Volume 8
Capítulo 1: Primeiro Amor
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APÓS A SESSÃO MATINAL DO FESTIVAL ESPORTIVO E A COMPETIÇÃO DE HIPISMO, parte da campanha para o próximo presidente do conselho estudantil, o pátio da Academia Seirei estava cheio de uma atmosfera animada e alegre. No entanto, mais distante do pátio, no interior silencioso e contrastante do prédio da escola…
— Fiuu…
Após sair da sala de aula da turma 1-B e caminhar por um tempo, Masachika Kuze soltou um pequeno suspiro. Após a derrota na competição de hipismo contra a dupla Yuki-Ayano, Masachika havia animado Alisa, que estava sozinha e desanimada na sala de aula, prometendo comemorar seu aniversário. Mas agora, ao sair da sala com confiança, tudo o que ele conseguia fazer era lembrar de seu próprio comportamento, tremendo de vergonha.
— Ah, cara, eu fui tão forçado... Que vergonha.
A vergonha já começava a tomar conta dele, e Masachika rapidamente seguiu para o pátio da escola para almoçar. Enquanto caminhava, procurando seus avós, ele notou seu avô, Tomohisa, que o avistou primeiro, acenando rapidamente com a mão.
— Ei, Masachika! Aqui, aqui!
— Ei, não me chame tão alto toda vez, é constrangedor…
Embora não atraíssem muita atenção, já que as famílias ao redor também estavam fazendo suas refeições, Masachika, sendo um adolescente, não conseguia esconder sua vergonha. Ele abaixou os ombros e se aproximou de seus avós de maneira um tanto furtiva.
— Ah~, Masachika, você chegou na hora certa~. Sente-se, vamos.
Enquanto oferecia um sorriso forçado para sua avó inocente e animada, Asae, Masachika se sentou no pano de piquenique.
— Aqui está a toalha de mão.
— Ah, obrigado.
Ele já havia lavado as mãos no banheiro após a competição de hipismo, mas decidiu, mesmo assim, limpar as mãos com a toalha que lhe foi entregue. Olhando ao redor, percebeu que sua mãe, que estivera com seus avós mais cedo, não estava presente. Ao mesmo tempo, ele percebeu que seu pai também não estava lá.
— O papai ainda não chegou, né? Ele mandou uma mensagem de manhã dizendo que chegaria por volta do meio-dia.
— Bem, talvez ele esteja atrasado. Talvez tenha perdido o voo ou algo assim.
— Perdeu o voo? Ele não está viajando de avião, sabe.
Masachika respondeu com um comentário sarcástico, e Asae, que havia aberto uma caixa de bentô, soltou uma voz alegre.
— Agora, coma! Preparei bastante presunto que o Masachika gosta!
— É, está bem grosso…
— Não está uma delícia assim?
Enquanto Asae compartilhava alegremente a refeição com seu neto, Masachika não conseguia deixar de se sentir tímido por estar almoçando com seus avós em público. No entanto, diante do sorriso puro dela, ele não conseguia dizer nada.
— Itadakimasu. (Obrigado pela a comida!)
Com as mãos juntas, ele se curvou levemente e, obedientemente, pegou os hashis na caixa de bentô que sua avó preparara. Observando Masachika dessa maneira, tanto Asae quanto Tomohisa o observavam com alegria… e um sorriso levemente aliviado.
⋆⋅☆⋅⋆
— Fuiih… Comi demais.
Caminhando pela área perto do campo de esportes para aliviar o estômago, Masachika resmungou para si mesmo. Apesar de ter a intenção de comer moderadamente para não prejudicar seu desempenho nas competições da tarde, ele não conseguiu resistir e acabou exagerando devido à insistência de Asae.
Certo… Talvez eu passe na enfermaria por um tempo.
Decidindo isso espontaneamente, Masachika se dirigiu para o prédio da escola. A razão era que, na competição de hipismo que acabara de acontecer, seu time havia sofrido algumas baixas, especificamente Nonoa.
Parece que derrubaram ela bem forte… Provavelmente fizeram um tipo de tackle que seria penalizado em algo como rugby.
Na frente da carga, Masachika não pôde deixar de rir ao imaginar a garota que provavelmente havia iniciado o tackle. No entanto, considerando que Nonoa, que fez o impacto mais espetacular, foi a mais ferida, seu riso estava cheio de remorso. Mesmo que fosse apenas um arranhão, quando pensava que uma garota, especialmente uma envolvida em modelagem, havia se machucado por causa deles, Masachika sentia um grande arrependimento.
Ela parecia tão indiferente… Realmente, é assustador como ela pode ser destemida. É reconfortante quando ela está ao seu lado, mas…
Independentemente do método, o que ela fez foi por causa da vitória de Alisa e Masachika. Se ela ainda estivesse descansando na enfermaria, era natural levar alguns petiscos como um gesto de consideração.
A propósito, quanto ao Takeshi, ele teve uma honrosa lesão quando tentou proteger a Sayaka, que quase caiu devido ao impacto do tackle. De alguma forma, o braço ou as costas da Sayaka acertaram o rosto dele, causando um sangramento nasal. Embora o rosto de Takeshi estivesse estranhamente vermelho e a atitude de Sayaka parecesse um pouco desconfortável… Masachika escolheu não perguntar o que realmente aconteceu. Os detalhes de como ele a protegeu e os pontos de contato entre eles eram vagos, mas ele não insistiu. Acidentes fortuitos entre amigos podem ser complicados de reagir, mesmo quando discutidos abertamente.
Agora, quanto a Nonoa…
Espiando pela porta deslizante da enfermaria, Masachika percebeu que a cortina da cama à frente estava fechada.
Tem alguém dormindo aqui?
Achando que seria inadequado levantar a voz caso alguém estivesse de fato dormindo, Masachika entrou silenciosamente na enfermaria e vasculhou o ambiente com calma. Talvez a enfermeira estivesse temporariamente ausente, já que não havia sinal de ninguém na área visível.
Não tem ninguém aqui... Talvez já tenham voltado.
Decidindo que estava tudo bem caso fosse esse o caso, Masachika estava prestes a sair da enfermaria quando—
— Você já está mais calma?
A voz de um homem veio de algum lugar ao lado dele, além da cortina, fazendo com que Masachika congelasse no lugar.
Hã, por quê?
Pensando que a voz se assemelhava a alguém que ele conhecia, ele, instintivamente, prestou mais atenção. No entanto, ao ouvir uma outra voz — uma que ele jamais esqueceria, não importa quantos anos se passassem — seu coração congelou.
— Sim... Desculpe por ter começado a chorar de repente...
Era a voz que ele procurava em alguns momentos e evitava em outros — a voz de sua mãe. Ao perceber ao mesmo tempo que a voz anterior era, sem dúvida, a de seu pai, Masachika ficou ainda mais confuso.
Por que? Por que??
Pontos de interrogação giravam na mente de Masachika. Por que essas duas pessoas estavam juntas? Tomohisa e Asae mentiram? Por que...
— Está tudo bem. Você pode me dizer o motivo?
— Eu não sei... Quando eu estava vendo a Yuki-san e o Masachika-san, de algum jeito...
— Entendo... Não precisa se apressar. Não importa se você não tem tudo resolvido. Você pode falar sobre isso devagar?
Como se estivesse firmemente ancorado no lugar, Masachika ouvia as vozes dos dois. Em meio ao turbilhão de confusão, seu cérebro não conseguia compreender o que estava ouvindo, mas ele entendia que um afeto genuíno fluía entre eles. No momento em que ele reconheceu esse fato...
…….!!
Antes que percebesse, Masachika já tinha saído correndo da enfermaria.
— Hah, haah... ugh.
Respirando pesadamente como se após uma corrida longa, ele se apoiou na parede do corredor. O chão do corredor em sua linha de visão parecia estranhamente embaçado. Ele sabia. Sabia que, mesmo após o divórcio, aqueles dois frequentemente se encontravam. Seu pai, Kyotarou, nunca falava nada, mas Masachika sentia isso sem precisar ser informado. Mas...
Por que... No passado, era mais...
Quando se tratava das imagens vívidas gravadas na mente de Masachika sobre seus pais, tudo o que ele conseguia lembrar era da cena de seu pai angustiado sendo repreendido emocionalmente por sua mãe. Porém... as vozes que ele acabara de ouvir por trás da cortina eram de um tempo em que eles se davam melhor do que aquilo...
Por que, por que…
A confusão que girava em sua mente se recusava a desaparecer. Era como se seus pensamentos estivessem sendo arrastados para as profundezas de um redemoinho. Se ainda havia sentimentos trocados entre seus pais, se havia um desejo mútuo de se apoiarem, por que eles se separaram? Qual seria o propósito… para quem…
De repente, uma sensação violenta de náusea o sobreveio, e Masachika, instintivamente, cobriu a boca. Então, enquanto endireitava suas costas, que antes estavam curvadas, ele deu um longo suspiro, com os pulmões tremendo.
Nn, guuh
Ele engoliu o que subiu do fundo de seu peito e piscou repetidamente, forçando sua visão turva a voltar ao normal. Foi nesse momento que, ao virar a esquina do corredor à frente, Ayano apareceu. E, além dela, vinha uma presença ainda mais inesperada, e Masachika ficou estupefato.
Ao mesmo tempo, parecia que a outra parte também o havia notado, pois Ayano, que liderava o caminho, parou por alguns instantes. No entanto, como a pessoa atrás dela não parou, Ayano, demonstrando sinais de distúrbio com um piscar, continuou a andar.
Por quê…
Vendo Gensei Suou, seu avô materno, caminhando atrás de Ayano após tantos anos sem se encontrar, Masachika ficou atônito. Apesar do passar do tempo, não havia sinal de declínio em sua dignidade ou aparência vibrante. O olhar frio e penetrante que ele lançou a Masachika também não mostrava nenhum sinal de mudança. Pelo terno que usava, parecia que ele havia tirado uma folga do trabalho ou talvez estivesse voltando para casa.
Pensando nessas coisas, a distância entre eles foi se fechando, e quando Gensei parou a cerca de dois metros de distância, olhou para baixo, em direção a Masachika.
— Já faz um tempo.
……
Masachika hesitou em responder ao que parecia um cumprimento. No passado, ele costumava falar educadamente, como filho de uma família distinta, mas, no relacionamento atual, ele se perguntava se seria necessário usar uma linguagem formal. No entanto, usar uma linguagem casual ainda seria dificultado pela relação hierárquica que existia entre eles ao longo dos anos.
— O que o traz aqui?
Como resultado, o que saiu da boca de Masachika foi uma pergunta inadequada, nem formal nem casual. Em resposta, Gensei apenas levantou uma sobrancelha ligeiramente.
Aqueles olhos frios e perceptivos, penetrando profundamente na expressão de Masachika, fizeram com que ele sentisse como se Gensei tivesse percebido tudo sobre ele. Imediatamente, uma mistura indescritível de vergonha e desafio se formou em seu peito.
— Ouvi dizer que a Yumi desmaiou. Vim buscá-la.
No entanto, Gensei falou sem demonstrar qualquer preocupação pela luta interna de Masachika, e simplesmente passou por ele.
— De qualquer forma, isso não é da sua conta.
Nas palavras ditas de passagem, um sentimento de rebeldia surgiu no peito de Masachika. Ele se virou abruptamente, mirando as costas de Gensei com raiva, mas…
— Ah…
Mas tudo o que conseguiu foi abrir a meia-boca, sem que nenhuma palavra saísse. Incapaz de elaborar uma resposta para a simples frase "isso não é da sua conta", Masachika só pôde assistir Gensei passar. Alternando entre o rosto de Masachika e as costas de Gensei, Ayano demonstrou uma expressão perplexa.
……
Depois de alguns segundos de hesitação, Ayano eventualmente fez uma leve reverência para Masachika e seguiu Gensei. A possibilidade de encontrar Yumi novamente passou pela mente de Masachika enquanto ele assistia os dois entrarem na enfermaria sem olhar para trás.
— Haah…
Saindo do prédio escolar, ele olhou para o céu. Suspirou pesadamente, soltando uma longa respiração do fundo de seu peito para o céu de outono, registrando um dia de verão fora de época.
……
Não havia mais náusea. Apenas a sensação de ter escapado novamente preenchia seu coração.
— Ugh.
A voz, sem a náusea que a acompanhava, levantou a questão sobre o que ou quem ela estava se dirigindo. Sem nenhuma autoconsciência ou autoanálise, Masachika balançou a cabeça levemente e, obrigatoriamente, se dirigiu para a tenda do conselho estudantil.
Se os outros membros ainda estivessem fazendo suas refeições ou ocupados com o trabalho, a área sob a tenda estava deserta. Sem vontade de conversar com ninguém, Masachika achou conveniente e se jogou em uma cadeira dobrável.
Heh… Se eu continuar assim, a Masha-san pode vir me confortar de novo…
Enquanto pensava distraidamente sobre essas coisas, alguns segundos de desatenção passaram, e um relâmpago de percepção atingiu a mente de Masachika.
O-O que aconteceu com a Yuki?
Percebendo isso, uma raiva forte surgiu dentro dele pela sua demora em se preocupar com sua irmã. Impulsionado pela vontade de se repreender, Masachika saiu correndo da tenda e começou a procurar por Yuki.
Escaneando a multidão ao seu redor, ele caminhou pela periferia do pátio escolar. Eventualmente, avistou Yuki perto do portão de entrada, conversando com alguns estudantes que pareciam fazer parte do comitê organizador. Sem hesitar, Masachika correu em direção a ela.
— Yuki!
Em resposta ao grito alto, não apenas Yuki, mas também os estudantes ao redor se viraram para olhar. Sentindo os olhares curiosos de quem estava por perto, Masachika hesitou por um momento. Logo, percebeu o significado por trás desses olhares.
Oh, certo. Nós…
Há apenas alguns minutos, eles eram rivais naquilo que muitos consideravam uma batalha eleitoral de fato. Os dois haviam se enfrentado como lados opostos. Agora, os estudantes ao redor estavam curiosos para saber que tipo de conversa os dois teriam. Os detalhes da eleição haviam se apagado da mente de Masachika devido aos eventos subsequentes, e ele apertou os dentes devido à atenção inesperada de todos.
Talvez percebendo a incomodação do irmão, Yuki caminhou até Masachika e o saudou com um sorriso elegante.
— Oh meu, o que aconteceu, Masachika-kun? Por que está tão apressado?
……
Ciente dos olhares ao redor, Yuki adotou uma postura um tanto fora de seu caráter, fazendo Masachika ponderar sobre como responder.
— Você está bem?
O resultado foi uma pergunta abstrata. Em resposta, Yuki inclinou ligeiramente a cabeça antes de responder.
— Ah, você está falando da competição de hipismo? Eu estou bem. A Alisa-san me pegou com segurança.
Masachika entendeu o significado por trás de sua resposta. Yuki compreendeu a pergunta dele também e, sabendo que ele estava disfarçando a conversa com o tópico da recente competição de hipismo, ela o tranquilizou, dizendo: "Estou bem". Ao perceber isso claramente, Masachika se viu incapaz de dizer mais alguma coisa.
Se ainda fossem uma dupla na eleição, como nos tempos do ensino fundamental, Masachika talvez tivesse levado Yuki à força para um canto e mostrado preocupação pelos sentimentos dela. Mas agora, eram candidatos rivais, e qualquer deslize poderia levar a mal-entendidos e especulações. Portanto, Masachika não pôde dizer mais nada.
— Obrigada pela sua preocupação. Bem, então, tenho um trabalho a fazer.
— Ah… Entendi.
Impossível fazer mais do que apenas observar a irmã partir, Masachika sentiu os olhares curiosos ao redor dele se afastando gradualmente. Com uma sensação de impotência, ele caminhou com passos pesados em direção à tenda do conselho estudantil. Pelo caminho, ouviu uma voz familiar, que já estava acostumado a ouvir.
— Masachika-sama.
Levantando o rosto ao ouvir o chamado, encontrou Ayano vestida com o uniforme de ginástica. Ela provavelmente havia voltado depois de se despedir de Gensei e os outros. Olhando para o rosto de sua amiga de infância, Masachika sorriu fraco e falou com a voz um pouco rouca.
— Desculpe, Ayano… Cuide de Yuki por mim.
Em resposta ao pedido de Masachika, que estava carregado de cansaço, Ayano fez uma reverência, como sempre.
— Pode deixar.
No entanto, ao contrário do usual, não foi só isso.
— Mas…
— ?
Erguendo uma sobrancelha como se um ponto de interrogação tivesse surgido acima de sua cabeça, Masachika viu o olhar de Ayano vaguear um pouco antes que ela falasse decididamente.
— Eu acredito que o que Yuki-sama mais precisa agora é… Masachika-sama.
— !
— Com licença, então.
As palavras, acompanhadas de um olhar que parecia reprovador, perfuraram profundamente o peito de Masachika. Fazendo uma reverência mais uma vez ao Masachika atordoado, Ayano passou por ele e continuou seu caminho.
Impossível até mesmo se despedir dela, Masachika lentamente abaixou a cabeça e voltou para a tenda do conselho estudantil. Sentando-se em uma cadeira dobrável na tenda vazia, ele apertou os olhos enquanto olhava para o chão iluminado pelo sol. Então, murmurou para si mesmo.
— Está frio…
⋆⋅☆⋅⋆
Vamos voltar um pouco no tempo, para o momento em que Alisa ficou sozinha na sala de aula depois que Masachika havia saído, e se viu imersa em confusão.
Amor? Eu, apaixonada? por quem? pelo Masachika-kun?!
Sua mente repetia perguntas e respostas para si mesma, tantas que ela já havia perdido a conta.
Não, isso não pode ser… Eu não posso estar apaixonada, é impossível.
Apesar de tentar negar, seu peito ressoava com uma estranha sensação de felicidade. Incapaz de suportar mais, Alisa cobriu o rosto com ambas as mãos e se sentou com força na cadeira.
Calma, Alisa Kujou! Lembre-se dos seus ideais!
E então, com palavras firmes, ela se repreendeu. Sim, seus ideais… ser perfeita. Ela queria viver uma vida que não trouxesse vergonha a ninguém, nem a ela mesma. Como pessoa e como mulher.
Na visão de Alisa, havia duas imagens ideais de mulher. Uma era a mulher independente, alguém que pudesse se manter firme sozinha, sem precisar de um homem — um caminho para se tornar um indivíduo sólido. Era legal. Sem dúvida, muito legal. E a outra… era a mulher como metade de duas pessoas profundamente conectadas, como o yin e o yang. Encontrando um parceiro perfeito e ideal, destinado pelo destino, caminhando pela vida como companheiros únicos e insubstituíveis, apoiando e elevando um ao outro. Bela. Poderia ser descrita como uma vida reconhecida como bela por todos.
Isso mesmo… a pessoa que se tornar parceira da minha vida precisa ser perfeita, ideal e destinada!
Se fosse perfeita e ideal, naturalmente teria que ser compatível com ela em todos os aspectos. Em outras palavras…
Rosto, corpo, inteligência, habilidade atlética… e, se possível, sendo cavalheiro e gentil.
Adicionando um leve desejo ao final da autoavaliação transbordante, Alisa, que não se importava particularmente com a aparência, considerava a última parte do desejo a mais importante. Sem saber se estava ou não ciente disso, Alisa avaliou Masachika novamente, calmamente. Primeiro, a aparência dele.
……
Fechando os olhos, imaginando a figura de Masachika em sua mente, Alisa cruzou os braços, ligeiramente franziu os lábios e mexeu no cabelo.
Bem… ele não é ruim, né? Quando o vi pela primeira vez, achei que ele tinha um rosto um pouco sem graça, mas quando você olha mais de perto… ele é bem… bom, muito bonito, não é? E o corpo dele, daquela vez que fomos à praia… bem, não era ruim também.
Lembrando-se da aparência física de Masachika durante a viagem à praia, Alisa limpou a garganta. Em termos de aparência, ele passou. Agora, a parte das habilidades.
Inteligência… ele é inteligente, né? Pelo menos, tem um processo de pensamento bem rápido… e a habilidade atlética dele também parece ser muito boa? Hm? Pensando bem…
No momento em que ela pensou que Masachika-kun era bastante perfeito e ideal, a imagem mental de Masachika em sua mente apareceu com um rosto indiferente e desinteressado, o que a irritou.
Isso mesmo… ele deveria ser excelente em termos de habilidades, mas sua motivação essencial é zero! Esse cara!
Com a vergonha de ter momentaneamente pensado em Masachika como um parceiro ideal, Alisa começou a enumerar suas insatisfações com ele.
Sempre com essa atitude descontraída e despreocupada… irresponsável, maldoso, sempre me tratando como uma criança! Desleixado, com cabelo bagunçado quase sempre, sempre olhando para o meu peito ou minhas pernas, se dá bem com várias garotas e não é cavalheiro nem um pouco!
Gritando mentalmente, Alisa respirou fundo. Porém, logo uma sensação um tanto solitária surgiu dentro dela, e, simultaneamente, uma única palavra surgiu do fundo de seu coração.
Mas… gentil.
Essa voz interior acalmou a mente aquecida de Alisa. Abrindo os olhos, ela olhou para a mesa, onde uma garrafa embrulhada em um lenço estava colocada. Um testemunho da gentileza de Masachika.
Sim, é isso… ele sempre foi gentil. Masachika-kun.
Mesmo antes de se tornarem uma dupla para o conselho estudantil e depois disso, Masachika lhe mostrou muita gentileza. Lembrar desses momentos aqueceu seu coração com uma suavidade. Alisa sorriu como se estivesse prestes a chorar, mas, de repente, ela voltou à realidade, balançando a cabeça.
Não… isso não é o suficiente… não posso decidir meu parceiro de vida só com isso…
Fechando os dentes de trás, Alisa murmurou para si mesma com uma voz suave. Sim, não era suficiente. Eles precisavam ser perfeitos, ideais e destinados.
Se fosse destino… deveria ser como se ela conseguisse sentir o futuro entre os dois no momento em que se conheceram. Então, como foi o primeiro encontro com Masachika?
… Ele estava dormindo.
Após a cerimônia de abertura do primeiro ano do ensino médio, Alisa lembrou de Masachika, que estava dormindo com a cabeça apoiada na mesa ao lado dela. Não houve nada que se assemelhasse a um choque ou romance. Foi um encontro de zero pontos no que se refere a um drama romântico.
É um caso perdido. Não parece destino de jeito nenhum…
Passando os cabelos para trás, Alisa fez uma careta brincalhona. Mas, novamente, ela foi imediatamente atacada por mais uma onda de solidão, e seu coração sussurrou.
Mas, ele estendeu a mão.
"Cale a boca e pegue minha mão! Alya!"
Pensando nisso, aquele foi o verdadeiro começo. Desde então, eles caminharam juntos como parceiros. Isso, por si só, poderia ser considerado uma espécie de destino...
Não, isso está errado! Se chamarmos de destino… se vamos namorar, temos que nos casar!
Para Alisa, namorar de maneira casual, sem pensar no futuro, não era diferente de brincar. Não era algo que uma dama como ela idealizava. Se fosse namorar alguém, deveria ser com a intenção de casamento.
Eu posso me casar com ele!? Masachika-kun!?
Como se jogasse um balde de água fria em sua própria empolgação, Alisa se questionou deliberadamente com palavras fortes.
Isso mesmo, embora ele tenha melhorado um pouco agora, Masachika ainda era preguiçoso por natureza e tendia a ser problemático. Se ela fosse se casar com um homem assim, sem dúvida teria estresse todos os dias e ficaria constantemente irritada. Ele seria preguiçoso e desleixado, provavelmente não conseguiria acordar até o último minuto.
Alisa teria que acordá-lo todas as manhãs. E esse cara, com seu comportamento brincalhão e zombeteiro, provavelmente diria algo como "Não consigo me levantar a menos que você me dê um beijo de bom dia" com um sorriso irônico no rosto. Hmm, não é tão ruim.
Não é ruim!?
Adicionando um comentário autodepreciativo aos seus próprios pensamentos, Alisa se contorceu na cadeira.
— Ahhh~, puxa vida~!
Pondo fim aos pensamentos confusos que oscilavam entre negação e afirmação, Alisa exclamou. Então, depois de resetar a mente e afundar cansada na cadeira, um pensamento autocrítico surgiu em sua mente, agora vazia.
O que eu estou fazendo, sério…
É absurdo. Ela não conseguia ser honesta, negando desesperadamente seus sentimentos, dizendo a si mesma que Masachika não era um parceiro ideal, então recusando-se a aceitar essa ideia de que Masachika não era um parceiro ideal, para depois negar novamente para si mesma.
Era como lutar contra si mesma. Quanto mais desculpas ela dava… mais evidente se tornava o quanto ela estava irresistivelmente atraída por Masachika.
Não era ideal? Não era destinado? E daí? Essas desculpas fracas não podem negar o fato de que seus sentimentos estão longe de serem leves.
"Desculpas fúteis? Depois de viver obsessivamente buscando meu eu ideal, agora estou negando esse modo de vida?"
Em sua mente, talvez sua versão mais calma estivesse levantando uma voz.
"Você está só se deixando levar pelo seu primeiro amor? Há uma possibilidade de você encontrar alguém mais próximo do seu ideal no futuro. É insano decidir um parceiro de vida nessa fase, especialmente quando você só conheceu tão poucos homens. Isso não é saneamento."
O que essa voz dizia provavelmente estava certo. Mesmo em seu estado atual, ela entendia que era a coisa mais sensata a se fazer. Se alguém dissesse que ela estava insana, talvez estivesse certa. Se alguém dissesse que ela estava completamente apaixonada, talvez fosse verdade também.
Mas, mesmo assim, ela não podia deixar de pensar que isso estava certo.
— (Sério, estou louca.)
Alisa costumava zombar secretamente das mulheres que se arrependiam de namorar homens sem valor. Ela achava que isso acontecia porque elas não escolhiam seus parceiros adequadamente. Uma pessoa deveria ser capaz de perceber se alguém é um homem sem valor antes de começar a namorar. Mas, ah, isso foi um erro. Era o papo tolo de uma garota inexperiente que não sabia o que era o amor.
Não há nada que você possa fazer quando se apaixona de verdade. Se você gosta de alguém genuinamente, não vai conseguir evitar ignorar todos os defeitos dele, não importa o quão visíveis sejam.
— Eu gosto dele…
Sussurrando baixinho. Cuidadosamente, ternamente, como se estivesse confirmando.
— Eu gosto do Masachika-kun…
As palavras, carregadas de emoção genuína, permeavam seus ouvidos até sua mente. Só isso já foi suficiente para preencher seu coração com uma sensação de felicidade. Era embaraçoso e alegre. Dava vontade de se jogar no chão ou explodir em uma dança no mesmo instante. Esse tipo de sentimento só podia ser descrito como eufórico.
— Nfufu~♡.
Subconscientemente, Alisa pressionou as mãos contra as bochechas, tentando controlar o sorriso que ameaçava se espalhar. Ah, como alguém poderia resistir a algo assim? Diante dessa felicidade, a lógica e a razão foram totalmente derrotadas. Negar esse amor com tais coisas seria apenas imaginar tristeza.
Então, naquele momento.
PEDIMOS DESCULPAS POR INTERROMPER SUA PAUSA PARA O ALMOÇO. ESTA É UMA MENSAGEM SOBRE UM ITEM PERDIDO, UM SMARTPHONE COM UMA FAIXA COM UM GATO VERMELHO.
Subitamente interrompida pelo anúncio, Alisa se endireitou na cadeira, conferindo o relógio da sala.
— Eh, já está tão tarde!?
Quanto tempo ela passou aqui? Se não se apressar e comer, vai se atrasar para os eventos da tarde.
— Isso não vai dar…!
Ela correu para fora da sala e, enquanto isso, deu uma olhada em seu reflexo no vidro da janela.
— Hm!
Dando um tapa em sua bochecha, Alisa apertou a expressão. Mesmo agora, seu coração estava cheio de uma sensação edificante. Mas, se ela fosse mostrar isso abertamente, sabia que seria incansavelmente questionada por sua irmã e mãe.
— Nn, certo!
Colocando uma expressão séria mais uma vez, Alisa seguiu para o pátio da escola. Então, ela apressadamente comeu seu almoço pouco antes do fim do intervalo, desviando das perguntas de sua irmã e pais preocupados.
— Bom, Alya-chan, eu tenho algo para ajudar ali.
— Eu também devo ir?
— Nah, fica tranquila~. Obrigada.
Sorrindo levemente, ela se despediu da irmã, que balançou a cabeça, indo sozinha em direção à tenda do conselho estudantil. E lá, ao avistar Masachika sozinho na tenda… seu coração disparou.
A felicidade que ela temporariamente havia suprimido ressurgiu das profundezas de seu peito, e Alisa franziu bem as sobrancelhas, forçando sua expressão. Então, fingindo casualmente ser pega pela brisa, ela entrou na tenda.
— Bom trabalho.
— É… Você já está bem agora?
Na pergunta de Masachika, Alisa não entendeu imediatamente o que ele queria dizer. Ela ficou parada por alguns segundos, até finalmente perceber que ele se referia à derrota na competição de hipismo.
— Eh, sim, estou bem agora. Desculpe por te preocupar.
— Não se preocupe com isso.
Ele disse isso de forma tão casual, dando de ombros. Uma gentileza tão indiferente foi verdadeiramente reconfortante para Alisa naquele momento. Ela quase não conseguiu evitar um sorriso, sentando apressadamente em uma cadeira dobrável como se quisesse escondê-lo.
— Hum, para os eventos da tarde, em que você vai participar, Masachika-kun?
— Não tenho nada específico até a dança. Você também, Alya, não?
— Isso mesmo.
Uma conversa comum e casual, como sempre. Até essas conversas agora eram agradáveis, e Alisa se virou para Masachika com um sorriso.
— A propósito…
E então, naquele momento, Alisa finalmente percebeu algo estranho no comportamento de Masachika. Sua expressão, geralmente relaxada, parecia um pouco vazia, e seu olhar estava fixo em algo distante.
— ?
Seguindo o olhar dele… e vendo a pessoa com quem ele estava olhando, Alisa sentiu como se um balde de água fria tivesse sido jogado sobre ela.
Yuki-san…
Lá estava ela, conversando com o comitê organizador.
Os olhos de Masachika, fixos intensamente naquela cena, carregavam uma mistura profundamente complexa de emoções… Emoções que refletiam a realidade de que a pessoa por quem você tem sentimentos pode não retribuir os mesmos sentimentos. Essa simples verdade agora ficou gravada com força no coração de Alisa.
Oh…
Em sua mente, a imagem de Masachika tocando piano enquanto pensava em outra pessoa ressurgiu. A constante onda de felicidade que vinha do seu peito havia agora congelado momentaneamente.
Não, eu não posso chorar…
Exposta a ondas repentinas de emoções, a muralha do seu coração parecia prestes a desabar antes mesmo de ter tempo de se preparar. Agitada por um forte sentimento de crise, Alisa se levantou de repente.
— Eu vou ajudar um pouco…
Suprimindo suas emoções, ela conseguiu dizer apenas isso antes de virar rapidamente os calcanhares.
— Hm? Oh…
Masachika fez um som levemente confuso enquanto Alisa se afastava, mas não tentou impedi-la nem a seguir.
E, mais uma vez, com as emoções turbilhonando dentro dela, Alisa saiu rapidamente da cena.
— O que está acontecendo? O que é isso…
Há pouco tempo, tudo parecia tão feliz, e cada pequena coisa era alegre e divertida. Agora, parecia que ela poderia até desprezar tudo no mundo.
— O que… é isso?
Enquanto Alisa mordia o lábio, e Masachika olhava quieto para Yuki, um anúncio sinalizando o início dos eventos da tarde ecoou, aparentemente alheio ao turbilhão emocional que se desenrolava.
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