Volume 2 – Arco 6
Capítulo 171: Outra Língua
Voltava pelo caminho que chegou até o lugar. RRRROOOMM...! sua barriga começou a gritar. O cheiro das comidas vindo das diversas tavernas lotadas. Até mesmo a cerveja amarelada lhe dava água na boca. Não queria entrar em nenhum daqueles lugares, mas também não queria continuar de barriga vazia.
Entretanto, na esquina da saída daquela rua à grande rua, uma barraquinha havia começado os negócios naquele dia — vendiam espetinhos de carnes variadas, misturadas para trazer um sabor adicional em cada mordida.
O cheiro fisgou a menina, que seguiu a fumaça como um peixe fisgado no anzol. RRRROOOMM...! sua barriga implorava por comida. Um rugido que quase tremia o chão. Parecia o grunhido de um gigante agressivo, faminto há mais de 30 dias sem nenhuma beliscada em nada.
Pessoas se assustaram com o som... olharam-na, mas Nathaly continuou andando, fingindo demência até chegar em frente à barraquinha assando os espetinhos tão cheirosos. Parecia um arco-íris. Carnes em cubos perfeitos, carnes de diversas cores distintas, cores vibrantes em meio aos temperos.
À frente de sua própria casinha de dois andares na esquina, uma senhorinha viu Nathaly babando olhando seus produtos. Morta de fome, a menina pediu com urgência:
— Me dê um, por favor!
— Aqui está...
A senhorinha entregou um espetinho.
— GLUB!
Nathaly enfiou o espetinho inteiro na goela, puxou o palito vazio para fora e engoliu. Sua expressão de satisfação. Não matou sua fome colossal, mas deu um basta nos gritos do monstro faminto em sua barriga.
— ...São 15 moedas de bronze, mocinha.
Abriu um dos sacos de moedas e entregou uma moeda de ouro para a vendedora. Esta, assustada, ponderou:
— E-eu não tenho troco para isso, Senhorita... — abaixou a cabeça, com vergonha.
Cheia de fome, deu a solução:
— Faz o seguinte, me dá todos os espetinhos aí.
— Mas ainda não dá o valor da moeda.
— Não tem problema. Pode ficar com ela.
Um sorriso imenso surgiu naquele rosto velho. Entregou um grande saco de papel com todos os espetinhos para a jovem e saiu saltitante, correndo para dentro de casa como uma criança feliz, enquanto gritava para todos que estava rica.
Saindo de lá, saboreando seus espetinhos, Nathaly começou a subir a grande rua, seguindo na direção do palácio, olhando para as entradas à esquerda de longe, tentando identificar o possível banco em alguma rua.
No topo da catedral, ao lado de um grande sino dourado, dois homens de túnica branca a observavam de forma estranha. Levemente escondidos, sussurravam entre si, mesmo distantes de seu alvo ocular:
— Precisamos acelerar os testes. Com ela por aqui, pode acabar atrapalhando o plano.
— Acha que ela consegue?
— ...Talvez.
Nathaly sentiu como se alguém a observasse e se virou exatamente na direção. Os dois homens de branco haviam desaparecido; no entanto, havia fiéis na rua em frente à porta da igreja. Todos de túnicas.
"Roupa branca? Será que tem alguma coisa a ver?" pensou, fazendo uma expressão desanimada. "Preguiça de descobrir." — Nhaami! — comeu mais um espetinho e continuou sua caminhada; faltava aquela rua e mais uma para chegar no palácio.
Quando o alcançou, atravessou a grande rua, observando alguns soldados parados ao lado das grades do palácio na entrada da área nobre do reino. Chegou mais perto. Menos da metade das centenas de espetinhos comprados era o que restava naquele saco de papel.
— Bom dia.
Os soldados abaixaram a cabeça.
— Bom dia, Grande Heroína. Posso ajudá-la? — um assumiu a voz por todos.
"Enfia isso de Grande Heroína no cu!" — Poderia me dizer onde fica o banco do reino?
— An?... Como assim? — O soldado a olhou com um semblante de dúvida.
— O banco, quero guardar ouro.
— Mas... É bem ali — apontou para uma construção muito grande. Literalmente atrás dela, na mesma rua daquela entrada para a área nobre.
Nathaly virou-se e viu... Voltou o rosto para frente, um sorriso forçado, envergonhado, estampado.
— Ah... Eu não vi. Hehe... — saiu de fininho com uma risada falsa... Poucos metros depois, virou-se e continuou andando, desanimada até o banco.
Chegou.
Entrou.
O lugar era imenso.
Se dirigiu até uma atendente e se sentou na poltrona à sua frente, separando-as por uma parede de segurança, feita de um cristal especial e transparente, capaz de aguentar golpes como de marreta de combate e machados de caça.
— Eu vim gu...
— Grande Heroína! Eu sou sua fã! — A moça olhava Nathaly com uma expressão muito alegre, enquanto Nathaly a encarava com uma expressão séria e de repulsa. Seus lábios contraídos mostravam o nojo. Rugas em todo o rosto forçado, quase dava tiques em um dos olhos.
Respirou fundo e continuou:
— Vim guardar algumas moedas de ouro.
— Claro, não se preocupe! Sabe quantas são? — perguntou a atendente, ainda com uma alegria exagerada.
— 494.
— ...De ouro?! — A expressão de felicidade da atendente sumiu, dando lugar ao espanto.
Nathaly percebeu a reação e, com um sorrisinho no canto da boca, Shiich... entregou os sacos de moedas, arrastando-os pelo balcão, com uma abertura na parede de cristal feita para facilitar a entrega e coleta de dinheiro.
— Aqui está — debochou, mas abriu um deles e pegou cinco moedas, deixando-as em um bolso do short.
A atendente, desesperada, começou a contar as moedas uma a uma... algo que demorou uma eternidade. Entediada, Nathaly nem percebera quando começara a cochilar na confortável poltrona do banco do reino.
— Ufa... Acabei! — exclamou a atendente... tiques nervosos em um dos olhos.
Nathaly despertou sonolenta, espreguiçando-se com um bocejo amplo.
— ...Ok.
Ergueu-se para ir embora.
— Espera!
Virou-se, olhando para a moça.
— Você não preencheu sua ficha.
— Ah... — Se sentou novamente e escreveu seu nome e uma senha na ficha que a atendente lhe entregou... a mulher não entendeu as letras, mas isso deixava as coisas ainda mais seguras, já que para retirar dinheiro do banco, precisava deixar uma assinatura idêntica à da ficha.
— Ótimo... Tudo certinho. Tenha um bom dia, Grande Heroína! — Com o sorriso novamente no rosto, se despediu.
— Obrigada. Um bom dia para você também... — Enquanto ia embora, Nathaly olhou-a de canto: "Sua esquisitinha."
Com o que restava dos espetinhos, deu um passeio pelo reino, enquanto terminava de comer. Nada lhe chamou muita atenção. Buscava por coisas úteis. Fingia ser um passeio, mas observava a movimentação dos fiéis de túnicas brancas em frente àquela catedral.
Só olhar não levava a nada... voltou ao palácio.
Na caminhada pelo jardim, sua mente fervia:
"Essas pessoas são estranhas ou sou eu que sou a estranha aqui...? Empregadas de branco e aquelas pessoas da igreja se vestindo de forma semelhante. Não sei absolutamente nada sobre esse lugar, mas se eu vim parar aqui apenas com o Nino encostando em Louis, eles devem estar em algum lugar. Mas... Onde?"
Se lembrou do casal da noite do banquete.
"Aquele cara, Jhon?... Jonas, eu acho. O que será que ele sabe sobre este lugar? Porra... Disse pra não confiar em ninguém, mas como vou confiar naquele cara também?" Com uma expressão de raiva e cheia de dúvidas, continuou pensando enquanto caminhava pelos corredores do palácio.
"Ele é da Terra também? Por que, dentre todos, ele iria chegar em mim e falar aquilo?... Inferno!" Completamente aborrecida, virou um corredor à esquerda e deparou-se com a serva de branco, parada no meio dele, sorrindo sem dentes, olhos fechados, na direção da menina.
Silêncio...
Só aquela moça parada... sem fazer nada.
— Ô, esquisita! — deu alguns passos se aproximando.
— Sim, minha senhora — a serva respondeu, curvando a cabeça.
— Tem uma biblioteca nesse lugar?
— Sim, minha senhora...
— Onde fica?
A jovem de branco abriu os olhos com uma calma abundante.
— Está ao seu lado, minha senhora...
Nathaly olhou para a direita... havia uma porta dupla do seu lado o tempo inteiro.
"Isso... isso tava aqui?" Olhou para a serva, que assumiu novamente o sorriso de boca fechada, mantendo um silêncio absoluto... mas agora, mantinha os olhos com suas íris rosas, abertos.
Tli-thón...
Aquela porta estava um pouco mais pesada do que as outras que abrira no palácio. Ao olhar o interior, se deparou com uma imensa biblioteca com mais de um andar cheio de estantes de livros organizados por temas, mesas para ler e escadas verticais para buscar os mais altos.
— Puta merda... Sabe onde tem um map... — olhou para a serva novamente, mas esta já havia desaparecido. — Óbvio que a lenda já teria desaparecido, né? — com um tom de sarcasmo, entrou na biblioteca.
Escadas se dobravam como em uma mansão antiga. No primeiro andar, uma grande mesa central se estendia... Tudo destruído e no completo escuro, com livros espalhados por todos os cantos, estantes vazias e queimadas. Pilhas de folhas amassadas, pisoteadas com raiva... seus olhos a traíam; o que via era organização e limpeza, clareza, mesmo que seu corpo passeava em meio ao escuro, tocando nas estantes fantasmas — sua mão tangendo o intangível, tocando o invisível na escuridão absoluta.
Passava em frente às estantes com atenção aos símbolos, já que cada fileira era destinada a um conteúdo específico.
Enquanto examinava os símbolos, não encontrou nenhum que se parecesse com um mapa. Porém, próximo aos livros sobre raças, encontrou um com um símbolo semelhante à marca de Nino.
— A Marca do pescoço dele? — murmurou, fechando os olhos ao lembrar do "namorado". — Saudade de tocar aquele corpo... — sussurrou animadinha, pegou o livro e o levou até a mesa.
Ao abrir... na primeira página, se decepcionou. Com o rosto travado, Flu-flu-flu-flulululu... folheou o livro por inteiro.
— Eu não sei ler... — resmungou baixinho, tristemente, se derretendo no chão como sorvete quente.
Saiu da biblioteca completamente desanimada e cabisbaixa.
— Aaaaah... Que saco, cara — murmurava enquanto caminhava, toda molenga, pelo corredor, procurando e tentando se lembrar de onde ficava o seu quarto.
À sua frente, Grimore, junto com quatro soldados mais próximos, se aproximava. Nathaly, depressiva, nem prestou atenção neles. Caminhavam pelo corredor no extremo sudeste do palácio. Ao lado, uma grande janela se estendia trazendo iluminação solar ao corredor extenso.
— Aaaaah, que saco. Como vou achar eles se nem sei ler a língua desse lugar? — continuava a murmurar, agora passando ao lado do general. — Faz nem sentido eu entender mas não saber ler... AaaAhh... que saco.
— Olha ela aí. A farsa. O rei só pode estar de olho no corpo dela... Uma garota desse tamanho ser o Grande Herói é uma verdadeira piada — rosnou sua provocação invejosa.
Seus soldados riram junto dele, mas Nathaly nem escutou o que ele disse. Continuava em suas lamentações depressivas, molenga pelo corredor. Grimore se irritou após ser ignorado, deu alguns passos e colocou a mão no ombro dela, puxando-a para trás.
— NÃO ME IGN...
BAAM!
Nathaly irritou-se imediatamente ao ser tocada assim. Virou o rosto, seus olhos brilhavam abundantemente e um soco com o punho queimando em fogo acertou o meio da cara do general.
Crash!
Arremessando-o na parede do corredor, lançando-o para fora do palácio. Lá, colidiu com outra parede, em meio a um jardim lateral. Seus amigos se assustaram. Uma reação imediata — curvar a cabeça, braços retos para baixo em contato com as pernas.
Nathaly acertou-o e voltou a cambalear pelo corredor como se nada tivesse acontecido. Os soldados sentiram medo até de olhá-la, vendo-a de costas se afastar do lugar. Rapidamente, atravessaram o buraco criado e foram ajudar o general desmaiado, com o nariz quebrado e sangrando em meio à barba um tanto grisalha.
— Grimore... Comandante?!
— Ela o colocou pra dormir mesmo.
— Cala a boca, vocês dois e nos ajudem aqui! — Cada um assumiu um braço ou perna. — Vamos tirar ele daqui — ordenou e todos ergueram o corpo do general, tentando sair de lá o mais rápido possível, para nenhuma pessoa presenciar aquele vexame.
Diversas curvas... parecia um labirinto infinito.
Não encontrava seu quarto, nem porta alguma. Corredores iguais, idênticos... não importava quantas curvas fizesse, nada mudava. Ainda se encontrava molenga, nem percebera a situação de verdade... mas então, em uma nova curva, Aurora vinha correndo e parou olhando para cima, no rosto da Heroína ao vê-la surgir... Sorriu abundantemente.
Era notório uma felicidade espontânea surgindo naquele rostinho.
— Quer brincar comigo?! — exclamou Aurora, com os olhos bem abertos e cheios de entusiasmo, erguia a boneca na direção de Nathaly, enquanto Nathaly se agachava para ficar ao seu nível.
— Pode ser... Mas tem uma condição...
— O quê?!
— Você sabe ler?
— Sei!
— Então você vai me ajudar na biblioteca com uma coisinha e depois vamos brincar! — ergueu os braços como uma explosão teatral, tentando forçar uma reação animada. — Tá bom?!
— Tá bom! — Aurora deu um pequeno grito de felicidade e saltou de empolgação, abraçando a melhor amiga com ternura em suas mãos.
Nathaly voltou à biblioteca; no caminho, fingira de otária, que não sabia quem havia aberto aquela cratera na parede que Aurora ficou curiosa, olhando para o lado de fora. Depois de um tempo, chegaram e entraram naquele ambiente opressor sem iluminação alguma.
— Você sabe onde tem um mapa?
— Vou procurar! — Aurora saiu correndo olhando os símbolos e ilustrações das estantes. Pouquíssimo tempo depois, correu para dentro de um corredor e exclamou: — Achei!
Nathaly também pegou o livro com a Marca de Nino e as duas se sentaram à mesa. Como a princesa não alcançava a superfície da mesa a ponto de ler confortavelmente, ficou em pé sobre o banco.
Ao abrir o livro que Aurora trouxe, Nathaly viu três reinos com muralhas marcados com nomes. Outros lugares no mapa eram pequenos vilarejos, florestas, lagos e rios, mas o mapa havia sido rasgado nos quatro lados; claramente, o original não era aquele.
— Qual o nome dessas três cidades?
— Não são cidades, são reinos.
— Reinos?
— Isso. Esse aqui é Dipu e esse outro é Vasireri... Vasnsirier... Van-sirieri! — instruiu, enquanto apontava com o dedo indicador direito.
"Fala bem, mas tem dificuldade para ler. Deve estar errado os nomes, mas já me dá uma ideia." — Então esse aqui é Alberg? — apontou para o reino no centro, o mais ao sul do mapa. Localizando-se pelo deserto que matara Gorgon.
— Sim... Onde papai é o rei!
— Entendi. E sabe me dizer sobre o que é esse livro? — Nathaly mostrou um livro contendo informações humanas sobre os Primordiais.
Aurora começou a ler mentalmente e, após alguns momentos, falou:
— É sobre... — coçou a cabeça tentando entender — Pimodiais... Primordiais!
— Sabe me dizer quantos são? "Cérebro da menina vai fritar assim..."
A princesa olhou fixamente para o livro, tentando entender.
— Não sei ler essas palavras; é-é muito difícil, dicupa... — Começou a lacrimejar, achando que Nathaly não iria brincar com ela se não conseguisse ajudar.
A Heroína fez um cafuné na princesa, que parou de chorar segundos depois. Olhando-a com aqueles imensos olhos coloridos, vivos em uma aurora boreal verde. Nathaly sorriu timidamente, tentando trazer conforto à criança.
— Calma, está tudo bem. Vê se o livro fala sobre cores.
Aurora olhou novamente para o livro e começou a ler o que entendia:
— Rosa, preto, branco, verde, azul, vermelho... O-os outros dois não são cores, tia...
"Tia é sacanagem..." — São o quê?
— Está escrito lua e sol.
"Rosa, preto, branco, verde, azul, vermelho, lua e sol? São oito Primordiais ao todo." Seu semblante ficou desanimado. "Mas em que isso me ajuda a encontrar eles?"
[ — ...Demônios da lua nem existem... ...Chamá-la de Quarta Bruxa é estranho, já que bruxas também são lendas; ninguém sabe se elas realmente existem... ]
Se lembrou das palavras de Monica.
"Não dá pra confiar em informações assim. Ela acha que não existem Bruxas e demônios da lua... Akli me confirma que Bruxas existem, e agora isso de Primordial da Lua... Que saco."
Nathaly sorriu para a princesa, mesmo ainda sentindo-se perdida. Sentindo que tudo aquilo não ajudara em absolutamente nada. O mapa era violado, rasurado, mostrava uma parte pequena do continente, mas muito distorcido. Nele parecia que os reinos eram quase vizinhos, uma mentira absurda. Vilas e cidades humanas antigas, não nos tamanhos atuais, reais. Uma floresta densa cobrindo quase a extremidade oeste inteira.
Era confiável se informar com aquilo?
— Entendi. Era só isso que eu queria mesmo. Vai querer brincar de quê?
Aurora ficou feliz e, com um grande sorriso, saltou no banco e gritou:
— BONECA!
Com uma reação tão fofa e alegre, Nathaly fechou os olhos, enquanto sorria na direção da menininha. Um segundo depois, abriu-os e uma serva se encontrava de pé, a alguns metros de distância atrás da criança.
— Princesa! Pela Deusa! Eu estava procurando por você!...
"Seu cu!"
— Está na hora do seu banho! Vamos — ordenou, chegando à mesa, onde segurou a mão da menina, desceu-a e saiu puxando-a. Aurora quase começou a chorar de frustração. Segurando a melhor amiga, olhou para trás, com água presa em lágrimas que lutavam para não sair.
— Sniiff... Tchau... — balbuciou para Nathaly, que sorria na direção, meio aliviada por não precisar brincar, mas um pouco incomodada com a bizarrice que era aquela serva e aquele lugar.
— A gente brinca depois — prometeu.
— Tá bom... — o tom triste continuava, mas engoliu o choro e voltou-se para frente, sendo guiada pela serva.
Nathaly observou as duas saírem da biblioteca... seus pensamentos procurando uma resposta:
"Garota estranha... por que não me quer perto da princesa?"
Sozinha, olhou mais uma vez para o livro que nunca existira, sobre a mesa destruída, sentada no banco invisível... Paf... fechou o livro e o encaixou na estante vazia. Paf-pa... caiu no chão... mas esse chão ela não via. Em seguida, deixou o outro livro imaginário na estante de Raças, empenada, quase cedendo como todas as suas amigas.
Ao sair da biblioteca que quase gemia, querendo ficar sozinha, fechou as duas portas pesadas, selando-a no completo escuro como sempre permanecera todos os dias, depois daquele fatídico dia... infeliz.
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