Shelter Blue Brasileira

Autor(a): rren


Volume 3 – Arco 2: Desejos

Capítulo 1.5: Ilusão desperta

Após saírem da academia, o som da água fluindo ecoou pelos seus ouvidos e lá ficou preso. A corrente na sua visão era vívida, cristalina e cheia de vida. Peixes cruzavam e até mesmo chegaram a saltar pra fora e fazer gotas se espalhar e cair lentamente. O quem sabe esse apenas seria seu ponto de vista? Tudo parecia acontecer muito e muito lentamente.

Nesse cenário quase pós-apocalíptico em que os prédios eram tomados em sua boa parte por vegetação, por mais que a imagem passe uma impressão negativa, tudo ainda estava tão vivo. Só a imagem das pessoas circulando pelo local e dos inúmeros barcos cruzando ao redor nesta cidade que era repleta de longos rios para todos os lados, dava uma sensação de paz.

E o garoto de cabelos vermelhos, acompanhado da garota de cabelos brancos, não tinha como deixar de se sentir de forma tão agradável. Ele até fechava os olhos por um momento e inspirava o ar e se confortava na suave brisa levemente gelada que fazia as mechas da sua namorada balançar.

Durante todo o dia passaram o tempo em alerta que momentos assim pareciam ser drasticamente contrastantes. Enquanto eles caminhavam casualmente, indo para aquele lugar próximo da escola que não iam há algum tempo, Jun percebeu o quão bom eram esses instantes.

— Ei? Vamos tirar uma foto? — disse a garota, girando seu corpo, apoiando as mãos nas costas e sorrindo para ele com seu corpo levemente curvado.

E mais uma vez, tudo aconteceu tão devagar… No entanto, isso até que era bom. Jun já havia perdido as contas de quantas vezes repetiu para si mesmo que “não podia ficar parado e que tinha que fazer algo”, porém estava focando tanto nisso que deixou o principal motivo de lado.

“Eu quero que você continue vivendo e fazendo aquilo que gosta”, foi a última coisa que Aimi disse pra mim… E foi por causa disso que eu comecei a me mover, mesmo sem saber pra que direção ir no início.

Desde o medo de não pertencer a lugar algum. De não querer deixar mais ninguém morrer. De ser atormentado pela culpa ocasionada por sua fraqueza. A insegurança de se perder a pessoa que ama e a angústia de não ser capaz de protegê-la. O desejo de ser melhor. O desejo de destruir o falso céu e unir a todos para desfrutar de um mundo sem limites. O desejo de querer sempre viver ao máximo e garantir que nada foi em vão.

E seja o medo de ficar sozinho…

Jun, mesmo incerto, nunca deixou se ir atrás para conseguir fazer aquilo que gosta. Seja ter que enfrentar uma nação inteira. Seja ter que sacrificar a sua força pra continuar ao lado de quem ama. E mesmo tendo que enfrentar as consequências de seus atos, ele não ficou parado, continuou vivendo, cada vez mais e mais… Entretanto, não era por causa disso que ele tinha que parar de ver o que estava bem diante de seus olhos.

Só isso, já é tudo o que eu preciso…

Aquela destruição que fez não foi em vão. Agora finalmente pode desfrutar desses momentos que sempre quis, sem correr o risco de serem atacados, pois no momento há prioridades maiores que eles. A perseguição que sofriam, a exploração feito em relação aos Zeros, nada disso ainda possuí um motivo pra existir, pois esse mundo foi unificado. Um falso céu de vidro não cobre mais a realidade ao redor, e a muralha que os dividiam também não está lá. O fim em que tanto almejou foi alcançado, a mudança foi feita. E agora, tem que aproveitar e nada além.

— Vem cá e me segura assim — falava Rie enquanto fazia os dois ficarem numa pose para tirar uma foto com o celular.

E no centro desta ponte de madeira em que estavam, onde um lindo rio com sua água cristalina cruzava sem parar, eles registraram a imagem desse momento. Tudo que veria adiante podia ser muito incerto e parecer muito grandioso a partir de agora, mesmo assim, eram esse tipo de instantes que fazem tudo valer a pena. Toda essa infinita vastidão, representada por aquele azul despertado depois de muito tempo, estava na imagem que salvava a memória desse agora e isso era o que completava os dois.

 

* * *

 

A garota de cabelos brancos junto de seu namorado então começaram a caminhar por um parte onde as calçadas são feitas de tijolos vermelhos. Estão em boa parte trincadas e até mesmo repleta de musgo, ou outros tipos de vegetação crescendo entre, no entanto esse cenário se lhe uma grande nostalgia.

Foi nesse lugar em que tiveram seu primeiro encontro.

No início ela tinha somente a intenção de cumprir uma missão e levar Jun com sua arma excêntrica que roubou dos Ones no início daquele dia. Ainda assim, sem-vergonha como era, Rie se aproveitou disso para conhecer melhor o garoto que ela se interessou logo de cara e o chamou para sair. É claro, no fim de tudo eles foram atacados por soltados e tiveram que lutar para posteriormente fugir, indo de uma vez em direção ao objetivo inicial.

Suas fantasias como uma jovem donzela foram arruinadas naquele momento, mas não desistiu. Posteriormente, voltaram a esse mesmo lugar e então tiveram um encontro de verdade com tempo de sobra, — tem o detalhe de que também havia uma outra tarefa para fazerem depois daquilo, porém isso não vem ao caso.

Embora, hoje seja o exato mesmo cenário. Após terem o momento somente dos dois no parque, irão diretamente para o orfanato verificar a situação atual das crianças e cuidar delas na medida do possível. Contudo, no momento o que ela mais quer fazer é aproveitar o presente, portanto logo envolveu seu braço no do garoto para ficarem bem juntinhos e caminhou junto dele alegremente.

— Hm, eu queria ter me arrumado antes de vir pra cá… Será que só uniforme já está bom? — Ela divagou.

— Você já está bem arrumada só com o uniforme. Tipo, tira o seu blazer e já nem vai dar para perceber que é um. — Jun fala enquanto a analisa dos pés à cabeça.

— Tá criticando o meu visual? — E Rie o observava com os olhos cruzados.

— Não, muito pelo contrário. — Ele fica de nariz empinado e seu tom passa a se tornar o de alguém muito orgulhoso. — Você não é sem sal e está sempre usando algo estiloso, provocante e que realça que você é.

E então o olhar de Rie assume uma expressão sapeca em reação. Ela intensifica mais o seu gesto de andarem com os braços dados e busca mais contado, de modo que seu corpo aperte o dele. Um rubor começa a se formar no rosto de Jun e é quanto ela tem a perfeita certeza de que o garoto caiu perfeitamente em sua isca.

— Eu fico muito contente que o meu amor me acha tão atraente… Hm, quem sabe da próxima vez, talvez eu coloque algo ainda mais provocante para você… — Ela percebe a inquietação nele deixa escapara alguns risos. — Não quero que tire os olhos de mim um único instante, então quem sabe, né? — E Rie continua a se divertir mais e mais.

— A gente tá em público…

— Ah, qual foi? — Ela larga os braço dele, vai até sua frente então apoia ambas as mãos em seu peito. — Como sua noiva, eu tenho direito de ser mimada, não tenho?

— Isso é verdade. — Jun segura a cintura dela.

— E então? — Rie se aproxima ainda mais animadamente, ou vez se pressionando contra ele na tentativa de provocá-lo. — Olhe para mim, não tire os olhos de mim. — A expressão sapeca continua enquanto não para de dar pulinhos e de ri internamente devido as feições dele.

Agora seria o momento em que seu doce namorado iria fraquejar, e ela diria algo como “te peguei”, o que o levaria a fazer uma careta. Rie o envolveria em um abraço e roubaria um rápido beijo, deixando-o completamente encantado e sem jeito. Já fazia um bom tempo desde a última vez em que eles podiam se perder em pequenas provocações e brincadeiras desse tipo.

Ela sentia falta dessas interações leves e descontraídas, e talvez, por estarem no local do primeiro encontro, sentiu-se impulsionada a trazer esse clima de volta. Queria reviver as atitudes espontâneas e cheias de graça que eram tão naturais no começo do relacionamento, quando as horas eram mais simples e despreocupadas — antes de terem que lutar por suas vidas incessantemente ou buscar a cura para uma doença terminal.

Entretanto, para sua surpresa, Jun não cedeu. Ao contrário disso, ele envolveu seus braços completamente na cintura dela.

Rie sentiu um arrepiou e seu coração começou a bater rapidamente. Desde o começo, ela fez isso na pura brincadeira, não tinha a intenção de ir tão longe com isso. Só queria fazer uma piada com a cara dele, mesmo assim, Jun estava tomando uma atitude agora. Sem ter outra escolha, ela fechou seus olhos e inclinou sua cabeça em direção a dele nervosamente.

E o que aconteceu no próximo instante… foi ela sentir um beliscão e então uma enxurrada de cócegas em si! Rie imediatamente dá um pulo e começa a rir.

— Ei! Isso não é justo! Para seu bobo! — Em meio a gargalhadas ela tenda fugir dos braços de seu, porém falha miseravelmente e é pega por ele outra vez por suas costas.

— Dessa vez, foi eu quem te pegou… — provoca Jun, em meio essa reviravolta onde Rie caiu contra sua própria armadilha.

— Como você é cruel! — E ela não para de dar risadas.

Ela então percebe as pessoas ao redor observando a situação. Ela se sente muito envergonhada, embora a reação dos outros seja sorrir ou acharem graça deles. No fim eles apenas devem estar apenas sendo interpretados como um casal jovem se divertindo junto, contudo ainda assim é muito constrangedor.

— Você é muito fofa e adorável quando está sorrindo, sabia?

— Hm… — Rie faz beiço. — Eu não sou fofa e muito menos adorável, sou durona!

— Tá bom, então…

Jun se diverte da situação, ela fica ainda mais envergonhada e tímida. O rubor em seu rosto se torna intenso e as únicas coisas coisa que consegue fazer é encolher os ombros ao mesmo tempo que infla uma das bochechas.

E embora esteja com essa reação, no fundo é só isso que ela quer. São esses tipo de momentos que pode chamar de felicidade. Agora não tem mais o medo de que irá partir e tem a certeza de que ao lado dele poderá lidar com qualquer coisa. Viveriam a viva ao lado um do outro, teriam filhos e envelheceriam juntos, dentre outras milhares de incríveis possibilidades que o futuro pode aguardar para eles. Nesse momento, não tinha como Rie Koike estar mais contente.

 

* * *

 

Enquanto caminhavam em direção ao orfanato já dava para ver o sol começando a se pôr. A visão que Rie estava presenciando só poderia ser descrita como “magnifica”, apesar de também lhe causar uma certa insegurança. Por tanto tempo ela sempre admirou as corres borradas e abstratas visíveis dentro do domo, mas agora essa barreira não existia mais.

Ela está vendo as nuvens propriamente com seus olhos. Não são imagens em livros ou muito menos vídeos antigos na internet, são de verdade. Parecem como uma linda pintura em movimento, entre essa mistura de cores quentes fria tão fortes e vivas que aquecem seu coração — esse que agora pode bater sem um fim determinado.

Ao lado sua atenção foi pega por um pássaro no qual possuí um corpo translucido feito de energia vermelha. A pequena criatura levantou voo em meio as fadas que flutuam no ar e começam a brilha devido o início da noite, ela posou em uma ilha voadora e então saiu acompanhada de uma segunda ave, esse de cor branca. Elas atravessaram o céu e seguiram adiante em meia a vastidão, e ela continua as observando sem que desaparecem.

É quando percebe uma pena de energia luminosa em queda. Ela a pega e mostra para o seu namorado com um sorriso, estende um pouco a mão e a observa melhor.

Contudo, ela se desfaz em inúmeras partículas revelando uma figura inesperada.

— Quem é esse? — Ela pergunta preocupada para Jun.

— Eu não sei…

Seu dedos, então se entrelaçam entre os dele e se intensificam no toque. Rie sente a mão dele tremula enquanto observa a pessoa e essas vibrações são transmitidas para ela. Diante deles está um homem de cabelos pretos, compridos e preso num rabo de cavalo atrás. Ele tem olhos vermelhos e usa um uniforme dos Ones, que lembra aquele no qual o major usava, porém com diferenças consideráveis.

Se for levar em conta a aparência, ela consegue deduzir que seja alguém de uma patente maior ainda. Entretanto, se for realmente isso, por que ele está nesse local? Se for levar em conta a postura dele, a impressão é de que está esperando alguém, mas quem? Não poderia ser eles, ou sim? Em meio a tantas dúvidas ela ficava cada vez mais nervosa.

— Vocês finalmente apareceram… — Ele comenta e então anda até os dois.

Logo atrás, dá para perceber as crianças os observando, assustadas. Ao notar isso Rie entre em alerta e loco abre a boca para contestar a figura, contudo Jun é mais rápido:

— O que você faz aqui? — A expressão no olhar dele se torna séria e afiada.

— Que tom forte de falar, hein? Bem, é de se esperar algo assim do neto de Daiki Hirose e também o responsável por aquele estrago. — Por mais estro que seja não há quaisquer tons de hostilidade na voz dele e sim de curiosidade.

Pelo que Rie sabe, Daiki é o nome do falecido rei dos Ones, portanto consequentemente ele deve ser o avó de Jun e pai de Yuri, no entanto o garoto parece não ter compreendido de quem essa pessoa se trata. Não é uma surpresa para ela, pois já ouviu dele que não sabia nada mais dessa parte de sua família, além do nome da rainha.

— Por enquanto, vou apenas me apresentar como o líder dos cavaleiros reais dos reino do Ones. Eu estou aqui para passar uma mensagem propriamente de vossa alteza para vocês.

Em reação, como se ambos estivessem conectados pelo mesmo pensamento, os casal soltou a mão um do outro e as levaram em direção ao cabo das adagas em suas bainhas. Entretanto, o homem apenas faz um gesto para eles esparrarem, sem demonstrar qualquer reação e fala:

— Fiquem calmos, não estou aqui para lutar os qualquer coisa do tipo. Apenas para passar essa mensagem.

Os dois, então ficam no aguardo das palavras dele, mesmo assim não mostram qualquer sinal de que irão guardar as suas armas. O homem apenas suspira e assim continua:

— Muito bem … — Ele pega um papel e o posiciona na frente do rosto. — Durante o período da competição chamada de festa no próximo mês, as crianças desse orfanato estarão sob a custódia do reino, exceto por uma que foi envida para o hospital da agência de vocês por demonstrar uma situação de desmaio, e caso os novos tipos nomeados de Duo se recusem a participar, ou não consigam vencer o evento, elas serão mortas como punição pelos estragos que cometeram a nossa nação. E também, considerem isso como um ato de misericórdia para se redimirem pelo desastre que cometeram…

— Isso é um absurdo! Vocês vão usar crianças de reféns como forma de vingança!? Isso é desumano! — exclama Jun quase partindo para atacar o homem.

No entanto, antes que ele possa fazer algo, Rie segura seu braço e o encara com um olhar suplicante para não fazer nada até então. Essa foi a forma indireta dela lhe dizer que não é capaz, pois levando em consideração que teve sua aura trocada devido a união e que agora precisa aprender tudo do início com sua nova energia, ele não tem a menor chance contra esse indivíduo.

Mesmo que isso doa nele, é necessário por enquanto…

Os cavaleiros reais; pode-se dizer que essa é a elite do exercido dos Ones no quais estão acima de qualquer um. Portanto, se esse homem for realmente o líder, significa que única pessoa possível de ser superior a ele é a própria rainha.

Quando ela viveu entre esse povo, antes de ser descartada pela própria família, ouviu muito de sua mãe biológica sobre o desejo de atingir tal posição. Ele não é pouca coisa, principalmente para Jun no estado atual e até para Rie que ainda não sabe controlar direito o novo potencial de seus novos poderes.

— De todo o modo, terminando a mensagem… Também, durante esse período o casal também está proibido de ter qualquer tipo de interação fora da arena de batalha devido a incerteza e o perigo que essa nova espécie de aura possa acarretar. Portanto, caso tentem reagir ou não entre de acordo com as condições, estou ordenado de dar um fim as crianças e a ambos no momento atual, mas se decidirem irem embora agora terão um tempo para se despedirem e tudo isso passará a valer a partir do dia seguinte.

Estáticos, como se ambos lutassem incessantemente para se recusarem a processar o que acabou de for dito para eles, Rie e Jun ficaram em silêncio. A impressão era de que o coração da garota iria explodir a qualquer momento. Ela suava frio e sentia as pernas estremecerem querendo a levar para uma queda iminente.

— Bom, acho que não há objeções, então…

A vontade de Rie era de gritar, espernear, se contorcer, se revoltar o máximo possível e lutar com todas as suas forças. No entanto, mesmo que ela esteja mais forte, anda assim seria capaz de enfrentar um inimigo com um possível potencial tão grande? E mesmo se fizesse, ele iria mirar diretamente nas crianças trazendo o memos resultado de perderem o torneio. Portanto, não há outra escolha além de aceitarem isso, mesmo que por um tempo para que fiquem fortes o bastante para terem como reagir.

O momento de paz que tiveram, no fim não passou de uma ilusão.

 

* * *

 

Com o luar tomando o céu, o casal de viu de frente as escadarias que levam para o elevador da cidade subterrânea. Seria nesse ponto que os dois se separariam para não se verem mais até o final do mês de janeiro. Logo em 07/12/2098, um dia antes do aniversário de Rie.

Uma data que até então ela não tinha a certeza de que iria conseguir chegar viva para fazer seus dezenove anos. Contudo, que estava animada para comemorar, pela primeira vez junto de seu namorado, ou melhor, na atualidade noivo já que realizaram a união de auras definindo de vez o vínculo entre ambos.

Ela só conseguiria passar esse dia ao lado de sua irmã e avó, e mesmo que tenha a presença deles, ainda lhe passa um sentimento muito solitário.

— Então é aqui que a gente se despede… — comenta o garoto, cabisbaixo e prestes a soltar a mão dela.

— Eu não quero ter que fazer isso…

— Eu também…

E assim, lentamente a sensação do toque entre os dois foi desaparecendo. Era desesperante, e o coração de Rie ansiava loucamente para que isso não ocorresse.

Não é possível que nunca vão permitir que possámos ficar juntos em paz…

Contudo, a realidade gélida mais uma vez caiu sobre os dois. A destruição da muralha unificando ambas as realidades. O fim do domo trazendo um novo mundo mais vastos e com possibilidades maiores, incentivando para que todos se juntem para protege-lo. Esse é o cenário perfeito para que tudo se torne algo melhor, mesmo assim é como se tudo tivesse dado errado.

Como será que o Jun está se sentindo?

Ele correu, não ficou parado e lutou para alcançar toda essa mudança que sempre almejou. Foi esse desejo, essa força de vontade que a encantou desde o começo e então a fez se apaixonar. Só que na realidade o efeito que está tendo é o completo oposto. Portanto, Rie seque sabe imaginar com ele deve estar por dentro.

Pelo menos, antes que sejam separados a força por contrato desumano que foi imposto contra eles, Rie iria deixar um promessa. Uma vontade que iria os motivar para se reencontrar. Um ato que serviria como marca para reacender todos esses desejos. E assim correu até ele, envolveu seus braços ao redor do pescoço e selou seus lábios nos dele.

As mãos do jovem envolvem sua cintura, e ela se concentra na sensação desse toque. Desse sentimento. Desse anseio que começava a crescer. O tempo, então passa a correr de vagar e o beijo se torna o mais longo que tiveram até então. Ela não queria o deixar, no então tudo uma hora teria que chegar ao fim, inevitavelmente…

— Esse não será o último… — Ela sussurra apoiando a testa na dele e segurando o rosto com suas mãos. — Quando isso acabar, terá muito mais… — E com um último sorriso os se despediram.

Apoie a Novel Mania

Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.

Novas traduções

Novels originais

Experiência sem anúncios

Doar agora