Dançando com a Morte Brasileira

Autor(a): Dênis Vasconcelos


Volume 2 – Arco 5

Capítulo 162: Tudo por ele

Minty retornou para seu quarto, mas para sua surpresa, Jaan não se encontrava lá.

Não entendeu.

Ficou meio atordoado com o silêncio do cômodo. Trocou de roupa. Sentou-se na cama e diminuiu o fogo do abajur. Silêncio... Silêncio. Costas na parede, pernas para frente. Olhar direcionado à porta fechada. Demorou. Demorou bastante.

Mas Jaan entrou.

Segurava o uniforme no braço. Vestia outras roupas, simples roupas de dormir como Minty havia colocado. Seu cabelo estava baixo, molhado. Rosto abatido, cansado. Andava de forma desajeitada, mancando levemente, indo até a cama no escuro da pouca iluminação, quando Minty quebrou o silêncio, o assustando um pouco:

— Jaan...?

Jaan olhou-o rapidamente, olhos bem abertos.

— Desculpa, não queria te assustar.

— ...Tranquilo.

...Eeh... Demorou, né?

— Você tava diferente hoje. Pensei que seria bom deixá-lo longe da minha presença um pouco. Fui tomar banho e perdi o horário. Pra ser sincero, pensei que já tava dormindo quando entrei — seu tom era visivelmente abatido.

— Desculpa... — Minty abaixou um pouco o rosto. Jaan sentou-se na própria cama, do lado oposto do quarto. — Eu não sabia como reagir àquilo. Foi muito repentino. Você é meu melhor amigo. Eu não tava diferente, eu só não sabia como interagir, desculpa.

— ...Tranquilo — Jaan respondeu e deitou-se.

...Minty não fez o mesmo, depois de segundos do silêncio pesado, quebrou-o:

— Ei, aconteceu um negócio estranho comigo hoje.

Jaan abriu os olhos, continuava de costas para o amigo. Seu olhar baixo, sabia de tudo mas deixou-o falar:

— O quê?

— O diretor me chamou no escritório dele. Fiquei assustado. Senti muito medo. Ele parecia que sabia que eu não sou um demônio verde. Me fez sentar no colo dele, me fez falar algumas coisas estranhas enquanto ficava alisando meu corpo. Foi horrível. Jaan... ele já fez algo com você? Chamou você lá ou algo assim?

— ...Não — respondeu e virou-se deitado, agora olhando o amigo sentado.

Minty sorriu.

— Que bom...

— Você tá bem?

— ...Estou sim.

Jaan sorriu.

— Que bom...

Virou-se novamente.

— Boa noite.

— ...Boa noite, Jaan — respondeu-o e deitou-se.

Boa noite... Boa noite... O corpo do menino doía. Seus pensamentos mais ainda. Noite seguinte. Noite após noite. Noite, noite após noite... Atrasos. Banhos. Lágrimas. Seu "relacionamento" com Verde era muito longe do que era Nina com Nathaly. Nina cuidava de Nathaly. Verde maltratava Minty. O forçava. Penetrava sem preocupação. Fazia-o sentir muita dor, e não se importava, pois era egoísta e apenas o seu prazer que valia.

Noite após noite... Noite após noite indo se banhar, para quando o lugar estivesse vazio, chorar, de dor, de cansaço, de vontade de desistir, mas desistir seria Minty sofrer, e não queria que o amigo pagasse o preço que não fora ele quem criou.

Não possuía remédios para diminuir a dor. Não havia regeneração para curar os ferimentos em seu ânus pela brutalidade. Só restava ficar embaixo das águas mornas da banheira, tentando esquecer a dor, para que na próxima noite tudo fosse relembrado sem pena.

Mais de uma semana já havia passado.

Minty sempre o esperava acordado. Era meio estranho. Parecia que queria se redimir todos os dias. Sua desculpa no primeiro dia não caberia mais. Falar que gostava de se banhar todos os dias muito menos... mas em um certo dia, foi diferente.

Chegou depois do banho extremamente cansado.

Minty não só foi dormir como nos outros... dessa vez decidiu contestá-lo:

— Não acha perigoso tomar banho todos os dias?

— Só se alguém me dedurar pro diretor — respondeu.

Minty concordou com o rosto.

— Verdade.

Jaan soltou uma risada suave em vitória ao perceber que o amigo ficou sem argumentos.

Foi se deitar.

— Ei...

— Oi? — Jaan o respondeu, mas percebeu como Minty estava estranho. Não o recebeu sentado na própria cama como nos outros dias. Assim que entrou, ele se levantou, e agora estava diante de sua cama.

Tímido, não conseguia falar, ficava olhando para os lados, gaguejando sozinho em palavras contidas, entretanto Jaan percebeu um pequeno volume se formando na calça do amigo. Entendeu o que era que ele queria.

Eeeh... Tmn.. n...

— Tudo bem — respondeu e se ajoelhou no chão, indo sem muita enrolação com as mãos para abaixar a calça.

— N-não... não é isso — respondeu envergonhado. Jaan segurando a calça, mas não a puxou para baixo.

— O que é, então?

— Eu, eu queria colocar — revelou, mas não conseguia olhar seu amigo diante de si. O volume ficando mais marcado.

— Colocar?

— Isso.

Ah.

Jaan se levantou.

— Tem certeza?

— Foi muito gostoso aquele dia. Acho que deve ser bom isso.

Piscou duas vezes, era para sentir-se feliz, mas por que não sentia?

— Tá bom — respondeu e subiu sobre a cama. Abaixou a calça. Minty vendo o pau do amigo bem flácido, para baixo.

— P-posso mesmo?

— Sim. Cospe no seu pinto antes, pra facilitar entrar — ponderou.

Minty subiu na cama, ajoelhando-se atrás do amigo. Abaixou as calças com mãos trêmulas, Ptu...! cuspiu na palma e espalhou a saliva quente e grossa pelo pau já duro, lubrificando-o devagar, sentindo-o pulsar entre os dedos. O quarto estava mergulhado em escuridão, mas a pouca luz da lua que vazava pela janela revelava o contorno do buraco de Jaan, ligeiramente entreaberto, ainda roxeado e sensível... Minty não estranhou. Nunca vira o seu, não sabia se era normal. 

Jaan, de quatro, levou as mãos às nádegas e as abriu com delicadeza, expondo-se por completo, facilitando o acesso. Minty encostou a cabeça inchada na entrada apertada. Jaan se contorceu levemente, um gemido baixo escapando dos lábios — a dor latejava, o corpo ainda sensível, mas ele não disse nada.

Shuuuurp... 

Entrou devagar, centímetro por centímetro, o calor úmido e apertado envolvendo-o como um punho vivo. Minty fechou os olhos, o prazer o invadindo como uma onda. Flutuava dentro daquele aperto, e sua mente, mais uma vez, o guiou. 

Via Nina de quatro à sua frente, o corpo perfeito, as nádegas macias abertas com fofura obediente. Ela sorria travessa, olhando para trás por cima do ombro, o tronco apoiado na cama, o shortinho preto caído até as coxas. O pau de Minty entrava no cuzinho apertado que sua mente imaginava, a pele delicada ao redor se afundando e voltando com cada estocada ansiosa. 

Nina gemia seu nome baixinho, a voz doce e provocante:

— Minty... mais forte...

Ele se animava, Plap-Plap! acelerava, ia mais fundo, mais rápido. Paff... as mãos dela soltaram as nádegas, deixando-as livres para balançar, exibindo de forma lasciva o cuzinho piscando e a bucetinha fechada, brilhando, babando um pouco com a pressão descontrolada. 

Nina levou as mãos para cima, rosto afundado no lençol, gemendo alto o nome dele, o corpo tremendo. Minty ia à loucura, estocava sem parar, perdido no ritmo, no calor, no prazer...

Mas do outro lado, Jaan chorava. 

A-an-a... Ni-Ninarrf — Minty gemia o nome dela, baixinho de volta para ela...

Era para ser um momento feliz. O ápice do que queria. Um momento de prazer entre os dois. Mas não foi feliz. Não foi mágico. Jaan não sentia-se satisfeito por ter conseguido realizar seu sonho. Sentia-se usado. Naquele momento, era como se quem estivesse sobre ele fosse o Primordial Verde.

Era como se quem estivesse ali, não se importasse com ele.

Chorava baixinho. Lágrimas silenciosas em seu rosto destruído.

Sentia dor, não como sentira antes de entrar no quarto, mas era emocional, muito mais do que a física. Cada gemido no nome de Nina doía mais que uma penetrada. Suas mãos caíram de fato na cama, e de repente, Minty, envolto na fantasia, segurou as mãos de Nina, pressionando-as contra a cama enquanto escutava-a delirar.

Do outro lado, Jaan sentia-se preso, sendo abusado com o amigo pesado sobre si, travando suas mãos e o imobilizando inteiro. Queria que acabasse logo. Queria sair daquilo. Queria sair daquele sentimento horrível. Ser usado todos os dias para salvá-lo, para protegê-lo, e agora, ser abusado por quem estava se dedicando tanto...?

Era um sentimento misto. Queria vê-lo feliz, contente. Mas não queria sentir-se mal... tinha como?

Poucos segundos depois Minty chegou ao limite. O prazer o atravessou como um raio, quente e avassalador. Gozou com um gemido rouco, enchendo o cuzinho apertado dela até transbordar, o leite grosso e quente pulsando fundo dentro dela. Quando finalmente se retirou, o pau ainda latejando, um fio grosso de sêmen escorreu devagar do buraquinho escurecido pelo sangue preto, descendo preguiçoso pela fenda úmida até pingar na cama. 

Nina virou o rosto para trás, os olhos semicerrados brilhando de luxúria travessa. Com um sorriso safado e lento, levou as mãos às nádegas, abrindo-as com os dedos abertos, exibindo o estrago que ele havia feito. O cuzinho piscava, inchado e brilhante de sêmen, enquanto ela mordia o lábio inferior, provocante, deixando-o ver cada gota escorrendo.

Mas então a ilusão se desfez.

Quando abriu os olhos de verdade, a fantasia evaporou. O quarto estava escuro, silencioso. Jaan jazia deitado, estático, o rosto afundado no travesseiro, o corpo inerte. O sêmen de Minty escorria devagar do ânus dele, deixando um rastro quente e pegajoso entre as nádegas, pingando no lençol amarrotado. O ar estava pesado, carregado do cheiro de sexo e suor.

Minty congelou, o tesão se transformando em algo frio e vazio no peito.

Seu pau amoleceu, e não pensando direito, não disse nada, só saiu de cima da cama, puxou sua calça e foi deitar-se na própria. Jaan não se movia, parecia que havia dormido... mas não tinha. Escutou-o puxar as cobertas, segundos depois Minty deitava-se virado para o outro lado.

Jaan puxou as pernas. Sua bunda ainda exposta. Os braços abraçaram. O rosto se escondeu. Todo encolhido, permaneceu, chorando o mais baixo que conseguia para que seu amigo não escutasse seu lamento angustiante.

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