Akai Sakura Brasileira

Autor(a): Matheus Mariano


Volume 2 – Arco 4

Capítulo 5: Reforços

No dia seguinte, Kamui, Tomoe e Ksenia encontraram-se com Alina para conversarem sobre os passos a seguir após a vitória na batalha de Ray. 

Eles estavam sentados no sofá do escritório de Alina. Kamui, Tomoe e Ksenia estavam sentados no mesmo sofá, e Alina no outro. Ulyana serviu chá a cada um. Após ela terminar de servi-los, ela fez uma reverência e retirou-se do escritório.

Ksenia pegou sua xícara, bebeu um pouco e, em seguida, disse:

— Senhorita Alina, eu tenho uma ótima notícia.

— Qual é essa ótima notícia, General Ksenia?

— Nós derrotamos os Nachtagenten em Ray. Com isso, a província de Sapfir está segura.

— Realmente é uma ótima notícia. Agora me sinto muito mais leve.

— Eu e a Evelyn chegamos a lutar contra a Ayaka.

— Então vocês lutaram com ela. Lembro que o duque Yuri me contou sobre ela. Ela tem cabelos vermelhos incomuns e uma força descomunal. Ele chegou a enfrentá-la nas batalhas em Shakhty. Na luta na capital Gluboky ele quase morreu. Chegou a ficar uma semana em coma, por sorte os curandeiros o salvaram.

— Ela é realmente um grande problema. Sozinha tem o poder de um pelotão inteiro. Nós quase a derrotamos, mas ela conseguiu fugir.

— Pelo jeito, ela deve ter voltado para Shakhty. 

— Seu apontamento faz sentido, Ksenia. O local mais próvavel de ela ter retornado é lá. Afinal, Toshiro está na próvincia de Velikaya Tayga.

— Sim, ele está ocupado com as batalhas de lá. Mas, por enquanto, só aguiu nos bastidores, sem participar ativamente das batalhas como a Ayaka tem feito.

— Então, o que vocês planejam fazer agora?

— Bem, nosso objetivo é nos preparar para recuperar a província de Shakhty.

— Ontem à tarde, pouco tempo depois de vocês partirem. Chegou uma carta da princesa Hanqying. Ela disse que virá para Zarya com o exército de Ming, além de algumas armas novas. Também afirmou que a princesa Akila, do Império Anka, ajudará com o exército de Anka. A Hanqying lutará na região norte, enquanto a Akila atuará na região sul.

— Ótimo. Ter a ajuda dos nossos aliados será crucial para expulsar de vez os Nachtagenten.

— Sim. 

— Ah, mais uma coisa. Eu deixarei alguns pelotões defendendo as fronteiras de Sapfir. O maior contingente ficará na fronteira com Velikaya Tayga. Afinal, eu temo um ataque surpresa, já que, nas últimas nóticias, os Nachtagenten têm vencido várias batalhas. Ainda estão longe de dominarem a província por completo, porém isso não é motivo para  baixamos a guarda.

— Certo. Quem ficará responsável por cuidar dessas tropas?

— Ainda estou organizando, mas acredito que, até o final da tarde, estára tudo pronto. Voltarei mais tarde com o Major que ficará responsável pelas tropas em Sapfir.

— Ótimo.

— Então era isso que precisavámos falar com você. Obrigada por nos ouvir.

— Eu que agradeço. Estou na torcida pelo sucesso em Shakhty.

— Agradeço sua torcida.

Após isso, todos se despediram fazendo uma reverência. Eles saíram da mansão e retornaram para o acampamento principal.

Na cabana principal, encontraram-se com Tasha, Valia, Ivan e Mikhail para conversarem sobre as ações a tomar agora que o território da província de Sapfir está livre dos Nachtagenten.

Ksenia pegou um mapa e o desenrolou sobre a grande mesa de madeira. Esse mapa mostrava todo o terrítorio da província de  Shakhty. A província possuía qutro vilas e a capital Gluboky, localizada no centro. Próxima à fronteira com Sapfir estava a vila Zoloto. A vila é rodeada pela floresta Gluboky e fica em uma região montanhosa. Zhelezo situava-se mais ao norte da província e tinha acesso ao mar de Zarya, estando localizada em uma região de planície. Abaixo de Gluboky, e próxima à forteira de Velikaya Tayga, estava a vila de Galenit, coberta pela grande taiga. Ao extremo leste, na costa do Mar infinito, fica a vila de Izumrud. Assim como a vila Zhelezo, ficava em uma região de planície. 

Kesnia colocou as mãos sobre a mesa e disse:

— Agora que expulsamos os Nachtagenten de Sapfir, podemos focar em recuparar a província de Gluboky. Nosso primeiro objetivo será recuperar a vila Zoloto.

— Vamos utilizar a mesma estratégia da batlha de Ray? Aquilo foi muito divertido. Acho que esse é o estilo de batalha perfeito para mim. 

— Não, essa estratégia não funcionaria em Zoloto. Por ser um terreno montanhoso, seria difícil utilizarmos os canhões mágicos. Além disso, o avanço das tropas seria lento. 

— Sim, esse tipo de terreno será algo complicado para a divisão de artilharia, nosso apoio à batalha será reduzido para não dizer nulo.

— Então nosso ponto forte será a cavalaria. Nossos cavalos são treinados para atuarem em alto nível em terrenos Igrímes. General Ksenia, permita-me dar uma sugestão ao plano.

— Prossiga, tenente-coronel Mikhail.

— A Cavalaria conseguiria avançar e chegar à vila rapidamente. Por isso, sugiro que atuemos na linha de frente, local normalmente ocupado pela infantaria.

— Ei, ei, esse lugar me prentence. Desse jeito ficarei sem a adrenalina de lutar na linha da frente. 

— Tenente-Coronel Tasha, esse não é o melhor momento para brincadierias.

Tasha cruzou os braços, fez um bico e resmungou como criança.

— Mikhail, pode prosseguir.

— Continuando. Atuando na linha de frente, poderíamos chegar mais rápido à vila. Chegar rapidamente é importante, pois eles perderiam a vantagem que o terreno montanhoso porpociona.

— É uma boa ideia. Podemos fazer isso, com a infantaria vindo na retaguarda para apoiar a cavalaria. Além disso, penso em trabalhar com duas frentes, atacando a vila em dois lados. Uma vantagem é que, nesta região, não há acampamentos. Toda a força Nachtagenten está concentrada na vila. A outra força terá menos integrantes funcionando como uma força de apoio. Ela será liderada por Kamui e Tomoe. O objetivo será adentrar na vila furtivamente. Esse pelotão será composto apenas por soldados da infantaria, magos e arqueiros. Por isso, Tasha e Ivan, quero que vocês escolham os soldados mais adequados para essa função. 

— Afirmativo, General Ksenia! — disseram  Tasha e Ivan.

— Por enquanto, o plano é esse. Hoje pela manhã recebi a nóticia que a princesa Hanqying está vindo com o exército de Ming. Ao que tudo indica, ela chegará no começo da noite. Então, teremos uma segunda reunião para conversar sobre o que podemos fazer juntos com o exército de Ming. 

Após o fim da reunião, Kamui e Tomoe saíram do acampamento e foram dar uma volta pela cidade de Sapfir. Eles mereciam um momento de descanso depois de tudo que passaram na noite passada. Foram à praça central. A praça era enorme. A rua principal, que interligava todos os setores da cidade,  a cruzava ao meio. A praça também era cortada pelo rio Sapfir. Nas margens havia uma marina onde vários barcos estavam atracados. Alguns deles realizavam passeios turísticos pelo rio. A praça também tinha uma boa quantidade de vegetação, predominando os abetos. Perto dos jardins haviam bancos, e no ponto central da praça estava uma grande fonte. Ao redor da região da praça central estavam vários estabelecimentos. Como mercados, lojas, restaurantes e tabernas. 

Kamui e Tomoe sentram-se em um banco em frente à fonte da praça.

— Então, Tomoe, para onde iremos? Temos que planejar rápido, já que nosso tempo livre é curto.

— Estou com vontade de beber algo. O que acha de irmos a uma taberna?

— Hum… pode ser.

— Adorei a ideia, eu vou também. — disse Raiden, que havia acabado de sair da espada.

Após decidirem o que fariam, eles saíram para procurar uma taberna que lhes chamesem a atenção. Caminharam uma curta distância, e logo encontraram uma taverna. Ela tinha várias mesas externas separadas por uma cerca de madeira. O prédio tinha dois andares, sendo o primeiro a taberna e o segundo uma pousada. A arquitetura era neoclássica, com vitrais de vidro e caixlhos de madeira.

 Eles entraram na taberna. Naquele momento havia poucas pessoas no local. Eles decidiram se sentar no assentos próximos ao balcão. No balcão estava a dona da taberna. Ela era uma garota jovem de pele clara, cabelos pretos e ondulados, olhos verdes, vestindo um branco com um avental marrom. Assim que eles se sentaram, ela disse:

— Sejam bem-vindos à taberna Waldrose. Meu nome é Mavie.

— Prazer em conhecê-la. Meu nome é Evelyn.

— Prazer, meu nome é Kamui.

— Prazer, meu nome é Raiden.

— Kamui e Evelyn. Por acaso vocês são os aventureiros que derrotaram o Ende em Blumendorf?

— Sim, fomos nós que o derrotamos.

— Nossa! Sempre ouvi histórias sobre vocês contadas pelos aventureiros que passaram por aqui. Agora a taberna está mais vazia por causa da guerra dos Nachtagenten.

— Você não é natural de Zarya, não é?

— Sim, eu sou de Blumendorf. Mudei-me para cá há uns quize anos atrás. O nome Waldrose que está no idioma de Bergorse é uma homenagem à minha terra natal.

— Então, você deve ter cerveja de blumendorf? — perguntou Tomoe.

— É claro. pode faltar qualquer outra bebida no estoque, mas a cerveja de Blumendorf é indispensável. Além disso, é um dos destaques da casa.

— Então eu vou querer uma.

— Eu também vou.

— Já eu, vou querer um suco de uva.

— Certo, vou preparar as bebidas de vocês.

Mavie saiu para preparar as bebidas. Depois de alguns minutos, ela retornou trazendo-as sobre uma bandeija. Em seguida, colocou-as sobre o balcão. As cervejas estavam servidas em duas canecas de madeira. Tinham uma espuma volumosa que quase transbordava da caneca. O suco estava servido em uma ceneca de vidro e possuía uma cor roxa intensa. Todos saborearam suas bebidas.

— Hum… como sempre, esse sabor é incrível.

— Realmente, a melhor cerveja do mundo é a de Blumendorf.

— O suco também está ótimo.

— Que bom que vocês gostaram.

— Depois de beber essa cerveja, minha saudade da taberna Bergose aumentou.

— Haha, eu entendo essa sensação. Aquela taberna é incrível. O Egon criou um ótimo local. Na minha opinião, é a melhor taberna do mundo. Eu me inspirei nela para criar a taberna Waldrose.

— Sério? Que interessante.

— De onde vem essa cerveja? — perguntou Kamui.

— Eu a compro de um produtor em Gerstendorf. 

— Hum… tá explicado por que o sabor é tão bom. — disse Tomoe.

— Você sabe por que a cerveja da taberna Bergose é tão especial? — perguntou Tomoe.

— Não faço a mínima ideia. O sabor dela é único. Já provei várias cervejas de Blumendorf e nunca encontrei igual. Meu sonho é poder vendê-la aos meus clientes…

— Ela é fabricada na fazenda do Egon. Ou seja, ela é exclusiva da taberna. 

— Nossa, então isso explica porque ela é tão especial.

— Se quiser, posso conversar com ele; talvez ele aceite fornecer alguns barris para você.

— Se você conseguir, seria ótimo. 

— Pode deixar. Vou mandar uma carta para ele.

Eles conversaram por mais algum tempo. Kamui e Tomoe contaram sobre suas aventuras, e Mavie compartilhou lembranças que viveu em Blumendorf. Após saírem da taberna, retornaram ao acampamento. Hangying acabara de chegar trazendo o exército de Ming. O exército contava com dez mil intregrantes. 

Próximo à barraca central estavam Hangying, quatro tenentes-coronéis de Ming, Ksenia, Valia, Tasha, Ivan e Mikhail. 

— Boa noite a todos. — disse Kamui.

— Ah! Vocês voltaram. Curtiram o passeio na cidade?

— Sim, Ksenia. Curtimos bastante. Foi bom relaxar um pouco.

— Ah, Kamui e Evelyn! Quanto tempo.

— Realmente, faz bastante tempo desde a última vez em que nos encontramos.

— Deixa eu apresentár a vocês o resto do pessoal. 

Hangying apresentou os tenentes-coronéis do exército de Ming. O responsável pela infantaria era o tenente-coronel Wei. Ele era alto, de pele clara, cabelos pretos e curtos e olhos negros. Quem liderava a Cavalaria era a tenente-coronel Yuan, ela possuía pele clara, cabelos castanhos longos e ondulados e olhos cor de âmbar. Quem comandava a divisão de arqueiros e magos era a tenente-coronel Yuling. Ela tinha pele clara, cabelos longos e pretos e olhos verdes. Quem chefiava a divisão de artilharia era a tenente-coronel Yuxuan. Ela possuia cabelos longos e negros, pele branca e olhos negros. O uniforme do exército de Ming era de cor verde escura com alguns detalhes em vermelho e duas dragonas douradas sobre os ombros.

Após Hanying apresentar os tenentes-coroneis do exército de Ming, eles entraram na cabana central para conversar sobre a próxima batalha, que aconteceria na vila Zoloto.

Sentaram-se à grande mesa. Então, Ksenia pegou a varinha e apontou para a vila de Zoloto no mapa da província de  Shakhty.

— Nossa próxima batalha será a reconquista da vila Zoloto. Antes da chegada do reforço de Ming. Nós já tínhamos decidido uma estratégia.

— Bom, então vocês já têm um plano.

— Sim. Pensamos em dividir nossas forças em dois grupos: um maior, composto pelas divisões da cavalaria e infantaria, além dos magos e arqueiros. Não utilizaremos a artilharia já que o terreno montanhoso deficulta o uso dos canhões mágicos e das catapultas. 

— Realmente, o terreno montanhoso da vila torna os canhões ineficazes. Mas nós trouxemos algo que pode compensar a falta deles. Pode continuar explicando o plano.

— Certo. A cavalaria ficará na linha de frente. O objetivo é chegar o mais rápido possível à vila, para que eles percam a vantagem que o terreno porpociona. Além disso, um outro grupo, formado por soldados da infantaria, magos e arqueiros, liderados pelo Kamui e a Evelyn, irá se infiltrar furtivamente na vila. A missão desse grupo é preparar o terreno para que facilitar o avanço do grupo principal.

— Hum… é uma estratégia interessante. Quanto a ajuda à falta dos canhões mágicos. Nós trouxemos uma nova arma que foi desenvolvida há pouco tempo. Acredito que nossas divisões poderiam trabalhar juntas com ela. Por favor, Yuxuan, traga um exemplar para mostarmos à General Ksenia.

— Afirmativo, princesa Hangying.

Após um curto período de tempo, Yuxuan voltou trazendo um exemplar da arma que Hangying havia falado. Seu formato lembrava o de um rifle do século dezenove, no mundo de Kamui. A coronha era feita de uma madeira escura, com a cor do ebâno. O cano era metálico, também de tom escuro.

— Essa é uma arma capaz de disparar a longas distâncias. Ela é semelhante ao canhão mágico, só que em uma escala infinitamente menor. A teconologia utilizada nas muniçoes é a mesma dos canhões. 

Yuxuan entregou uma das munições para que Hangying mostrasse aos outros. 

Eram realmente semelhantes às munições dos canhões na aparência e no funcionamento, porém muito menores, medindo quarenta e quatro centímetros — muito longe dos dois metros das balas dos canhões mágicos.

—  Elas funcionam da mesma forma que a dos canhões mágicos. Não causam dano em área, mas são altamente letais. Com essas armas poderíamos apoiar, atirando de longe e arcetando pontos estratégicos, como torres de vigia, por exemplo.

— Será um ponto forte para nós. Mas onde ficarão os atiradores? — perguntou Valia.

— Acredito que poderiam se posicionar naquela montanha ao sul da vila. Ela tem uma boa vista de toda vila, ou seja, seria um local perfeito para eles.

— Realmente. Nesse local, os atiradores poderiam acertar qualquer ponto da vila.

— Bem, agora resolvemos a falta da divisão de artilharia. Precisamos pensar em como adicionar as outras divisões do éxicito de Ming no plano. Hanqying poderia me dizer quantos soldados cada divisão tem?

— Claro. A divisão da infantaria possui três mil e quinhetos membros; a cavalaria, possui  dois mil e quinhetos; os magos e arqueiros também têm dois mil e quinhetos soldados cada; e a artilharia, mil e quinhentos.

— Entendo. Então seria possível dividir a infantaria em dois pelotões. Um pelotão de quintos integrantes seria responsável por ajudar os artiradores a chegarem à montanha e a protegê-los de qualquer ataque dos Nachtagenten. O restante seguiria na força de avanço junto com as tropas de Zarya. A cavalaria, os magos e os arqueiros  também iriam juntos.

— É a melhor forma de agir. Esqueci de te contar que alguns dos soldados da infantaria utilizam rifles. São parecidos com os da artilharia, só que menores e voltados para distâncias curtas. Os outros utilizam sabres.

— Hum… interessante. Tem alguma arma dessas sobrando para eu usar?

  Tasha falava com os olhos brilhando, como os de uma criança ansiosa para testar um brinquedo novo.

— Tem sim. Nós trouxemos quinhentos rifles para a infantaria de vocês usarem.

— Eba! Estou ansiosa para testá-los naqueles vermes dos Nachtagenten. 

— Muito bom, princesa Hangying. Essas armas serão crucais para que possamos conseguir reconquistar a vila Zoloto.

— Sim. Tenho certeza de que elas serão um grande trunfo a nosso favor. Nosso único grande problema serão os generais Nachtageten.

— Sobre isso, pode deixar comigo e com a Evelyn. Já lutamos com a Ayaka e sabemos um pouco sua forma de agir.

— Bem, acho que já conversamos tudo o que era necessário. Nós partiremos pela manhã. Por enquanto, quero que todos preparem as tropas, repassando a estratégia.

— Certo! — disseram todos.

Após isso, todos saíram da tenda principal. Kamui e Tomoe seguiram Tasha até onde estava a divisão de infantaria. 

Chegando ao local, também estavam Ivan e Wei. Ivan estava com dois magos e dois arqueiros que havia escolhido para participar do pelotão de Kamui e Tomoe. Tasha chamou os quatro soldados que ela havia selecionado para ajudá-los. 

— Bem, o grupo de vocês é esse. Podem se apresentar. 

Após o pedido de Tasha, cada um do grupo falou seus nomes, batendo continência para Kamui e Tomoe. Entre os soldados estavam Nikolai, Roman, Elena e Polina. As magas se chamavam Sofia e Nadezda, e os arqueiros, Anton e Sergey. Depois dos cumprimentos, foram para uma tenda onde Kamui e Tomoe explicaram o plano principal e o plano de ação que eles iriam executar.

— Acho que você será melhor para explicar o plano principal e elaborar o nosso. — disse Kamui.

— Está bem. 

Tomoe explicou o plano principal ao grupo. Em seguida, começou a detalhar o que eles iriam fazer. Todos estavam reunidos ao redor de uma pequena mesa de madeira. Sobre ela estava um mapa da vila Zoloto.

— A força principal entrará pelo lado oeste da vila, nós entraremos pelo lado leste. Nosso objetivo é entrar na vila o mais rápido possível e também da forma mais furtiva. Ao entrarmos, iremos para a casa do chefe da vila. Pois é um possível local onde a Ayaka deva estar. Vocês nos apoiarão por fora, impedindo que outros soldados cheguem ao local. 

— Mas qual seria a posição exata em que ficaremos quando vocês entrarem na casa? — Perguntou Elena.

— Vocês quatro ficarão em frente à casa. Enquanto os arqueiros e os magos se posicionarão no telhado da casa da frente. Vocês deverão ficar atentos caso a Ayaka fuja da casa. Todos entenderam o plano?

— Sim.

— Ótimo. Então tenham uma boa noite de descanso e, amanhã, vamos reconquistar a vila Zoloto.

Eles se despediram dos soldados e depois foram para o interior da Muramasa no Kitsune. No quarto, Kamui e Tomoe conversavam.

— Agora teremos que liderar um pelotão. Nós sempre acompanhamos ou lutamos sozinhos. Agora vai ser diferente.

— A última vez que liderei tropas foi no golpe de estado que minha irmã aplicou contra mim. Desde pequena, estudei bastante sobre técnicas de guerra. Estudos comuns para quem iria suceder o trono. Eu detesto guerras. São apenas perda de tempo e derramamento de sangue desnecessário e, na maioria das vezes causados pela ganância do outro lado.

— Eu fiquei impresionado quando você estava desenvolvendo a estratégia. 

— Obrigada. Então vamos dormir, porque amanhã o dia será longo.

— É… realmente será um dia longo. Boa noite Tomoe.

Os dois se beijaram e depois adormeceram.

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