A Voz das Estrelas Brasileira

Autor(a): Altair Vesta


Volume 2 – Parte 2

Capítulo 50: O Último Alinhamento

Aquecida pela iluminação das velas espalhadas na sala de estar, Layla voltou a despertar com lentidão.

Os olhos azul-escuros se abriram e, de quebra, não reconheceram o teto de madeira sem qualquer lâmpada.

Sentiu o corpo inteiro doer por conta do relaxamento seguido do extremo cansaço.

Quando pensou em erguer o torso, confortável no acolchoado do sofá, sentiu um peso estranho acima do abdômen a impedir.

Virou o rosto na direção do empecilho e constatou ser a Marcada de Deneb, adormecida com metade do tronco e a cabeça deitados sobre a garota.

Ficou ali, a observando sem sequer perceber o avanço do tempo.

Podia sentir a respiração suave dela.

O leve sorriso, estampado na face voltada a sua direção, denotava sua alegria em poder dormir ao seu lado de novo.

— Até que enfim acordou. — Ao escutar a voz familiar, tornou a atenção até a poltrona ao lado. — Como se sente?

— Norman...

O garoto, de braços cruzados, tinha a companhia de Helen, em pé à esquerda do assento.

Ao reconhecer sua identidade como a amiga de classe do companheiro, a única sobrevivente da tragédia na universidade, a marcada abaixou o olhar.

Nesse mesmo momento, Bianca despertou.

Rapidamente verificou o estado vigilante da companheira e, dessa maneira, a envolveu num forte abraço.

As duas permaneceram ali por alguns segundos, até que a mais velha pediu licença para que pudesse se levantar.

Fuzilada pelo olhar afiado do rapaz, manteve o silêncio durante esse tempo.

— Oh, você acordou. — Beatrice foi a responsável por quebrar o clima pesado. Em suas mãos uma bandeja com xícaras e uma jarra com líquido escuro. — Tome, se esquente um pouquinho.

Diferente dos três primeiros, Layla não reconheceu a freira de cabelo ruivo cacheado que lhe servia uma xícara de café.

Ainda assim, pregou cautela quanto ao oferecimento dela, o que a fez encarar o jovem sentado logo adiante.

Pelo aceno simples dele, a alva pôde aceitar a gentileza.

Pegou no pires com o pequeno recipiente, onde a freira derramou a bebida que soltava bastante vapor.

Em seguida, serviu também Helen e Norman.

Para a criança no sofá, trouxe uma pequena garrafinha com outro conteúdo: chocolate quente.

— Por favor, qualquer coisa podem me chamar.

Os deixando à vontade para conversar, abandonou a sala de estar em direção ao templo principal sem dizer uma palavra.

Apesar de ainda desconfiar, a jovem deu um gole cuidadoso no café.

Ao sentir o calor descer todo o corpo desgastado, levantou as sobrancelhas em apreciação.

Esperou um pouco antes de falar:

— Norman, eu...

— Antes de falar, quero que me responda. — Ele a interrompeu sem piedade. — Onde você ‘tava? Por que sumiu desse jeito, sem mais nem menos? Por acaso foi a Clarividência, ou o quê?

Acuada no sofá, ao passo que era encarada pelo trio ao redor, a Marcada de Vega exalou um fraco suspiro.

Era perceptível a mudança em seu semblante, tão melancólico quanto costumava ser na maioria das ocasiões.

Mesmo assim, o garoto não planejava passar a mão em sua cabeça, como costumava fazer desde o início daquela seleção.

O sumiço inesperado dela trouxe diversos problemas para serem lidados, culminando em destruição, conflitos perigosos e uma nova baixa sentida por todos.

Conforme passava o polegar pela alça da xícara em mãos, a marcada fechou os olhos e contou até três dentro da própria cabeça.

Sem coragem para encarar o aliado, murmurou:

— O fim da seleção está próximo. — As palavras dela, mais uma vez desviando da resposta desejada, fizeram o cenho do rapaz franzir. — Para alcançarmos o caminho da vitória, precisei encontrar com certo alguém.

— Quem? — Norman não arredava o pé da pressão nos questionamentos.

No entanto, dessa vez, ela não sentiu necessidade em esconder deles.

— O marcado que sequestrou Bianca, no shopping. Ele estava com outro companheiro que possui um poder de Pirocinese. — Todos, exceto o cacheado, reagiram boquiabertos; inclusive a Marcada de Acrux, que os bisbilhotava escondida no quarto. — Eu tive que confirmar. E consegui... eu consegui encontrar uma forma de terminar essa seleção. Então...

— Me responda outra coisa, Layla. — A interrompeu de novo. — Você realmente quer fazer com isso?

Ela estreitou os olhos.

Indícios de nervosismo surgiram em sua face contorcida.

— O que... quer dizer com isso?

— Se a gente continuar nisso, ‘cê sabe muito bem como vai terminar, não é? — Ele tomou mais um gole de seu café e, em seguida, pôs as cartas na mesa. — Quando a gente alcançar esse “caminho” que disse ter achado... o que vai acontecer entre nós?

Tanto Helen quanto Bianca deixaram as bebidas de lado, a fim de prestarem completa atenção nas palavras proferidas pelo rapaz.

Que assim prosseguiu:

— Você sabe muito bem que não vou deixar que mate Bianca. Se fosse possível, ninguém deveria morrer, por minha conta, mas... o que você vai fazer, Layla? Por acaso pretende se livrar de nós? — Ergueu o queixo, demonstrando que não permitiria enrolações por parte dela. — Sabe, desde o começo eu tenho pensado nisso, mas nunca me dei conta de perguntar.  

Ao apertar o pires que portava, o garoto também demonstrava a incapacidade em esconder a ansiedade.

Ao mesmo tempo que desejava saber a verdade, tinha medo de qualquer retruca oferecida pela companheira.

O silêncio voltou a tomar conta do recinto, onde os ruídos provenientes das chamas ganhavam destaque.

A garota possuía uma autocrítica bastante centrada, ainda mais naquele instante.

Estava ciente de que não poderia mais esconder as coisas do parceiro, afinal possuía confiança sem igual para com ele.

Talvez a presença das meninas a atrapalhasse, já que normalmente iria desejar dar a resposta quando estivessem a sós.

Subindo o olhar em sua direção, o fez perceber esse desejo, o bastante para findar boa parte do clima pesado instituído sobre a sala fechada.

Com a redução da hostilidade nas vistas dele, enfim se pronunciou:

— Eu não pretendo matar... nenhum de vocês. — Nenhum sinal de mentira foi pressentido naquele tom de voz soturno. — Ainda quero que vivam bastante... por serem tão importantes para mim.

— Maninha...

— De fato, meu plano inicial era me livrar dos marcados que se opusessem a nós. No fim, quando derrotássemos todos... eu pediria que você renegasse a seus direitos como um. — O olhar melancólico ganhou traços de seriedade. — Eu não deixaria que perdesse algo seu por conta disso. Quando me tornasse Rainha, me certificaria de protegê-lo disto. Assim como ela, que veio conosco depois.

Olhou para Bianca, que a observava com os olhos bem abertos e os lábios levemente separados.

— Quando eu me tornar Rainha, eu quero que vocês se tornem pessoas normais de novo. Quero que vivam... vidas felizes e seguras por quanto tempo for...

O clima pesado amenizou um pouco com aquela resposta enfática, visto que Norman não conseguiu pescar qualquer traço de dissimulação.

Nem mesmo a Marcada de Deneb, sua “fonte mais confiável” para analisá-la ali.

Ao encará-la, o garoto recebeu um aceno positivo da pequena, tendo sua última confirmação.

— Por isso, daqui a três dias, decidiremos isto de uma vez por todas... — Layla mudou o tom de voz para um mais sisudo. — Eles já sabem. O último alinhamento será na grande cachoeira.

Quanto ao nome da localidade proferida pela companheira, Norman não apresentou qualquer questionamento.

Com os assuntos encerrados, ele terminou de tomar sua xícara de café e se levantou do assento acolchoado.

— Então ‘tá certo. — Deu meia-volta e, sem mais olhar para ela, afirmou: — Nós vamos... terminar isso.

Sem novas palavras, deixou o recipiente de cerâmica na pia da cozinha e dirigiu-se até o templo no lado de fora, deixando as garotas solitárias no recinto.

Layla permaneceu quieta, os olhos escuros encaravam o restante da bebida em suas mãos.

Quando a noite do primeiro dia antes do último alinhameto chegou, as nuvens carregadas se dissiparam, permitindo às estrelas voltarem a cintilar sob o céu noturno.

Conforme todas as meninas dormiam — Bianca dividia a cama com Judith, Helen usava o sofá e Beatrice um colchão improvisado no chão —, Norman vigiava a entrada destruída da igreja.

Envolvido pelo constante silêncio, reconheceu o rangido da porta ao lado do altar em questão de segundos.

Virou o rosto pela metade, a fim de observar com o canto dos olhos fundos.

Por meio de passos lentos, a Marcada de Vega surgiu com um pires que portava a vela acesa, responsável por guiá-la pela escuridão local.

Pôde fitar o mesmo vestido levemente transparente de duas alças sobre os ombros, que caía até a altura dos joelhos.

Por estar sentado em um dos degraus da passagem inicial, foi encarado de cima quando ela se aproximou e interrompeu o avanço já a alguns metros de onde estava.

— Posso me sentar ao seu lado? — indagou com a voz baixinha.

— Claro...

No momento que o rapaz voltou a virar o rosto na direção do firmamento, Layla projetou um tênue sorriso e assim o fez.

Repousou o prato com a iluminação ao lado e, com as duas mãos, ajeitou a barra inferior do vestido no intuito de se sentar.

Bem próximos, mantiveram o silêncio durante alguns segundos, como se buscassem se habituar a presença um do outro.

Feliz por ter a chance de fitar os pontos pulsantes na abóbada obscura mais uma vez, a marcada resolveu quebrar o gelo.

— Obrigada por entender, mais cedo... e me desculpe, novamente, por ter deixado vocês sozinhos daquela forma. — Ela flexionou as pernas e levou os braços a envolvê-las. — Eu realmente não sabia o que fazer. Eu fiquei confusa e comecei a não querer mais envolver vocês. Mas no fim das contas, acabei por trazer problemas da mesma maneira.

— Isso já é passado. Eu só queria entender o motivo de ter feito isso. — O rapaz tomou um pouco de ar antes de prosseguir. — Aquela loira apareceu de novo e falou comigo. Ela disse pra nós que “estamos fazendo tudo do jeito errado”, mas comigo, disse que é diferente.  

Às palavras ditas por ele, a marcada apertou o abraço sobre os joelhos, como se segurasse alguma reação corporal.

As sobrancelhas estreitaram à medida que as vistas entrefecharam.

— Quando eu encontrei com aqueles dois — ele continuou —, eu senti a mesma coisa que sinto quando estou perto de você. Por isso, eu estava me perguntando se eles teriam alguma ligação contigo. Seja familiar ou coisa parecida...

— Me desculpe. — A resposta dela veio imediata, como se o interrompesse no ato da indagação. — Eu prometo que vou lhe contar tudo quando isso acabar. Peço que confie em mim...  

Você confia em mim, Layla?

Direto na rebatida pelo pedido da marcada, Norman não deixou de encarar o espaço pontilhado.

O rosto dela, um tanto boquiaberto, girou em sua direção. O fitou sem proferir qualquer retruca, tempo suficiente para que chamasse sua atenção aos olhos dela.

Não podia escapar da sensação de ter sua alma penetrada por aqueles globos azul-escuros.

O coração sempre batia mais forte, a adrenalina produzida se espalhava por todo o corpo.

O calor a subir pelo peito rivalizava com a aura fria irradiada pela presença diferenciada, responsável por acompanhá-lo desde o dia em que perdeu tudo para o destino.

Diferente da origem da parceria, onde somente experimentava aquela influência como algo capaz de lhe despertar inquietação, agora reconhecia a convicção estampada em sua face.

Sequer precisava o responder.

Mas de qualquer maneira, o fez:

— Você é a pessoa em quem eu mais confio e já confiei em toda minha vida.

Norman foi dominado por um misto de sentimentos os quais não conseguia decifrar.

Era ansiedade misturada a medo, que se unia a uma vontade lancinante de tê-la em seus braços naquele exato ápice.

Conduzido por essa combinação arrepiante, notou o próprio corpo ganhando proximidade com o da garota.

Ele já tinha passado por essa experiência afeiçoada algumas vezes, mas nessa não optou pela interrupção pessoal.

Manteve-se em frente, tão resoluto quanto incrédulo.

A surpresa veio do outro lado; a Marcada de Vega aparentava a execução do mesmo deslocamento.

Durante aquele período, congelado na ampulheta do tempo, seus lábios entraram em contato.

Tudo se apagou.

O cenário dos sonhos antigos retornou, mostrando a ele a planície vazia, onde podia ser visto apenas o mar infinito adiante.

A brisa gelada fazia o solo relvado dançar, assim como os fios brancos da figura paralisada na direção da lua.

Conforme se aproximava da extensão inalcançável, esticava sua mão em busca de mantê-la ali.

Era impossível.

Após a almejada desaparecer, envolvida pelos gritos do homem responsáveis por entoar suas promessas, de que esperaria seu retorno para todo sempre... a ordem da pintura foi alterada.

Uma menina, sentada na beirada de uma grande falésia encarava o céu estrelado ao passo que lágrimas escorriam sobre o rosto.

Ao escutar a grama ser pisada de forma consecutiva, olhou para trás até contemplar a aproximação de um garoto.

O sorriso dele, de orelha a orelha, a contagiou tanto que foi capaz de fazê-la sentir um arrepio na espinha.

A lua está tão linda...

Assim como naquele instante, juntou-se a ela no local em que repousava.

Posso lhe fazer companhia, princesa?

Abismada diante daquele pedido, ela não soube dizer qualquer outra coisa além de acenar com a cabeça, para cima e para baixo.

Ao voltar os olhos na direção do horizonte superior, permitiu-se a abrir um sorriso em meio ao pranto copioso.

Um sorriso de felicidade... e esperança...

— Não!

Layla afastou o garoto com a mão esquerda após algum tempo envolvida no momento.

Ofegante, desviou a atenção do rosto enrubescido dele, que aparentava carregar seu mesmo desconforto pelas sobrancelhas arregaladas e a respiração.

Embora no calor do momento, ele não quis perguntar o motivo da abrupta interrupção.

Afinal em suas memórias, as mesmas cenas haviam corrido semelhantes a um flash branco.

Levou uma das palmas à cabeça. Buscava por explicações para aquilo.

— Me desculpa... — A jovem alva voltou a murmurar, o punho cerrado sobre o peito. — Eu não deveria fazer isso de novo...

Sem pestanejar, ela apanhou o pires com a vela e se levantou.

— Obrigada pela companhia. Boa noite...

O olhou de canto, o gracioso sorriso um pouco forçado deixou o marcado sem qualquer reação.

Em aceitação ao silêncio por parte dele, ajeitou a parte inferior do vestido e caminhou pelo tapete vermelho central do templo, em retorno aos cômodos pessoais da grande freira.

Novamente solitário, Norman levou os dedos a tocarem seu lábio inferior.

Ainda sentia o beijo trocado com a garota, a resposta definitiva às emoções incertas reunidas em seu peito.

No entanto acima daquela estranheza, podia enxergar com clareza o retorno das cenas compartilhadas.

Enquanto pensava nisso, percebeu a queda da luz.

Virou o rosto ao céu, onde contemplava a lua crescente irrompendo as nuvens carregadas.

De um local diferenciado, um vale onde circulava um rio proveniente de uma queda d’água enorme a alguns quilômetros, loira também era envolvida pela iluminação celeste.

Dominada por um sorriso animado no rosto pálido, caminhou pelo canal a passos curtos.

Depois de perder alguns minutos até alcançar o local de destino, alargou a expressão radiante.

O som intenso da água que caía pela cachoeira tomava conta de todo o recinto.

— Finalmente te achei, maldita!!

Ao escutar a voz efusiva do jovem no topo do desnível acentuado, levantou o olhar com curiosidade, apesar de já conhecer o dono dela.

O rapaz de topete, cheio de piercings nas orelhas, a encarava daquela posição com as sobrancelhas franzidas.

Os dentes rangiam em puro enraivecimento.

— Você me seguiu até aqui, Lucas Smith!? — Contorceu as sobrancelhas e o sorriso arteiro. — Percebo agora que seu sobrenome realmente faz jus a seu Áster como o escolhido da Alfa do Centauro, não acha!?

— Não vem com esse sarcasmo enigmático, desgraça! — Ele saltou do local, revestiu braços e pernas com metal e pousou com violência sobre o solo. — Você teve a audácia de me usar só pra chegar naquele moleque! Eu iria acabar com ele da melhor forma e você me atrapalhou!

Stella, nada impressionada com a chegada impactante do rapaz, moveu a mão a fim de afastar um pouco da camada de fumaça liberada pela colisão.

— Vocês só ficam pensando em matar e matar. Isso faz mal para o coração, sabia? — Ergueu o indicador antes que ele rebatesse. — Não se preocupe muito com isso. Eu ter passado informações falsas para que convencesse aquela menina a encontrar o Pastor contigo, foi somente um capricho a favor dos acontecimentos futuros.

— É o que...!?

As veias saltaram nas testas dele, a cada nova descoberta tinha mais vontade de surrar a cara da garota.

— Eu realmente desejaria que nem ele e nem você participasse do confronto de daqui a três dias, mas creio que será inevitável. — Ela se aproximou de seu lado esquerdo num piscar, pegou seu braço e passou uma rasteira que o fez ser derrubado no chão. — O destino deste universo estará em jogo, sabe? Não estou disposta a vivenciar um fim prematuro.

Assolado pelo tom de voz ameaçador da garota, Lucas simplesmente ficou deitado, sem executar qualquer ação em resposta ao golpe sofrido.

Ele mal pôde enxergar o deslocamento dela, somente experimentou um choque se espalhar pelo corpo ao colidir com as costas no relevo rochoso.

Por um instante, o cérebro gritou a ele que não teria chances num confronto casual contra a marcada.

Porém, foi só um instante.

Ao se dar conta da posição na qual se encontrava, virou o torso em alta velocidade na busca pela presença adversária.

Ela não se encontrava mais ali.

Ainda perplexo pela sequência avassaladora que sofreu em poucos segundos, o Marcado de Rigil Kentaurus socou o chão através do punho revestido em aço.

— Eu vou acabar com vocês — rezingou entre os dentes. — Com todos vocês!...

Causou uma nova destruição responsável por espalhar rachaduras enormes por todos os lados.

Enquanto isso, Stella já tinha se afastado da cachoeira.

O caminho em meio à floresta, recheada de neve, era traçado pelos passos leves da garota, que balançava as mechas frontais característica do longo cabelo dourado.

— Espero ansiosa por poder derrotá-la de uma vez por todas...

Um flash rápido de memórias a preencheu, onde também remetia a uma área florestal, porém sem as condições climáticas do inverno.

Diante dela, a garota de cabelo branco jazia incrédula, como se tivesse encontrado um fantasma...

Princesa...

Ao murmurar o termo sobre o vazio, estreitou os olhos de íris azul-escuro.

Desapareceu em meio à branquidão, parcialmente iluminada pelo satélite natural que se esgueirava contra o clima nublado.

Opa, tudo bem? Muito obrigado por dar uma chance À Voz das Estrelas, espero que curta a leitura e a história!

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