Volume 2 – Arco 6
Capítulo 168: Grande Heroína
Não usou o seu máximo, somente o seu máximo anterior, o máximo do outro mundo. Mesmo assim, fora uma descarga massiva de poder, deixando-a meio tonta, segurando a Hero sem muita firmeza, no tempo em que caminhava na direção do que restou de Gorgon — pó cristalizado, escuro, queimado.
Pahn...
Encostou um leve chute naquela "estátua". Scscsch... Aquilo desabou como um castelo de areia seca, sem firmeza, sem vida. Olhava ainda com um pouco de raiva, sentia nojo, e isso foi transmitido em seu rosnado:
— Te acertei. E agora, morcego maldito?
Só o calmo e quente vento lhe respondia, movendo um pouco seu cabelo, a manga de sua blusa. Virou-se e agora olhava na direção do reino ao longe. Não era pequeno; mesmo daquela distância era notório o tamanho absurdo daquelas muralhas.
— Definitivamente, não estou em São Paulo... Não, definitivamente, não estou na Terra — sussurrou e saiu andando na direção. A Hero desmaterializou de suas mãos. Olhou-as... materializou-a novamente, depois mandou-a mais uma vez embora. — Ok... Ok.
Cansada, não quis correr, mas depois que finalmente saiu do deserto, o cansaço aliviou absurdamente. Não deixou-a com energia, mas não a deixava exausta apenas em respirar. O calor era absurdo. Uma linha imaginária. Passou-a, saiu do deserto; o calor ficara para trás.
Minutos depois as muralhas cresceram ainda mais.
O vento que enviou ao oeste espalhou as carcaças mais leves, e a menina viu muitos soldados removendo-as do "seu" caminho, mantendo a cabeça curvada em respeito e agradecimento. Não disse nada. Continuou, passou pela ponte e os enormes portões se abriram para ela.
Ao atravessar as muralhas... toda a população daquela área começou a gritar eufóricos em agradecimento... foi estranho. Parecia uma festa surpresa; assim que os soldados internos abriram e a menina entrou, os sorrisos se formaram, pulos e gritos se seguiram.
Agradecer por serem salvos era o mínimo, mas Nathaly não entendeu o exagero. Meio acanhada com toda a atenção voltada a si, acenou com a mão, acompanhando um sorriso meio falso, mas ainda assim... belo.
Foi quando Jonas se aproximou pela esquerda:
— Com licença, Grande Heroína — disse ele, curvando a cabeça.
— Oi? — Nathaly olhou-o, visivelmente confusa.
— O rei está solicitando sua presença no salão real... Poderia me seguir, por gentileza?
— ...Uhum — decidiu aceitar.
— Por aqui.
Uma carruagem bem luxuosa foi preparada para não precisarem andar por horas até o palácio no fim daquela imensa rua. Subiu os degraus e estendeu a mão para ajudá-la a subir, mas a menina negou tocá-lo e subiu sozinha. Jonas notou que deixou-a desconfortável com o gesto cavalheiro e deixou-a sozinha na carruagem.
Seguiu viagem sentado em um dos cavalos, acelerando-os um pouco para não perderem tempo. Em meio a este tempo, Nathaly ficou chocada com a imensidão daquele lugar. Sentada no confortável banco daquele veículo caro, olhava para os lados.
Ao leste, escutando as rodas passarem pela rua de pedrinhas cinzas, via crianças rindo e brincando, felizes após a vitória na guerra relâmpago. Muitos olhavam-na passando e sorriam, acenando antes de voltarem a correr e se divertirem com suas imaginações.
Todo o comércio voltando ao funcionamento.
Olhava para um lado e para o outro, não ficava sentada em apenas um ponto daquele imenso "sofá". Alguns minutos depois e finalmente chegaram. A carruagem parou; Jonas desceu do cavalo e a chamou com extrema educação. Não estendeu a mão para que a moça descesse, e quando Nathaly desceu, logo presenciou de frente o enorme Palácio Real.
Caminharam para dentro.
Passaram pela fonte branca jorrando água cristalina e a menina se admirou pelo jardim os cercando. Aquelas folhas bem cuidadas, paredes de uma folhagem viva, exuberantemente lindas.
Ao olhar para cima, avistou a bandeira com o brasão da família real em dourado, que exibia uma Fera Lendária — um Glifo. Um ser que estes nunca nem imaginaram o som que era produzido em seu grunhido. A bandeira balançava nas cores branco, preto, azul-escuro e dourado nas extremidades do tecido.
A grande porta do palácio se abriu... e eles entraram.
Era lindo... Fora lindo um dia.
Por dentro, o palácio estava destruído.
Os tapetes, que antes lembravam a bandeira, estavam pretos de tão sujos, rasgados como se uma besta tivesse passado pelo lugar. Sangue velho, seco, arrastado pelos corredores como se alguém tivesse puxado corpos por todos os lugares.
As paredes, rachadas, faziam o lugar parecer prestes a desabar a qualquer momento.
Pilastras caídas nos corredores, insetos mortos; nem eles conseguiam residir ali.
Jonas e Nathaly continuaram andando até o salão real, onde o rei a aguardava.
Nathaly admirava o ambiente, rico, iluminado e luxuoso; afinal, ela não via a verdade.
Enquanto caminhava em direção à porta dupla alguns bons minutos de corredores para dentro, via lindas armaduras em exposição e até as tocava, impressionada com o brilho de seus metais... mesmo que dentro daquelas armaduras, corpos esqueléticos viviam presos há muito tempo.
Um cheiro de podre ao vento... Em seu nariz? Doce, agradável.
Chegaram no destino: uma porta dupla de cor azul-escura, com suas extremidades e detalhes em ouro. Dois guardas armados e com armaduras protegendo-as, Tlón... abriram assim que os convidados chegaram.
Os dois passaram pelas portas que nem existiam mais. Os soldados abriram o nada. Puxaram uma maçaneta que não existia. O entulho da porta verdadeira esparramada pelo chão. A escuridão. Nenhuma daquelas lamparinas acesas, estava. Silêncio, morte, escuridão... imaginação. Uma farsa.
Enquanto caminhavam pelo cenário destruído do salão real, o rei permaneceu sentado em seu trono prateado, acolchoado com couro azul-escuro, ao lado da rainha, que ocupava um trono menor de mesma descrição.
Nathaly olhou ao redor, observando as gravuras nas paredes, as figuras e quadros belos ao longe, toda a decoração. Quando olhou para frente, viu algumas pessoas curvadas antes das escadas que levavam aos tronos: o general do exército junto com alguns soldados pessoais.
O rei tinha cabelos e olhos tão prateados que chegavam a brilhar. Suas vestes exuberantes demonstravam seu amor pela família, mantendo as cores da bandeira real. Era um homem idoso, com 81 anos e 1,64 m de altura. Sua coroa dourada exibia grandes pedras nas cores da bandeira, cravejadas e adornadas em ouro bem trabalhado.
A rainha, por outro lado, possuía cabelos e olhos marrons. Vaidosa, suas roupas exuberantes não seguiam totalmente a cor da bandeira, mas eram de um azul-escuro marcante. Sua aparência era a de uma mulher de 30 anos, apesar de ter 55. Media 1,70 m de altura. A coroa da rainha era menor, mas seguia o mesmo estilo da do rei.
O general, também com cabelos e olhos marrons, usava uma armadura semelhante à dos seus soldados, mas com detalhes em platina que a diferenciavam das demais. Era alto, com a mesma estatura de Jonas, e bastante forte, embora menos que Jonas. Tinha 56 anos.
— Seja bem-vinda, Grande Heroína! É uma honra tê-la em meu reino... Poderia me conceder a dádiva de dizer seu nome? — perguntou o rei.
O general do exército, no entanto, tinha uma expressão meio indignada. Ficou incomodado com o fato de uma garota ter sido escolhida pelo Fogo Sagrado para ser o novo Grande Herói; tanto que nem sequer a cumprimentou.
— Meu nome é Nathaly. "Sujeito estranho."
— Eu sou o Rei de Alberg, Morf Alberg. Ao meu lado está minha esposa, Matilda Alberg. Por favor, aceite um banquete que iremos preparar para comemorar nossa vitória. Graças a você, isso foi possível — curvou a cabeça ao terminar.
— Hoje?
— Sim. Uma serva irá mostrar seus aposentos e a chamará quando estiver tudo pronto — respondeu com calma e extrema educação.
— Ah. Pode ser... "Não sei nem onde estou mesmo; comer algo é bom." pensou, fazendo uma careta de fome. Quase babando imaginando um porco inteiro rodando sobre um fogo de chão.
Clap! Clap!
Aquelas duas palmas do rei fizeram-na sair do seu estado imaginário. Sentiu-se um pouco tonta, estranha. Olhou-o no trono — nada de diferente. O eco. O silêncio angustiante momentâneo. Uma serva atendeu ao chamado e surgiu ao lado da menina para acompanhá-la.
Seus uniformes eram inteiramente brancos, com meia-calça, tiaras, brincos e todos os detalhes das roupas também na mesma cor... Nathaly não ouvira uma porta se abrir. Muito menos vira alguma serva dentro daquele lugar. Com o estômago vazio, além de sentir-se ainda cansada após uma luta complicada... somente seguiu-a.
"Preciso de um cochilo..." pensou.
Caminharam mais para dentro do palácio. Olhava para a decoração e tentava esquecer da barriga vazia, da pequena dor de cabeça, do não saber onde se encontrava. Onde estavam Nino, Nina e Alissa.
A serva não abria os olhos. Andava com as mãos juntas, para frente, educada, tranquila... mas virou o rosto um pouco na direção da menina. Voltou-se à frente e comentou:
— Suas roupas estão muito gastas...
Nathaly olhou para suas vestes sujas, um pouco tostadas, rasgadas e desfiadas, lembrando-se de todo o desgaste da luta. Uma lembrança ruim. Foi como descarregar-se soltando mais uma poderosa explosão. Cambaleou o corpo, preguiçosamente enquanto continuava acompanhando a serva.
— SiIiiiIIinmn...
— Vou levá-la até a costureira do palácio; ela fará uma peça de roupa linda e digna da Grande Heroína vestir — entregou-lhe sua salvação.
Firmou o corpo. Abriu os olhos e respondeu:
— Ok.
...A serva virou o rosto lentamente na direção dela. Nathaly olhava-a de volta. Segundos assim. Não entendeu o que a serva queria, e a serva não entendeu o que era aquilo que a menina disse. Voltou o rosto para frente e seguiram em direção à sala da costureira.
— É aqui; pode entrar — parou e disse com tranquilidade. Seu rosto sorria, mesmo sem dentes e olhos abertos. Nathaly ultrapassou-a e tocou a maçaneta, antes de virar o rosto na direção da garota que parecia ser mais jovem que ela.
— Obrig... O quê?
A serva sumiu.
Olhou ao redor... corredores vazios, bem iluminados... bonitos.
Piscou algumas vezes, confusa. Seu cérebro não entendia... era magia? Mesmo cheia de dúvidas, Tli-thon... entrou pela porta, fingindo que nada acontecera ali. Observando o ambiente interno, fechou a porta atrás de si. Mesmo com uma decoração comparada ao restante do palácio, aquela sala trazia uma sensação diferente.
Uma sensação bem estranha... receio constante... não dela, mas no ar.
A sala era espaçosa e muito bem organizada, com tecidos extremamente caros e diversas ferramentas de trabalho, embora a profissional ali presente quase não utilizasse a maioria delas.
Vários manequins exibiam vestidos variados, adornados com joias. Lingeries e peças íntimas femininas. O teto era coberto por espelhos, assim como a parede, que tinha um espelho com bordas em cristais, para que as humanas pudessem experimentar sua roupa e se admirarem em um ambiente elegante.
...Em seus olhos.
— Com licenç...
Uma mulher andava na sala.
Sua pele e leve pelagem eram de um cinza-escuro com detalhes em cinza-claro, combinando com seu longo cabelo azul-escuro. Vestia um vestido longo, leve e elegante, de cor branca, que tinha aberturas para que seus seis braços pudessem passar.
Usava também um chapéu alto e pontudo, igualmente branco, para esconder parcialmente seu rosto, pois as pessoas costumavam ter um certo receio dela.
Era uma Híbrida Aranha. Como tal, podia se transformar em uma aranha completa ou manter características aracnídeas em seu corpo humanoide, controlando essa aparência conforme desejasse. Embora seu rosto e corpo pudessem se assemelhar perfeitamente aos de uma humana, seus seis braços revelavam sua verdadeira natureza.
Por essa razão, preferia se manter reclusa, escondendo-se em sua sala.
A híbrida correu até Nathaly e se ajoelhou a seus pés.
— Sim... Grande Heroína — suplicou com a cabeça encostada no chão.
Shhhblblblb...
Nathaly escutava o som de água, como uma torneirinha aberta sob uma banheira, vindo de trás de uma grande cortina à direita da sala, mas ignorou e olhou para a híbrida em seus pés.
— Desculpa a pergunta... Mas o que é você?
— Sou uma híbrida, senhora.
— O que é isso?
— ...Somos seres que são meio "humanos", meio animais. No meu caso, sou da raça das aranhas.
— "Híbridas"...? Entendi... "Porra nenhuma." — Mas por que no caminho até o palácio eu não vi nenhum híbrido?
— É porque não há híbridos aqui. O povo híbrido vive muito longe das capitais. A viagem para cá é cara e perigosa; sem uma boa escolta, pode demorar muitos meses, talvez anos. Além disso, são necessários muitos suprimentos para durar tanto tempo. Além de mim, não sei se existe outro híbrido por aqui.
"Tô entendendo nada." — Pode se levantar; não precisa me chamar de Grande Heroína o tempo todo. Meu nome é Nathaly.
A híbrida se levantou.
— Sim, senhorita. O meu é Akli.
— Então, Akli... Por que vocês vivem tão longe? — curiosa, Nathaly queria entender mais sobre o lugar em que estava.
— Existem muitas raças, e todas sempre tiveram receio de que, um dia, os Primordiais pudessem se tornarem maus. No princípio, os híbridos migraram para o sudeste, até chegar a um lugar perto de um enorme mar, onde quiseram viver e, então, criaram o País dos Híbridos. Lá é um lugar pacífico; dificilmente ocorrem roubos ou crimes. Já aqui, como a Bruxa dos Anões e a Bruxa dos Híbridos previram, acontece tudo isso e mais um pouco. Os Primordiais começaram a escravizar e matar pessoas, até da própria linhagem...
"Isso me lembra algo... Foi isso que eles falaram aquele dia? Ser o Primordial Preto... algo assim?" tentou lembrar-se de quando os gêmeos revelaram quem eram, mas sua cabeça estava turva, fome, tontura; não raciocinava muito bem.
— ...Roubos atrás de roubos, mortes atrás de mortes. Não se importam com ninguém, apenas com eles mesmos.
— Sabe me dizer o que levou os Primordiais a começarem isso?
Akli começou a se comportar de forma estranha e receosa:
— Não sei... Só sei que no passado não era assim.
— ...
Nathaly a encarou em silêncio absoluto. Olhar normal, mas aqueles olhos dourados eram agressivos, mesmo não sendo; aquele brilho era penetrante, eram muito mesmo. Akli se sentiu pressionada, coagida. O nervosismo a fez acreditar que seria punida se não dissesse alguma coisa:
— Não procurei estudar ou entender a história, os motivos ou o porquê disso estar acontecendo...
— Por que não?
Akli acelerou a fala, tentando explicar:
— À-à-às vezes, não é bom saber de tudo, hehe. Saber demais pode levar uma pessoa à morte. Meu pai me disse isso uma vez, e não quero arriscar minha vida por algo tão bobo. Fui chamada ao palácio porque a rainha gosta das roupas que faço. Prefiro continuar sendo apenas a híbrida que faz roupas do que me tornar um alvo...
— ...
Três segundos de silêncio. Nathaly olhando-a diretamente... Akli com medo, tentando disfarçar.
— É-é melhor deixar esse assunto pra lá, né? Hehe — deu uma risadinha, pegando suas fitas métricas e se aproximando de Nathaly: — Como deseja sua roupa?
Nathaly olhou para as roupas gastas. Seu short visivelmente mais desfiado que o normal.
— Quero um short como o que estou usando. Mas tire esses fiapos — passou o dedo, mostrando — deixe uma costura firme. Quando isso começa a soltar me irrita muito e preciso mandar fazerem outra à minha medida, já que não fabricam mais esse modelo. Mas troque a cor. Não quero mais esse azul. Faça um preto. E a blusa, pode ser parecida com essa mesmo. Mas faça ela de manga longa e de cor preta, também. Meus tênis, a mesma coisa. Mude a cor para preto.
— ...Vejo que gosta bastante de preto.
— Um pouco... É mais pelo meu namorado mesmo.
— Ah... um presente pro namorado? Pode deixar, vou deixá-la linda — sorriu ao responder. — Mas sobre precisar pedir para refazerem seu short sempre, não se preocupe; eu sempre estou aqui. Caso queira um remendo ou peça nova, só ordenar.
— Tudo bem. Mas vou querer como eu pedi. Cansei dos fiapos.
— Acho que uns detalhes em ouro-escuro ficariam bons para combinar com seus olhos... suas mechas. Vou tirar suas medidas; com licença — pediu e aproximou-se com cuidado e respeito.
Chegando próxima a Nathaly, Bm... esta a segurou firmemente e sussurrou um rosnado em seu ouvido:
— O que há de errado com esse lugar? Eu consigo ver o medo em seus olhos.
Akli, desesperada, tentou desmentir:
— N-n-não é nada, senhorita, não é nada, eu juro — sua voz trêmula, seu olhar desesperado.
Nathaly a soltou, ciente de que Akli mentiu.
"Que porra de lugar estranho..."
— C-c-com licença, senhorita... — com seus seis braços, tirou todas as medidas de Nathaly quase que instantaneamente. — Não se preocupe. Assim que a roupa estiver pronta, eu vou chamá-la...
A Grande Heroína não desviava o olhar... e Akli mantinha a cabeça baixa... cheia de medo.
— Tudo bem.
Virou-se em silêncio.
Caminhou até a porta. Olhava de canto para trás — Akli parada, todos os braços para frente, abaixados, mãos juntas, assim como a cabeça. Desviou o olhar. Até a maçaneta, guiou. Tli-thon... Abriu-a lentamente... fu um pequeno sopro passou da esquerda para a direita.
Nathaly saiu até o corredor e olhou — uma garotinha com um vestido branco de princesinha corria alegremente, rindo sozinha, segurando uma boneca de pano, e olhos de botões... Tlic Fechou a porta. A garotinha ouviu o pequeno estalo. Olhou na direção. Os grandes olhos lhe encarando, antes de um sorriso sapeca se abrir e a brincadeira prosseguir.
Continuou correndo, para bem longe naquele corredor "infinito".
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