A Voz das Estrelas Brasileira

Autor(a): Altair Vesta


Volume 2 – Parte 2

Capítulo 54: O Primeiro

O som da água corrente dominava a taciturnidade local.

A banheira, cheia de rachaduras reforçadas com fita isolante, já transbordava de água junto à mulher que ali residia.

Conforme escorria por todos os lados até o piso de azulejo, tomando conta do espaço aos poucos, apresentava uma leve coloração avermelhada em destaque.

Diante da cena, o garoto protegia sua irmãzinha a colocando atrás de seu corpo. Enquanto ela não entendesse, pela idade, estava tudo bem.

Seria muito melhor ter que carregar todo o trauma em suas costas, a livrando dessa dor responsável por corromper seu peito.

Ainda assim, não esboçava qualquer reação na face paralisada.

Embora reconhecesse a identidade da figura de cabeça inclinada, imóvel enquanto envolvida pela água turva, nem chorar conseguia. Embora tivesse os pés tomados pelo frio, sequer movia um músculo.

Só pôde ficar ali, encarando a imagem que lhe atormentaria para sempre. E por incrível que parecesse, o foco não residia na mulher sem vida adiante; mas sim à faca que boiava no centro da transbordada bacia sanitária.

Mesmo no frio, cuja neve começava a cair do céu nublado, ninguém dava atenção aos dois.

Espirrando bastante, a menina se abraçava como podia no corpo de Gabriel, que devolvia da mesma forma no intuito de a proteger daquela sensação excruciante.

Ele pouco se importava consigo mesmo; apenas deveria mantê-la segura e confortável.

De repente, em meio ao silêncio, um som de ronco se manifestou bem alto.

Logo o rosto levemente avermelhado da pequena se virou à direção dos olhos do garoto, que devolveu a encarada.

O encontro quieto dos olhos ametistas permaneceu até que ele exalasse um suspiro lamentoso, ainda que abrindo um sorriso leve na feição encardida.

— ‘Tá com fome, Sophia? — À pergunta dele, a menina chamada Sophia assentiu. — Então... O maninho aqui vai dar um jeito nisso.

Mesmo com aquele olhar triste, pesado, ele sabia que não havia outra forma de mantê-los vivos.

Gabriel se arriscava a caminhar de mãos dadas com ela pelas noites frientas, nas ruas quase desertas, em busca de sobreviver.

Sabia que não podia demorar e, principalmente, que tinha apenas uma chance.

Pensava sempre nas consequências cruéis que poderiam os acometer caso falhasse, enquanto encarava a prateleira com alguns biscoitos e macarrões de corpo instantâneos.

“Não tem fruta...”, estreitou os olhos, mudando o foco dos salgadinhos à menina ofegante em sua companhia. “Pela manhã é difícil de fazer isso, mas posso tentar amanhã.”

Determinou-se ao entrar na loja de conveniências que estava sem qualquer cliente, apenas com dois atendentes no caixa, já prontos para fechar o estabelecimento.

Aproveitando a distração de ambos, ele seguiu sempre olhando as câmeras no alto.

Colocou Sophia em sua frente e, achando o ponto cego, apanhou dois pacotes em seguida, os escondendo dentro de seu casaco maltrapilho.

Deu meia-volta e se aproximou da saída da lojinha.

— Ei, vocês! — gritou um dos atendentes, os olhos semicerrados em direção aos dois. — Por que entraram e vão sair sem levar nada, hein?

Ele deixou o balcão a passadas largas, mas Gabriel, ao estalar a língua, tentou ser mais rápido.

Abriu mão de um dos pacotes para jogar contra o homem, indo em direção à porta e a empurrando com força.

— Ei!! Malditos pirralhos!!

O atendente foi atordoado por breves segundos, o suficiente para que ele conseguisse correr com a irmã.

Sem soltar a mão de Sophia, ele avançou o mais rápido possível até sair do campo de visão do homem, que ainda saltou até a porta escancarada na expectativa de segui-los.

Tomando os caminhos dos becos e vielas que constituíam um labirinto naquela região, os dois despistaram o possível perseguidor.

Ofegante, Gabriel encostou na parede, até que sentiu o corpo de Sophia pender para o chão.

Virou o rosto na direção dela, então empenhou-se a fim de segurá-la para que não caísse.

— Desculpa, Sophia! Vem cá! — Abraçou-a com força e abriu o pacote de biscoito. — Vai. Come...

Enfraquecida e ainda arfante, a menina abriu a boca e mordeu um dos salgadinhos dos dedos do garoto.

Pouco a pouco, aqueles petiscos começaram a suprir a fome dela.

— Obrigada... — Sua voz sussurrada e rouca chegou ao menino, assim como o sorriso fraco, mas contagiante.

Gabriel apenas abaixou a cabeça e continuou a dar os biscoitos a ela.

Sem dizer mais nada, apertou ainda mais o abraço em volta de seu corpo trêmulo.

 

Os dias se passavam e o frio piorava pela cidade.

Depois de rumarem sem qualquer destino por mais alguns quilômetros, aproveitando o pouco de luz do sol pelas manhãs, os dois conseguiram achar um lugar melhor.

Debaixo de uma pequena ponte, se instalaram para, ao menos, se protegerem das chuvas e das nevascas que iam e vinham naquela época do ano.

Com uma respiração mais pesada, Sophia dormia com a cabeça usando as pernas de seu irmão como travesseiro.

Preocupado, o garoto não conseguia pegar no sono fazia dias. Cheio de olheiras sob as vistas, encarava o rosto levemente enrubescido da menina.

Vira e mexe, colocava a palma sobre a testa dela, com cuidado.

“Quente...”, constatava o que já estava acostumado.

Cada nova aferição sem muitos detalhes do estado dela deixava seu coração apertado.

“O que eu posso fazer?”, cerrou o punho escondido no bolso do casaco. “Por que a gente precisa sofrer assim?”

Sem perceber, apertou os dentes uns contra os outros por trás dos lábios conectados.

Gabriel não sabia, mas aquele ato de pensar e desgastar as últimas energias que tinha para relutar consigo mesmo o faria pegar no sono em alguns minutos.

O problema era esse.

Sempre que conseguia fechar os olhos e adentrar no mundo dos sonhos, as mesmas imagens traumáticas retornavam ao subconsciente.

Eu não consigo nem me sustentar...

A voz lamentosa de uma mulher, daquela mulher, voltava a ecoar nas paredes de sua mente dolorida.

Aquele maldito nos abandonou... Eu ‘tô tentando arrumar um emprego bom, eu juro! Mas não consigo me firmar em nada. Eles sempre me demitem! Eu não sei mais o que fazer!!

Mas, mãe — disse o garoto. — Eu posso tentar te ajudar! É só...

Sua voz, porém, sumiu de repente.

Afinal, o medo se apossou de seu corpo e coração justo quando viu a feição da mulher, sua mãe, em sua direção.

Aqueles olhos pesarosos e, ao mesmo tempo, afiados. O desprezo encarnado era direcionado através daquela encarada frígida para os irmãos.

Eu... cometi um erro, não foi?...

A sentença dela causou um arrepio indescritível na espinha do garoto, abraçado à irmãzinha que sempre tossia com dolorosa rouquidão.

Então, a cena que precedia o final daquela memória de tragédia, como se envolta por camadas grossas de gelo, seguiu quando a mãe virou as costas para eles.

Se vocês... nunca tivessem nascido...

Ela se afastou a passadas curtas, cada contato da sola de seu sapato com o chão causava ecos intermitentes pelos arredores sombrios.

Assim que os olhos piscaram, a cena mudou.

De novo, o som dos pingos incessantes em uma pequenina poça de sangue. De novo, a banheira, tomada pelo corpo da mulher...

— Ah!! — Gabriel despertou num salto assustado.

Só não pôde se levantar por completo do chão em virtude do peso sobre suas pernas.

Quando virou o rosto para baixo, viu que Sophia ainda estava dormindo.

Vê-la ali, junto consigo, foi o suficiente para acalmar os nervos que lhe tomavam na mais pura aflição.

Pouco a pouco, se livrou das imagens que constituíram o pesadelo de sua ínfima noite de sono — mais uma.

Suando frio, tornou a relaxar na pura força de vontade para fazê-lo, encostando a nuca de volta à parede que cobria suas costas.

A única coisa que podia fazer era se remoer com as memórias daquele trauma do qual jamais poderia fugir.

E esperar o amanhecer do novo dia.

Esgotado física e mentalmente, Gabriel não conseguia mais rumar com sua irmã por muito mais tempo.

Principalmente pela falta de luz solar, cuja estrela já se escondia por trás das nuvens carregadas há alguns dias.

Mesmo o ronco de suas barrigas não era capaz de lhes dar a força necessária para buscar mais alimentos.

Naquele ritmo, o desfecho vindouro ficava mais e mais claro.

— Irmão... — A enfraquecida Sophia o puxou pelo casaco, tão morosa quanto seu chamado.

Gabriel, com as escleras um pouco avermelhadas por causa do sono extremo, virou o rosto a ela, que estava deitada com a cabeça em seu ombro.

Sabia que ela estava com fome. Mas seguir ainda a conduzindo seria impossível naquelas condições.

E a própria sabia disso. Portanto...

— Eu... vou ficar bem... — As palavras dela vieram que nem um sopro crucial para manter a chama da vida acesa. — Traz... um biscoito docinho... dessa vez?...

O garoto sequer percebeu as sobrancelhas erguidas ao limite da testa, enrugadas juntas dela.

Não podia deixar que continuasse daquela forma. Pelo menos sua irmã deveria conseguir seguir em frente.

Se pudesse, de alguma forma, mantê-la saudável para que, um dia, encontrasse a sorte grande...

— ‘Tá... — Levantou-se na força do ódio e do amor.

Ele não gostava da ideia de deixá-la sozinha por algum tempo, mas deveria fazer isso. Sentia que era necessário.

Receber o sorriso feliz dela, mesmo que naquelas condições precárias, lhe trazia um misto de contento e tristeza.

Como ela conseguia se manter daquela forma? Sem jamais ter reclamado, sem jamais ter chorado...

Sua força era invejável. Assim pensava o garoto, ao dar um último beijo na testa dela e falar que logo retornava com os biscoitos que ela queria.

Ela, mais do que ele com certeza, devia sonhar com as mesmas coisas. A mesma cena, as mesmas declarações...

O mesmo desfecho.

Se vocês nunca tivessem nascido...

“Se eu nunca tivesse nascido...”, Gabriel seguiu através do fio tênue entre a consciência e a inconsciência. “Será que a Sophia...”

Dessa vez, por estar sozinho, ele conseguiu adentrar em uma das lojinhas sem ser percebido e pegou mais biscoitos do que conseguiria com ela.

Só que um detalhe crucial mudou seu destino.

— Seu pivete maldito!! — O atendente deu uma pancada com um pedaço de madeira em suas costas. — Ainda tem a cara de pau de voltar aqui, é!!?

“Q-qu...!?”, sem nem conseguir processar, ele recebeu um chute forte na barriga, que lhe arrancou bastante oxigênio e saliva.

Tinha voltado à mesma loja daquele dia, quando conseguiu fugir com a menina na sorte.

No fim das contas, a vida jamais poderia lhes dar sorte e conforto. Era sempre daquele jeito.

Sempre uma tortura.

Passou a desejar que acabasse de uma vez. Fechou os olhos ametistas, sustentando apenas as pequenas preces para que aquele homem desse um fim a seu tormento.

No entanto, assim que o fez, a imagem da irmã, sozinha onde disse que voltaria em breve, o fez retornar.

Com um grito gutural vindo do fundo da alma, Gabriel parou um dos chutes que o machucava com a mão.

Surpreendendo o atendente da loja, ele avançou com os dentes e mordeu sua perna com força, o fazendo grunhir de dor.

No fim, sofreu um novo pontapé, dessa vez forte o suficiente para lançá-lo contra a porta.

Era tudo que queria.

Cheio de machucados e hematomas leves, o garoto se levantou e, com um biscoito salvo dentro do casaco, girou na velocidade do pensamento e correu.

O homem gritou, enfurecido, para que ele voltasse, porém acabou contido pelo seu parceiro do estabelecimento.

Prestes a desabar a qualquer momento, Gabriel, com a boca escancarada para puxar o ar frio daquele anoitecer, perseguiu o caminho de volta para ela.

“Eu consegui...”, olhou para baixo, vendo que tinha sido bem-sucedido em trazer um biscoito doce.

Ela deveria ficar feliz...

“Se eu não nascesse...”, a mente completou sem que ele próprio percebesse.

Ela teria uma vida melhor, com certeza.

Depois de alguns minutos correndo, sentindo mais das dores dos golpes sofridos, Gabriel chegou na virada para a pequena ponte onde se abrigavam há dias.

Estava pronto para dar o biscoito a ela, então pensou em fazer suspense para a surpreender.

Só que, ao chegar no local, viu-a diferente do que costumava quando ia em busca de alimento sozinho.

Sophia estava caída, esparramada com o corpo de lado sobre o chão frio.

No começo, achou só que ela estava bem cansada, por isso se aproximou com calma.

Mas, então...

— Ei, eu trouxe o que pediu. — Desistiu da surpresa, mostrando o pacote. Nenhuma reação veio dela. — Vamo’ lá, maninha. Eu sei que você deve ‘tá cansada, mas...

Tentou levantá-la, então sentiu seu corpo molenga.

“Ué...”, demorou a entender o que estava acontecendo, então as memórias traumáticas resolveram cortar esse caminho por ele.

A mesma posição do corpo de sua mãe, na banheira...

— Sophia? — Chamou diversas vezes, balançando-a pelos ombros. — Ei. Sophia!? Ei!!

De repente, o corpo cansado entrou em modo de emergência. Encontrou forças sabe-se lá de onde para levantá-la com os braços, a abraçando em seu colo.

“Alguém...!!”, a mente agiu mais rápido que sua voz, assim que ele deu a volta e pensou em retornar àquela loja.

Lembrou-se das inúmeras vezes que a menina teve recaídas parecidas com aquela e ia parar nos hospitais públicos, onde lutou pela vida diversas vezes.

Precisava chegar a algum desses.

— Alguém...!! — A voz enfim soou mergulhada em desespero. Havia algumas pessoas na rua. — Alguém, por favor!!

Correu se derramando em súplicas, mas todos fingiam fazer vista grossa.

Suas pernas tremiam, prestes a desabarem, mas ele lutou com todas as suas energias para continuar.

— Minha irmã!! Alguém ajuda minha irmã!!!

Ninguém dava ouvidos.

Era como se eles não existissem, de fato, ali.

E isso perdurou até a neve voltar a cair do céu, os cercando na solidão.

Todas as pessoas, mulheres e homens, que estavam no local mais próximo aos dois, desapareceram.

“Por que...!?”, lágrimas brotaram dos olhos estremecidos do garoto. “Por que a gente precisa passar por isso!? Por que a Sophia...!?”

Antes que pudesse completar, sentiu a mão congelada de sua irmã lhe tatear o rosto com delicadeza.

— Sophia...!? — Ao ver o rosto pálido dela, seu coração quase explodiu.

Ela esbanjava o mesmo sorriso de sempre.

O sorriso que o permitia a seguir em frente...

— Irmão... — Dessa vez, sua voz soou quase inaudível de tão fraca. — Me... desculpa...

— Hã?...

Foi quando Gabriel enfim entendeu.

Ela só estava feliz por estar ao lado dele. E assim como si mesmo, ela também pensava naquilo todo santo dia...

Se eu não tivesse nascido, a vida dele seria mais feliz...

O braço erguido de Sophia perdeu as forças, caindo sobre seu peito.

Num gesto de instinto, Gabriel segurou-o, sentindo sua fraqueza. Não existia mais nada ali que pudesse mantê-lo erguido.

Os olhos da menina se fecharam lentamente. Para todo o sempre...

— So... phia...? — Incapaz de acreditar, Gabriel apenas conseguiu apertar o abraço em volta do corpo dela.

De olhos esgazeados, sem conseguir mais piscar, deixou o pranto copioso cair por todo o rosto.

Então, em suas costas, um formigamento caloroso tomou conta, deixando que a luz branca se manifestasse através até do tecido do casaco.

Uma proteção de luz branca os envolveu. Mesmo que o feito não pudesse trazê-la de volta, o afagou de uma forma que jamais sentira há tanto tempo.

“Ninguém estendeu a mão... pra gente...”, lembrou-se de cada um que os menosprezou durante aquele sofrimento. “Ninguém quis ajudar... a Sophia...”

Memórias novas sobrepujavam os traumas que carregara até então, desde aquele dia.

“Por que nós...? Por que a Sophia!?”, sua mente e seu coração deram as mãos em um colapso imprescindível.

— Por que não vocês...!? — Levantou-se do chão frio, a luz branca o envolvendo como se fosse sua nova sustentação. — Por que a Sophia teve que sofrer tudo isso, ao invés de vocês!!?

Seu grito espalhou uma onda de choque pela região, ao abrir aquele envoltório de luz e o tornar diversas estacas que, em dois piscares, foram disparadas contra tudo que vinha ao seu redor.

Nada além do silêncio restou após aquilo.

“Eu vou...”, com os olhos ametistas dominados pelo desespero e um ódio incontrolável, Gabriel... “Destruir esses deploráveis desgraçados!!!”

Se tornou um marcado.

— E não só isso...!! — Uma garota de cabelo loiro pôde acompanhar aquela tragédia de longe. — Ele é o primeiro...

Stella, sobre um poste fora do campo de visão do jovem transformado pela perda de sua irmãzinha, semicerrou as vistas azul-escuras com vigor.

— O escolhido de Sirius.

Quando Magnus estava próximo de abater Norman, incapaz de confrontá-lo tanto graças às feridas acumuladas quanto à disparidade entre os Áster, uma nova explosão os interrompeu.

Vindo da direção onde havia lançado o oponente anterior, o primeiro virou o rosto enraivecido ao acúmulo de luz branca, responsável por lançar os escombros para o alto.

Incrédulo, o rapaz de braço deslocado reagiu boquiaberto.

“Essa sensação... ele usou?”, rapidamente identificou a anomalia ocasionada pela repentina elevação de poder do luminoso.

Mesmo recheado de cortes, queimaduras e fraturas, caminhou de volta ao campo de batalha.

Segurando a katana de sempre, avançou a passos pesados conforme sangue dos ferimentos pingava no solo.

Levantou o rosto cabisbaixo, as vistas entrefechadas traziam um brilho efêmero aos globos de íris ametista.

— Eu sei, Sophia... — murmurou consigo mesmo, apesar da dupla à frente poder escutar. — Não posso parar aqui.

Diante da promessa feita desde aquele dia, o Marcado de Sirius apontou sua arma especial na direção dos oponentes.

Opa, tudo bem? Muito obrigado por dar uma chance À Voz das Estrelas, espero que curta a leitura e a história!

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