Volume 2

Capítulo 87: SEM MEIAS PALAVRAS PARA MIM

 

KZET FUHDIR! KZET FUHDIR! KZET FUHDIR! 

Kai observou atônito, enquanto a pequena multidão criava uma cena pouco vista por ele. 

Os homens da terra em que ele cresceu acreditavam em deuses, poderosos e senhores de si. 

E havia oito em sua crença. 

Quando o Império Wendex ainda não se formara, e no Sul havia um pequeno reino de homens que tentavam sobrepujar todos os homens livres, essa crença já existia. 

E ela se tornou a crença daqueles homens livres, que mesmo não cedendo aos encantos da formação de um possível Império, mais tarde se tornaram os Seis Reinos Livres: Algüros, Friedor, Zikros, Eskol, Bermon e Cardos.

Os oito deuses. 

Foram erguidos monumentos, pagodes, templos e etc. Cultos se formaram, seguidores fieis, fervorosos, ensandecidos. 

Mas Kai nunca sequer teve qualquer contato ou relação com esse tipo de insanidade. Apenas vagas informações distantes. Outrora, agradeceu a cada dia de sua vida por viver num lugar onde os homens não tentavam impor sua fé como algo obrigatório. 

Os Murphy eram devotos do Senhor da Colheita e do Inverno. Veturast, seu nome.

Mas Kai nunca presenciou algo milagroso de seus fieis. Não como presenciou com Etteyow. E de alguma forma, ele sabia que a crença vitanti era muito mais profunda e verdadeira que a dos homens, com suas imagens e templos erguidos. 

Aqui, contudo, Kai notou a verossimilhança de atonianos e vitanti. Não a febril e mortal indiferença dos homens. Não a deles. 

Um calafrio percorreu a espinha de Kai. Ver aqueles sujeitos que teriam tudo para perderem a fé, ajoelhando-se diante dele, foi no mínimo curioso. 

De repente, as memórias que lhe foram roubadas, aquelas que escaparam como grãos de areia, tornaram a surgir. Mas se foram tão logo chegaram. Mais uma curiosidade irritante. Pois ele não se esquecia de nada, exceto desses fragmentos que se recusaram a permanecer, se apagando sempre que eram lembrados.

Ele se pegou pensando em tudo que aconteceu consigo desde que pisou nessa terra estranha. 

Os cânticos, as imagens esculpidas em pedra que se recusava a ceder. As palavras de Eliyahu que mesmo não significando nada, faziam-no pensar. Era tudo muito estranho. 

Era como se a história não quisesse ser apagada. Como se resistisse para um único momento. E todos o olhavam como se ele fosse objeto de estudo. 

Não… objeto de veneração. Algo pior, de fato. 

Pois ele não queria ser um deus, ou um messias, ou o que quer que isso pudesse significar.

Mas as coisas corriam a uma velocidade absurda, escapando de seu controle feito areia. Ora!

Kzet Fuhdir! Ora!

Kai varreu o olhar pelo ambiente, primeiro observando as pessoas no nível dele. O guerreiro parecia estático. Gh’varok encarava as cadeiras elevadas, boquiaberto. Para seu tamanho, a feição era engraçada. Eliyahu mantinha os olhos nos líderes de Troas. 

Particularmente, Kai não entendia porque haviam pessoas num “julgamento” feito esse. O normal era manter segredo até a situação estar resolvida, mas haviam alguns aqui e acolá. E esses alguns vinham causando a movimentação indesejada. 

Os Mestres mantinham-se quietos, observando a pequena multidão proferir tais palavras. Era forte, gerava tensão. 

Kai passou o olhar em cada um deles, evitando dois. 

Mestre Shimon o encarava de volta. Kai sentiu a raiva escancarada. O ódio borbulha a ali, incapaz de ser contido. Mas por quê? Ele queria tanto assim governar? 

Chi ondulou dentro de Kai, reagindo ao frio e mordaz bombardeio mal intencionado. Isso foi novo. 

Sua energia nunca reagia a algo sem que fosse conscientemente instigada. Havia o sexto sentido, que lhe dava a sensação de perigo, feito uma coceira dentro da carne. Mas nada muito alarmante. 

Respirando fundo, Kai o encarou por longos segundos, enquanto as pessoas ao redor se ajoelharam, cantando e louvando. 

O tom logo ficou conhecido, e um arrepio se espalhou pela nuca de Kai. Aturdido, ele se virou para Shaul, que sorria para ele. 

Claro! O homem sabia de cada uma dessas coisas. Ele sabia que deixar essas pessoas ali, impediria os mestres de tomar uma decisão que fosse contra seus planos. E com Eliyahu dando nos dentes e apresentando provas irrefutáveis, muito dificilmente os mestres iriam a favor de Shimon. Mesmo que este tenha quase conseguido isso. 

Shaul ergueu a mão e lentamente todos foram se calando, mas continuaram ajoelhados, louvando e agradecendo. Desta vez, pareciam direcionar suas preces para a estátua da mulher. 

– É comum que se sintam assim, povo de Troas, mas não nos esqueçamos que isto ainda se trata de um julgamento. – Disse o Sacerdote. – Mesmo aqui, onde a clareza e a liberdade são a principal fonte de prosperidade, devemos nos manter intactos quanto às leis e regras, pois, sem elas, como nossa Constituição se manteria?!

O mestre mais velho assentiu, se inclinando para frente. 

– Shaul tem razão. Guardas, ajudem estas pessoas a se retirarem do salão, e mantenha-o trancado até segunda ordem. 

Meia dúzia de homens encapuzados surgiu, levando todos aqueles fieis para fora. 

Dali a pouco, o mesmo mestre se virou para Eliyahu. 

– Sabia que essa seria a reação, já tinha tudo planejado. 

Eliyahu sobressaltou-se. 

– Com todo respeito senhores, mas me pediram para–

– Não disse que podia falar, Firenze. Sei o que pedimos e não questionamos isso. Mas existem de se dizer algo tão… 

– Revelador. – Ta’om atalhou.

O mestre mais jovem se mexe em seu lugar, inquieto. Ele olhou todos os seus seniores e suspirou. 

– E agora, que faremos? 

Uma risada despontou. Era Shimon. 

– Ainda tem dúvidas, jovem Yaaqobh? O Firenze não é conhecido por sua sinceridade. Isso me parece claramente um golpe. 

– Você se ouve? – Ta’om disse, irritado. – Tem alguma falha de caráter ou algo do tipo? 

Shimon se virou para ele, tão irritado quanto. 

– Já aturei muitos de seus desaforos, Ta’om, mas juro que…

– Jura o que? Acha mesmo que tenho medo de você? De você? Pode deter metade da força de Troas, e fingir que se importa com o povo. Pode levar dois ou três desses velhotes para seu lado e nada mudará o fato de que é um covarde que se esconde atrás de outros. Fala que Eliyahu mente, mas você sim é um gvost peçonhento. 

– Já chega. – Gritou um dos mestres, que permaneceu calado até aquele momento. Era jovem, como Yaaqobh, mas parecia ser mais sábio e observador. Sua pele era maculada por pequenas manchas azuis, doentias. – Onde pensam que estão, em suas casas? Estamos no grande templo de nossa senhora, na presença do homem que escolhemos como nosso líder e, bem como consequencia, escolhido por ela como seu intermediário divino. Portanto, mantenham o respeito. 

De sua voz, uma aura fixou-se no ambiente, prendendo a atenção de todos ali. 

Kai já tinha notado essa estranha habilidade dos atonianos. Não usada como agora, mas em algo mais bruto. Particularmente, ele ficou tentado a descobrir do que se tratava. 

Mestre Yohmai suspirou. 

– Re’uven tem razão. Não é o momento nem o lugar para discussões tolas. Coloquem-se em seu lugar e assumam sua responsabilidade sobre isso depois. 

Ambos concordaram, mas Shimon manteve o olhar pesado sobre Ta’om. Kai podia imaginar exatamente o que ele estava pensando. 

– Entendo sua frustração, Ta’om. – Re’uven disse, observando Kai Stone. – Entendo, também, as suspeitas de Shimon. Contudo, duvidar de Eliyahu, é duvidar diretamente de sua santidade… a não ser que… 

Eles olharam lentamente para Shaul, que sorriu discretamente. Ele tossiu e ergueu as sobrancelhas, como se fosse um velhinho indefeso no meio de várias onças.  

Shaul não disse nada, mantendo o olhar em Eliyahu. Depois do que pareceu uma vida, ele finalmente se virou para seus iguais.

– Tive alguns sonhos, no passado, mas nada muito revelador. Eliyahu diz a verdade quanto a isto. Mas não posso confirmar o resto, vide que estou a saber de tudo no presente momento, tal e qual vocês. Contudo confio na palavra deste jovem corajoso. 

Re’uven tossiu, como se envergonhado. 

– Claro, Grande Sacerdote, não queríamos duvidar do Senhor, é apenas que… 

– Sim, entendo seu lado. Mas as provas do Firenze são contundentes e se confirmarem sua veracidade, verão que ele não mentiu. 

Ta’om se virou. 

– Não existe necessidade, Grande Sacerdote. Qualquer atoniano que se preze pode reconhecer os glóbulos de um Sauveg Mauror Nimu, pois existe um par deles no Salão Mestre da Catedral de Troas, capturado por nosso estimado e querido Patrono. 

Os outros mestres aquiesceram. 

– Apenas sua aura… Não se compara com a do Salão Mestre, mas reconhecemos seu poder. 

Kai franziu a testa, observando os orbes ainda com Eliyahu. 

Ele não sentia aura alguma vinda dessas tralhas. Com sua sensibilidade, seria o primeiro a sentir, mas nada… ele franziu o cenho, pensando se tinha a ver com o desequilíbrio interno que ele encontrara agora. Mas não sabia. Muitas perguntas permaneceriam sem resposta até que uma introspecção fosse realizada. 

– Sem contar… 

Kai notou uma quantidade avassaladora de energia em sua direção. Quando ergueu o rosto, notou todos os mestres, sem exceção, o encarando. E pareciam vasculhar algo, mas também temerosos. 

– Sim, sem dúvidas. – Disse Mestre Yohmai. 

“O que eu perdi?” pensou Kai. 

– Então confirmamos a veracidade dos fatos? – indagou Yaaqobh. 

– Por ora… 

– Farão vista grossa diante do crime deste rapaz? Que pensará o povo quando souber que até um Mestre pode ser ameaçado e seu agressor sair impune? 

– O povo pensa que tudo bem, se o agressor for Kzet Fuhdir. – Disse Yohmai. 

Shimon franziu a testa. 

– Então o Kzet Fuhdir pode fazer tudo que quiser, desde que mantenha suas cabeças no lugar? – Indagou Shimon, sarcástico. 

–Não seja cínico e linguarudo, garoto. – Yohmai declarou. 

Shimon limpou a garganta e se virou. 

– E quanto ao assassinato de um Ministro? 

– É um assunto delicado demais para lidarmos agora… Mas deve demorar até que o Indigno perceba a falta de um dos seus e resolva agir. – Falou Ta’om. – Sem contar que mal tivemos acesso ao corpo dele. 

Um dos mestres mais velhos se virou. Tinha uma longa barba perolada e sentava à esquerda de Shaul. Ele havia ficado calado também. 

– Então nenhum de vocês investigou o defunto? 

Os mestres balançaram a cabeça. 

– E por que razão? 

– Aguardávamos o retorno dos Mestres Anciãos para que pudéssemos estar juntos.

– Oras! – Yohmai balbuciou. – Vocês serão os futuros líderes de Troas. Que farão quando Shaul, Shlomô e eu não estivermos mais? Esperamos grandes coisas de vocês, jovens. 

– Não é que não quiséssemos, Senhor. – Disse Ta’om. Ele estava bem tagarela agora. – Aconteceu algo com o corpo do Ministro assim que ele pereceu. 

Kai observou enquanto eles discutiam entre si. O jovem não esteve muito em julgamentos, mas suspeitava que não seria assim. Na verdade, toda a situação parecia mais para colocar os pingos nos is do que declarar um culpado e um inocente. Era estranho. 

Ele ficou calado enquanto os Mestres conversavam entre si, quase esquecendo de sua presença. 

– Então é assim que é. – Mestre Shlomô falou, alisando sua barba perolada. 

Kai não escutou muito sobre a conversa, mas não deu a mínima. Tudo aquilo era perda de tempo. Pura bobagem. 

Até que horas ficariam discutindo se ele era culpado ou não? Ele só queria era pôr as mãos em Shimon, e sua paciência estava se encurtando.

– Está na hora de tomarmos uma decisão. – Yohmai suspirou. 

Kai observou Shaul, imaginando que ele quem daria a sentença. Mas ficou surpreso ao ver o mestre Yaaqobh se erguer. Ele esperava que o Grande Sacerdote tivesse mais voz presente, mas ele simplesmente ficava ali, se fazendo de bobinho. Kai sabia de sua força e sua presença. Só não entendia seus planos e joguinhos. Ainda. 

– Por concordância, acreditamos na veracidade das palavras de Eliyahu e declaramos que o sr. Stone não é nosso inimigo. Mas manteremos vigília e mais investigações serão feitas no futuro. No momento, permitimos que o sr. Stone tenha tratamento adequado e se recupere adequadamente de sua condição pela luta contra o Ministro. 

“Sobre ele, teremos a mesma posição de investigar e averiguar demais consequências que podem se apresentar para o futuro de Troas. O Sr. Stone receberá penitência pelo crime de espancar deliberadamente guardas oficiais do reino escondido, mas somente quando todas as demais situações se resolverem. Sr. Stone, recomendo fortemente que aceite nossas desculpas e também como gesto de boa fé, um acompanhante pessoal, que o ajudará a ficar longe do povo por ora. As notícias se espalharão e logo todos eles irão querer conhecer o Kzet Fuhdir.”

Kai observou enquanto os mestres se erguiam e Shimon encarava, furioso, para baixo. Nem mesmo ele ousaria se opor ao conselho de mestres. 

Shaul se levantou e observou as pessoas ali embaixo. 

– Shemesh, você deverá estar 320 firineus do tempo com Kai Stone, sem sair de seu lado um minuto sequer. 

O guerreiro com quem Kai batalhou se pôs sobre um joelho imediatamente, baixando a cabeça e batendo no peito. 

– Eu, Shemesh, dos Cinco, aceito com grande estima e graça a missão dada por sua santidade, Grande Sacerdote. Prometo cumprir e honrar com meu nome e de meu sangue.

Shaul sorriu. 

– Muito bem. 

Enquanto os Mestres se viravam para sair, o Grande Sacerdote se manteve observando, os olhos vidrados em Kai. 

O rapaz inclinou a cabeça. 

– Hã… É só isso? – Indagou. 

Os mestres pararam, se virando. 

– Como assim? – Perguntou Yohmai. 

Kai apertou os olhos e suspirou. 

– Que farão sobre minha situação? Reviraram minha mente e me fizeram objeto de estudo. 

Shimon se antecipou, sorrindo. 

– Achei que tenha ficado explícito, garoto. Vire a página, vá dormir um pouco, esqueça o que passou. Sou um Mestre, tenho o direito de agir conforme me apetece. Nada há de acontecer, pois estava protegendo meu povo, e meus companheiros compreendem isso.

– Então é assim? 

– É, é assim. Ainda não entendeu? 

– Não… eu entendi sim. Vocês que não entenderam. 

Yohmai e Shlomô se entreolharam, pressentindo algo ruim. Shaul observou quieto, mas parecia menos sorridente. Será que viu algo? 

Kai não sabia, pois estava realmente furioso. E ele iria deixar esse maldito impune? Não estava nem aí para as leis ou para que merda tenha acontecido hoje ali, só queria o que era dele. 

– Que é que não entendemos, jovem? – perguntou Shlomô. 

– Sou alguém que costuma deixar pra lá, seguir em diante. Eu faço como você diz, Mestre Shimon. Eu viro a página, eu aceito. – Kai lambeu os lábios e abriu a portinhola do púlpito, descendo os degraus e caminhando por sobre o mármore frio. Ele sentia isso também. Aquela conexão parecia retornar aos poucos…

 – Mas de uns tempos pra cá, algo tem mexido comigo. Minha mente consegue se lembrar de fragmentos e de coisas, pequenos detalhes, aqueles mínimos que passam despercebidos num momento de correria. Mas eu me lembro. Lembro de cheiros, de sensações, de palavras ditas e até do gosto da comida do dia anterior. Mas sabe algo que tem me corroído e feito minha mente de mingau? É a dor. A dor não se apaga da minha mente, e diferente de todas as minhas vivências, ela parece se enraizar feito erva daninha e espinhos pestilentos. Ela permanece ardente e tão dolorosa quanto no momento em que se criou. 

“Ela se aprofunda, queima, perfura, tira sangue. Ela continua lá, mesmo que a ferida tenha cicatrizado. Ela coça, arde. Ela labuta, me levando quase ao estado mais catatônico do ser. E se aprofunda, aprofunda, aprofunda… Eu me lembro de cada ferida no meu corpo, cada dor, corroendo minha carne como no momento em que foi feita. E na dor, cria-se um sentimento de angústia, de amargura. A dor ensandece o bom. E na dor… na dor que não se esquece, a dor de quem apanha, não de quem bateu, a vingança se mantém.”

“Então, Mestre Shimon, quando eu disse que iria te matar, não foi por simples capricho. Eu não espanquei crianças em armaduras de homens por pura displicência. Crianças que me lembraram a mim mesmo. Não entrei em um estado quase psicótico por pura besteira. Eu quase morri porque fiz uma promessa a mim mesmo. E se tem algo que perdura mais do que a dor, é uma promessa não cumprida. Ela coça na minha mente, impossível de ser saciada. Coça até se criar uma ferida, e continua coçando mesmo com a casquinha se formando. Não sou um homem de meias palavras ou de palavras ditas à esmo, Mestre Shimon. Eu cumpro com o que digo. Entendeu?”

Os mestres encararam Kai Stone, esperando a resposta de Shimon. A aura de Kai já tinha se formado ao ponto de que boa parte destes sujeitos prendessem sua respiração. 

Gh’varok e Eliyahu observavam, de olhos bem abertos. Shemesh mantinha sua feição imperturbável. Mas ele tremia por dentro. Não de medo, mas porque sabia o que viria a seguir. 

– Então o que? Vai me matar? 

Kai sorriu. 

– Eu vou. 

Num segundo, a luz que surgia da sacerdotisa piscou. A aura no salão se tornou opressora e um rebuliço surgiu. 

Sons de gritos e lamúrias destoaram. 

Um grito distinto soou. Era um Não!, doloroso e senil. Alguém tentou impedir Kai, mas ele foi rápido. 

No piscar da luz, no enfraquecimento daquela glória da sacerdotisa, Kai se tornou um vulto, e saltou para o mezanino onde os mestres estavam. Ele chegou tão rápido ao lado de Shimon que os mestres quase não acreditaram. 

A reação deles foi rápida também, chegando ao seu lado quase meio segundo depois. Mas não foi o suficiente, pois o corpo de Shimon pendeu para frente, abafado pelo som do farfalhar de suas vestes ricas e do sangue escorrendo. 

Diante do corpo, Kai, com rosto ensanguentado e olhar horrorizante, segurava a cabeça do mestre com uma mão, e na outra sangue escorria enquanto a lâmina de chi se desfazia lentamente. 

Um sorriso surgiu nos lábios de Kai, mas ele não tinha prazer nele. Havia vingança. E Kai não faltava com sua palavra. 

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