Volume 3 – Parte 3
Capítulo 88: Declínio

Como se despertasse de um longo pesadelo, Helen arregalou os olhos entre pesados arquejos que faziam seu peito subir e descer freneticamente.
Pensou em regressar o quanto antes ao descanso, mas o coração acelerado não a permitiu prosseguir.
Dito isso, levantou o torso até ficar sentada na cama. O lençol escorreu pelo tronco e parou sobre os joelhos.
O cabelo castanho, de penteado levemente ondulado, a alcançar o início das costas, se mostrava bagunçado com suas mechas rebeldes escorridas sobre os ombros.
Ainda com dificuldades para enxergar, percebeu a escuridão natural da noite ao encarar a janela entrefechada bem ao lado.
Em seguida, correu o foco à direção do relógio digital acima da escrivaninha; o display, com os números de tonalidade avermelhada, indicava cinco horas e trinta e seis minutos da manhã.
Em breve o amanhecer chegaria; já estavam em uma das épocas do ano onde o Sol raiava bem cedo. Dito isso, não achou má ideia continuar acordada a partir dali.
Teria tarefas não muito leves pelo restante do dia, porém daria conta e recuperaria o sono perdido.
Quando faria isso? Ela não sabia...
Já estava sem dormir direito há uma semana, quando Norman e Bianca partiram à última tarefa como marcados, juntos do homem misterioso.
Questionava-se sempre que podia sobre a situação deles, prestes a enlouquecer em virtude da ausência de notícias.
Não havia hora ou minuto os quais abandonasse aqueles pensamentos.
Restou a ela exalar um profundo suspiro, antes de jogar a coberta de lado e completar o levantamento do corpo, agora para postar-se no plano gelado.
Colocou os chinelos, sentindo-se aconchegada por inteiro, e avançou à saída do cômodo nada grandioso.
Entre alguns bocejos, passou o corredor e desceu as escadas com cuidado. O tique-taque do relógio de ponteiro na sala trazia certo incômodo em meio ao silêncio.
Prosseguiu à cozinha, abriu a geladeira, apanhou uma garrafa d’água bastante gelada e dirigiu-se à porta principal.
Destrancou-a com cuidado e abriu-a, recebendo todo o ar frio daquele fim de noite. Os fios emaranhados menearam pelo espaço, à medida que girava a tampa da garrafa de plástico.
Ao tomar uma boa golada, responsável por lavar a garganta seca do sono, encarou a abóbada estrelada prestes a perder sua essência obscura.
Não havia tantos pontos pulsantes na extensão, mas o suficiente a fim de serem destacados no cerne da escuridão.
Aos poucos, cerúleo começava a adquirir uma tonalidade aclarada.
— Por favor... estejam bem...
Mussitou ao vazio, expectando que a brisa pudesse levar aquelas palavras a eles.
Fechou as vistas na iminência de outra lamentação, importunada a sustentar um estranho pressentimento incumbido de despertar embrulhos em sua barriga.

O anjo das trevas observava, sorridente, a incredulidade na feição de cada indivíduo ante a passagem derradeira.
Por meio de vistas semicerradas, fitou um por um com cautela em demasia, como se em busca de dissecá-los de fora para dentro.
Ninguém acreditava no que via; essa era a explicação mais rápida e sem rodeios.
Gabriel Russell tinha desmaiado sob os pés do enegrecido, além de ter perdido o braço canhoto, lacerado na metade do bíceps.
Bastante sangue escorria sobre a mistura de terra e relvado, colocando sua vida em perigo a cada segundo que era avançado.
De todos, a maior afetada era Sothis.
Após gritar pelo epiteto carinhoso que ofereceu ao aliado desde o dia do primeiro encontro, não foi capaz de suportar a vertigem das lágrimas incompreendidas rosto abaixo.
O próprio renegado achou aquilo estranho, mas nada disse a respeito.
— A situação só está ficando mais crítica, né?
Alice projetou um sorriso de escárnio. Era a única que não conhecia o real potencial do jovem derrotado, mas podia ler a situação sem problemas.
E sobre aqueles que possuíam ciência dos poderes do Marcado de Sirius, restou o sentimento amargo de puro terror.
Talvez somente as estrelas, de fato, logravam da capacidade necessária para derrotar aquele homem.
Os riscos, todavia, apresentavam-se em profusão.
Elas eram imprescindíveis a favor da invasão à Singularidade, portanto seria arriscado tomarem a liberdade para se estenderem em uma batalha de vida ou morte.
Foi por isso que Gabriel ofereceu-se a fim de segurá-lo o máximo possível. Em suma, terminou da pior forma possível.
Já abalado pelas mensagens recebida em sua mente, Norman cerrou os palmos e contraiu as sobrancelhas.
Estava tão próximo de alcançá-la e, novamente, acabou interrompido.
A raiva crescente lhe trazia a vontade de atacar aquele monstro a qualquer custo, mas os braços de Bianca, agora enlaçados no seu, freava esse impulso.
— Tremai perante a mim, mortais — murmurou o inimigo de todos.
Sem pestanejar, ele balançou a lâmina que carregava e preparou as asas escuras mediante batidas poderosas.
As ondas de choque resfriadas espalharam-se por todos os lados, o bastante até dificultar as ações dos desafiantes durante segundos preciosos.
Ao alçar voo sobre o grupo reunido, entortou o sorriso, deleitoso em virtude do posicionamento que lhe favorecia.
Em seguida, lançou a espada de matéria escura na direção dos alvos, sem os permitir reações indesejadas.
Lúcifer precisou agir no limite, balançando a arma luminosa e fazendo-a entrar em contato com o disparo.
O choque entre energias semelhantes ocasionou uma explosão violenta, a ponto de separar a grande maioria dos jovens mais uma vez.
Norman, Bianca e Alice ficaram juntos; o primeiro, irritadiço, preparou a energia interior no intuito de ativar o Áster da Telecinesia.
Acabou surpreendido pela pronta aparição do adversário, rente aos olhos arregalados. Ele sacudiu a lâmina numa vertical ascendente, mais rápido que o pensamento.
O Marcado de Altair só evitou o pior, pois tropeçou num pedregulho bem atrás de onde tinha parado.
No fim, pegou-se inapto a escapar da laceração encarregada de rasgar seu globo ocular destro, liberando um singelo chafariz ensanguentado pelo espaço.
Apenas ao cair no chão o garoto experimentou toda a ardência despertada por tamanha ferida.
Prendeu um grito na garganta, apesar da boca aberta, conforme apertava o órgão destruído com a palma esquerda em intensa agonia.
Nenhuma das duas acompanhantes conseguiu reagir ao instante de aflição, sendo a Marcada de Deneb a suma afetada.
A de Virgem tentou fazer algo a respeito, na iminência da repentina explosão de calor que lhe apossou todo o corpo.
Buscou estalar os dedos e retumbar o inimigo pelo Áster da Gravidade.
Porém esse executou um giro superveloz ao movimentar os apêndices traseiros e, sem lhe oferecer chances de reação, empurrou a lâmina contra o abdômen exposto.
A jovem ondulada experimentou a perfuração atravessar pele, carne e órgãos, até sair na altura da lombar. Parte da marca da constelação foi atingida, perdendo o brilho.
O sangue ficou preso até o homem retrair a arma, deixando-a inerte por alguns segundos para perder todas as forças e sucumbir à terra com as vistas estremecidas.
O próximo alvo seria a menina paralisada, mas sua semelhante de aspecto surgiu no meio do caminho.
— Pare já com isso!! — Sothis o desafiou na tentativa de um ataque com sua lâmina de fótons, bloqueada pelo enlouquecido.
— Por que eu deveria dar ouvidos a uma insignificante anã branca? A caminho de uma morte sem significado algum! — Ele a rebateu, voltando a abrir a passagem às investidas. — No fim, todos se curvarão perante meu domínio, assim que eu matar vocês e tomar o trono para mim!!
O foco em Bianca foi perdido durante a colisão, até que a nova possibilidade surgiu como uma luva.
À direita da posição, encontrou pela visão periférica a jovem freira, ainda abalada pelo primeiro impacto causado à frente do santuário.
Num impulso descomunal, cobriu a distância para com ela em questão de segundos.
Em sua extenuação, Judith levantou o rosto de maneira vagarosa, à medida que os supercílios se ergueram em arrepio.
Não haveria tempo para utilizar o Áster da Criação e defender-se do ataque à vista.
A exemplo da atitude incumbida de ferir o Marcado de Altair, buscou um golpe lacerante na vertical, agora descendente.
Antes que a lâmina pudesse tocá-la, a grande freira lhe envolveu num abraço, oferecendo suas costas desprotegidas pela vida da filha.
O corte atingiu o ombro de Beatrice e rasgou tudo pela frente até a lombar, ficando com o releixo preso na carne machucada.
Um canal de sangue escapou da região aberta, acompanhado de uma dor excruciante à mulher, que nem por decreto largou a menina envolvida por seu torso.
— E-ei...? — Ela mal conseguiu completar ao enxergar o semblante benévolo da genetriz, que não podia controlar os fios rubros a escorrerem dos cantos da boca.
Os lábios trêmulos se moveram, na formação de palavras incompreensíveis à menina. Era um silencioso pedido de desculpas, daquela que sempre quis ver a filha bem.
Mesmo sem ouvir, pôde entender a mensagem transmitida por ela após tanto tempo na busca pela redenção.
Antes que pudesse fazer qualquer coisa, uma luz efêmera aproximou-se do flanco esquerdo, assustando o homem enegrecido.
Ele estalou a língua e, a fim de remover a lâmina da Marcada de Capella e recuar, chutou-lhe o centro da região onde o gume encontrava-se preso.
O impacto causado pelo deslocamento poderoso fez sua vértebra quebrar, complementando a torrente dolorosa que se espalhou por todo o corpo num choque.
Isso a fez cair sobre a Marcada de Acrux, que no reflexo a abraçou de volta, a fim de reduzir a colisão.
Enquanto Pálida tentou atacar o renegado, ainda que sôfrega do ferimento adquirido no anoitecer recente, Judith sentiu na palma da mão o rastro ensanguentado que dominava parte do dorso de sua mãe.
Os olhos brilharam no mesmo instante no qual percebeu-a inconsciente sobre si.
— Ei... ei... — Moveu-se para sair de baixo dela e, com cuidado a virou de barriga para cima sobre suas pernas. — Acorda... fale comigo...
Apesar do confronto violento nos arredores, nenhum som tinha a capacidade de invadir os ouvidos da garota.
O pranto surgiu em direção às bochechas coradas, até que o terremoto intenso se espalhou pelo restante dos membros.
— Mãe...!
Seu grunhido não pôde alcançar o estado de inconsciência da Marcada de Capella, restringindo-a ao choro silencioso.
Incrédula, tampouco reagiu à nova detonação ocasionada pelo choque de energias no conflito entre o herdeiro e a estrela.
A pequena queria, a todo custo, proteger mãe e filha, suas companheiras desde o despertar definitivo naquele planeta.
A lesão no abdômen ainda era um empecilho, portanto abria brechas incontroláveis a favor dos ataques fulminantes orquestrados pelo enlouquecido.
— Deixe-as em paz, infesto! — gritou na condução das novas emoções descobertas durante o conflito.
— Podem continuar se debatendo, no fim o resultado... só vai ser o mesmo!!
O enegrecido balançou a lâmina negra e usou as asas, mais uma vez, em prol de disparar contra a semelhante.
Arqueou todo o corpo até ultrapassá-la por cima da cabeça e cair em direção a sua retaguarda, pronto para executar a laceração de ponta-cabeça.
Antes de conseguir executar o golpe, Lúcifer regressou com tudo e o bloqueou no limite, fazendo com que faíscas de energia pura e sórdida esvoaçassem pelo espaço.
O ser agressor estalou a língua, porém sustentou a expressão animalesca. Era hora de se livrar do maior dos problemáticos.
— Maninho!! — Bianca avançou a Norman, enervada ao enxergar o ferimento em sua vista. — Meu Deus... isso é...!!
— Merda!... Que merda!!... — resmungou o rapaz, tentando se reerguer com a mão à frente do órgão destruído. — Não... não dá pra parar!... A gente tem... que continuar!!... Tenho que alcançar a Layla!...
— Mas maninho! S-seu olho...!
— Não se preocupa com isso!! Só me ajuda a entrar naquele templo!!!
A garotinha, além de ser interrompida, levou um susto ao receber o esbravejo do rapaz rente a sua face.
Jamais tinha visto ele agir daquela forma, por isso perdeu alguns segundo sem saber muito bem o que fazer.
Ela não podia culpá-lo, em vista ao calor do momento.
Ainda assim, atiçado pela dor, Norman encontrou forças de lugares inimagináveis para recobrar a postura no solo terroso.
Contra os ferimentos, as estrelas e o próprio destino, mirou a entrada destruída do santuário, onde o Marcado de Sirius permanecia desmaiado.
As pernas, pesadas e trêmulas graças à agonia interminável, forçaram-se a avançar, um passo de cada vez. Nervosa, a Marcada de Deneb o seguiu com as mãos pressionadas contra o peito.
Num ato reflexivo, decidiu ativar o Áster da Telepatia.
Todas as vozes, mesmo das pessoas inconscientes, invadiram sua mente e a trouxeram uma enxaqueca insólita.
Aguentou as pontas, a fim de privar o esforçado garoto de quaisquer surpresas que pudessem surgir no caos responsável por envolvê-los.
Sothis, baqueada tanto pelo ataque do inimigo quanto pelas condições do Marcado de Sirius, percebeu o avanço da dupla.
Engoliu em seco quase duas vezes, até superar as dúvidas que lhe abraçavam.
Assentiu consigo e avançou na vertente de ambos, revelando sua postura responsável por cobrir o prosseguimento definitivo.
— Última sala!!! O cristal está em cima de um pequeno pedestal! Precisa tocá-lo e ativar seu poder para que adentre a Singularidade e encontre a Princesa!
A despeito da turbulência frenética, Norman entendeu o recado da anã branca e fixou o olhar cabisbaixo no restante do trajeto.
Aos poucos, livrou-se da tremedeira e construiu um novo compasso, ganhando velocidade na busca pelo desfecho.
Perceptivo a isso, o anjo de trevas fitou de soslaio à medida que duelava contra Lúcifer.
Definiu as prioridades — quase sempre em alternância diante de cada cenário — e se livrou da pressão defensiva criada pelo noturno, novamente livre a fim de avançar contra o alvo da vez.
Sacudiu as asas e disparou na velocidade do pensamento contra os marcados adjacentes à passagem derradeira.
Nesse instante, Sothis puxou a responsabilidade para si e entrou na frente do risonho, bloqueando sua passagem com todas as forças numa nova disputa entre lâminas energizadas.
— Vão logo!! — vociferou à dupla, que avançou desesperadamente à subida do santuário.
Para surpresa geral, o rapaz adiante se levantou no exato momento.
O sangue continuava a escorrer do braço lacerado, mas os olhos ametistas mantinham-se focados em superar aquela situação.
Gabriel fez um gesto, antes de quase voltar a cair no chão. Sem escolhas, Norman e Bianca dispararam até ele, ao mesmo tempo que a anã branca encarou acima do ombro e projetou um sorriso estremecido na face pálida.
Diante da inédita reviravolta, o escurecido levantou os supercílios. Desde o reinício do conflito, foi a primeira vez que seus lábios se contraíram em declínio.
— Vocês não desistem mesmo... seus desgraçados!!! — bradou o puro ódio que se livrou da pequena alva, num movimento impetuoso dos braços musculosos.
— E você... é realmente um problema — mussitou Lúcifer, numa aparição surpresa para o apanhar desprevenido pelas costas. — Deveria continuar quieto em seu lugar e aceitar o destino que lhe foi imposto.
Sem que pudesse reagir, enfim, o “primeiro herdeiro” sofreu o empalamento que lhe atravessou o centro do dorso e perfurou o peito.
Foi o pior dos choques até então, colocando sua conjuntura em xeque. Os olhos tremularam ao extremo, inaptos a sequer piscarem.
“Vão... acabem com este mártir eterno!!”, com o cabelo azul solto até os ombros, restringiu o pedido à sua mente, conforme encarava o avanço do trio, já na altura interior do santuário.
Com os resquícios de seu Áster luminoso, o Marcado de Sirius destruiu as portas no caminho, liberando a passagem aos dois.
“Não...”, o trevoso continuava a insistir na cabeça desequilibrada. “Não os deixarei... não posso deixar!!”
Mesmo naquela posição, rangeu os dentes recheados de líquido escuro e levou um dos palmos a agarrar a estaca cintilante do adversário.
Embora queimasse os membros de extremidade, não desistiu de se livrar do adversário, que se espantou perante a insistência colossal daquele estelar.
— Eu não suporto mais... ouvir seus sermões de merda!!
De repente, o puro alabastrino da lâmina ganhou tons escurecidos.
Lúcifer esgazeou as vistas e largou a empunhadura o quanto antes, mas acabou perfurado da mesma maneira em virtude da nova extensão lacerante originada pelo proprietário maligno.
Não obstante a essa grande conquista, ele girou a toda velocidade e usou os fragmentos dos apêndices negros para adquirir um impulso derradeiro.
Nessa toada, lançou a lâmina de matéria escura contra o santuário, devastando tudo que vinha pela frente.
Gabriel não pôde interrompê-la, em virtude das condições corporais que o puxavam às adjacências de uma inédita síncope.
Graças à telepatia, Bianca percebeu o ataque e virou-se pela metade.
A falta de equilíbrio no lançamento fez a gigantesca estaca errar o alvo e viajar em sua direção.
Quando enxergou a morte rente às vistas esverdeadas, sentiu-se empurrada na altura do símbolo cintilante tatuado no bíceps.
Foi tudo muito rápido, tanto que mal conseguiu encarar o Marcado de Altair entrar na frente e ser perfurado na altura do peito direito.
Ele acabou sendo arrastado até colidir com as costas sobre a parede bem ao lado do púlpito sobre o pedestal, fazendo-o cuspir bastante sangue.
Preso ao pilar escuro, lutou contra a nova dose de agonia no intuito de levar as atenções até o cristal incolor ao alcance das mãos.
Nenhum observador teve a capacidade de entoar algo a respeito. Nesse ínterim, o enegrecido correu à vertente da pedra preciosa, já com a mão dominante esticada.
Norman, desesperado, empenhou-se ao limite no esticar do braço mais próximo daquela gema.
Ao experimentar o vento frio ultrapassar seu flanco, indicando a chegada fulminante do homem negro, Bianca enfim despertou do choque e entoou, a plenos pulmões:
— MANINHOO!! ALCANCE!!!!!
Todos pareciam gritar juntos da garota, mesmo que calados perante o cenário devastador.
O anjo negro reduziu a distância em dois tempos, preparado para tomar o que “era seu de direito”.
No entanto...
“Mentira!”, num átimo de tempo, o homem hesitou. “Eu fui muito mais rápido... então, por que ele...!?”, esbugalhou as vistas, estarrecido ao enxergar a saída utilizada pelo rapaz.
De sua testa, coberta por cachos sujos de terra e sangue, o brilho alvo irradiou em sua face e por todo o recinto.
No milésimo definitivo, onde o homem situava-se certeiro no alcance do objetivo... o cristal desprendeu-se das raízes metálicas acima do pedestal e flutuou, lentamente, à orientação da palma aberta.
Com uma jogada de mestre na utilização da Telecinesia no último milésimo, Norman Miller foi aquele a obter a posse da entrada para a Singularidade.
E no instante que a pedra e a carne se tocaram...
Tudo mudou.

Opa, tudo bem? Muito obrigado por ler mais um capítulo de A Voz das Estrelas, espero que ainda esteja curtindo a leitura e a história!
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