinho pareciam chocalhos tentando acrescentar nos movimentos intensos.
Plap-Plap-Plap!
Seu pau saía e entrava, acompanhado pelo som de cada batida da virilha contra a bunda redondinha e malvada. O cabelo esticado, o rosto erguido pela força do puxar, os braços para frente, o corpo querendo descer e manter aquele coração excitante erguido para continuar ser fodido para sempre.
— Acho que o "gran finale" quem vai dar sou eu — provocou Nina, PLAP!-PLAP! enfiando ainda mais forte e rápido, intensificando o barulho das batidas. Nathaly, ofegante, sorriu, rindo alto e gemendo enquanto continuava sendo penetrada sem parar.
PLAP!-PLAP!-PLAP!
Sentindo-se ainda mais estimulada, Nina puxou o cabelo de Nathaly com mais força, fazendo-a levantar a cabeça ao extremo, enquanto a puxava para uma posição ajoelhada.
PLAP!-PLAP!
Sem parar, colocou a mão por baixo do pescoço dela, apertando-o levemente enquanto respirava quente em seus ouvidos. Nathaly, enlouquecida pelas sensações simultâneas, soltou uma risada travessa e provocou:
— Será?
PÁÁ!
Nina deu um tapa forte na bunda dela, tatuando-a com raiva, apertando-a quase com suas garras crescendo, e respondeu com um sorriso, rindo:
— Será?
PLAP!-PLAP!-PLAP!
Não deu tempo para novas provocações.
Segurou por baixo das coxas e a levantou de costas contra seus seios, seu ritmo diminuiu, ficou mais lento, enfiando tudo, descendo-a e subindo-a para sentir tudo com riqueza de detalhes e lentidão cruel.
Ssshhhua...
Caminhou fodendo-a em direção à beira da colina, ouvindo o som da queda d’água um tantinho mais alto.
Plop!-Plop!
Nathaly sorria em êxtase, sentindo-a entrando profundamente, marcando sua barriga com força, enquanto observava aquela floresta perigosa, levemente iluminada pela luz da lua em uma noite tão linda e... quente.
Shluurrrpplop!-Plop!
De repente, Nina a virou no colo, e continuou penetrando-a de frente... Nathaly nem teve tempo de captar o prazer. O cérebro nem conseguiu receber a tempo a mensagem do sistema nervoso. Um sorriso surpreso, uma vontade de gemer intensa... mas, Mwah... Nina a calou com um beijo.
Plop!-Plop!
Enquanto continuava enfiando tudo, sentindo o corpo fraco, sentindo cada contração e tremor daquela bucetinha ensopada babando o pau mais que aquela cachoeira jorrava nas terras abaixo... Imediatamente a abraçou. Tlc... os colares se juntaram. As pernas a envolveram, Swish!-Swish!... e os seios se roçavam, criando uma sensação diferente de tudo que já haviam sentido e experimentado juntas em cada um dos encontros secretos.
Plop!-Plop!
Durante uma breve pausa no beijo, Nina decidiu começar a brincadeira de verdade.
Plap!-Plap!
Colocou seu rosto ao lado do de Nathaly e sussurrou baixinho com uma voz rouca no ouvido:
— Não vai me pedir pra pôr na boquinha?
Nathaly não resistiu e a apertou mais forte com as pernas, Shirrr... as unhas cravaram as costas da menina que ergueu o rosto rígido ao lado do rostinho segurando a intensidade da gozada sobre o pau latejando, sorrindo de forma sádica, sentindo o corpo sangrar mais uma vez, sentindo o prazer absurdo daquela dor, mais uma vez...
Ssquiiirrt!!
Sua calcinha e shortinho novos se molharam de vez, e a cada penetrada contínua, Ploshhp!-Plopsh! o squirt jorrava sobre aquela terra rochosa a centímetros da colina, disputando barulho com a cachoeira, que mesmo sendo mais alta, não era tão quente e muito menos delicioso como aquele néctar divino.
— Uurhhmmnm...
Ao sentir todo aquele tremor. Toda aquela fraqueza. Todo aquele gemido de intenso prazer. Toda a profundidade daquelas unhas cravadas em suas costas... sangrando em sua pele clara, Nina sentiu-se ainda mais perdida no êxtase. Apertou com muita força a bunda da garota, amassando-a e forçando-a em seu pau.
PLOSHP!-PLUASHP!
Nathaly sentindo cada estocada com uma sensibilidade ainda maior.
— Perdeu, bebê? Ainda nem coloquei no cuzinho — sussurrou roucamente ainda mais próximo ao ouvido de Nathaly, a pressionando com força, sem pena, mas com muito cuidado.
— Vai me arrombar com essa pirocona, é? — a menina não se deu por vencida, estava fraca, mas não havia perdido a guerra, provocou com deboche, rindo em luxúria e ofegante como nunca.
Nina deu uma forte tremida... mas se firmou. Nathaly sentiu e riu ainda mais, mas Nina não quis deixar assim.
— Vai me dizer que não quer? — soprou intencionalmente no pescoço dela, observando a reação do corpo.
Plopsh!-Ploshhp!
Nathaly soltou uma nova risada alta e respondeu provocando como nunca:
— Eu ainda não perdi. Sou eu que tô te comendo aqui — debochou, mesmo completamente à mercê, sentindo o corpo ser usado deliciosamente, mas sem controle algum da situação.
— Ah, é? E acha que vai ganhar? — Nina caiu nas provocações.
— Eu sempre venço. O gran finale é meu!
— Aaah, é?! — Nathaly conseguiu com domínio mais uma vez o que queria. Desafiar Nina, fazê-la "passar" do limite para regaçá-la, para usá-la a ponto das duas desmaiarem sem energia para mais nada.
Sentindo-se desafiada, Nina continuou fodendo-a enquanto saía de perto da colina, voltando para próximo da grande árvore, Shluurrrpplop!-Plop! Onde a girou em seu pau mais uma vez...
— OOHHMN...!
...escutando um gemido muito alto, algo que nunca ouvira em todos os seus encontros secretos, que como o nome deixava claro: ninguém podia saber, ou no caso, escutar. Um gemido que representava a liberdade. Começava a se soltar. Soltar quem queria ser, ser naqueles momentos íntimos, naqueles momentos só as duas, mostrar em altura de gemidos o que Nina estava fazendo-a sentir, mostrar com gritos intensos o como Nina estava fazendo-a delirar vigorosamente.
Mesmo com os sangues preparando terreno desde que a relação começou, querendo intensidade, força, Nina deslizou sangue de seus tênis para criar pequenos apoios para os joelhos da menina sendo posicionada de quatro no chão.
Não queria perder mais tempo, não queria esperá-la tirar a roupa, queria continuar usando-a sem parar, e de roupa continuaram. Mãos no chão. Bunda extremamente empinada pedindo por pirocada. As mãos de Nina nas nádegas... abriram-nas — um pouco da calcinha de renda preta à mostra.
Puxou um pouco mais de ladinho, assim como o shortinho, para abrir espaço e logo posicionou sua tora moldada na entrada do buraquinho rosado em meio à pele clara, ShHLllUurRrrRRpP... as pernas de Nathaly bambearam profusamente, seus pés tremeram violentamente, Papapapa... o som quase fofo dos tênis batendo no solo, enquanto Nina sentia cada milímetro do cuzinho apertadinho pulsando sendo arrombado.
— AaaAaAhhrrrrfffmnmnn... — com um gemido forte e contínuo, Nathaly sorriu excitada e tentou provocá-la para mais... queria MAIS. Ergueu o que conseguiu do corpo, virou o rosto sobre o ombro esquerdo e ordenou:
— Me enc...
Pm...
— Shh!...
Plop!-Plop!
Nina tampou a boca dela, sua mão apertando o rostinho com força calculada, prevendo o que ela ia dizer. Não queria perder. Queria continuar sentindo-a ser alargada, sentir cada estocada apertada, com os sangues em conjunto para deixar ainda mais a cada... Aqueles olhos dourados sorriam para ela. Riam de sua cara e isso era prazeroso demais.
Nina soltou o rosto... e Nathaly soltou uma forte risada sapeca, o sorriso combinando ainda mais com o dos olhos, enquanto Nina continuava o trabalho, afundando e trazendo de volta a pele do buraquinho, com o pau lubrificado pela bucetinha que ainda chorava sobre o chão molhado.
Plap!-Plap!-Plap!
— Tá com medinho, é? — traiu a confiança de Nina e provocou com maldade na mente.
— N...
ShhllluurrrpPLAP!
Aproveitando a distração dela, Nathaly empurrou sua bunda para trás, engolindo a piroca inteira e fazendo Nina se mover junto com ela, Bum! Com isso, usou uma leve explosão de fogo nas mãos, Vlulp! girou sobre Nina e se sentou em seu colo, Shluurrrpplop!-Plop! quicando e olhando-a nos olhos.
Nina se assustou. Só precisou fazer três vezes e a menina aprendeu rapidinho. A piroca não saiu de dentro daquele buraquinho. Os olhos arregalados e sem reação, enquanto via Nathaly a observar com um brilho safado no olhar e os braços envolvendo seu pescoço.
— Me en...
Ssppluuuurrtt!
Nem precisou acabar sua ordem — Nina encheu o cuzinho dela de leite, que soltou novamente uma forte risada sapeca, sentando sem dó, sobre a menina visivelmente tendo um piripaque com o corpo tremendo quase em uma descarga elétrica intensa.
Plap!-Plap!-Plap!
— Harrfff... Acho que tava com medinho sim — provocou sentindo cada jatada quente queimando as paredes internas... Nina tentando lutar e voltar à sanidade para parar de produzir esperma.
Plap!... Flwoop!-Flwoop!
Nathaly parou de quicar com sede e continuou rebolando tranquila, Flwwoooop! subindo, Flwwuuuup! e descendo lentinho. Um sorrisinho sapeca nos lábios. O leite escorria pela rola suja, manchando ambos os shortinhos de branco.
Nina, quase morta sob aquela garota trabalhando sem pressa alguma, ergueu o rosto mantendo os olhos arregalados. Um olhar brilhando, feliz, um sorriso quase puro, infantil. Olhou para Nathaly, era visível e palpável o que sentia, o amor que sentia olhando-a sobre si.
— Isso foi bom pra caralho — comentou como se pedisse por mais.
— ...É? — Nathaly provocou, ainda subindo e descendo, rebolando lentinho olhando-a com safadeza e controle sobre toda a situação.
— É! — Nina respondeu imediatamente, como se não pudesse demorar para responder sua Deusa. — N-Nathaly... quer namorar comigo?! — o pedido veio, o rosto de receio em escutar um "não" era gritante, fofo. Nathaly riu com aquela expressão de cachorro molhado, gato medroso.
— Sim.
O semblante de Nina mudou num segundo — alívio, felicidade explodindo... Mas Nathaly não deixou-a assumir seu jogo gostoso. Sorriu mais uma vez e desceu o corpo. Mwmnm... beijando-a com gosto. Nina segurou as polpas, abrindo-as e quase aumentando suas garras. Os dedos se cravaram na bunda branca tatuada com a mão. O shortinho deslocado, seu pau passando como um trem entrando em túnel. Pressionou-a contra si, Flwoop!-Flwoop! Tlc... mais uma vez seus colares se juntaram, Swish!-Swish!... enquanto seus seios roçavam-se sob as blusas.
Flwoop!-Flwoop!
Cada momento daquela noite, cada toque e cada aperto lembravam-nas das diversas noites quentes em seus encontros secretos. Agora, porém, não eram mais secretos.
Sob a luz da linda lua cheia, seus colares refletiam o brilho, e aquele beijo intenso oficializava o início do namoro com um pedido muito... muito, mas muito enrolado.
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