Dançando com a Morte Brasileira

Autor(a): Dênis Vasconcelos


Volume 2 – Arco 7

Capítulo 183: Vulnerável

[ Ano 98.

Palácio das Cores.

No vasto salão de quartzo branco, decorado com desenhos que representavam cada Primordial em suas cores características, o Primordial do Sol permanecia sentado em seu trono.

À sua frente, apresentava-se o Primordial Verde, que havia acabado de chegar por teletransporte, mostrando sinais de exaustão apesar de estar fisicamente intacto. Pouco depois, o Primordial Branco e a Primordial Rosa também surgiram por teletransporte.

Pahf...

— Bleaaarrgh!

Branco vomitava seu sangue branco, claramente debilitado. Segundos com o salão em silêncio dando foco aos seus sons agonizantes naquele chão. Depois de vomitar bastante, a ponto de cair de quatro no piso, se levantou completamente alterado, com a boca um pouco suja de sangue, e confrontou o Primordial Verde:

— VOCÊ NOS TRAIU! — se aproximou de Verde, parecia que iria atacá-lo.

— Você viu aquela garota. ERA IMPOSSÍVEL MATÁ-LA! — Verde se aproximou de Branco, peitando-o, e berrou em seu rosto.

— Era só sairmos juntos, você quis sacrificar a Rosa — rosnou, olho no olho.

— Ela nos mataria se eu começasse a fazer os símbolos do teletransporte, precisávamos do Ragnarok da Rosa — argumentou.

— Esquece, Branco... — Branco lançou um olhar furioso para Rosa enquanto ela falava: — Eu estou fora. Era impossível matá-la. Ela estava com o vestido de nossa irmã, era como se aquilo a tornasse uma Deusa — pensou alto.

— Meu Ragnarok foi destruído uma vez. Dói pra caralho, porra. Obviamente, eu ia fugir — revelou Verde, e Branco voltou a olhá-lo, indignado com o que escutou.

Rosa deu dois passos raivosos na direção do irmão:

— Isso não muda o fato de tentar me matar, desgraçado. Eu estou fora. Foda-se vocês, nunca mais me peçam nada — rosnou e se virou, dando de ombros, enquanto saía do salão resmungando irritada sozinha, palavras que ninguém conseguiu ouvir.

— Vou embora também, nunca mais me procurem pra nada — olhando nos olhos de Branco, deu um passo para o lado e se afastou, indo na direção de Sol, que observava a cena apoiando o braço no trono, visivelmente irritado com tudo aquilo que escutara. — Se quiser o livro de sua amada de volta, vá você mesmo buscá-lo — provocou-o.

Verde saiu, passando ao lado de Branco, mais uma vez, que o observava com um olhar estressado... mas não fez nada além disso. Foi quando Vermelho entrou no salão, passando pelo irmão, com cara de bunda estampada na face, saindo do mesmo. Ouvira todos os gritos, chegou para entender melhor o que acontecera, mas chegara tarde.

— Como perderam para uma única garota? — perguntou Vermelho, olhando para Branco, que, frustrado, balançou a cabeça sem olhá-lo diretamente, antes de responder:

— Ela sabia de tudo. Nada do que tínhamos era uma surpresa para ela. Além de nos conhecer, usava o vestido da Lua, parecia que isso a tornava imortal. Nada a cortava. Foi uma luta destinada à derrota. Não vou mais atrás do livro. Se quiser agradar a Lua, faça-o você mesmo. Ela mesma disse que não se importa com o livro. Não sei pra que insiste nisso — reclamou para Sol, que continuava olhando-o em silêncio, com o mesmo rosto arrogante e estressado. Virou-se, passou por Vermelho e foi em direção a outra área do palácio.

"Tinham uma obrigação e falharam... Inúteis..." Sol rosnou internamente. Em seu trono, se levantou. Ignorando Vermelho, que olhou-o com deboche, zombando de sua raivinha, se dirigiu a um jardim do palácio criado pela Primordial da Lua, onde esta passava todos os dias de sua vida.

Ao se aproximar cada vez mais, Thom... entrou pelas portas duplas e encontrou o jardim de cristais.

A vegetação e todo o ambiente eram feitos de cristais transparentes que refletiam e absorviam a luz da lua azul artificial no céu do local. Era como andar no espaço, vendo cada estrela, planeta, galáxia... Havia um banco de frente para uma grande árvore onde Lua passava seus dias deitada sobre um galho.

Imerso na beleza dela mesclada no ambiente e da árvore de cristais, se aproximou mais.

— Nossos irmãos não conseguiram recuperar seu livro. Prometo que vou trazê-lo de volta o quanto antes — com a cabeça abaixada em respeito, falou com um tom doce, tentando agradá-la.

— Eu não me importo com isso. Deixe o livro para lá — ela respondeu da mesma forma de sempre.

— Não! — Sol ergueu o rosto, com um olhar decidido. — Eu garanto a você que vou trazê-lo de volta. Pode confiar em mim.

Lua, deitada com seu simples vestido azul-claro, apenas olhou para ele e virou o rosto para o lado.

Sol fitou o longo cabelo branco, com as duas mechas em ciano, e se virou, vendo alguém que ele não queria. O Primordial não havia percebido antes, mas o Primordial Preto estava sentado no banco de cristal o tempo todo.

Com uma perna dobrada sobre a outra, os braços relaxados e os olhos fechados, Blacko permaneceu alheio à cena. Sol olhou para ele... e Blacko abriu os olhos; juntamente, Rag abriu os dele, rasgando a realidade do ambiente, encarando o Primordial do Sol intensamente.

Desconcertado, e sem estar sob a ordem do Ragnarok de Blacko, Sol se afastou do jardim, mudando sua expressão enquanto se dirigia para fora com pressa.

"O que ele está fazendo aqui?!" pensou, frustrado. ]


[ Ano 105.

Shiirrrhk!

Emília passou a foice, cortando-o ao meio quase que instantaneamente... ou assim pensou. Vermelho foi astuto, pensou rápido e se salvou. Conforme a lâmina "cortava" sua carne, o mesmo que a separou. Não fora o corte dela que lhe cortara, fora o mesmo que cortou-se enquanto a lâmina passava.

Seu coração não fora destruído, fora separado em dois núcleos... O tempo... um único segundo foi tudo que precisou para se "recompor" na medida do possível. Enquanto dividia a carne à frente da lâmina passando, grudava o sangue atrás, com sua regeneração voltando neste intervalo minúsculo.

SHK!

Emília passou o golpe completamente... e ao abrir bem os olhos no fim, percebeu tarde demais para reagir o que o homem havia feito. Com o corpo virado após o golpe, via Vermelho acabar de se regenerar superficialmente, mais uma vez; porém, mais uma vez, este criou uma espada, e mais uma vez desferiu um corte imediato em sua direção.

TssssSHKRUNCH!

Emília tentou desviar, jogando-se para trás na diagonal. No entanto... Vermelho não disparou só um, disparou dois, antes do mesmo quase cair sem equilíbrio no chão. A jovem conseguiu desviar do horizontal, saltando horizontalmente sobre, mas o vertical foi impiedoso e a atingiu no braço esquerdo, quando a menina forçou o corpo a girar no ar, para não ser dividida ao meio.

— RRAARRRGHHH!

Perdeu o braço, mas o regenerou instantaneamente, embora voltasse a sangrar pela boca, e agora era bem abundante. Seu rugido mostrava sua ira — uma tentativa de manter o sangue dentro do corpo. Encarava-o fixamente. Mesmo em completa desvantagem desde o início, suas respirações cansadas eram mais contidas e controladas do que as do Primordial.

"Não vou aguentar muito assim... Não dá. Não vai dar. Preciso acabar com isso logo..."

Após o golpe e quase cair pela perna regenerada parecer não ter sustento algum, Vermelho também se jogou para trás — quanto mais distância dela, melhor. Quanto mais tempo ganhasse, melhor. Sua regeneração tinha que voltar, tinha que regenerá-lo direito por dentro.

"Ela não está com a roupa da Lua... ELA ESTÁ VULNERÁVEL!" Enxergando uma possível vitória, Vermelho sorriu, mesmo estando apenas o oco.

— Haff... Haff...

— H-haff... Haff...

Ofegantes a alguns metros de distância, permaneceram encarando-se por bons segundos em silêncio, em desafio. O som das gotas caindo no solo era a música que compunha o "duelo". Os olhares mudaram, as mechas da menina, os olhos receberam um brilho energético, assim como Vermelho se demonstrava pronto para a próxima rodada.

Emília recriou a foice e Vermelho recriou a espada.

Encarando-se... Poc!... uma gota ressoou mais alto que as outras e foi como o sino iniciando aquela luta. No mesmo milissegundo, avançaram na direção um do outro para decidirem logo quem iria continuar vivo e quem iria dormir para sempre.

A distância se tornou menos de um metro... Emília vinha com um golpe certeiro horizontal... mas Vermelho abriu um sorriso, rindo quase em euforia, ao cancelar a corrida, se jogando para trás, gritando de forma perversa:

— RAGNAROK!

ROOAARRRR!!

O Dragão se materializou no espaço entre os oponentes, avançando na direção de Emília, que arregalou os olhos ao ver tamanha covardia, mas tentou ser mais rápida e cortá-lo. Ploch! entretanto, a foice cravou na bochecha da criatura, e os longos e pontudos dentes desceram sem mais espaço para brincadeira nenhuma. CRUNCH! abocanhou-a e levou-a para o céu, mais uma vez.

Emília segurou a boca do Dragão, forçando-o a não fechar, forçando-o para não feri-la a ponto de forçá-la a se regenerar. Não podia mais estender aquilo... e a irritação dominava seu ser que sempre fora frio, calmo.

— LUA NOVA!

SKRRRANCH!

Mesmo sem a foice, com a mão na boca do Ragnarok, disparou, e a boca do Dragão foi dizimada pelo poder do corte da garota. Assim que conseguiu puxar sua foice, com um olhar completamente irritado e chegando ao seu limite, gritou novamente, saltando em um mortal sobre o corpo do Ragnarok... que fora destruído instantaneamente, mais uma vez:

— LUA NOVA!

SSHHKKKK... BAUUMMM!!

— BLEAARRGH! — Vermelho se curvou para frente novamente, vomitando ainda mais sangue.

O corte que matou o Ragnarok o acertou, cortando parte de seu corpo e cabeça.

Do céu, Emília viu-o e, Vush! assim que encostou o pé no chão, avançou com tanta velocidade que parecia um teletransporte. Em um milissegundo, percorreu 100 metros e apareceu cortando Vermelho ao meio com sua foice. Não podia mais perder tempo. Tempo era vitalidade. Feridas eram vitalidade. Já havia gastado demais... sua vitalidade.

Skrunch!!

No entanto... algo não estava certo, e ela percebeu tarde demais que aquele corte fora leve... não parecia cortar nada. Parecia cortar o vento, e não... carne. Vermelho havia criado uma presença falsa para seu clone.

Embora ele não conseguisse esconder completamente sua presença como Anna e Emília, usou o fato de não conseguir esconder ao seu favor como uma estratégia.

Assim que ela cortou o clone, Vermelho surgiu atrás dela. Mesmo se virando, era tarde demais. O Primordial, confiante na vitória, ainda temia a proximidade dela e não a atacou de perto, mas mandou um novo corte.

TsssShkrunch!

Emília tentou desviar, mas o ataque foi rápido demais — arrancando parte de seu torso e um braço inteiro. TssShkrunch! Enquanto caía para trás, Vermelho lançou outro corte que atingiu uma perna e o outro braço.

Emília se regenerou instantaneamente por instinto, antes mesmo de tocar o solo... mas seu corpo travou. Pahf... Caiu de joelhos... Sem conseguir se mexer, sangrava pela boca, sentindo dor em todo o corpo ao mesmo tempo, a uma magnitude que nem conseguia gemer, gritar, rosnar ou berrar para tentar aliviar.

Vermelho, muito fraco, caminhou rindo na direção dela, olhando-a com deboche. Os ferimentos ainda se regenerando lentamente, sob a pressão do Sangue Mais Forte.

— Esse é o seu limite? Uma pena — desdenhou em gargalhadas cansadas, ofegantes.

"Desculpa, Anna..." Com a cabeça baixa e apesar da dor insuportável, Emília se alegrou por alguns segundos, esquecendo toda a dor ao pensar que Anna ficaria bem e Herdaria o poder que sempre lhe pertencera.

Pahf...

Emília caiu para frente, tossindo muito e com dificuldade para respirar.

A chuva de sua "Lua D'Água" cessou, e a enorme Lua Azul desapareceu do céu.

— Até sua chuva parou? Tadinha... Não consegue mais fazer nada? — gargalhou Vermelho, enquanto erguia o rosto de Emília do chão. — Ptu! — cuspiu, Pahf... soltando-a e fazendo-a bater a cabeça contra o solo, incapaz de se segurar.

C-Crunch.

O Primordial segurou os dois braços dela e os puxou com força, apoiando o pé direito no ombro da jovem, arrancando-os. Emília nem reagiu; a dor já era insuportável, e ela apenas ficou ali no chão, com o sangue escorrendo dos novos ferimentos.

O silêncio mesmo ainda viva... batia nele, fazia-o sentir-se frustrado. Queria vê-la chorando, mas o rosto cansado era em paz, era um rosto vitorioso e isso o deixava amargurado, sentindo-se fraco, depois de sofrer tanto para um demônio comum.

Parou de gracinha. O sorriso, o deboche, a gargalhada sumiram da sua face.

Ficou em silêncio, observando-a no chão, e em seguida dirigiu-se até o local onde havia trocado de corpo pela primeira vez, para buscar o Livro Sagrado que havia caído do sangue, quando o corpo fora desfeito devido às lâminas de Emília terem assumido o interior do mesmo.

Após recolocá-lo dentro do próprio corpo, caminhou até os restos dos corpos de Lezze e Ezze. Estendeu a mão sobre cada um, derramando seu sangue sobre suas criações, trazendo-as à "vida" novamente.

Como não possuíam uma alma verdadeira e eram artificiais, se não fossem apagadas da existência como Dezze fora pela "Lua D'Água", podiam ser recriadas pelo criador a partir de qualquer pedaço de carne que ainda restasse de seus corpos.

— Ela é toda de vocês, façam o que quiserem e depois a matem — murmurou Vermelho, fraco em voz, sentindo-se estranho. Sentia-se impuro de olhá-la. Não sentia-se no direito de finalizá-la.

— Você nos reviveu, mestre? Não pode reviver a Dezze? — perguntou Ezze, de joelhos.

— Mesmo sendo minhas criações, aquela garota destruiu a carne e a alma artificial de sua irmã. É impossível recriá-la — murmurou, ofegante.

Lezze ficou irritada, juntamente de Ezze, franzindo a testa em frustração.

— Nos vemos no palácio — um círculo mágico de sangue vermelho em chamas se formou no chão, e Vermelho se teletransportou de volta ao Palácio do Sol, depois de se despedir de seus "filhos".

Com a ordem direta, foram resolver as pendências.

Lezze avançou irritada na direção do corpo de Emília, mas, de repente, uma pequena lua azul flutuou alguns centímetros acima de sua cabeça, iluminando-a com sua cor... BO-... a lua explodiu, mas Ezze entrou na frente, fez o selo com uma mão e absorveu todo o poder, consumindo até o som da explosão.

Emília sorriu.

— Adeus, minha pequena Lua... — com o sorriso no rosto, deitada no chão e pensando em Anna, evaporou, desaparecendo em fumaça azul-clara, após perder toda a sua vitalidade trocada.

BOOOMMMM!!

Ezze devolveu o poder na direção do corpo dela, e uma enorme explosão criou uma cratera no local. Emília já havia se tornado fumaça antes de receber o ataque de volta, mas Ezze não sabia e pensou que a havia matado:

— DESGRAÇADA!... Isso... Isso é pela minha irmã! — exclamou Ezze, olhando para sua irmã chorando ao lado.

— Ela matou a Dezze...

Thumf...

Ezze a abraçou.

— Não chora... Não chora... — pediu, agindo como se fossem crianças, mesmo com corpos visivelmente de adultos com mais de 20 anos.


Vermelho, muito cansado, apareceu de seu teletransporte diante de Sol, que aguardava sentado em seu trono, com Jeane em pé ao seu lado. 

— Matei a garota — anunciou.

— E onde está o livro? — Sol levantou-se, animado, olhando-o, enquanto descia uma pequena escada, indo na direção do irmão.

— Aqui — Vermelho enfiou a mão na roupa, varando-a até o sangue da barriga, e retirou o livro, estendendo-o.

Sol recebeu.

— Espero que tenha valido a pena. Perdi uma subordinada e estou destruído — reclamou.

— Ela era forte como os outros disseram? — Sol olhou-o nos olhos, antes de descer novamente o olhar para a capa do livro em suas mãos.

— Destruiu meu Ragnarok três vezes com um ataque. Doeu muito... mas ela não estava com o vestido da Lua; se estivesse, com certeza eu não teria voltado — respondeu e Sol ergueu um olhar bem sério, vendo aquele rosto cansado, sincero.

— Vá descansar.

— Estou precisando mesmo. 

Vermelho saiu em direção ao harém e aos quartos do palácio. Precisava relaxar.

Assim que saiu, Sol foi até uma sala onde eram guardados tesouros, como joias e presentes da Deusa em seus nascimentos.

Passou pelo corredor e entrou pela porta que já não existia mais. Ao entrar, viu a sala cheia de vitrines de colares e joias, porém todas vazias. Só havia uma joia ali: um colar dado pela Deusa do Sol à Primordial da Lua.

Além desse item, restava apenas um cálice que Emília, ao roubá-los, não quis levar por achar feio.

Sol passou pelas vitrines e manequins vazios até chegar a um altar sob uma estátua da Deusa do Sol. Então colocou o Livro Sagrado ali, já que Lua não estava mais viva para devolvê-lo diretamente a ela.

Após deixar o livro no altar, se virou e começou a sair... porém, algo estranho aconteceu. O livro mudou sozinho a cor da capa azul para amarelo, com as páginas douradas se tornando vermelhas sangue. Um som agudo, baixo, imperceptível para todos... menos uma pessoa, foi emitido.

Sol ouviu um chamado.

O livro o chamava.

Lentamente, escutando-o com uma linda e doce voz de uma mulher, virou-se na direção, olhando-o... o livro flutuava, Flululululullulu... se folheando sozinho absurdamente rápido, emitindo uma densa cor vermelha no ambiente. Puf... parou... em uma página específica.

Vush!

O Livro Sagrado avançou na direção do Primordial, e parou, flutuando aberto na frente de seu rosto. Sol arregalou os olhos e, mesmo com a sala vazia, procurou freneticamente pelo cálice feito de madeira com oito símbolos gravados — cada um representando uma Marca Primordial.

Phac!

Colocou o cálice sobre o círculo mágico que o livro havia mostrado. Nesse momento, Shblululu... sangue azul-claro começou a jorrar dentro do cálice, e a Marca da Primordial da Lua acendeu em azul-claro, iniciando o ritual. A madeira do cálice transformou-se em ouro, adornada com detalhes magníficos.

— Tem um jeito... — Sol abriu um sorriso enorme ao ver aquilo, murmurando para si quase que excitado. ]

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