Volume 11
Capítulo 1: Mentes Reunidas
— OH, CÉUS… vejam só. Então é assim? Uma reunião tão distinta, todos aqui reunidos.
Quando Masachika, Alya, Yuki e Yusho entraram na sala de aula, foram recebidos por uma voz que soava levemente zombeteira. O rosto de onde ela vinha demonstrava um deleite inconfundível. Diante dos cinco, com suas expressões sombrias, os olhos de Nonoa brilhavam de excitação.
Normalmente, qualquer pessoa que visse uma garota bonita olhando para si daquele jeito sentiria um certo calor ou simpatia… Mas, quando se tratava de Nonoa, era outra história.
—!
O que os cinco que a encaravam sentiam, em vez disso, era um terror arrepiante. E qualquer um que olhasse nos olhos de Nonoa naquele momento não teria escolha senão entender o porquê. Certamente, seus olhos castanhos brilhavam intensamente, cheios de vida.
Mas, justamente por causa desse brilho, o centro deles se destacava ainda mais — como se um vazio tivesse se aberto ali, suas pupilas preenchidas por um preto plano e uniforme que apenas tornava sua aparência ainda mais inquietante. Era como se estivessem diante de alguma criatura desconhecida que apenas vestia uma carcaça humana…
— Ufa… eu te avisei, não foi, Kuze? Você não está mesmo pensando em fazer daquela sua aliada… está?
Seja por bravata ou por ter se recomposto rapidamente, Yusho balançou a cabeça de forma exagerada, como de costume. Masachika não disse nada — ou talvez não tenha conseguido. Em vez disso, quem reagiu foi a própria Nonoa, a mesma pessoa que acabara de ser chamada assim.
— Essa fala é minha, sabia~. Por que você está aí parado como se fosse amigo deles, Junyusho-chan??
(N/SLAG: Junyusho-chan (準優勝ちゃん) é um apelido sarcástico que significa literalmente "segundo lugar" ou também "vice-campeão", usado aqui de forma provocativa. O chan não é de afeto, é de provocação também.)
— Não sou exatamente um amigo. Parecia que você estava arrastando o clube de piano para algo suspeito, então estou cooperando apenas temporariamente para esmagar qualquer plano que esteja tramando.
— Fui eu quem trouxe o Kiryuin-san.
Às palavras de Alya, ao dar um passo à frente, os olhos de Nonoa se arregalaram brevemente em surpresa — antes que ela soltasse uma risada que soava genuinamente divertida.
— Hah~ entendi, entendi. Bem, o Kuze não daria as mãos ao Yusho de outro modo.
Lançando um olhar de lado para Masachika, cuja boca se contorceu diante do palpite preciso, Nonoa continuou sua análise em voz alta:
— Então vocês sabiam que alguém havia armado algo, e Alya compareceu sozinha à reunião do conselho porque tinha a garantia de que Yusho viraria a mesa se algo desse errado. Vocês prepararam um meio de encerrar a reunião à força com antecedência… e então entraram deliberadamente na armadilha para descobrir quem estava por trás disso.
Como se pensasse em voz alta, ela continuou sem parar antes de voltar o olhar para a expressão severa de Alya.
— Então, quando o vice-presidente começou a gritar sobre fraude, vocês já tinham entendido a maior parte… e pediram uma nova votação para identificar o culpado. Uma jogada ousada.
Com um sorriso satisfeito nos lábios, Nonoa aplaudiu levemente, como se estivesse elogiando os esforços de Alya.
Clap, clap, clap — Na sala de aula silenciosa, o som de seus aplausos ecoou friamente. Ninguém se juntou. Após aquele aplauso vazio, Nonoa uniu as mãos e, de repente, deixou o sorriso desaparecer. Erguendo uma sobrancelha, ela abriu os braços levemente.

(N/SLAG: LINDAAAAAAAA, MARAVILHOSAAAAA. MOGGA ESSES BETINHAS, NONOA🛐🛐🛐)
— E isso aqui?
Como se não tivesse absolutamente nenhuma ideia do porquê de agora estar sendo encurralada pelos cinco liderados por Alya — como se não conseguisse imaginar por que estaria sendo tratada daquela forma. Do ponto de vista do grupo de Masachika, aquela atitude era descarada em um grau absurdo.
Até mesmo Alya e Yuki franziram a testa instintivamente em resposta. A primeira a falar foi Yuki, com um sorriso elegante fixo no rosto.
— Você já sabia que alguma coisa ia acontecer antes mesmo de a reunião do conselho ser marcada, não é, Nonoa-san? Você deu a entender isso para a Ayano. Por quê?
— Bem, você sabe… eu tenho muitas conexões. Ouvi alguns rumores sobre movimentos suspeitos tendo como alvo a Alya~. Originalmente, eu estava planejando avisar o Kuze e a Alya sobre isso, mas… como eu já tinha dito que ficaria do lado da Ayanono, entende? Embora eu não esperasse que a própria Ayanono fosse repassar essa informação para a Yukki e para a Alya.
Nonoa falava como se não passasse de uma informante bem-intencionada. Seu sorriso despreocupado e a maneira fluida, sem hesitação, com que apresentou sua explicação faziam tudo soar tão natural que qualquer pessoa que não conhecesse sua verdadeira natureza poderia pensar: Ah, entendi — então foi assim, e aceitar sem questionar…
…
É claro que ninguém ali era ingênuo o bastante para aceitar suas alegações pelo valor de face.
Mas—
Também não havia qualquer evidência que pudesse classificá-las definitivamente como mentiras. Mais cedo, havia sido realizada uma revista corporal em todos os participantes do conselho e em seus pertences, e os oito indivíduos que haviam manipulado diretamente os resultados da votação foram detidos.
No entanto, Nonoa não apresentou nada suspeito nessa busca. Também não houve qualquer depoimento dos perpetradores que a ligasse ao plano. Os oito culpados — e Aoi, a vice-presidente do clube de piano — afirmaram ter sido incitados por uma estudante que não reconheceram.
Ainda assim, o porte físico e a aparência descritos dessa estudante não correspondiam aos de Nonoa. Além disso, até aquele momento, Ayano não havia conseguido obter dela nenhuma declaração decisiva.
Apesar de não perceber que a obediência exterior de Ayano escondia dissidência, Nonoa havia se movimentado com cuidado suficiente para não revelar nada incriminador.
— A Ayanono parecia querer que o Kuze e a Yukki se dessem bem, sabe? Então, para garantir que aqueles dois não se envolvessem na conspiração contra a Alya — nem que fosse por acidente —, eu tratei de fazer com que o Kuze e a Yukki não comparecessem à reunião do conselho.
— Então por que você manipulou as coisas para que a Ayano e a Alya fossem designadas como contadoras de votos?
— Não houve nenhum motivo profundo, na verdade. Se a Alya era o alvo, então achei que a Ayanono — que sabia disso — deveria permanecer perto dela. Assim, se algo realmente acontecesse, ela perceberia imediatamente, certo? E, se a Alya acabasse em perigo de verdade, ajudar ou não ficaria a critério da Ayanono — algo assim?
— Nesse caso, não havia necessidade de designá-las especificamente como contadoras de votos, havia?
— Bem, talvez não… mas as contadoras de votos precisam ficar no palco enquanto trabalham, não é? Isso significa que podem ver todo o local. E, como também ficam claramente visíveis para o público, seria mais difícil para o culpado agir. Achei que fosse um posicionamento estrategicamente sólido, tanto para ataque quanto para defesa. Estava tentando ser atenciosa, à minha maneira.
…
Enquanto Nonoa continuava sua explicação fluida com um sorriso despreocupado no rosto, Yuki manteve seu sorriso de dama, mas fechou a boca por ora. Provavelmente julgara que insistir diretamente dali em diante seria como empurrar uma cortina. Do ponto de vista de Masachika também, a desculpa de Nonoa parecia notavelmente ousada — impressionante até.
Na verdade, era tão hermética que se tornava suspeita justamente por não deixar nenhuma brecha.
E então—
Talvez decidindo que o ataque de Yuki havia estagnado, Nonoa deixou sua expressão desaparecer ao se voltar para Ayano.
— A propósito, Ayanono, quando você começou a vazar informações? Eu cooperei porque você disse que queria que o Kuze e a Yukki se dessem bem, não foi? Aquilo era mentira?
Inclinando o tronco bruscamente para a esquerda, Nonoa dirigiu a pergunta a Ayano. Ayano piscou lentamente antes de falar.
— Eu havia recebido anteriormente avisos da Yuki-sama e de Masachika-sama para tomar cuidado com você, Nonoa-san.
Como se estivesse organizando seus pensamentos, Ayano falou com cuidado e de maneira uniforme.
— Disseram-me que você possui um talento excepcional para conquistar as pessoas — que, quando se trata de manipular os outros, você é nada menos que um gênio… e que já usou esse talento para executar inúmeros esquemas secretos. Foi por isso que… naquele dia, na escadaria — quando você encurtou a distância entre nós…
Naquele momento, na escada de emergência, Nonoa pressionara habilmente Ayano — alguém que mal conhecia — para que se abrisse pessoalmente.
— Eu fiquei alerta. Perguntei-me se você estava se aproximando de mim com alguma intenção oculta… e, assim, expus deliberadamente uma fraqueza para observar sua reação.
Diante das palavras de Ayano, os olhos de Nonoa se estreitaram levemente. Fingir fraqueza para penetrar a guarda de um oponente — era algo que a própria Nonoa havia feito com Masachika momentos antes de se aproximar de Ayano.
Então acabei sendo pega pelo mesmo método que usei… fui descuidada.
Um sorriso irônico puxou seus lábios, acompanhado pela estranha sensação de quase querer aplaudir. Ainda assim, ela balançou a cabeça de um lado para o outro, como se estivesse ferida.
— Isso magoa… então Kuze e Yukki também me viam assim? E você também, Ayanono? Eu só estava lhe oferecendo um conselho sincero, sabia?
Falando como se fosse a vítima, as palavras de Nonoa irritaram-nos de forma inconfundível.
— Você realmente acha que esse argumento vai colar?
— Não acho. Mas é a verdade, então não há nada que eu possa fazer quanto a isso, certo?
Mesmo em resposta à pergunta de Yuki — agora carregada de uma pressão sutilmente maior —, Nonoa respondeu calmamente, fingindo inocência.
…!
Incapaz de se conter por mais tempo, Alya finalmente abriu a boca—
Masachika avançou ainda mais rápido que ela e segurou a mão de Alisa, interrompendo o que ela estava prestes a dizer. Quando sua parceira se virou, surpresa, ele lhe sinalizou com um olhar e um leve movimento da palma da mão — dizendo para deixar aquilo com ele.
Então, ao direcionar o olhar para o bolso da saia de Ayano, Alisa compreendeu de repente e fechou a boca.
Ótimo… parece que ela se acalmou.
Aliviado por ter conseguido impedir que Alisa dissesse algo imprudente, Masachika soltou um suspiro silencioso. Ter que confrontar Nonoa ali fora completamente inesperado. Por causa disso, não tiveram tempo de discutir previamente como deveriam reagir — mas já haviam conversado sobre como agir em situações como aquela.
Como pensei, é importante alinhar nossa estratégia com antecedência… Sim — até aqui, tudo correu como esperado. Daqui em diante, o verdadeiro teste é se consigo conduzir essa conversa para onde eu quero.
A partir daquele momento, ele teria que pesar cada palavra com cuidado.
Conseguimos frustrar o plano da Nonoa e encurralá-la até aqui graças inteiramente à força da Alya. Ela trouxe o Kiryuin para o nosso lado e capturou o verdadeiro culpado — graças a ela, chegamos até aqui… Mas daqui em diante, é uma batalha de palavras. Para a Alya, que quase não tem experiência com esse tipo de jogo verbal, lidar com Nonoa e os outros seria um fardo pesado demais.
Era por isso que ele queria que ela deixasse o resto com ele. Fixando o olhar intensamente nos olhos de Alisa com esse pensamento em mente, ela baixou levemente os olhos, assentiu e deu meio passo para trás.
Faça o seu melhor.
Através do toque de sua mão, palavras cheias de confiança de sua parceira lhe foram transmitidas. Incentivado por isso, Masachika mais uma vez colocou sua mente em modo de batalha.
Certo… este é o momento decisivo.
Enquanto se preparava e olhava diretamente para Nonoa, ela pareceu perceber algo; seus olhos também se voltaram para ele, curvando-se em um sorriso divertido. Então, com um tom levemente provocativo, perguntou:
— Então, Kuzecchi — o que você acha? Vai acreditar em mim…?
Encarando seu olhar inquisidor, Masachika retribuiu com uma expressão séria… e respondeu enquanto coçava a nuca com a mão esquerda.
— Sim. Eu acredito em você. Bem… se é assim, então não tem jeito.
Naquele momento, os olhos de Ayano se arregalaram ao se voltarem para Masachika. Enquanto isso, o sorriso de Nonoa se aprofundou em satisfação. Aquela pergunta anterior fora uma mão estendida de Nonoa a Masachika — e, naquele instante, ele a havia segurado firmemente.
Bem, o Kuzecchi não tem muita escolha mesmo, né~.
A partir da resposta de Masachika, Nonoa se convenceu de que aquela conversa estava sendo gravada — muito provavelmente por Ayano — e que Masachika não tinha intenção de cortar relações com ela.
Claro que não. Se ele me cortar, não vai conseguir vencer a eleição, certo?
Sim — Nonoa entendeu que, naquela situação, Masachika e Alisa não tinham escolha a não ser protegê-la.
Dentro daquela academia, a popularidade de Nonoa era extremamente alta. Se sua traição viesse a público, Masachika e Alisa perderiam completamente o apoio daqueles que a seguiam. Além disso, durante a cerimônia de encerramento do primeiro semestre, eles haviam declarado diante de todo o corpo estudantil:
— Se formos eleitos, trabalharemos juntos como membros do conselho estudantil!
Se um conflito interno surgisse menos de meio ano depois, isso apenas provaria que lhes faltava capacidade de unir os outros.
Mesmo que todas as provas de traição viessem à tona e fosse determinado que a culpa foi minha, as pessoas só pensariam: "Eles estão brigando entre si — melhor votar na Suou-san por segurança." Nesse caso, o melhor movimento do Kuzecchi seria esconder o próprio fato da minha traição.
Em outras palavras, Masachika e Alisa não eram inimigos de Nonoa naquele cenário. No momento em que teve certeza disso, sentiu seu entusiasmo esfriar rapidamente.
Ahh… que tédioooo.
Dali em diante, seria apenas uma formalidade — Yuki e Yusho tentando extrair uma declaração definitiva de Nonoa, enquanto Masachika se moveria para contê-los. Desde que evitasse cometer algum deslize, poderia simplesmente esquivar-se das perguntas casualmente. Assim que chegou a essa conclusão e seu interesse começou a desaparecer, ela voltou o olhar para o relógio na parede da sala—
— Além disso, alguém fundamentalmente preguiçosa como você não se daria ao trabalho de nos trair sem um motivo. Se houvesse um… seria porque a Sayaka ainda está de olho na presidência e ordenou que você nos armasse uma armadilha.
Ao ouvir as palavras de Masachika, Nonoa congelou por um instante antes de voltar a olhar para ele.
Embora usasse um sorriso casual, como se dissesse Bem, provavelmente não é o caso, havia uma luz fria e nítida em seus olhos — e ela entendeu perfeitamente que aquilo fora uma ameaça.
Hah… então é assim que você vai jogar.
Em outras palavras, se Nonoa cometesse qualquer novo ato de traição que causasse danos fatais à dupla Masachika–Alisa, Masachika estava dizendo que Sayaka seria responsabilizada por isso. Era, sem dúvida, uma ameaça direcionada exatamente ao seu ponto fraco.
Está me protegendo enquanto ainda crava um prego… Acho que ainda é cedo para baixar a guarda.
Reafirmando para si mesma que Masachika já não era mais seu inimigo, Nonoa colocou seus pensamentos de volta em movimento.
Mas… isso nem chega a ser uma ameaça, chega? Kuzecchi, seu molenga — você não conseguiria jogar o estigma de traição sobre uma Sayacchi inocente.
De cabeça fria, Nonoa analisou a situação com calma. Mas, como se tivesse lido seus pensamentos, Masachika se virou para Yusho.
— Ei, Kiryuin… você não acha o mesmo?
— Acho, sim. Mesmo que a Miyamae negasse, seria apenas para proteger a Taniyama. Afinal, ela já assumiu a culpa para encobri-la durante o debate do primeiro semestre.
Dando de ombros de forma teatral e exagerada, Yusho fez Nonoa estreitar os olhos.
Ahh… bem, sendo o Yusho, ele jogaria a culpa na Sayacchi sem pensar duas vezes. Mesmo que o Kuzecchi tentasse impedi-lo…
Entendi — isso realmente funciona como uma ameaça.
Nunca pensei que o Yusho acabaria se tornando uma carta tão coringa assim…
Sua reputação dentro da academia já havia caído o máximo possível. Um perdedor rejeitado por todos os atuais membros do conselho estudantil. Como presidente do Clube de Piano — o ponto de partida do plano — ela havia mantido uma vigilância mínima sobre ele, mas, sinceramente, nunca o considerara uma ameaça.
E, ainda assim… ter meu plano destruído — e ainda por cima receber um golpe — justamente por esse perdedor…
Como se tivesse lido seus pensamentos, Yusho inclinou o queixo em um gesto provocador. Normalmente, aquilo deveria tê-la irritado… Mas, estranhamente, ela achou divertido. Os sentimentos que haviam esfriado antes voltaram a se acender.
Ahh… gostei. Muito bem — então talvez eu entre no jogo.
Com esse prazer estampado levemente em seu rosto, Nonoa exibiu um sorriso quase suspeitamente radiante.
— Claro que eu jamais trairia o Kuzecchi e a Alissa, né? Quer dizer… se a Sayacchi me mandasse, talvez até fosse… mas ela nunca diria algo assim, diria?
— É, claro. Naturalmente, eu acredito em você também.
Ainda coçando a nuca com a mão esquerda, Masachika respondeu com um sorriso igualmente falso e despreocupado. Plenamente conscientes de que nenhum dos dois estava dizendo a verdade, trocaram sorrisos amigáveis.
— Mas, é verdade que fiquei do lado da Ayanono e acabei não avisando vocês dois como deveria. Vou compensar isso em breve.
— Sério? Isso ajudaria. Só não se esqueça de nos manter devidamente informados quando fizer isso, certo?
Mantendo uma fachada amistosa enquanto continuavam suas manobras verbais por baixo da superfície—
Yuki interrompeu de repente.
— Nonoa-san, se você nos entregar a pessoa que instigou a vice-presidente do Clube de Piano e os executores, prometo que não responsabilizaremos você. O que me diz?
Era uma proposta feita casualmente que pegou Nonoa desprevenida — uma confirmação disfarçada de oferta, em que até hesitar significaria derrota. Mas a resposta de Nonoa veio sem o menor atraso.
— Hm? Desculpa, Yukki, mas não entendi do que você está falando.
……
Sem conseguir obter novamente uma declaração definitiva, Yuki estreitou levemente os olhos — sua postura denunciando um provável estalar de língua interior.
E então—
Uma voz se elevou, inesperada não apenas para Yuki e Nonoa… mas até mesmo para Masachika.
— Por quê…? Por quê!? Como você consegue ficar tão calma com isso!?
Quem gritou, com uma voz fina e trêmula, foi Ayano, posicionada na diagonal atrás de Yuki. Enquanto todos os presentes se voltavam para ela, surpresos, Ayano agarrou com força a própria saia e, com os lábios tremendo, continuou:
— E-Eu não importo! Mas a Alisa-san e o Masachika-sama… eles não são seus amigos, Nonoa-san!? E mesmo assim — você os traiu — e ainda assim — Nonoa-san, você…!
Como se as palavras estivessem transbordando do fundo de seu coração mais rápido do que sua mente conseguia acompanhar, Ayano tremia por completo — a garganta, o peito, os punhos — todo o seu corpo sacudia violentamente enquanto tentava desesperadamente falar com lábios que não cooperavam.
Era uma explosão emocional que até Masachika e Yuki raramente haviam visto nela. Quando parecia estar à beira de hiperventilar—
Yuki se virou e a envolveu em um abraço apertado.
— Obrigada, Ayano. Já chega. Está tudo bem agora.
— Yuki-sama…
Enquanto Yuki acariciava suavemente sua cabeça, a tensão foi gradualmente deixando o corpo rígido de Ayano, e sua respiração começou a se estabilizar. De pé à sua frente — bloqueando Nonoa de sua vista — estavam Masachika e Alisa.
— Obrigado, Ayano.
— Obrigada por ficar brava por nós, Ayano-san.
Masachika acariciou sua cabeça como Yuki havia feito, enquanto Alisa falava com um sorriso gentil e reconfortante. Ayano respirou fundo lentamente e abaixou o olhar.
— Masachika-kun, Alya-san — nós vamos indo para casa antes de vocês.
— Certo. Cuide da Ayano.
— Sim. E você também, Kiryuin-san.
Deixando apenas essas palavras para trás, Yuki levou Ayano para fora da sala de aula. Depois de observar suas figuras se afastando, Masachika se virou para Yusho e disse:
— Kiryuin — obrigado por hoje. Você realmente nos ajudou.
— Hã? Ahh… sim…
Masachika inclinou levemente a cabeça, e Yusho piscou várias vezes, completamente pego de surpresa.
— Desculpa, mas… você pode ir para casa por hoje? Quero conversar com a Nonoa apenas com a Alya aqui.
— Ah… sim.
Ainda visivelmente abalado, Yusho assentiu com uma obediência incomum e deixou a sala de aula. Assim, restando apenas os três, Masachika e Alisa voltaram a encarar Nonoa.
— Então… por que você nos traiu no fim?
Abandonando o sorriso artificial, Masachika fez a pergunta diretamente. No entanto, Nonoa apenas inclinou a cabeça, mantendo o mesmo sorriso alegre.
— O que deu em você de repente, Kuzecchi? Você disse que confiaria em mim.
— Entendi. Então você não vai admitir, aconteça o que acontecer.
Mesmo naquele ponto, Nonoa continuava sua encenação suspeita sem baixar a guarda. Masachika estalou a língua mentalmente.
Tch… então ela não vai escorregar tão fácil…
Coçando a cabeça de forma brusca com a mão direita, Masachika baixou um pouco o olhar e continuou:
— Ei, Nonoa. Quem era a aluna que tentou incriminar a Alya?
— Nossa, eu já disse: não faço ideia do que você está falando.
— Você realmente espera que eu acredite nisso?
— Uhum, nadinha mesmo.
Ela abriu as mãos despreocupadamente… e Masachika soltou uma pequena risada.
— Faz sentido. A Yuki perguntou algo parecido antes, e você continuou se fazendo de desentendida o tempo todo—
— Exatamente, então você pode parar com—
— Foi por isso que você cometeu um erro.
O sorriso de Nonoa desapareceu. Fixando o olhar em seu rosto agora inexpressivo, Masachika continuou:
— Você disse que não sabe do que estou falando? Estranho. Normalmente, quando alguém menciona uma aluna que tentou incriminar a Alya, a primeira pessoa que vem à mente seria a garota que a confrontou da plateia durante a assembleia do conselho estudantil, certo?
Uma das pessoas que manipulou as cores das bolas de votação. A garota que primeiro acusou a Alisa. Como se tivesse se lembrado dessa existência, os olhos de Nonoa se arregalaram levemente.
— Se você realmente não soubesse de nada, teria respondido que era uma colega de classe da Yuki — ou que não sabia quem era. Mas, ao ouvir "a aluna que tentou incriminar a Alya", a pessoa que você imaginaria seria a garota que instigou os oito executores e a vice-presidente do clube de piano. Alguém que você não deveria conhecer se fosse realmente inocente. Foi por isso que disse que não sabia do que eu estava falando.
Enquanto dizia isso, Masachika tirou do bolso um gravador de voz — que ainda estava registrando tudo.
Os olhos de Nonoa se arregalaram ainda mais… antes que ela soltasse uma leve risada.
— Bem… a Yuki mencionou alguém assim mais cedo.
— Verdade. Mas a Yuki disse "a pessoa que instigou". Ela nunca disse que era uma garota.
— Mesmo assim, isso não é fraco demais para servir como prova de traição? É só um jogo de palavras.
— Vamos torcer para que essa desculpa funcione com a Sayaka.
Diante da resposta afiada de Masachika, o sorriso artificial no rosto de Nonoa finalmente rachou — revelando um lampejo de loucura por baixo.
— Você é interessante, Kuzecchi. Muito interessante. Talvez seja o único que consiga me encurralar de frente desse jeito.
Seus olhos brilhavam intensamente, como se estivesse prestes a lamber os lábios em antecipação. Era uma visão suficiente para fazer qualquer pessoa comum sentir um perigo instintivo. Por fim, Alisa falou:
— O que você é? O que você quer?
Ainda com aquele sorriso inquietante, Nonoa se virou para ela.
— Hm? O que eu sou, é…? Sinceramente, nem eu sei direito… embora talvez tenha entendido um pouco hoje.
Abrindo os braços e olhando para o teto, ela sorriu amplamente.
— Eu quero ver o inesperado! — Apertando as mãos como se estivesse agarrando algo, Nonoa riu. — Algo além das minhas expectativas! Algo que as destrua! É isso que eu quero ver!
Ao ver Nonoa expressar pela primeira vez um desejo tão puro e animalesco, Masachika franziu a testa.
— E, por isso, você não se importa em trair seus amigos ou enganar colegas inocentes?
— Bem, não espero que você entenda. Nem eu mesma entendo por que me sinto assim.
A loucura febril desapareceu de sua voz num instante, e ela deixou a cabeça pender levemente para frente. Alisa respondeu em seu lugar:
— Não posso dizer que entendo… mas também não pretendo negá-la por isso. Assim como eu quero ir cada vez mais longe, você quer ver o inesperado. É só isso, não é?
Masachika e Nonoa a encararam, surpresos, enquanto Alisa continuava:
— Desde que entrei nesta academia, percebi que as pessoas vivem de muitas maneiras diferentes — e que nenhuma delas é inerentemente superior ou inferior.
Suas palavras carregavam o peso de uma convicção genuína.
— Cada forma de viver tem seu próprio valor… e há coisas que apenas quem vive daquela maneira pode enxergar. Por isso, decidi que não vou negar algo só porque não entendo — só porque é diferente de mim. Então… também não vou negar você. Se é isso que dá sentido à sua vida, vou aceitar como tal.
Nem afirmação, nem negação — apenas aceitação. Nonoa encarou Alisa intensamente… e então sorriu.
— Gostei disso… acho que gosto de você, Alissa.
— O-O quê?
— É, é. Aquilo foi ótimo. Você também foi incrível na assembleia. Dá até vontade de te beijar.
— E-Eh!? N-Não, isso—
Alisa recuou instintivamente um passo, e Masachika se moveu levemente para protegê-la. Observando-os com diversão, Nonoa se virou para a porta da sala.
— Bem, então… contanto que vocês me mostrem algo que supere minhas expectativas, vou cooperar direitinho com vocês dois. Embora eu possa causar algum caos se ficar entediada.
— Nesse caso, lidaremos com isso quando acontecer.
— Façam como quiserem. E, se quiserem deixar a Sayacchi ouvir essa gravação, fiquem à vontade~.
Ainda sorrindo até o fim, Nonoa deixou a sala. Depois de um momento, Masachika soltou um longo suspiro e olhou para Alisa.
— Nossa. Bom trabalho. Você está bem?
— Sim. Bom trabalho para você também… o que quer dizer?
— Bem… foi a primeira vez que viu a verdadeira natureza dela, certo? Pensei que pudesse ter ficado chocada.
Alisa pensou por um momento antes de responder seriamente:
— Fiquei surpresa, com certeza. Mas, como eu disse, não pretendo negar a Nonoa-san. Na verdade… acho que foi bom ela ter nos mostrado seu verdadeiro eu — sua essência.
Não por bravata ou gentileza mal colocada, mas após refletir cuidadosamente. Masachika sentiu uma admiração sincera.
— Isso é impressionante.
— Bem, talvez também seja porque não sinto que ela me traiu de verdade.
— Ah… entendi.
A conspiração havia sido interrompida no meio do caminho, e Nonoa não prejudicara Alisa diretamente. Talvez isso lhe permitisse enxergá-la de forma mais objetiva.
— Além disso… comparado à verdadeira natureza da Yuki, isso não foi nada.
— É…
Masachika apenas ficou olhando para o vazio. Pensando em sua irmã mais nova — que era mais próxima de Alisa do que Nonoa jamais fora, e cuja diferença entre aparência e personalidade verdadeira era muito mais extrema — Masachika limpou a garganta.
— Bem, se você não está chocada, melhor assim… já está ficando tarde. Vamos para casa por hoje.
— Sim… vamos.
Sem dizer mais nada, Masachika e Alisa começaram a caminhar. Após deixarem o prédio da escola, seguiram lado a lado pela estrada escura.
— Então, o que você vai fazer com aquela gravação de antes?
— Hm… por enquanto, vamos guardá-la. Mesmo que a Sayaka descubra a traição da Nonoa e tente impedi-la… não dá para prever como ela reagiria. No pior dos casos, ela pode simplesmente dobrar a aposta e se opor a nós abertamente. Confiar na Sayaka será nosso último recurso. Por ora, vamos manter isso como um elemento de dissuasão contra a Nonoa.
— Entendo… se você acha que é o melhor, então concordo.
Masachika assentiu levemente e soltou o ar, finalmente liberando a tensão que vinha segurando. Quase imediatamente, uma onda de exaustão o atingiu.
Sim… tive que ficar em alerta o tempo todo durante aquela conversa… mas não é só isso…
Não era apenas fadiga mental. Havia uma sensação pesada e turva pressionando seu peito. Era… exaustão emocional.
Ah… entendi agora.
A explosão emocional de Ayano mais cedo — ver sua amiga de infância normalmente inexpressiva daquele jeito — só agora começava a pesar em seu coração.
Quando a Ayano perdeu o controle… pensando com calma, eu também tive parte da culpa, não tive?
Pelo menos, se Masachika não tivesse tomado o lado de Nonoa — e, em vez disso, tivesse se juntado a Yuki para condená-la seriamente — talvez aquilo pudesse ter sido evitado. Se tivesse feito isso, Ayano teria permanecido como sempre: quieta, ao lado de Masachika e Yuki—
Não… talvez fosse inevitável mais cedo ou mais tarde. Ela vinha reprimindo tudo desde que começou a espionar a Nonoa…
Ainda assim, o fato permanecia: Ayano havia se colocado sob aquela pressão para espionar e alertá-lo — e à Alisa — sobre o perigo… e Masachika retribuíra esse favor com algo que, na prática, fora uma traição.
Usamos as informações que a Ayano nos deu para frustrar o plano da Nonoa… e, na hora de condená-la, fui eu quem ficou no caminho. Do ponto de vista da Ayano, aquilo deve ter parecido pura traição…
Ele não se arrependia da forma como lidara com a situação naquele momento. Considerando a eleição que se aproximava, acreditava ter tomado a decisão mais acertada possível.
Mas…
Aquela escolha fria e calculada havia, sem dúvida, sido o que fizera Ayano mostrar aquela expressão.
Cara… eu me odeio agora.
Como eram adversários políticos na eleição, não havia como evitar. Ele entendia isso racionalmente. E, ainda assim… Não conseguia se livrar do desgosto que sentia diante de sua própria autojustificação.
— Obrigada… por pensar em tudo com tanto cuidado.
— Hã?
Surpreso pelas palavras repentinas de gratidão ao seu lado, Masachika teve seus pensamentos interrompidos. Quando se virou, viu que Alisa continuava olhando para frente enquanto falava.
— Se eu estivesse sozinha… talvez tivesse confrontado a Nonoa-san sem pensar nas consequências — e tudo poderia ter acabado apenas em desconfiança e discórdia.
— Ah… bem, essa franqueza é uma das suas qualidades, Alya.
Aquela mesma franqueza sempre lhe parecera deslumbrante… Mas, naquele momento, doía um pouco.
— Mesmo assim, acho que a Nonoa-san simplesmente teria se esquivado e nunca revelado suas verdadeiras intenções. O motivo de ela ter mostrado seus verdadeiros sentimentos foi porque você os arrancou durante a conversa… então, obrigada.
Dando alguns passos à frente, Alisa se virou para ele ao expressar sua gratidão. Masachika arregalou levemente os olhos — e, quando Alisa encontrou seu olhar de frente, fez o mesmo.
— O que foi?
— Hã?
— Você parece estar sofrendo…
— Ah.
Diante da pergunta, Masachika forçou um sorriso torto.
— É por causa da Ayano… um pouco.
— Imaginei.
— Ela realmente não é feita para disputas eleitorais. Mesmo tendo sido eu quem a envolveu nisso desde o começo.
E também quem fizera com que ela mostrasse aquela expressão desta vez…
— Masachika-kun…
— Não, desculpa. No momento em que me tornei o oponente político delas, já era tarde demais para isso. Achei que estivesse preparado… mas ver algo assim ainda me afeta.
Depois de dizer isso, Masachika balançou a cabeça, como se quisesse afastar aqueles pensamentos.
— Mas… sim. Ter você me reconhecendo assim me fez sentir que eu não estava errado, afinal. Quanto à Ayano… vou me desculpar com ela direito depois — e também agradecer.
— Não faça essa cara. Aconteça o que acontecer, nós vamos vencer esta eleição. Isso não mudou. Certo?
— Sim. Está certo.
Mesmo enquanto assentia, Alisa parecia preocupada com algo. Caminhando ao lado dela novamente, Masachika falou de propósito com um tom mais leve:
— Ainda assim, a atuação dela foi impecável. Estou sinceramente impressionado com a forma como ela conseguiu escapar daquela situação.
— Ah… a Nonoa-san.
— Sim. Ela não deixou nenhuma brecha.
— Mesmo assim… você conseguiu enfrentá-la de igual para igual… e, no fim, venceu, não foi?
— Ahh… bem, foi uma vitória bem apertada.
— Ainda assim, você superou a Nonoa-san. Eu admiro isso, sinceramente.
— Oh… obrigado.
— И ты тоже выглядел очень привлекательно…
(E você também estava muito bonito…)
—!
Depois daquelas palavras murmuradas suavemente em russo, Masachika sentiu um olhar caloroso tocar sua bochecha e quase se engasgou — chegando a emitir um som estranho no fundo da garganta. Mudando rapidamente de assunto para disfarçar—
— Mesmo assim, fiquei surpreso. Nunca pensei que você pediria uma nova votação para expor a conspiração.
— Bem… no fim, ainda não conseguimos capturar a mente por trás de tudo. E, por causa do que fiz, a espionagem da Ayano-san acabou sendo exposta à Nonoa-san…
— Mas isso acabou jogando a nosso favor. Se a Ayano tivesse continuado espionando daquele jeito, a facção da Yuki poderia ter conseguido provas da traição da Nonoa antes de nós.
— Suponho que essa seja uma forma de ver…
Originalmente, o motivo de Masachika e os outros estarem esperando perto da sala vazia era que — enquanto Masachika e Yuki ouviam o relato completo dos acontecimentos de Alisa e Yusho após a assembleia do conselho estudantil — de repente lhes ocorreu:
Espere… do ponto de vista da Nonoa, as ações da Alya não pareceriam estranhas?
Então, por precaução, seguiram Ayano quando ela foi chamada por Nonoa. Do ponto de vista de Alisa, ela provavelmente sentia que havia feito algo desnecessário — mas, para Masachika, fora nada menos que uma jogada excelente.
Além disso, conseguir capturar os oito executores fora um enorme ganho. Idealmente, também teriam capturado a aluna que os instigou, mas…
— É… quem será que ela realmente é?
— Não faço ideia. Mas, se conseguirmos identificá-la, podemos tirar uma das peças mais importantes da Nonoa do tabuleiro.
Ao mesmo tempo, porém, aquela garota também era uma testemunha-chave que poderia ligar Nonoa a tudo — tanto para Yuki quanto para Ayano.
Capturá-la provavelmente seria a próxima batalha decisiva.
— Entendido.
Com o próximo objetivo em mente, a expressão de Alisa se endureceu. Masachika assentiu uma vez e ficou olhando para o vazio.
Aquela garota quase certamente está cooperando com a Nonoa mesmo conhecendo sua verdadeira natureza… mas quem é ela?
⋆⋅☆⋅⋆
Naquele exato momento, a garota em questão — Miyabi Kumagawa — estava frente a frente com Nonoa em uma sala completamente deserta dentro do prédio da escola.
— Então, no fim das contas, o plano fracassou, e os oito executores foram capturados… que pena.
Embora tivesse sido ela quem orquestrara tudo, Miyabi franziu as sobrancelhas em aparente simpatia antes de perguntar:
— E então? O plano falhou — por que você parece tão feliz, minha rainha?
Diferente de sua expressão usualmente apática, Nonoa parecia estranhamente animada enquanto respondia sem sequer olhar para Miyabi.
— Hm? Por que será~? Talvez porque pude ver lados inesperados da Alisa e da Ayano?
— Entendo.
— E o Kuzecchi e o Yusho também fizeram movimentos que eu jamais previ. Nunca tiveram meus planos desmontados de forma tão completa antes… talvez por isso eu tenha acabado me divertindo.
— Entendi. Eu ainda não compreendo.
Soando exasperada — e, de algum modo, um pouco solitária — Miyabi continuou:
— E agora?
— Hm~ por um tempo, vou me comportar com o Kuzecchi e a Alissa. Preciso recuperar a confiança que perdi desta vez.
— Entendo…
— Você também deveria se manter discreta por um tempo, Miyabi~. A Yuki e o Kuzecchi provavelmente vão tentar te encontrar.
— É… bem, eu estava disfarçada, então acho que vou ficar bem.
— Também acho~ mas é melhor prevenir. Enfim, bom trabalho! Dispensada!
Batendo palmas como se encerrasse o assunto, Nonoa se virou para sair—
— Espere.
Miyabi a deteve com um olhar inexpressivo.
— Você ainda não me agradeceu.
— Ahh…
— Você disse que me deixaria fazer isso sem restrições, lembra?
Diante da séria exigência de compensação de Miyabi, Nonoa levou a mão até a fita em seu colarinho e sorriu — um sorriso estranho, provocador.
— Não tem jeito… tudo bem.
E, com isso, a fita vermelha foi lentamente desatada…
(N/SLAG: TÁAAAAAA PORRA MEU NOBRE, YURIZÃO AO VIVO!!!? / Shisuii: Rapaz cd a minha imagem de cria ein AUTOR????)
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