Volume 2 – Arco 1: União
Capítulo 6.3: Rasgue o infinito como um feixe
Segundo as informações que Mikio havia descoberto para Jun, Rie tinha sido levada até o topo da torre no centro da cidade. Ele não sabia ao certo por qual motivos que escolheram aquele lugar. Talvez fosse, pois se trata de uma área de difícil acesso, aliás, era uma estrutura que literalmente tocava o céu.
Mesmo assim, sendo o seu irmão, existia uma grande sala naquele local, em que servia para controlar a aura que retiravam do mundo. Uma vez que a energia sai para criar o domo, ela rapidamente volta ao solo enquanto o toca, assim ficando num ciclo completo. Pelo que parecia, precisavam monitorar aquilo para ter certeza se a parede estava sendo feita corretamente. Contudo, ainda existia a alta probabilidade de usar algo que tivesse lá na intenção de explorar o poder especial de Rie.
Eu não vou deixar que a usem de qualquer forma. Jamais permitirei que ela se torne um tipo de cobaia! A Rie é uma pessoa! Ela não é um objeto! Muito menos uma arma!
Entre o completo silêncio da cidade, Jun andou até a muralha que separava dois mundos de realidades diferentes. Nas suas costas estava um lugar deixado para apodrecer, que era tomado cada vez mais pela vegetação, e através da barreira à sua frente uma terra banhada por ouro num estado impecável.
— Não adianta você tentar passar! A muralha está completamente cercada em seu interior! Você irá morrer aqui!! — Um soldado qualquer, vestindo uma armadura negra com detalhes em dourado anunciou se impondo na frente de todos.
— Essa parede parece ser muito importante para vocês, mas não passa de uma mentira. Tá na hora de despertarem desse mundo ilusório e encararem o verdadeiro! — Sacando a adaga que pegou emprestado de sua mãe, ele exclamou.
Se a sua espada que mantinha com sigo numa segunda bainha, era a sucessora dessa que empunhava, tratava de um lampejo que ainda estava para se intensificar. Essa era como um cometa da noite, tão intenso quanto o poder que necessitava, capaz de rasgar o céu por completo.
— Vocês se acham únicos e especiais, por causa de uma falsa desculpa de força, que ao invés de usarem para proteger os mais fracos… A usam para se esconderem de tudo! Por causa disso cruzaram uma linha que não deviam ao tomarem Rie de mim, que só queria aproveitar seus dias ao máximo… Seus últimos dias… E isso…
A arma na mão de Jun, então cresceu. Ela foi preenchida por seu poder e se transformou. O azul sombrio se tornou como o céu noturno, preenchido pelo brilho de milhões de estrelas, e o contorno de um prata que ejaculava uma luz reluzente. E assim, ele fecha os olhos para abri-los logo em seguida e mostrá-los envolvidos com a mesma intensidade.
— Eu não aceito! — Ao som dessa fala, investiu na direção deles, traçando uma linha violenta que cortava toda a existência por onde cruzava.
Uma chuva de balas voa até ele. Centenas de riscos dourados que parecem persegui-lo para retalha-lo. Esses nos quais ele cruzou adiante, como se fossem nada, os quebrado em cacos que nunca mais voltariam a existir. Desse modo, seus pés tocaram o solo após os inúmeros soldados, permitindo com que o estrondo de sua arrancada, enfim, pudesse ser escutado.
Acelerando sem parar, Jun cravou sua lâmina na parede de mármore e então avançou. Movendo-se mais rápido, extremamente mais rápido que o próprio som, ele começou a fatiar. Como um cometa, contornou toda aquela vastidão, num momento tão breve que era difícil de se perceber, criando uma tormenta na qual subiram até o alto. Prateado a realidade ao redor e se propaga como ondas, assim fazendo com que a terra abandonada e a cidade dourada, pela primeira vez, possam se encontrar.
— A partir de agora, não haverá mais nem uma barreira para separar esse mundo!
Dando um breve sorriso e olhando de canto para aqueles soldados de antes, Jun seguiu adiante. Os ferimentos em seu núcleo não existiam mais, como também agora era capaz de controlar perfeitamente sua habilidade e domar aquela arma amaldiçoada. Graças a ajuda de todos as pessoas que se importavam com sigo e que as guardava no fundo de seu coração, ele conseguiu vencer suas dificuldades e alcançar essa força.
E nesse instante, ele era imparável.
Rasgando o chão num dash contínuo, partiu a terra. Estruturas foram quebradas em pedaços, e pedaços dos prédios foram lançados em caos drasticamente para trás. Tiros e rajadas de energia voam em sua direção, mas ele atravessa por dentro de todo, perfurando o infinito o preenchendo de partículas.
Os cavaleiro negros pulam em cima dele, tentando o esmagar. O cortar em pedaços com suas lâminas. Almejando destruir cada pedaço de seu ser. Contudo, desenhando uma linha poligonal, em movimentos angulares, ele os golpeou. Uma explosão de raios de formaram e preencheram o cenário ao redor.
Relâmpagos crescem na superfície. Ciclones de um prata imbuído por um purpura avermelhado lançavam os inimigos para os ares. E fazendo arcos com sua espada, rajadas intensas esmagavam os soldados, os fazendo criar crateras nas estruturas ao redor. Jun se movia, deixando um rastro com um cometa. Tão intenso que fazia o chão sólido parecer líquido e sendo empurrado para trás, num vermelho incandescente. Durante sua trajetória, cruzava por toda a cidade, partindo ela ao meio sem parar.
As ondas que se propagavam de sua lâmina criavam rajadas tão intensas que atravessavam os prédios, a sua volta, os derrubando. Até mesmo os inimigos pareciam pouco se importar com o seu lar, pois ao tentar o atacar, destruíram as estruturas fazendo blocos voarem. E Jun pisou neles, no meio do ar, indo de zigue-zague enquanto deixava raios por onde ia.
Não queria ter que matar ninguém, porém seus adversários dificultavam esse desejo. No entanto, ele não era um assassino, apesar de todas as pessoas que tenha que machucar nessa trajetória. E para se garantir de que não corra o risco de cometer esse erro sem querer, ele saltou. Pisou em um enorme edifício no qual começava cair e correu.
Onde seus pés tocavam, por causa da alta velocidade, criava um rompo. E em meio aos movimentos que fazia com as pernas, desenhava linhas de energia que se debatiam contra a constituição como chicotes. Contudo, foi só criar a proteção contra o atrito do ar que aprendera com seu pai que começou a deslizar. Jun quase perdeu o equilíbrio e caiu, mas com um dash avançou de forma violenta, derretendo em chamas o que existia ao seu redor.
Eu posso ver a torre, está logo ali! Falta pouco, muito pouco! Eu tenho que chegar lá, preciso ir o mais rápido possível!
E assim, ele puxa o seu braço para trás e a energia se intensifica na espada. Jun move seu punho repetidas e repetidas vezes para frente. E em meio a chuva de estrelas cadentes que golpeava os soldados freneticamente, ele investe junto.
— Saiam da minha frente!! — Gritando, Jun acelera e acelera, indo em direção àquela garota que tanto almejava se reencontrar. Só iria para no momento em que a tivesse de volta em seus braços.
Entretanto, dentre os milhares de cavaleiros, um no qual empunha uma larga espada conseguiu o parar, com um único ataque. E ao se defender do golpe, Jun é arremessado pelo impacto para atrás. Ele atravessa mais de um prédio, com tudo, porém graças a sua habilidade de se curar consegue não se machucar.
Quando consegue se recuperar, Jun retorna a avançar. Contornado por todos os inimigos e obstáculos, se reencontra com aquele que foi capaz de impedir de seguir. A figura na qual se deparou, tratava-se de um certo indivíduo que não via a um bom tempo, porém que gostaria de continuar assim.
— O que aconteceu para você está aqui? Quer dizer que agora você se preocupa com a sua filha? — Jun dizia de forma debochada.
Um homem vestia uma armadura dourada com detalhes pretos. Ele tinha olhos da cor do ouro, um cabelo levemente comprido penteado para trás e uma barba branca bem cuidada. Essa pessoa era ninguém mais do que o próprio comandante do exército Renji Koike, o pai de Rie e o sogro de Jun. Apesar do que ele seja, apenas queria alguém que tentou matar sua namorada, muito longe de si.
— Eu já lhe falei que ser destrutivo não é o mesmo que ser forte, mesmo assim, parece que não me escutou. Está na hora desse seu showzinho acabar!
Num piscar de olhos, Jun apareceu subitamente nas costas do cavaleiro. Como um relâmpago, cruzou a distância entre eles antes mesmo que o adversário pudesse reagir. Girando o corpo, desferiu um chute certeiro na armadura de metal, a estilhaçando em pedaços e lançando o homem pelo ar, que ricocheteia contra o chão criando rombos pelo cenário por onde ele passa.
— Eu não tenho tempo para você, sinceramente. — Ao término desse comentário, Jun então se virou de costas e se preparou para voltar com sua corrida.
Contudo, em um salto que fez a terra tremer, o comandante tentou esmagá-lo com sua espada larga, deixando uma carga maciça de aura dourada no ar. Jun bloqueia o ataque sem dificuldades. O indivíduo aterrissa, e suas lâminas entram em um embate feroz, gerando ciclones de energia que preenchiam e destruíram os arredores.
O garoto de cabelos escarlates então acelerou. Seus movimentos deixavam um rastro de poder no ar enquanto ele golpeava o homem freneticamente de todas as direções. Era como se ele fosse uma linha que circulava o adversário, tentando perfurá-lo incessantemente.
Mesmo assim, o indivíduo que se dizia o mais forte entre os Ones conseguiu bloquear a enxurrada de ataques. Ou, pelo menos, foi o que ele pensou ter conseguido. Num movimento ágil, Jun aparou o próximo ataque do inimigo e puxou o braço para trás, intensificando a energia elemental na luva de sua mão esquerda.
— Eu jamais vou perder para alguém como você, novamente! — gritou, cerrando o punho. Um estrondo ecoou como o rugido de um raio, e seu golpe atingiu o abdômen do homem, o fazendo atravessar toda a cidade adiante violentamente, a rasgando e deixando uma trilha de destruição implacável. Jun não tinha intenção de matá-lo, apenas de se livrar de uma vez por todas da ameaça que ele representava.
Agora só faltava chegar até o topo daquela torre com um anel na ponta. Observando de longe, Jun se concentra. Sente o fluxo percorrer dentro de si até se intensificar violentamente. A energia jorra de seu corpo como uma fumaça suavemente, na qual refletia o mundo ao redor como um cristal, brilhando de forma reluzente.
E num dash, ele avança atravessando tudo à sua frente.
A imagem de Rie ecoava sem parar em sua mente, como uma chama ardente que consome todo seu ser. Desde aquele momento em que os dois se conheceram, foi ele que iluminou seu mundo, o impedindo de ser consumido pela escuridão que tentava o consumir. Contudo, agora era sua vez. Era que iria cintilar nessa realidade que os cercavam. Seria a luz que a salvaria. Que permitiria que ela viva. Viva para que seu brilho nunca vá se apagar.
Todos aqueles momentos em que os dois passaram juntos, ele não parava de recapitular, em um looping contínuo. Jun, queria estar junto dela novamente. Queria abraçá-la. Queria sentir o seu calor. Queria ver o seu sorriso outra vez. Queria escutá-la cantar. E até mesmo se sentir provocado pelos seus comentários imaturos.
Não importava o tanto que tentassem o atacar. Quantos tiros e rajadas de energia foram disparados em sua direção. Ele destruiria tudo, jamais parando de avançar. Nada poderia impedi-lo. Precisava ser rápido e ultrapassar seus próprios limites. Ir mais rápido do que uma vez já foi. Só assim seria capaz de impedir que Rie se se vá. De garantir que seu brilho nunca se apague.
E então, seus pés tocam a superfície da espiral que envolve a imensa estrutura. Jun acelera como um cometa em sua trajetória, derretendo o tubo circular em sua passagem. Um líquido incandescente jorra pelos ares, mas é logo tomado por um prata prismático reluzente. Tão intenso que cresce incessantemente.
Se fosse preciso, ele subiria até o infinito para tê-la de volta em seus braços. Cruzaria esse falso céus e iria além dos limites conhecidos. Neste momento, Jun era o lampejo que a faria se reacender. Portanto, até que seus braços possam envolvê-la novamente, ele continuaria avançando sem cessar.
* * *
Perante o único pingo de esperança que lhe restava, Rie viu um último risco atravessar o céu e então sumir, deixando um vazio em seu coração. Continuava a desejar fortemente o mesmo que da última vez. Não importava se tinha vontade de chorar, sabia que podia acreditar.
E então, uma segunda linha cortou a vastidão dos céus. No entanto, uma tão intensa que rasga tudo ao seu redor.
O teto e as paredes de vidro se fragmentaram em um instante. Os estilhaços voaram para longe enquanto uma poderosa rajada varria o ambiente. O som se transformou em um rugido ensurdecedor, e sua visão ficou ofuscada. Diante dela, ele estava lá. Um indivíduo envolto por aquela energia de um brilho extremamente puro e pujante, como um cristal feito completamente de luz na qual consegue transmitir todas as cores.
Lágrimas brotaram de seus olhos. Tudo o que ela havia guardado dentro de si, para manter-se forte diante das adversidades, finalmente encontrou uma saída.
— Desculpa a demora. — Um olhar aliviado, envolvido por toda aquela energia resplandecente, foi dirigido para ela.
O garoto de cabelos carmesim arroxeados, embora vestido inteiramente de preto, tratava-se de alguém capaz de afastar toda a escuridão. Rie estava muito feliz. Tão feliz que não conseguia conter as lágrimas. Tudo o que desejava era correr e abraçar Jun, mas estava presa e mal tinha forças para se levantar. Ainda assim, ela sorriu. Um sorriso como jamais visto antes.
* * *
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