Volume 2 – Arco 1: União
Capítulo 4.4: Os laços que nos unem
Ele fecha os seus olhos e se concentra. Aos poucos, no seu interior tenta buscar por um brilho alcançado rapidamente. Num instante aquilo se acende e começa a fluir num fluxo eu gira por todo o seu corpo. Gradualmente se torna cada vez mais e mais veloz, ao ponto de se intensificar em algo só criando uma sobrecarga de poder.
Linhas de energia se formam ao redor de si e o circulam em espiral. Elas se entrelaçam entre si convergindo de volta por usuário se fortalecendo. E assim, abre suas ires preenchidas por um brilho prateado coberto por um azul eletrizante, para desaparecer logo na sequência graças a uma pancada na cabeça.
— Você está desperdiçando energia de novo! — Isamu exclama, mostrando o lado sem fio de sua espada. — Continua precisando mover a aura para cada parte do seu corpo manualmente, quando isso devia acontecer instantaneamente, como simples pressionar de um gatilho.
— Mas eu tenho que encontrar o fator que aprimora a velocidade para conseguir sobrecarregá-lo antes para conseguir, estou errado? A outra forma tem sido muito demorada, então tenho perdido o ânimo de melhorar nisso, mesmo que essa não gaste energia…
— Não está, porém você nunca vai melhorar para valer se ficar só básico, independentemente do quão bom for nele. Eu não estou aqui pra te ensinar somente a primeira etapa, como sua avó, quero que aprenda a dominar isso perfeitamente. Só assim, irá conseguir acelerar seu fator de cura de forma decente.
Jun ainda precisava de uns pequenos segundos até conseguir ativar realmente sua habilidade, quanto na realidade deveria conseguir no instante que quisesse. Pelo que entendeu, a forma que realizava estava usando um excesso de energia desnecessária que, aos poucos o prejudicava. Foi por causa desta forma incorreta de usar que acabou desmaiando no outro em função disso, uma vez que era uma técnica na qual não deveria causar quaisquer danos se fosse usada direito.
— Com prática é possível chegar ao ponto de alcançar altas velocidades, como ir além do som, que nem você acabou de conseguir. A questão é que, você não pode quebrar essa barreira instantaneamente, sua agilidade precisa crescer gradualmente até chegar ao ponto de ultrapassar isso. Ou seja, você tem tentado chegar diretamente no resultado, ignorando totalmente o processo.
Então quer dizer que tenho usado aura demais para tentar atingir o meu máximo de uma vez só, sendo que devia deixar carregando até lá… Mas, de novo, se for dessa forma vou continuar levando muito tempo pra chegar no limite…
— É claro, com treinamento, você também será capaz de conseguir encurtar o tempo para intensificar a aceleração, contudo, isso não vem ao caso agora. Primeiramente, vamos aprender como realizar esse processo sem jogar altas quantidades de energia fora e se prejudicando na sequência.
E assim começou uma repetição exaustiva para que Jun conseguisse compreender o que era necessário para dominar de vez a tal habilidade que tanto usava. O lado bom era que, como seus pensamentos se tornavam mais velozes durante as tentativas, conseguia compreender igualmente rápido no que estava errando. Ele precisava melhorar para parar de se autodestruir ao salvar quem ama.
Contudo, agora, estava mais do que confiante para conseguir testar aquela coisa, dentre todas, que mais podia o matar. Portanto, estendeu sua mão e, ao conjurar sua aura, uma réplica de chama em espiral se formou na sua mão. Então, duplicando aquele fluxo faz com que o prata se torna feroz e passe a jorrar num jato intenso, porém querendo se desestabilizar por alguns momentos.
— O que diabos você está fazendo, Jun! — Isamu gritou em preocupação, pelo susto que tomou ao ver aquilo.
— Eu conjurei uma aceleração dupla fora do meu corpo para que não ocorresse risco de me machucar com isso.
— Mas isso parece diferente da outra vez. É um pouco desengonçado às vezes, mas também é como se tentasse correr de modo uniforma às vezes… — O tal do capitão, que devia ser o homem mais capacitado dentre todos os Zeros, observava aquele poder perplexo.
— Eu queria ver o que aconteceria se fizesse isso com o que você acabou de me ensinar. E incrivelmente ajudou a controlar melhor isso. Segundo os meus testes, o que faz isso ficar instável é a maneira como ativa.
Na teoria, ao acelerar duas vezes seguidas, Jun estava forçando seu corpo a atingir um potencial que ainda não era capaz, dessa forma criando algo letal. Se ele conseguisse realizar isso de forma harmônica, sem que tudo flua de forma inconsistente, talvez consiga criar uma técnica segura, ou pelo menos mais. Sentia que estava prestes a conseguir.
— Ainda assim, pelo que eu estou percebendo agora, filho… — O espanto de Isamu estava começando a assustar Jun. — Devia de percebido isso antes, porém, de qualquer forma… Ao fazer fluir nessa forma mais intensa, pelo que parece, é como se estivesse conseguindo acessar indiretamente aquela tal aptidão de usuário de aura que não sei o nome, contudo que sua mãe e a Rie também são. Esse brilho de cristal é idêntico àquele que eu vi uma vez.
— Como assim? Do que você está falando? — Jun perguntou, fechando seu punho em simultâneo e fazendo a chamada simulada sumir.
— A Yuri, quando éramos jovens, ela tentou fazer de tudo para descobrir como despertava, porém ela só conseguiu chegar perto uma vez. Foi conjurando um feitiço com excesso de energia, no qual acabou machucando-a junto, mas que fez com que ficasse por um momento igual a essa sua aí. Bem, você acabou herdando o poder dela, de qualquer forma…
Então dessa forma, eu consigo pegar uma lasca desse tal dom adormecido? Eu realmente gostaria de saber mais sobre isso. Queria entender o que sou, no entanto, ouvir explicações de alguém que não sabe do que está falando só atrapalha…
— Mas, enfim, vamos continuar o restante do treino de uma vez. Só vai faltar eu te ensinar a como criar uma proteção contra o atrito para não vir a se ferir ao se movimentar. Bem, dessa forma não vai conseguir correr com os pés em alta velocidade; não que isso fosse algo viável desde o começo, pra falar a verdade… É muito fácil de explodir suas pernas por qualquer impacto...
Se minha mãe não conseguiu atingir isso, e a Rie sim, mesmo que esteja debilitada por causa do seu estado, imagino que sei por onde começar… Talvez tenha a ver com uma mudança no núcleo já que… mesmo assim, se for desse jeito não existe uma forma segura de alterá-lo…
— Ei? Você está me escutando?
Espera… é verdade! Durante a união, o núcleo sobre uma transformação! Contudo, se fizesse isso com a Rie, eu despertaria por herdar o poder dela, ou pela troca? Ahhhh!! Isso não faz sentido!!!
— Acorda pra vida, moleque!! — Exclamou Isamu, ao mesmo tempo que dava uma pancada na cabeça de Jun com o cabo da espada.
— Pô, pra que fazer isso? doeu!
— Vamos terminar o treinamento. Eu tenho que voltar para o trabalho, em seguida… — Isamu franze os olhos.
Por hora, Jun não iria ficar quebrando a cabeça com algo que, ninguém nesse lugar, sabia do que se tratava direito. Ficaria com tudo para dominar a desgraça dessa habilidade — que é tão dependente, até então —, para parar de incompetente em algo que já devia ter masterizado ao máximo.
* * *
Após encerrar a longo tortura feita por seu pai, Jun pegou uma latinha de refrigerante em uma máquina qualquer e se escorou ao lado da parede. Tomou tudo aquilo, como quem não bebia nada a dias, e respirou fundo. Podia estar um pouco cansado, porém, ainda havia algo que precisava fazer.
Na realidade, era algo que havia enrolado por muito tempo até então. Como circulava na base das forças de ataque com recorrência nos últimos dias, era só uma questão de esperar até que ele se deparasse, ou fosse até quem queria encontrar. E assim, foi até a sala onde perguntou se estava certo alguém.
Jun respirou fundo e, depois de alguns segundos, tomou coragem e empurrou a maçaneta para entrar, assim, dizendo:
— Com licença…
A primeira coisa que avistou foi um homem alto e robusto, de pele escura, com os cabelos raspados ao lado. Ele usava um uniforme que se assemelhava com o sobretudo do seu pai, porém fechado, em conjunto com calças e botas de couro cinzentas. Esse se trata do indivíduo que tentou o impedir de sair desse prédio, no primeiro dia que voltou pra essa cidade, quanto quis socorrer Rie por motivos egoístas, uma vez que mal a conhecia naquela época.
— Hm, você é garoto daquele dia, que acabou quebrando a parede do décimo andar.
— Isso mesmo… — Ele estava completamente sem jeito. — Eu me chamo Jun Asano e, bem, é justamente por causa disso que eu vim aqui… Queria pedir desculpas pelo estrago que fiz e, principalmente, pela confusão que deve ter causado pra você. Eu sinto muito.
O garoto, então, desviou o olhar para o lado, devido ao nervosismo que sentia no momento. Entretanto, para sua surpresa, o que recebeu no momento foi o som de altas gargalhadas:
— Ah, por favor, eu não acredito que tenha guardado culpa por causa disso, até então, já faz meses que aconteceu. E também, eu consigo ter uma noção de, seja lá por qual motivo tenham feito aquilo. Eu mesmo, na sua idade, já fiz muitas coisas inconsequentes igualmente, envolvendo garotas.
— Mesmo assim, me desculpa…
E o garoto de cabelos vermelhos, continuava a escutar risadas.
— De todo o modo, eu me chamo Tadao Tamura. Sou um dos humildes franco atiradores aqui nas forças de ataque. E bem, sei perfeitamente que é você, aliás, se trata do famoso filho do capitão e o garoto que roubou o coração da inocente menina-prodígio Rie.
Acho que houve uma contradição aí em colocar o nome da Rie e a palavra inocente na mesma frase…
Entretanto, antes que Jun pudesse se afundar cada vez mais no seu próprio constrangimento, uma aparição repentina quebrou o clima presente na sala. Uma garota, carregando uma caixa cheia de bugigangas, adentrou no lugar andando de uma forma desengonçada. Antes que ela pudesse derrubar tudo, Jun foi até ela para que pudesse ajudar.
— Ei? O que você faz aqui?
Ao som da última fala, Jun então reparou que essa pessoa se tratava de um rosto conhecido. Esse indivíduo de cabelo violeta ondulado, na altura do peito, usando uma camisa branca com gravata vermelha e um shorts jeans junto de um jaleco, caso não estivesse enganado, ela se chamava Himari Maeda. Essa foi a garota que ficou responsável por supervisionar a apresentação dele e de Rie para a festa irá ocorrer em janeiro do próximo ano.
— Eu apenas tinha um pequeno assunto pra tratar com o senhor Tadao, ali. Mas eu já estou indo, de qualquer forma.
Como a presença dessa figura, só agora Jun reparou em um detalhe. Ao redor dele, havia diversas peças de armaduras e outras ferramentas e armas espalhadas. Pelo que se lembra, essa garota fazia parte da divisão de equipamentos, ou seja, esse lugar devia onde ela atuava em seu cargo. E junto dessa atrasada descoberta, surgiu uma dúvida na qual perguntou:
— Você também faz parte do mesmo departamento que ela, Tadao?
— Não faço, não. Apenas estava esperando aqui a senhorita Maeda trazer as peças necessárias para consertar o meu rifle.
— É verdade… Infelizmente o tiozão aí conseguiu fazer com que uma besta, na sua última missão, engolisse o cano daquilo, e nem me pergunte como.
A forma cômica como ela descreve a situação passa uma sensação esquisita para Jun. Era como se estivesse tão acostumada a uma rotina — que na realidade era extremamente mortal —, ao ponto de enxergá-lo como se não fosse nada demais. Bem, para eles que estão nisso a anos, deve ser normal ver a situação de forma mais descontraída, ao invés de estarem sempre alerta com medo de morrer.
— A culpa não foi minha se aqueles monstros se escondiam embaixo do chão.
— Sem desculpinhas pra mim. Agora me dá o que restou daquilo.
Perante a cena que observava, para não se intrometer demais, Jun apenas deu um breve adeus e saiu de lá. Ver aquilo, fez ele se recordar que, por mais que atualmente não precise mais ir até o campo de batalha, ainda existiam muitas pessoas lá fora lutando nesse ciclo infinito, sem terem a certeza que irão voltar.
Agora estava tendo a vida de um estudante e não fazia mais parte dessa realidade momentaneamente. Perante as bestas, não possuí mais risco de morte, embora por ter ser visto como um novo tipo devido a sua aura sempre esteja em um estado de possível ameaça. Ainda assim, esse é um privilégio que terá por pouco tempos, pois após o término da festa irá para a universidade, onde passará a ter atividades práticas por três anos para se tornar alguém mais eficiente no campo de batalha e que viva um pouco mais. É claro, não muda o fato de que o restante dos Zeros estão se sacrificando para garantir a segurança dele até que esteja pronto para cumprir o mesmo papel.
Entretanto, por hora não iria ficar sofrendo por antecipação, ele possuía sua própria luta pessoal para resolver. O tempo estava começando a ficar escasso e já estava no momento de tomar uma atitude para salvar aquela garota. Primeiramente, precisava garantir que iriam deixar de persegui-los, seja da forma que for, para que assim seja possível, Rie aceitar a proposta que irá realizar.
Se continuasse naquela farsa chamada de elite só iria se atrasar cada vez mais. Era o que iria tratar a respeito com Mikio no próximo dia. Nesse momento, a única coisa que queria era descansar essa noite ao lado da sua linda namorada.
* * *
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