A Saga de Hyan Fayfher Brasileira

Autor(a): A. F. Willians


Volume 1

Capítulo 24: O salão de tesouros

 

 

 

Andando pelos corredores do castelo, sentindo um pouco a atmosfera se tornar pesada devido ao silêncio. Chegamos respectivamente diante de dois portões enormes feitos puramente de ferro fundido, tendo assim impressionantes gravuras rúnicas por toda a sua extensão.

Surpreso, o analisando cuidadosamente, percebi rapidamente do que se tratava. Quando meu pai se adiantou, ordenando aos dois cavaleiros que vigiavam a entrada do Salão de Tesouros.

— Homens, abram a formação! — Ordenou Lytian.

— Sim! Vossa Graça! — curvando-se respeitosamente, ambos cavaleiros colocaram as mãos em determinadas gravuras, começando a convergir sua energia interna.

E diante nossos olhares, a grande entrada do salão de tesouros ganhou vida, onde as gravuras antes imóveis começaram a se mexer como se fossem engrenagens, se movendo lindamente, assim como suas cores mudavam a cada movimento, abrindo magicamente os portões.

— Então? Uma linda visão, certo? — indagou Lytian, querendo ver assim alguma expressão no rosto de seu filho.

— Admito, o criador dessa Matriz Mágica foi engenhoso, mas isso não é o suficiente para ganhar minha admiração — Bufei, quando entendi suas intenções.

— Hyan… — pediu Elise inconscientemente, percebendo que era a única que não compreendia a situação, sentindo-se um pouco constrangida diante o olhar do Conde Lytian Fayfher.

— Elise, o que você está presenciando se trata de uma grande formação, em outras palavras, pode ser considerado um conjunto mais sofisticado de encantamentos…

— Enfim, o Salão de Tesouros de nossa família tem o efeito de mudar as leis naturais dentro de uma determinada área, o que as pessoas acabam por nomear como matrizes, arranjos ou formações.

— Essa formação, por exemplo, tem a capacidade de aprimorar drasticamente sua estrutura defensiva, conseguindo assim impedir que certas habilidades especiais distorçam as regras nesse local.

— Entretanto, por mais que pareça um trabalho extraordinário… ainda detém suas falhas. Tal formação exige uma quantidade absurda de pedras primitivas para se manter ativa.

— Além disso, como se estivesse ciente desse fato, o criador utilizou da aura emanada pelos diversos tesouros em seu interior como uma fonte secundaria de energia, atendendo assim uma boa parte dessa demanda.

— Contudo, essas escolhas acabou limitando a Família Fayfher de utilizar adequadamente seus tesouros…

— Portanto, posso dizer que em contraste, se tornou uma boa área de cultivação, mas utiliza-la desta forma infligiria negativamente em todos os tesouros em seu interior. Assim, o máximo que posso dizer sobre o seu criador era que essa pessoa era bastante engenhoso — declarei, sorrindo zombeteiramente ao ver a expressão rígida de meu pai.

— Enfim… não vamos perder nosso tempo desnecessariamente, ainda tenho algumas tarefas a concluir. — Lembrei, querendo adentrar imediatamente o salão de tesouros.

— Espere, somente duas pessoas podem adentrar o salão — exclamou de repente meu pai, interrompendo assim os nossos passos.

— O seu nome é Elise, certo? Peço que espere um pouco enquanto resolvemos algumas questões. — Comandou inesperadamente Lytian. Tornando-me a franzir as sobrancelhas, mas fiquei em silêncio, entendendo parcialmente suas intenções.

Elise, decepcionada, lançou-me um olhar indagador, ao qual acenei sutilmente em consentimento, assistindo impotentemente sua decepção.

Desta forma, sem mais palavras, segui meu pai, enquanto os portões se fechavam atrás de nossas costas.

— Diga-me, Hyan. Vislumbrei mais cedo suas interações com sua mãe, você possui sentimentos afetuosos em relação a essa garota? — perguntou Lytian, tornando-me a olha-lo.

— Isso é importante? — Bufei, imaginando onde esse tipo de conversa acabaria por levar.

— Devidamente importante — respondeu Lytian imediatamente.

— Você é o meu único e legítimo herdeiro, como nobre, antes mesmo de nascer, já tem sido decidido quem será sua esposa, e isso é algo que não pode ser mudado, desde que os laços é o que mantem a nossa influência incontestável.

— Além disso, apesar de um nobre ter permissão para ter várias concubinas, isso é algo que deve ser permitido pela sua esposa.

— Afinal, algumas mulheres veem a situação como algo humilhante. Portanto, não necessariamente será algo aceito. Assim, nesse momento, acredito que esteja somente a iludindo, não é algo que vai acabar bem — esclareceu Lytian, tentando aconselhar sinceramente o seu filho.

— O suficiente. Eu não quero escutar essa porcaria… tão pouco estou disposto a seguir essas regras ridículas imposta pela sociedade nobre. — Rosnei, olhando-o desagradavelmente, enquanto ignorava totalmente os seus sentimentos.

— Na verdade, não me diga, que você, devido a esses costumes ridículos, nunca retribuiu verdadeiramente os sentimentos de minha mãe devido a essas bobagens?! — respondi, vendo suas sobrancelhas franzindo.

— Ou melhor dizendo. Para você, então sua esposa não passa de uma conveniência para manter seus laços e influência incontestáveis?! — Apontei, vendo a raiva se espalhar completamente por seu rosto.

— Você…! — Bufou Lytian, sem palavras.

— Eu o quê! Não foram suas palavras agora a pouco?! Não consegue aceitar a realidade de suas próprias palavras? — Bufei, não querendo mais adentrar em tal assunto desgastante.

— Urgh! Eu decepcionei sua mãe intensamente, e não existe justificativas para a minha atitude — expressou Lytian, sendo mais brando ao lembrar das realizações de seu filho.

— Mas, Hyan. Às vezes, nem sempre a vida condiz como desejamos, é muito mais fácil aceitar a realidade do que sofrer ilusoriamente — proclamou Lytian, suspirando ao ver a atitude de seu filho.

— Chega, não desejo falar mais sobre esse assunto. Agora, podemos pegar minha recompensa? — falei, desinteressado pela sua opinião.

— Suspiro. Tudo bem. Você pode escolher um item dentre todos esses tesouros, então nossa aposta estará concluída. — Expôs Lytian com indiferença, reprimindo seu descontentamento.

— Um item?! Eu não me lembro de ter nossa aposta limitada a um único item. — Bufei, vislumbrando sua feição descontente mudar levemente para um pequeno sorriso astuto.

— Mas também não mencionou a quantidade de itens que desejava; portanto, como governante e respectivo dono desse local, declaro que vou somente lhe permitir retirar um único item desse espaço — declarou Lytian com desdém, vendo divertidamente a indignação nos olhos de seu filho.

— Hmpf! Diga logo! O que você quer? — Vociferei, claramente indignado, ciente de suas intenções.

— Não é muito, basta me responder honestamente duas perguntas, então irei deixar que pegue os itens que deseja. Claro, os mais importantes em nosso salão de tesouros estão proibidos independentemente da ocasião. — Certificou-se Lytian, sabendo que seu filho não recusaria sua oferta.

— Tsk! Pergunte, velho safado — resmunguei, ignorando suas sobrancelhas franzidas, sem me importar com sua insatisfação.

— Hyan. Qual é sua relação com o Mestre Ferreiro? — perguntou Lytian severamente, esperando que seu filho fosse sincero.

— Hmm... Vejamos. Acredito que temos uma relação de mestre e discípulo. Qual é a segunda pergunta? Estou com pressa! — Bufei descontentemente, ignorando sua expressão aturdida.

— Mestre e discípulo?! Eu não consigo acreditar nisso! Hyan! Se esse fosse realmente o caso, então porque nunca o apresentou para a nossa família? — indagou Lytian.

— Não! Porque diabos ele se recusou a nos conhecer respectivamente? Eu pensei que fui claro com minhas exigências! — expressou Lytian exasperado, não conseguindo acreditar nas palavras de seu filho.

— Eu disse a verdade, acreditar ou não é com você. Mas se quiser, posso responder porque meu mestre tem uma estranha reação diante a nossa família. Claro, irei considerar como a sua segunda pergunta — respondi casualmente, vendo a raiva em seu rosto.

— Hmpf! Quero uma prova que realmente compartilha um elo de Mestre e Discípulo, então pensarei adequadamente em minha segunda pergunta. — Considerou Lytian, olhando desconfiadamente para seu próprio filho.

— Hehe… tão previsível. Isso é o suficiente para esclarecer suas dúvidas? — perguntei, retirando o anel interespacial.

— Além disso, por favor, o mantenha, eu tenho que pegar muitos tesouros. — Zombei, presenciando o choque em seu rosto.

Satisfeito, olhando sua impotência, sabia que meu pai não ficaria satisfeito somente com minhas palavras.

Portanto, entregando o anel interespacial era a melhor forma de convence-lo. Ainda mais, poderia utilizar da ocasião para obriga-lo a guardar os itens que pegaria no futuro, escondendo desta forma o fato de possuir atualmente energia interna.

— Isso… Suspiro. Eu não consigo compreender suas intenções… Mas também entendo que você não tem nenhuma intenção de esclarecer a situação, certo? — indagou Lytian desamparadamente.

Honestamente, Lytian percebeu que seu filho mudou consideravelmente nesses poucos meses, o deixando assim perdido, não sabendo mais como poderia aproximar o seu relacionamento, deixando-o assim um pouco deprimido.

— Sim. Agora, pergunte sua próxima questão — respondi secamente, não querendo adentrar profundamente no assunto.

— Tudo bem. Qual é o objetivo do seu Mestre vindo para a Cidade de Eydilian? — perguntou Lytian severamente, considerando essa questão a mais importante.

— Oh! Boa pergunta. O meu mestre está à procura de aliados para a guerra que está por vir… — respondi seriamente, expressando a gravidade do assunto.

— Isso… Hyan. Você compreende o significado destas palavras? — indagou Lytian severamente, quando seu coração apertou inconscientemente.

— Guerra… isso não é algo que as pessoas mencionariam levianamente. Se realmente essa for a intenção do seu mestre… então a situação é extremamente séria, mesmo formar um relacionamento colocaríamos em grave perigo…

— Pare! É exatamente por essa atitude… Urgh! Pai! Não posso dizer muito a respeito do assunto; caso contrário, tudo isso somente acabaria por piorar grandemente a situação. Mas tenha certeza, não tenho intenções de prejudicar minha própria família.

— Além disso, não sou mais a criança ao qual precisa saber sobre a crueldade do mundo.

— Independentemente de suas intenções, nossa família já está incluída nessa guerra, acredite ou não. A única coisa que vai mudar com a sua decisão são as vidas que podemos tentar salvar em nosso território — expressei severamente. Contudo, tudo o que presenciei foi a desconfiança que detinha de minhas palavras.

— Suspiro. Tudo bem. Não vamos mais falar sobre o assunto… — Interrompeu Lytian Fayfher, suspirando profundamente.

Como governante dessas terras, tendo a vida de todos os aldeões em seu território sobre sua responsabilidade, muitas perguntas de suma importância surgiam a todo instante em sua mente.

E por mais que não quisesse dar créditos as palavras ditas por um jovem garoto, mesmo esse sendo o seu próprio filho, sentiu uma indescritível sensação de gravidade ao vislumbrar sua atitude.

Porém, sabendo que seu filho não diria nada mais de importante, Lytian achou difícil tomar providencias somente com essas informações.

Assim, acreditando como era realmente lamentável a falta de confiança que compartilhavam, Lytian Fayfher planejou por si mesmo uma forma de encontrar as respostas que precisava.

— Hyan. Desde que chegamos a um acordo, deixarei que pegue alguns dos tesouros pertencentes a nossa família.

— Mas lembre-se, apesar da minha aprovação, deve agir moderadamente, ou não terei justificativas ao ser questionado pelos anciões, como também isso irá refletir o seu caráter diante os olhos de todos — explicou Lytian, observando as ações de seu próprio filho.

— Hmm… Eu entendo — respondi.

Desta forma, sem dizer mais nada, suspirei aliviadamente ao perceber que nossa discussão finalmente chegou ao fim.

Honestamente, percebi que as ações do meu pai estavam mudando vagarosamente, o que me surpreenderam. Cheguei até mesmo a pensar que talvez estava deixando injustamente as lembranças da minha vida passada influenciarem negativamente em minha atitude.

Contudo, tal pensamento foi intensamente reprimido. Se aprendi algo na vida, era que quanto maior a expectativa, maior seria a decepção.

Portanto, não queria acreditar ingenuamente em mudanças que talvez nunca ocorressem, mas também estava ciente que em algum momento teria que confronta-lo com as questões que não conseguia esquecer em meu coração.

Assim, seguindo em frente, finalmente prestando atenção a paisagem em minha volta, comecei a observar cuidadosamente o meu entorno.

À primeira vista, detinha algumas armas e armaduras, mas nenhuma delas me fez sequer piscar em sua direção, na verdade, não passavam muito além de lixo em meus olhos.

Avançando, logo algumas ervas espirituais surgiram, muitas delas com capacidades de aprimorar e fortalecer a constituição física, como detendo o efeito de prolongar o tempo de vida, algo bastante raro mesmo entre as ervas espirituais.

Mas não era algo que necessitava no momento; portanto, também não dei um segundo olhar a essas ervas espirituais bastante raras e preciosas.

Assim, com mais alguns passos adiante, comecei a ver carcaças e estruturas ósseas de antigas bestas monstruosas, um tesouro, de verdade.

Infelizmente, foram indevidamente armazenadas, perdendo grande parte do seu valor. Uma pena, já que poderia realmente transforma-las em verdadeiros tesouros.

 

 

                      

 


Obs.: Acabei brincando esses dias em uma inteligencia artificial de imagens. Imagino se conseguem reconhecer esse personagem; como se foi assim na imaginação de vocês...

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