Volume 2 – Parte 2
Capítulo 57: Do Começo ao Fim
Do empalamento de Lucas à chegada providencial de Norman, tudo correu muito rápido.
Após ser lançado pela tora pesada, Edward ainda se chocou com uma parede íngreme nas proximidades, sofrendo todo o peso que fez seu braço esmagar as próprias costelas.
Ao se levantar da área destruída, com um dos olhos fechados pela dor, rangeu os dentes enraivecido defronte o novo obstáculo.
Enquanto isso, Layla observou o companheiro se aproximar por meio das vistas umedecidas.
Soltando soluços fracos, tentava controlar as emoções quentes que enrubesciam seu rosto.
— Norman...
Pela soma do pranto com a voz extremamente embargada ao ter seu nome mencionado, o Marcado de Altair findou o avanço e a observou de cima por um tempo.
Se agachou em sua direção, verificando os ferimentos nas pernas causados pelos tiros de pistola.
Sem dizer uma palavra, levou a atenção até a expressão irreconhecível dela.
“Quem te deixou assim?”, foi a primeira indagação que passou por sua cabeça.
A primeira e óbvia opção foi o escolhido de cabelo acinzentado, que remoía as fraturas internas adquiridas num piscar.
Para alcançar tamanho feito, ponderou quais caminhos deve ter tomado para chacoalhar seus sentimentos, quase sempre intocáveis.
Pensar nisso lhe despertou uma dose de fúria que jamais pensou sentir em vida. Por um breve instante, fragmentos repartidos surgiram na cabeça.
A lembrança de sempre trouxe uma imagem borrada, onde o foco também derramava lágrimas copiosamente.
O arrepio que o tomou da cabeça aos pés fez seus punhos cerrarem.
Durante um átimo de segundos, pôde superar a agonia causada pelo membro deslocado e voltou a ficar de pé.
A pulou em dois passos curtos até parar à sua frente, como se a protegesse do inimigo de equilíbrio reestabelecido.
Por alguma razão, um peso descomunal sobre o peito o levou a proferir em voz baixa:
— Não se preocupa... Eu vou manter minha promessa até o fim.
Tal frase despertou reações parecidas nas duas garotas em sua retaguarda, cada uma ao próprio modo.
Enquanto a alva, ainda derrubada, arregalou os olhos boquiaberta, Stella tomou o caminho contrário.
De vistas entrefechadas, fechou o sorriso avantajado de outrora num padrão bem delineado pelos lábios róseos.
O interesse dela no novo momento cresceu a ponto de sobrepor a sensação de urgência, culminada pelo que estava em jogo naquele confronto.
Após verificar as condições do Marcado de Rigil Kentaurus, sem consciência embora ainda vivo, ofereceu total atenção ao inédito episódio do encontro derradeiro.
— Por essa, de fato, eu não esperava... — O acinzentado grunhiu, ainda em agonia. — Você derrotou Magnus? E aquele outro marcado...
Interrompido no impulso, Edward executou um salto veloz à esquerda no intuito de desviar do pedregulho lançado em sua direção.
A medida emergencial o livrou do ataque orquestrado, mais uma vez, pela Telecinesia do adversário enfurecido.
No entanto as lesões primordiais o arrepiaram de dor por alguns segundos.
Ao pousar de volta na superfície, tomou cuidado a fim de manter o equilíbrio.
Sem sequer obter tempo para pensar, foi assolado por um tremor violento, alastrado por toda a região em questão de segundos.
Com a mão canhota forçada contra o solo, Norman repetiu o processo da última batalha contra o Marcado de Sirius.
A superfície ganhou rachaduras profundas, num formato encíclico, até que se desprenderam do todo.
A plataforma foi lançada para o alto, acompanhando o deslocamento feroz executado pelo telecinético.
Incapaz de utilizar algum comando vocal que pudesse interromper a anomalia, o marcado puxou sua pistola e executou três disparos em sequência contra o garoto.
De semblante altivo, delegou metade da capacidade mental em prol de controlar os projéteis.
Manteve o percurso planejado por meio do membro erguido.
O lançamento veloz da superfície repartida obrigou Edward a realizar um novo salto.
“Isso vai ser irritante. Preciso aguentar mais dois minutos”, estreitou o olhar obscurecido perante o inédito alvo.
Puxou o estilingue feito à mão, onde rapidamente posicionou uma esfera de papel, tomada por um líquido amarelado, na malha de couro.
O escolhido da Águia remeteu aos acontecimentos naquela floresta.
Embora não tivesse presenciado os fatos, estava ciente quanto a arma utilizada pelo rival.
Ele puxou o elástico e atirou sem pudor.
Notando a possível ameaça que a paralisia do objeto pela Telecinesia causaria, o rapaz correu até a companheira no chão, a pegou pelo braço bom e disparou em fuga.
A bola úmida, assim que tocou a superfície rochosa, desencadeou uma explosão poderosa pela região.
— Uau... que arminha perigosa você criou. — Stella levou um dos braços à frente do rosto, contorcido em euforia.
A leve onda de choque criada pelo impacto foi o suficiente para fazer seu longo cabelo loiro dançar no espaço.
Enquanto isso, Norman corria o mais rápido possível até se afastar do alcance dos disparos explosivos.
Apesar de estar sendo conduzido pelas emoções inflamadas, o que elevava sua tolerância à dor, ainda possuía ferimentos graves por todo o corpo.
Cedo ou tarde, a adrenalina diminuiria, assim trazendo de volta as sensações incômodas que o impediriam de lutar com tudo.
“Desse jeito, não sei se podemos ganhar”, voltou a verificar as condições da aliada, que procurava se levantar em detrimento da angústia acumulada nas pernas baleadas.
— Layla...
— Eu não posso... ser só um fardo... — Agarrou as mangas do casaco dele, empenhando-se a fim de se levantar. — Temos que vencer... Temos que vencer!
Comovido com a exasperação da aliada, ele a abraçou pela cintura e trouxe seu braço esquerdo até lhe contornar o pescoço.
Exprimiu um leve gemido graças ao desconforto do braço deslocado, porém manteve-se firme no intuito de levá-la consigo.
— Vamos vencer.
Levantou o membro canhoto, que segurava o pulso da menina, contra o marcado acinzentado a alguns metros.
Ele já preparava novas balas umedecidas em nitroglicerina, o componente responsável por desencadear as explosões perigosas ao contato com o piso sólido.
A batalha entre as pequenas bombas e a habilidade mental retornou.
Sem desistir de carregar sua companheira ferida, o Marcado de Altair rangia os dentes contra as adversidades.
Apesar da pequena superioridade carregada pelo agasalhado até metade do rosto, a dor no braço e nas costelas também lhe trazia problemas para lidar.
Da mesma maneira, os dois mantiveram o foco em abater um ao outro, criando um show de detonações, tremores e colisões entre suas respectivas armas.
Espectadora do evento que se sucedia em sua Realidade Paralela, Stella escutou um grunhido soar da retaguarda.
Ao virar metade do corpo a fim de captar o emissor do ruído, encontrou o Marcado de Rigil Kentaurus retomando os movimentos após a síncope.
Sendo dominado pela agonia do empalamento na lombar ensanguentada, ele arrastava as mãos sobre a terra, como se tentasse utilizá-las no objetivo de forçar o corpo pesado a se erguer.
A cabeça tombada voltou a encarar o cenário adiante, embora a visão fosse tomada por um panorama turvo.
Podia experimentar os choques provocados pelo embate entre os escolhidos.
“Onde diabos... eu ‘tô? Que dor...”, recobrava os demais sentidos aos poucos.
A sensação eletrizante parecia puxá-lo para baixo, tão pungente quanto a própria força da gravidade.
Ao buscar nas memórias recentes o motivo para se encontrar debilitado no chão, remeteu às palavras proferidas pela marcada dourada, antes de perder a consciência em instantes.
— Você está acordado. — A voz da loira o alcançou, ainda que um pouco chiada. — Não se mova. Caso se esforce muito, vai sangrar ainda mais e acabar morrendo... entende?...
Quieto num primeiro momento, até então absorvendo o baque pesado, Lucas exalou um forte suspiro.
Sem ter a palavra do rapaz, a garota voltou a desviar o olhar soturno, desprovida do mesmo sorriso que carregava na feição pálida há poucos segundos.
De olho no confronto equilibrado, ela prosseguiu:
— Por isso eu disse para você não se envolver. Seria muito melhor voltar, e...
— Pra onde?... — A voz rouca do garoto a fez virar o rosto de novo. Àquela altura, ele já se levantava, completamente estremecido. — Eu não tenho... pra onde... voltar...
— Ei, eu disse para...
— Eu disse... — Cerrou os punhos ao cortar sua frase, todo inclinado à frente ao passo que cambaleava o equilíbrio. — Não tenho... pra onde... voltar...!
Num tom de voz obstinado, o rapaz da marcante queimadura no rosto cuspiu bastante sangue no solo e quase voltou a sucumbir.
Arquejava segurando as estribeiras, tendo plena ciência de que não possuía muito tempo restante naquele estado.
Os olhos fundos denotavam a proximidade do inevitável. Mesmo ausente de saúde, concentrou a mente no intuito de utilizar sua habilidade.
O brilho do grande símbolo estampado na cicatriz escura ganhou intensidade.
O braço canhoto foi tomado pelo revestimento metálico, até formar uma lâmina onde deveria estar sua mão.
— É só isso que posso fazer... — A passos vacilantes, passou ao lado da única aliada, que não tentou o impedir. — Eu não me importo... com o destino do universo, ou sei lá o quê. Eu só vou... seguir meu caminho... até o fim!
Inoperante quanto a decisão final daquele que tornou um marcado há pouco tempo, a garota restringiu-se a contrair as sobrancelhas.
— Então foi essa escolha que o destino tomou, hein?...
O murmúrio dela não pôde ser entregue ao rapaz, cem por cento focado no conflito adiante.
Daquela posição, aguardaria pelo melhor momento de agir, já tendo noção das atitudes que seguiria a partir da primeira abertura encontrada.
— Se for assim, portanto... não há mais nada que possamos fazer.
A atenção de Stella mirou a mesma vertente do Marcado de Rigil Kentaurus, onde as explosões haviam cessado há algum tempo, oferecendo espaço para Norman recuperar o fôlego.
Com o efeito entorpecente da adrenalina findado, voltou a sentir os ferimentos pelo corpo.
Não pôde evitar de largar sua amiga no chão, quase indo junto dela.
Pediu desculpas em silêncio, mas encontrava dificuldades em prol de carregá-la a partir daquele momento.
Caso permanecesse naquele jogo de paciência, hora ou outra acusaria uma derrota iminente.
Precisava de algum fator extra a fim de virar a mesa.
Como se fosse obra do destino, um flash lhe correu a cabeça, o fazendo remeter há quase quatro meses atrás.
Esse aqui é um Fragmento do Cosmos. Marcados podem utilizá-lo para elevar o nível dos Áster exponencialmente, assim os permitindo superar qualquer limite por um determinado período.
A conversa com a Marcada de Vega, logo após a primeira discussão que tiveram desde quando se conheceram, foram revisitadas num instante.
Pode ficar com ele.
Antecedentes de todo o conflito final contra o falecido Marcado de Regulus...
Tenho mais um guardado e, além disso...
Diante da pausa proposital da garota, que veio acompanhada do costumeiro sorriso, o rapaz até remeteu ao próprio pensamento, sobre odiar quando ela fazia aquele mistério.
A partir dali buscou novos episódios-chave, onde confrontos com outros escolhidos aconteceram.
Desde a conflagração no shopping à floresta, e então...
“Só pode ser isso”, divagou de maneira assertiva, voltando a atenção até a aliada de joelhos.
Conforme o costume às pernas baleadas crescia, ela já passava a encontrar um maior equilíbrio a fim de voltar ao combate, mas...
— Layla... me dê seu fragmento. — Estendeu a mão até ela, que não compreendeu por alguns segundos. — Você, naquele dia, disse que tinha mais de um Fragmento do Cosmos, não foi? Eu usei o que me deu contra aquele homem, então...
“Sobra um, já que você não o usou em nenhum momento, né!?”, guardou a indagação na própria cabeça, a expressão forçada irradiava a torcida pessoal para que seus pensamentos estivessem corretos.
Afinal, embora não tivesse a visto usar o artefato místico durante todos os conflitos juntos, restava o pequeno período onde a marcada desapareceu.
A sorte ou o azar encontravam-se em disputa naquele minuto derradeiro.
Como se despertasse num choque involuntário, a garota levou uma das mãos ao bolso do casaco.
Puxou o cristal branco e ofereceu ao rapaz, que o apanhou na velocidade do pensamento.
De olhos arregalados por ter acertado na célere previsão, não pensou duas vezes em levar a pedra até a boca.
— NÃO SE MOVAM!!!
A voz em eco se espalhou de modo estridente por todo o local, capaz de retroceder o efeito da Realidade Paralela por completo.
O som chamativo da grande queda d’água voltou a ganhar destaque em meio ao novo silêncio, os devolvendo ao cenário do vale.
Absolutamente paralisados, os marcados não tiveram outra escolha senão observarem a supremacia de Edward depois de executar seu comando indefensável.
Sem controle das próprias ações, o Marcado de Altair deixou o Fragmento do Cosmos cair.
O efeito não parecia estar tão forte em comparação à utilização na plenitude do marcado, mas a ausência de movimentos não permitiria qualquer ação defensiva dos inimigos.
Com a brecha aberta, o acinzentado saltou para mais alguns metros de proximidade à ambos e puxou a pistola engatilhada.
“Isso acaba agora!”, resumiu-se a esbravejar na própria mente, no intuito de permanecer com o poder da Fala Sobrenatural em vigência.
Pronto para disparar os tiros decisivos contra eles...
— Você gostou, né verdade?... — A voz embargada de Lucas lhe trouxe arrepios, o fazendo se lembrar daquilo que já havia considerado como resolvido. — Que tal? Me diz como se sente!!...
Sem pestanejar, o debilitado escolhido do Centauro empalou a lombar desprotegida do oponente, devolvendo o favor de minutos atrás.
Sangue espirrou do local atingido, assim como regurgitado pela boca instantes depois.
Com um sorriso forte no rosto, o de topete arrancou a lâmina de aço do corpo dele, permitindo que mais líquido viscoso jorrasse pelo ar.
Após a utilização de suas últimas forças, o rapaz voltou alguns passos desequilibrados, a respiração tão arfante que chegava a doer seu peito.
Em sofrimento pela dor estridente, o marcado agasalhado girou metade do torso e executou os disparos guardados para a dupla adiante.
Os dois atingiram o peito de Lucas, o impacto das balas o levou a perder o que restava de vigor em seu âmago.
“No fim, eu fui o mesmo inútil de sempre... ou então...”, estreitou as vistas, remetendo a memórias dolorosas antes de partir. “Será se pude... alguma vez... dar orgulho a eles...?”
As fechou antes de colidir com o solo, para nunca mais se levantar.
Diferente do golpe responsável por lhe atingir um ponto vital, não conseguiu ferir Edward a ponto de trazê-lo a condições irreversíveis em combate.
Tratava-se meramente de um incômodo desinteressante, uma mordida de inseto.
Bastava retomar a postura e finalizar os inimigos.
Contudo ao corrupiar o tronco de volta à posição...
Nenhum deles estava ali.
Conforme arregalava os olhos azul-escuros, já preparado em prol de buscar o paradeiro da dupla, foi pego de surpresa por uma poderosa corrente aquática vinda do canal criado pela cachoeira.
Ele cruzou os braços no intuito de se defender, mas o impacto veloz o fez ser arrastado.
Deu duas cambalhotas invertidas, antes de retomar o fôlego e a postura.
Ao erguer a cabeça em alta velocidade, encontrou o escolhido da Águia já à sua frente, o corpo no ar viajava trazendo o punho canhoto bem cerrado.
Num deslocamento pouco executado, deixou-se levar pelo calor do momento para, então, desferir um íntegro soco no lado direito de sua face.
De cima para baixo, o forçou contra a superfície aquática, causando diversas novas fraturas nos ossos da bochecha.
Quase inconsciente graças ao golpe sofrido, Edward se desfez da arma dentro da água, que aos poucos passou a retornar ao curso natural.
Norman quase se afogou ao cair de cara no riacho, levantando-se o mais rápido possível a fim de retomar o fôlego.
Estremecido por todos os membros graças aos ferimentos alheios ao cansaço extremo, encarou o próprio reflexo serpear no espelho cristalino.
De longe esperaria que o fim tivesse sido alcançado, afinal ainda restava a marcada dourada.
No entanto, jamais cogitaria a persistência do rapaz derrubado, novamente de pé em suas costas.
A sombra o cobriu pela metade, o suficiente para denunciar o retorno esforçado do inimigo.
Tomado pelo temor, encarou por cima do ombro deslocado.
Os fios pesados caíam sobre os olhos vidrados na direção do imóvel rapaz.
O rosto, com um assustador hematoma na área atingida, pulsava em fervor.
Mesmo sem a arma de fogo, sentia-se capaz de tomar a vida dele com as próprias mãos.
Ou então...
“Morra... morra... morra... morra... morra!!”, como se buscasse coragem para prosseguir com a ação definitiva, mordeu os lábios até fazer mais sangue escorrer na direção do queixo.
Foi assim que abriu a boca, descoberta pelo casaco molhado, de onde o brilho branco-amarelado irradiou... na língua.
— Mo...
Antes de completar a frase final, uma lâmina pequena atravessou o pescoço de Edward, saindo na garganta.
O cintilar do Áster cessou no mesmo átimo, as cordas vocais destruídas não puderam dar procedência ao comando mortal.
Mas para perplexidade geral, a responsável pelo golpe surpresa estava de pé, como se nunca tivesse sido baleada nas pernas.
Se por um lado Stella exprimia sobressalto pela coragem da garota em empalar o marcado daquela forma, Norman sentiu o coração acelerar num ritmo frenético ao encarar as coxas ilesas dela.
Lentamente ergueu a feição paralisada, na busca pela face da menina.
Quando encontrou os olhos noturnos direcionados à superfície líquida onde pisava, perdeu toda e qualquer capacidade de enunciar algo a respeito.
Cabisbaixa na tentativa de esconder certa vergonha, a Marcada de Vega abriu as cortinas rumo ao fim da batalha decisiva.
Opa, tudo bem? Muito obrigado por dar uma chance À Voz das Estrelas, espero que curta a leitura e a história!
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