Contra o Mundo Brasileira

Autor(a): Petter Royal


Volume II

Capítulo 33: Exame de Ferro (parte III)

— Ouviu isso? 

Elara parou o passo. Peppe ficou em posição de defesa, preparado para armar uma meia-lua. 

Trink! Trink! O chiado ficou mais intenso. 

O som veio de todos os lados ao mesmo tempo. Um rangido metálico, agudo, chato de ouvir.

Do meio das árvores de ferro, três figuras emergiram. Não eram animais, nem homens. Eram construções de latão e aço, com corpos de placas sobrepostas e juntas que soltavam vapor. No lugar dos olhos, pedras vermelhas pulsavam.

Pareciam com lobos, mas menores. Na realidade, era como se fossem cachorros. Cachorros metálicos. 

Eles os cercaram, movendo-se com uma precisão mecânica.

Peppe colocou-se entre Elara e a criatura mais próxima.

— O que são essas coisas? — perguntou, sua voz baixa e tensa.

— Sentinelas — Elara respondeu, recuando um passo. — Já ouvi falar de construções como essas nos reinos antigos e nas ruínas dos anões. São constructos de guarda. Devem proteger algo. 

— Ou alguém — Peppe completou, sentindo-se incrédulo. Ele nunca tinha visto nada assim.

O primeiro Mastim atacou. Seu movimento foi rápido demais para algo feito de metal — um salto hidráulico que o lançou como uma bala.

Peppe não recuou. Ele deixou a criatura passar por cima, girando no último instante. Seu pé atingiu a junta traseira do mastim com força total.

O metal rangeu, mas não quebrou.

— A armadura é mais espessa na frente! — A garota gritou, enquanto o segundo Mastim se aproximava dela. — As juntas talvez sejam o ponto fraco!

— Lança algum feitiço, cacete! É mais útil do que ficar só observando — Peppe respondeu, desviando de outro ataque.

Elara fechou os olhos por um segundo, respiração ofegante. Quando os abriu, seus dedos já brilhavam com uma luz laranja fraca.

— A interferência do ferro vai atrapalhar, mas talvez... — ela murmurou, mas forçou a mão. — Ignis tonitru! 

Um pequeno raio de fogo voou. Parecia uma flecha. 

Uma rajada de calor atingiu o segundo Mastim no "olho". A pedra vermelha rachou, mas não quebrou. A criatura sacudiu a cabeça, desorientada, mas não parou.

— Preciso de mais força! — Elara gritou, o suor escorrendo de sua testa. 

Peppe viu o problema. Ela tentava atacar como em um ambiente normal, mas aqui a magia era pesada, lenta.

— Não! Não tente quebrar — ordenou. — Mude o terreno! Mete um feitiço de área para dar uma atrasada neles. Fogo, algo de fogo. Consegue?

Elara olhou para ele, confusa por um instante, ela não entendeu de imediato. Porém decidiu acatar, por falta de opções. Em vez de mirar nos Mastins, ela mirou no chão sob eles.

Murus flammarum!

Seus dedos brilharam de novo. Desta vez, o calor não foi um raio, mas uma onda que se espalhou pelo metal do solo. A área sob os Mastins começou a brilhar em tom laranja, depois vermelho.

Em poucos instantes, uma grande parede de fogo ergueu-se do chão, perto de onde Peppe lutava. 

— E agora?! — Elara gritou.

Foi então a vez de Peppe agir. 

Ele continuou a luta, desviando com alguma dificuldade dos mastins. Já estava com alguns arranhões.

"Caralho, é bom que essa merda funcione, ou eu vou tar fudido pra caralho", pensou, antes de mirar no chão. 

Nada foi murmurado, nenhum feitiço conjurado explicitamente. Mesmo assim, um vendaval de gelo saiu das mãos do rapaz, indo ao encontro do fogo, apagando tudo. 

Elara não entendeu. "Esse idiota não me mandou esquentar o solo? Por que diabos o está resfriando?", pensou.

Para a surpresa dela, instantes depois, ele agiu. 

Seu pé atingiu o chão aquecido, não com força, mas com precisão. Uma placa de metal já enfraquecida pelo calor rachou sob o impacto. Os dois dos mastins que o seguiam de perto caíram no buraco que se abriu, suas pernas presas no metal partido. 

— Agora sim, tenta destruir eles! 

Voltando de seus pensamentos, Elara também agiu. Ativou um outro feitiço, dessa vez de raios, para acabar com as criaturas artificiais. 

Enquanto fazia isso, o terceiro mastim veio, tentando abocanhá-la de soslaio. 

Foi aí que uma pequena bola de fogo surgiu, do absoluto nada, interceptando-o. 

O globo de fogo arrastou a criatura metálica para longe, causando um impacto que fez poeira subir. 

Elara olhou surpresa. Outra vez, ela não ouviu o rapaz à frente sussurrar um feitiço, e mesmo assim ele estava lá. Aquilo era muito estranho, embora não tivesse tempo para pensar naquele momento. 

Vendo a poeira dissipar, notaram que apenas partes da criatura estavam lá, envoltas em uma poça de poeira e pedacinhos de carvão.

Peppe riu, satisfeito, enquanto Elara o encarava atônita.

Bom, talvez ele fosse um gênio. Já houve relatos de prodígios que diminuiam o tempo de conjuração para algo próximo a milésimos. Talvez ele fosse um deles. 

Voltando à cena, Elara atirou mais feitiços nos mastins presos sobre a cratera criada pela diferença de temperatura. 

Dos destroços dos mastins, algo brilhou. Peppe se aproximou e pegou uma engrenagem de prata, do tamanho de sua mão, pulsando com luz própria.

— O que é isso? — perguntou, virando-a nos dedos.

— Eu sei lá, mas deve servir para alguma coisa. É bom levarmos. 

Peppe guardou a engrenagem sob a túnica. O metal era frio, mas emitia um calor estranho.

— Vamos — disse, sem esperar resposta. O pulsar vindo da colina estava mais forte.

***

Após vinte minutos de caminhada, o pé do monte era visível. A mana ali era ainda mais condensada.

Eles avançaram pelo terreno acidentado. O tilintar dos galhos de ferro agora formava um ritmo, um compasso que parecia guiá-los.

— Espere — Elara parou, ofegante. — O solo... está diferente.

Ela tinha razão. O metal sob seus pés não era mais irregular. Formava padrões geométricos, hexágonos perfeitos que se encaixavam como peças de um quebra-cabeça.

— Isso não é natural — Peppe disse, seus olhos escaneando o entorno. 

O ataque não veio de criaturas ou alunos. Veio do próprio ambiente.

O hexágono sob seus pés brilhou. Linhas de luz azulada emergiram das ranhuras, formando uma grade que os cercou. O ar dentro ficou pesado, denso.

— Um selo de contenção — Elara disse, tentando recuar. Seus pés encontraram uma barreira invisível. — Estamos presos.

— Por quem? — Peppe perguntou, suas mãos testando os limites do campo. Era como empurrar contra borracha sólida.

— Por mim — uma voz respondeu.

Das árvores de ferro à frente, três figuras emergiram. Não desceram, materializaram-se do metal, como se fossem parte dele. Dois rapazes e uma garota, todos usando túnicas, como os demais magos da Academia, mas com insígnias que Peppe não reconhecia. Cada um deles tinha três anéis prateados nos dedos e portavam broches de três círculos nas túnicas. 

"Magos do terceiro círculo", concluiu. 

O líder, um rapaz alto com cabelo raspado e olhos cinza sem expressão, avançou.

— Giuseppe Moretti. Elara Vermillion. Vocês possuem uma engrenagem ancestral.

— E se possuímos? — Peppe respondeu, mantendo a voz neutra.

— As regras do exame são claras — a garota do grupo falou, sua voz monótona. — Itens essenciais devem ser testados quanto à legitimidade. Para evitar fraudes.

— Fraudes? — Elara replicou, irritada. — Nós a conquistamos. Achei que seria uma espécie de chave para ativar o próximo portal. 

— Nada disso. Conforme as regras, devemos verificar — o líder disse. — Entreguem a engrenagem.

Peppe riu, um som seco e sem humor.

— Vocês acham que somos idiotas? Entregamos, vocês "verificam", e magicamente ela some. Belo truque.

— Recusar a verificação é violação do regulamento — o terceiro, um rapaz magro com dedos longos, disse. — Resulta em desqualificação imediata.

— E se nos recusarmos a ser desqualificados? — Peppe perguntou, seu corpo já em posição.

Uma pequena rajada de ar fez seus longos cabelos balançarem, contribuindo para uma atmosfera de imponência.

— Medidas coercitivas são autorizadas — o líder respondeu.

Ele fez um gesto, e o campo de contenção se apertou. As paredes invisíveis se moveram para dentro, reduzindo o espaço.

Elara tentou um feitiço, mas a magia morreu em seus dedos. 

— O campo suprime a magia!

— Correto — a outra garota disse. — Projetado para neutralizar capacidades mágicas. Um ambiente de teste puramente físico.

Ela sorriu, um sorriso que não chegou aos olhos.

Peppe olhou para o campo que se fechava, para os três executores do lado de fora. A matemática era simples: presos, sem magia, contra três magos do terceiro círculo que pareciam saber lutar.

Na Terra, em situações assim, ele tinha um princípio: quando não pode quebrar as regras, use-as contra quem as fez.

— Vocês são pagos por isso? — perguntou, relaxando sua postura.

— É irrelevante — O líder respondeu.

— É relevante — Peppe insistiu. — Porque se são pagos, têm um contrato. E contratos têm termos.

Os três trocaram olhares rápidos.

— O contrato nos autoriza a fazer o necessário para manter a integridade do exame — a garota disse.

— Incluindo machucar alunos? — Peppe perguntou, observando-os com atenção.

— Se necessário.

— E se vocês machucarem um aluno que não estava fraudando? — ele continuou. — Que realmente conquistou o item? Isso violaria o contrato, não? Porque estariam interferindo ilegitimamente.

O líder hesitou por uma fração de segundo. Foi o que Peppe precisava.

— Vocês não têm certeza — concluiu. — Estão blefando. Se tivessem autorização real para tomar itens à força, já teriam atacado. Mas estão tentando nos convencer a entregar. Porque a autorização de vocês tem limites.

O campo parou de se fechar.

— Entreguem a engrenagem e evitem problemas — o rapaz magro disse, mas sua voz perdeu um pouco da convicção.

— Não — Peppe disse simplesmente.

Ele então fez algo que ninguém esperava. Em vez de tentar quebrar o campo, ele atacou o chão.

Seus pés encontraram um dos hexágonos metálicos. Envolveu os pés com um tipo de escudo de mana e atacou. Não com força bruta, mas com precisão. Um golpe no ponto exato onde duas linhas se encontravam.

O metal não quebrou, mas emitiu um som agudo. Uma nota pura que ecoou no ar.

O campo de contenção piscou.

— O que você... — a garota começou, mas Elara já entendia.

— O campo é mantido pelo padrão no solo — exclamou. — Se quebrarmos o padrão, então...

Peppe atacou de novo, outro ponto de junção. Outra nota, desta vez mais grave.

— E-espera! Você consegue ver as linhas de mana?! Consegue enxergar os padrões arcanos?? — Eles ficaram atônitos, até duvidaram que estivesse blefando.

Só que o campo piscou de novo, mais fraco, confirmando suas suposições.

Os executores reagiram. O líder avançou, suas mãos brilhando com runas de força. Mas ele estava fora do campo. Sua magia não podia atravessá-lo sem desestabilizá-lo ainda mais.

— Pare! — ordenou.

Peppe ignorou-o por completo. Fingiu que nada estava acontecendo, que aquela muralha bloqueava tudo, incluindo o som. Daí então, outro movimento.

Terceiro golpe, terceiro ponto.

O campo desmoronou com um som de vidro quebrando. Os três executores recuaram, ainda mais surpresos.

— Agora — Peppe disse para Elara. — Corra para a colina.

— Vocês não vão a lugar nenhum — o líder disse, suas runas brilhando mais forte.

Peppe sentiu uma poderosa onda de partículas mágicas se formar diante das mãos do oponente. Pelo que parecia, a atmosfera densa não o atrapalhava a lançar feitiços acima do 2 grau. 

Para se defender, preparou um feitiço da escola da Alteração. Era um tipo de casca de mana, formada pela condensação de partículas mágicas. 

Mas antes que o combate acontecesse, uma nova voz interveio.

— Parados.

Da névoa de ferro, uma figura surgiu. Um homem mais velho veio, usando um tipo de traje especial, meio cinzento, sem capuz. Seu rosto era marcado, seus olhos frios. Tinha acabado de passar da meia-idade e um semblante nada amigável. 

Em sua túnica, sete círculos. Sete anéis nos dedos. 

— Um alto-mago! — exclamou Elara. 

Aparentemente, um alto-mago era um mago que estava no sétimo círculo ou acima. Peppe estava começando a entender esses termos do universo arcano. 

— Executores — disse o alto-mago, com a voz cortante. — Vocês excederam sua autorização.

— Supervisor Markus — o líder disse, baixando suas mãos. — Estávamos apenas...

— Não interessa o que estavam fazendo — Markus interrompeu. — Eu sei dos seus laços com aquele homem, Herin. Também sei da "situação" da sua família. Mas vocês não vão favorecer ninguém neste exame. Nem prejudicar. 

Ele olhou para Peppe e Elara.

— Vocês dois. Continuem. Estes três ficarão comigo.

— Mas... — a garota protestou.

— Silêncio — Markus ordenou. — Ou preferem que eu reporte isto ao Conselho?

Os executores baixaram a cabeça.

Markus fez um gesto, e os três foram envolvidos em correntes de luz que emergiram do solo.

— O teste continua — ele disse para Peppe e Elara. — E aconselho que corram, ou vão perder o exame. 

Ele estava certo. Das árvores ao redor, sombras se moviam. Todos indo na mesma direção: a parte mais alta do monte. 

Seguindo o exemplo e ouvindo a orientação de Markus, Peppe e Elara também correram.

A colina estava mais perto agora. Sua base era uma parede quase vertical de placas de metal polido.

— Não há como subir! — Elara disse, ofegante.

Peppe não respondeu. Em vez disso, correu direto para a parede. Suas mãos encontraram as bordas das placas, seus pés empurraram. Ele não escalou; correu na diagonal, usando impulso e gravidade.

— O que você... — Elara começou, mas ele já estava a meio caminho.

— Vem! — gritou, sem olhar para trás.

Ela hesitou, depois seguiu. Seus movimentos eram mais cuidadosos, mas ela subia.

Do solo abaixo, figuras emergiram. Mais alunos começaram a escalar também.

— Eles vêm atrás! — Elara avisou.

Peppe alcançou o topo primeiro. Estendeu a mão e puxou Elara para cima.

O topo da colina era plano. No centro, um pedestal de metal com um recesso em forma de engrenagem. Ao redor, oito outros recessos, todos vazios.

— Parece que precisamos da engrenagem — Elara disse.

Peppe a tirou de sob a túnica. Ela pulsava mais forte agora, como se reconhecesse seu lugar.

— Espere — disse, segurando-a. — Oito recessos vazios.

— Para oito outras engrenagens — Elara compreendeu. — Nove no total. E nós temos uma.

Os primeiros alunos alcançaram o topo. Dois rapazes, que se viraram para Peppe e Elara.

Ao reparar bem, parecia que ambos se preparando para conjurar feitiços.

— A engrenagem — um deles disse. — Entregue.

Peppe olhou para eles, para o pedestal, para a engrenagem em sua mão.

Na Terra, em negociações de contrato, ele aprendera uma coisa: às vezes, a melhor jogada é não jogar. Ele não inseriu a engrenagem. Em vez disso, a jogou para os dois rapazes.

— Peguem — ele disse.

Os rapazes pegaram no ar, surpresos.

— O que você... — Elara começou, confusa.

— Bom, como podem ver, há poucos portais aqui. Apenas oito. Oito pessoas conseguem passar adiante. Essa engrenagem aí dá acesso para uma pessoa, apenas. E não parecem que eles têm mais. —  Peppe explicou, alto o suficiente para todos ouvirem. — Quem quiser passar, vai ter que lutar por essa engrenagem aí. 

Os dois rapazes olharam um para o outro, depois para a engrenagem nas mãos de um deles. Outros alunos alcançavam o topo agora, cerca de vinte, e estavam todos observando.

— Ele está certo — um terceiro aluno, uma garota com cicatrizes no rosto, disse. — Podem passar essa engrenagem pra cá!

Vários alunos fizeram um cerco ao redor daquele que estava com o item mágico. 

Percebendo a animosidade, o rapaz só teve uma ideia em mente para escapar daquilo. 

— Toma de volta! — O primeiro rapaz disse, jogando o item para Peppe outra vez.

— Agora — Peppe sussurrou para Elara, sem pensar duas vezes.

Pegou-a pelos braços, depois de um super chute sobre a plataforma de metal. Antes que alguém pudesse fazer algo a respeito, Peppe já estava agindo. 

Enquanto os outros discutiam, ele se aproximou do pedestal. Sua mão tocou o metal frio. Não no recesso central, mas em um dos oito laterais.

— O que você está fazendo? — Elara perguntou.

— Se precisam de oito engrenagens, e só temos uma — ele disse, seus dedos explorando o metal — então o problema não é a engrenagem. É o pedestal.

Ele pressionou. Um ponto específico, onde duas linhas de runas se encontravam.

O metal cedeu com um clique. Um painel lateral se abriu, revelando não um recesso, mas uma alavanca.

— Se não for isso, a gente tá muito fudido — Peppe sorriu, tentando manter a calma. 

Em seguida puxou a alavanca.

O pedestal girou. Os recessos vazios se realinharam, formando um padrão diferente. E no centro, um novo recesso apareceu — menor, do tamanho exato de sua engrenagem.

Peppe inseriu a engrenagem.

O pedestal brilhou. Não com a luz azulada dos selos, mas com uma luz branca e pura que se expandiu em um pilar até o céu.

Os outros alunos pararam de discutir, olhando.

— O portal — alguém sussurrou.

No ar acima do pedestal, uma fenda se abriu. Não um portal comum, mas uma porta de luz que levava a algum outro lugar.

Peppe olhou para Elara.

— Vamos.

— Mas o portal só deve dar para uma pessoa — afirmou. — Não podemos entrar juntos. E só temos uma engrenagem.

— E quem caralhos foi que disse isso? — respondeu de um jeito jocoso. 

— Foi você mesmo, ora... — Ela ia dizendo, até perceber o ponto. 

Realmente, haviam oito espaços para engrenagens. E realmente, na primeira parte do exame, um portal foi aberto para cada um deles, aparentemente. O que fez todos acreditarem que apenas uma pessoa passaria por cada portal. Mas Peppe e Elara entraram pelo mesmo portal.

Pensando de modo rápido enquanto a briga se instaurava anteriormente, Peppe chegou à conclusão não havia essa regra.  

Ele apenas falou aquilo para gerar o caos e, assim, eles conseguirem se adiantar. 

A princesa hesitou por um segundo, olhando para os outros alunos, depois assentiu.

Eles entraram na luz juntos.

O último som que ouviram foi a discussão recomeçando atrás deles, agora mais acalorada, enquanto os outros brigavam com quem quer que tivesse alguma outra engrenagem.

Depois, apenas silêncio e luz.

— Finalmente você chegou, caro Petrus. Achei que eu tivesse sido o único. A propósito, o que faz com essa mocreia?

— Você?!

 

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