Dançando com a Morte Brasileira

Autor(a): Dênis Vasconcelos


Volume 1 – Arco 2

Capítulo 48: Mordida

— Tá tudo bem? — perguntou Nino, com um semblante que até tentava parecer preocupado, mas... suas palavras quase enlouqueceram a menina de embaraço.

Sentia o rosto queimar, querendo se enterrar e nunca mais sair, por conta do que viu e sentiu.

Nino ainda permanecia agachado, perante o short da garota, examinando-o muito, muito próximo, mas, quando percebeu o tremor nas pernas, rapidamente segurou a cintura da jovem com ambas as mãos, firmemente, estabilizando-a com um agarro.

O toque foi tão intenso e inesperado que uma onda de sensações percorreu o corpo da menina, um misto de prazer e desconforto, uma sensação gostosa, mesclada com a estranheza das borboletas voando dentro de seu estômago.

Nathaly respondeu com um movimento rápido de cabeça, tentando não demonstrar o quanto estava envergonhada.

— Hum... E o que é isso? Não me respondeu — ele questionou, retirando as mãos da cintura, após notar a estabilidade do corpo. Descendo as mãos, apontou para o suspensório.

— É-é um detalhe de acessório feminino, se chama suspensório. Acho... não sei se tem um nome específico pra esse tipo de suspensório de perna — respondeu, completamente acuada e sem jeito.

O Primordial focou bem nas pernas e observou as dobras da coxa, causadas pelo aperto do suspensório.

— E essas dobrinhas? — perguntou, não conseguindo desviar o olhar da pele sendo apertada por aquilo.

Desesperada de vergonha e insegurança, a jovem voltou o rosto para ele, seus olhos já quase em pânico:

— É-é feio?!

Nino apenas sorriu, aliviando um pouco a tensão da situação.

— Não... É que elas me dão vontade de morder! Nhac! — brincou, mordendo levemente uma das dobrinhas da coxa. Sua boca agiu no automático, assim que mordeu, Mwah... seus lábios tocaram, deixando babado, Mhwnwm... voltando mastigadinhas que mais se assemelhavam a um beijo quente e sensual, de língua.

— Aiahgg... — Nathaly soltou um gemido suave de vergonha, suas mãos até então para trás, deixando com que o garoto fizesse o que queria. Mas... devido à intensidade do que sentia, levou as mãos para frente, segurando-se com firmeza no cabelo de Nino para se manter equilibrada, mas sem empurrá-lo para longe... Isso nem mesmo era uma opção válida.

Nino se afastou um pouco quando sentiu o toque dela em sua cabeça, erguendo o olhar com uma expressão mais séria.

— Desculpa, machucou?

Nathaly, ainda corada, murmurou baixinho:

— N-não... F-foi... gostoso...


"GOSTOSO?!" No provador ao lado, Alissa, uma bomba-relógio prestes a explodir, ouviu a resposta, e a fúria tomou conta dela. Seus olhos estavam prestes a saltar das órbitas de tanta raiva. "O QUE ESTÃO FAZENDO AAAAAAÍÍÍÍÍÍ???" Os tiques da exterminadora às vezes tinham olhos. Seu contorção era reconhecível pela sua feição.

Alissa se aproximava de sua implosão.


Nino, ao escutar a resposta, sorriu sem jeito, tentando aliviar a tensão e a merda que fez sem pensar direito:

"Aí é foda..." — F-foi mal, tô com muita fome... E sua perna... parece ser extremamente suculenta — brincou, com um sorriso tímido, fechando os olhos após forçar uma "piada" para aliviar o momento.

— Pode me comer...

Paf...

Alissa caiu para trás, totalmente desconcertada pela resposta da garota. Seu corpo, ainda no banco, prestes a escorregar para o chão, enquanto sua mente tentava processar o que acabara de ouvir.

"Quê? Po-p-pode o quê?" A incredulidade estampava seu rosto, achava impossível que aquilo realmente tivesse sido pronunciado pela sua filha.


"..." Internamente, Nino nem mesmo conseguiu processar aquilo, mas externamente, decidiu suavizar e sair da situação que se encaminhava com uma brincadeira, tentando dar um pouco do que ela queria, enquanto fingia uma inocência humana, muito extrema. Abriu um sorriso travesso, os olhos brilhando com uma malícia disfarçada:

— Haha, vou virar um canibal então! Ruorr, Nhac!

— A-ah-igh... — Nathaly estremeceu, sem saber como reagir.

Sem hesitar, Nino segurou as coxas da garota e abraçou suas pernas, Mhwnwm... afundando o rosto ali e distribuindo pequenas mordidas, brincando com a sensação.

Slik-Slik!

Entre as mordidinhas, passou a língua lentamente, deixando um rastro quente e úmido.

Nathaly se encolheu um pouco, sua respiração ficando entrecortada com os estímulos inesperados.

Enquanto isso, Alissa continuava caída, seu rosto sem expressão alguma.

"...Já tem até fetiches? O-o-o... Q-q-quando isso começou? Nem se conhecem há 24 horas ainda..." Seus pensamentos estavam uma bagunça, seus tiques no olho direito voltando, mas não tão descontrolados quanto antes.


Sentindo a tensão na garota, segurando seu cabelo, Nino manteve os lábios próximos da pele dela, pressionando os dedos contra suas coxas com mais firmeza. Deslizava as mãos em uma massagem lenta e controlada, explorando cada curva suavemente.

Mhwnwm...

Sua boca encontrou as dobrinhas da perna, Mwa... Mwnmnh! onde distribuiu beijos e mordiscadas mais provocativas.

Nino retirou a mão da perna esquerda, focando as duas mãos em uma só. Desceu pela coxa, Swwwiiichh... com a pressão controlada e uma massagem bem forte desta vez. Logo subiu novamente, indo até próximo à virilha, suas mãos amaciando toda a extensão, antes de descer para mais uma rodada.

A cabeça do Primordial, bem perto da virilha, subiu um pouco mais o rosto, Nhanhanha... e começou a beijar e mordiscar levemente a pele da menina, no início do short, intensificando o movimento com mais ousadia.

A menina segurou com mais força o cabelo, sua mão quase se enrolando em uma alça, e o puxou um pouco, para que continuasse com mais pressão.

Se sentia tonta, como se estivesse flutuando. Seu corpo reagia por conta própria, soltando respirações trêmulas e ofegantes, gemidos bem baixinhos, mal audíveis, atos subliminares escondendo o segredinho dos dois em quatro paredes.

Seu rosto queimava, Thum! Thum! o coração acelerado, e tudo dentro dela continuava confuso.

Enquanto isso, Nino sentia algo diferente borbulhar dentro de si. Sua respiração ficou mais pesada... seus dentes afiaram-se... O Primordial queria sangue.

— Raarrfffhhr... — Uma bufada quente escapou de seus lábios, quase que um rugido animal, batendo contra a pele da garota, deixando-a louca, sem saber o que lhe esperava... Nino se preparava para mordê-la e devorá-la para saciar sua fome, e sua vontade de causar sofrimento para raças asquerosas.

Sentiu o aroma do suor, a pulsação acelerada do coração da menina sendo transmitida pelo aperto de suas mãos na pele, a vulnerabilidade que o instinto dizia para aproveitar. Sua fome... sua barriga vazia deixou seu lado selvagem rugir dentro dele, e por um instante, seus olhos brilharam com um perigo latente.

Mas, no último instante, antes de avançar para mordê-la brutalmente, seus olhos vacilaram...

Nino acordou.

"Que merda eu tô fazendo?"

Num instante de lucidez, a soltou e respirou fundo, forçando um sorriso sapeca, tentando dissipar a tensão do momento... Uma brincadeira que quase acabou em uma morte.

— Pronto, te comi! — disse ele, com o sorriso, ainda mantendo os olhos fechados enquanto seu rosto se mantinha próximo da virilha de Nathaly, o rosto voltado para cima, mas com uma clara mudança na postura.

Nathaly, no calor do momento, não sentia tanta vergonha, apenas prazer de todo o acúmulo de sensações simultâneas, mas ainda um pouco de timidez. Cada toque se gravou em sua mente, e seu olhar vendo-o ainda agachado em sua frente a fazia rever e rever tudo o que ele lhe proporcionou.

"Preciso acabar com isso logo... Tenho que comer algo... Tenho que me acalmar... Porra! Eu poderia ter matado ela. Se controla, caralho. Se controla!" pensou Nino, agora de pé, e a analisou rapidamente, tentando mudar de assunto para se distrair da crescente tensão. — Ficou legal esse short meio azul-escuro, meio azul normal, com sua blusa sendo clara. Mas esse moletom... Hm... não tá legal — disse, notando a blusa branca pendurada no suporte. — Você trouxe uma blusa também? — perguntou enquanto a pegava.

— Já est...

— Tira o moletom, quero ver como fica com essa blusa branca.

Os olhos da menina se abriram no limite de seu corpo; já Alissa, nem mais estava lá. Seu corpo seco, sua boca aberta, com sua alma subindo para o céu.

Nathaly obedeceu sem hesitar, com movimentos alegres e automáticos, mas, quando foi começar a puxá-la, Nino interrompeu, segurando a manga.

— Levanta os braços, quero fazer isso.

A menina afirmou com o rosto, e Nino a despiu com cuidado, revelando a barriga e o sutiã branco.

A timidez era forte; os braços, meio na defensiva, tentavam esconder um pouco seu corpo.

Olhava para Nino, e o via olhando para sua barriga.

O desejo de matá-la e se saciar comendo a carne ainda era forte, mas, sabendo que aquilo não era o que Nino queria, e sim a sua fome, não a atacou, mas brincou — uma brincadeira para tentar saciar a vontade com mais um pouco de suor.

— Carne! Nhac! — mordeu a barriga da menina, Ssliick! com uma forte passada de língua, mas foi rápido, enquanto fazia cosquinha para aliviar o momento.

Nathaly riu baixinho, e Alissa continuava inerte dentro do provador dois.

— Fominha... — Nino se ergueu com um rosto brincalhão, os olhos fechados, e sua mão passando na própria barriga em sentido horário, complementando o ar de brincadeira. — Pronto, coloca o braço aqui — ordenou, enquanto a vestia, escondendo a pele clara, que jamais tomou sol na vida.

Após vesti-la, olhou-a após dar um passo para trás.

— Hãmm... colocar isso pra dentro.

— Hum?

— Isso aqui.

Nino se aproximou, tocou a menina na cintura, puxando o short um pouco e colocando a blusa para dentro, resultando em um destaque mais nítido e bonito da peça azul.

Nathaly apenas deixou-se ser tocada, sem se importar com o toque dele em seu corpo, apenas sentia que precisava de mais. Que queria mais.

— Agora sim, ficou muito mais bonito. Senta ali, vou por seu tênis.

(Nathaly, 17 anos, 2023.)

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