Volume 1 – Arco 1: União
Posfácio
A esse ponto, já não sei mais como foi que essa história surgiu, de fato. Quando você fica muito tempo numa mesma coisa, em certo ponto tudo se distorce e perde o rumo. Então, é preciso dar um passo atrás e redescobrir as origens. Imagino que esse seja o caso atual.
Quando ainda estava no ensino fundamental, já tentei escrever uma coisa ou outra, mesmo sem ter ideia alguma de como fazer isso. Deve ter começado quando descobri a existência de light novels, ao procurar pela continuação de um anime que adorei na época e que até hoje guardo como um dos meus favoritos. Já tive a vontade de fazer quadrinhos e a minha própria história, mas a distância, pela falta de habilidade e pela demora de desenhar tudo para ver as coisas acontecerem, era algo que limitava. Por isso, a possibilidade de apenas escrever me pegou.
Nunca fui de ler quando jovem, ainda mais se fosse considerar o tipo de literatura que as escolas recomendam. Tudo era muito chato e desinteressante. Por isso, esses livros com uma escrita mais leve, sendo obras de ficção e entretenimento, me encantaram. Pela primeira vez, encontrei algo gostável; um divertimento nesse tipo de mídia.
E, apesar de todo esse contexto, não foi exatamente aí que comecei a escrever de fato. Foi por volta de outubro de 2018, quando estava no primeiro ano do ensino médio. Nesse momento, aquele mesmo anime de antes retornou com uma nova temporada e, guiado pela empolgação, comecei finalmente a ler de vez. Lembro que minha média era de um livro a um livro e meio por semana.
Então, como qualquer pessoa que gosta de algo, tentei fazer o mesmo.
É nesse momento que podemos dizer que Shelter Blue começa a surgir. Naquela época, escrevi uma história onde a ideia inicial era: adolescentes com poderes, onde pessoas sem poderes iam atrás deles para capturá-los e tinham que sobreviver a isso.
Depois de alguns anos, revisitei essa história e reaproveitei muitas de suas ideias para então criar esta. Contudo, apesar de alguns elementos em comum, no presente, digo que uma não tem nada a ver com a outra e são coisas distintas.
Iniciei criando o visual dos personagens, escolhendo o vermelho para substituir o preto da cor do cabelo e, então, o branco para a heroína, para combinar com o herói. Decidi dar uma personalidade mais carismática para ela e fazer dele um personagem que tomasse atitude. Então, com o casal principal definido, a história começou a ser escrita e, depois de um tempo, publicada na internet. E posso dizer que cada comentário e reação foram umas das coisas mais preciosas que existem.
Assim, chegamos ao presente, onde tomo a decisão de trocar de plataforma na qual a história é publicada, devido a certas insatisfações. Com isso, ela se torna mais acessível e passa a ter um alcance maior, mas também a possibilidade de revisar, corrigir alguns problemas e adicionar coisas que faltaram devido ao limite de caracteres.
Foi aí que me deparei com uma escrita muito pior do que me lembrava.
Então, após algum tempo, o que era para ter sido apenas uma revisão com algumas expansões, passou a se tornar uma reescrita até chegar naquele ponto em que um autor, ao revisar uma história antiga sua, passa a ter uma nova interpretação a respeito da mesma. Durante todo esse processo, fiquei com a sensação de estar insistindo no erro, pois estava mais uma vez ajeitando a mesma história, o que me fazia pensar apenas em desistir, tratar isso como um caso perdido e seguir para a próxima.
E é nessa hora em que decido dar um passo atrás e redescobrir as origens, relembrar o que me fazia tanto gostar de escrever isso no começo, e assim a história se torna algo novo.
Espero que os antigos leitores gostem das novas versões dos personagens e do mundo em si. Realmente não sei o que esperar, mas dei o meu máximo do começo ao fim, primeiramente para fazer a história de ação e romance que mais me agradasse, aquela que sempre quis que existisse, e que seja a mais divertida possível para quem ler, além de ser um bom entretenimento que consigam lembrar.
Dito isso, tenho que agradecer principalmente aos meus amigos, que leram a primeira versão disso junto comigo desde o começo. Esses momentos foram uma das coisas mais mágicas e que com certeza não vou me esquecer nunca. Esses personagens ficaram só na minha cabeça por muito tempo e, finalmente, ganharam vida, mesmo que ainda em passos pequenos.
Agora, no final, já vejo coisas a melhorar no começo, mas não vou ficar competindo com um eu futuro que sempre será melhor do que o atual. Confesso que certas coisas ficaram mais longas do que deveriam, mas estou me esforçando para melhorar. Vamos seguindo em frente e aprendendo com o passado. Já não consigo conter a empolgação para o segundo volume e ver os personagens evoluindo cada vez mais.
rren — Novembro de 2024
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