Volume 11
Capítulo 2: Desmascarando a Mentora Oculta
RECADO IMPORTANTE: Para quem estava no servidor da katzenfallen, ele acabou! Agora estou em um novo servidor: ARGO
Entrem para dar uma moral!
— DESCULPE POR ligar tão cedo esta manhã, Tsukamoto-senpai.
— Ah, não, tudo bem, mas…
Na manhã seguinte, Aoi Tsukamoto — vice-presidente do Clube de Piano — foi convocada cedo à sala do conselho estudantil. Enquanto lançava olhares na direção de Alisa, encolhia os ombros, visivelmente desconfortável. Embora ela mesma tivesse sido usada por Nonoa… e por alguém que agia como seu peão, ainda assim havia feito acusações falsas contra Alisa e Ayano para proteger o Clube de Piano.
Agora que a assembleia estudantil havia terminado e a continuidade do clube fora aprovada provisoriamente, provavelmente não restava nela nada além de culpa.
— Hum… mais uma vez, sinto muito, Kujou-san. Eu quase a incriminei com acusações falsas naquela assembleia.
Alisa encarou Aoi, que se curvava profundamente em pedido de desculpas, e respondeu:
— Quanto a isso, vamos considerar o assunto encerrado se você cooperar conosco para capturar a pessoa que a instigou. Também devo me desculpar por tê-la pressionado para expor a conspiração.
— N-Não… fomos nós que começamos a briga…
Ao ver Aoi encolher ainda mais após o pedido de desculpas de Alisa, Masachika se colocou entre as duas, pensando que, caso contrário, aquilo se transformaria em um ciclo infinito de desculpas.
— Não temos muito tempo, então vamos começar imediatamente. Tsukamoto-senpai, você poderia olhar esta lista de alunos e nos dizer se reconhece a estudante que parecia estar manipulando você?
Diante do grosso volume com o registro de todos os alunos do ensino médio colocado sobre a mesa com um baque, Aoi hesitou levemente. Então ergueu o olhar timidamente para Masachika e disse:
— Como eu disse ontem, só encontrei aquela pessoa uma vez… então não lembro muito bem do rosto dela… Além disso, ela prometeu que eu poderia entrar no Clube de Piano se seguisse suas instruções, mas isso acabou sendo discretamente ignorado…
Pensando na garota misteriosa que desaparecera completamente após aquele único encontro, Aoi deu um sorriso amargo ao perceber o quão tola havia sido por ter sido enganada.
— Mesmo assim, tirando os oito envolvidos, você é a única que teve contato com ela até agora. Mesmo um palpite do tipo "essa pessoa pode se parecer com ela" já serve. Vamos ter que verificar todo mundo, um por um.
— Entendo…? Bem, vou dar uma olhada, mas não criem muitas expectativas.
Após enfatizar isso, Aoi pegou o registro e começou a examinar cuidadosamente as fotografias.
Observando-a de lado, Masachika lançou um olhar além dela, em direção a Sumire, cujos característicos cachos verticais pareciam ainda mais energéticos que o habitual — talvez por causa do horário tão cedo.
— O Comitê de Moral Pública já começou a investigação sob o comando da Sarashina-senpai, certo? Violet-sen—
— É Sumire, muito obrigada!
Após a resposta habitual, Sumire continuou com um suspiro:
— Arrancamos confissões dos oito envolvidos ontem e, com base em seus depoimentos, já reduzimos os possíveis mentores. No momento, estamos nos dividindo para investigar esses candidatos.
— Isso foi rápido…
Yuki e Ayano também estavam ajudando nessa investigação. No entanto, como os oito envolvidos eram extremistas que apoiavam Yuki, Masachika e Alisa optaram por não se juntar a elas e, em vez disso, pediram a cooperação de Aoi para conduzir uma investigação independente… embora isso fosse apenas metade da verdade.
Na realidade, Masachika e Alisa estavam agindo por conta própria para identificar a garota misteriosa antes de qualquer outra pessoa — e, em vez de acusá-la formalmente, exigir que ela deixasse de cooperar com Nonoa a partir de agora.
Se fizermos uma acusação formal, corremos o risco de — ao puxar o fio — revelar Nonoa como a verdadeira mentora… embora eu ache improvável que ela tenha deixado provas decisivas nas mãos de um de seus peões.
Ainda assim, Masachika não tinha o menor desejo de tornar pública a traição de Nonoa. Pelo mesmo motivo, não queria que a garota fosse acusada — ou caísse sob a custódia de outra pessoa.
Idealmente, queriam evitar interferência externa em sua investigação… mas, como não podiam explicar seu verdadeiro objetivo, não tinham como recusar quando Sumire insistiu em comparar as informações de Aoi com as dos oito envolvidos.
Dito isso, assim que souberam que Sumire viria, tomaram precauções.
— Aliás… por que Yuusho-san está aqui?
Inclinando a cabeça ao olhar para Yuusho — que Masachika havia chamado — Sumire perguntou. Yuusho afastou a franja com elegância e respondeu:
— Por que não estaria? Como presidente do Clube de Piano, é natural que eu queira capturar quem dirigiu malícia contra nós, não acha, Sumire-nee-san?
— Você sempre foi tão admirável assim, Yuusho-san?
Sim — se Sumire viesse, Yuusho também viria. E, ao chamá-lo, poderiam naturalmente se dividir em equipes e fazer com que Sumire investigasse junto com ele. Assim, Masachika e Alisa ficariam livres para agir de forma independente.
E então, trinta minutos depois, após folhear todas as fotos, Aoi ergueu a cabeça, incerta.
— Separei aquelas que parecem possíveis correspondências… por enquanto.
— Obrigada. Quantas são?
Alisa — que vinha fotografando as fichas selecionadas com o celular — conferiu as imagens ao responder:
— Doze no total.
— Quais são?
— Ah… são estas.
Espiando o smartphone de Alisa, Sumire levou a mão à boca, pensativa.
— Hmm… nove dessas já estavam entre as pessoas de quem suspeitávamos.
— Oh? Então isso significa que é altamente provável que haja apenas um mentor, em vez de vários indivíduos.
— Sim. Com essa consistência nos depoimentos…
— Só para garantir, poderia nos dizer quais são essas nove?
— Certamente.
Após trocarem essas informações, Masachika fez uma sugestão no tom mais casual possível.
— Se formos muitos de uma vez, eles vão desconfiar. Que tal nos dividirmos em dois grupos?
— Parece bom. Ah — Kiryuin-senpai, você vai investigar com alguém do Comitê de Moral Pública?
Alisa perguntou rapidamente, mas Sumire balançou a cabeça.
— Não. Já compartilhei essas informações com minha irmã e os outros membros do comitê. Não há necessidade de nos reagruparmos.
— Então estaria tudo bem se Kiryuin-senpai investigasse junto com… Kiryuin—Yuusho-san?
— Sim, isso seria o melhor. Vamos, Yuusho-san.
Ao ver Sumire aceitar tão prontamente, Masachika comemorou internamente. No entanto, Yuusho então fez um movimento inesperado. Com um leve sorriso, afastou a franja e — aparentemente por capricho — estendeu a mão para Aoi.
— Então, poderia ajudar em nossa investigação, vice-presidente?
— Hã? Não, obrigada.
E foi rejeitado instantaneamente. Yuusho congelou, com o canto da boca tremendo levemente, enquanto Sumire lhe lançou um olhar exasperado e deu meia-volta.
— Vamos. Precisamos interrogar alguns antes do início da aula.
— Mas sem a vice-presidente — que realmente encontrou a pessoa — como vamos descobrir quem é a culpada?
— Você deveria conseguir perceber pela reação de alguém se tem algo a esconder.
— Talvez você consiga, Sumire-nee-san, mas a menos que seja extremamente óbvio…
— Chega de conversa. Vamos.
— Sim.
Observando Yuusho sair da sala do conselho estudantil sob a insistência de Sumire, Masachika murmurou:
— Por que ele achou que ela diria sim?
— Quem sabe? Talvez ele ache que qualquer garota aceitaria se ele pedisse.
— Você é bem dura com o Kiryuin, Tsukamoto-senpai.
— Naturalmente. Não há nada nele que inspire boa vontade.
— Ahaha…
De qualquer forma…
— Doze pessoas, hein? Algumas podem estar ausentes hoje. Não é um número que possamos verificar em um único dia.
— Teremos que dividir ao longo de vários dias… por ora, talvez devêssemos começar pelos alunos do segundo ano, que são os candidatos mais prováveis?
— Hmm… dá para falsificar o ano apenas mudando a cor do laço, então isso não é muito confiável. Que tal começarmos pelo grupo com menos pessoas?
— Faz sentido. Então vamos começar pelos calouros. Tsukamoto-senpai, tudo bem para você?
— Sim… acho que está bem.
E assim, após essa troca, Masachika e Alisa começaram a interrogar os suspeitos um por um junto com Aoi.
⋆⋅☆⋅⋆
— Hum, desculpe interromper de repente, você tem um momento?
— Sim? Em que posso ajudar— Ah, Kujou-san?
— Sim. Eu queria lhe perguntar uma coisa… Quando você pensa em alguém que é boa em maquiagem, alguém vem à mente?
— Alguém boa em maquiagem…?
O primeiro alvo — uma aluna do primeiro ano da Turma A que encontraram no corredor — pareceu confusa com a pergunta repentina de Alisa.
No entanto, havia um motivo para isso. De acordo com o testemunho de Aoi, a garota misteriosa estava usando uma maquiagem visivelmente carregada — incomum em uma escola onde o padrão era uma maquiagem leve, apenas o suficiente para evitar repreensão dos professores. Provavelmente fazia parte de um disfarce — e, sendo assim, era improvável que outra pessoa a tivesse feito por ela.
O que levava à conclusão de que a garota misteriosa deveria ser habilidosa em maquiagem.
Claro, eles não podiam simplesmente dizer: "Suspeitamos que você seja a culpada", então enquadraram como uma pergunta casual.
Mesmo assim, se ela realmente for a culpada, deve demonstrar algum tipo de reação ao ver a Tsukamoto-senpai…
Pensando nisso, Alisa observou cuidadosamente a reação da garota — mas, mesmo após notar Masachika e Aoi, ela não demonstrou nada suspeito e, em vez disso, considerou sinceramente a pergunta repentina feita por praticamente estranhos.
Ela mencionou três nomes.
— Entendo. Muito obrigada.
— De nada… Kujou-san, você se interessa por maquiagem? Com a sua beleza, mal parece necessário.
— Ah, não. Não é para mim. De qualquer forma, obrigada.
— De nada. Fico feliz em ajudar.
Sorrindo, a garota fez uma leve reverência e se afastou.
— Ela é uma pessoa gentil.
— De fato. Então, Tsukamoto-senpai, o que acha?
Ao ouvir a pergunta de Alisa, Aoi balançou a cabeça lentamente.
— Não acho que seja ela. O jeito de falar e a voz eram completamente diferentes… E sinto que a garota que encontrei era mais magra no geral.
— Então provavelmente não é ela. Também não demonstrou nenhuma reação estranha — como desviar o olhar ou evitar contato visual.
— Masachika-kun, e quanto às três pessoas que ela mencionou como sendo boas em maquiagem?
— Anotei os nomes por enquanto. Podemos começar verificando as fotos delas mais tarde. Já temos mais onze suspeitas mesmo…
Masachika se sentiu um pouco desanimado com o tempo que isso levaria — mas, no fim das contas, não houve necessidade de interrogar todas as onze restantes. Aoi havia selecionado as candidatas apenas com base nas fotos do busto, mas, ao vê-las pessoalmente, várias claramente tinham constituições diferentes — ou pareciam bem distintas das fotos.
Algumas haviam ganhado peso em comparação com suas imagens; outras tinham acne que não poderia ser escondida nem com maquiagem…
Como resultado, três das doze candidatas — todas do primeiro ano — foram eliminadas e, das duas restantes, uma foi descartada antes mesmo de precisarem falar com ela.
Quinze minutos antes do início da aula, já haviam terminado de investigar todas as alunas do primeiro ano.
— Foi mais rápido do que eu esperava… Em seguida, julgando pelos números, devem ser as do terceiro ano…
— Certo. Vamos verificar durante o intervalo do almoço?
— Não. Assim que o intervalo do almoço começa, todo mundo sai das salas de aula, e fica difícil saber onde estão… Então, se possível, eu gostaria de usar também os intervalos de dez minutos entre as aulas para investigar. Não em todos os períodos, claro…
Lançando um olhar hesitante para Alisa e Aoi, ele viu ambas assentirem. Concordaram em continuar a investigação durante o intervalo de dez minutos entre a segunda e a terceira aula.
— Nesse caso, considerando o tempo de deslocamento, talvez seja melhor irmos verificar primeiro os alunos do segundo ano. Esse é o nosso principal grupo-alvo, afinal.
— Verdade, faz sentido.
— Para mim também está tudo bem…
— Então vamos agora? Ainda temos cerca de treze minutos.
Masachika e Alisa assentiram à sugestão de Aoi, e os três se apressaram até o andar onde ficavam as salas do segundo ano.
E então—
— Ora, ora? Alya-chan e Kuze-kun? O que estão fazendo aqui~?
Por acaso, encontraram Maria nas escadas.
— Bom dia, Masha-san. Bem… estamos procurando alguém por causa da assembleia estudantil de ontem.
Com o tempo apertado, Masachika deu essa breve explicação e tentou ir embora — mas, infelizmente, não havia como escapar de Maria.
— Procurando alguém? Por acaso é do segundo ano?
— Sim… mais ou menos.
— Então talvez eu possa ajudar. Quem é?
Surpreso com a oferta inesperada, Masachika instintivamente olhou para Alisa. Um pouco confusa também, ela mostrou a Maria a imagem do registro no celular.
Após dar uma olhada, Maria assentiu.
— Ah, Miua-chan. Que coincidência perfeita — ela é minha amiga. Querem que eu apresente vocês?
— Sério?
Os olhos de Alisa se arregalaram de surpresa. Masachika sentiu o mesmo, mas, dadas as circunstâncias, não havia motivo para recusar a ajuda.
— Bem, não exatamente nos apresentar… Seria suficiente se pudéssemos apenas observar de longe enquanto você conversa com ela.
— Hã? Só isso?
— Sim, só queremos confirmar o rosto e a voz dela.
— Hmm? Não entendi muito bem, mas tudo bem. Sigam-me.
Trocando olhares com Alisa e Aoi, seguiram Maria como instruído. Ela entrou casualmente em outra sala de aula e chamou a garota que procuravam, que conversava com suas colegas.
— Bom dia, Miua-chan~♪
— Hm? Ah, é a Masha! Bom dia~. O que foi tão cedo?
Naturalmente entrelaçando as mãos, as duas se cumprimentaram com clara familiaridade. Então a garota notou os três atrás de Maria e piscou algumas vezes.
— E quem são esses três? Sua irmã e o parceiro dela, e…?
— Não se preocupe com eles, são só observadores.
— Observadores? O que isso quer dizer…?
Embora sorrisse sem graça, talvez já acostumada com os comentários ocasionalmente estranhos de Maria, a garota não pareceu muito incomodada e voltou sua atenção para ela.
Após uma conversa leve, Maria finalizou com um sorriso amigável.
— Obrigada por conversar comigo~. Fiquei muito feliz de te encontrar depois de tanto tempo.
— Ah, é? Obrigada.
— Até mais~.
Enquanto Maria acenava com as duas mãos, a garota retribuiu com um sorriso. De volta ao corredor, Maria inclinou a cabeça em direção a Masachika.
— Isso foi suficiente?
— Sim, foi mais do que suficiente. Tsukamoto-senpai, o que acha?
Diante da pergunta de Masachika, Aoi franziu levemente a testa e balançou a cabeça.
— Não acho que seja ela. Na foto, o cabelo cobria a maior parte do rosto, então eu não consegui ver bem… mas a pessoa que encontrei não tinha maxilares tão marcados.
— Entendo… Então vamos para a próxima.
— Tem mais~? Quem?
— Hum… esta pessoa.
Quando Alisa mostrou o celular novamente, Maria assentiu mais uma vez.
— Ah! Ela também é minha amiga.
— Sério?
— Você só pode estar brincando…
Deixando o trio atônito para trás, Maria deslizou até a sala seguinte, olhou ao redor rapidamente, perguntou algo a uma aluna próxima e voltou quase imediatamente.
— Desculpe~. Parece que ela ainda não chegou.
— Ah, tudo bem…
— Apresento vocês depois, então. Mais alguém?
— Hum… esta aqui.
Maria olhou para o celular — e assentiu novamente.
— Sim, ela também é minha amiga~.
— Masha-san, você não tem amigos demais!?
— Sério? Bem, eu faço questão de almoçar com alguém que não conheço na cantina uma vez por semana. Talvez seja por isso.
— Ela é a personificação das habilidades sociais…!!
Masachika estremeceu diante da história contada com tanta naturalidade. Alisa — aparentemente sem saber desse hábito — encarou a irmã com os olhos arregalados.
Mas a surpresa deles foi prematura. Quando Maria olhou para a quarta foto e disse: "Hmm~ não conheço essa pessoa", eles se sentiram aliviados — apenas para vê-la se aproximar da garota em questão sem hesitar. Depois de apenas dois ou três minutos de conversa, ela já estava se dando bem com ela.
— Ela é algum tipo de monstro da socialização…?
— Sua irmã realmente é incrível.
Observando de longe Maria conversar animadamente com alguém que acabara de conhecer minutos antes, os três quase se esqueceram de seu objetivo original de tanta admiração.
Graças ao reforço extremamente confiável de Maria, o grupo de Masachika conseguiu entrar em contato com todas as cinco candidatas do segundo ano durante a manhã e o intervalo do almoço.
O único problema era que nenhuma das oito pessoas que haviam encontrado até agora era quem procuravam.
— Restam quatro do terceiro ano… Nesse ritmo, devemos conseguir verificá-las apenas durante os intervalos da tarde.
— E se ainda assim não a encontrarmos?
— Então acho que teremos que fazer uma reunião estratégica…
E assim, com uma inexplicável sensação de mau presságio, os quatro decidiram visitar as salas do terceiro ano durante o intervalo da tarde. Mais uma vez, a vasta rede de amizades de Maria se mostrou inestimável. Das quatro candidatas restantes, primeiro seguiram em direção a uma garota que Maria afirmou também ser sua amiga…
— Aaaah~. quanto tempo, Takatsudo-senpai~♪
— Hã? Masha-chan? E sua irmã… e…
A garota que Maria havia chamado desviou o olhar para os três atrás dela — e soltou um "Ah".
— Por acaso vocês estão procurando a tal mentora por trás de tudo?
Ao ver a reação imediata de Alisa, a garota sorriu.
— Ah… então é isso mesmo.
Já não havia como ignorar aquilo, então Masachika deu alguns passos à frente e parou ao lado de Maria.
— Desculpe interromper. Sou Kuze, do setor de assuntos gerais do conselho estudantil. Isso já virou algum tipo de boato?
— Hmm? Ah, bem, a notícia sobre a assembleia estudantil de ontem se espalhou bem rápido, e depois comecei a ouvir que o Comitê de Moral Pública e a dupla Suou estavam procurando a mentora por trás disso…
— Entendo…
Ao que parecia, o grupo que investigava separadamente nem sequer estava tentando esconder seu objetivo — ou talvez simplesmente não conseguisse.
Bem, se você sai por aí interrogando pessoas com os envolvidos ao seu lado, alguém vai acabar percebendo o que está acontecendo… Ou será que…
Talvez Yuki estivesse conduzindo a investigação de propósito, abertamente, para provar a própria inocência. Pensando bem, isso parecia mais provável.
— Espera. Isso quer dizer que vocês estão suspeitando de mim?
Observando a veterana apontar para si mesma com leve diversão — sem o menor sinal de ofensa — Masachika respondeu com honestidade:
— Sinto muito. No momento, estamos interrogando qualquer pessoa cuja aparência se assemelhe à da mentora…
— Uau, sério? Hmm… devo fornecer um álibi ou algo assim?
Ainda rindo, sem qualquer traço de emoção negativa, ela coçou a cabeça. Masachika olhou para Aoi. Após um momento de reflexão, ela balançou levemente a cabeça.
Então não é ela… Bem, se for a culpada e ainda consegue agir assim, é uma atriz e tanto.
Pensando nisso, Masachika decidiu aproveitar a oportunidade para fazer mais algumas perguntas à simpática veterana.
— Se não se importar, poderia nos dizer que tipo de boatos estão circulando sobre a assembleia estudantil de ontem?
— Hã? Que tipo…? Hum… algo como: houve alunos que tentaram adulterar o resultado da votação para incriminar falsamente membros do conselho estudantil? E que existe uma mentora que os instigou, então agora estão procurando a culpada… algo assim?
— Poderia ser um pouco mais específica?
— Mais específica…? Ah, certo! Ouvi dizer que a Kujou-san ali foi o alvo e que fizeram isso para eleger a Suou-san. Algo desse tipo.
— E o que você pensou ao ouvir isso?
— Eu? Bem… acho que às vezes apoiadores entusiasmados demais acabam se empolgando, não é?
— Também há rumores de que Suou Yuki pode ter sido quem instigou esses apoiadores.
— Eh? Sem chance. Tem mesmo gente dizendo isso?
A garota riu da teoria da conspiração mencionada por Masachika — algo que sequer havia se tornado um boato ainda.
— Não a conheço tão bem, mas a Suou-san não parece o tipo de pessoa que faria algo tão desleal. E, se ela realmente fosse a mentora, não estaria trabalhando com o Comitê de Moral Pública para encontrar a culpada. Quer dizer — você era o antigo parceiro dela. Não deveria saber disso melhor do que ninguém?
— Bem, é verdade.
Masachika respondeu com um leve sorriso. A garota então voltou sua atenção para Alisa.
— Enfim, parece que as coisas estão difíceis para você agora… mas dê o seu melhor. Pessoalmente, estou torcendo por você, Kujou-san.
— Eh? O-Obrigada… mas por quê?
— Hmm? Bem… dá para ver que você está se esforçando de verdade. Só o fato de estar enfrentando a Suou-san de frente já é impressionante. Embora eu vá me formar em abril, então não poderei votar.
— Não, obrigada. Isso significa muito para mim.
— Isso aí, boa sorte~. Ah, mas eu acabei encerrando a conversa sozinha? Está tudo bem?
Mesmo sem obrigação alguma de lhes dar atenção, a veterana ainda demonstrava preocupação. Sorrindo de leve, Masachika inclinou a cabeça sinceramente.
— Não, foi mais do que suficiente. Muito obrigado pelas informações valiosas.
— Obrigada pelo seu tempo.
— Obrigada, Takatsudo-senpai~. Vamos conversar de novo qualquer hora.
— Sim, até mais.
Despediram-se da veterana, que acenou de leve, e então fizeram uma reverência antes de deixar a sala da Turma 3-D.
— Ela é uma senpai muito legal. E ainda conseguimos ouvir bastante coisa.
— De fato.
— Né~? Eu também adoro a Takatsudo-senpai♡.
Diante do comentário despreocupado de Maria, Masachika não pôde deixar de sorrir. Mas, de repente, a expressão de Maria mudou. Ela olhou ao redor inquieta antes de chamar Masachika com um pequeno gesto.
— O que foi?
— Ei, vem aqui um instante…
Seguindo o gesto, Masachika se afastou um pouco. Maria se ergueu na ponta dos pés e, em um sussurro conspiratório, murmurou em seu ouvido:
(Mesmo que eu diga que a adoro… não é o mesmo tipo de amor que sinto pelo Sa-kun, tá?)
(Porque o amor que sinto pelo Sa-kun é um amooor especial♡.) SHISUII
Dito em um tom tão sério que quase derreteu seu cérebro, Masachika sentiu o sangue subir direto para a cabeça. Achou que fosse morrer.
— O que vocês dois estão fazendo?
Alisa se aproximou, uma ruga surgindo entre as sobrancelhas. Enquanto Maria se afastava calmamente, Alisa lançou-lhe um olhar desconfiado — e então fixou um olhar afiado em Masachika, cujo rosto começava a ficar vermelho.
— E então? O que estavam fazendo?
— Nada demais…
O impacto no seu cérebro havia sido grande demais — ele não conseguiu pensar em uma desculpa adequada na hora.
Em vez disso, Maria respondeu com seu sorriso habitual:
— Ah, nada importante. Só estava dizendo que, mesmo sendo uma senpai tão legal, ele não deveria se apaixonar por ela — a Takatsudo-senpai já tem namorado.
— O quê? Isso não é algo que precise ser sussurrado.
— Ehh~? Achei que talvez fosse melhor não apontar os sentimentos românticos de um garoto tão alto~.
— Por favor, não chame isso de sentimentos românticos… Não quis dizer que ela era uma senpai legal desse jeito…
— E por que você é quem está ficando vermelho?
Enquanto Masachika abanava o rosto com a mão, Alisa lhe lançou um olhar meio exasperado, meio desconfiado.
Maria estufou o peito com orgulho.
— Viu? Falar sobre de quem alguém gosta é constrangedor para os meninos!
— É mesmo?
— Bem, não é exatamente algo que você queira discutir na frente do sexo oposto.
— Hmm…
Aparentemente satisfeita com a explicação, Alisa assentiu levemente. Além dela, Masachika notou Aoi observando-os com uma expressão indecifrável — como se tivesse percebido algo. Ele pigarreou e voltou-se para ela.
— Enfim, sobre a senpai de antes. O que achou, Tsukamoto-senpai?
Aoi pareceu querer dizer algo por alguns segundos, então fechou os olhos uma vez, soltou um pequeno suspiro nasal e respondeu com uma expressão preocupada:
— Eu… não acho que fosse ela. O rosto e o tipo físico eram semelhantes, mas a impressão geral era completamente diferente…
— Entendo. Bem, depois de conversar com ela, também acho que provavelmente não é.
— Sim…
Masachika então se virou para Alisa com um leve sorriso provocador.
— Alya, isso é uma boa notícia — ela disse que está torcendo por você.
Ainda um pouco insatisfeita, Alisa desviou o olhar na diagonal para cima ao responder:
— Sim… suponho que sim. De alguma forma… mesmo sendo alguém que não conheço — não, justamente por ser alguém que não conheço — isso me faz querer me esforçar ainda mais quando me apoia.
Diante de sua resposta honesta, Masachika piscou surpreso antes de suavizar o sorriso.
— É.
Então voltou-se para Aoi.
— Restam mais três. Tsukamoto-senpai, por favor, continue contando conosco.
— C-Certo… entendi.
Encorajados pelo apoio da senpai, retomaram a investigação com renovado entusiasmo—
— Não acredito que as últimas três foram descartadas sem nem precisarmos falar com elas.
Masachika murmurou, incrédulo, diante do anticlímax repentino.
— Desculpa…
— Não, Tsukamoto-senpai, você não fez nada de errado.
Claro, depois de se animarem, a decepção foi grande — mas, quando Aoi conseguia perceber de relance que não eram a pessoa certa, não havia o que fazer. E o motivo era óbvio até para Masachika, que estava ao lado dela: Uma era extremamente alta. Uma era fortemente bronzeada. E uma era… consideravelmente acima do peso.
No fim, interrogaram todas as doze candidatas — mas nenhuma fez Aoi dizer "É ela!", nem demonstrou qualquer reação suspeita aos olhos de Masachika. Pelo menos, não haviam recebido nenhuma mensagem de Sumire ou Yuki dizendo que haviam capturado a culpada — então parecia que a outra investigação também estava enfrentando dificuldades.
— Sinto muito mesmo…
— Não, de verdade — não é sua culpa. Tentar encontrar alguém que você só viu uma vez, com base apenas na memória, nunca seria fácil.
Essa era sua opinião sincera. Na verdade, desde o início, ele achava que havia cerca de setenta por cento de chance de não a encontrarem.
— Então… e agora? Devemos voltar para a sala do conselho estudantil depois da aula e verificar as fotos novamente?
— Hmm… Não — antes disso, vamos dar uma passada no Clube de Teatro.
Isso se baseava na resposta que haviam recebido mais cedo à pergunta padrão: "Você conhece alguém que seja boa em maquiagem?"
"Se é maquiagem, não seria o Clube de Teatro?"
Na hora, não haviam levado muito a sério — mas a resposta soara convincente o bastante para ficar na memória.
— Eu conheço o presidente do Clube de Teatro. Estou pensando em perguntar se podem nos ceder um pouco de tempo antes do início das atividades.
— Certo. Por favor, faça isso.
— Tsukamoto-senpai, você poderia vir também?
— S-Sim, claro.
— Obrigado.
— Devo ir também~?
— Ah bem, Masha-san, isso depende de você…
— Hmm? Estão me deixando de fora?
— Quê!? Não é isso… Você viria conosco, então?
— Claro!
Por algum motivo, Maria — que até pouco antes estava emburrada — de repente abriu um sorriso animado. Masachika trocou um olhar irônico com Alisa.
E assim, após combinar com antecedência com o presidente do Clube de Teatro, os quatro foram até o auditório onde o clube se reunia depois da aula.
— Muito bem, pessoal, reúnam-se!
— Sim!!
Ao chamado do presidente, os cerca de vinte membros do clube formaram rapidamente um círculo e ficaram de pé, eretos, com as mãos entrelaçadas atrás das costas.
Observando aquela cena inesperadamente "atlética" das coxias do palco, o presidente se virou para eles e disse:
— Antes de começarmos o ensaio, hoje temos alguns convidados.
Os membros do clube reagiram em silêncio — embora com expressões confusas — e Masachika e os outros subiram ao palco a convite do presidente.
— Com licença.
Quando todos os olhares se voltaram para eles—
Hm!?
Naquele instante, Masachika viu: Uma das garotas do clube olhou na direção deles — e logo virou o rosto, como se estivesse evitando ser vista.
— Desculpem interromper antes do ensaio. Gostaríamos de fazer algumas perguntas… vocês poderiam nos ceder um pouco do seu tempo?
— Eu não me importo… mas só cinco minutos.
— Obrigado. É mais do que suficiente.
Pelo modo como trocaram olhares, Masachika percebeu que Alisa e Aoi tinham notado a mesma coisa. Maria… não pareceu ter percebido nada, mas eles deixaram isso para lá.
Aquela reação só de nos ver… Ela não queria que a Tsukamoto-senpai visse o rosto dela? De qualquer forma, isso foi claramente suspeito.
Sem que ninguém precisasse dizer nada, começaram a caminhar na direção da garota que havia desviado o rosto. Quando Masachika perguntou silenciosamente a Aoi com o olhar, ela assentiu, tensa.
O físico dela não parece tão diferente… Será que é ela?
Enquanto Masachika mantinha os nervos à flor da pele, tentando não demonstrar, Alisa falou com a garota.
— Hum, com licença.
— S-Sim!
A voz dela soou estranhamente aguda — como se estivesse propositalmente "forçando" — e ela insistiu em não encará-los.
— Hum…?
Mas quando Alisa chamou de novo, a garota se virou devagar, com o olhar abaixado.
Suas feições simples e discretas estavam bem longe da "garota incrivelmente bonita, de aparência brilhante" que Aoi descrevera.
Não… talvez um rosto assim até mude bastante com maquiagem…?
Ainda em alerta, Masachika observou atentamente quando os olhos da garota caíram sobre Alisa—
Ah… o rosto dela é incrível!!
Ao soltar isso, ela quase perdeu o equilíbrio e recuou tropeçando.
Masachika e Alisa piscaram, confusos.
— Hum…
E a voz dela também é linda! O impacto… isso é perigoso!!
Despejando impressões a toda velocidade, a garota se agarrou a outro membro do clube como se a usasse de escudo. Nesse ponto, Masachika entendeu por que ela havia virado o rosto — e lançou um olhar morno para ela. Os outros membros do Clube de Teatro pareciam observar a cena com expressões parecidas.
— Hum… e o seu nome é…?
Alisa tentou perguntar o nome dela, mas os olhos da garota se arregalaram — e então ela gritou:
— Eu sou muuuito sua fã!!
— Hã…?
— Siiim!! Me desculpa! Na assembleia de ontem… você foi incrível demais! Eu fiquei tão emocionada!!
— O-Obrigada…?
— Aaaah! O seu rosto é perfeito! Você é bonita demais!!
Agora quase desabando de verdade, a garota berrava suas emoções transbordando, com lágrimas nos olhos. Totalmente sem saber como reagir, Alisa olhou para Masachika — mas ele estava tão perdido quanto.
— Talvez seja melhor você apertar a mão dela por enquanto?
— Eu não sou nenhuma celebridade—
— Pode mesmo!?
— Ela claramente quer…
De repente, recuperando as forças nas pernas, a garota se aprumou. Um pouco surpresa, Alisa estendeu a mão direita. A garota segurou a mão dela reverentemente com as duas e ergueu o olhar, comovida.
— Muitíssimo obrigada! Eu estou torcendo por você! Ano que vem eu vou votar com certeza!!
— O-Obrigada…
Atrás da Alisa atônita, Masachika perguntou baixinho a Aoi:
(O que você acha? Tem mais alguém aqui que pareça uma possibilidade?)
(Hum…)
Depois de varrer os rostos dos membros do clube, Aoi franziu as sobrancelhas.
(Desculpa… eu até pensei que aquela garota poderia ser ela com maquiagem, mas agora, quando eu penso nisso… todo mundo começa a parecer possível…)
(Ah…)
No fim, a única coisa que aprenderam ao visitar o Clube de Teatro foi que Alisa aparentemente havia conquistado uma fã entusiasmada — e que lidar com essa fã aumentou sua popularidade dentro do clube.
⋆⋅☆⋅⋆
— Aff… então, no fim, não adiantou nada.
Depois de concluir no Clube de Teatro e se despedir de Aoi por aquele dia, os três voltaram para a sala do conselho estudantil para descansar.
Exausto de passar o dia inteiro correndo atrás de pistas — além da assembleia de ontem — Masachika se jogou no sofá e se espreguiçou.
— Nnngh…! Aaah…
Saboreando a sensação de que os músculos esticarem, ele relaxou por um momento enquanto checava o celular.
— Nada do lado do Comitê de Moral Pública também… Parece que ainda não pegaram ninguém.
— Parece que não.
— Bem, não é fácil…
Enquanto falava, Masachika se ergueu com um pouco de ímpeto.
— Masha-san, obrigado por hoje. Você ajudou muito…
— Ah, não foi nada~. Vou fazer um chá.
Apesar de ter sido incrivelmente útil, Maria apenas sorriu e começou a preparar o chá como se não fosse nada. Enquanto Masachika percebia seu respeito pela veterana crescer silenciosamente—Maria, com uma lata de folhas de chá na mão, perguntou de repente:
— Aliás, o que exatamente vocês estavam investigando mais cedo?
— Pff— !
Com a pergunta vindo tarde demais, Masachika não conseguiu evitar soltar uma risada — junto com o respeito recém-adquirido.
— Masha… você não sabia?
— Ué, ninguém me explicou…
— Isso até é verdade, mas…!
Alisa levou um dedo à têmpora, com a sobrancelha tremendo. Após soltar um suspiro cansado, ela se levantou.
— Vou comprar algo doce. Masachika-kun, por favor, explique tudo para a Masha.
— Hã…
— Alya-chan, compra algo para mim também~. Eu quero pudim.
— Sim, sim…
E assim, Alisa jogou a "missão de explicar" casualmente nas costas de Masachika e saiu da sala. Enquanto Maria servia o chá, perguntou de novo:
— Então… o que vocês estavam investigando?
— Bem… hum… talvez seja melhor você continuar do jeitinho que é, Masha-san…
— Sério? Se você diz, Kuze-kun.
Por algum motivo, Masachika não teve vontade de explicar coisas como mentores e conspirações para aquela senpai em particular — e ela também não pareceu se importar.
— Ah—eu acabei fazendo um para a Alya-chan também sem querer. É melhor eu tampar?
— Não seria melhor fazer fresco depois? Eu posso tomar duas xícaras, se você quiser.
— Sério? Então vou aceitar.
Maria trouxe uma bandeja com um bule e três xícaras.
— Aqui.
— Obrigado.
Pegando a xícara, Masachika só então sentiu uma pontada de culpa por deixar Maria servi-lo chá como se fosse normal.
— Desculpa… você ainda ajudou a gente na investigação.
— Hm? Ah, não se preocupe… eu fiz porque quis.
— Eu vou retribuir.
Ele disse com firmeza e tomou um gole — quando Maria se sentou ao lado dele e se inclinou bem perto.
Hm? Não está perto demais?
Ele mal teve tempo de formar o pensamento e—
Ela encostou o corpo nele e sussurrou no ouvido direito:

(E aí? Está bom?)
— S-Sim, está bom… mas por que você está sussurrando?
(Hmm? Eu estava pensando se as suas orelhas são sensíveis, Sa-kun.)
— Não são sensíveis — qualquer um reagiria assim.
Arrepiando-se com a respiração dela na orelha, Masachika se inclinou para a esquerda — mas Maria se inclinou na mesma medida, e os corpos dos dois ficaram ainda mais colados.
— O-O que é isso!?
(Hmm~ um joguinho sorrateiro?)
— Que tipo de jogo é esse!?
Tentando desesperadamente ignorar a pressão bem evidente no seu braço direito, Masachika colocou a xícara de volta na mesa.
(N/SLAG: E VOLTAMOS A PROGRAMAÇÃO NORMAL EM TODO VOLUME! KKKKKKKKKKKKKKKK)
Mas Maria continuou sussurrando do mesmo jeito:
(Hehe… "joguinho sorrateiro"… parece que a gente está fazendo algo indecente, não parece?)
— Com certeza parece isso mesmo!!
(Fufu… você é engraçado, Sa-kun.)
Com uma risadinha, ela soprou de leve no ouvido dele — e um arrepio correu pela espinha de Masachika. Sem aguentar mais, ele tentou se levantar—
— Aaah, Sa-kun, você é tão fofooo♡.
De repente, Maria o abraçou de lado. Perdendo o equilíbrio, ele tombou para a esquerda—
— Kya—
— Uou—!?
Por um instante, a sensação de falta de peso fez um arrepio percorrer seu corpo — mas, felizmente, ele apenas acabou sendo empurrado para baixo no sofá. Sua cabeça caiu bem perto do apoio de braço, então nada realmente doeu.
— Essa foi por pouco…
— Ehehe, desculpa.
Mostrando a língua ao se desculpar, Maria se inclinou novamente sobre ele — quase cobrindo-o — e mais uma vez levou a mão à boca para sussurrar em seu ouvido:
(Porque você é fofo, Sa-kun?)
— Ugh! Isso está me dando arrepios de verdade!
Um tremor percorreu sua espinha, e Masachika balançou a cabeça com força. Maria fez um leve beicinho — então pareceu ter pensado em algo e sorriu.
— Aliás… você disse que ia me retribuir mais cedo, não disse?
— Hã? Ah, sim… não me diga—
Um mau pressentimento percorreu sua espinha — desta vez por um motivo completamente diferente. Olhando para ele de cima, Maria sorriu de forma travessa — e, de algum modo, sedutora.
— Então, como retribuição… até a Alya-chan voltar… aguente firme, tá bom?
— Eu vou morrer!?
— Okaaay, então—
Seu sorriso — com um toque incomum de encanto — foi se aproximando lentamente… O ar quente de sua respiração roçou o lóbulo de sua orelha—
(Starto, okay?)
(N/SLAG: "Starto": Pronúncia lúdica, com sotaque japonês, da palavra inglesa "start" (começar).)
— Hngh—!
Masachika se encolheu, retraindo o pescoço, tentando desesperadamente suportar a sensação de cócegas que parecia subir pela espinha.
(Hehe… você está tremendo. Fofo♡)
O que é isso — ASMR ao vivo!?
Não era nada como as gravações de ASMR que ele já ouvira com fones de ouvido. Afinal — dessa vez ele podia sentir fisicamente a respiração dela.
(N/SLAG: ASMR: Áudio projetado para criar uma resposta sensorial de formigamento (geralmente por meio de sussurros ou sons suaves).)
Mais do que isso, o calor do corpo de Maria pressionava seu lado direito — seu toque, seu cheiro — a simples presença dela como uma pessoa de verdade o envolvia com uma intensidade avassaladora.
(Ei… sussurrar assim juntos não te lembra dos velhos tempos?)
A-Alya, agora é a sua chance!!
Mais do que nunca, ele se viu rezando pelo retorno de sua parceira enquanto fechava os olhos e cerrava os dentes, tentando aguentar.
…!
Ele lutava desesperadamente contra a voz doce e agradável que acariciava seus ouvidos, vibrava em seus tímpanos e provocava seu cérebro—
(Sa-kun, eu te amooo♡)
(N/SLAG: Aqui a masha usou だいすき (daisuki) e não あいしてる (aishiteru))
………………………
Vários minutos depois—
— Voltei…?
— Bem-vinda de volta, Alya-chan~♪.
……
O que Alisa viu ao retornar à sala do conselho estudantil foi Masachika — largado como se sua alma tivesse sido drenada pelos ouvidos — e Maria, que, por algum motivo, parecia cheia de energia.
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