A Saga de Hyan Fayfher Brasileira

Autor(a): A. F. Willians


Volume 1

Capítulo 54: Os Talismãs Mágicos

 

 

 

— Hmm… Você não vai ensinar a outra técnica de combate aos cavaleiros? — indagou Lytian, enquanto caminhávamos até o salão de tesouros, estando na companhia de Celine, deixando Elise treinando com os cavaleiros.

— Não. A Técnica de Combate – Guerreira da Esperança Escarlate, é uma técnica de alto nível. A sua preciosidade não perde em nada para a Técnica Secreta – Essência do Corpo Sanguinário. Portanto, estou escolhendo sabiamente para quem vou ensinar.

— Além disso, treinar em tais técnicas requer recursos preciosos, não é algo que podemos conseguir com facilidade, então qual é o objetivo de lhes dar algo precioso ao qual não podem usufruir? Meu objetivo desde o começo era somente ensinar você e Elise, não abrirei exceções no momento — expliquei.

— Sem mencionar que a Técnica de Combate – Guerreiro Frenético, não é ruim. E por mais que tenha destacado sua habilidade. A verdade é que sua habilidade não é realmente tão praticável apesar de sua força. Afinal, perder a mente em meio a um confronto é simplesmente se levar a destruição, mas ainda pode ser considerado um trunfo em tempos de desespero.

— O meu real objetivo era sua técnica de combate, que apesar de não ser das mais fortes e requintadas, ainda é algo que foi elaborado com base em um fundamento adequado da energia interna. — Suspirei, sentindo-me cansado.

— Pense a respeito, como poderia dizer a esses cavaleiros veteranos que suas técnicas de combate refinadas ao longo dos anos simplesmente não têm qualquer valor? Pisar dessa forma em seus orgulhos não traria os resultados que desejo; portanto, fiz o que juguei mais prático — declarei.

— Suspiro. Não tenho nada a dizer sobre suas escolhas. Honestamente, o que presenciei basta para abster-me de quaisquer conselhos — falou Lytian, dando evasão a surpresa e o choque em seu coração.

— Agora, mudando de assunto. Quem é essa mulher? Sinto uma sensação desconfortável e estranha emanando do seu corpo — indagou Lytian, observando cautelosamente Celine.

— Bem… Celine está a poucos dias em minha companhia. O que posso dizer é que ela tem algumas habilidades decentes em arquearia, e como detentora da energia sombria, tem um potencial infindável como assassina — expliquei indiferentemente.

Passos! Parada!!

Olhando para os meus olhos, poderia ver a confusão e a desconfiança profundamente camuflado nas pupilas de meu pai. Seja dito a verdade, Lytian se sentia desconfortável estando na presença de alguém que compartilhava uma das diversas afinidades relacionadas as trevas.

Ainda mais quando era de conhecimento comum que tais indivíduos tinham mais facilidade em se perder no caminho da degradação. E por mais que seu filho tivesse métodos que garantissem sua lealdade e segurança, ainda era algo difícil de aceitar.

— Hyan, não vou mentir, me sinto desconfortável com sua presença. Esses seres são traiçoeiros, podem facilmente descartar seus benfeitores em proveito próprio, além de sucumbirem mais facilmente as tentações do mundo… — proclamou Lytian diretamente.

Suspirando, ouvindo suas palavras de alerta enquanto ignorava a cabeça cabisbaixa de Celine, que mordia seus lábios em depreciação própria. Fechei brevemente os meus olhos, quando expressei:

— Pai, ela foi uma escrava durante quase sua vida inteira. Além disso, foi a primeira escrava ao qual libertei — falei, vendo seu olhar mudar abruptamente, voltando rapidamente para sua expressão habitual.

— Suspiro. Hyan, ela não é você. Assim como teve seus demônios internos, você desconhece o que cresceu e se desenvolveu em seu coração; portanto, tenha cuidado — comentou Lytian, observando a expressão indiferente de seu filho.

Quanto a Celine, que silenciosamente escutava os comentários impetuosos em sua direção. Ao ouvir suas últimas palavras, apesar da confusão e a dúvida, algo brilhou estranhamente em seus olhos, quando ela observou as costas do homem que era apenas alguns anos mais novo que si mesma.

— Tudo bem, não vamos continuar, é desagradável. Que tal eu explicar todos os talismãs mágicos em criação? — perguntei, vendo a expressão derrotada de meu pai.

— Tudo bem. Estou curioso para esse desenvolvimento — Suspirou Lytian, mostrando um sorriso calmo.

— Hehe! Tenho certeza que você ficara surpreendido. Primeiramente, os talismãs mágicos são divididos em três grupos. Os talismãs brancos, os talismãs pretos e os talismãs místicos…

— Os talismãs brancos são originalmente focados em ataque e defesa; como também são a nossa principal fonte de renda, desde que são mais fáceis de serem manuseados.

— E assim como viu anteriormente, os talismãs de ataque são: Talismã da Chama Flamejante, Talismã do Fragmento Congelante e Talismã do Relâmpago Sibilante. Todos os três podem ser combinados com uma arma ou flecha, trazendo grandes ganhos para o seu usuário.

— Quanto ao Talismã da Tartaruga Negra, apesar de não poder ser combinado com uma arma ou armadura, seu uso se distingue em duas utilizações.

— A primeira é envolver o usuário por completo, fornecendo uma defesa multidirecional. Quanto ao segundo, é como utilizei anteriormente, o materializando em um local especifico, detendo uma maior defensividade, desde que sua energia é concentrada em um único ponto.

— Quanto aos talismãs pretos, apesar de seus efeitos únicos, são mais utilizados na criação de artefatos mágicos, e seus usos são mais centralizados em restrições, sigilos e maldições. O Talismã da Presença Oculta foi o único que usei durante o duelo.

— O seu uso se resume a criar uma ilusão no entorno do usuário, tornando-o a passar despercebido. Contudo, pessoas com grandes capacidades perceptivas ainda sentiram sua presença, apesar de não conseguirem apontar com precisão sua localização.

— O Talismã da Detecção Constante por outro lado, é uma proposta oposta, ajudando o usuário a sentir seu entorno com mais facilidade. O seu foco principal é ajudar aventureiros a estarem mais cientes e preparados para o seu entorno, tendo em vista a evitar casualidades.

— Quanto ao Talismã do Selo das Trevas, assim como seu nome sugere, serve para aprisionar outros cultivadores, rompendo o fluxo de energia dentro de seus corpos, algo muito semelhante a maldições, tornando-os totalmente indefesos, algo que não seria diferente de um não-praticante.

— E por último, mas não menos importante, temos o Talismã do Covil das Sombras. Esse talismã cria um espaço especial nas sombras, podendo ocultar uma pessoa quase com perfeição, mas impedindo-a de se mover devido ao seu complexo estado elementar.

— Na verdade, esse talismã foi criado com o principal objetivo de criar passagens pelo Mundo das Sombras, sendo a base fundamental para a criação de portais de deslocamento — expliquei, vendo a surpresa escancarada dos presentes.

— Hehe! Impressionante, não é mesmo? Porém, os talismãs místicos são ainda mais impressionantes.

— A sua categoria é um pouco difícil de determinar. Mas em geral, sua serventia é ser usado como recurso precioso na montagem de Matrizes Arcanas — disse, orgulhosamente.

— O primeiro talismã é conhecido como, Talismã da Convergência Mágica. O seu foco principal é convergir e concentrar a energia ambiental em determinadas áreas…

— Um exemplo simples seria a criação de salas de cultivação, podendo aumentar a concentração da energia ambiente, promovendo assim a velocidade de cultivação, como o tratamento de ferimentos internos, assim como ajudando a superar gargalos no cultivo.

— Bem, pretendo criar diversas salas de cultivação no castelo, é algo essencial se nossa família quiser crescer fortemente — argumentei, não percebendo meu pai cerrando fortemente seus punhos.

— O segundo talismã é conhecido como, Talismã da Ressonância Espacial. E seu uso é bastante complicado, mas descrevendo de maneira simples, a sua função é criar uma onda sonora intangível; e são a base para a criação de muitos artefatos e instrumentos mágicos de comunicação.

— E por último, o Talismã da Essência Interrupta. O seu uso é o mais complicado de todos, podendo quebrar a harmonia existente no próprio fluxo da energia natural. Desta forma, matrizes mais avançadas podem controlar determinados espaços, criando assim o que chamamos de domínios artificiais.

— Enfim. Esses são os onze talismãs mágicos disponíveis atualmente com os nossos recursos, mas acredito que é uma base mais que adequada para progredirmos consideravelmente em nossos avanços — expliquei satisfatoriamente, apreciando suas expressões.

Assim, chegando finalmente no corredor pertencente ao salão dos tesouros, olhei para o meu pai, que entendeu minha ansiedade e intenções.

E encerrando nossa conversa, nosso grupo parou em frente aos cavaleiros em guarda na entrada do salão, quando meu pai deu a ordem para abri-lo.

Desta forma, vendo os portões pesados do salão de tesouros aberto, indiquei que Celine nos seguisse, quando nos três adentramos seus domínios.

— Hyan. Afinal, quais são suas intenções com essa mulher… — perguntou Lytian de repente, vendo como seu filho era totalmente despreocupado ao demonstrar os tesouros da família.

— Hmm… como posso dizer… se Elise é meu braço direito, então desejo que Celine seja meu braço esquerdo.

— E por mais que Elise seja destacada e determinada em muitos aspectos, sua personalidade não é adequada para frequentar certos lugares — esclareci.

— Como lhe contei, terei que presenciar muitas coisas desagradáveis, coisas ao quais pessoas normais não conseguiriam lidar com sua visão de mundo; portanto, a presença de Celine seria fundamental nesses momentos.

— Além disso, como alguém já habituada a esse habitat horrível, mesmo que seja algo desagradável de se dizer… Celine pode agir adequadamente nesses locais, sem ter suas emoções afetando seu julgamento, como ela tem uma visão completa da verdadeira realidade do submundo — expliquei com certa amargura.

— Mestre, eu… — murmurou Celine inconscientemente, sentindo uma miríade de emoções ao escutar minha declaração. Entretanto, sua expressão mudou abruptamente, quando ficou um pouco envergonhada ao ver meu olhar desaprovador.

— Não me chame de “Mestre”. Você não é mais uma escrava, e não pretendo nem hoje, nem no futuro que você volte a ser uma… sua vida está literalmente em suas mãos.

— Eu sou somente o seu companheiro agora, basta me chamar pelo meu nome, igual aos mais próximos a mim — expliquei, repreendendo-a sutilmente, quando sorri ao ver sua compreensão.

— Enfim. Vamos nos apressar, parece que alguém mal-humorado já percebeu nossa presença —declarei, vendo meu pai mudar de expressão.

Porém, ignorando-o, desinteressado por seus pensamentos. Seguimos em frente, quando passamos consequentemente pelos tesouros; chegando finalmente onde mais ansiava, onde vislumbrei o meu maior desejo.

E aquele corpo imenso, com seus picos metálicos, pulsando em veias avermelhadas… Somente de vislumbra-lo por um momento era o suficiente para fazer meu coração de artesão pulsar violentamente.

E sem perder tempo, colocando-o dentro do meu saco de moedas, Sharky. Mesmo o pequeno danado estava feliz por engolir tal precioso tesouro, mudando até mesmo sua disposição, quando mudou sutilmente de posição, se reconfortando assim em minha cintura.

E não acabou por aí. Aproveitando que essa visita não tinha quaisquer restrições, não pensei duas vezes; e sem me conter, sai pegando tudo o que era de meu interesse, inclusive outros cadáveres de bestas monstruosas.

Afinal, mesmo que sua qualidade fosse inferior por terem sido armazenados incorretamente, tudo seria devidamente aproveitado. E percebendo que meu pai não tinha nada a dizer, fiquei bastante satisfeito.

Enfim, satisfeito. Agora, tudo o que restava era convencer o velho mago a ajudar na preparação do material, então poderia finalmente refinar minha primeira Arma Arcana.

— Pai. Leve-nos até Sheridan. — Solicitei, vendo o seu olhar complexo.

— Você já estava ciente da passagem secreta nesse salão? — perguntou Lytian finalmente.

— Não necessariamente. O velho mago não está fazendo qualquer esforço para se esconder.

— Além disso, desde que alcancei o estágio da Fundação Integra, no Reino do Despertar. A minha percepção ficou muito mais aguçada que antigamente — expliquei, dando de ombros diante sua expressão perplexa.

Suspirando, desconcertado com a atitude de seu filho, Lytian indicou o caminho. Quando a passagem secreta rapidamente se revelou, tendo o nosso grupo descendo vagarosamente as escadas para o subterrâneo.

Contudo….

— Hã…?! — Assim que chegamos ao laboratório do velho homem, meus olhos se arregalaram.

— Velhote!! Qual é o significado disso?!! — indaguei aborrecidamente, vendo diversos talismãs mágicos sob a sua mesa. Estava claro que Sheridan tinha invadido a unidade mágica, pegando talismãs mágicos sem a minha permissão.

— Hmpf! Eu fiz diversas tarefas para você ultimamente. Qual é o sentido da sua insatisfação desde que somente peguei algumas dúzias? — Rosnou o velho, sem se quer olhar em meu rosto.

— Tsk! Eu pensei que o Anel de Armazenamento Espiritual que tinha prometido valia alguma coisa? Fique sabendo que muitos cultivadores teriam seus olhos brilhando intensamente por um artefato desse… — Argumentei, suspirando com sua disposição teimosa.

— Bah! Esse artefato é o mínimo que você deveria fornecer a esse velho. Agora, se não tem nada para fazer, não me atrapalhe! Estou em uma importante pesquisa, não tenho tempo a perder com bobagens. — Bufou Sheridan, indicando com a mão que deveríamos sair.

— É assim? Bom. Tudo bem, que pena. Eu tinha algo importante a discutir… — falei calmamente, indicando para meu pai e Celine que deveríamos retornar.

— Espere! O que é isso? Você não está tentando simplesmente enganar esse velho, certo? Estou cansado de suas tarefas, esse Grande Mago não é um garoto de recados! — declarou Sheridan, deixando sua pesquisa; quando me encarou intensamente.

— Oh! Falando desse jeito faz parecer que estou somente se aproveitando da boa vontade do idoso. Contudo, você sabe que esse realmente não é o caso. Eu considero o Ancião como alguém da minha própria família — declarei, vendo-o bufar descaradamente.

— Você pode não acreditar. Mas… eu estava somente esperando descobrir sobre a disposição do idoso para lhe contar algo muito importante — proclamei, vendo seus olhos desconfiados.

— Na verdade, em um “túmulo”, acabei por encontrar um pergaminho escrito à mão em uma pele de animal. Olhando mais de perto, se tratava de uma Técnica de Controle Interno… — relatei vagarosamente.

— Garoto! Cessar com suas artimanhas! Esse velho não tem interesse em uma Técnica de Controle Interno, ou você me coloca no mesmo grupo que esses seres inferiores? — Rosnou Sheridan, olhando friamente para o meu partido.

— Saiba que se não tivesse uma Técnica de Controle Interna adequada, como mago, não poderia usar meus feitiços básicos sem quaisquer encantamentos. — Bufou orgulhosamente Sheridan, não se importando com as expressões de Lytian e Celine.

— Você tem razão, velho. Essa Técnica de Controle Interno – Relâmpago Escarlate, realmente não é nada demais. Se não me engano, no pergaminho, relatava a intenção de um mago em alcançar a capacidade de se tornar a própria definição de um desastre natural…

— Como escrito, o mago relatou que após anos de pesquisa, falhando inutilmente em tentar dominar e harmonizar os cinco elementos em seu corpo; chegou à conclusão de ser impossível essa façanha, pelo menos, por métodos ortodoxos.

— Assim, gastando metade de uma vida para finalmente encontrar o seu caminho. O mago descobriu sobre a existência de elementos secundários…

— E transformando seu próprio fogo em raios, seu objetivo posteriormente foi encontrar uma forma de controlar o vento; e a partir daí, unindo os três elementos, se concentrar em controlar a própria capacidade de criar terríveis tempestades.

— Enfim. Acho que falei demais, como você mesmo disse… essa técnica de controle interno não é nada demais para um Grande Mago.

— Desculpe. O meu grupo não irá mais atrapalha-lo — comentei indiferentemente, indicando para o meu partido que estávamos saindo, ignorando seu rosto em um vermelho extenuante, tendo sua barba tremendo.

— Garoto! Espera! Não seja assim! Na verdade, esse velho está bastante desocupado. Acredito que você deve precisar da experiência desse mais velho, certo? — indagou Sheridan com urgência, se teletransportando para minha frente.

— Hã?! Não! Logicamente não! Como poderia incomodar o meu Ancião? Claramente meus afazeres não são importantes, suas coisas certamente devem ter prioridade. Não se preocupe, encontrarei alguém para me ajudar — disse com indiferença, sacudindo meus ombros.

— Espera! Você não disse anteriormente que considerava esse Ancião como parte da sua própria família? Certamente considero o mesmo, devemos nos ajudar mutuamente, não diga sobre algumas tarefas, cheguei até mesmo a salvar sua vida. — Lembrou Sheridan, olhando-me apaixonadamente.

— Hã!!! Como? Se não estou enganado, lembro que salvou minha vida devido a um débito que tivera com meu pai. Na verdade, ainda tenho algumas dores persistentes daquele dia, sabe? — Bufei, olhando-o com grande descontentamento.

— Garoto! Precisa mesmo levar tudo ao coração? Ou vai dizer que esse Ancião nunca lhe foi útil? — Reclamou Sheridan, olhando-me desagradavelmente.

— Suspiro. Tudo bem. Vamos discutir os termos, como você está bastante ciente da minha situação, em alguns meses irei causar um “pequeno” derramamento de sangue. Portanto, a força da minha Família Fayfher irá inevitavelmente decair…

— Essa situação pode instigar outras famílias nobres a causarem problemas, ainda mais quando novos empreendimentos inovadores estão sendo criados constantemente dentro do nosso território — expliquei, tendo sua atenção.

— O que desejo é bem simples. Seja um Ancião Convidado em minha Família Fayfher, desta forma iremos nos ajudar e proteger mutuamente, como demonstrarei abertamente os progressos acontecendo dentro desse território.

— Claro, tudo que peço é que faça um Contrato de Sangue, jurando que jamais revelara nossos segredos a estranhos — declarei diretamente, observando sua expressão serena.

— É somente isso que deseja? — perguntou Sheridan calmamente.

— Bom. O que eu poderia pedir mais? — perguntei sarcasticamente.

— Hmpf! Ambos sabemos que essa técnica de controle interno vale muito mais que isso. Mesmo que pedisse algo totalmente ultrajante não ficaria surpreso — falou Sheridan, alisando sua barba.

— Eu sou esse tipo de pessoa? Além disso, qual é o sentido de ter várias técnicas se não tenho indivíduos talentosos para utilizá-las? Ambos sabemos, se quisermos vivermos em paz, temos que nos preparar para a guerra. Somente a força pode trazer a paz que desejamos — declarei convictamente, observando sua expressão serena.

Desta forma, sem dizer mais palavras, tirei o recipiente com essência arcana do Sharky, quando comecei a escrever as runas arcanas. E diante as expressões aturdida dos presentes, as runas se uniram para formar um pergaminho vermelho contendo letras douradas.

— O Contrato de Sangue está feito. Agora, basta confirmar os termos, caso aceite, derrame uma gota de sangue sobre o mesmo — expliquei, indicando o pergaminho.

Assim, tirando seu tempo para analisa-lo cuidadosamente. Sheridan cortou um pouco a ponta do seu dedo, quando derramou seu sangue sobre o pergaminho, que imediatamente se tornou um aglomerado de sangue, se dividindo em duas partes, se fundindo em nossos corpos.

— Então… a partir de hoje, posso me considerar um membro direto da Família Fayfher? — murmurou Sheridan estranhamente.

— De fato. O idoso agora ocupa um cargo de Ancião em nossa família, estaremos aos seus cuidados no futuro — declarei satisfatoriamente, vendo seu sorriso forçado.

Enfim, sem a necessidade de mais palavras, voltei a escrever as runas arcanas, mas dessa vez era com o intuito de transmitir meus conhecimentos. Mas Lytian, que rapidamente percebeu minhas intenções, demonstrou uma expressão conflituosa.

Afinal, apesar da eficácia dessa técnica, seus efeitos eram um pouco bárbaros em sua opinião, causando uma dor bastante desagradável, ao qual estava preocupado com a reação desconhecida do idoso.

Porém, diferente do esperado, Sheridan somente demonstrou uma expressão de admiração, quando não sentiu absolutamente nada ao receber as informações transmitidas por seu filho.

— Impressionante. Os seus métodos realmente não param de me impressionar, Garoto. Se eu pudesse reproduzir sua técnica a partir dos encantamentos mágicos, tenho certeza que ganharia uma grande notoriedade dentro da comunidade dos magos. — Elogiou Sheridan, enquanto massageava sutilmente suas têmporas, organizando os seus pensamentos.

— Hehe! Você está livre para tentar. Apesar dos encantamentos mágicos estarem atualmente em alta no domínio humano, seus conceitos ainda são muito instáveis, é somente uma parcela do que se pode alcançar com os meus encantamentos arcanos — declarei abertamente, vendo Sheridan bufar; mas sem conseguir contradizer as minhas palavras.

— Você… você realmente não sentiu nenhuma dor ao receber tanto conhecimento…? — interrompeu Lytian, descrente na expressão confortável do velho mago.

— Haha! Não se preocupe, pai. Sheridan é um mago experiente, como tal, magos precisam usar sua consciência para elaborar suas fórmulas mágicas.

— Em resumo, isso consome e sobrecarrega sua mente, principalmente quando se trata da interação direta com a energia ambiente; portanto, está acostumado a sobrecarregar sua consciência com diversas informações.

— Assim, algo tão simples não causaria qualquer tipo de efeito colateral. Na verdade, não é errado dizer que os magos tem uma consciência muito mais poderosa que os outros cultivadores; tudo isso devido ao seu próprio processo de crescimento — expliquei.

— Certo, chega dessa conversa. Garoto, acredito que temos coisas mais importantes a serem feitas, não?

— Ou vai dizer que pretende conceder um tempo de paz a esse velho homem, dando-me tempo suficiente para pesquisar esse precioso conhecimento para o conteúdo do meu coração? — perguntou Sheridan, dando-me um sorriso particularmente estranho.

— Hmpf! Acredito que se o deixasse um pouco em paz, você provavelmente desapareceria. Não estou correto, Sheridan? — Bufei, olhando-o desconfiadamente.

— No entanto, para sua alegria, ainda preciso fazer alguns preparativos, e não posso iniciar imediatamente o processo de forjamento da minha Arma Arcana.

— Portanto, esteja avisado, iremos prosseguir com nossa obrigação em quinze dias, não se atrase! — declarei, sentindo-me desagradável ao ver seus olhos alegres, que me encaravam peculiarmente.

— Não se preocupe. Eu sou um homem de palavra. Além disso, alguma vez esse idoso deixou a desejar em algum aspecto? — Bufou Sheridan, não esperando uma resposta.

— Enfim, você deveria se sentir honrado em me ter sempre ao seu lado… — Sorriu Sheridan gentilmente, alisando sua barba, enquanto demonstrava uma estranha disposição, deixando-me desconfiado.

 

 

                      

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